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sábado, 11 de novembro de 2017

Receitas

Ando sempre a experimentar receitas. Ando sempre aflita para não exagerar nisso. Ando sempre de volta de receitas novas. Ando sempre a ver se não abuso. Ando sempre a ver se sou diferente disto.
Na minha personalidade manda uma certa insatisfação e, a par com isso, de procurar novidades, eu própria invento e/ou reinvento receitas, vai daí... Marió perguntou-me se nunca repito as minhas ideias
«não»
se eventualmente aponto as que me saem bem com o intuito de as voltar a fazer
«não»
já que gosto tanto da cozinha poderia quiçá registá-las
«raramente, e isto: no blogue»


Então,...,...,...
Experimentei uma receita que encontrei pela primeira vez aqui, depois aqui, e foi neste último «aqui» que fiquei com vontade de me jogar a ela, já joguei. Chamaram-lhe 'Creme de Beterraba e Lentilhas Vermelhas' e o meu ficou assim:







De notar que as fotos acima, embora mostrem três etapas do meu creme, não têm qualquer filtro, enquanto as de baixo têm sim senhores:









sunscreean no seu máximo dos máximos







zeke a dar tudo por tudo








slate ali assim pela metade


(tudo conseguido com o programa que habita a memória do meu computador)

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

As fotos das peras e os graminhas muitozinhos e os mililitrinhos poucochitos






… São as peras que usei para fazer um bolo de colheradas. A receita, encontrei-a num comentário (aqui) e achei tanta graça às colheradas que quis fazer igual, não sem antes medi-las em graminhas por me parecer mais fácil, rápido e eficaz.
Fácil porque a gente vai buscar a balança e amanda pra lá o açúcar e a farinha, porque a gente mede mais facilmente cem mililitrinhos de leite, outrossim para os graminhas de manteiga, eu cá, nestes últimos, safo-me muitaa bem com o olho...
Rápido porque o é, efetivamente, fazer o exposto no parágrafo acima, imagine-se a gente com a colher em equilíbrio, aparando leite pingão, imagine-se a gente a medir farinha, duvidando do cogulo e/ou do raso das colheres, outrossim para o açúcar, que é menos capaz de fazer o cogulo que faz a farinha, vai daí a gente sabe lá decidir-se!
Eficaz porque a confeção de bolos é uma coisa não muito criativa, se olhada por certo prisma, pois não convém descurar as quantidades, por exemplo: tanto de farinha para tanto de ovos, tanto de ovos para tanto de açúcar, tanto de açúcar caso a receita contenha leite italital. Não se desviem muito, sério, pois a coisa não vos correr bem. Claro que andamos sempre a inventar. Eu ando. O blogue tem cá muitas invenções. Nem sempre correm bem. Pois. É. Este bolo não correu lá muito bem, não. É por isso que não registo a conversão de colheradas para graminhas. Quiçá tenha exagerado nas peras, que pus todas quantas aparecem nas fotos, se no nepalês da frutaria os graminhas deu nos 1015, se eu as descasquei e descarocei, fiquei para aí com quê?, 800? E desde quando é que um bolo de quatro ovos - italital - fica equilibrado com oitocentos graminhas de fruta?!
Mas olhem que mesmo assim ficou todo pimpão, ó:






E de sabor está bem porreiro. Bem, bem.


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O bolo conseguido

Consegui um bolo de chocolate, que não é um bolo qualquer, é um...

Bolo de Chocolate e Merengue

É uma receita pequena, tanto que a forma aconselhada é a de vinte centímetros de diâmetro, e vem em cups e mais não sei o quê mas eu tive o desplante de convertê-los em gramas. É que, reparem nisto: medir ¾ de cup de chocolate em barra e/mas partido em pedacinhos. Tudo bem, faz-se, mas não é uma cena do caraças?, então e o ar por entre pedacinhos, como é?, é chato, de maneiras que pumba, graminhas com ela, a receita.
Outra coisinhazinha: ainda bem que eu havia comprado uma forma de fundo amovível com vinte centímetros de diâmetro, muito cor-de-rosinha e, portanto, um tanto de lindinha, e olhem que eu a havia comprado porque me deu na mona, não especificamente para esta receita. Quero eu com isto dizer que por vezes o melhor é fazer caso das instruções que vêm nos livrinhos.
E vamos então à receita, que retirei da revista Continente Magazine, o número de, se a memória me não falha, novembro do ano transacto. Sim, eu, Gina Maria, estou para fazer este bolo há onze meses. Mas a receita, vá:


Bolo de Chocolate e Merengue

ingredientes para a massa:
100 gramas de manteiga
200 gramas de chocolate
2 ovos
4 gemas (reserve as claras para o merengue)
80 gramas de açúcar mascavado
1 colher de chá de extrato de baunilha
100 gramas de farinha
100 gramas de amêndoa moída
1 colher de chá de fermento em pó
ingredientes para o merengue:
4 claras (as que reservou)
100 gramas de açúcar em pó
1 colher de chá de vinagre
1 colher de sopa de cacau em pó
50 gramas de pepitas de chocolate
preparação:
Ligue o forno nos 160º
Unte uma forma redonda (20 cm) e forre-a com papel vegetal
Derreta a manteiga e o chocolate em banho-maria, retire do lume e deixe repousar
Misture os ovos, as gemas, o açúcar mascavado e a baunilha e bata bem até ficar uma massa espessa
Adicione a manteiga e o chocolate derretidos, a farinha, a amêndoa e o fermento peneirados, sem parar de bater na batedeira
Leve ao forno e retire cerca de 30 minutos depois, deixando o bolo mal cozinhado
Faça o merengue, batendo as claras em castelo e adicionando-lhes aos poucos o açúcar em pó
Junte o vinagre e bata até o merengue ter uma boa consistência
Acrescente o cacau e as pepitas
Coloque o merengue no topo do bolo e leve novamente ao forno por mais 20 minutos


Estava tão bom...






Coisinhazinhas para lembrar em futuras consultas:
a forma é para ter mesmomesmomesmo 20 centímetros de diâmetro, que é o que manda a receita
não derreti as pepitas de chocolate, que era o que mandava a receita
não decorei o bolo com coisa nenhuma, que era a sugestão da receita
apioei-me no texto da revista mas não o copiei, que a descrição é minha

sábado, 9 de setembro de 2017

O bolo d' hoje, sábado

Já fiz, iei!, e ficou bom, iei!, tenho ressalvas mas antes vão as fotos...





