sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Era uma vez

Era uma vez um vídeo que fiz, onde, dentre outras coisas, conto de um bloco de massapão que comprara e que terminaria a sua validade exactamente daí a um ano. Quer este post dizer que já usei o massapão, que não gostei assim tanto, pois que a amêndoa tendia para amargar, mas presumo que isso se deva ao longo tempo de permanência na minha despensa. Chegado o dia em que me decidi a fazer qualquer coisa com o bloco já envelhecido, fiz uma tarte de maçã que copiei de um programa televisivo. Marimbei para o facto de ser às corzinhas e de ficar giro pra caraças no cimo de um bolo e toca de pô-lo no entremeio de maçã e de massa, conseguindo assim... tcharan! Uma tarte de maça com massapão! Pois!
Há fotos, velhas que eu sei lá, ou sei, são de 5 de julho passado, precisamente quando estava quase expirado, tanto o prazo do dito bloco, como os meus 40s. E vídeo também há sim senhores, mas descansai, a parte que interessa a este post é logo a primeira a ser explorada.





Lisboa, Lisboa

Cliente

Este cliente veio comprar soda cáustica e a venda fez-me lembrar que a reação da dita propõe dois verbos:
espirrar
salpicar

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Ora pois

A avenida cheirava bem, como a protector solar. Se era sugestão da mente porquanto o sol vive e convive, era, se não era e era pessoas a passar por mim e que, antes disso, se haviam besuntado de cremes, era, se era por conta das perfumarias que lá há, era. Era algo ou nada disto.
Estava frio. Sério. Mas sol. E vento. E eu não me quero queixar do frio. Mas: ai. De manhã vim com o capacete pequerrucho enfiado na mona. Enfiado!, qual quê, apoiado!, qu' aquela porra mete lá dentro só metade da mona.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Coisas de e da cozinha

Tenho que lavar o pano do frigorífico. Está encharcado, o que não é de estranhar, afinal um pano é coisa que não pertence a um frigorífico, obviamente vai absorver a humidade. De estranhar é também que o pano tenha demorado tanto tempo a encharcar.

A máquina da louça está parva. Não lava o difícil e mal lava o fácil. Os tachos e as panelas e as frigideiras saem de uma lavagem, mesmo a séria lavagem, com os resíduos todos; e os copos e os pratos e os talheres e as taças e as chávenas saem com vestígios de gordura, que obviamente saíram dos tachos e blás. Preocupa-me um bocado ter a máquina avariada, custou-me dinheiro e dá-me um jeitão, mas só de pensar que podia ser a da roupa... Credo, isso é que não, eu sei lá lavar roupa! Já louça... Pois.

Terminei três embalagens de géneros alimentícios: 
arroz integral
amêndoa picada
creme de morango
Ainda lá fica, neste caso no frigorífico, o resto do leite de coco. Até sábado, 'migo, 'tá? Acabo-te aí.

Uma das tampas de um daqueles copos que já vêm furadas por modo a serem trespassadas, sem ferir, por uma palhinha, está enferrujada. Julgo que eu seja por conta do tempo que passou o conjunto inteiro dentro do frigorífico, com frutas vermelhas e congeladas a boiar lá dentro durante um porradão de horas. E aí tenho outra vez a humidade. A boiar em água, as frutas, quero eu dizer. A humidade da água e a das frutas a descongelar.

Sopa

Fiz uma sopa de Verão, que leva milho cozido e frio, portanto: de lata, tomate e cebola e pimento e salsa crus, banais temperos.
larguei tudo no processador que chegada a hora de acrescentar o líquido se revelou pequeno (sem vírgulas, oh!)
Não é só para os leitores entenderem, como também para eu futuramente entender, que reformulo o discurso:
Larguei tudo no processador, que, chegada a hora de acrescentar o líquido, se revelou pequeno. Verteu-se-me então o líquido pelo exterior do copo do processador, pela tampa da batedeira, pela taça da batedeira, pela bancada. Passei tudo para uma panela e usei a trituradora. O sabor da sopa é bom, a consistência é que nem por isso, as películas dos grãos de milho deixam-na grumosa. A receita aconselha a usar um passador e eu usar, usei, mas não deixei escorrer tudo, o pouco que deixei levou um ror de tempo e ademais tudo quanto era grumo dos outros vegetais ficavam também presos nos buraquinhos, soltando-se apenas a parte líquida que, tivesse eu esperado, se resumiria a uns vinte por cento do todo da panela. Comeu-se assim. Pronto, é uma sopa mais ou menos, vá. As tais películas nem se deixam mastigar, qual quê, tampouco creio que o meu aparelho digestivo as consiga desfazer, mas ok.

