segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Esperança

No sapatinho, espero encontrar uma caneta verde e uma caneta vermelha. Isto não acontecendo, espero que o próximo ano mas traga.

Dos vídeos

Ó pá tenho tantas novidades.
O vídeo mais visto no meu canal tem 6130 visualizações, 67 'gosto' e 5 'não gosto'. Portanto houve 6058 pessoas que não 'disseram' nada.
O meu canal contém 10574 visualizações. Não sei como a gugâle faz estas contas, mas imaginando que as visualizações ao vídeo mais visto faz parte do número total, então houve 4444 pessoas que foram ver outros vídeos, quiçá aquele que pus como apresentação do canal aos novos visitantes, onde não me lembro de porra nenhuma que tenha dito, coisa que ao momento me descansa e, por acréscimo, muito me alegra.
Tenho 41 subscritores, contudo, somente 14 se deixam ver. Já por diversas vezes me indignei com esse facto, ó pá porquê? mas porquê?! não me façam isto! porfavorporfavorporfavor! mostrem-se lá! vá!
Publiquei 560 vídeos no canal agregado a este blogue, ambos nascidos a 1 de janeiro de 2016, há precisamente 360 dias – hoje é 5 de dezembro - o que dá 1.556 vídeos por cada dia vivido.

Revistas

Isto de escrever num blogue e falar num canal de vídeos, leva-me a duplicar um assunto, o que não me desmotiva assim tanto, mas comecei com esta conversa porque não malembra se já falei no blogue acerca das revistas Magazine do Continente, muito embora tenha tudo explicadinho no canal, em para aí uma meia dúzia de vídeos. Mas então vá: desde outubro que adquiro a revista Magazine do Continente e lhe acho um piadão.
Entretanto, pasme-se!, descobri duas revistas dessas em casa! Ambas do ano passado!, pois foi!, são de julho e de outubro de dois mil e quinze!, e têm obviamente receitas que sim senhores!, é para fazer! Porque as terei guardado? Sei lá! É que sou avessa a guardar revistas de culinária! Parece impossível! Mas não é! Descobri também, oh céus! Paro agora com o registo entusiasmado.
Por junto descobri um velho livro de receitas de bolos e bolinhos que a Vaqueiro me vendeu há não menos de duas décadas. É daquele tempo em que a aquisição dalguns livros de receitas que as marcas lançavam se fazia por correio tradicional, por meio de envio de pequenos selos que se recortavam dos invólucros dos produtos, e se colecionavam até perfazer o total de selos estipulado, ao passo que hoje temos tudo disponível nas netes, qual selos, qual correio tradicional, qual quê. Da Vaqueiro, adquiri toda a coleção, mas entretanto, com o rodar dos tempos - ai tão poética, credo – adquiri experiência no cozinhar doméstico e fui-me desfazendo dalguns livros dessa coleção, por considerá-los inúteis, se ademais ia também adquirindo revistas várias sobre este tema tão interessante que é cozinhar.
Resta portanto o 'Bolos e Bolinhos', como já consta acima. Folheei-o interessadamente, afinal está aí a quadra natalícia, e a bem dizer foi por isso que me meti na trabalheira de procurar livros de receitas esquecidos, na ideia de encontrar algo especial, diferente e impopular. Sim, existem receitas com tudo isso, já alguém preparou e degustou Francesinhas à Moda do Luís num almoço de Natal?
Pois não, bem me parecia.
Ora deixa cá ver se encontro coisas fixes para o Natal, trá-lá-lá, pensava e cantava eu, enquanto folheava o dito livro, bem como as ditas revistas. Encontrei montes de receitas de bolachinhas especiais, diferentes e impopulares, com a particularidade de serem preparadas com claras, portanto: dispensadoras de gemas – as gemas imperam em alguns dos doces de Natal, vai daí sobram claras aos montes – mas não sei se me jogo a confecionar alguma por conta do pouco tempo que vai sobrar. Encontrei também um bolo de queijo fresco que me atraiu pra caraças. Estas receitas de que falo aparecem no livro 'Bolos e Bolinhos' da Vaqueiro, que as revistas Magazine do Continente ainda não vasculhei demoradamente. Não prometo mais notícias, mas há vontade de as dar, aquando do estudo feito e conclusões tiradas.