Quais quarenta minutos quais quê, pá!, nada disso, vinte! 20! minutos (e foi demais, como explico em baixo), em forma untada e de mola, para ser mais fácil o desenformar. Comprei recentemente uma forma de fundo amovível, assim é que é bonito dizer, com dezassete centímetros, que, apesar de a receita pedir aos vinte, os dezassete também lá chegam. Na receita original, é estipulada a forma de vinte porque o bolo é pequeno. Quanto a mim, que escolhi um tamanho menor, aconteceu-me simplesmente conseguir um bolo mais alto, portanto mais propenso àquele centro cremoso. No entanto, mesmo a minha forma sendo menor que a estipulada, ter forrado a forma, untado e polvilhado com esmero e mais não sei o quê, a verdade é que o fundo ficou queimado, portanto, agora estipulo eu, quinze! minutos no forno, 15! E deixo a receita novamente, agora retificada ao dia corrente.

Bolo de Chocolate Mais Fácil do Mundo


4 ovos
200 gramas de creme de chocolate e avelãs (Nutella, ah pois!)
2 colheres de sopa de farinha

Batem-se os ovos durante 5 minutos na batedeira, o que fará com que tripliquem de volume
Aquece-se um pouco o creme de chocolate no microondas para amolecer e ser facilmente misturado nos ovos fofos
Retira-se uma parte dos ovos e mistura-se no creme de chocolate
Envolve-se esta mistura no resto dos ovos
Peneira-se a farinha para dentro da taça onde se preparou a mistura anterior e mexe-se
Leva-se ao forno numa forma - de 17 centímetros de diâmetro - forrada com papel vegetal, untada de manteiga e polvilhada de cacau durante mais ou menos 15 minutos



👍💋😍💫

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Post de amêndoas

Gelado meu, gelado meu... Fiz um gelado de amêndoa que me espantou e agradou mais que muito. E nem é preciso sorveteira. Eu explico. Leva-se ao lume:

400 mililitros de natas
100 gramas de farinha de amêndoa
50 gramas de açúcar
2 gemas
2 paus de canela
1 limão, a raspa

… E deixa-se engrossar, o que acontecerá pouco antes de formar as bolhas da fervura. Este creme pode fervilhar, mas não convém abusar, não vá talhar.
Dispõe-se o preparado numa tigela e deixa-se arrefecer por completo antes de levar ao congelador. Isto em não querendo estragar o pobre do frigorífico, que se a gente marimbar é lá que se coloca diretamente.
Em passando duas horas de permanência no congelador, retira-se e bate-se com uma batedeira, a fim de soltar os bordos e incorporar algum ar no gelado.
Leva-se novamente ao congelador por mais quatro horas, ou até se conseguir tirar uma bola de gelado bem bonita.

Notas:
Para eventuais sobras que haja de um dia para outro, retira-se o gelado do congelador e espera-se um bom quarto de hora, que é o tempo de voltar a ter aquela textura cremosa.


E eis que vem o bolo que o gelado acima acompanha, costume que se encontra ali para os lados de Maiorca, Espanha (é ver aqui), onde lhe chamam Gató de Almendras.

6 ovos
200 gramas de açúcar
200 gramas de amêndoa moída
1 limão, a raspa
½ limão, o sumo
½ colher de café de canela em pó

Separam-se as gemas das claras e, em duas tigelas, bate-se estas em castelo e aquelas com o açúcar até ficar um creme quase branco. Junta-se o resto dos ingredientes, envolve-se, as claras encasteladas, envolve-se e leva-se ao forno em forma untada, forrada e enfarinhada durante para aí uns 40 minutos.

Nota: a canela é poucochinha, é sim senhores, mas é assim mesmo, que para imperar é o limão.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Cobbler de fruta

Acabei por não colocar a receita do último cobbler que fiz e que havia retirado de um dos programas de Martha Stwart, que passa no canal 24 Kitchen.

Está bem que é meramente bolacha
Está bem que não passa de uma massa vulgar
Está bem que de tão conhecida se torna desinteressante

Mas, nesta receita, a massa leva, não só manteiga, como natas, vai daí há uma variante, vai daí deixo escrito no blogue.

250 gramas de farinha
75 gramas de açúcar
2 colheres de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
120 gramas de manteiga
250 mililitros de natas

As natas juntam-se por último, já que antes agarramos nos restantes ingredientes e os misturamos até formar uma espécie de areia. Há duas opções, ou por outra: conheço duas formas de chegar a esta mistura.
1, colocamos os ingredientes sobre a bancada - idealmente de mármore, mas olhem, a minha não passa da mesa da cozinha, que foi fabricada em mdf, ou lá que é, e pulverizada com tinta branca, e, não sendo o ideal, tem resolvido os amassos dos últimos vinte anos – os secos em monte, faz-se um buraco no meio onde se deposita a manteiga. Fria. Quando não, jamais chegará à fina, e desejada, areia. Podemos usar as pontas dos dedos para chegar a essa meta, ou recorrer a uma faca para acelerar o processo. Eu explico, a lâmina cortará a manteiga finamente, vem daí então a finura da areia mediante o desejo que se tem de a obter.
2, colocamos os ingredientes numa tigela grande e larga e poderemos proceder do mesmo modo, enolvendo tudo com as pontas dos dedos, ou então recorremos a um utensílio que, não sendo propriamente sofisticado, é o adequado à tarefa. Trata-se de um pedaço de metal encurvado e rasgado na horizontal, que depois é preso nas extremidades por um punho de madeira. Ora o que é que acontece?, acontece que os rasgos da parte metálica são como lâminas que vão cortando a manteiga finamente.
Chegados a esta fase, é juntar as natas, amassar vagamente, nada de cansar a massa, estender, recortar em forma de bolachas e dispor por sobre a fruta que se esquartejou e preparou ao lume, com os temperos que se quis. Convém que as bolachas não tapem a fruta de todo e que sejam pinceladas com natas e polvilhadas de açúcar amarelo. É levar ao forno para aí uma hora e já está.

Ó pá é tão bom!




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Massas frescas

Fiz no processador, a primeira vez. Não estive mal. Mas.
Havia visto o Jamie Oliver fazer no seu programa de culinária – do qual não recordo o nome mas recordo que passa no canal 24 Kitchen – constando dos seguintes ingredientes, à porção por pessoa:

