segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Latim

Claro que fui ver o latim, há que subir aquilo tudo. Ir ver o latim não é desvario, é foco. Pois.

Telefonema

A dona Lurdes telefonou a dizer 'um beijinho, Gina'.

Por ora

Perguntou-me um senhor pelos meus livros, e eu por ora tão pouco escrevente... E se normalmente já me sinto toda esquisita cá por dentro com questões desta natureza, imagine-se... Ando até de roda das reticências... E eu que não gosto assim lá muito delas... São indecisas, é a tradução que lhes faço. Hum, ok, vá, as reticências podem servir para prender o leitor, mas não sinto prazer nenhum nisso. Bom, deixo mais uma foto, desta vez em espelho. E eu já lá vou...


Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e quatro. Nestes posts 'Primeiro' é raro as horas não serem dez, os minutos é que diferem, contudo pouco, afinal oscilam por entre zero e cinquenta e nove. A questão dezhorasdezhorasdezhoras dá-me a sensação de mais do mesmo, o que me aborrece. Já expus várias vezes porque marco o começo dos dias em escrita, que é isso mesmo, um marco sem novidade, que o faço mais para mim do que para os leitores, que escrevo mais por mim do que pelos leitores. Não contenho em mim grande generosidade, não. Na verdade, no mais das vezes, prossigo com o blogue sem me importar em publicar conteúdo interessante e é por isso que apresento posts em que copio de uma fatura os gramas/mililitros que comprei disto ou daquilo, o que me satisfaz, a mim, lá está, e pode eventualmente gerar muita coisa mas seguramente poucos leitores, pouca atenção e nenhum prestígio. Hoje até tirei fotos, ó:





quatrocentos e cinquenta gramas de clementinas




trezentos e vinte e cinco gramas de maçãs




trezentos e dez gramas de pêras




trezentos e trinta gramas de morangos




mil e quinhentos mililitros de água mineral



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ô puã

Foto do passado e/mas bem dispostinha, a perfazer portanto um post bem dispostinho e, ainda, com um ô puã em desequilíbrio, que eu cá não sei se vou aguentar muito tempo nesta posição...





Maçã pinque leidi

O nepalês da frutaria tem maçãs pinque leidi acabadas de chegar sei lá de onde e nem isso interessa muito, o que interessa é que eu adoro essas maçãs, ele é a doçura, ele é a acidez, ele é o afundar dos dentes na chicha (polpa, claro), ele é o equilíbrio destes três...
Tirei fotos. Desta vez consegui um cenário onde a máquina fotográfica montes de espectacular conseguisse... não, não foi a máquina que conseguiu coisas tão especiais como ficar quietinha, fui eu, que a apoiei perto da maçã e fui mudando os filtros e clicando, encontrando assim a maçã no mesmo enquadramento e luz por três vezes – filtro verde, filtro vermelho, filtro azul, ó:





Ainda cá venho para dizer que não me contentei com as fotos, ainda me pus a digitalizar a maçã. Digitalizar o pouco usado para digitalizar era uma ideia que já se me formara mil vezes, só por dizer que esperei até hoje, ó:




Só mais uma coisinhazinha: fotocopiei também a dita maçã mas saiu uma página preta e sendo assim escuso de estar a gastar a memória que o blogue tem para imagens, vai daí não aparece nada aqui abaixo. E isso de fotocopiar o pouco usado para fotocopiar era uma ideia que já se me formara mil vezes e blás e mais blás.

A decompor

Deixo de novo a casca de ontem, mas aqui em verde. Não que ontem não existisse já esta imagem nos meus ficheiros, mas é que não me apeteceu juntá-la. Pronto, como sabem, e se não sabem eu gosto de vocês na mesma, eu é que mando nisto tudo.


Palavra do dia (disseram na Radio)

A palavra de há quatro dias era edifício
A palavra de há três dias era equidade
Vamos pesquisá-las?
Vamos!

