terça-feira, 23 de agosto de 2016

As horas que são

O meu telemóvel serve principalmente para ver as horas. Sei que não é comum acontecer na vida das pessoas uma coisa como esta, mas é, o meu telemóvel é-me necessário principalmente para ver as horas. E alguém me liga? Claro que sim. E até tiro fotos e vejo as netes aquando da hora do almoço, que é onde apanho uaifai. Mas o meu telemóvel serve principalmente para ver as horas. Vou agora ver as horas que são no meu telemóvel para provar que o que digo neste post é verdade-verdadinha-verdadeira e verosimilhança da minha vida prazenteira, são dezassete e cinquenta e um e eu estou estalando de deixar o estaminé até sexta-feira. Para mim, hoje é como se fosse sexta-feira, e sexta-feira que vem é sexta-feira outra vez. Amanhã é quarta-feira mas é assim tipo um sábado porque vou a uma festa e tudo, e depois é quinta-feira mas não se vai parecer em nada com um domingo, e vai que a sexta-feira chega outra vez. Plenamente. Verosimilmente. Oh, que palavrita mais comprida, pá. De manhã, na Radio, estava um locutor a dizer que doravante os ouvintes poderiam escolher diariamente uma palavra pouco usada correntemente e inseri-la numa conversa, depois que fizessem o alarido normal no fuçasbuque ou assim, por modo a irmos lembrando aos poucos palavras como que riscadas do vocabulário usual. Gostei do jogo, mas como não converso, olha, pumba e coiso.

Mas das coisas

Mas das coisas que cheiram bem – estou como que aludindo ao post anterior, querendo perceber, é favor visitá-lo -, uma delas é o pote que continha a máscara para cabelo. Continha, se continha, está vazio. Pois. Tenho-o destapado por conta de não querer impregnar as pedras que trouxe do Mediterrâneo com esse cheiro fantástico e sensual. Sensual porque tudo o que meta água e cabelos lá vai parar.
Mas as pedras.
As pedras são para colocar aos pés da árvore amarela. E agora pergunta o interessado leitor, ó Gina, porque mantens ainda as pedras contigo? E agora eu respondo, ó 'migo, é que ao redor da árvore amarela tem havido umas mexedelas, assim ao nível do solo, tenho até receado que abatam a árvore amarela, oh céus, e eu queria ver os preparos prontos, nada de placas avisadoras, nada de movimentação de homens a trabalhar e tal. Mas, ao que parece, largaram a obra assim meio acabada, se é que esse meio existe, sendo que, na verdade, o que está fora do sítio e a chamar-lhe incabado, é os bancos um contra o outro, a dar beijinhos nas bocas, se as tivessem. Ainda não tirei uma foto para mostrar ao leitor o que quero dizer exatamente porque nos últimos dias não tenho levado comigo a máquina fotográfica não tão espectacular assim. É que ando carregada debalde há meses e há muitos meses que as fotos são raras.
Mas os bancos.
Vou precisar que o banco volte ao seu lugar, que é debaixo da árvore amarela, vai fazer-me falta para me sentar durante a cerimónia.

Um cheiro que

Um cheiro que ainda anda por aqui é o do ambientador. Já deitei o frasco fora. Já o cheiro se foi do ar. Ainda o cheiro não se foi de cima da secretária, num ponto ou outro, precisamente onde o frasco verteu um tudo-nada de líquido. Que já limpei. Que insistência. Sim, já limpei. Eu já de mim não sou dada a cheirinhos e cheiretes para perfumar o ar, que me faz doer a tola e o caneco, agora imagine-se o sofrimento desta que escreve aquando da perceção de que o cheiro está impregnado na minha secretária. Sério. É que o cheiro está aqui, umas gotinhas num ponto ou noutro, que o frasco deixou escapar, sou um bocado repetitiva, pois sou, e eis que perdura o cheiro, ca porra pá.

Hoje de manhã

Hoje de manhã cheirou-me a erva-doce. Eu explico, que eu adoro explicar coisinhas. No fim-de-semana passado mudei a cozinha. Não é que tenha passado a cozinha para o quarto e o quarto para a cozinha, não, é que tirei o móvel que apara o microondas, a batedeira montes de espectacular e uma catrefada de frutas e legumes, para o colocar no lugar onde se encontrava a mesa e as cadeiras, já a mesa e as cadeiras, arrastei-as para o lugar onde estava o móvel que apara aquilo tudo que já referi. Mas não exatamente para o mesmo sítio, não é que no lugar dos pés dum eu tenha assentado os pés da outra, nada disso, que a mesa e as cadeiras tiveram que ficar mais à esquerda e para cá do que estava o móvel, por conta de a gente poder sentar-se, e o móvel com aquilo tudo em cima dele teve que ficar mais para a direita do que estava a mesa. Está tudo muito bonito. Dantes estava também tudo muito bonito. Eu é que tenho a mania de mudar os imutáveis, se forem dum peso que eu aguente, tanto melhor, não me moam os cornos que eu arranjo-me bai mai selfe.
Mas o cheiro de manhã.
Para que a ordem cadeiral não fosse alterada e a gente todos se sentasse nos lugares de sempre, com as pessoas à esquerda e à direita que sempre estiveram aí, acabei por ficar juntinho da gaveta que contém algumas especiarias (há pouco esqueci-me de referir que o móvel também comporta especiarias... ai que falta a minha, oh céus) e eis que hoje de manhã me cheirou a erva-doce, sem que tenha sido este o meu primeiro sentar. Foi uma descoberta. Primeiro não curti nada a cena, porque me cheirava a qualquer coisa mas não sabia o quê, depois percebi o quê e fiquei felicíssima.

Términus



No fim-de-semana passado terminei de ler o livro do momento, 'Estranha Ternura', Miriam Toews. Olhem: gostei muito. É uma história escrita na primeira pessoa, estilo que me agrada há mais de quarenta anos (desde que sei ler, ah ah), muito embora geralmente me esforce no sentido de variar o estilo. Quem conta a história é uma adolescente, nascida e criada numa vila menonita, que depois vai desenrolando toda uma série de acontecimentos, obviamente relacionados com a religião mas sem aquela coisa de Igreja, de Causa, pronto, sem passar pelas inerências de frequentar assiduamente uma igreja, sendo que aqui refiro igreja pelo lado material, as paredes, não os métodos ou os rigores, se bem que a parte espiritual aparece na história, sim senhores, constando portanto a beatice, a murmuração, a inveja, o espanto pelo desplante do próximo. E quantas vezes este espanto pelo desplante é disfarçado com o tal amor pelo próximo que tanto apregoam, como se somente nas igrejas fosse possível manifestar-se esse amor... Ora. Pronto, é uma história que aborda religião e pecado fora das paredes duma igreja.
Todo o livro é atravessado pela solidão. Todo. É da primaira à última página, a solidão da rapariga transparece na maioria das frases. Isso impressionou-me e não foi pouco. Olhem: gostei muito.
Deixo vídeo meu e, se o deixo, garanto que é não querendo comparar a minha solidão
(sempre patética, a minha solidão, jamais conseguirei parecer solitária por sê-lo justamente e sem ademais, tampouco existirá um dia em que não ostente na testa a marca da pobrezinha que se queixa muito, e sobretudo desnecessariamente, da sua vida linda e bem montada)
à da rapariga menonita que foi ficando sozinha e partiu dali, é que nem pensar, mostro-o por considerar que neste livro me cruzei com a personagem.





