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terça-feira, 30 de maio de 2017

Lugar da musa

Nada de septuagenárias, hoje, no lugar (que também pode ser) da musa, nem nenhuma das outras pessoas que já caracterizei no blogue.
Não trouxe o livro.
Ah, que estranho... Sério?! E por modo de quê, ó Gina, terá sido a desconcentração do costume?
Nem tanto.
Há para aí um mês que não leio e também é por falta de vontade, qual desconcentração, qual quê, desconcentro-me, sim senhores, mas porque me aborreço facilmente das leituras. Eu não sou leitora, a verdade é essa. Não sou leitora, 'migos.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Gina, a grafómana que não escreve

Ó Gina, escreve!, ca porra pá!, escreve! (era eu a falar com eu) Bom, se por ora não digito milhares de caracteres diariamente, isso deve-se ao seguinte concreto: há cerca de um mês que estou medicada com uma substância que me tira o choro e me dá sono. Eu não sou eu. Os primeiros dias foram algo difíceis (estou a ser fofinha no 'algo'), de repente vi-me sem os implusos, os espasmos, o entusiasmo para escrever tudotudotudo no blogue. Não foi bom, eu não fiquei uma pessoa espectacular por não escrever, ademais fui perdendo coisas tão boas como a impulsividade a que me habituei e que tanto me apraz e da qual sinto uma  falta do caraças, ó pá, nem queiram saber, é como e estivesse morta mas sabendo que estou viva porque me apalpo, só por dizer que não reajo às coisas que vejo e/ou sinto e não venho logo a seguir escrevê-las, sim: exageradamente, e nem o apalpar-me me vale. É uma merda!, esta dormência é uma merda, fugi da medicação durante anos, mas como no fundo, mesmo no fundinho, quero viver, busquei ajuda. E agora não escrevo. E se não escrevo não me distraio e não me pareço viva porque não escrevo as coisas do costume e sendo assim estou mas é morta. Está bem, já não choro (estou a ser fofinha no 'não'), está bem, já não estou tão triste, está bem, a coisa parva já não cresce a cada meia hora, está bem, o bico da varanda já não me parece tão apetecível, mas eu quero escrever tão parvamente como antes porque, a bem dizer, esta não sou eu e assim é como se tivesse morrido na mesma, e isso está mal e não é pouco.
Era isto.
Era-me necessário desabafar, bem sei que ninguém tem nada a ver com a minha vida, mas um blogue não é um diário manuscrito que a gente guarda na gaveta, afinal há pessoas que leem o que escrevo, há até quem note a minha ausência, são pessoas que querem saber de mim, não só do blogue mas de mim, o que me devolve uma certa responsabilidade, e se é este o assunto que não se me abalda da cabeça, então eu que venha escrevê-lo para acabar com a conversa.
(não acabei nada, que me joguei a outras conversas, ó:)
Até hoje, quantos poemas fiz?
Um sem-número, sim, e nenhum sei de cor. É que nem o primeiro.
São todos do tempo em que me considerava apta a fazer poemas. Hoje não faço poemas, construo um tema diferentemente, encavalito as frases, isto quando não me apetece estendê-las a toda a largura do papel ou do monitor. Prosa, vá. Ou o delinear e o apurar de um assunto na horizontalidade. Ou assentar tijolo. Construir. É construir, acho o verbo muito de acordo com a minha essência. E aquilo da horizontalidade aí acima não me está a descansar, mas fica assim porque não estou lá muito grafómana.

|a pessoa não deve dizer que sabe escrever|
|a pessoa não deve dizer que não sabe escrever|

(o que também é uma merda, mas afinal sei ou não sei escrever?!)

|casaquinho clarinho, compridinho|
|com malhinha de baguinhos, sem botõezinhos|

Não sei escrever o que estão à espera, isso não é para mim, sei lá eu ir de encontro aos que me esperam, ofertando exatamente o que estão esperando e assim conquistar toda a gente por com toda a gente me corresponder. Sei lá eu. Sei é escrever do modo que sei, que nunca foi/é o que espera quem me está esperando. Ena, a Gina escreveu de acordo. Não, a Gina não sabe escrever assim, 'migos.

