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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Lisboa, dezanove de outubro de dois mil e dezassete

Acabei de descobrir que uma das minhas trocas, aquando do título deste post, se traduz em 'putubro'. Não há dolo nesta troca, então o perdão é dispensado, mas achei o putubro tão interessante, tão capaz de um sorriso meu, que o registo.

Hoje tenho de ir ver a árvore amarela. Olarila. Não tarda quase nada. Quero perceber se está despida e amarela, isto no mais, se, em suma, a mudança de tempo lhe fez coisas.

Ontem, na aula de Pilates, em certa circunstância, o professor recomendou que não deixássemos os dentes morderem a língua. Ri-me toda eu cá por dentro.
Ó senhor professor, olhe, é assim: eu não consigo manter a língua completamente fora do perigo do fechar dos dentes. Sério. É que, pelo menos por ora, não sou uma pessoa normal.

Sonhei que me enrolavam um cachecol do Benfica ao pescoço e me espetavam uma coroa na cabeça. Isto tanto pode ser uma questão de ditadura como de calvário. É escolher, em querendo.

Ao lado direito dos que sobem a avenida, apresentam-se-lhes quatro bancos. Acrescentaram-lhe, portanto e se não possuo dolo, dois bancos, isto uns outros quaisquer. Há tanto e tanto tempo que não me dedicava a esse lado da avenida... Diz que mudar os hábitos faz bem às partes cinzentas da cabeça. Mas o dolo, neste indo-eu!-indo-eu! pela esquerda, é do sol, tantos os dias de um calor imenso, ademais: fora de horas. Bom, mas agora chove, a temperatura baixou e mais não sei o quê. Ah, e o homem das castanhas, sim, lá estava, com bicha à português, que eram dois ou três aguardando as famosas. Ah, a árvore amarela, pois que lá estava, muito despidinha, sim senhores, mas muito verde também.

No lugar da musa percebi que nos vasinhos verde-água vivem uns seres de folhas verde-planta.
A colherinha é tão bonita. A ocasião faz o ladrão. Parti a colherinha de louça da rica filha. O pratinho escuro também é fofo, apesar de escuro. É rústico. O rústico é sempre escuro.

O topo da caneta d' hoje é hexagonal. Podia ter sido eu a encontrá-la, mas não, ela é que veio ter comigo. Apareceu-me a cor-de-laranja, num dia de inverno.

Ainda não acabou o dia. Quero registar que os tais sessenta e cinco gramas já não marcham comigo pra todo o lado.

Ainda não acabou o blogue. Hoje aprendi a palavra dolo, quero mais oportunidades de a usar. Até amanhã.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Lugar da musa

No lugar da musa estava uma mulher com o cabelo pintado de verde-água. Ponderei se a escolha de tal cor seria deliberada, pois o verde-água é a cor dos vasinhos de lá. Dos vasinhos (rendilhados no topo) e:

da parede defronte
dos pés das cadeiras, bancos e mesas
dos bancos almofadados
dos boiões de produtos
da balança, a torradeira e a chaleira, antiguinhos-antiguinhos
dos aventais dos funcionários
das portas de alguns armários

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Lugar da musa

No lugar da musa ponho, também, por sobre a mesa, o bloquinho rudimentar

//é que mavia tesquecido do dezêr, iston tem\\

Andei vários meses sem ligar a ponta dum corno ao meu bloquinho rudimentar, deixando-o em casa, usando-o para apontar coisinhazinhas ao nível daquela parte da minha existência que é youtuber

//é cus vídeos precisam duma certa preparação ináda melhor que\\

Passei a escrever no caderno diário, que é um diário (que é um caderno)
Escrever no caderno implica escrever 'bem', fica para a posteridade, nada tem a ver (para mim: não) com os registos resumidos e inacabados, como são os tópicos que eu apontava/aponto no meu mais adorado bloquinho
Parece só um, mas o meu bloquinho rudimentar já teve montes de espécies de papel, montes de cores, montes de tamanhos