Entretanto já dei início, também no fim-de-semana passado, à leitura dum outro livro: 'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett, também escrito na primeira pessoa. Tal como afirmei ao início deste post, costumo variar os estilos literários, contudo nos últimos tempos tenho forçado tanto
(mas tantotantotanto, e gosto eu de ler e gostei eu do livro que andei a ler, olha se não...)
a leitura que o melhor é escolher pelo prazer. Até agora li oito páginas, portanto pouco posso acrescentar acerca, posso contudo revelar que é um romance apoiado nos diários da escritora Virginia Woolf, bem como nos da sua criada, Nelly Boxell, mas ficcionado, ou seja: na altura da leitura em que estou e baseando-me na sinopse, presumo que nada tenha a ver com a vida real das duas mulheres.

Cliente

Veio fazer as compras que precisava, coisas urgentes, e depois ia para o hospital porque não se sentia nada bem, e que se eu não a visse mais, olha, é porque ela tinha... Aqui faz um gesto com as mãos que designa um voo. Palavras e gesto saíram-lhe com um desalento disfarçado de resignação. Respondi-lhe com uma palavra de esperança: ora, isso não há-de ser nada. Mas afinal que sei eu?!

Pronunciar

Evito pronunciar a palavra confundido/a mas às vezes não me sustenho, ou não me lembro de usar um sinónimo que tranquilizaria o crescente de nervos que é pronunciar 'confundida' fluentemente, sinónimo esse que é baralhado/a. Pois. Já se está a ver o que foi que disse àquela senhora ali assim, não é. É. ConfUdida.

Cimento

Levantei um saco de cimento da prateleira mais abaixo de todas e saiu de lá um bicharoco que me picou três vezes no braço esquerdo. Neste momento tenho três pintas vermelhas para aí com meio centímetro de diâmetro. Fazem relevo por sobre a pele morena e sensual que trouxe do Mediterrâneo e que ainda mantenho. A distância das picadas são dez milímetros entre as que estão mais próximas da dobra do cotovelo e de quinze milímetros a que está mais próxima do pulso. Olhem que é tudo do lado esquerdo, está bem. Vai ter que estar. Só não meço a distância que vai da picada do lado da dobra do cotovelo, nem a que vai até ao pulso, porque estou cheia de pressa e sem nada de paciência, que comichãozinha mais difícil de suportar... É um pico com a comicha por junto, ou à vez, sei lá. É mau.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia do internauta e por conseguinte é dia do dabliú-dabliú-dabliú, world-wide-web, www-o-que-for-ponto-com. Faz hoje vinte e cinco anos que foi inventada (ou lançada...?) a internet como é conhecida atualmente. Na Radio fazem apelo às pessoas no sentido de dizerem como chegaram lá – ou cá, ah ah - e tal. Eu cheguei às netes em dois mil e quatro, assim logo ao início do ano, e desde aí nunca mais parei. Hoje em dia continuo sem preceber a ponta dum corno das netes ou do pêcê, mas cá ando, usufruindo, mais em lazer particular do que no prazer do trabalho, e esta disparidade ocorre deste modo
não
internet
no
estaminé

Cliente

Saíu do estaminé e voltou num repente para me ofertar uma colher de sobremesa que encontrara no chão, deixando-me o seguinte reparo: 'ó minha senhora, tome lá esta colher, olhe que eu quando casei nem uma colher tinha!'

Primeiro

Bom dia. São nove e dezassete. Ena, que madrugadora nisto de escrever no blogue, ena, ena. Fiz de propósito, sabem, sempre quis começar pelo lazer que o blogar é, deixando o prazer incomensurável de trabalhar para mais daqui a bocado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

À despedida

(Ai que já me esquecia! Esquecimentos por entre leveza e graçolas é coisa infantil, lá está.)

Do lugar da musa, tenho a dizer que hoje passei um frio do caneco, quando sentada numa cadeira transparente, por conta do ventilador do ar condicionado mesmo direito a mim. O horror, detesto o frio. Não há vez nenhuma em que me dirija para lá, os pezinhos um à frente do outro, vulgo andar, e, ena tantas vírgulas, ao passar junto do lugar da musa do antigamente, me não dê vontade de voltar a entrar. Só que não. É que lembro de supetão os cafés horríveis que lá bebi e não. Não. Por ora, não. Mormente e ademais, se a musa está em todo o lado, ora essa.
A planta à janela não estava à janela. Férias dos senhores donos dela...? E agora eu recebia um imeile a dizer 'ó Gina, olhe que eu leio o seu blogue todinho e decidi satisfazer o seu desejo de saber que é feito dos donos da planta à janela, pois bem, atão a gente tá de férias no Algarve, é o que é'. E eu ia ficar a achar-me o máximo, muito criativa e tal, muito de acordo, muito por dentro de. Da vida das pessoas. Da vida de toda a gente.
Estou a ser tão infantil, não estou. Estou.

