quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Atitude


Talvez seja esquisito, direi mesmo inatural, que alguém mantenha sempre o sorriso na cara. Daí resulta a descrença de gente como eu, que sou aluada, tão depressa estou a gargalhar como na mais profunda tristeza. É, é isso, no mínimo é esquisito, isso de se ser liso ou lisa.


Entretanto ponho aqui duas caras minhas. São snapshots de vídeos, captados enquanto eu estava a falar. Uma pessoa é expressiva e depois é isto...







Tenho também um vídeo de bloopers. Bloopers são tipo assim como repentes das pessoas, e neste vídeo os bloopers são meus.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Eu é que importo





Outra vez, pois.



Comprei umas pantufas. Porra, ia-se passando o frio e eu de chinelinhos mostradores de todos os dedos que tenho nos pés. São giras, as já ditas pantufas, têm bocas e olhos bordados e pompons a fazerem de narizes, os quais presumo que vão pó caraças num instante, mas ok. São de cano alto, peludas, com sola grossa mas mole. Em resumo: não valem um peido. Enfiam-se que é um mimo, mal me pousará frio – nisso creio eu também. Vamos então pó quentinho? Boa noite.


E é que importo

Comprei uma camisola que me chega quase aos joelhos. Não é para ser assim, eu é que sou pequena.




Eu é que importo.


Mudanças mesmo bem vindas

Na minha última visita ao supermercado, notei que haviam colocado os produtos biológicos ao pé dos frescos. É bem, 'migos, é mesmo bem. Não só por eu gostar de cuscar essas prateleiras e elas estarem lá longe no espaço - bem como no tempo, agora me lembro, pois que assim levo menos tempo no espaço – como esta é sem dúvida uma medida que aumentará as receitas. Mas a sério, olhem, gostei mesmo muito, e como está tudo arrumadinho por marcas e tipos, é mais fácil entusiasmar-me. Não comprei nada, mas pronto.

Perguntas e mesmo mais não sei o quê

A dona Genoveva perguntou-me se os meus dentes eram mesmo meus, daqueles que não paguei, e se o meu cabelo era para estar mesmo assim. Respondi afirmativamente às duas perguntas, sendo que à primeira lhe garanti que os tinha comigo desde os sete anos e à segunda deixei uma nota resumida de como cheguei a este resultado capilar tão... Diferente, vá. In the midle of da cavaqueira, por alturas de uma resposta das minhas, ela acariciou-me o rosto com um ar maternal. Gostei. Por me parecer um gesto sincero, gostei.

Diferenças

Das pedras que deixei aos pés da árvore amarela: uma está desviada do seu caminho, as outras desapareceram. A árvore amarela está mais despida, mais só.

Coiso

Um cliente perguntou-me qual era o 'coiso' do artigo que levava. Mostrei-me surpreendida com o 'coiso' e ele explicou que, considerando o artigo surpreendentemente caro, qual seria o...
Então, é banhado a ouro, 'migo. Na verdade eu estava tão coisa que nem me lembro o que respondi, mas isto do 'banhado a ouro' se me tenho lembrado... Punha esse dizer a marchar. É que em certas ocasiões não há nada melhor do que um chavão, uma popularidade, pelo menos assim todos os gatos são pardos ou lá que é.

