Mostrar mensagens com a etiqueta Férias 2017. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Férias 2017. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Das folhas que


Das folhas que faltava eu falar, foi assim.
Era uma vez um caderno colorido que veio de longe e muito me comprouve. A seu tempo, levei-o de férias e preenchi-o com manuscritos e recordações de papel que quis perpetuar. Entretanto, nas últimas folhas, fui construindo uma espécie de herbário, isto a começar da última folha. Ora aconteceu que as flores e folhas são demasiado espessas para se manterem sossegadas na página que  eu lhes destinara, e iam saindo, o que me causava algum desconforto a escrever, isto aliado ao facto de essas férias serem um tanto ou quanto desocupadas do tempo que geralmente dedico à escrita aquando das ditas... Pronto, somando: acabei por escrever pouco no caderno, preenchê-lo com memórias / recuerdos / souvenirs, que escorregavam se não estivesse atenta e, portanto, sobraram folhas que não quis preencher por conta do que já referi. E apartei-as para lhes dar um destino, que é: o bloquinho rudimentar. Lembram-se do meu bloquinho rudimentar?, se não se lembram, não faz mal nenhum, eu gosto de vocês na mesma.
O meu bloquinho rudimentar tem estado mudo para o blogue porque já não vive comigo a toda a hora, deixo-o em casa, tem servido para os apontamentos da edição dos vídeos.
Já agora acrescento que as folhas sobrantes do caderno negro foi igualzinho, na altura desse post havia-me esquecido de registar este majestoso e desejável destino.
E lá vem a foto outra vez, ó:


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ó Gina, conta lá acerca do teu dia de anos, vá

Às sete e picos da manhã ouvi dizer na Radio que era dia de ligar à sogra. Ora acontece que me senti logo livre de o fazer, pois quem me ia ligar de certezinha era a minha sogra, que eu fazia anos italital. E ligou. Ligou também a minha mãe e o meu pai por junto. Ligou, ainda, o rico filho. De resto mais ninguém precisava de me ligar, que dormem na mesma casa que eu. Foi chegar a manhã e ouvir 'parabéns mãe', vindos da rica filha, e 'parabéns minha linda', vindos do Luís. Ah, e o bicho-cão deu-me a desmesurada atenção, quando ainda na cama. Eu, claro, eu na cama e o bicho-cão no chão, claro, patinhas dianteiras em riste e linguínha sôfrega. O costume da gente as duas, portanto, costume esse que está longe do parabenizar.

Fiz um bolo montes de bom. Ó pá, a sério, fiquei maluca com o sabor conseguido. É que há dias comprei uma manteiga daquelas todas apaneleiradas e que é realmente muitaa boa em sabor, aspeto, textura, cheiro... ó pá, em tudo. O bolo, a bem dizer, fi-lo jogando-me ao mais básico que há na matéria → 4x4, ou seja:
200 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar
4 ovos
200 gramas de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
A partir daqui pode fazer-se os mais variados bolos, vai daí escolhi fazer o meu com:
4 talos de erva-príncipe
2 colheres de sopa de coco ralado
100 gramas de pinhões
200 gramas de chocolate branco
100 mililitros de natas
50 gramas de açúcar
100 mililitros de água
Enquanto a manteiga e o açúcar andavam aos rebolões na minha batedeira montes de espectacular, retirei as folhas de fora à erva-príncipe e piquei-a finamente com o coco (a picadora foi o melhor caminho para a finura que eu pretendia). Quando a manteiga e o açúcar estavam homogeneizados, juntei os ovos, um a um, não juntando nenhum sem que o anterior estivesse bem incorporado. É nesta altura que, quem faz bolos esporadicamente, se admira com a consistência da massa, é que nesse ponto parece tudo menos uma massa boa e capaz, e isso acontece porque os ovos afinal não se incorporam tão bem assim, o que torna a massa numa mistura líquida e por vezes talhada. A esperança de uns (os inexperientes e/mas otimistas) e a certeza de outros (os experientes) é que aquando da adição dos secos tudo se transforme para o bem abraçar e resultar numa massa ímpar... Bom, adiante. De seguida é hora de juntar a erva-príncipe e o coco, tendo já e entretanto, a farinha e o fermento em pó peneirados, que se juntam também à festa. E aí 'migos, ai 'migos aí, ai ai... a massa parece capaz de resultar num bolo tremendamente... capaz de tudo.
Com as folhas de fora da erva-príncipe, os 50 gramas de açúcar e os 100 mililitros de água fiz uma calda, que ferveu durante dois minutos e que deitei por cima do bolo cozido e esburacado com um palito.
Com os restantes ingredientes fiz a cobertura: parti o chocolate enquanto as natas aqueciam no fogão, quando quentes joguei-as por sobre o chocolate, misturando-os ao depois de o chocolate derreter, derramei a mistura por sobre o bolo esburacado e húmido da calda fervente e, finalmente!, lancei os pinhões tostados.