Dourado, Bórdô, Pinque & Infantil

Ando a juntar as bolinhas que vão caindo da camisola que tingi no outro dia em conjunto com a cortina da cozinha. A camisola ficou efetivamente bórdô, já a cortina ficou dum pinque muito faminto. Lá está, nos pózinhos coloridos não há tenacidade para com o nailône, bem que os fabricantes me advertem, ó dona Gina, olhe que.
Porra pá, estava a ver que não deixava aqui uma palavra bonita. Tenacidade. Fala de ser capaz de agarrar só com uma mão, ou por meio da língua, isto em falação. A pessoa fala e pumba, as ovelhinhas vão atrás. A pessoa atua e pumba, os outros vão com a maria.
Ao momento tenho bolinhas suficientes para compor uma flor imaginária. Não é difícil, é só ter um número alto delas, para aí umas sete ou oito. Au eva, se eu quiser compor uma nuvem não vou ser capaz. Não com estas bolinhas, e não é por serem douradas. Gouldânes. É por serem fumaça, as nuvens. Quem desenha o fumo? Eu desenhava, quando tinha oito anos, os desenhos da Primária tinham uma chaminé e um fumo a sair, uma linha em caracol, de lá até ao céu, que era o topo da folha e onde já tinha desenhado as nuvens e o sol. Era por aí que começava. Um dia concluí que era uma parvoíce de tamanhão pintar as nuvens de azul, o céu é que é azul, então passei a preencher os espaços entre nuvens no azul com que dantes pintava as nuvens. Havia também flores no campo, havia também um campo, as flores eram desproporcionadas com o tamanho da casa, havia também uma casa e um caminho que saía da porta da casa até onde a folha deixasse. Tanto podia o caminho escorrer como curvar para um dos lados. Ladeando o caminho havia árvores. Como sempre me cansei facilmente seja lá do que for, fazia uma árvore bicuda e outra frondosa. Umas vezes punha uma boneca cujas mãos eram duas argolas. Em tempos houve até maçãs a pender das árvores. Da frondosa, que a bicuda era mais assim tipo pinheiro. Não sei, aqui estou a inventar, lembro lá se era expedita o suficiente para me aperceber que as árvores bicudas são mais assim tipo pinheiros.



O pribéram-ponto-pêtê diz que tenacidade é:
substantivo feminino
1. Estado ou qualidade do que é tenaz.
2. [Figurado] Apego obstinado a uma ideia, a um projecto.
Hum, não é bem, bem, bem como descrevi, mas.

No gugâle mépse

Há dias abri o mépse do gugâle, pesquisei a rua mais bonita de Lisboa e pus-me a observar atentamente tudo aquilo. Pude vê-la com as linhas retas do desenho, e por retas entenda-se rígidas, o que não dá mensagem verdadeira, que as ruas têm curvas, mas ao mesmo tempo são rígidas, as ruas, sim senhores, porque não se movem, e aquilo começou a fazer-me muita impressão porque quanto mais pensava mais se me fixava a ideia falsa, ou não-verdadeira. Porra pá, é que não se descobre uma verdade neste mundo.
Bom.
Passei ao outro tema do mépse, que não malembra o nome, desculpem lá, e apareceu no ecrã uma imagem semelhante à outra, ou seja: a pique, mesmo d' alto, mas assim tipo desenho animado, vá, que não havia nitidez, antes ficavam difusas as árvores, muito embora me tivesse supreendido com a nitidez da calçada da rua mais bonita de Lisboa. É tudo mentira, as árvores estão difundidas em si mesmas. A árvore amarela está difundida em si mesma. As árvores não são assim, aquilo parecia mas era um fime da dísenei, coisa que já tinha dito acima mas por outras palavras. Verdade: árvore amarela. Mentira: a árvore não está amarela.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia de ser bonzinho/a. Na Radio tem havido todo um corropio em torno da ideia de ser bonzinho/a. Eu cá acho que ser bonzinho passa muito por não mandar mudamente à merda quem a gente está mesmomesmomesmo a ver que nos está a mandar mudamente para esses lados, tipo assim só com o olhar, sabem, em suma: é ser atingido/a mas não ricochetear o desígnio.
Estão a ver como é mesmo bom ter um blogue livre da cusquice de pessoas que me conheçam pessoalmente? Pois. É que calhando isto ser lido pelo bandido lá do fundo da rua ou pela puta da esquina aqui ao pé, eu, por ser cobarde, já não zurrava assim, eles iam pensar que eu estava mesmomesmomesmo a falar para eles e acerca deles, jamais os conseguiria aguentar. Vai daí... olha, pumba e coiso. Ter um blogue é tão bom, é que é mesmomesmomesmo bom.

Tenho de dedicar

Tenho de dedicar um bocado de tempo a colocar um cabeçalho no blogue, bem como uma barra lateral onde exibirei a minha lista de leitura de blogues, coisas que ando para fazer desde um de janeiro deste ano, precisamente a data do início deste blogue. Já agora, a ver se me desmancho num convite às pessoas, por modo a convidá-las, sou redundante e não peço desculpa, a ir ouvir e ver-me nos vídeos que deposito amiúde no meu canal. A ver se é na próxima folga... ai perdão, dia de férias.

O agosto no

O agosto no fim e eu a fazer um post que devia ter sido feito ao início do dito e a apresentar uma foto que tem cinco dias e se a tirei há cinco dias é porque me fui esquecendo de debitar tão importante assunto e se o considero importante é porque... sim.




Quando arranquei a folhinha do julho eis que arranquei todas até novembro. Vieram todas atrás do julho. Pois. E sim, deste particular fiz post, que bem me lembro, mas acabei por não fazer de como compus a minha secretária, de como a alindei, de como a deixei, de como.
Ora bem.
Em fevereiro estipulei que conforme o ano fosse avançando iria colando as folhinhas ao lado, sendo que mais ao pé de mim estaria sempre o mês corrente e depois seguir-se ia o janeiro, o fevereiro, o março e afora. Portanto ficava um bocado esquisito, note-se por exemplo o maio logo seguido do janeiro, ficava esquisito, não ficava. Ficava. E eu ficava preocupadíssima com isso, não ficava. Não. Mas vai que o acaso, ou a bruteza das minhas mãos, chegada eu, e o mundo inteiro, ao agosto, me dedico ao ritual, mas arranco tudo, fico com um aglomerado de folhinhas na mão. Oh céus, que faço?, perguntei a mim. Então, o, que, faço, é, colar, as, folhinhas, todas, como se o ano estive e um mês de findar, respondi a mim.

Estou aqui que

Estou aqui que não posso, tenho uma bolsinha nova para pôr as minhas chaves todas. Se digo todas é porque são efetivamente muitas.
16 (dezasseis).
Dezasseis (16).




É tão bonita. Fiz até foto de comparação sem que haja comparação capaz por entre a usada-velha e a usada-nova. Tem berloque. Tem furações que desenham motivos. Tem cor fofinha.