primeiro

Bom dia. São dez e onze. Ontem à noite, domingo, voltei a não pintar as unhas. Já me perdi com isto, 'migos, mas cuido de serem quatro domingos, contando com ontem, os que há de jejum em embelezamento das unhas.

domingo, 4 de dezembro de 2016

depois a chuva passou

½ dúzia de pares de meias

Andava a precisar de renovar a gaveta das meias. Entretanto já eliminei (fica mal dizer que pus no lixo...) estas:


... fundo preto, ponta verde-alface, calcanhar cor-de-rosa, remate lilás, espirais em amarelo e umas letras coloridas que dizem 'angel' por sobre o preto. Os anjos serão alegres? Diz que sim, que cantam lá no céu e tal, 'quem canta seu mal espanta', portanto devem ser mesmo muito alegres, os anjos.


... são maioritariamente pretas, na planta do pé têm uns arabescos que querem dizer 'padrão animal', mas um bocado mal amanhado, vá, em rosa-choque e verde-elétrico e o remate do cano é em rosa-choque.

... padrão animal e isso assim, cores iguais e coiso, só por dizer que o animal no outro dia era (por exemplo e creio que) de leopardo e hoje é de pantera, ou puma, ou chita, ou... Eh pá, não sei, olha, as anteriores eram tipo às riscas e estas são tipo às bolas, pronto.

Que substituí por estas:




... Que não vou descrever, uma vez que são lisas. Mas são do tipo ó pá tóin xiras, não são? Da vez primeira disto das meias, pus-me a mostrá-las à calçada, como se a dita as quisesse ver. Este falar de mim para coisas (como é este exemplo da calçada) é-me especial, faz uma certa companhia, vá. Nessa altura também me punha a mostrar o zoom da minha máquina fotográfica não tão espectacular assim ao mundo, na esperança de que este quisesse ver o alcance que aquela tem. Nem sempre a esperança é vã... Neste grupo de meias, o chão não é a calçada, são chãos da minha casa. Achei melhor assim, por ser diferente, tanto o chão como a posição.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

... Ainda não contei...