_|hoje não li, que novidade...
_|hoje escrevi, como se vê
_|hoje a árvore amarela não me apresentou, ainda, folhinhas
_|hoje não fui ver o latim, há que variar
_|hoje, no lugar (que também pode ser) da musa, estavam: a septuagenária da camisola; a senhora que se entretém com o tablet

Foi muito bom percorrer ruas e avenidas debaixo do sol quente
Foi tão bom o sol aquecer-me pedaços de pele que esteve por seis meses sem mos aquecer

Último registo d' hoje:
Sinto-me aliviada por ter escrito um post comprido, e agora vou dormir o sono da injusta.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sumário

Hoje não li e, a bem dizer, escrevi, mas, a dizer melhor, escrevi poucochinho. Estive no lugar (que também pode ser) da musa, passei pela árvore amarela (nada de folhinhas, ainda) e fui ver o latim. Diz que os dias nem todos são iguais e, sendo, ou parecendo, que não são, então (ai tanto ão, aliteração) a gente que os veja diferentes para assim os sentir. Ah... Pois, é que a gente é que manda na própria gente.
Hoje concretizei hábitos, de novo, e isto se comparar a anteontem. Id est: um pilar esteve comigo. Os pilares são coisas seguras, confiáveis, desejáveis e confortáveis, se eu quiser podem até acarinhar-me. Id est: quero. E escrevi coisas, sei que já disse e sei que repito, mas é que amanhã é sábado e há pessoas que leem blogues ao sábado, o que me deixa confiante na satisfação que sentirão quando me notarem pelo menos um bocadinho parecida com a grafómana. Ed ephemeram gloriam.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Leitura

No livro do momento – Sem Medo, Rita Delgado – cheguei à página onde estava o marcador do próprio livro. Até aqui tinha marcado as paragens com uma folha recolhida no outono passado. A folha vai portanto ultrapassar o marcador. Se fosse uma pessoa seria das ruins, havia passado por cima de outra pessoa, usurpando até o seu lugar. Tudo coisas que não se fazem.



hoje não li



quinta-feira, 23 de março de 2017

Itens do excesso, vulgo 'intervalo grande'

Gina levou o livro e não o leu; Gina escreveu nas folhinhazinhas; Gina é assim; só não sabe como; só sabe da agitação; e não leu e escreveu
há anos que sei do disparate:
quanto mais escrita, menos leitura
quanto menos escrita, mais leitura
realcei automaticamente a escrita

Pois.
Resposta expressa antecipadamente na frase acima
Fui ao lugar (que também pode ser) da musa?
Fui ver a árvore amarela, por mor de saber das folhinhas?
Fui ver a árvore arredondada, por mor do seu tamanhão?
Fui ver o banco hater e sentar-me lá?
É importante ressalvar que no caminho não ia pensando nos amigos, não ia vê-los, não intencionalmente, mas quando os avistei, elevei a mera passagem a visita calculada.

colete repelente:
uma pessoa vê um colete, a pessoa desvia-se
viste um colete?, tu desvia-te mas é

olá!,
grafómana!,
ó grafómana!,
ó, ó!,
ah... alfim!

terça-feira, 21 de março de 2017

Papoilas

É assim, não é?, arranja-se um título apelativo e põe-se no comprido [aliás: largo] retângulo a isso destinado, e depois escreve-se acerca de um assunto, um só, e diariamente, isto por modo a manter o pessoal montes de interessado num estilo de escrita rápido e incisivo, a ver se não se aborrece mas é as visitas com entusiasmos fofinhos, tipo anúncio megafónico:
Ah!, olhem aqui as papoilas no meu blogue!, vejam quão viçosas!
[Pontos de exclamação!, ó pá que nojo!]
Mas não. Não, não, não. Não é não ao viço das papoilas ou a quão excessivo pode parecer um ponto de exclamação, é não a um blogue dentro do expectável.