Gravei dois vídeos, os quais, pelas minhas contas, serão publicados lá longe no tempo, uma vez que tenho a edição dos ditos atrasada que se farta, é que ainda nem os das férias estão no canal, quanto mais os que se lhes sucederam.

Fui feliz. Muitos leitores me desejaram um dia feliz, e podem crer que o foi. Obrigada.

O bolo de que falo acima é este, ó:






terça-feira, 11 de julho de 2017

49 comentários

Faço anos, diz que a gente pode pedir coisas estapafúrdias, esperar presentes especiais, exigir atenção e mais não sei o quê, de maneiras que o meu desejo é ter 49 comentários na caixa deste post.








segunda-feira, 3 de julho de 2017

Plátanos

Estive a medir de cabeça o diâmetro dos troncos dos plátanos que dão sombra ao muro de pedra. Deve ser para aí uns cinquenta centímetros ou coisa assim. Não são, de todo, mais grossos do que aquele que eu vi em Amelie les Bains...


terça-feira, 27 de junho de 2017

Trazidos das férias

A fita-cola já eu tenho. Um dia vou recortá-la aos ziguezagues e pô-la a segurar toda a sorte de papelinhos que trouxe das férias. As flores vão ter um destino diferente, mas melhor, presumo, vou fazer a bolsas de papel – envelopes, vá - e é aí que as vou guardar. Ponderei se as poria em sacos de plástico, mas não, achei que lhes faltaria o ar. Ponderei se construiria os envelopes em papel colorido, mas não, achei que por conta de ir às apalpadelas, em caso de lhes querer aceder, e eu quero revê-las. Então decidi que vou mas é fazer os envelopes em papel vegetal, suprimindo a badana, a ver se – mesmo que já mortas - as minhas flores respiram ao menos um poucochinho. Ar nas flores, transparência no papel e prazer no olhar. Só coisas boas, e sem esmigalhar ou emporcalhar nada. Agora me lembro da borboleta... Vai ter a mesma construção.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O pôr-do-sol
As papoilas
A borboleta

Esperei quarenta e cinco meses para ver o pôr-do-sel em Montpellier. Bem sei que já falei disto no blogue, mas tenho mais fotos:






Das papoilas é que ainda não falei. Não tenho fotos do campo de papoilas mais belo que vi até hoje. Sério. Era um campo vermelho, sobretudo vermelho, não duvido que ali estivessem milhares de papoilas, daí não se ver mais nada além de vermelho, isto quando visto da estrada. Tivesse eu parado a marcha e avançado até lá e já me seria possível notar a penugem dos caules, os pormenores das pétalas, os olhos, as sementinhas dos olhos. Sementes de papoila. Há dias grelhei salmão que previamente forrei com sementes de papoila. Experimentem, é muito bom.