Um post com muitas esfregonas e muitas vírgulas

Aquela tal esfregona que comprei a fazer pã dã com o espremedor do balde da esfregona que tem a mesma cor que o espremedor... É imprestável. No princípio ainda pensei que tinha posto detergente demais, pois, a água ainda limpa no balde, e antes de acrescentar o detergente, era mergulhar a esfregona e ver que a superfície se enchia de espuma, que se soltava da esfregona. Isto vezes e vezes. Bom, o tecido da esfregona, portanto, não presta, absorve espuma de tal maneira, mesmo que a deixe secar por completo, que não dei conta do recado. Mal por mal, olhem, lixo. Já lá mora.

Digo adeus ao ramo

ó pá tóin xiru!

riscos

riscas

grata estou

os amendoins, as pernas levantadas e a vela perfumada não fizeram estragos

#bomdia

6:48

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Um livro encontrado

Deram-me um livro que encontraram na paragem do autocarro. É de Tolstoi. Quem dera ler, para lê-lo. Havia de perceber se há diferença entre um escritor de primeira publicação e um daqueles escritores que eu, do baixo da minha desdita literária, vejo ser super conhecido, super recomendado, super apreciado, super genial.
O livro encontrado é a segunda parte da obra 'Ressurreição', numa publicação da Livraria Civilização Editora de 1999, com tradução de Arsénio Mota.

Sério, vá lá: há diferença entre um e outros?

E eu, terei dito tudo? Não. Falta aqui os meus acasos.

Deixar livros por aí já deixei umas vezes. Brevemente partirei de férias e conto levar um livro para deixar num lugar onde repousam muitos, deixados por gosto dos turistas alojados ali ou por terem sido esquecidos nos alojamentos. Este ano lá deixarei o livro 'Meia-noite Todo o Dia' – Hanif Kureishi, que ando a ler tão lentamente que dói. Vou no conto que usa o mesmo título que o livro, e tem sido um horror terminá-lo. É que, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, sou fraca de leitura - desconcentro-me, desligo, aborreço, e ando nisto há anos. Bom, este conto tem sido lido tão lentamente que já não sei o que leio, desnorteei-me completamente e, calhando não o ter terminado até à partida para férias, deixo-o lá inacabado e pronto. Estou cansada. Eu própria me canso com isto da leitura.
Um outro acaso do livro encontrado é que o abri na página 209, precisamente onde começa o 40º capítulo, onde a história vai num calor*:

«O calor era de tal modo sufocante na carruagem de terceira aquecida pelo sol durante todo o dia e repleta de gente, que Nekliudov preferiu ficar no corredor, junto às janelas. Também ali a atmosfera era pesada e apenas pôde respirar à vontade quando o comboio deixou para trás os edifícios e soprou uma brisa.»

Acabei de me lembrar do seguinte: eu vou mas é levar este livro encontrado como leitura de férias, marimbando para o facto de ser uma segunda parte. Calhando em calhar não o dar lido com atenção, fica lá também. Que ideia fantástica. Escrever coisas é tão bom, vejam só o que apurei.

*relação à vaga de calor que se vive presentemente, ai isto do destino, pá...