Deita-te aí

Ando um bocado tonta da cabeça. Tonta de tontura. Ai que se calhar estou grávida, lembrei. Refleti acerca do que em termos práticos é preciso para engravidar e conclui num repente que sim, posso estar grávida. Contudo, não estou, mas lá que estou tonta, estou. Acontece se me levanto da cama e até da cadeira, algumas vezes tenho de me voltar a sentar/deitar. E agora? Agora é fazer como fazem as pessoas espertas – esperar que passe. Posso também beber
- mais -
café, que foi aliás o que fiz há pouco, e ao depois dos valentes golos
- que também me entonteceram -
dei três vigorosos espirros
- que me fizeram montes de arrepios –
e vai que malembrei do que no outro dia estava eu a escrever deste esquema
– montes de interessante -
todo e se me acabou a tinta na caneta e já há dias tinha espirrado... ai perdão, apontado num papelinho esta reação fantástica que ocorre de longe e longe na minha vida e que consiste em o amargo do café me dar vontade de espirrar
e vai que ponho à mesma o assunto no blogue mas dissimulado por ser rascunhado
e vai que sabia lá eu o que escrevera oh céus não descodifiquei às vezes sou assim
– ilegível -
e vai que duas leitoras me ajudaram imensamente no desígnio em questão
e vai que sucintamente era isto
- o café dá-me vontade de espirrar -

Primeiro

Bom dia. São dez e quatro. Que tenho a dizer de chofre? É que é de chofre que geralmente ponho aqui acrescescentamentos, muito embora não relacionados com o cumprimento ou as horas que são. Que tenho a dizer? Hum, já estou a pensar demais... A banana do lanchinho d' hoje vinha com três pedúnculos, um que lhe pertence, outro já seco, outro fresco, fresco, fresco. É que a banana estava tão madurinha que se partiu onde não devia, ou seja: uma outra banana ficou sem pedúnculo, inclusive meio aberta no topo. Quem vai comer essa é o meu colega, que eu cá trouxe a dos três pedúnculos. Não tirei nenhuma foto à banana, ao pedúnculo, ao pedúnculo e ao pedúnculo porque nos sete meses e tal que o blogue tem já tem dezenas de fotos de bananas. Para além de ser uma escrevente repetitiva pra caraças, é também obra corrente não fazer parágrafos nos 'Primeiro' posts.

sábado, 20 de agosto de 2016

Único

Boa tarde. São quinze e cinquenta e três.

Este sábado o mais estranho que tem é não ter sido preciso ir ao supermercado. Não gosto nada de vírgulas, é um facto. Ou são-me indiferentes. Ou não me são indiferentes. Ora bem, dá véro, o que aconteceu dá véro para não ter ido ao supermercado é o facto de ter cozinhado mais... ai perdão, menos, é assim há anos, no verão. Sei lá, menos frio, menos fome, mais tempo para passear, apetite para passear.

De manhã estive entretida com a têvê. Ando a visionar os programas de culinária que já tinha visionado. Sim, isso. É que quando encontro alguma receita que quero experimentar, para ali fica, esperando. Entretanto encontrei alguns programas encetados, dos quais já retirei receitas, e vai que para ali ficaram na mesma. Eliminei-os todos. Todos. Alguns foram gravados em março, vejam lá. Os programas só se mantêm na box durante seis meses. Entretanto vi outros programas que ainda não tinha visto e já tenho uma confeção em espera, trata-se dum bolo-tarte de laranja. Hum, deve ser mesmo bom. A gente não pode é pôr as partes brancas da laranja, nenhumas, mesmo, é que nem as membranas que envolvem os gomos. Nada. Um dia.
Não fiz ainda a tarte de amêndoa que pensei fazer este fim-de-semana e inclusive fiz post a divulgar o plano, mas não deu, ainda.

Agora o que acontece é que é noite não tarda. São dezoito e dezanove, agora. Hum, a bem dizer ainda falta um bom bocado para anoitecer, mas pronto. Estou para aqui fartinha de editar vídeos. Tenho sempre uma catrefada deles para montar ao fim-de-semana.
Na próxima quarta-feira estarei de férias, logo seria de julgar que teria tempo para isto dos vídeos. Mas não. é que vou a uma festa.

Vinte e dezassete. Sozinha em casa, ainda.
Aqui há dias vi o pedaço dum filme - de que não recordo o título - na têvê que me impressionou. Tratava-se dalguém que queira matar alguém e, quando se decidiu a tal, eis que se sentiu revigorar, acordou bem-disposto à brava, cheio de planos, feliz, em suma: com mesma atitude e postura que eu tenho, por exemplo, quando decido que amanhã vou levar aquele vestido. Notei também que as cenas de rua foram feitas num lindo dia de sol, e via-se o personagem todo entusiasmado com a sua vida normal, convivendo com colegas e vizinhos, debaixo dum sol resplandecente. Nas cenas que vi, que foram pouquíssimas, o que me importou não foi um homem querer matar um homem e engendrar planos que o levassem ao horripilante ato, o que me importou foi o sol combinando com o estado feliz e decidido do personagem.

Vinte e uma e vinte e nove.

Vinte e duas e trinta e dois.

Vinte e três e vinte e três. Vim de passear a cadela. Vi ali assim um pombo morto que (julgo eu) pertence à asa de pombo que vi ali assim no passeio das sete.
Vou-me deitar porque amanhã tenho que me erguer da cama às sete para ir ao supermercado. Não demorei nada de tempo no passeio da noite, não é meu costume fazê-lo sozinha. Ali assim vi, também, uma pata de galinha. No ar há cheiro de fumo, a sirene dos Bombeiros tocou não há muito tempo e, antes, a cadela vomitou. Tenho uma vida incrível.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

À despedida

Sim, continuo desorganizada nos bastidores do blogue. Urge registar diariamente todas as minhas impressões por meio de caracteres, muito embora seja uma patetice de tamanhão quando reconheço que jamais atingirei esse objetivo. Não me chamo de grafómana no título deste blogue só poque é uma palavra bonita... É mesmo bonita, a grafómana, tem um guê e tudo.

Cortar

A frese cortando o ferro, levanto o olhar para me concentrar e econtro a pistola do tira-gorduras. Sim, levanto o olhar do trabalho, há partes na minha vida em que um instinto advindo do labor me salva da incompetência.

Intervalo grande

Fui à chuva para lá e à chuva vim para cá. Chove em Lisboa, uma chuvinha fininha capaz de molhar até os espertos. As cigarras junto às árvores que se encontram no mesmo recinto que o poeta, não cantavam, as cigarras junto às árvores que compõem a rua mais bonita de Lisboa, não cantavam, já as cigarras junto ao muro de pedra, aquelas que acompanham a planta à janela, pois que sim senhores, cantavam. Notei mais audíveis os passarinhos, pela mudez das cigarras mudas.
Não li. Sequer levei o livro. Os meus intervalos grandes continuam mais pequenos. Menos grandes, quero eu dizer. Nunca mais vivi o intervalo pequeno. Não sou tão capaz disso como a chuvinha d' hoje foi capaz de me molhar. Aconteceu porém que mudei o percurso um pouco apenas, e também junto aos bonecos montados nas bicicletas não havia cigarras a cantar cantigas a um tom.