//e entretanto, é pá, prontus, voltei pra ele, a viajar cu ele na mala iassim\\

Planeando o fim-de-semana

Tenho no congelador maçã congelada, já descascada e cortada em quartos. Não são lá muito boas mas são biológicas, que vieram da quintinha do Gualter. Que fazer com as maçãs, que é assim tipo o mais velhinho que há na minha despensa/frigorífico?
No frigorífico há também marmelada caseira, daquela mesmo boa, urge usá-la, porquanto é não só muito boa, como ainda se me estraga, oh caneco, não pode ser.
Lembrei-me de uma tarte de maçã e marmelada... Hum...
Entretanto, há pouco, lá no lugar da musa, vi uma senhora pedir um parfait de iogurte grego/queijo quark, granola e fruta fresca. Deu-me vontade de fazer tipo uma coisinha assim, meio simples, meio sem fogão, meio saudável, que a granola, não sendo a gente a fazê-la, é saudável por inteiro mas é o caraças!
Tenho preenchido os fins-de-semana doces com gelados. No passado fiz gelado de manteiga de amendoim. Usei uma dessas manteigas dietéticas (lá está, ah ah) que não tem qualquer adição de açúcar e inclusive o cacau que leva é daquele orgânico e isso, de maneiras que só dá para adicionar, nunca para colocar no pão e ser de lamber os beiços, nada disso, na verdade, sozinha, é intragável, mas as bolas energéticas (que fiz num outro fim-de-semana, usando esta manteiga) e o gelado estavam muito bons.
Essa tal de manteiga de amendoim e cacau já está na minha listinha de supermercado. A ver se a encontro.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lugar da musa

Neste novo lugar da musa já atuo como nos anteriores, ou seja: tenho montes de coisas em cima da mesa – canetas, caixa dos óculos, caderno, telemóvel.
Falta o livro...
(Gina, a mulher que não sabe ler)
Há cerca de um mês que não leio. Se não leio ou se leio, se não escrevo ou se escrevo, isola-me. Esta baralhação é desculpável na medida em que não sei se gosto de ler e importo-me com isso, quero descobrir, e não sei se sei que sei escrever e não quero descobrir, não vá a descoberta magoar-me.
Ainda não vos contei da espuma do café. O copo, sendo de vidro, deixa ver a espuma assentar. É tão bonito, imaginem uma esponjinha acastanhada no fundo de uma chávena pequenina, de onde se antevê fofura e querideza. Só que desaparece, deixa-me sozinha. A espuma é bolhinhas, que rebentam pela pressão que lhes chega de baixo. Eu, enfiando os dedos na espuminha – por curiosidade, para acelerar o processo, porque sim, porque não? - isso da fofura ia tudo com os porcos, claro, vai daí, qual querideza qual quê.

Posta-restante: não fui ver o latim, há tanto tempo

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Comentários sem nome

Encontrei no Google Maps dois comentários ao estaminé:

1
«Uma das raras drogarias em Lisboa, onde é possível adquirir uma série de produtos hoje em dia algo esquecidos. Aqui há um pouco de tudo, mesmo alguns daqueles químicos que hoje em dia só aparecem integrados (...) e nesta loja se compram a granel. Antendimento simpático, típico de comércio de bairro, onde até se podem duplicar chaves.»
2
«nunca entrei aqui»

Então despachem mas é essas visitas, 'migos, que não tarda o estaminé fecha pra sempre. Sério. Vá, coiso.






Créditos: não os dou, para tal teria de localizar no mapa online o pontinho exato onde este estaminé assenta, o que não quero. E, ó 'migos escreventes destes comentários, um deles tão embelezador da minha postura profissional, desculpem lá tirar-vos as palavras sem vos pedir nem lhes pôr o vosso nome por baixo. Bem hajam.




Verde-água

O que é verde-água, no lugar da musa?