A massa que é mãe

Ora então vamos lá contar o resto da história das minhas massas madres (olhem: ainda não sei se esta porra tem plural, mas de certeza que vocês não se importam nada com isso e continuam a gostar de mim na mesma). Tínhamos ficado naquele ponto em que eu ia usar uma das massas, a primeira, a que fiz com farinha integral, nuns pães doces, e usei sim senhoras e senhores, mas depois do tempo de levedação notei um cheiro a azedo, o que me deu a ideia que vindo de uma massa lêveda não é bom sinal (chamei lêveda, mas qual lêveda qual quê, que aquilo não subiu porra nenhuma). A massa madre em si, antes de a juntar à massa cheirava a azedo mas coisa pouca, na altura atribui isso ao facto de todo e qualquer fermento ser uma coisa podre. Mas, como a receita pede leite, presumo que tenha sido como que um elemento catalisador, tipo assim: pumba, agora vais mas é azedar a sério, mesmo a sério. Ademais a massa não subira, como já referi... Enfim, joguei tudo no lixo, afinal já tinha desperdiçado uma catrefada de belos ingredientes, para quê continuar nesta teimosia, gastando debalde gás para cozer, electricidade para sugar o calor da cozedura e água e detergente e mais gás e/ou electricidade para lavar a louça que sujaria? Não. Lixo.
Bom, este é caso para esquecer. Mas há mais.
A outra massa madre fi-la com farinha para pão sem fermento e em momento algum se portou como deve ser, que é subir frasco acima como julgo que já referi num outro post onde depositei esta temática. Pronto, com esse nem vou tentar fazer nada, se não sobe, não está vivo, se não está vivo nada reavivaria na massa que fizesse.
Pronto, tentar, tentei, se não foi porreiro, é caminhar para a frente com um olhinho no passado, que é assim que a gente se safa de errar no que já errou.

Ou bolo ou tarte de maçã

Sim, ou bolo ou tarte porque é uma mistura dos dois jeitos de fazer pastelaria (copiei do Youtube e já não malembra de que canal). Não é bom que se farta, é tipo assim comestível, vá, mas não oferece carisma a quem degusta. E eu que até ralei a manteiga, pá. Sim, ralar manteiga, pra tal basta tê-la bem fria e passá-la no ralador de mão. Quem não quisesse ter esta trabalheira pois que não a tivesse, fizesse em modo vintage, com as pontas dos dedos a serem ajudadas pela farinha. Agora estou a pensar que parece que neste modo o ralador seria substituído pela farinha, não pelos dedos, pois que estes são necessários também ao ralador. Bom, isto está confuso. Fiz então um bolo ou tarte de maçã que nem só de estranho tinha o ralar da manteiga, mas também o facto de as maçãs serem colocadas na travessa, devidamente temperadas, alternando-as com a mistura de farinha, açúcar e manteiga (ralada, ah ah). Só depois se fazia uma mistura de leite e ovos e se despejava por cima de tudo. Considerei ser um método deveras impopular, tanto que me meti nele. Posso não ser expert-pro, tudo bem, não passando de uma curiosa do caraças nisto de confecionar doces, sim, ok, vá, e até pouco me importa isso, mas é que não ficou bom, 'migos, era uma coisa emborrachada e sensaborona.

Desacertadamente

Decerto já repararam que quando se diz num certo dia, hora, momento, é exactamente por ser tão incerto, e que quando se diz uma certa idade é muita idade, sendo esta 'muita' um número incerto.

Dias de um Ginásio

«Não é isso que estamos a fazer. Olhe para os seus colegas...» Foi a achega que o senhor professor me deu. Eu ri-me, os meus colegas não sei.
Outra coisa que sucedeu no Ginásio, mas não durante aula nenhuma, antes no finalzinho, ali assim por entre o banho tomado e o vestir da roupa aquecida, foi ter dado por uma borbulha no pescoço - impressão advinda de uma comichão sentida nesse lugar – e ter elaborado na minha cabeça um post muito lindo e capaz. Imediatamente. Vai daí lancei-me ao bloquinho rudimentar e apontei sucintamente 'borbulha no pescoço', só por dizer que já não encontro neste apontamento nada que a minha cabeça faça ser lindo e capaz.
Mais outra coisa que sucedeu no Ginásio foi ter encontrado o meu telemóvel quente e activo dentro do cacifo. A chamada de atenção foi-me dada pelo som, que era o do alarme – ou cronómetro, não percebi bem - que eu tinha acionado inadvertidamente. Quando encontrei o pobre ele contava com duas horas e não sei quê de tempo remanescente, no ecrã pulsavam números numa cor avermelhada e, como já referi, estava quente pra caraças. Agora imagine-se, o móves com uma coisa vermelha a piscar, um som – que até era levezinho - e uma quentura daquelas, deu-me um treco, claro!, oh céus qu' o móves vai explodir! Mas não. 'Inda há pouco estive nos cliques e no editor. Oh!, ' tá tudo bem!

