Do endereço:
Este é o meu oitavo blogue. Pois. Dalguns, ou seja: dum, nem guardava memória. Sério. Descobri-o por mero acaso, um dia andava a mexer nestas coisas do Google e vai que descubro um endereço composto por dois dos meus nomes. Fiquei atónita, abanei a cabeça, o quê...?! Depois, sei lá como, entro no blogue. Hum?! Datava de janeiro de dois mil e doze e era um blogue onde me propunha compilar vários posts meus, os que considerasse melhores, para construir um livro de crónicas e vir a publicá-las em livro. Que quimera, oh céus. Nessa altura eu achava que sim, as pessoas iam querer comprar o meu livro, sim, as pessoas iam gostar do que escrevo, sim, as pessoas iam achar montes de piada ao facto de eu escrever acerca delas, sim, as pessoas sentir-se-iam especiais por eu as registar num livro. Hoje sinto-me tão tola por ter pensado que. Oh céus. E eu que nem sequer me lembrava que tinha criado tal blogue. Mesmo.
Os outros seis blogues foram sendo criados por este ou por aquele motivo. Dalguns revelo os nomes, doutros não. O primeiro foi o Verde Água, criado na plataforma blog.com, o qual durou seis meses, é que passado esse tempo quis mudar para o blogspot.com por me parecer tão melhor de trabalhar. E era. Usei no entanto o mesmo nome, não queria mudá-lo, é que nem pensar, e deixei-me estar nessa página durante quase seis anos. Terminei e pronto. Terminei com post a anunciar que o blogue terminara. Depois criei o blogue anterior, aquele de onde venho, e que durou mais ou menos três anos e meio. Terminei e pronto. Terminei. Mas não terminei com post a anunciar a viragem porque foi uma decisão repentina, muito embora andasse a cozinhá-la na minha cabeça fervente há muitos meses, se calhar anos.
E vão quatro blogues, com este cinco, não é. É. E os outros três?! Lá vai. Entre o segundo Verde Água e o blogue anterior (do qual não revelo o nome, pelo menos para já) aconteceram três blogues, sim senhores.
O primeiro chamava-se 'O que não digo, escrevo' e punha lá verdadeiros segredos. Eram, e são, segredos tão secretos que nunca os depositei em mais blogue nenhum, nem tampouco algum dos diários manuscritos os contém.
O segundo chamava-se ' O extraordinário blogue de Milena Tibúrcio', foi criado em julho de dois mil e treze e terminado em setembro do mesmo ano. A ideia era escrever presumivelmente à minha vontade, mas cometi um erro: não o apresentei a nenhum dos leitores habituais e... Eis que o abandono e torno à casa-mãe por conta dumas saudades um bocado parvas.
O terceiro chamava-se 'Blogue à experiência', foi criado em outubro de dois mil e treze, logo após, portanto, e terminado não em lembro qando mas julgo que foi dois ou três meses depois. Com este blogue pretendia manter os dois, já havia experienciado que ter um blogue e não o apresentar aos leitores habituais era palermice. Fi-lo. E eis que acontece outra palermice, ó pá, eu lá tenho paciência para ter duas vozes, dois espaços? A ideia não era, asseguro, ter duas vozes, antes ter um blogue onde podia aprofundar um pouco mais os meus assuntos e os episódios da minha vida. Acabei no entanto por encontrar dois modos de estar na escrita e não aguentei tal coisa durante muito tempo. Desisti, novamente, tornando, novamente, à casa-mãe. Portanto: este é o oitavo blogue que tenho. Pois. Daí o endereço. Que original, não é. É.
Do nome:
Pois bem, do nome talvez não tenha tanto a dizer. Pronto, vá, já se sabe que ando a ver se me mudo há meses, portanto ando a arranjar coragem para isso há meses. Pensei em 'pumba e coiso', que é uma expressão (tanto escrita como oral) a que recorro amiúde e facilmente. Na verdade já antes tinha tentando esse nome para endereço mas o senhor Blogspot já o continha, o que lamentei. Ainda me lembrei, olha, vou mas é pôr, estou ainda no endereço, 'e pumba e coiso', estava disponível mas não me identifiquei. Então, sendo assim, se 'pumba e coiso' não estava disponível como endereço, sim, estou ainda no endereço, não há meio de o largar, não teria jeito nenhum chamar ao blogue esse nome, uma vez que provavelmente já existiria. Não sei se existe ou então não, não cheguei a pesquisar, quero lá saber, escolho mas é outro nome, não é. É. Rebusquei na memória frases já anteriormente construídas por alguém, pronto, assim como que uma frase batida mas à qual eu pudesse dar uma reviravolta tal que ficasse tremendamente apelativa. Todas me pareciam mal, ainda experimentei uma: 'Muitos posts de vida'. Eh pá, ficava giro, eu sei, ou seja: eu cá acho, faz lembrar o 'parabéns a você', não é. É. Mas aboli a ideia, é que uma palavra estrangeira no título do meu blogue era coisa que eu não queria, e substituir 'posts' por 'textos' ou 'palavras' ficava desengraçado que eu sei lá. Bom, eis que se fez luz. E fez-se luz, não é. É. Ah ah. Também me lembrei de 'Ah Ah'. Sério. Mas não. Rendi-me à minha própria expressão 'é, não é. É.', da qual tenho abusado imensamente de há mais ou menos um ano para cá. Então...
'É a vida no blogue, não é. É.'
Pareceu-me um bom título na medida em que tem muito que ver com a minha personalidade enquanto escrevente de blogues, ao momento da criação eu estava aflitinha por preencher o mais possível a página em branco. Para isso usaria, e uso, a minha vida. Acerca da expressão devo dizer que admito que é um tanto ou quanto tola e desconexa, uma vez que lhe falta um ponto de interrogação e no lugar dele eu uso de rebeldia e espeto lá um ponto final. Mas é que eu tenho um certo asco aos pontos de interrogação... Eh pá... Aborrece-me esperar por respostas que nunca chegam...
Há mesmo uma Milena Tibúrcio
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=4swkR3BitgU
Assim se vê que difícil é ser original... Fui buscar a esse blogue o post que escrevi acerca do nome que escolhera e que, pensava eu, inventara:
ResponderEliminarMilena
A Milena é uma mentira, o meu nome não é esse. Podia dizer que é um pseudónimo e pronto, ficava giro e coiso. Mas não. Eu não sou Milena. Tampouco a Milena. Porém gosto desse nome, tanto que aparece em algumas das minhas crónicas. Milena era um nome que estava na calha para me porem assim que eu nascesse mas depois não foi esse o escolhido. Portanto: sou Milena porque precisei de me esconder uns tempos para dar vazão às raivas.
Tibúrcio
Tibúrcio é porque sim. Ou por outra: é porque considero um nome incrível, chama-se Tibúrcio às pessoas a quem se queria achar um nome rapidamente, particularmente a quem não se conhece lá muito bem, diz-se ‘aquele Tibúrcio isto’, ‘aquele Tibúrcio aquilo’. Tibúrcio pode ser qualquer um. Portanto: sou um Tibúrcio.
(10 de juljho de 2013)