E eis que Gina, a mulher que ainda escreve, escreve mais papoilas:
No ano passado, por esta altura, eu observava atentamente um carreiro de papoilas aparecidas na junção de um prédio com o solo artificial. Furaram, cresceram e fizeram-se papoilas. De manhã os caules tinham pétalas, à tarde as mesmas tinham caído. Isto aconteceu todos os dias, durante semanas, e até ao dia em que os senhores que cuidam dos espaços urbanos e, dentre outras tarefas, acabam com a presença de ervas daninhas e/ou indesejadas, fizessem uma limpeza ao espaço. Oh. Acabou-se-me a poesia do carreiro. Entretanto nascem, também todos os anos, papoilas dessa espécie num certo lugar e não muito longe dali. De manhã estão floridas, à tarde não. Só que neste lugar passo de manhã somente ao fim-de-semana, e há umas semanas tirei-lhes fotos e pu-las no blogue (estão aqui) Se bem me lembro, essas fotos foram tiradas à tarde, mas não à tardinha, por isso mantinham ainda algumas pétalas.


Daqui até vinte e tais de junho contamos com a primavera para nos embelezar, que diz que sim, a primavera embeleza as mulheres. Então, e doravante, todas teremos faces reluzentes, caracóis d' oiro e, claro, olhos azul-clarinho, ou, quando muito, vá que se admita olhos verde-água. Depois vem o verão, que diz que também cura.


Este é o segundo blogue que crio em que o endereço não coincide com o título, a ideia sempre foi que, eu querendo, mudasse o(s) título(s) a meu bel-prazer
No primeiro destes, nunca consegui acrescentar a palavra 'redundante' ao título inicialmente escolhido, mesmo sentindo que era um blogue cheio de redundâncias
Esta é a segunda vez que não consigo mudar o título do blogue
No segundo, que é este, não consigo tirar dali a 'grafómana', mesmo não me sentindo grafómana


certezas
:
Não há doce de banana
.
Não há compota de banana
.
dúvidas
:
Não há doce de banana
?
Não há compota de banana
?


Hoje trouxe o livro e li-o. Hoje não escrevi coisinhazinhas nas folhinhazinhas do meu bloquinho rudimentar. Hoje estive sentada num dos bancos da rua mais bonita de Lisboa e sabem que mais?, a árvore arredondada está enorme. Vi também um céu azul e incontáveis nuvens brancas. Dantes imaginava que de alguma das janelas que dali se avistam, alguém se punha a conversar comigo. Eu dantes também era repelente, só não sabia para quão longe vão as pessoas.


É terça-feira
A gelataria está fechada
Mas a ventoinha trabalha

segunda-feira, 20 de março de 2017

Gina, a mulher que ainda escreve

Moleza e apatia são as razões que me têm mantido afastada da grafomania que me caracteriza(va).
eh pá, ó Gina, então mas estás mole e apática porquê?, porque estava muito triste
eh pá, ó Gina, então estavas tão triste porquê?, porque não estava mole nem apática
eh pá, ó Gina, e ficaste mole e apática... e alegre?, não, mas estou triste só um bocadinho porque estou mole e apática

Ontem à noite vi no Youtube parte de uma entrevista à escritora Clarice Lispector, lamento não tê-la visto integralmente mas não deu, digamos que me pus a ver demasiado tarde. Contudo, retive três questões com as quais me identifico e não é pouco.
  1. Clarice Lispector sentia-se morta quando não escrevia
  2. Clarice Lispector nunca chegou a entender um dos seus contos 'O Ovo e a Galinha'
  3. Clarice Lispector foi chamada por alguns de 'a escritora hermética'

dicionário:
celeuma → prurido social

A mãe mais youtuber do mundo, rematei, numa mensagem enviada à rica filha. E aquilo era eu a fazer grande uma partícula de mim.

A primavera chegou hoje e a árvore amarela não tem folhinhas nenhumas.

Hoje trouxe o livro e li-o. Hoje escrevi nas folhinhazinhas. Vim até com um risco enorme na testa. Quem me avisou disso foi o meu colega.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Gina, a mulher que não lê

Hoje não li porque me esqueci do livro em casa. Principalmente por isso, quero eu crer. Seja lá como for a gente crê no que quer e se crê é porque quer, o que nos tira a razão porque, esmiuçando esta questão, o querer fica sem paladar nenhum, mas ok. Lamento que este não seja mais um post bem dipostinho, sendo, antes, um post um bocado parvo. Só um bocado.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Hoje não li

Branco no preto e preto no branco, isto vindo do interior para o exterior, tipo assim uma espiral que expele, não suga. Há de existir uma palavra muito linda para designar esta ideia na perfeição mas ao momento essa tal não pulula em mim. E estou com esta conversa toda baseada na foto abaixo. Quero ainda acrescentar que os livros, habitualmente, são preto no branco, quando a gente lê, lemos preto em branco.