100 gramas de farinha de trigo

1 ovo

sal qb
(julgo até que o Oliver nem pôs sal, mas eu, Gina Maria, acho melhor que)
Processa-se tudo até ficar uma bola de massa. Retira-se, coloca-se na bancada enfarinhada e estende-se. Acerca da forma a dar à massa, pois que é com cada um, mas anuncio que a mais rápida, fácil e corriqueira forma é tagliatelle, sabem aquelas tirinhas de 5 mm de largura?, são essas, muito embora se possa fazer, por exemplo, lacinhos. Cortam-se quadradinhos de aproximadamente 25 mm e apanha-se-lhes o meio por modo a parecerem então os tais lacinhos.
À-parte: Os italianos chamam-lhes farfale, os portugueses chamam borboleta à farfale dos italianos, eu, que sou portuguesa, não estou certa de as embalagens de massas secas que as fábricas portuguesas produzem lhes chamarem lacinhos, mas eu, a portuguesa, chamo.
Obviamente há mais formas a explorar, e há tantas que é uma infinidade, mas por ora deixo a prosa, no que ao assuntozinho formas-para-fazer-massas-frescas diz respeito.
Pode também fazer-se a massa à mão, claro que sim, tendo, aí, uma questão favorável, isto sob o rescaldo das experiências que fiz: as lâminas do processador, quando misturam os ingredientes, aquecem-os, de modo que, sendo assim, - ai tanta vírgula, credo, mulher, - o glúten desenvolve-se imenso, levando a massa a encolher quando é estendida. Ora uma massa que encolhe, engrossa, e as massas frescas querem-se o mais fino possível, quando não, a gente está mas é a comer uma base de tarte em forma de tagliatelle ou coisa assim.
Mais coisinhazinhas, mais coisinhazinhas, mais coisinhazinhas...
A massa não vai ao frio, é para estender logo após a mistura, podendo, no entanto, eventuais sobras ficarem no frigorífico um dia, ou então congelar e, se cortadas e prontas a ser mergulhadas na panela, tanto melhor.
O tempo de cozedura é menor, a massa está fresca e hidratada, conte-se 5 minutos, é suficiente.
De notar, ainda, que esta massa fica sempre al dente, quem não gostar da textura de massa a modos que crua, como se usa em Itália, afinal é de lá que vêm todas estas ideias, pois que se deixe de tentar fazer as suas massas.
A vida de quem quer fazer massas frescas em casa melhora consideravelmente se o dono dessa vida decidir adquirir uma maquineta montes de engraçada que estende todo o tipo de massas, mediante uma manivela e um botão que ajusta espessuras.
Ai que mia txequecendo: depois dos cortes da massa, seja lá qual for a forma que se lhe dá, polvilha-se abundantemente com farinha, por modo a não se pegarem umas às outras, e olhem que quando digo abundantemente é para ser mesmomesmomesmo abundantemente.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Vivam os croquetes, vivam!

Pus-me a fazer croquetes de legumes e de queijo - copiei de um programa de TV: Os Segredos da Tia Cátia, 24 Kitchen – e dei-me bem com eles..................... E não, não tenho fotos dos mesmos.......................
De legumes usei couve-flor, cenoura e queijo ricota. É boa ideia fazê-los todos porque se suja louça de uma só vez, atinge-se o caos doméstico uma só vez e com comida diversa e que, ainda, caramba como é bom poder congelar-se os prováveis excedentes a uma refeição para três ou quatro pessoas, já que dentre essa diversidade se vai ter a um número pelas trinta unidades.
Começo então, já com a pré ressalva de que é tudo para pôr no processador, oh céus, bendita invenção, e que, sendo croquetes, estou a falar de fazer bolinhas, ou charutinhos. Falo de panar com ovo (pode usar-se claras, é aliás uma ótima ideia, assim sempre se vão usando e descartando, tenho sempre tantas, credo), farinha (é opcional, mas fica melhor) e pão ralado, por esta ordem: ovo, farinha, ovo, pão ralado. Falo de fritá-los, muito embora considere que levá-los ao forno não lhes ficará mal, contudo menos bem do que à fritura, mas como ainda não experimentei, a bem dizer não tenho opinião categórica. Ah, já quase esquecia, depois de os ingredientes processados e dispostos na tigela, acrescenta-se-lhes imediatamente pão ralado, a fim de secar a mistura e até se conseguir uma textura moldável nas tais bolinhas e/ou nos tais charutinhos. Saem agora os ingredientes:


croquetes de couve-flor (pode fazer-se também com bróculos)
400 gramas de couve-flor cozida (pesei crua)
3 colheres de sopa de queijo ralado
1 colher de sopa de atum (a receita pedia alcaparras)
1 clara
1 pitada de noz-moscada, de sal e de pimenta
qb de pão ralado


croquetes de queijo ricota (a receita pedia requeijão)
250 gramas de queijo ricota
1 gema (tome-se, por exemplo, a que sobrou dos croquetes de couve-flor)
2 colheres de sopa de queijo ralado
1 colher de sopa de colorau (usei um preparado húmido, de pimento vermelho e sal, que o rico filho me ofereceu no Natal)
2 colheres de sopa de salsa (a receita pedia cebolinho)
1 pitada de sal e outra de pimenta
qb de pão ralado


croquetes de cenoura (estes croquetes constam no blogue porque acho jeito nisso, contudo não lhes achei grande pilhéria e descreio na repetição)

3 cenouras (a receita pedia cruas, mas não sei se não será melhor cozê-las...)
1 ovo
1 colher de sopa de queijo ralado
2 colheres de sopa de coentros
1 colher de sopa de amido de milho
1 pitada de sal e outra de pimenta
qb de pão ralado

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Primeiro

Boa noite. São vinte e dois.
Tenho a receita do bolo-rei a postos para passar ao blogue. Mas antes, as fotos que lhe pertencem.




Ora bem, então é assim: já falei no blogue acerca deste bolo uma catrefada de vezes e blás, e que é rápido de fazer e que é muito bom e que faz lembrar realmente o sabor do bolo-rei tradicional e que em textura não é igual mas. Copiei então daqui e fiz assim:


Bolo-rei rápido

350 gramas de farinha
30 gramas de açúcar
80 gramas de manteiga derretida
250 gramas de iogurte natural
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de vinho do Porto
1 limão (raspa)
1 laranja (raspa)
200 gramas de um mistura de frutos secos e frutas cristalizadas a gosto

Juntar todos os ingredientes numa taça e misturar só até formar uma bola. Passar a massa para um tabuleiro forrado com papel vegetal e moldá-la com a forma de bolo-rei. Pincelar com ovo batido e levar ao forno a 180º durante mais ou menos 40 minutos, ou até ficar dourado.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Coisa doce

Há dias fiz um bolo-tarte-crumble de morangos. O rico filho ia jantar com a gente e, sabendo eu que ele de frutas em bolos só tolera os morangos, decidi-me a experimentar esta receita, que vi fazer no canal 24 Kitchen, no programa 'Prato do Dia', apresentado por Filipa Gomes.
Trata-se de um bolo porque é doce.
Trata-se de uma tarte porque tem massa na base e fruta por cima.
Trata-se de um crumble porque junta fruta com uma mistura esfarelada.
Mas por ora encontro-me em conselhos comigo mesma, sei lá se é receita suficientemente boa para constar no meu dossiê especial. Mais: sei lá se é receita para constar no blogue e sei lá se a repito. Eu sei lá, pá. Por costume meu, é certo que nem todas as receitas que espeto no blogue têm lugar no dossiê especial, por outro lado é um bocado estúpido pôr-me para aqui com considerações acerca de um bolo-tarte-crumble que fiz e não registar também toda a receita, ainda que tenha de ser eu a construir o texto, afinal até gosto de escrever, não será portanto chatice nenhuma, ora essa. Pois. Daqui a uns tempos, quando escolher um dia para andar de roda das receitas a imprimir e a guardar no dossiê especial, logo decido se ponho esta ou então não. Pois. Fiz então assim... ah, não tenho foto. Pois. Fiz então assim:

Crumble de Morangos
Ingredientes
2 cups de farinha
1 cup de aveia
100 gramas de amêndoas laminadas
1 cup de açúcar
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 limão (raspa e sumo)
1 ovo
200 gramas de manteiga
500 gramas de morangos
6 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de amido de milho
Preparação
Numa frigideira, tostar as amêndoas. Colocar numa taça a farinha, a aveia, as amêndoas, o açúcar, o fermento e a raspa do limão. Misturar tudo e juntar o ovo. Mexer. Vai encontrar-se uma mistura estranha e nada homogénea. Continuar juntando a manteiga aos cubos, que deve estar fria por ser mais fácil manusear e atingir a mistura característica do crumble, que se consegue mediante a esfrega de todos os ingredientes. Atingido o dito crumble, depositar dois terços num tabuleiro untado e forrado com papel vegetal e levar ao forno por 5 minutos. Entretanto lavar e cortar em pedaços pequenos os morangos. Juntar o açúcar, o amido e o sumo do limão e misturar isto tudo. Retirar o tabuleiro do forno e colocar a mistura de morangos e o restante terço de crumble. Levar ao forno por mais 40 minutos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Matrimónio de sabores

Há anos que reconheço na união framboesas&chocolate branco o matromónio perfeito, portanto: nada mais óbvio do que, ao copiar uma receita da revista Continente Magazine, me tenha saído um bolo de fino trato. É. O 'fino trato' é para usar expressões que geralmente referem pessoas, já que as pessoas são o mais importante. Alguma vez um bolo divulgou o meu blogue? Não. Então, pronto.
A receita indicava queques mas fiz um bolo em forma sem buraco. O chocolate branco, não sendo derretido, antes adicionado aos pedaços, conferiu uma doçura extra a certas partezinhas da massa, doçura essa que se uniu então ao ácido das framboesas e eis que se deu o laço matrimonial e, por junto, alegria e prazer ao rubro. Está bom assim, ou é tanto mel que já vou enjoou? Paro.
Há uniões magníficas:
maçã&canela, abóbora&caril, manga&coco, porco&alecrim
Não tenho foto do bolo, que masqueceu, não masqueceu nada, este foi um bolo feito no último dia do ano, nesse dia dei folga à máquina, ou deu-me a preguiça, vá, de maneiras que não há imagem da maravilha de bolo que consegui, calhando a foto nem faria jus ao sabor... Bom, vamos à receita, que deposito no blogue tal e qual como a fiz, isto porque acabei por fazer umas alterações, mas pequenas.

Bolo de Framboesas e Chocolate Branco
Ingredientes
300 gramas de farinha
2 colheres de sopa de fermento em pó
2 ovos
100 gramas de açúcar branco
50 gramas de açúcar amarelo
200 mililitros de leitelho
100 mililitros de óleo
100 gramas de chocolate branco
250 gramas de framboesas
Preparação
Unte e enfarinhe uma forma para bolos.
Numa taça, misture a farinha e o fermento.
Noutra taça, misture os ovos e os açúcares, adicione o leitelho e o óleo e misture.
Junte a mistura de farinha e envolva bem.
Acrescente o chocolate em pedaços e misture.
Junte, por fim, as framboesas e envolva bem.
Verta este preparado apra a forma, polvilhe com açúcar em pó a gosto e leve-a em forno pré-aquecido a 180º por aproximadamente 40 minutos.

*o leitelho consegue-se com 200 mililitros de leite e 1 colher de sopa de sumo de limão, que se deixam repousar durante 10 minutos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Planos comelícios, o efetivamente

Olá, cá estou eu!
Bem vindos a mais um post!
E a mais um blogue!
Nos planos comelícios estava a verdade, lá isso é verdade, verdade essa que vou verdadeiramente efetivar com palavras e imagens para tornar verdadeira.

Houve Pães Doces
Calhou-me tão bem. A última vez que fiz, creio até que registei no blogue, calhou-me tão mal, que não tinha papel vegetal e este é um pão-bolo que não dispensa o papel vegetal forrando a forma porque o açúcar que o recheia carameliza com o calor. Mas estava mesmo bom, tirando esta vez, só se a primeira em que o fiz estivesse melhor. Acontece-me frequentemente a vez primeira calhar mesmo bem, o que me leva a colocar a receita no meu dossiê especial, e portanto querer repeti-la, e em vezes seguintes já não ser tão bom, talvez porque elevei as expetativas ao mais alto grau. Mas fica assim: estes pães-doces estavam mesmomesmomesmo bons.






Houve Queijos de Figo
Não é queijo, mas é figo, não sei porque se chama queijos, devia mas era ser Bolas de Figo, mas adiante. Começa-se com uma calda, é necessário uma picadora por modo a picar os figos e as amêndoas, é ligar tudo com a calda e moldar as bolas com as mãos molhadas. Um dia ponho aqui a receita, creio que não demorará muito, é que vale a pena aumentar o número de receitas no meu dossiê especial. Olhem: pensando bem, ponho mas é já hoje. Está logo a seguir à foto, mas antes digo já que a copiei do programa televisivo 'Prato do Dia', que passa no canal 24 Kitchen e é apresentado pela Filipa Gomes.




Ingredientes para a calda:
2 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de erva-doce em pó
1 colher de sobremesa de canela em pó
2/3 cup de açúcar
1 cálice de aguardente
Ingredientes:
250+50 gramas de amêndoas ao natural
500 gramas de figos secos
Confeção:
Prepara-se a calda levando todos os ingredientes ao lume. Deixar ferver durante uns dez minutos, ou até se notar reduzida e consistente.
Pica-se as amêndoas e os figos separadamente. Aquando de picar as amêndoas reserva-se 50 gramas.
Quando a calda arrefecer um pouco deita-se por cima das amêndoas e dos figos, mistura-se tudo e, com as mãos molhadas, moldam-se bolinhas, que se envolvem na amêndoa que se reservou.






Houve Pudim de Marmelo
Tinha no congelador uma compota de marmelo. Sim, compota, não marmelada, é que quando a fiz, fi-la com pouco açúcar, portanto a dita não atingiu a solidez duma marmelada. Achei boa ideia colocar na mesa um pudim semelhante ao de ovos, mas com a compota, uma espécie da minha receita de Pudim de Outono, vá, mas ao invés de ser com peras, pois que era com marmelos. Digo espécie porque coloquei muito menos ovos do que a receita original. Contudo não saiu bem, contudo partiu-se ao desenformar, contudo não me preocupei com isso, contudo quero lá eu saber, contudo ninguém me ralha, contudo ninguém deixa de comer um pudim rachado, contudo fotografei somente a parte bonita. Pois.