A idade

Ó pá, nem queiram sabem, então não é que andei a prevaricar contra a Lei? Eu pensando estar em Ordem, claro está. Nisto dos tais cinquenta anos era preciso, como acho que já para aqui vim dizer, actualizar a Carta de Condução, só que não entendi as explicações que me deram, percebi que podia fazer anos e depois tratar do assunto. Mas não. Quando percebi bembembem as vezes que andei de volante nas unhas, duas dessas vezes com um carro que nem é meu, caramba, quedei um pouco. Digo um pouco porque não me espalhei completamente no chão nem nada disso, só que o pedacinho que quedei foi o suficiente para gaguejar enquanto concluía vocalmente perante a moça dos serviços isso de ter conduzido um carro que não é meu quando não podia, ai que horror eu nem falar consigo. É que até aqui eu só gaguejava em frente aos meus, crendo eu que isso se deva ao facto de quando estou com eles por vezes falar entusiasticamente e então vai-se a ver e vem de lá uma gaguez, que é pequerrucha, tudo bem, mas é gaguez. E de entusiasmo, portanto é uma gaguez boa. Mas agora também já se me prende a língua quando falo com estranhos! Ó pá! A minha vida é um inferno, é. É, é.
Eu até já andava para vir contar dessa vez em que andei como carro dos meus sogros. Não foi por nada de especial, é que era preciso fazer-lhe umas coisitas, que seriam feitas numa oficina perto da minha casa, e a maneira mais fácil era eu tomar conta de o levar de volta. Pois dessas vezes aconteceu que viajei sem música, o que me aborrece, mas pronto, e deixei o vidro aberto enquanto me aviava no supermercado, tendo deixado à mão o meu equipamento motard, que vale algumas centenas de euros... Mas nada desapareceu. Não dei conta de ter deixado o vidro aberto porque o meu calhambeque é velho que se farta e já tem aquela paneleirice de se fechar sozinho., Nem mosquinhas mortas lá entram ou de lá saem após o pi.

Por falar em fim-de-semana

Tenho saudades daqueles preparativos que antecediam um fim-de-semana em termos de cozinhados e sobremesas. Há muito tempo que não me dedico a esse fim, deixei de lado até os programas dos canais de culinária. Como a culpa é sempre do tempo, olhem, ponho-a em cima dele. Bom, a verdade é que o calor afasta a vontade de cozinhar e, depois, bolos e afins, que é o que mais gosto de fazer, não vivem sem forno aceso, e forno aceso em calorão... ó pá... Mas já vem de longe, isto de andar menos dada à cozinha, considerei ser melhor parar, a bem da balança. Tenho até andado a ver se descubro receitas com ingredientes menos calóricos, ou ditos saudáveis. Este fim-de-semana preparei dois tipos de gelados e um doce, e há uma semana fiz um outro gelado. Já percebi que o leite e o creme de coco são bem-vindos a quem não quer ingerir lactose, o cacau que se comercializa como dietético é também o melhor a consumir (este já consumo há para aí um ano, é tão melhor), que as sementes de chia são óptimas para inchar os doces de colher e, adivinhem...?, é super nutritivo and good for your health, OMG!
De maneiras que tenho então andado em experimentações.
O gelado de mirtilos leva o tal leite de coco, mirtilos, claro, e algo mais que agora não recordo mas um dia ponho aqui.
O gelado de chocolate leva, tcharan!, leite de coco, cacau, o tal!, chocolate de culinária, derretido, e banana. Espeta-se com tudo no processador e verte-se nas forminhas ou numa só forma para depois ser retirado à colherada.
O gelado de laranja leva obviamente laranja, raspas e sumo, limão, sumo, beterraba crua e framboesas. Toca de pôr no processador, dar continuidade à coisa e blás.
O doce tem leite de coco, açúcar mascavado, cacau em pó e sementes de chia.
Em dia vindouro porei aqui as receitas. Todas estas. Não esquecerei.