Cores

quinta-feira, 2 de março de 2017

Hoje li

Foi o dia que escolhi para cuscar a última página da leitura do momento - Sem Medo, Rita Delgado - e fixar o olhar na última palavra, a qual, ironicamente, é 'começo'.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A ler

Escolhi a leitura do momento há três dias. Fiz o que costumo fazer: corri o dedo pelas lombadas na prateleira dos não-lidos e parei no livro 'Sem medo', Rita Delgado. Registo alguns factos:
Este livro consta na minha biblioteca há tanto tempo que não tem a data e o lugar da compra registados na primeira folha morta.
Comprei-o num supermercado há cerca de dez anos.
Nessa altura li várias páginas e esmoreci. Sim, há dez anos atrás eu já era uma má leitora.
Conta a vida de uma atriz que se muda para a política e descreve meandros desse universo.
O universo político é coisa para me aborrecer.
Ter largado esta leitura foi decerto o pouco interesse que sempre tive por esse universo.
Vou esforçar-me e forçar-me a concluir esta leitura, portanto: vou ser a leitora de sempre.




Sim, hoje li.





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Grande mudança na minha vida

Ando a ler um livro diferente e a carregar um livro diferente e a ser uma leitora desconcentrada com um livro diferente:

Sem medo, Rita Delgado





Sim, hoje li.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Tenho lido

Estou a quinze páginas do fim do livro do momento: 'Romance de Cordélia', Rosa Lobato de Faria. Tenho a sensação que estou no fim da história e gostaria de ter essa sensação porque o instinto mo revela e não pelas escassas páginas por ler. Gostaria.
Acho melhor fazer um juízo acerca desta leitura enquanto não a termino, é mais milimétrico e genuíno do que ao depois do terminar.
Bom, adorei ler este livro! (estou a adorar, apesar daquelas minhas questiúnculas com a leitura em si e no geral, que, como julgo que sabem - e se não sabem eu gosto de vocês na mesma - aparecem independentemente do livro que eu esteja a ler)
Mas não só.
É a história de uma presidiária que conta essa história enquanto permanece no presídio e também depois de sair, circunstância que agora leio. É uma mulher de uma classe social elevada mas muito infeliz nos amores de todos os tipos, como já em tempos anunciei, e portanto a vida dá-lhe umas quantas voltas disparatadas, mormente pelo feitio benévolo que tem, e por alturas dos trinta e tais dá por si cumprindo uma pena que não lhe pertenceria, ou não fosse la mala suerte com los amores de todos los tipos (não, o livro nada tem de nuestros hermanos, é até bem portugês, aliás: lisboeta, e não é pouco). Para se distrair durante as insónias de que padece, lê livros de cordel, daí a associação ao seu nome, Cordélia, e por alturas das páginas em que descreve sucintamente os romances lidos, encontra uma ironia enorme, pois comparando-os ao seu infortúnio rapidamente se conclui que os romances de cordel terminam com felicidade e boa sorte para os bons, e aos maus acontece-lhes exatamente o contrário e não é nada disso que lhe sucede, ano após ano. Prevejo portanto que este romance não tenha um desses finais espectaculares que a gente vê nas novelas e nas tais historinhas de cordel, mas ao que parece a minha (sim, ainda é minha) heroína encontra a felicidade fazendo o bem por entre os seus iguais, sendo esses, ao momento do que leio, os sem-abrigo que tanto povoam Lisboa.