Dos vídeos

Ontem publiquei um vídeo no blogue e, no caso, foi um vídeo que fui construindo conforme a minha vida ia acontecendo, por ter descoberto num repente que podia juntar voz e imagem em ficheiros separados. Fiquei maluca com aquilo, festejei alegremente e tudo, fiz logo uma coisinha em vídeo a juntar as tais partes, mas sem que as tenha feito com esse propósito, indo depois tentar fazer um com a consciência de que posso e sei como. Só que não. Pois. É que é dificílimo sincronizar som e imagem. Tinha previamente construído todo o vídeo, cortando umas partes e juntando outras e fazendo posteriormente o visionamento do dito vídeo como que preparado, mas silencioso, relatando o que queria, ao sabor da imagem, pensando que seria fácil, uma vez que o tempo era igual. Só que não. Pois. Não deu. Então fiz assim como se pode ver aqui.
Foi vídeo para me dar um trabalhão. Foi vídeo para experimentar umas coisas coloridas a fazer de introdução, musicada e tudo. Foi vídeo para escolher por entre aceleração e lentidão, nesta ou naquela parte. Foi vídeo para me deixar triste no final e não foi por chegar ao final, é que no final eu percebi que o esmero foi tanto, o empenho, a preparação foi tão atribulada como já referi, foi tanto e tão que no fim fiquei triste mas não foi por ter chegado ao fim, foi por perceber que a partilha dificilmente fará ricochete, daí nasce um sentimento de inutilidade que às vezes não consigo eliminar. Às vezes, e esta foi uma dessas vezes. Da saunde ofe sailance.

Planos doces para o fim-de-semana

Que tenho eu lá em casa a jeito de marchar com a minha banda a tocar?
No frigorífico tenho um caramelo muito malfeitinho. É que aquilo nem é caramelo nem é nada. Tentei fazê-lo há dias mas acho que coloquei demasiado açúcar duma só vez, ou então impacientei-me na hora de ir com o pincelinho molhado retirar os cristais das laterais do tacho e deixei-os ficar esperançada que se derretessem por si mesmos, ou então deitei as natas cedo demais, ou então não sei. Só sei que o açúcar não derreteu, não deixou de ser açúcar. Posso agora aproveitar a mistura falhada para base dum bolo ou dumas bolachas quaisquer. Quero dizer: o melhor mesmo é aproveitar, pois quando não deitarei tudo no lixo, que a qualidade não melhora à passagem dos dias, se ademais há natas.
No congelador tenho claras. Pois. Desde quando é que eu não tenho claras no congelador?! É nunca! Há sempre claras no meu congelador. Sempre. Posso fazer gelado e acompanhá-lo com o bolo ou as bolachas. As claras são também usadas na cobertura de tartes, a que normalmente se chamam de merengadas. Nunca fiz porque a maneira mais fácil de tostar o merengue é usar um maçarico, e eu não tenho, ou então levar ao grill do forno, que tenho, mas que nunca usei, e dá-me preguiça de experimentar.
Mas acho que o que vou realmente fazer é uma tarte de amêndoa, mirtilos e laranja... Ou substituo a laranja por limão, na hora logo percebo o que parece melhor, é que agora não sei, mas depois sei. Então e a massa lá de cima, a do aproveitamento, como é? É que faço bolachas e congelo a massa em cru. Pois.

De nada, ora essa

Sim, trabalhar é montes de divertido. De nada, ora essa.


Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia Mundial da Fotografia e eu venho fazer reparo nisso por conta duma catrefada de coisas.
1º porque gosto de fotografar
2º porque gosto de fotografar
3º porque gosto de fotografar
4º porque gosto de fotografar
5º porque gosto de fotografar
6º porque gosto de fotografar
7º porque gosto de fotografar
8º porque gosto de fotografar
…...........................................já se percebeu, não é. É. Parei no 8º porque ando mancomunada com o 8. E com o 4 também, mas deixar 4 motivos na lista acima pareceu-me pouco. De nada, ora essa.


Espevitada

Já tenho comigo uma catrefada de substâncias que me vão deixar feliz e capaz, principalmente capaz de escrever belos posts, óié.

Primeiro

Bom dia. São dez e trinta e cinco. O dia hoje está embrulhado em nuvens, o sol ainda não se deixou ver. Não, nada disso. As nuvens ainda não deixaram o sol ver-se cá de baixo. Sinto-me um bocado esquisita, isso deve-se ao estado do tempo, não quero sentir-me esquisita devido ao estado do tempo, mas sinto-me esquisita devido ao estado do tempo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Então e que tal vai isso de leituras?

Uma lástima, 'migos, uma lástima tão peganhenta que me nauseia. Há dois dias que não pego no livro – 'Estranha Ternura', Miriam Towes. Sem culpa disso, é certo, tenho tido os intervalos grandes mais ocupados que o costume, de maneiras que o livro fica no estaminé. Sei de antemão que não terei tempo para mais lazer nenhum além do café que bebo prazerosamente no lugar (que também pode ser) da musa e dum apontamentozinho ou outro no bloquinho rudimentar. Ao depois do café, os apontamentozinhos, porque é ao depois do café que as cadeiras transparentes deixam passar os assuntos. Não é nada. É sempre. Ou seja: é antes, durante e depois. É por entre os golos de café. Encho-me e esvazio-me incessantemente, não de café, falo das letras agora, mas não me passa nem rebento. Até hoje, não. E isto agora sou eu mostrando a prova de que qualquer assunto me serve. Pronto, já se percebeu que não sou lá muito criteriosa com assuntos a expor no blogue, não é. É. Que esse é o principal motivo de eu ter sempre montanhas de coisas a registar no blogue, não é. É. Que sou repetitiva cumó caraças, não é. É. Vai daí, repetito despudoradamente a despedida d' ontem:
«O bloquinho rudimentar, aquele onde aponto as coisinhas, continua tão desorganizado como a minha cabeça. Geralmente andam a par. É caso para dizer que se dão bem.»

Almoço

A mesa tinha três guardanapos e eu arrecadei um no meu pacote de lenços, que é composto por guardanapos e não por lenços, mas são guardanapos para eu usar como lenços. De assoar. Fiquei esperançada que o padrão do guardanapo que surripiei fosse igual aos que já constavam no meu pacote, pois seria um alívio, que eu cá ter guardanapos a fazer as vezes de lenços de assoar e não serem todos do mesmo padrão, é coisa para me deixar enlouquecida. Gosto de tudo muito igual, o mais igual possível, isto sem a visão microscópica, pois como se sabe (eu não sei, mas venho para aqui fazer as vezes dalguém que sabe coisas, e coisas daquelas muitaa fixes), qualquer partícula, se observada num desses aparelhos, difere, uma, doutras (seria preciso tantas vírgulas? Céus). O padrão era igual. Estou tão feliz e realizada.