Fim-de-semana

Passei o fim-de-semana a editar vídeos. Estou cansada de me ouvir. Tenho saudades de escrever. Pois, bem sei, olha só o que já construí hoje e ainda agora é hora de sair para almoço.
É tão mais fácil escrever... É de doer a alma.
Mas gosto de fazer – e até de editar – vídeos. Não sou perfecionista, pois, sendo, jamais publicaria vídeo algum, acho sempre que não têm pilhéria, que eu não expliquei bem e que, ainda por cima, a edição está uma merda. Mas não sou perfecionista, é por isso que continuo.
:
Entretanto já a tarde está passada, escrevi mais umas quantas coisas que estão publicadas como escritas fossem após este post, e é mas é quase hora de sair daqui, só que venho continuar, que malembrei de umas coisinhazinhas que aqui é que ficam bem.
:
Descobri que o móves faz, não só gravações de voz (sim, bem sei, todos fazem isso e já há qu' anos o fazem, upa-lá-lá, batati-batatá, mas ocorre que agora é que me deu para explorar esta parte do software), como o programa que uso para edição de vídeos os aceita como música sendo. Sério. Portanto, este fim-de-semana compus um vídeo pequerrucho com imagem e som feitos por aparelhos diferentes. Quer isto também dizer que posso preparar uma receita por inteiro, cortar o que não interessa, depois, mediante o filme composto, ir discursando. Não é o máximo? Já fiz até outras experiências: gravei umas perguntas que depois respondo num vídeo. Que ainda não está editado, lá chegarei.

Lista

Na minha lista de supermercado existem dois itens:
corantes alimentares
cadernos de linhas
Sem que sejam faltas de supermercado, pois que não o são, mas ocorre que assim tenho as faltas todas na mesma folha, simplificando enormemente a minha vida. Sei também que posso obter ambos os itens no supermercado, sim senhores, mas quero variar de prateleiras e de costumes.
Olhem, para já, os corantes alimentares quero comprá-los numa loja que existe próximo à minha casa... Quero dizer, próximo, próximo, assim mesmo, mesmo próximo nem por isso, o melhor será ir de carro, se bem que era um passeio fixe se não estivesse este calorão. Nessa loja há de tudo quanto se precisa para compor uma festa, desde enfeites a utensílios de cozinha, passando, claro está, pelos corantes alimentares, as pastas de açúcar, as formas para bolos, os cortantes para bolachas, e presumo que haja até aquelas gotas de chocolate, não estou certa, mas.
E olhem outra vez, para depois, os cadernos quero comprá-los numa papelaria, só não decidi ainda qual. Quando decidir, compro logo três ou quatro para poder optar aquando das férias. Isto de ter muitos cadernos é comparável a ter muitas canetas e, nos cadernos, estou a asfixiar, que nenhum tenho de reserva.
Já agora fica neste post o registo do caderno do momento. Trata-se então do tal que a rica filha e o namorado me ofereceram no meu aniversário. É tão fofinho. Na capa tem um boneco com rabo de sereia e cabeça de gato:





A perspectiva da foto é mal-amanhada por conta de não vos querer mostrar brilhos a mais.
Por dentro, o caderno é recheado de stickers, páginas a dividir os dias, as semanas, os meses. Por exemplo, em termos de meses, no final de cada um há uma página com questões do tipo:
qual a música preferida desse mês
qual o momento favorito
qual o eligio ouvido
Depois há muitas outras peculiaridades, sei lá, olhem, é caderno para me acompanhar durante dezoito meses, só por dizer que o termino antes disso, presumo eu.
Ah, e sim, este é um caderno feito a pensar nas adolescentes. Este sim é um caderno de adolescente. Mas, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, os cadernos que anteriormente preenchi, não sendo feitos a pensar em meninas de catorze anos, ocupei-os em modo muitíssimo adolescente e, vai daí, a rica filha sabendo dessa minha tendência, pumba coiso.
Ah - um outro 'ah' -, aquando da compra, contou-me a rica filha, quem a atendeu perguntou-lhe que idade tinha a menina... Ó pá, isto é muito giro, não é?
Só mais uma coisinhazinha: este caderno tem mais peculiariedades, mas fica para outro post.

Senhor do Banco

Estive um tempão na fila do Banco. Chegada a minha vez, o senhor do Banco, não só jovem como jovial até dizer chega, perguntou se eu era titular da conta, confirmei, se era a sô dona Gina, confirmei, e houve ali uma cumplicidade de olhares, eu porque me conheço, ele porque não conhece mas confiava nas confirmações. Dado isto, inquiri: quer que lhe mostre o CC? Ele assentiu com a cabeça e com a cabeça apontou na direção do colega do lado, que, presumo, seja o chefe. Enquanto eu retirava o CC da carteira não se acabaram entre nós os sorrisos e a cumplicidade. Ainda pensei em dar uma de velhinha, ah olhe que eu aí era mais nova, agora estou um bocado diferente. Mas não. Para quê, né? Alguém que tenha metade da minha idade sabe lá o que é ter o dobro da sua idade, né?