… Ainda não contei que tenho uma prateleira com tachos e panelas e uma caçarola, mas sem tampas para tudo, isto ao momento. Quando o trem foi parar a casa, dentre outros itens, continha uma caçarola e um tacho, pequeninos, que partilhavam a tampa. Claro que isto sou eu a ser fofinha, às tantas pertencia uma tampa também à caçarola, e isto sou eu a ser sabedora do composto dum trem, que a tampa podia antes pertencer à caçarola e não ao tacho do mesmo diâmetro. Mas, convenhamos, os tachos coexistem invariavelmente com tampas, já as caçarolas? Alguém sabe o que manda a lei? Bom, antes que me respondam, deixem-me dizer-lhes que, anos depois da aquisição do já falado trem de cozinha, eis que uma circunstância me fez levar para casa uma panelinha com fundo grosso, portanto térmico, e tampa com termómetro incorporado, portanto sensível a lavagens. Ora, nos primeiros tempos, fiz montes de caso do termómetro, lavava a tampa sem mergulhá-la toda no alguidar. Alguidar, sim, que nem sempre uma máquina de lavar louça coexistiu comigo em casa. Mas o dia chegou. Nesse dia a panelinha deixou de ser montes de importante, ademais, em tempo algum eu fizera caso do termómetro, e vai que marimbo e ponho tudo na máquina, impiedosamente.
(eu sei que o 'impiedosamente' não joga muito bem com o assunto, mas achei que ficava bem um bocado de drama neste texto)
Há dias, uma boa dúzia de anos depois da aquisição da panelinha que media temperaturas, é isso mesmo, media, já não mede, partiu-se o acrílico que protegia o ponteiro, e não sei quanto tempo depois partiu-se também o parafuso que segurava dispositivo e tampa. Acho que foi por esta ordem, o que pouco importa, pois claro, o que realmente importa, ó pá, o que realmente importa é que joguei a tampa no lixo e assim obtive, e tenho na prateleira, uma panelinha sem tampa. Ao momento andam na minha prateleira: um tachinho, uma panelinha e uma caçarolazinha partilhando uma tampa. Eu já tinha dito que a panelinha tem o mesmo diâmetro do tachinho e da caçarolazinha, não já? Não?! Ah! Então olhem: têm o diâmetro em comum e têm também a tampa. Pois.
… Ainda não contei que tenho o papel vegetal em falta. Oh céus, como é possível?! Não sei. Sei. É que o deixei acabar. Preciso imensamente de papel vegetal por modo de forrar o fundo das formas aquando dos bolos serem levados ao forno. É tão melhor para não colar a base do bolo no fundo, é que por vezes, mesmo depois de cozido, fica lá grudado, e com o papel vegetal isso já não acontece. O que por vezes acontece é, se acaso o bolo tem fruta, a mesma grudar, mas nunca a massa. Vá, vão lá vocês também comprar papel vegetal, que o conselho é válido.
… Ainda não contei dos planos doces e salgados para o fim-de-semana. Pois, é um tema corriqueiro no blogue, contudo, sempre diferente. Não, espera lá, comprometi-me a usar assuntos que nunca tenham pousado no blogue. Não, espera lá, eu já falei de papel vegetal no blogue. Não, espera lá, eu posso falar debaixo dum mesmo tema, dum tema cá dos meus, dum tema de sempre, mas como o tempo é outro, passou uma semana, o tema é o mesmo mas não o desenvolvimento. Este fim-de-semana vou fazer bolo de leite condensado e lasanha de bacalhau com camarão. O bolo: achei a receita num prospeto que encontrei num café. A lasanha: achei sei lá onde. Não, espera lá, achei numa das revistas mais velhas que tenho em casa – a Teleculinária. Só não lembro a data, mas não conta menos de duas décadas de publicada.
… Ainda não contei que há dias recebi um comentário no blogue onde um leitor se anunciava como estando a preparar sopa de cogumelos e castanhas. Fiquei logo cheia de vontade de experimentar, que cogumelos e castanhas pertencem à mesma estação do ano, só podem dar-se bem, uns com outras, e daí sair um cremezinho muito bom. Pois que fiz a receita, baseando-me mais na minha vontade do que na receita do leitor, e saiu-me efetivamente um cremezinho muito bom, só que eu acho que pus cogumelos a menos, ou então castanhas a mais, que o sabor destas últimas predominava. Tudo bem que um ou outro ingrediente tome a primazia nas papilas gustativas, mas eu cá acho que a castanha captou demasiado a atenção da minha língua.
… Ainda não contei sei lá mais o quê. Olhem: ainda não contei que este é o primeiro post do mês de dezembro de dois mil e dezasseis.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

