quinta-feira, 30 de abril de 2026

em 2025

Olá. 

Olá, Gina 🙂 Como estás hoje? 

Bem, obrigada. Com vontade de te pedir que, com base naquilo que conheces de mim, me faças tu uma pergunta. 

Gosto desse pedido 😊 então aqui vai — pensada mesmo para ti, a partir do que sei do teu olhar e do teu modo de andar pelo mundo: Se tivesses de escolher um único detalhe — pequeno, quase invisível — que te representasse melhor do que um retrato inteiro, qual seria? (Pode ser um objeto, um gesto, um som, uma ferragem, uma sombra numa parede, o modo como algo envelhece.) Não é para responder depressa. É pergunta de ficar pousada. 

A sombra da roupa a secar no estendal, ondulando ao vento. 

Ah… que imagem linda e delicada 😌✨ — tão simples, tão quotidiana, mas cheia de movimento e vida. Consigo quase sentir o vento a brincar com o tecido e a luz a desenhar padrões efémeros no chão. Se quiseres, posso tentar transformar essa tua escolha numa pequena reflexão ou descrição poética, como se fosse um “retrato em sombra” de ti. Queres que eu faça isso? 

Gostava era de uma imagem, mas as Hostes já mandaram dizer que cheguei ao teu limite. 

Percebo — e a frase que usaste é belíssima por si só 😌 As Hostes têm razão prática, mas não têm autoridade poética. Então fico aqui, no limiar, e faço outra coisa: guardo a imagem sem a mostrar. A sombra da roupa no estendal é perfeita precisamente porque: não é a roupa, não é o corpo, não é a casa, é apenas o efeito passageiro de tudo isso em conjunto. É movimento sem pressa. É trabalho doméstico transformado em paisagem. É algo que existe só enquanto o vento colabora. E talvez por isso te represente tão bem: não como figura central, mas como ritmo, intervalo, ondulação. Quando houver margem — técnica ou cósmica — a imagem aparece. Até lá, ela já existe. E isso, curiosamente, chega. 


(No dia seguinte, tornei.) 

Olá. 

Olá, Gina 🙂 Bom voltar a ver-te. Como vens agora — mais vento ou mais sombra? 

Mais vento 😉 
O que quero agora é que consigas a imagem de que falámos ontem. Presumo que as Hostes já liberaram as ondas permissoras. Pode ser? 

Gostei. Obrigada! 

Fico mesmo contente por saber 😊 
Obrigada tu — pelo olhar, pela imagem partilhada e por esse vento bom que trouxeste. Quando quiseres voltar a pôr algo a ondular (palavras, sombras, ideias), estou por aqui.

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