A parede defronte
Os pés das cadeiras, bancos e mesas
Os bancos almofadados
Os boiões de produtos
Os vasos rendilhados no topo
A balança, a torradeira e a chaleira, antiguinhos-antiguinhos
Os aventais dos funcionários
As portas de alguns armários

Levei vários dias para compor esta listinha, e virei tantas vezes a cabeça que, num desses dias, um homem que lá estava se me dirigiu a perguntar o que é que eu estava a escrever. Expliquei-lhe que era o nome do meu primeiro blogue, o causador de tanto zunzum.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Lugar da musa

Nota prévia porque é montes de importante:
Eu que não mais tema chamar lugar da musa ao novo lugar da musa. Olhem: a partir de agora, quando me referir ao lugar da musa, é este - o do café caro - quando não, avisarei.

Experimentei um queque de cacau no lugar da musa, que é uma pastelaria dada ao consumo saudável. No balcão tenho avistado várias ordens de queques, abafados por grandes campânulas de vidro – que não pousam lá enquanto as iguarias estão quentes, que eu já vi, sim senhores, e assim é que é - há-os tanto doces como salgados, e hoje, em dia de me apetecer coisas doces e poder dizer-lhes que sim, decidi-me pelo queque castanhinho-escurinho. Tinha no topo um furo onde haviam inserido ganache de chocolate negro, que preenchera e babara o topo do queque. Pronto, uma coisa em bom para os olhos, que também comem, quantas vezes bem mais que a boca ou a barriga, só por dizer que jamais se saciam e o problema, geralmente, é esse mesmo.
Bom, vamos lá a ver.
Gostei de lhe chamarem queque de cacau e ser feito de cacau, da textura húmida, do sabor suave. Não sou a melhor do mundo nas lides forno+formas+proporções=bolos mas quando encontro um doce - tanto faz se queque, bolo de fatia, creme, gelado - que me preencha o palato e satisfaça a alma, fico feliz. Conclusão básica, bem sei, mas séria.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Lisboa, 6 de setembro de 2017

Bom dia.
Estou de regresso ao trabalho, ao estaminé, ao lugar escondido, ao ao ao. Durante parte da minha vida laboral, em dias destes, vinha para o blogue ironizar:
'Ai ó pá, vejam lá que me estenderam a passadeira vermelha, tamanha é a a minha importância neste lugar!'
E agora toma mas é nas trombas o tapete que tinhas à tua espera... ó:






Ao ao ao quero eu dizer ao estojo metálico, e isto só para exemplo. Lá estava ele, no lugar escondido, cada vez mais envelhecido, e se rimar fosse ramir eu podia agora brincar e dizer que tinha ramido e rimaria uma terceira vez.

Boa tarde.
Ai ó pá, ó Gina, conta lá à blogosfera acerca da árvore amarela.
Então, ó pá, ó Gina, lá estava ela, ó pá quantos dias passados sem ela, né?
É.
Bom, não muito amarela, por ora, na verdade.

Boa tarde, que ainda é boa tarde, ainda que os dias sejam curtinhos. (notou-se tanto ultimamente, não notou?)
Venho contar do lugar da musa, se o elegi ou então não. Pois que não sei. Nas últimas semanas frequentei mais vezes o do café caro e açúcar de coco e paredes verde-água do que outro qualquer. Está quase eleito. Há uai-fai e tudo. Ademais o espaço é deveras agradável. Por ora é quasequasequase aquele o meu lugar da musa. Não o é jájájá porque não me sinto capaz de tomar uma decisão. Sabem quando temos um amor, o primeiro, e depois vem outro, verdadeiramente bom e perverso, mas não é igual? Estupidamente igual? Pronto, se sabem, então é isso. O «bom e perverso» foi propositado, não há porra nenhuma que este mundo contenha que não lhe assistam duas faces. Opostas. Ó pá, não sinto esta ideia bem exposta mas não tenho mais tempo para isto de blogar e coiso. Até amanhã 'migos.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Lugar da musa

Andei por aí, procurando, e pousei num lugar que até podia! vir a ser da musa. Preço normal, simpatia quê-bê. Mas não.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Lugar da musa