Houve Broas de Batata-Doce
Hum, nhé, não curti a cena. Retirei a receita dum prospeto da Sidu que recolhi no corredor do supermercado que mantém tudo quanto é gorduroso – manteigas, margarinas, natas, iogurtes, sobremesas mascaradas de iogurtes. Esta receita não me agradou. Em casa houve pessoas que curtiram a cena, mas eu não, achei que lhe faltava tempero, algo como canela, erva-doce, coco, raspas dum qualquer citrino, não sei bem, mas falta coisas àquela receita. Não repetirei, muito menos acrescentarei folha alguma ao meu dossiê especial à conta da dita. Mas há foto.






Houve Arroz-Doce
Então, ora essa, o rico filho adora, ademais o arroz-doce é do Natal. Fi-lo como faço sempre.





Houve Cheesecake
Então, ora essa, a rica filha adora, ainda que o cheesecake não seja do Natal. A foto contém apenas a compota que fiz, usando as tais framboesas que tenho no congelador, e também uns quantos morangos congelados e também açúcar e também canela e também casca de limão. É meu costume apresentar na mesa a compota e o cake separadamente, isto ocorre por conta de os ricos filhos não serem apreciadores de compotas, então deixo ao critério dos comensais, quem quer põe por cima da sua fatia, quem não quer obviamente não põe. Devido a esta questão, nas últimas vezes que tenho feito cheesecake, adiciono à parte alva da iguaria um pouco de canela em pó e de raspas de limão. Fica tão melhor.





Não houve bombons ou trufas
Na azáfama das compras de Natal, fiz mal as contas e acabei por comprar bombons a mais, os quais coloquei então na mesa e de certo modo me fez dispensar de preparar os meus. Isto assim soa a desculpa.
«Eh pá, ó Gina, ora essa, não querias era fazê-los.»
Bom, os bombons, na verdade, eu não queria fazê-los porque conclui recentemente que dificilmente os conseguirei fazer, mas ia fazer trufas, tão mais fáceis de se lhe chegar à consistência desejada. Mas não, e pronto.






Depois houve coisas como Bacalhau com Batata-Doce e Feijoada à Luís, das quais não tenho foto porque era noite e não iam ficar bem o suficiente. Mas estava tudo muito bom, e isto disse quem comeu. Eu.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Bolo de Manteiga de Amendoim

Já fiz, iei, sempre fiz, iei, correu mais ou menos bem, iei na mesma, e para fazê-lo, retirei a receita da revista Continente Magazine/novembro 2016. Não é um bolo extraordinário mas é um bolo bom, com gosto de manteiga de amendoim, pronto, que se há de fazer, a dita é intensa e impera em sabores. De resto, o resto da família adorou o bolo, de maneiras que, sendo assim, vou mas é fazer o registozinho bonitinho no bloguezinho e vai daí, pumba e coiso. Vou só acrescentar nesta partezinha que a receita está em cups mas eu dei-me ao trabalho de pesar as quantidades ao depois de medidas em cups, isto porque as chávenas de chá que vêm nas receitas publicadas seja lá onde for, não correspondem aos cups americanos. Ora eu usei os meus cups americanos para medir as porções em chávenas de chá, esperando que a diferença entre elas desse num bolo capaz. E deu. A receita está construída de acordo com a feitura de três bolos, ou seja: toda a massa ser dividida em três formas pequenas, logo, este é um bolo grande, logo, achei melhor colocá-lo na forma maior, com vinte seis centímetros de diâmetro, mas devia ter usado a forma de buraco, porque o bolo teve dificuldade em cozer. Claro que podia tê-lo deixado lá mais tempo e tal, só que não, mas, seja lá como for, a verdade é que aquele meio húmido até que não ficou mal... Mas o bolo é bom, é sim senhores, usei manteiga de amendoim com pedacinhos de amendoim e pensei que se iam sentir aquando das trincadelas, mas não. Vamos à receita, convertida em gramas que medi nos meus cupas, e sem três formas. Ah-á, espera lá, a receita contém um/a recheio/cobertura que não usei e que não vou registar no bloguezinho. Não vai haver fotozinha porque enquanto houve bolo em cima do prato ia pensando que não valia a pena colocá-lo no bloguezinho ou no dossiêzinho que só contém o que acho montes de especial, de maneiras que, olhem, não há foto. Zinha. Do bolinhozinho.

Bolo de Manteiga de Amendoim

Ingredientes:
150 mililitros de óleo
200 gramas de manteiga de amendoim
150 gramas de açúcar mascavado
150 gramas de açúcar branco
4 ovos L
400 gramas de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
100 mililitros de leite
Confeção:
Numa taça, misture com a ajuda da batedeira o óleo, a manteiga de amendoim e os açúcares. Quando estiver bem envolvido, adicione os ovos, mexendo bem entre cada um. Por fim, junte a farinha, o fermento e o leite. Deite a massa numa forma untada e enfarinhada e leve a meio do forno a 180º durante 45 minutos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Façam 1, 2, 3

1
Façam tarte de maçã coberta de crumble. Podemos juntar o crumble, que é uma iguaria doce das que mais aprecio, com tarte. A ideia retirei-a da revista Continente Magazine deste mês, na qual está uma receita em que a base da tarte se não dobra ou coloca em tarteira nenhuma, não senhores, antes se dispõe num tabuleiro grande, juntando depois a maçã laminada e temperada com a bendita canela em pó e o açúcar, preferencialmente amarelo. O mascavado também serve, serve até para ter o resultado do açúcar, que é caramelizar, sem adoçar muito ou aumentar exponencialmente as calorias, isto para quem tiver esta preocupação. De seguida salpica-se com o dito crumble e vai ao forno. Idealmente, o crumble cobrirá totalmente a fruta no caso de se usar uma tarteira, mas na foto da revista a maçã está à vista, o que me leva a pensar que no caso desta receita não importa lá muito cobri-la. Usei uma tarteira e tapei a fruta. Portanto, vá, forrei uma tarteira com massa vienense*, joguei lá para dentro a minha mistura de maçã*, cobri-a com o meu crumble* e levei-a ao forno até alourar as bordas.
2
Façam roscas. Ó pá, às vezes lá me acontece fazer coisas que nunca fiz, gosto particularmente de sentir essa novidade, de maneiras que me joguei a fazer umas roscas fritas, o que não é nada comum. Preparei a massa tal e qual e no fim achei que não ia resultar. Sei lá, olhei para a consistência da massa, senti-a nas mãos, e receei que mesmo no fim do descanso merecido, não conseguiria moldá-la em argolas. Mas que engano, iei! Deu resultado, iei! No fim passei-os por uma mistura de açúcar branco e canela em pó, ao invés de os regar com caramelo e chocolate e lhes jogar sal para cima. Estas roscas são densas mas saborosas, nada semelhantes aos dónutes, como eu julgara inicialmente. O único senão é a fritura, que se revelou difícil ao nível da temperatura do óleo, deixei queimar alguns... Que, no fim das contas, também se deixaram comer. Deixo imagem com a receita que recortei da revista.