Convivência em grau

Sipipú: facílimo
Dona Adelina: fácil
Dona Genoveva: difícil
Blogosfera: dificílimo

Com pêssegos e ameixas se faz um vídeo e um crumble

Diários

De cada vez que vou de férias, escrevo à mão num caderno destinado à escrita de rajada. Quando regresso tenho um trabalhão do caraças a passar tudo para o blogue. É assim há anos. Em todas essas vezes, senti-me tentada a digitalizar as páginas do famoso caderno e acabava com a conversa assim. Mas não. Oh não, oh não. Também podia nem sequer passar os escritos apressados/inglórios/aborrecidos e aí acabava ainda mais e melhor com a conversa. Mas não. É que não mesmomesmomesmo. Deixo imagem digitalizada de duas páginas das últimas férias que passei longe de casa, há para aí um mês, onde (julgo que) se pecebe o que me leva a optar por não digitalizar o caderno e acabar com a conversa. É que não se percebe. Pois. E esse sistema desencorajaria os leitores. Pois.



Post colorido (podendo também chamar-se-lhe post patriótico)

De quando ela escrevia a vermelho:









D' agora, que escreve a verde:



O ábêcê dos arrozes

Quando andei de roda da despensa, a pô-la bonita e assim, como se fosse preciso embelezar um buraco, mas pronto, pus as massas, os açúcares e os arrozes em frascos não muito bonitos, mas montes de funcionais, por conta de as tampas serem herméticas e terem uma gota mesmo fixe para se puxar, bem como para se atar uma fitinha de cetim colorida onde poderia prender uma etiqueta com o nome do conteúdo. Foi o que fiz, toda eu muito contente com a minha vidinha e a minha ideia montes de criativa. Entretanto percebi que a ideia foi inglória e o trabalho perecia por ser duma inutilidade estupidificante, uma vez que os frascos, sendo transparentes, dispensavam o nome escrito numa etiqueta toda catita, presa a uma fita vistosa. Ademais, os açúcares e as massas eram facilmente identificáveis, bastava olhar, ah isto é açúcar moreno, ah isto é massas a fazer de lírios, ah isto é açúcar de confeiteiro, ah isto é cuscus... Oh.
Mas. Tal. Coisa. Não. Sucedia. Com. Os. Arrozes.
Para identificá-los era preciso, antes de tudo, ter uma luz mais intensa na despensa, mas nem só isso, teria, e tenho, de olhar longamente os grãos, e às vezes acontece que o refogado já está no ponto, portanto há pressa, portanto tenho de me despachar, portanto posso enganar-me no grão de arroz, o que não mataria ninguém, ok, vá, mas é que não quero e blás. Então deixei três fitas atando três etiquetas que designam três tipos de arroz e tudo isto me dá um certo descanso. Os arrozes são, como já se pode ver na linda imagem que alinda o blogue, de três tipos.
Ah! Sério?! Nunca ninguém suporia que as etiquetas e as fitas sendo três, os arrozes seriam também três! Mas que conclusão incrível! Sou uma pessoa espetacular, mesmomesmomemso espectacular.
Bom.
Um dia desses aí, há seguramente meses e meses, descobri que tenho na despensa o ábêcê dos arrozes, porquanto uso o agulha, o basmati e o carolino – ábêcê, percebem. Claro que sim, por isso continuo.
O agulha é o arroz desde sempre, o agulha é o arroz que a minha mãe usa, portanto o agulha é aquele arroz com que cresci, ao qual me habituei, e que considero deveras capaz de terminar num arroz soltinho depois de cozido, que acompanha maravilhosamente qualquer coisa, o arroz que se aguenta bem com temperos de toda a classe.
O basmati, quem me falou dele foi a Célia, enquanto me fazia a manicura, dizendo que é um arroz fininho e muito aromático, um pouquinho mais caro, tudo bem, mas valia a pena. Fui atrás da conversa, marimbei para o dinheiro, também não era nada que não se lhe pudesse chegar, e descobri um sabor único e fantástico. É o arroz do caril por excelência, mas vai muito bem a acompanhar feijão, e este é somente um exemplo. Há quem alegue que o basmati, não sendo arroz de ensopar, não se dá com a feijoada. Pois eu cá não acho, ora essa, e o molho do caril, como é? Ná.
O carolino é o arroz do meu arroz-doce. É um arroz que se empapa pra caraças, larga muito amido com a cozedura, daí ser o ideal para dar aquela cremosidade tão própria do arroz-doce. Não uso o arroz carolino em mais confeção nenhuma, se bem que saiba que é também ótimo na preparação de pratos em que se queiram o arroz malandrinho, assim para o mole, empapado e caldoso.
Às vezes compro o risotto. Às vezes. Vou estragar o abecedário... Não vou nada, ora essa. O risotto é assim mais ou menos bom. Pronto, eu gostar, gosto, mas faz-me um bocadinho de impressão o al dente que aquilo traz consigo, de agarrados que os grãos ficam aos dentes, e a expressão dos italianos vem daí, julgo eu, e é um arroz que para se preparar tem uns trâmites demorados e nem sempre há tempo. Mas é efetivamente um arroz que às vezes mora lá em casa, na minha despensa, só por dizer que não tem frasco à disposição, tampouco fitinha ou etiqueta. E não estraguei o abecedário, pois não. Não.

Lanchinho (amarelo, este)

Post do passado

Ontem foi quarta-feira, dia de arroz de pato à hora do almoço, que não comi porque cheguei demasiado tarde, dia também de ver a dona Raqueline caminhando de encontro ao salão de beleza, cena que afinal não cheguei a ver, não sei se o motivo é fér... ah, pois é, agora me lembro, o salão está fechado para férias. Bom, assim sendo, como ser possível ver a dona Raqueline a caminho, não é. É.
::::(Pois... Não estou a lembrar-me com que propósito me meti neste post... Quis fazer a introdução e esqueci o papel principal... Já me lembrei!)::::
Ontem, daí o título do post, foi a primeira quarta-feira em que trabalhei este mês. Quero também que seja a única, mas pronto, isto do trabalho, no meu caso, nunca se sabe se me vão dizer «eh pá, ó Gina, tem lá paciência, amanhã...»
Ao momento o meu mapa de letras-números&férias,éssiá está assim, ó:



1, 2 – trabalho
3 – folga/férias
4, 5 – trabalho
6, 7 – fim-de-semana
8, 9 – trabalho
10 – folga/férias
11, 12 – trabalho
13, 14 – fim-de-semana
15 – feriado
16 – folga/férias
17, 18
, 19 – trabalho
20, 21 – fim-de-semana
22, 23 – trabalho
24, 25, folga/férias
26 – trabalho
27, 28 – fim-de-semana
29, 30 – trabalho
31 – folga/férias

Primeiro

Bom dia. São nove e quarenta. Mergulhando – catechá! Este post faz chegar o blogue a uma capicua no número de posts: 1551. De nada, ora essa.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

À despedida

O bloquinho rudimentar, aquele onde aponto as coisinhas, continua tão desorganizado como a minha cabeça. Geralmente andam a par. É caso para dizer que se dão bem.