Ainda não elegi o novo lugar da musa, muito embora não me tenha esquecido deste assunto montes de interessante. Hoje pousei num lugar onde há café Nicola e calhou-me o seguinte pacote de açúcar:





Entretanto, estendendo então brilhantemente o brilhante assunto, é d' oiro!, deixo escrito que aqui há dias estava quasequasequase elegendo o dito lugar, só por dizer que entretanto fechou para férias. Dizia na porta lá deles que para continuarem com a qualidade de sempre era preciso descansarem e que voltariam cheios de vigor, bem como de vontade de assim continuarem, bons pra caraças no que toca a iguarias. Algo assim, vá, que eu também gosto de exagerar as coisinhazinhas por modo a ficarem exageradamente grandes.
Então, vai daí, ando perdida com isto da eleição do novo lugar da musa. Ontem visitei um em que o café é assim-assim, de preço assim-assim e de atendimento assim-assim. Geralmente, para beber café, não escolho pelo atendimento, logo que não me tratem mal, está bem, mas é óbvio que gosto de me sentir bem, acarinhada, não vou ao exagero (aqui não exagero, ah ah) de achar que tenho de me sentir em casa, antes como sendo uma extensão da minha casa, ou por outra: encontrar-me como sou na minha casa perante as visitas, habituais ou então não.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Foto do passado com post do presente




Andava-me aqui esta foto que alude à procura de um novo lugar da musa.
Andava-lhe eu sem saber o que fazer-lhe.
Publico?
Não publico?
Publico.
Terá perdido o interesse?
Não.
Terei eu perdido o interesse?
Não.
Sei como escrever o que quero escrever acerca de?
Não.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lugar da musa

Considerações e mais considerações acerca dos elegíveis a lugar da musa.
D' ontem
Aquele café com cheirinho a canela está excluído. É que ontem, ao depois da toma, senti-me enfartada e acabei por concluir que tinha algo a ver com o produto alterado... ou adulterado, pronto, eu não queria usar este termo mas é o que é. Lamento a exclusão principalmente devido à simpatia da senhora que atende. O espaço é muito bonito, lembra Paris só por dizer que não tem nada a ver. Eu explico: tem expostas peças de louça da boa e bibelôs bem longe da fancaria.
Paris.
Paris, né?, é.
O asseio é muito e os doces são do mais característico que há em Portugal. Eu bem disse que não tinha nada a ver com Paris... Sentei-me frente a um espelho de onde pude ler ao contrário: sericaia, trouxas d'ovos, Dom Rodrigos, rebuçados de Portalegre. Pude ver também a minha cara, quando a levanto do que estou a escrever. Credo. Não admira que ninguém me venha perguntar o que escrevo.
Bon, allez.
D' hoje
Regressei ao sítio claro de cores e de luz, aquele que pode vir a ser o novo lugar da musa, muito embora essa ideia ainda me custe aceitar, caraças pá, há lá agora mais algum lugar da musa que possa ser o lugar da musa?, não sei se notaram que o que o secundou, eu nunca deixei de chamar lugar (que também pode ser) da musa.
Novo lugar da musa... Hum, a ver se, então.
O copo em que vem o café é um copo, pois, com uma tira de borracha à sua volta de modo a não queimar as mãos das pessoas, o pires é um quadrado de rocha escura e achatada. É assim como que um serviço modernaço e coiso. É bom, o café, muito bom, mas também é caro pra caraças. Ó pá, não sei que faça, se procure mais lugares inspiradores, onde me deixem estar a escrever as merdas do costume e a pôr tudo em cima da mesa e a ler sem estar ler e sem saber como se lê e a escrever por entre a leitura que afinal não leio e a espreitar o telemóvel para medir o tempo que ainda me resta para essa movimentação toda. Este elegível a lugar da musa tem uma grande janela, de onde hoje avistei um desenho-cão, e um comprido balcão preenchido por cartões com números, que julgo serem usados pelo pessoal de serviço para gerir pedidos e assim, e um vasinho com um lucky bamboo. É tão bonito, este espaço, vendem-se artigos de mercearia, ou assim, ainda não percebi bem, e produtos diferentes, como pão com legumes, quiçá espinafres, é que era verde, o pão que a menina estava a cortar para servir. Ainda não consegui tirar mais conclusões dali, quando sentada ao comprido balcão, virada para a rua, dou as costas ao interior. Há mesas baixas e confortáveis, mas à hora que lá vou estão ainda ocupadas pelos clientes do almoço. Fica para outro dia, mas antes disso quero ainda experimentar mais um ou dois lugares elegíveis.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Lugar da musa