3
Façam pães doces. A massa tem uns certos quês ou umas certas manias. Não tem nada, é fácil** . Estes pães doces podem ser recheados com toda a sorte de ingredientes, e de todas as vezes que fiz, fiz sempre com açúcar e canela, mas ainda hei de fazer com creme de pasteleiro, tem de ficar muito grosso, a ver se não escorre, frutos secos, fruta cristalizada, compotas, também muito densas, e podemos ainda rechear os pães mas com salgados, tipo enchidos e/ou queijo, mas nesse caso talvez seja melhor retirar o açúcar, ou pelo menos uma parte, não vá a coisa não suceder por bem. E bom. À parte o recheio, esta é uma massa que se pode moldar de diversas maneiras, isto para além do modo como descrevo abaixo, sendo uma delas fazer uma grande argola, dar umas tesouradas no exterior e abrir um pouco os cortes por modo a conseguir uma boa cozedura. Também não experimentei. Ainda.


*Massa Vienense (para fazer de modo a sobrar)
500 gramas de farinha
300 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar
2 ovos pequenos
Depositar a farinha na bancada, abrir um buraco ao meio e colocar aí os restantes ingredientes. Misturar aos poucos os elementos secos com os húmidos. Quando a massa se apresentar homogénea dividir em duas ou mais partes. Enrolar cada uma em película e colocar no congelador.
Quando chegar o dia de usar, descongelar uma das partes da massa e fazer bolachas e/ou massa para tartes doces.

*Crumble de Maçã
Descascam-se três maçãs e cortam-se aos pedaços mais ou menos do mesmo tamanho para que a cozedura seja uniforme. Acrescenta-se uma colher de chá de canela em pó, uma colher de café de gengibre em pó, uma colher de café de baunilha, raspa e sumo de uma laranja, raspa de um limão, um dedal de Frangélico ou licor de amêndoa amarga, ou ainda outro a gosto, como por exemplo vinho do Porto. Misturam-se bem estes ingredientes e colocam-se na base duma tarteira untada nas laterais com manteiga. Em seguida espalha-se 50 gramas de amêndoas descascadas, tostadas e laminadas. Reserva-se e passa-se ao passo seguinte.
Para o crumble juntar um cup de farinha, um cup de açúcar amarelo, um cup de flocos de aveia, 150 gramas de manteiga fria em cubinhos, 1/4 de cup de amêndoa moída, duas colheres de sopa de coco ralado, uma colher de chá de canela em pó, uma colher de café de baunilha, uma pitada de noz moscada. Com as mãos vai-se misturando a manteiga com os restantes ingredientes até tudo estar ligado e com um aspeto esfarelado. É então que se coloca a mistura por cima das maçãs de modo a que todas fiquem completamente cobertas. Vai ao forno uns quarenta minutos ou até as bordas se apresentarem alouradas.


**Pães Doces
Massa:
400 mililitros de leite
100 gramas de manteiga
100 gramas de açúcar
15 gramas de fermento de padeiro
700 gramas de farinha sem fermento
Recheio:
manteiga q.b.
100 gramas de açúcar
1 colher de sopa de canela
Preparação:
Leva-se ao lume o leite, a manteiga e o açúcar somente o tempo suficiente para amornar.
Deita-se o fermento e deixa-se atuar uns minutos.
Dá-se uma mexedela com uma colher de pau até tudo estar mais ou menos ligado.
Pesa-se a farinha, coloca-se numa tigela e abre-se um buraco onde se despeja a mistura morna.
Deita-se a massa na bancada e amassa-se durante uns cinco minutos.
Põe-se a levedar dentro duma tigela abafada com panos limpos durante duas ou três horas.
Passado esse tempo retira-se a massa e amassa-se novamente, se bem que durante menos tempo.
É agora hora de estender a massa e formar um retângulo para aí com uns 50 por 30 centímetros e uma espessura de 1 centímetro.
Quando a massa tiver essas medidas barra-se com a manteiga e polvilha-se com o açúcar e a canela.
Faz-se um rolo apertadinho e corta-se em tiras de mais ou menos 5 centímetros.
Colocam-se os rolinhos numa forma redonda, no sentido vertical, assim como que a fazê-los parecer um arranjo floral, mas guardando algum espaço entre eles.
Vai ao forno - sem esquecer de untar e enfarinhar a forma e lhe forrar o fundo com papel vegetal – durante 40 a 50 minutos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Façam 1, 2, 3

1
Façam hamburgueres de bacalhau. É bom que se farta. E fácil. De base, é haver bacalhau - cozido e lascado - e pão duro, isso não pode falhar. E o mole também safa a refeição. Do que tem de ser feito, é picá-los numa picadora, ou usar o processador com as lâminas de picar. Isto é fundamental. A receita - que retirei da revista Continente Magazine/dezembo 2016 - dizia que juntasse azeitonas pretas descaroçadas e cortadas às rodelas, ovos, alho e uma erva aromática que agora não recordo. As azeitonas, pus, mas das verdes, que era as que havia, pus efetivamente alho, já a erva, pois que me joguei ao vaso do alecrim e o piquei todinho. Não é acasalamento incrível, mas não se estava mal. Depois é moldar. Já sabem que quantidades, isto em matéria de pratos salgados, não é comigo, sei lá, é instintivo, como se pode ver pela apresentação que estou a fazer com este post. Sei lá quanto usei de bacalhau ou de pão, sei que pus ovos até achar que estava bom, três, e pronto. Não está nada pronto. O preparado que alcancei não parecia nada confiável, nada de querer aglomerar, ai que isto não vai dar, ai que faço mas é pastéis de bacalhau sem batata e com pão, ai que mesmo assim coiso. Mas não. O truque é ter a gordura onde se vai fritar bastante quente, por modo a formar uma crosta rapidamente. Depois é ter a paciência de esperar que frite e voltar quando o instinto disser que sim. Não fui eu que fritei os hamburgueres.
2
Façam maionese. Há que tempos a gente quer saber fazer uma maionese com varinha mágica e com copo alto e isso assim. Um vizinho disse que era fácil. E bom. Um vizinho disse que era bom. E fácil. Este último vizinho até disse que para outras coisas não tem jeito nenhum mas para a maionese pois que sim senhores, lhe sai sempre bem. Depois de várias tentativas, umas que sim senhores e outras frustradas, e depois de várias dessas tentativas se terem revelado frustradas uma catrefada de vezes seguidas, a gente o mais que conseguiu foi um vinagrete muito mal amanhado, eis que copiei uma receita que foi publicada na revista Magazine Continente/novembro 2016, resultado final duma entrevista ao mágico Mário Daniel, que diz que faça assim:




E eu fiz. Fui realmente bem sucedida, consegui uma maionese gostosa e cremosa, e ainda encorpada, como eu gosto, isto mediante o copianço total da receita acima mostrada. Mas, numa próxima vez, junto umas gotas de sumo de limão, ou vinagre de cidra, ou então mostarda de Dijon, retiro o alho e ponho uma erva, ou ponho o alho e a erva, ou nenhum, mas acrescento, efetivamente, um ácido qualquer, porque lhe notei a falta. Agora o que eu acho é que a maionese emulsionou rapidamente por conta da clara. Como se sabe, e se não se sabe vai passar a saber-se, a clara é um alimento que espuma facilmente, logo: pumba e coiso. E das outras vezes todas tínha sido posta apenas a gema. Agora é assim: pode a maionese feita com clara ser considerada maionese? Não sei.
3
Façam pão. É difícil mas fácil. Se o que conta é a intenção, pois que façam pão, um dia vão ver que o fazem, não só prazerosamente, como eficazmente. Os primeiros ficarão menos bons, pensem já nisso, mas com carinho e paciência para com vocês próprios. Costumo fazer pão com meio quilo de farinha (para pão, ah pois! é a T65), vinte gramas de fermento de padeiro tradicional (ou dez de fermento de padeiro seco), um fio de azeite e uma colher de sopa de sal. Deposito a farinha na mesa, abro-lhe um buraco e deito para lá o fermento previamente misturado numa chávena de água morna, e o azeite, já o sal é para deixar cair na parte exterior do monte de farinha, que diz que impede o fermento de ser feliz no seu trabalho. Vai daí, o mais que se pode fazer a seguir, é ir misturando lentamente o líquido com o sólido, para aí a meio de tudo misturado ter disponível outra chávena de água morna e ir adicionando até achar que sim. Pronto, o pão é uma coisa do coração, mais do que da mente (e nada do fígado!), é até acharem que está amassado, e amassem sem vergonha ou brandura durante sete ou oito minutos. Eu cá costumo deixar terminar a canção que está a tocar na Radio e deixar passar mais um tempo, sei lá, para aí meia canção ou uma série de anúncios. Levem depois a massa a levedar num sítio abafado, durante duas ou três horas. Seguidamente é meter as mãos na massa outra vez mas poucochinho. Dividam a massa, ou então não, enrolem em bolinhas, coloquem-nas no tabuleiro (muito!) enfarinhado, cubram-nas com um pano e deixem repousar mais uma meia hora. Resta-vos levar ao forno durante para aí uns vinte minutos. Agora já não resta mais nada. Ah... Qual quê, resta degustar. Ainda. E não sei se é essa a melhor parte, escolhê-la depende do coração, penso eu.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Antes de mais: Bolo de Feijão Preto e Cacau

(quiçá escrever de coisas doces me acabe com a tristeza)

É um bolo extraordinariamente fácil e rápido de fazer e bom pra caraças, tanto em sabor como em textura. De material precisamos de: um liquidificador, uma forma e um forno. Eu disse que era um bolo fácil... Ademais, é pobre em calorias, principalmente se aderirmos à stevia, que é como o bolo é adoçado na sua origem (programa 'Prato do Dia', apresentado pela Filipa Gomes, passa no canal 24 Kitchen), mas usei açúcar branco, ah ah, tinha de procurar stevia no supermercado e não estive para isso. Para fazer este bolo coloquei dentro do liquidificador:

5 ovos
500 gramas de feijão preto
1 cup de açúcar branco
5 colheres de sopa de manteiga amolecida
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato e sódio
1 colher de chá de essência de baunilha

Colocar todos os ingredientes dentro do liquidificador, ligá-lo e deixar até que tudo esteja desfeito, o que demora para aí dois minutos.
Colocar numa forma untada de manteiga e polvilhada de cacau em pó.
Levar a meio do forno a 180º durante 35 minutos.
Desenformar e polvilhar com cacau em pó.

As ressalvas deste bolo são:
»»polvilhar a forma com cacau em pó resulta melhor sob o ponto de vista estético, sendo um bolo muito escuro não se verão quaisquer resquícios de farinha, portanto, e obviamente, a gente pode polvilhar a forma com farinha
»»não deixar o bolo mais do que o tempo que recomendei é altamente recomendável, ah ah, é que este bolo, cozendo demasiado, alcança uma textura seca e longe de saborosa, o forno deve ser desligado assim que o topo do bolo se apresentar luzidio e firme, o que acontece mais ou menos quando decorridos os tais 35 minutos que...recomendei, ah ah



domingo, 5 de junho de 2016

Primeiro

Boa tarde. São dezasseis e quarenta e quatro. Ainda bem que escrevo ao fim-de-semana, assim sempre arranjo horas diferentes de começar a escrever coisas. Tenho na boca o gosto duma crocante bolacha de avelã, que fui eu que fiz, e doce de amora, que fui eu que fiz. Uma junção que sabe a sardinhas, não fui eu que disse. Mas sabe, deve ser o torrado das avelãs e o não sei quê do doce. Afinal fiz as bolachas e o doce, que resultou em doce, não em geleia. Mas fiz também torta de laranja, cuja receita retirei do pacote de amido de milho da marca Espiga, é que tinha muitos ovos. Muito, muitos. E ainda viriam, como vieram, mais ovos, que eu não tenho coragem de mandar embora o homem que mos vende, olha ele a sair do estaminé com as caixas por vender... Não. A torta leva doze ovos, meio quilo de açúcar, que descobri que pode ser um tiquinho menos, sumo e raspa de duas laranjas e duas colheres de sopa de amido de milho. É misturar tudo, sem exigências, e levar ao forno num tabuleiro untado duas vezes, uma por baixo do papel vegetal, outra por cima dele. Olha a sorte do papel vegetal, untando em todos os lados... Então e o que é que aconteceu à minha torta? Consegui enrolá-la? Não. Mas comeu-se, pois claro que se comeu, comeu-se numa taça, portanto com colher. Estava tão boa a minha torata de laranja... Deixo foto que tirei a meio da preparação.





sexta-feira, 3 de junho de 2016

Planos doces para o fim-de-semana

No congelador tenho:
1 quilo de massa para bolachas de avelã
6 claras
200 gramas de framboesas
100 gramas de mirtilos
Faço o quê, oh céus, faço o quê? Lanço-me às bolachas e vai disto? Aproveito para fazer um molotof, que é coisa para não fazer há anos? Dedico-me afincadamente à tarte de amêndoa e framboesas que fiquei de experimentar? Acabo com a raça dos mirtilos com um bolo de maçã?
Faço o quê, oh céus, faço o quê? Um gelado com as claras? Uma tarte com a massa de bolachas, cujo recheio seria então um creme de pasteleiro e framboesas e mirtilos? Um doce de amora assim muito fluído, sem graínhas, para regar o gelado? (É que também tenho amoras no congelador, lembrei-me agora.) E petit-fours de amêndoa, que tal?