E da borboleta não cheguei a falar porque me esqueci de a incluir aquando do post em que me anunciei recoletora. Quem encontrou a borboleta, já morta, repito: morta, foi o Luís, dizendo que era giro colocá-la no caderno colorido. O bonito da borboleta é que o seu aspeto ainda não mudara. Eu fez-me impressão o bicho: «oh!, coitadinha, está mesmo morta, Luís?»
Estava.
Mesmo.
Lá (em Luciñena) pu-la no caderno colorido.
Cá (comigo, em todo o lado) no caderno colorido.
Apresentarei a foto em breve.

antes & depois

listinhas de fim-de-semana, o antes:

supermercado
alcaparras
creme avelãs, quiçá
manteiga amendoim, idem
feijão branco
grão bico
natas boas
natas más
óleo girassol
azeite bom
atum, receita nova
coentros, idem
morangos/pêssegos, receita nova
bananas, idem
ovos L
iogurte grego
leite rica filha
cereais rica filha
creme rosto, cupão
gel rosto, idem
pasta dentes
escovas dentes

fazer
sopa de legumes (abaute supe: uátelse?)
limpar varanda
lavar bancada
comprinhas supermercado

lazer
vídeo pacotes açúcar
vídeo lembranças
vídeo recuerdos
vídeo souvenirs
fotos tipo ah!
editar vídeos
editar fotos
deslindar cartões memória
carregar pilhas

no lixo das férias
meias vermelhas
meias cor-de-laranja
camisola amarela
camisola cor-de-laranja
camisola cor-de-rosa

listinhas de fim-de-semana, o depois:

supermercado
alcaparras
creme avelãs, quiçá
manteiga amendoim, idem
feijão branco
grão bico
natas boas
natas más

óleo girassol
azeite bom
atum, receita nova
coentros, idem
morangos/pêssegos, receita nova
bananas, idem
ovos L
iogurte grego
leite rica filha
cereais rica filha
creme rosto, cupão
gel rosto, idem
(este perdeu validade)
pasta dentes
escovas dentes


fazer
sopa de legumes (abaute supe: uátelse?)
limpar varanda
lavar bancada
comprinhas supermercado


lazer
vídeo pacotes açúcar
vídeo lembranças
vídeo recuerdos
vídeo souvenirs

fotos tipo ah!
editar vídeos
editar fotos
deslindar cartões memória
carregar pilhas

no lixo das férias
meias vermelhas
meias cor-de-laranja
camisola amarela
camisola cor-de-laranja
camisola cor-de-rosa

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Primeiro

Boa tarde. São dezoito e cinquenta e nove. Este é o primeiro dia - completo - de verão. De nada, ora essa. 
Tenho uma foto que masqueceu de juntar a este post e que reza a mesma temática:
as lembranças
los recuerdos
les souvenirs
que trouxe das -ainda não longínquas - férias. Se mostrei ao mundo o item guardanapos, como não mostrar ao mundo o item sabonetinhos/géizinhos/champôzinhos?









segunda-feira, 19 de junho de 2017

Olá, bem-vindos a mais um blogue

Bom dia. São dez e trinta e três.
Lanchinho: duas ameixas vermelhinhas - e azedinhas, como eu gosto. Tirei fotos ao antes & depois mas a máquina fotográfica não tão espectacular assim não tinha o cartão de memória lá dentro, então as fotos ficaram gravadas na memória interna. Não que eu não saiba que o sistema para as tirar de lá é extamente o mesmo, mas acresceu uma tarefa para logo à noite, então: apresento as fotos amanhã, creio agora nisso, só por dizer que às tantas apresento num outro dia 'olhem: lembram-se das minhas ameixas? e tal e tal', e explico e deixo link para este post e assim conseguirei um extra-post.
O que eu devia fazer era pôr-me a procurar a porra do cabo para passar as lindas de morrer fotos que tirei... ai perdão, as fotos que tirei e que estão lindas de morrer.
Isto de ter a máquina faltosa de cartão deve-se ao facto de o regresso de férias ter sido um bocado virado para tecnologia. Um bocado. Mesmo. Levei comigo uma catrefada de valiosos auxiliares desta que escreve e que tem a mania que é repórter:
baterias, pilhas, carregadores, cabos, cartões de memória, pens
E, chegada a casa, houve que desemaranhar e descarregar o que estava nos cartões para o computador, e aí é que foi, pumba e coiso, hoje toca de trazer a máquina quase desmemoriada.

Vamos mudar de assunto?
Vamos.