Posta-restante:
Entretanto já li mais umas quantas páginas, estou mesmo no fim, já sinto a vertigem e as saudades, e na página 205 encontrei parecenças com o estaminé:




Posta-restante à posta-restante anterior:
Terminei a leitura. Adeus Cordélia.
Notei que me esqueci de ressalvar que Cordélia nasceu rica e morreu como morrem os desalojados e muitomuitomuito sós. É desleal revelar como termina este romance, pode alguém ler este post e ler este livro, nunca se sabe, muito embora tenha montes de vontade de o fazer para ficar registado no lbogue... ai perdão, blogue, que a minha memória para leituras é parca. Mas não. Olhem: este romance não acaba bem e bonito, não.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Brancura de post, este

Não estou certa por entre coisinhazinhas ou coisazinhas. Inclino-me mais para coisinhazinhas porque estou certa das folhinhazinhas que (sim, ainda) compõem o bloquinho (não, não é bloquinhozinho) rudimentar, o que, vamos lá a ver, copiando a ideia, é coisinhazinhas. E porque não enfiar o livrinhozinho que é a leitura do momento no saquinhozinho branco com cordão e assim fica tudo da mesma corzinha? Vou já tratar disso. Ó Gina, tu leste? Não. Ó Gina, tu tens lido? Sim. Ah, bom, assim está bem. Tu lê mulher, tu lê, olha a tua solidão nos mares das letras. Mais e melhor: no Oceano Literário.