Post alterado a posteriori daqui para baixo
Vou fazer uma tarte tatin, aquela que é caracterizada por ser tapada por massa. Quando estava na frutaria do nepalês olhei para as maçãs e pumba e coiso, comprei três daquelas verdes, granny smith ou lá que é. Estas maçãs têm a acidez no ponto e não se desfazem com a cozedura devido a uma qualquer substância de que não lembro o nome. Às maçãs junto os mirtilos e pronto.
Já agora aproveito ainda este post para registar que no fim-de-semana passado experimentei uma receita do Rudolph (programa 'As Doces Iguarias de Rudolph, passa no canal 24 Kitchen) que leva chocolate. É bom para se comer um quadradinho, é tipo assim um rebuçado, ou uma goluseima, vá. No programa o Rudolph chamou-lhe lollipops por ser servido espetado em palitos. No fundo, esta receita é uma espécie de brigadeiros. Fiz assim:

Levei ao lume 1 lata de leite condensado, 100 gramas de manteiga, 200 gramas de chocolate culinário.
Deixei levantar fervura e derreter o chocolate sem nunca parar de mexer.
Ali mais ou menos a meio introduzi 4 colheres de sopa de cacau em pó, 1 colher de chá de canela em pó, 100 gramas de bananas desidratadas e 100 gramas de amêndoas laminadas a que dei previamente um calorzinho numa frigideira para soltar o sabor. Sério, não saltem este passo, faz diferença no resultado final, ademais uma frigideira onde se tostem frutos secos dispensa lavagem.
Quando a mistura despegou do fundo do tacho era hora de desligar o fogão e verter o doce numa taça untada de manteiga e forrada com papel vegetal, que também untei.
Deixei arrefecer um bom bocado e coloquei no frigorífico para enrijar.
Depois foi só cortar em quadradinhos, lambuzar os beiços e lamber os dedos.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Do fim-de-semana

Ai que atrasada estou com isto do fim-de-semana. É que, como julgo que se sabe, em casa não tenho lá muito tempo para escrever, portanto vai que deixo para depois, mas tem calhado de não dar tempo para rabiscar as coisinhas das comidinhas que fiz e o caneco, de maneiras que olha: vai hoje.
Fiz então, como julgo que se sabe, uma tarte de amêndoa maravilhosa. A amêndoa também era maravilhosa mas eu queria mesmo era falar da tarte, à qual não cheguei a tirar foto por me ter esquecido, oh céus, mas paciência. Quero dizer que é absolutamente espectacular, tanto a textura como o sabor, é molinha e tem também uma certa crocância devido ao uso das amêndoas picadas finamente mas não em pó, é doce mas sente-se um suave travo a limão, portanto é equilibrada. É. É. É. É só coisas boas. Só. No vídeo de onde copiei esta receita vem também cinco ideias para acrescentar a esta tarte, que, querendo, pode funcionar como uma base, pode-se então acrescentar frutos como framboesa (estou danadinha para experimentar esta ideia), maçã, canela e acontece que os outros dois itens ao momento não estão na minha memória mas querendo saber é clicar aqui.
Deixo a receita:


Tarte de Amêndoa


3 ovos
200 gramas de açúcar branco
200 gramas de amêndoa moída sem casca
50 manteiga
raspa de 1 limão

Bater os ovos e o açúcar sem grande empenho, o que interessa sobretudo é misturar. Juntar a amêndoa, a manteiga derretida e a raspa de limão e mexer, usando novamente de pouco empenho. Untar e enfarinhar uma forma de 22 centímetros (apresento o diâmetro da forma que se deve usar porque uma maior fará com que a tarte fique baixinha e menos cremosa), sem esquecer de forrá-la com papel vegetal, que neste tipo de massa a tendência é pegar um bocadinho, e levar ao forno durante uns 30 minutos.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O bolo do fim-de-semana

Aqui há uns tempos - oh se passaram já tempos depois disso! - referi no blogue um episódio em que tinha surripiado uma receita dum livro lá no lugar da musa, tirando uma foto e mais não sei o quê, mas que por lapso não tinha registado o nome do livro e da autora e que um dia faria o bolo e isso assim. E hoje há novidades nesta temática! Entretanto descobri o nome do livro e da autora: 'Bolos Mágicos, Christelle Huet-Gomez, bem como imprimi a foto que tirara e dobrei a folha quatro vezes – o que dá dezasseis partes, fui contá-las, ah ah, tenho também uma fixação muito saudável com números -, pondo-a a descansar na minha carteira durante todo este tempo, esperando oportunidade de experimentar uma receita invulgar. E é invulgar porquê, não é. É. É invulgar porque com aquelas quantidades e aqueles ingredientes, bem como aquele modo de fazer, especificamente, sem grandes desvios, note-se que inclusive o diâmetro da forma é deveras importante para fazer magia, portanto vai que o melhor é a malta não se desviar destes caminhos para conseguir um bolo que se dividirá em três consistências com a cozedura: em baixo uma crosta macia, no meio um creme, no cimo uma massa fofa. Não sei se consegui a magia toda ou só um pouquinho, às tantas o cimo tem – tinha! - pouco a ver com massa de bolo, mas pronto, lá que estava bom, estava. Estava tão bom que me ia esquecendo de tirar a foto... Receita abaixo da mesma, a qual registo com uns pequeníssimos ajustes que fiz.


Bolo Mágico de Baunilha 

Ingredientes:
500 mililitros de leite
1 vagem de baunilha
4 ovos
150 gramas de açúcar
1 colher de sopa de açúcar baunilhado
125 gramas de manteiga
110 gramas de farinha
1 pitada de sal
Preparação:
Abra a vagem de baunilha e raspe as semantes com uma faca. Aqueça o leite com as sementes e a vagem aberta. Retire do lume e deixe em infusão durante pelo menos uma hora. Quanto mais tempo deixar, mais intenso será o sabor.
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com os açúcares até obter uma mistura esbranquiçada.
Derreta a manteiga e incorpore-a no preparado.
Junte a farinha e o sal e bata durante mais alguns minutos.
Retire do leite a vagem de baunilha e deite-o gradualmente na massa mexendo sempre.
Bata as claras em castelo e, com uma vara de arames, incorpore-as delicadamente no preparado. Deite a massa numa forma redonda com 24 centímetros, que se untou e enfarinhou, e leve ao forno a 150º, durante 50 minutos.
Ao sair do forno o bolo estará pouco firme. Antes de o desenformar leve ao frigorífico durante pelo menos duas horas, para solidificar.
Sirva fresco.