Cheguei ao estaminé, atualizei a minha pastinha dos escritos e fotos e coisinhazinhas que tais, abri o meu documentozinho de escrita e... deixei cá um rascunho!, oh céus!, um rascunho?, eu deixei-me só um rascunho?!
Sim. Caraças pá, sim.
Mas sei como continuar a ser grafómana, isto porque, e por exemplo, já escrevi isto tudo e ainda o sol vai na subida, para aí aos três quartos do pico.
No documento que uso no estaminé, deixei também uma foto:





E um documento digitalizado:





Da foto:
Não malembra se cheguei a publicá-la e não vou vasculhar o passado do blogue, que não mapetece. Trata-se do momento em que terminou a caneta verde, que entretanto deixei em Villefranche de Conflent, acompanhando a mala-velha-e-creme, ó:





Da imagem:
Deixei-a por publicar, disso já malembra e olhem, publico agora e acabou mas é a conversa ← essa.
Trata-se de uma lista de faltas domésticas que não me pertence e que encontrei não malembra onde. Neste dia, é não mais que isso.

Boa tarde. São quinze e quarenta e sete.
Sei que todo este post está superlativamente interessante, o que vos levará a não esmorecer a leitura. Então, vá.

Da lista do que eu queria, ainda, registar acerca da mais recente viagem, não consta copiar os manuscritos para os publicar no blogue, o que é vez primeira a acontecer. Sério. Copio, desde sempre, as palermices que escrevo no caderno – ao d' agora chamo de 'colorido' – que levo comigo. Ora acontece que escrevi pouco, principalmente por falta de tempo, embora a falta de vontade tivesse aparecido no fim da jorna, tanto que nos dois últimos dias não registei coisinhazinhas. Lamento essa ausência, mas pouco, afinal sou mulher para não dispensar o viver em prol do escrever, a esta grafómana não é fácil escrever umas coisas sem viver, tanto essas como outras coisas.

Ó pá, que saudades do lugar (que também pode ser) da musa, da árvore amarela, da rua mais bonita de Lisboa, dos bancos da praça, do latim, das folhas pela calçada. Hoje não pude rever todos eles, tampouco amanhã será dia disso, mas quarta-feira lá vou eu. O que amanhã poderei rever são os jacarandás, que, estando junho aos dezanove, hão de ter largado muito lilás e muito óleo na calçada – frruque!, frruque!, frruque!, eu a andar e as solas a pegar. É.

Sabem que eu, na dita viagem, logo ao início deu-me para colher florzinhas e folhinhas. Nem sempre esperei que o acaso mas trouxesse, fui por vezes ruim para com a Natureza, ingrata, arrancando flores e folhas do seu sistema de vida para as encafuar num dos meus. Com isto entristeci um poucochinho, mas por outro lado alegrei-me, era para continuarem vivendo, afinal. Por onde ia passando, e onde me apetecesse, levava comigo as flores e as folhas, que nem sempre apanhei do chão - repito a ver se se entende - dispondo-as seguidamente por entre duas folhas do meu caderno colorido. Isto contribuiu também para não me dedicar tanto à escrita manual, pois quanto mais recolhas eu tinha por entre as folhas do caderno, mais volumoso este ficava e mais cuidadosa eu tinha de ser, que era um ai! enquanto as recolhas saíam do seu lugar, quantas vezes não dei por algumas caídas no fundo da mala, ou então prestes a isso. Mas não perdi nenhuma, é que nem uma.
Entretanto deu-me na cabeça armazenar toda a espécie de papelada, cartões de visita, faturas, avisos 'do not disturb', ou, quiçá bem mais chique: 'prière de faire ma chambre', talões de pedidos à mesa com anotações de palavras-passe do wi-fi dos restaurantes, envelopes guardadores de talheres limpos e prontos a usar e até, pasme-se! papéis de Sugus. Portanto o meu caderno colorido ficou gordo pra caraças e manuseá-lo sem me cair todo o espólio era quase um dom de malabarista.

São agora seis e tal da tarde. Estou aqui estou aí, onde for. Quero eu dizer que já faltou mais para publicar este grande post. Se não conseguirem ou não quiserem lê-lo até ao fim, não faz mal, eu gosto de vocês na mesma.