Nota: a leitura do momento é 'Romance de Cordélia', Rosa Lobato de Faria

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Recheio

Na bolsa do caderno azul há toda uma catrefada de coisinhazinhas que passo a explanar.
Há dez receitas a experimentar:
Primeira: Um arroz doce diferente do meu. Encontrei esta receita no livro que leio ao momento – Romance de Cordélia, Rosa Lobato de Faria – o que foi incrível porque até então nada faria prever que o livro contém explicitamente uma receita. E já que me gabo de o meu arroz-doce ser o melhor do mundo, então eu que me mexa.
Segunda: Umas filhóses dos pobres. É um papel manuscrito apressadamente por mim, ao ditar da minha sogra. São fritos e levam açúcar quando ainda quentes, tal e qual como as filhóses dos ricos, só por dizer que são feitos com uma massa muito básica. Pobre. É.
Terceira: Uns scones acerca dos quais se diz serem maravilhosos. Simplesmente. Devo anunciar que já experimentei esta receita e que entretanto rascunhei um novo papelinho por o anterior se encontrar amachucado por demais. Já experimentei mas não fiquei a admirar estes scones tanto assim. Primeiro porque fui preguiçosa na medição do leite – ah e coiso, duzentos mililitros deve ser uma chávena de chá com menos um bocadinho, porque é certo que as chávenas de chá podem conter duzentos e cinquenta mililitros e tal e tal. Só que não. Então consegui uma massa muito seca, o que me levou a acrescentar leite até achar que sim. Segundo porque não estendi a massa, limitei a fazer bolinhas, achatá-las e a dar-lhes a forma de cilindro. Depois também me pareceu que amassei demasiado, esta massa existe plenamente se apenas formos até à mistura dos ingredientes. Estão misturados os ingredientes? Então deixa-a estar. Só que não. Por conta da suposta falta de leite, acabei por lhe mexer muito. Demasiado. Ora aconteceu que os scones não cresceram. E a receita anda ali porque quero refazê-la.
Quarta: Um bolo rei que é bom que se farta e que encontrei no canal mencionado no item acima. Sim, já fiz esta receita. Sim, o papelinho anda ali ainda porque quero voltar a fazer e enquanto isso tirar fotos e/ou filmar, construir o texto a colocar no blogue e no dossiê especial, que da vez primeira não fiz nada disso.
Nota para aí a meio do post, por modo a não me repetir: daqui para a frente, todas as receitas que descrever foram encontradas nas revistas Continente Magazine que adquiri nos últimos meses.
Quinta: Um bolo de chocolate e merengue. Trata-se de um bolo que a gente faz e a meio da cozedura se retira do forno por modo a se lhe espetar com o meregue e se mete lá dentro até que. É um bolo tão diferente que me é difícil contornar e esquecer. Não dá. Tenho um lembrete manucrito por mim, lembra que não me esqueça de converter os cups em gramas. Sabem o que é?, é que quando, por exemplo, tenho que encher um cup de manteiga, acho aborrecido, que na manteiga me safo a olho, muito embora presuma que três quartos de cup de manteiga seja para aí cem gramas. Mas.
Sexta: Um bolo de creme de chocolate e avelãs feito na caneca. Isso. Este tipo de bolo, que não tem lá muitos anos de inventado, tenta demasiadamente as pessoas que não querem engordar. É que fazer um bolo numa caneca, no microondas, em cinco minutos... é uma enorme tentação. Bom, mas quero experimentá-lo. Tenho porém um dúvida persistente: os ingredientes preenchem quatro canecas ou apenas uma...? Não sei. Lá está, estão a ver?, experimentando esta receita, desfaço a dúvida.
Sétima: Um tiramisù em modo torta. Esta receita mantém-se nos meus 'a fazer' por conta da novidade, ou da reviravolta que se dá ao tradicional tiramisù, afinal a torta contém todos os ingredientes de um. Ainda que eu tenha uma malapata com tortas, que em todas as vezes que empreendi a feitura de uma, pois que não saiu torta nenhuma, acabando a gente por comer um bolo numa tigela, ou assim. Ok, vá, não se deita fora, não é isso, é que eu queria dar-me bem com tortas, então experimentarei esta receita um dia desses. Destemidamente.
Oitava: Uma pavlova de romã e uvas açúcaradas. Na verdade não quero saber da romã e das uvas que compõem esta receita, o que eu quero é usar o montão de claras que me enche o congelador e também fazer uma pavlova com açúcar em pó, ao invés de açúcar branco granulado, bom como o limão em substituição do vinagre. É que eu já tenho feito pavlovas... Só por dizer que não ficam bonitas, contudo não me desatina tanto como as tortas.
Nona: Um pão que leva couve. A receita manda couve kale, que desconheço tanto mas tanto que nem sei se já algumas vez a vi. Portanto fui pesquisar. Ah, grande Google, presença amiguxa dos ignorantes, né?, é. Pareceu-me uma couve frisada e rígida, pareceu, vai daí conto usar a couve portuguesa ou assim, quando fizer este pão, que leva também queijo feta e bacon. Devo dizer, já agora, porque não?, que no sábado anterior e no sábado anterior a esse, comprei couve portuguesa por pretender fazer mesmomesmomesmo este pão, só que não fiz, e então fiz sopa. Há portanto duas vezes seguidas que a sopa lá em casa é de couve portuguesa.
Décima: Uns brioches. Ora bem, então é assim, tenho no meu dossiê especial uma receita de massa brioche que não me deslumbra. É boa, daí constar no dito dossiê, mas. Então quero experimentar esta por ser bem mais fácil e também mais rápida de preparar.
De resto... pois, ainda não acabou, há mais coisinhazinhas. Duas.
Uma: A caderneta para colar os selos adquiridos mediante um valor gasto no supermercado, no sentido de angariar copos aquando o total estipulado estiver colado nessa caderneta. Copos. Copos disto e copos daquilo. Escolhi os de água, que me são mais úteis. Note bem: ao momento deste post tenho quatro copos na minha prateleira e uma caderneta completa, o que me lançará brevemente aos seis copos de água. Não são lá muito bonitos ou apetecíveis, tipo assim 'ah, eu queria tanto ter estes copos...!, não, mas como vêm gratuitamente. Sim, gratuitamente, eu gastaria este dinheiro no supermercado, mesmo não havendo cadernetas ou selinhos a colar.
Duas: Os talões de desconto, a descontar em artigos definidos por uma máquina que os senhores do supermercado mandam que se baseie nas compras anteriores e assim serem eles a escolher para que lado tombarei. Presumo que seja assim que funcina esta coisa dos descontos e pondero se estenda os talões... Estendo, pois, ó:
35% em toda a marca Vileda. Ena, isto é que vai ser uma limpeza. Não, obrigadinha, qu' eu cá dou atenção a várias marcas.
25% em pizzas sem glúten, ultracongeladas, da marca tal e da tal também. Não, obrigadinha, sou nada amiga de pizzas frias, quanto mais ultracongeladas, ainda que nada tenha contra o glúten, e felizmente.
25% em limões, note bem: frescos, da marca lá deles. Não, obrigadinha, que agora o meu fornecedor de limões é o rico filho.
25% em batatas fritas embaladas. Não, obrigadinha, é coisa a evitar na minha despensa, e se por vezes por lá aparece, é por conta do desejo da única pessoa magra que há lá em casa.
25% em iogurtes sem lactose. Não, obrigadinha, sem lactose, não. Aliás: sem lactose nem devia chamar-se iogurte.
1€ numa compra superior a 5€ na marca Área Viva. Hum, a ver vamos, por vezes adquiro umas coisitas assim como que saudáveis e isso.
25% em ervas aromáticas frescas e embaladas. Bom, talvez vá na conversa, afinal é meu costume comprar ervas aromáticas e frescas, porém em vasinho, mas sim, vá.
25% em conservas de peixe. Sim! Sim! Sim! Oh sim!. Na minha despensa há sempresempresempre atum em conserva. Atum é peixe, não é 'migos?
25% em natas da marca lá deles. Não, obrigadinha, e perentoriamente, que não curto nada as natas lá deles.
25% em cremes para rosto e corpo, tanto de senhora como de homem. Sempre achei desigual as mulheres serem senhoras e os cavalheiros serem homens, não sendo todavia por isso que não me acho capaz de usar este desconto, é mais porque relamente a gente não precisa, obrigadinha.
25% em vestuário de senhora. Não, obrigadinha, e nem é pela desigualdade, é porque não.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Hoje li