À entrada

Para apanhar o molho de chaves puxei o cordão que as prende e, sei lá com que voltas, todas as canetas que transporto comigo caíram no chão. Lamentei ser grafómana. Sério. Quem sabe se, andasse eu somente com uma caneta banal, abastecida de tinta de cor banal, isto para registar pontualidades. Mas não. Ando com cinco canetas, todas de cores diferentes:
cor-de-laranja
cinzenta
verde
azul-turqueza
azul cobalto
Esta última é a única cor banal e seria a escolhida, fora eu uma pessoa longe da correria que corro só para apontar as minhas coisinhazinhas, que gosto de apontar em tons diferentes, não propriamente por ordem nem nada do género, é que gosto de variar.
No momento que descrevo acima, andavam dois meninos de sete ou oito anos brincando por ali. Quando as canetas caíram, um deles prontificou-se a apanhá-las. Foi tão rápido que as apanhou antes que eu lhes pudesse chegar. Que raro é o cavalheirismo na infância... Fiquei-lhe muito grata, fiz-lho saber, e aconselhei-o a continuar assim.

sábado, 4 de agosto de 2018

#boanoite

Cores que encontrei no Pinterest

Pinterest decluttering

Ando a limpar o meu Pinterest, que tem para lá muita coisinha que ao momento dispenso. No tempo em que andava feita maluca à procura de receitas e ideias decorativas para a minha festa (ai a minha festa, a minha festa... e as ideias decorativas, olhem: é que não cheguei a usar nem uma só) e até penteados guardei uma catrefada de pins para posteriormente escolher. E agora ando a limpar. Mas olhem que é difícil, há imagens tão giras mas tão giras que é uma pena não as ter à mão para qualquer eventualidade. Está bem que, esmiuçando a coisa, prefiro quase sempre as minhas imagens mas... e se um dia me dá vontade de mostrar o que não aprumei à minha maneira ou mesmo as que com prazer pari?

As imagens de café são tão giras... Por exemplo:


Estatísticas

Consulto as estatísticas de visitas ao meu blogue regularmente e não é regularmente que fico surpreendida com alguns factos. Partilho um desses factos agora.
Espantou-me que num só dia este post com este vídeo tenha sido visitado 15 vezes (15! 15 vezes! 15!)


Era só isto, gratíssima me encontro pela dita.


Bow; #boatarde

Cocuruto lembrando os eitis

É

Já tenho 50 anos
Já posso comprar um leque
Abaná-lo
Refrescar-me

Já tenho 50 anos
Já posso falar do tempo
Ai este calor

Já tenho 50 anos
Já posso vocalizar indecências
Perante conhecidos


Né?







É






#bomdia

Estão 31 graus em Loures e o céu está limpo, diz e fotografa o móves.




há nota ulterior porquanto me esquecera de registar as horas que eram, e eram 7:46


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Lisboa, Lisboa

3 de Agosto
6 da tarde
2 quarteirões
da António Pedro sem automóveis circulando
fosse o alcatrão um areal...

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Vilazinha

Por que é que eu acho que Sars et Rosieres é uma daquelas vilazinhas da Provença?
Porque é a região de França que mais vezes visitei, ou então, e melhor ainda, porque foi até hoje a que mais me encantou.





Googlei e vi que afinal fica no oposto, mesmo lá em cima, junto à Bélgica. Bom, tenho que lá ir, seja como for andamos a falar em visitar Antuérpia, a terra onde nasceram as batatas fritas e onde se fazem os melhores folhados de salsicha. Sendo assim, passamos por lá antes, né? Sars-et-Rosières (fiquei a saber que se escreve assim), é só aguardar uns mesezitos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Labiríntico, pá

Labiríntico é o lugar onde mora a minha amiga. Andávamos as duas por ali, nós mais dois, esses dois devagar se deslocavam, de maneiras que íamos intervalando a marcha para os esperar. E, labiríntico que é o lugarejo onde ela mora, eu cá acho, fiz-lhe saber esta ideia. Ela podia ter-me mandado, vá, pá merda, para não ser tão cortante como da outra vez. Mas não. Caladinha. Assentiu, apenas e brevemente. Quase me deu saudades dela e ela ali junto. Nada como sempre brotar a essência da pessoa, né?