Lisboa, dezanove de junho de dois mil e dezassete





domingo, 18 de junho de 2017

sábado, 17 de junho de 2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

comprinhas

fui ao supermercado.
o meu excelentíssimo automóvel de matrícula portuguesa tinha teias no retrovisor lateral esquerdo
não limpei, pareceu-me vintage
o pára-brisas estava empoeirado
não lavei, conseguia ver


comprei

sultanas envoltas em chocolate
batata-doce with orange pulp
queijo griego
pomodoro monterosa
limões oh!
frango de aviário
fresas madurinhas
crème glacèe aux chocolat et noisettes

Pormenores

Pudesse eu, e nesta viagem teria escrito tudo e fotografado tudo. Mas, por ter de fazer uma escolha, escolhi viajar e viver sem escrever em toda e qualquer folha, guardanapo, fatura, cartão-de-visita e sem fotografar toda e qualquer folha, pétala, ramo...
Então que fiz para não rebentar?
Escrevi umas coisinhas no caderno colorido, usando as canetas vibrantes, e fotografei pormenores aos montes, deixando agora - alguns - no blogue.



escrever é fixe

quinta-feira, 15 de junho de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Comprinhas

Tenho que compar um biquíni
bi quí ni
biquini
bi qui ni
A viagem de longo curso será para a gente ir por aí e parar em rios e lagos e praias, ser-me-á indispensável levar um biquini, portanto, uma vez que não pratico o naturismo.
Mas a gente vai de mota e as viagens de mota obrigam a uma redução drástica de pertences, é para se levar, no mínimo, o mínimo possível, não mais que isso. Mas os meus biquinis são todos muito esponjosos, colidindo seriamente com a minha bagageira. Além do espaço que as mamas de esponja ocupam, o que já é entrave, ainda demoram um ror de tempo a secar. E a gente quer chegar, mergulhar, molhar, nadar e andar. E eu, eu quero lá agora andar por aí, mesmo que em montes e vales, com duas rodelas molhadas mesmo em cima das ditas, é que nem pensar. Posto isto, queria comprar um biquini sem merdas a encher e a fazer parecer que tenho umas belas mamas. Notem bem: não é que em outras ocasiões eu não tenha buscado um biquini a fazer-me parecer com mamas ao nível do antebraço e/ou com mamas maiores, claro que busquei, por isso os tenho na gaveta, mas aquilo de nunca mais secar, pá... Ah, e não, não dá para tirar as esponjas, não.
Mas basta-me encontrar um biquini sem falsas verdades, e na gaveta há para lá uns assim como que a preencher os requisitos, mas velhos pra caraças, portanto: lassos e, além disso, são de atar no pescoço, e eu cá não gosto nada disso, pá, que me puxa a mona para baixo.
Tenho que comprar um biquini, mas isso de encontrar um sem falsas verdades tem-se revelado verdadeiramente difícil. Cá para mim é falso que os haja no mercado, que agora a moda privilegia a esponja.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Foi ontem

Ontem visitei o lugar da musa do antigamente. À conta da viagem de longo curso era preciso comprar um mapa de estradas e ali é lugar para me safar da tarefa.
Comprei.
Há mais de um ano que não entrava na livraria, olhava para a entrada – por poucas vezes, é certo – e sentia saudades da mistura de cheiro a livros e café... Mas não ia atrás do cheiro, o café não valeria a pena, o sabor seria fraco e a espuma seria rala, foi por isso que deixei de lá ir. Atrás do balcão vislumbrei a livreira mais simpática que por ali se move, e que 'no meu tempo' era a única que safava o sabor e o prazer que sinto em beber café. Decidi então beber. Vá. Não estava mal, mas também não estava bem, quanto mais muito-muito-bem, que era esse o meu desejo. Não estava, mas olhem, matei a saudade da bolachinha e do pau. De canela. Ora acontece que a bica encareceu e não foi pouco, cerca de vinte e cinco por cento. Fornecem bolachinha de canela, está bem, fornecem pau de canela, está até muito bem, mas já 'no meu tempo' forneciam. Pois.