... tóingue!
... tóingue!
... tóingue!
... tóingue!

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Pertencia a um jacarandá e veio comigo da rua dos cinquenta e dois jacarandás

Lindas peças de joalharia

Banco hater'amigo

Tenho a dizer-te que o relógio da praça mai linda de Lisboa acompanha o novo horário de Portugal, aquele a que os portugueses chamam de horário de inverno. Pronto, estando o visor do relógio de costas para ti, jamais saberias, vai que assim, pumba. Oh, então, de nada, ora essa.

Ss de Sonho e de Sofá

Ainda estou ramelosa e já estou a escrever no blogue. É que hoje sonhei com ruas cheias de sofás com pessoas lá sentadas. Caladas.

sábado, 27 de outubro de 2018

O sofá azul

O sofá azul é chegado. Ah! um dos senhores que vinha acompanhando o meu sofá deu alguma atenção à Olívia, fez-lhe muitas festinhas e perguntou-lhe se ela era a Olívia Palito e eu bem a ouvi responder: «não, sou a Olívia d' Ouro Geia».

Tenho o chão vazio à espera da porra do sofá azul

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A massa que é mãe

E lá ando eu, pondo farinha em cada manhã - relembro que estou noutra massa madre – e só falo em farinha porque parece que somente a farinha é necessária, uma vez que a água se separou da farinha. É suposto não ser assim, mas é que nem nada parecido, o suposto é a mistura subir tanto mas tanto que se o frasco usado não for alto, entorna. Mas isto é coisa para acontecer somente nas boas famílias, claro.
Bom, seja lá como for, vou deixar aqui os planos que tenho para usar as minhas duas massas madres – ai ó pá será que isto tem plural?! socorro! ó socorro! socorro! a ver se alguém só corre pra mim... - sendo uma delas feita com farinha de trigo integral e outra de farinha de trigo T65, que é aquela do pão.
Com a primeira vou fazer anéis de canela, rolos de canela, pães doces. Este é um daqueles bolos de outono ou mesmo de inverno, é encorpado e saciante, apropriado para a época actual, a fresquinha. Para este bolo usarei a massa madre feita com a farinha integral. Parece-me a melhor, a que aguenta o peso da farinha integral e suas partículas acastanhadas e indissolúveis.
Com a segunda vou fazer pão brioche. Tenho saudades de comer esse pão, normalmente calha-me bem, é fofinho e delicado, fantástico para barrar com doce. Ou manteiga. Para este pão uso obviamente a massa madre feita com a farinha T65. Mesmo não tendo nenhum dos fermentos terminados, mesmo não percebendo porra nenhuma disto de fazer fermento e o camandro, olhem, é assim que vou fazer.

Vestido

Só mesmo a rica filha para me arrancar da letargia. Foi virtual, o arrancão, mas foi coisa acontecida. Foi então por causa de um vestido que ela queria saber se já viera, pois que para tal usou a morada do estaminé. Respondi-lhe que não, acrescentando «ainda nem sequer vi o carteiro, culpa do cinzento dos dias, quiçá, o mundo gira melhor em brilhando o sol...» Ao que ela respondeu que eu estava inspiradora. Fiquei a sonhar. Continuei a sonhar. Ah... Nem vou deslindar este caso, não vá ela ter querido dizer inspirada (ai isto da escrita inteligente, pá...), é que é muito melhor ser inspiradora do que inspirada.

Lisboa, Lisboa
(a dona Odete chama-lhe 'a rua do silêncio')

Bom dia. É dia.

Hoje e agora escolhi também uma foto que editei para contrastar com o dia, que está cinzento.