GGG

ioGurte GreGo
tem de ser muitaa bom
isto por conta dos GGG

Lembra-te: a falar, que seja com um de cada vez

Estive durante uns quinze minutos a falar com um homem sem me lembrar que é um homem, antes achando que é um ser e pronto. Olha, pensei eu, que bom, é mesmomesmomesmo bom sentir este tipo de desligamento, esta ausência de género sexual. Mas encontrei rapidamente o avesso, que isto a vida é mesmomesmomesmo assim. E o melhor é nem pensar mesmomesmomesmo, por nesse descanso residir o perigo. E se estou a parecer uma crente ferrenha numa religião qualquer, sempre com medo de fugir às leis divinas, e não divinais. São extremos. Há uma diferença entre divino e divinal, percebem. Claro que sim, por isso continuo. Mas dizia eu, se estou a parecer uma crente assustadiça, ou mesmo uma patetinha, então era isso mesmo que eu queria transmitir, é que era mesmomesmomesmo. O perigo espreita, uhhhh.
A vida é-se tão avessa a si própria que eu não ando na rua sem sutiã. Pois. É que ia perceber-se que não tinha sutiã, prefiro que se perceba que tenho sutiã, percebem. Claro que sim, mas não é por isso que termino a prosa aqui.

Números

Vou falar, ainda, de números.
O 28 e o 62 fazem 90, não 100. Oh.
O 98 e o 03 fazem 101, que a bem dizer dá 33, no 98 dava 30, mas, a juntar 03, dá então 33.

Adjetivo: saudosa

Ó Gina, então conta lá, quantas saudades tinhas da árvore amarela e do lugar (que também pode ser) da musa.
Conto pois, então ora essa, o que vale a mim é a companhia que me faço, é os egos, o alter e outros todos que conseguir arranjar, e até o narciso e tudo, óié, que no meu caso é narcisa, que eu sou fêmea.
As saudades desses dois pertences são bués, fazem número, mas como não as contei, pumba e coiso, olha: não sei.
No lugar (que também pode ser) da musa, as cadeiras deixaram passar um assunto, o de que as senhoras de que falei no outro dia não são sexagenárias, antes são septuagenárias. Isso. É que no dia da construção desse post, reparei logo na idade das pequenas, só por dizer que entretanto, tendo apontado no papelinho que eram sexagenárias, chegada a hora de as apontar no blogue, eis que as ponho mais novas e acabou a conversa. Mas são septuagenárias, ai são, são.
A árvore amarela lá está, sem o banco debaixo dela, ainda. O dito lá está, num outro canto, mas agora, ao invés de estar apoiado no banco que está fixo no canto cruzado, fazendo as vezes dum rei de copas, como já aqui no outro dia contei, pois que não, está assim num frente-a-frente, a dar beijinhos de boca e quês. A árvore amarela não tem muitas folhas amarelas, ainda.
De nada, Gina, ora essa, então que é lá isso, estou aqui sempre para ti, disposta a tudo.

Excentricidade

Cruzei-me com a senhora a quem chamei em tempos de circense - isto no blogue, note bem: no blogue - por tudo nela conter a excentricidade dos artistas pirosos e repelentes. É uma palhaça, no mau sentido que se puder dar à existência de palhaços, e eu neste momento posso, porque estou no blogue. Notei-lhe um âpegreide em termos de penteado. Agora, a juntar aos tótós do costume, tem a nuca e as têmporas aparadas em pente dois.
Seguidamente dou uma na ferradura, está bem. Está.
Lá por esta senhora ter um aspeto piroso e repelente, não significa que não seja capaz de pensar capazmente e de possuir gostos ditos de gente com estatuto nos píncaros. Os exemplos são:
ler livros com títulos feministas;
aplaudir o pianista entusiasticamente ao fim dos últimos acordes
Pois.

Almoço

É ao almoço que geralmente vasculho a minha caixa de imeiles e também dou um olhinho ao instagrâme. Enquanto o prato vem e não vem, lá estou eu a clicar no botãozinho do uaifai, esperando que abram, uma página e outra, fixando o ecrã com intensidade de tamanhão, tal e qual como vão fazendo as pessoas modernas, mudas, solitárias e/mas acompanhadas, nos seus dias, que por sua vez são iguais aos meus. Que não se esmiuce porra nenhuma desta vida. Que não. Que é tudo igual.

Outra vez

Já ontem anunciei no lbogue... ai perdão, blogue que tenho nove subscritores. Foi ontem que alguém se lembrou de. O que tenho a dizer não é festivo, se há coisa que nunca festejei foi subscritores (no canal) ou seguidores (no lbogue... ai perdão, blogue), tampouco festejarei agora, mas é que no canal eram (foram durante semanas) oito, no blogue são quatro há montes de tempo, e eu tenho uma questiúncula muito particular com o quatro e o oito para aí desde março. Tenho inclusive um cartão piriri ali assim numa caixinha de pertences ingloriosos, que mostra um grande 4, o qual, não tarda, vai ser preciso novamente.

Posta-restante:
Hoje, ao abrir o pêcê, notei mais um subscritor, este visível. Isto vai na brasa, pá. 

Enrolar

Estive a enrolar um rolo de fio de nailône com dois milímetros, desenrolara-se um pouco e o melhor a fazer era fazê-lo passar por onde escapou, assim como que em ziguezague, vá, a ver se o cliente que levar este rolo não vem com reparos do género 'ó menina, olhe que isto já foi usado!', sem obviamente ter sido.