Leste?
Sim.
«Faltam treze dias para sair e, por uma vez na vida, quero deixar completo algo de bom.» Romance de Cordélia, Rosa Lobato de Faria, página 162
Li treze páginas e já cheguei à parte em que finalmente soube porque é que a personagem principal está na prisão. Fui espreitar a última palavra deste livro: «madrugada». Boa noite e depois bom fim de semana.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Intervalo grande

Estou no lugar (que também pode ser) da musa e vou registar algumas impressões do intervalo grande.
À saída do restaurante o Zé lembrou «olhe, não se esqueça do chapéu!» Ironia, claro, com a chuva de hoje dificilmente alguém se esquece do chapéu.
Numa das esquinas da avenida decidi subir a alameda por concluir que o piso avermelhado é liso o suficiente para não ter poças. Na avenida seguinte, bem como na praça, eis poças de água com fartura.
À ida para lá terei de depositar as pilhas gastas no contentor que tem pilhas gastas porque esse contentor se destina a conter pilhas gastas. É que me esqueci de as depositar à vinda para cá. E assim ando carregada debalde. (Nota posterior: depositei, sim senhores.)
Hoje é terça-feira e, tal como ontem, não trouxe o livro de casa, vai daí não leio hoje também. Ontem não fiz registo da minha não-leitura porque estou cansada do tema e com vontade de desisitr de ler. Mas eu gosto de ler. Mais: gosto da história que está a ser contada no livro. Eu preciso de ler. Sério. Preciso mesmo de ler, quando não estou sozinha nas letras. Creio que devia estar também farta desta confissão. Amanhã, pumba e coiso.
Entretanto, vejam só, encontrei a caneta verde. Pois. Viva, iei!, encontrei! Estava dentro da mala, num bolso daqueles que não lembra a ninguém. Quer isto dizer que andou estes dias todos comigo. Não é propriamente uma carga debalde, que soubera eu do paradeiro da caneta num bolso estúpido que a mala tem, pois que lhe teria dado uso. Quero dizer: é. Foi.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Hoje li

«... Passava para trás do balcão e ficava a ver o senhor Andrade ou o filho Rafael a meterem o corredor nas tulhas alinhadas do grão, do feijão, do arroz, da farinha ou do açúcar e encherem, sobre a balança, cartuchos de papel pardo com risquinhas encarnadas.» 'Romance de Cordélia', Rosa Lobato de Faria, página 123

O senhor Horácio, o merceeiro da minha infância, tinha também 'cartuchos de papel pardo com risquinhas encarnadas', que enchia com a quantidade de feijão que a minha mãe pedisse. Não sei se gostei mais de relembrar este pormenor ou de encontrar num livro uma vivência igual.