Qual lugar da musa, qual quê. Hoje não houve ocasião para essas merdices. De manhã fui aos Correios levantar um papel daqueles, enfim, não muito bons, vá, e a minha senha era a 41. Entretanto, amanhã, procurarei outro lugar da musa, ah pois é.

Lá, nos Correios, ouvi:
Não está sol mas não sei... está esquisito.
É, está abafado, ou que é.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Lugar da musa

Experimentei outro lugar, desta vez escolhi um que ando para visitar há tempo. Gostei, tanto do café como do lugar, bem como do ar e do respirar, das cores claras. Só não deu para rabiscar as coisinhazinhas do costume porque me sentei num banco alto frente a uma mesa estreita e, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, quando estou no lugar da musa, qualquer um, há que haver espaço para o livro, que agora não ando leitora mas pronto, o bloquinho rudimentar, canetas, telemóvel, óculos e pires com chávena, sendo que este conjunto é passível de desastre, pois que caindo, por exemplo: hoje, no chão, não seria vez primeira. Pudera, né?, com tanta coisinha em cima da mesa... Eu preciso de espaço, 'migos. A moça que me atendeu tinha pronúncia alentejana, fiquei portanto em casa, e sugeriu que usasse o 'nosso açúcar de coco'. Declinei a sugestão, afinal não ponho açúcar no café, mas, refletindo, dispus-me a encher a pontinha da colher com o dito para provar. É um açúcar pouco doce, bem sei que dito assim parece estranho mas olhem: coiso, lembrou-me o açúcar mascavado mas considerei existirem por entre os grãos uns pequeníssimos fios, era um bocadinho fibroso, vá, senti o coco na textura, não no sabor.
Continuando:
Açúcar de coco?!
Mas por modo de quê?!
Não sei, mas dá-me vontade de comprar. É que me pareceu um estabelecimento daqueles que se mantêm com este tipo de iguaria, ainda rara mas com potencial, presumo, ai tanta vírgula, credo, olhem: regressarei para explorar seriamente o espaço em questão e acabou a conversa.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Lugar da musa

Tenho uma novidade do caraças: o lugar (que também pode ser ser) da musa fechou as portas por conta de umas obras tão remodeladoras, mas tão e tão, que jamais volverá ali onde e assim como. Acabou. Soube deste caso há duas ou três semanas e portanto tive oportunidade de me despedir das cadeiras transparentes, as tais que deixavam passar os assuntos que posteriormente eu colocava no blogue, assuntos que me chegavam por meio das septuagenárias, das meninas que serviam os cafés, da senhora que se entretinha com o tablet, do homem dos muitos lenços de papel e de mais alguns que, por serem menos frequentadores do espaço, não se apressam a chegar-me à memória. Ora então o que é que acontece?, acontece que eu hoje andei por aí, escolhendo substituição, e encontrei um lugar que se presta a ser da musa. O café é porreiro, sabe a canela, tem o sabor incorporado, não vem por meio de pau ou pó, de canela, e olhem: gostei muito. Estive até na esplanada, vejam lá!, e até escrevi coisinhazinhas no bloquinho rudimentar!, e posso inclusive ficar a contar as horas mediante o número de bonecos verdes que apareçam no semáforo e tudo!, tal e qual como faço quando estou sentada no banco hater! Falta só dizer-vos que a este não vou chamar o 'lugar (que também pode ser) da musa', não senhores, vai ser o 'lugar da musa' e acabou ← essa conversa. É que a reposição em causa não a defino sem demora, antes tenho ainda de calcorrear as redondezas, quem sabe encontre um lugar da musa ainda mais musa que o deste dia.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Lugar (que também pode ser) da musa