Nota prévia à pesquisa: ainda que as palavras em questão não tenham sido expostas no dia corrente, não quis deixar de registá-las na minha vida de blogues, e isto por conta de não as usar regularmente, no entanto não estou certa de nunca as ter usado, então decidi pesquisar e...


Lugar da musa. O café hoje estava magnífico. Quadradinho de chocolate em vez da bolachinha. Quem dera me acalmasse as ânsias. Qual quê. Nada disso. Há desenhos pendurados na parede. São cadernos, não folhas simples, presos por grampos, que por sua vez estão presos por fios invisíveis. Quero dizer, não são invisíveis, que eu vi-os. E esses cadernos estão refletidos sobre a mesa de vidro em forma de meia-lua. Crescente ou minguante, depende em que ponta a gente está.
Levantei-me para ver os desenhos. Reconheci a fonte da Alameda, o monumento do Areeiro, o edifício da Igreja, o Café Império, o Jardim Fernando Pessa.
Os ditos cadernos são de material e tamanhos diferentes, uns desenhos feitos a carvão outros bem coloridos, e estão expostos de modo a parecerem obras inacabadas, toscamente naturais, meros rascunhos de visões do artista, mas nunca sucedâneo. Isto é a minha conclusão.
Pus-me a ver melhor um desenho onde se vê uma perspetiva que raramente observo. A estátua do poeta Guerra Junqueiro (praça de Londres) de costas, quem desenhou estava naquele pequeno jardim mesmo no centro da praça onde raras vezes pus os pés. Ao fundo a torre alta, o telhado em bico, esconso, só por dizer que o artista esqueceu o gigantesco símbolo da cidade de Lisboa (os corvos acompanhando a caravela conduzida por Dom Afonso Henriques) uma peça das mais lindas e monumentais que já vi ornamentando a capital. O artista esqueceu, deixou o seu desenho incompleto, que pena. |11 novembro 2013|


Estava uma senhora na recepção envergando um roupão branco. É bem, há um SPA e uma piscina no ginásio, o roupão é necessário para frequentar qualquer um dos dois espaços, e ela parecia faltar-lhe qualquer coisa, sei lá o quê, e ali estava esperando. Uma névoa branca na recepção de um ginásio. A recepção, o local de maior passagem de um edifício público... Roupão, recepção, roupão, recepção. Não, não combina. |28 junho 2010|

Pesquisar, pesquisei... E só rendeu edifício, com a equidade eu não quis nada.

A palavra de hoje é carrapito. E, dentro do mesmo espírito duvidoso de alguma vez na minha vida ter registado carrapito em algum dos meus blogue... Espreito e...

A do carrapito risível veio cá. Tinha as unhas pintalgadas de azul. Pintalgadas, pois, que não tinham beleza nenhuma. Se estivessem pintadas talvez as invejasse, mas assim… Não.
Pareceu contrariada em entrar e aliviada por sair. Nisso somos iguais. |12 julho 2013|

Primeiro

Bom dia. São dez e treza... ai perdão, treze. Cedo, hoje.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

números

14:28; 18º
17:19; 15º
no entremeio: latim
contudo: não no meio

folhinhazinhas

cada 1
em 4
cada 4º
em 2
cada 1
em 8

Planeando o fim-de-semana

Doces
São cinco, os bolos de chocolate que há a experimentar. Obviamente vou escolher um, só por dizer que estou indecisa por entre dois:
1 - o Bolo de Chocolate da Carla
2 - o Bolo de Chocolate e Merengue
Se do bolo da Carla estou saudosa, do bolo de merengue estou desejosa. E não é só para rimar.
Salgados
Tenho no congelador toda uma série de alimentos que aguardam a vez de serem preparados e comidos, dos quais destaco dois:
1 - bacalhau cozido e desfiado
2 - arroz de bacalhau
Lembrei-me de fazer pasteis sonhos de bacalhau com o 1 e pasteis de arroz com o 2.