SQL

Sopra Quanto Levares. Pode ser isso, o que diz o pêcê do estaminé, aquando da ampulhetazinha que escoa o tempo que temos de esperar entre cliques. Sopra quanto levares daqui, deposita ali. Ah, agora me lembro, levar daqui e depositar ali é um blogue. Também pode ser soma... Soma Quanto Levares.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte sete. É vinte sete, a gente diz vinte sete, a gente não diz vinte e sete. Somente, é o que estou. Vou escrever bués, hoje. A este escrever assim chamo de companhia. Companhia, é o que é.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Décimo Oitavo

Ainda cá venho, semanas depois*

Eu vi tudo
Havia câmaras a registar o momento. Solene. Não faltava solenidade ao momento, não. Lembrei-me do livro que andei a ler (A Acidental, Ali Smith) em que uma personagem se esfuma, não deixando registos ou imagens, atravessa e marca profundamente toda a história mas no fim não há provas da sua existência. Mas eu vi tudo. Eu e a freira que ia de passagem. E as câmaras captaram. E está registado, aqui e agora. Bendito blogue, o meu. |12 de dezembro de 2013|


Ainda cá venho. O texto acima, encontrado há semanas e portanto relido, fez-me ver que em algumas ocasiões escrevo tão apressadamente, e até encapotadamente, que uns tempos depois, por mais que me esforce no sentido de relembrar que raio estava eu a querer dizer... Eis que não percebo nada, é que nem eu me percebo, percebem. Claro que sim, por isso não continuo.

*...

Décimo Sétimo

Tenho de revisitar Paris. Não sei se já alguma vez tinha registado no blogue mais do que o desejo de revistar Paris, que é realmente um desejo a ser concretizado e não um daqueles 'ah pois qualquer dia vou lá', não, quero mesmo lá ir, não quero deixar passar muito tempo, no máximo dois anos. Não quero porque ficou tanto por ver e também porque perdi as fotos. Bom, era isso e era mais. Há dias comprei uma t-shirt que resume a enga...





… E estou certa de que em breve vou lá ter e ficar uns dias.

Décimo Sexto


Que melhor imagem para o canal no You Tube do que esta?






Pois é, mudei a imagem do canal do You Tube (parece que é assim que se escreve, afinal são duas palavritas, oh céus), só por dizer que não se vê se não parte das minhas caras. Não sei o que deu a este mister, que agora tenho menos espaço para os pixeis. Bom, olhem, agora já está, fica assim até nova alembradura.

Décimo Quinto

Ó Gina, és supersticiosa? Claro que não, deixei passar a ceia dos treze e tudo. Deixei passar e o que passou, passou há coisa de dois posts atrás.

Décimo Quarto

Jantar: lasanha de atum. Acrescentei ao atum, milho, cenoura, espinafres. Tanto numa de desenjoar sabores como numa de somá-los. Não sei. Já podia ter aprendido qualquer coisa a cozinhar, não é. É.

Décimo Terceiro

Não é subsídio algum, que é lá isso, nada mais é que isto. É portanto isso e isto.

Décimo Segundo

Só para registar, e fazer saber aos demais, que gosto disto de colocar a maiúscula também na unidade.

Décimo Primeiro

O meu canal no YouTube tem nove subscritores, contudo, somente seis se deixam saber quem são. Concluo, portanto, que esta constatação deveria ter sido notada para aí no sexto post do dia corrente.

Décimo

De nada, ora essa.


Nono

Nono post do dia, estou então a falar de sexo. Largamente. E produtivamente. De nada, ora essa.

Oitavo

Ora bem, nem verde, nem azul, mas rosa. A cortina da minha cozinha, passou a ser rosa. De nada, ora essa

Sétimo

0:01
Estrada que liga a Mealhada a Loures. Traço contínuo em todo o percurso, ladeado de papoilas e outras flores de que não sei o nome.

0:09
Estrada 252
Passadeira com acesso ao lado oposto

0:12
Rua 4 de Outubro
Passadeira com acesso ao lado oposto

0:27
Rua João Abel Manta

0:43
Praceta das Amoras

0:54
Escadaria de acesso à rua de que desconheço o nome

1:07
Estação de Metro Roma

1:13
Avenida de Roma

1:18
Galerias Aqua Roma

1:30
Rua Brito Aranha. Atenção, muita atenção! Passagem junto à árvore arredondada, inclusive por baixo dela, seguindo-se toda a correnteza de árvores que ficam do lado direito de quem desce a rua mais bonita de Lisboa – rua Brito Aranha.

1:48
Rua Brás Pacheco. Atenção, muita atenção! Num repente vê-se um 'Basta' inscrito no murete.

1:56
Muro de pedra. É murete também, é, mas chamo-lhe muro de pedra. No minuto um, segundo cinquenta e seis, é onde cosutmo sentar-me.

2:00
Praça de Londres. Impercetível desaceleramento do passo ao segundo sete do mintuo dois, para destacar o banco hater. Impercetíverl, mas lá que ocorreu um desaceleramento, ocorreu.

2:09
Avenida Guerra Junqueiro. Ao segundo treze deste segundo minuto, um pombo mete-se no meu caminho. Não preciso de o afastar, ele fá-lo sem demora.

2:15
Avenida Almirante Reis. Este 'P' de Parque, ah este 'P' de Parque e, por junto, a seta que aponta ao Parque, o que eu gosto de os ver.

2:34
Avenida Almirante Reis, ainda, mas desta feita no semáforo. No sentido em que estou já toda eu me direciono para a Alameda Dom Afonso Henriques.

2:40
Daqui para a frente não revelo nomes de ruas ou avenidas, lá em cima revelei o nome da rua mais bonita de Lisboa. Agora é ver o vídeo e, quem conheça as redondezas, percorrer o caminho comigo sem me olhar para os pés...



Há tanto tempo que andava para pôr este vídeo no blogue, oh céus. Hoje foi dia.

Sexto

Tenho um vídeo contando letras, do tamanho dum comboio e que formam a palavra 'crumble', a sessenta e nove por cento de carregado. Oh céus. É, este é o sexto post, nem quero imaginar como será o nono. A piada disto tudo está no contar das letras, pois claro.

Quinto

Pus a cortina da cozinha a lavar e ao depois de lavados pus lá para dentro meio pacote de tinta para tingir. A última vez que olhei para o interior da máquina de lavar, não curti os laivos bórdôs. Ao momento, conto que quando voltar a espreitar o tambor, veja uma só cor. Mesmo que verde ou azul, mas uma só cor.

Quarto

Correntes de ar cá em casa, portas: BUM!

Terceiro

Difícil que se farta lavar vidros. A transparência é do caraças. Já passei o jornal sei lá quantas vezes, dum lado e doutro. Porra.

segundo

triste, direito a

Piemros

Bom dia. Sõ oi to e cineuqna e sies. Sempr quei criar um pot a esta hora, óeíe..