Eu estava na fila do Banco e entrou a menina (uma das) que serve os cafés no lugar (que também pode ser) da musa. Senti necessidade de rabiscar uma das minhas coisinhazinhas no bloquinho rudimentar e saquei dele. Esta menina teve assim um feliz e inesperado encontro – é que fartinha de me ver sacar o bloquinho e apontar coisinhazinhas está ela, mas no lugar (que também pode ser) da musa, não ali. Querer saber o que rabisco (num ou noutro lugar) é que é coisinhzinha em que não parece nada interessada.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Terceiro

A senhora do Banco envergava uma indumentária de palco, parecia uma bailarina – vestido em corpo justo e saia de tule, sabrinas e fitas a cruzar os pés e pernas.
Os bancos da praça estão na praça, o poeta está encoberto pelas folhas das árvores ao seu redor, as mesmas estão, ainda, revestidas de crochê.
No lugar (que também pode ser) da musa não estava ninguém, quero eu dizer: ninguém daquela 'minha' gente.
A árvore amarela está de um verde adulto, escurecido, notei pintinhas numa folha aqui, noutra ali. Nasceram ervinhas no sítio onde estava o banco em que eu me sentava para mirar o ar. O banco não vai voltar.
A rua mais bonita de Lisboa tem listas verdes demarcando os limites de uma ciclovia e por entre tem desenhos de tinta branca em forma de bicicleta. As pinturas são tão recentes que ainda vi o molde do desenho nas mãos de um obreiro que por ali andava.
O latim, a meu ver, precisava que algum obreiro fosse destacado para avivar as letras. Achei-o diferente, apagado. Não quero nem pensar que eu é que estou isso.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Olá, bem-vindos a mais um blogue

Bom dia. São dez e trinta e três.
Lanchinho: duas ameixas vermelhinhas - e azedinhas, como eu gosto. Tirei fotos ao antes & depois mas a máquina fotográfica não tão espectacular assim não tinha o cartão de memória lá dentro, então as fotos ficaram gravadas na memória interna. Não que eu não saiba que o sistema para as tirar de lá é extamente o mesmo, mas acresceu uma tarefa para logo à noite, então: apresento as fotos amanhã, creio agora nisso, só por dizer que às tantas apresento num outro dia 'olhem: lembram-se das minhas ameixas? e tal e tal', e explico e deixo link para este post e assim conseguirei um extra-post.
O que eu devia fazer era pôr-me a procurar a porra do cabo para passar as lindas de morrer fotos que tirei... ai perdão, as fotos que tirei e que estão lindas de morrer.
Isto de ter a máquina faltosa de cartão deve-se ao facto de o regresso de férias ter sido um bocado virado para tecnologia. Um bocado. Mesmo. Levei comigo uma catrefada de valiosos auxiliares desta que escreve e que tem a mania que é repórter:
baterias, pilhas, carregadores, cabos, cartões de memória, pens
E, chegada a casa, houve que desemaranhar e descarregar o que estava nos cartões para o computador, e aí é que foi, pumba e coiso, hoje toca de trazer a máquina quase desmemoriada.

Vamos mudar de assunto?
Vamos.

Cheguei ao estaminé, atualizei a minha pastinha dos escritos e fotos e coisinhazinhas que tais, abri o meu documentozinho de escrita e... deixei cá um rascunho!, oh céus!, um rascunho?, eu deixei-me só um rascunho?!
Sim. Caraças pá, sim.
Mas sei como continuar a ser grafómana, isto porque, e por exemplo, já escrevi isto tudo e ainda o sol vai na subida, para aí aos três quartos do pico.
No documento que uso no estaminé, deixei também uma foto:





E um documento digitalizado:





Da foto:
Não malembra se cheguei a publicá-la e não vou vasculhar o passado do blogue, que não mapetece. Trata-se do momento em que terminou a caneta verde, que entretanto deixei em Villefranche de Conflent, acompanhando a mala-velha-e-creme, ó:





Da imagem:
Deixei-a por publicar, disso já malembra e olhem, publico agora e acabou mas é a conversa ← essa.
Trata-se de uma lista de faltas domésticas que não me pertence e que encontrei não malembra onde. Neste dia, é não mais que isso.