A decompor

Vejam lá

Andamos a complicar a vida uns dos outros, vejam lá que um mero detergente não se contenta em lavar, apostando, também, num efeito reparador de chãos aos mosaicos voltados.

É com visão rubra e certeira

Um dia vou ter a coroa do matriarcado. Não que ande num fervor desemsurado para alcançar o título, mas sei-o. Por ora sou mãe de meio mundo. Apenas. Ok, vá, já me assistem alguns direitos das pessoas com a idade madura, nomeadamente a de ter, e manter, a opinião, não necessariamente assertiva, ok, tudo bem, mas chegada à idade futura, a podre, terei sobretudo o direito ao ouvido e ao sentido – tu toma sentido no que te digo!, adverte a geração anterior à minha, e eu agora tomo, mas depois é a minha vez.

Primeiro

Bom dia. Falta um minuto para o meio-dia. Era por pouco que não havia bom dia neste dia e neste blogue.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Post bem dispostinho e muito ao estilo 'ó pá tóin xiru!'

Primeiro

Bom dia. São dez e cinquenta e nove.
Achei melhor varrer o chão à entrada do lugar escondido, que o (que faz de conta que é) crude já embebeu o cascalho e o desperdício que o homem da sucata lá deixou com esse fim. Nem Cinderela e muito menos Carochinha, eu, que essas são histórias bem terminadas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A ler

Escolhi a leitura do momento há três dias. Fiz o que costumo fazer: corri o dedo pelas lombadas na prateleira dos não-lidos e parei no livro 'Sem medo', Rita Delgado. Registo alguns factos:
Este livro consta na minha biblioteca há tanto tempo que não tem a data e o lugar da compra registados na primeira folha morta.
Comprei-o num supermercado há cerca de dez anos.
Nessa altura li várias páginas e esmoreci. Sim, há dez anos atrás eu já era uma má leitora.
Conta a vida de uma atriz que se muda para a política e descreve meandros desse universo.
O universo político é coisa para me aborrecer.
Ter largado esta leitura foi decerto o pouco interesse que sempre tive por esse universo.
Vou esforçar-me e forçar-me a concluir esta leitura, portanto: vou ser a leitora de sempre.




Sim, hoje li.





Dias de um Ginásio

'Joelhos dobrados, Gina!', correção da senhora professora de stretching. Naquele momento toda a gente soube da existência de uma Gina na sala, só por dizer que ninguém a viu e soube que era eu e (re)conheceu, todos tínhamos a espinha dobrada e a cara encostada às canelas. Que chatice pá, estou sempre desfasada por entre o tempo e a posição.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia da língua materna, a portuguesa, no meu caso.

Está certo: uma pessoa fala.
Está certo: uma pessoa ouve.
Está certo: uma pessoa escreve.
Está certo: uma pessoa lê.
Está certo: uma pessoa compreende.

Parímpar

Se ano par, é ano par
Se ano ímpar, iguala ímpar
Se ano ímpar, então ano par
Daí se depreende que ímpar é único
Portanto diferente
Portanto especial
Diferente por ser especial e único
Especial por ser único e diferente

7:59







posta-restante às 18:27
não chegou a brilhar em pleno, o sol

Primeiro

Bom dia. São onze e cinco.
Olha como estava hoje o meu documento antes de começar a escrevinhar:



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ó:

não deixo rascunhos na vaga (que espero nova a cada manhã)

sociedade:

tenho que tomar conta das suscetibilidades, mas como não sei viver, não tomo

Já consigo

Por conta daquela atualização ao meu telemóvel, já consigo responder aos comentários no meu canal, mas ainda não sei se consigo responder aos do blogue. Não vos estou a pedir comentários, mas para saber se consigo, ou não, vou precisar de um, pelo menos.