As cuecas que faltavam

Tenho umas cuecas à velhinha, que, como julgo ser consabido, são cuecas de cintura alta. Como não sou tão velhinha assim, as ditas cuecas não me fizeram sentir confortável como a Fátima, que foi quem mas vendeu, me assegurou. Será por isso, por não ser ainda velha? Mas eu sou velha? Seja lá como for as cuecas à velhinha vão ficar na mesma gaveta onde páram as joviais. É mais uma mistura que ocorre na minha vida, uma transição, tempos houve em que misturei as bonecas com os vernizes de unhas, as mini-saias com os biberões e agora é cuequinhas com as cuecas que faltavam.
Comecei este post com uma ideia fixa, a de entender se me sinto velha, e... Não, não sinto. Se é a cabeça que manda no corpo, então olhem: não estou velha. No dia da minha festa (ó pá, pois é, ainda cá venho... ah ah), quando cumprimentei o meu irmão, este disse-me entredentes, cheio de ironia ruim «já cá chegaste...» e a minha cunhada deu-me as boas-vindas aos 50s, duas lagriminhas atrás dos olhos e tal, que eu bem vi.

Depois falámos um pouco disto dos 50, ela disse que sente ser o início do declínio, o que eu percebi que é como alcançar um cume, sobe-se todo, mas, chegados lá, só podemos descer. Não concordei nem discordei, ficando contudo a pensar se.
Sim?
Não?
E que sei eu, né?
Nada.
Bom, isto passou-se e recentemente, quando me vi a braços com aquela situação burocrática que consta da renovação da carta de condução aos 50... Eh pá, pronto, talvez - atentai: talvez – haja algo nos 50 que nos separa da juventude e nos manda envelhecer. Envelhecer realmente, quero eu dizer. Não se vê como se via, então será que podemos conduzir?, o melhor é verificar com o médico - que até pode ser um qualquer, vejam lá - a ver se diz que sim, que continuemos. Dói o que não doía, será que o esqueleto aguenta um estofo de automóvel?, é melhor fazer exames para saber se está tudo bem.
Bom, para a frente é que é o caminho.

Três da tarde, #boatarde

O Agosto e o Verão, presentes neste dia, levaram-me a questionar há poucos minutos - oh bendito computador, netes & derivados - se terão combinado aparecerem assim, num repente, juntos. Saí para passear a cadela e ao sair do prédio deixei a porta aberta por cortesia para com o casal vizinho desta que escreve, que vinham lá na disposição de entrar em sua casa. O vizinho vinha bufando por causa do calor. Ainda hoje é dia 1. Bom. A cadela também não curtiu o passeio. Fi-la entrar no carro, era preciso mudá-lo de lugar por causa do calor e foi por causa do calor que ela custou a obedecer, se no ar estão 30 graus ou lá que é, imagine-se dentro do carro. O que vale a nós é que era só mudar o poiso dos pneus, pronto, pô-lo num lugar diferente, vá, coisas assim.