Boa tarde. São quinze e quarenta e sete.
Sei que todo este post está superlativamente interessante, o que vos levará a não esmorecer a leitura. Então, vá.

Da lista do que eu queria, ainda, registar acerca da mais recente viagem, não consta copiar os manuscritos para os publicar no blogue, o que é vez primeira a acontecer. Sério. Copio, desde sempre, as palermices que escrevo no caderno – ao d' agora chamo de 'colorido' – que levo comigo. Ora acontece que escrevi pouco, principalmente por falta de tempo, embora a falta de vontade tivesse aparecido no fim da jorna, tanto que nos dois últimos dias não registei coisinhazinhas. Lamento essa ausência, mas pouco, afinal sou mulher para não dispensar o viver em prol do escrever, a esta grafómana não é fácil escrever umas coisas sem viver, tanto essas como outras coisas.

Ó pá, que saudades do lugar (que também pode ser) da musa, da árvore amarela, da rua mais bonita de Lisboa, dos bancos da praça, do latim, das folhas pela calçada. Hoje não pude rever todos eles, tampouco amanhã será dia disso, mas quarta-feira lá vou eu. O que amanhã poderei rever são os jacarandás, que, estando junho aos dezanove, hão de ter largado muito lilás e muito óleo na calçada – frruque!, frruque!, frruque!, eu a andar e as solas a pegar. É.

Sabem que eu, na dita viagem, logo ao início deu-me para colher florzinhas e folhinhas. Nem sempre esperei que o acaso mas trouxesse, fui por vezes ruim para com a Natureza, ingrata, arrancando flores e folhas do seu sistema de vida para as encafuar num dos meus. Com isto entristeci um poucochinho, mas por outro lado alegrei-me, era para continuarem vivendo, afinal. Por onde ia passando, e onde me apetecesse, levava comigo as flores e as folhas, que nem sempre apanhei do chão - repito a ver se se entende - dispondo-as seguidamente por entre duas folhas do meu caderno colorido. Isto contribuiu também para não me dedicar tanto à escrita manual, pois quanto mais recolhas eu tinha por entre as folhas do caderno, mais volumoso este ficava e mais cuidadosa eu tinha de ser, que era um ai! enquanto as recolhas saíam do seu lugar, quantas vezes não dei por algumas caídas no fundo da mala, ou então prestes a isso. Mas não perdi nenhuma, é que nem uma.
Entretanto deu-me na cabeça armazenar toda a espécie de papelada, cartões de visita, faturas, avisos 'do not disturb', ou, quiçá bem mais chique: 'prière de faire ma chambre', talões de pedidos à mesa com anotações de palavras-passe do wi-fi dos restaurantes, envelopes guardadores de talheres limpos e prontos a usar e até, pasme-se! papéis de Sugus. Portanto o meu caderno colorido ficou gordo pra caraças e manuseá-lo sem me cair todo o espólio era quase um dom de malabarista.

São agora seis e tal da tarde. Estou aqui estou aí, onde for. Quero eu dizer que já faltou mais para publicar este grande post. Se não conseguirem ou não quiserem lê-lo até ao fim, não faz mal, eu gosto de vocês na mesma.



Lisboa, dezanove de junho de dois mil e dezassete





quinta-feira, 1 de junho de 2017

Nomes que dou

Guardasse eu a cognominação das septuagenárias para este ano e a da camisola seria decerto a da camisola, que continua a fazer sentido, hoje lá estava a bendita camisola com riscas verticais, tal como no ano passado, oh se estava. Mas, a septuagenária da novela este ano não seria a da novela, ai não seria não, seria a da pastilha, que está sempre a mascar.