Grande mudança na minha vida

Ando a ler um livro diferente e a carregar um livro diferente e a ser uma leitora desconcentrada com um livro diferente:

Sem medo, Rita Delgado





Sim, hoje li.





Duas coisas

A caneta azul já anda comigo
Usei apenas uma folhinhazinha

E depois

E depois fomos almoçar
E depois almoçámos filetes com arroz de grelo, no singular, sim, a lembrar, vagamente, decerto, Maria Alice
E depois avançámos por aí acima, atentas a coisa nenhuma
E depois bebemos o café no lugar (que também pode ser) da musa e vimos aquele senhor germofóbico (o dos lenços), a senhora que se entretém com o tablet e as septuagenárias (duas delas)
E depois passámos pela árvore amarela e admirámos como se mantém (ainda) nua, mas entretanto lembrámos-nos que é mesmo assim, afinal estamos (ainda) em fevereiro
E depois notámos que junto ao muro de pedra não está (ainda) a planta à janela
E depois sentámos-nos no banco hater e esperámos dois bonequinhos verdes
E depois descemos a avenida e por volta do noventa e um ouvimos um fechar de porta esquisito e fortíssimo: tâca-tâca-tâca-tâca-bão!, e aqui chamamos a atenção do leitor para os tâcas velozes e o bão! lento
E depois chegámos ao estaminé

Vou-ma ele

Vou paralmoço, ó pá tóin xiru e tambôum, queu tou masé esfaimada.

O que trazes contigo, ó Gina?

.......... começar a escrever e publicar como acaba no dia, tal e qual, publicar assim e vai-se a ver isto repetir-se-á até dar por terminado o post..........














Ah!, que ideia fantástica..........















Dias de um Ginásio

Num dia de há uns dias pesei-me naquele elemento hediondo, cujo ponteiro causa calafrios do piorio independentemente do risquinho que aponte, e li os números que não revelo por vergonha. Mas revelo o número oito - por extenso, que gosto mais de letras - de oito quilos, que era quanto pesava a totalidade da minha roupa, calçado, mala e conteúdo, mochila e conteúdo. Oito, oito! quilos de carga. Querendo emagrecer oito quilos em dois minutos, era largar tudo... E ir à minha vida.

Regresso a um passado muito passado,
a um passado mais chegado ao presente
e a um presente mais ou menos passado

É sexta-feira, tenho que me jogar mas é aos vídeos durante o fim-de-semana. Nem sei por qual começar. Sei que já publiquei os planos para comer e aquele onde falo da conta que criei para rentabilizar os vídeos. Depois tenho mais uma catrefada de...

É segunda-feira e devo dizer que me fartei de editar vídeos durante o fim-de-semana e fiz ainda mais alguns. Não dou conta da minha produção movimentada. Qualquer dia sou uma youtuber daquelas que tem uma produtora e uma secretária para tratarem das questões burocráticas e eventos sociais e isso assim. Ah, também devem servir para agendar os tais eventos, que, como sabem, e se não sabem, acreditem que gosto de vocês na mesma, sou expedita quando confrontada com multidões e bruaá...

Talão

O nepalês da frutaria espantou-se mil cento e noventa gramas de banana com o radical corte de cabelo do meu colega trezentos e noventa gramas de pêra e olhou para mim com espanto também e amandou-me ca pragunta quatrocentos e quarenta e cinco gramas de maçã atão e você?, não corta cabelo?

Primeiro

Bom dia. São dez e um.
Está um dia muito lindo e muito frio e muito lindo e muito frio e muito lindo e muito frio.
Nós, as Ginas:
Temos de escrever, né?, é.
Senão ficamos muito e muito desacompanhadas, né?, é.
Depois vamos ficando muito e muito e muito tristes, né?, é.
E antes escrever do estado do tempo que nada escrever, né?, é.
Então, nós, as Ginas, decidimos que vamos escrever muito e muito e muito hoje, tá bem?, tá.