Vou falar de iogurtes

Tenho uma iogurteira que comporta tipo assim quase a minha idade. Não chega a tanto, que eu já calçava para aí o 34 quando comecei a lidar com a dita, mas quase. Nessa altura, as iogurteiras foi coisa que virou moda, começaram a pipocar nas lojas e a minha mãe comprou uma... que quase não usou. Tempos depois de eu casar perguntou-me se a queria e eu quis... E guardei-a no armário, durante anos não lhe toquei, fazendo jus ao estatuto de desencantamento
(ó pá tá bem esta palavra não existe e depois?)(olha, afinal existe!)
da minha mãe. Pronto, não é que não lhe tocasse de todo, vá, era tipo assim de empurrão, lembrava-me vagamente do modo de preparo, sabia que levava leite em pó e leite natural, mas era chato, dava-me uma preguiça... Ademais os iogurtes não ficavam cremosos, pouco mais espessos ficavam do que o leite, assemelhando-se a um mero coalho. Desisti e a iogurteira ficou uma porrada de anos no cimo do meu armário. Cada vez que eu fazia uma daquelas limpezas profundas à cozinha, lá estava o saco onde a guardara, colante e empoeirado, mas a dita na boa, limpa e fresca, prontíssima, era só eu querer. Bom, há uns tempos descobri no supermercado uma embalagem com uns pacotinhos cheios de um pó para facilmente obter iogurtes. Comprei. Fiz os iogurtes. Fiquei fã. Dissolve-se facilmente no leite, que se amorna de antemão, saem bastante cremosos e sobretudo saborosos. Olhem, adorei. Adorei, adorei, adorei.
Olha aí, ó Gina, olha que aborreces as pessoas.
Os frascos são sete, de vidro, as tampas eram cor-de-laranja, de plástico. Digo eram porque as joguei no lixo recentemente. Aborreci-me delas, que eram de resto, com o tempo perderam-se algumas. Os frascos também foram sendo substituídos, porque se partiram, claro, e sorte a minha ter encontrado uns que cabem lá tão bem, há compotas no mercado que usam os mesmíssimos tamanhos, portanto. Portanto agora, como o pózinho de perlimpimpim actua bem é sem tampas, tanto melhor, ao cabo do tempo estipulado e decorrido cubro os frascos com folha de alumínio. Tenho foto. Se não houvesse foto eu era eu na mesma.






Ó pá, eu gosto tanto de tirar selfies...

Vou falar de filtros. A primeira vez que me dispus a mexer nos filtros amaricados, embelezadores e infantis do Instagram, o que saiu foi isto:





Daí a expressão fantástica que vos mostro, afinal de contas eu andava a ver onde clicar e é esta a cara que eu faço quando não percebo as coisas maricas desta vida. Depois, para ficar registado como deve ser nas netes, acrescentei qualquer coisinha escrita:





Entretanto tenho andado a explorar a coisa e à data corrente tenho um rol com esta figura:





Mais virão, não apoquentem o vosso coração, não mordam o lábio de esperança nem vertam lágrima alguma, que mais virão. E há lembrete, mas mais para mim que para outros: nem só de filtros instagrâmicos vivo, mas também dos móvicos, ó:


A festa acabou mas há posts a fazer (dez)

Bom, a festa realmente acabou, no fim das contas eu até nem venho falar da festa, mas sim de software versus selfies e de ambos versus um pedaço da farpela de que tanto falei no blogue.
No móves de que venho falando nos últimos meses, o tal que herdei da rica filha, a câmara fotográfica dá opção de a gente se meter mais magras, mais novas e mais olhudas – sim, o feminino, aqui, é propositado, que elas são de ligar a estas merdas mais do que eles. No dia em que descobri tais – possíveis – mudanças no meu visual, como estava foi como deixei ficar, com os três itens no meio da sua intensidade, isto para continuar a ser virtuosa, claro. Vai daí, um dia decidi pôr as coisas no mais coiso que o móves dá e cliquei direito a mim. Saíu isto:





Ora como na foto aparece o pedaço de tecido que eu cortara das bainhas do meu macacão e não queria que o mundo soubesse qual a cor do dito mas queria publicá-la na mesma, pus a foto no blogue, sim senhores, mas em negativo. Assim:





E agora vá, na foto 'normal' não fiquei tão esquisita com filtros falseando o meu aspecto? Faço-me lembrar o Benjamin Button naquela cena em que o personagem rejuvenesceu até a adolescência.

31 de Julho

Os passos de 31 de Julho - ontem - foram somente 4899, não levei o móves comigo aquando da visita ao latim, de maneiras que. Nem fui ver a árvore amarela nem nada, escolhi outro caminho, quero vê-la diferente quando.


Lá for.
Que há-de ser brevemente.
Agosto costuma actuar no seu envelhecimento.

Hoje é 1 de Agosto e ontem foi 31 de Julho

Diz que ontem, 31 de Julho, é o melhor dia do ano para casar, que depois entra a gosto, ah ah. Não, Agosto, ah ah.

(post inspirado na sempre erudita poesia de Quim Barreiros, ou então vem da brejeirice popular, tão erudita também...)


Ah, e muito #bomdia