1 Primeiro
4 Depois
1 Entretanto

Primeiro pus-me a fazer uma contagem decrescente no lbogue... ai perdão, blogue. E eis que hoje faltam nove dias e eis que hoje faltam oito e sete e seis e vai que daqui a cinco dias acontece isto, isto dizia eu, e dizia que o decrescente era no sentido de brindar o povo que lê o blogue com a notícia de que sim, finalmente se haviam acendido as luzes de Natal em Lisboa!
Depois pus-me a fazer a minha Árvore. Enquanto andava à roda dela lembrei-me mais duma vez que devia mas era ter feito o decréscimo relativamente ao enfeitar da minha Árvore. Mas não.
Depois, como era sábado, ainda pensei, olha vou mas é tirar umas fotos enquanto passeio o cão (que isso de ver perspetivas bonitas e ter vontade de as captar são coisas que geralmente não me abandonam, o que acontece é que tenho tanta coisa para escrever e para falar que deixo as fotos para depois) e assim meto no blogue algumas, faço um montinho de posts e já não parece mal pôr o decréscimo sozinho e abandonado no blogue. É que pode às vezes quem sabe e tal (ausência de vírgulas propositada) os leitores repararem que a Gina não publicou o post 'Primeiro' e porem-se a pensar ah o que será que lhe aconteceu será que está tudo bem com ela (e aqui não me apeteceu também as vírgulas e tampouco os pontos de interrogação mas vai-me apetecer o ponto final já a seguir ao fecha-parêntesis). Portanto vai que lá pus eu as fotos no blogue e também o tal do decréscimo de dias.
Depois, à noitinha, visitei o estaminé. É um bocado aborrecido, principalmente para mim, pôr-me para aqui a explicar porque é que visitei o estaminé às onze e tal da noite dum sábado chuvoso. Portanto ficamos assim: eu, no sábado à noite, chovia pra caraças, fui forçada a visitar o estaminé por modo duns trâmites parvos à brava, e vi que as luzes de Natal se haviam acendido aqui assim por esta zona, embelezando-a. Ou então tornando-a luminosa, vá.
Depois aconteceu que o meu decréscimo esmoreceu completamente, não valeria a pena continuar, haviam acendido as luzes a vinte e seis de novembro e não a um de dezembro, como eu erradamente julgara. Tipo assim já não valer a pena pôr-me com contas e mais não sei o quê.
Entretanto junto a este post as luzes lindíssimas que puseram nas árvores da praça do Chile. Ou seja: noticio o facto. Parecem iluminados cachos de uvas, mas na verdade não têm nada a ver, é que nem as árvores da praça do Chile são videiras, quanto mais, e acresce que não sei de que espécie são. E fazem pisca-pisca, esses cachos que o não são.

Término

Já que estou numa de terminar, olha, cá vai mais uma:
Tal como previra num post para aí assim algures, no passado fim-de-semana terminei de ler o livro do momento 'Um quarto que não é seu', de Alicia Giménez Bartlett. Foi bom. Sério, gostei muito. À parte a minha questão parva com a leitura, gostei mesmo muito deste livro.
Ao longo da leitura construí alguns posts onde apontei as quatro vozes que o livro me parecia ter*, e tinha-as, e também apontei o quão duvidosa** estava acerca da veracidade dos factos, ou seja: se os trechos do tipo diarista eram efetivamente retirados dos diários da cozinheira de Virginia Woolf, Nelly Boxall, e/ou dos da própria Virginia Woolf, o que vim a esclarecer – eram. Portanto: este é um livro onde a autora, não só apresentou pedaços de diários, como romanceou a partir de factos daí retirados.
Muito bom, o livro. Gostei tanto. Já tinha dito, pois é. É para se perceber que gostei mesmo, não vá eu não estar a conseguir isso.



*O livro do momento 'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett' tem três vozes:
a da autora, escrita na primeira pessoa, descrevendo a saga em busca da verdadeira relação que existiu entre Virginia Woolf, a escritora, e Nelly Boxall, a sua cozinheira, apoiada nos diários de ambas
a da cozinheira, assim como que escrita à pressa e sem brio: ausência de vírgulas e pontuação mal-amanhada, os textos são escritos obviamente na primeira pessoa para vincar o registo diarista, escrito pobremente para parecer uma cozinheira que tem o gosto pelas memórias
a da autora, em modo romance, idealizando, julgo eu, a relação entre as duas criadas (há uma outra, Lottie) e os patrões, estes excertos têm as vírgulas todas, ah ah, e uma pontuação excecional, ah ah, é que nem eu fazia melhor, ah ah, contém inclusive diálogos mas sempre sob o ponto de vista das criadas, é portanto uma voz escrita na terceira pessoa
Estas são as vozes, portanto é um livro algo confuso, mas bom, muito bom. |23 setembro 2016|

**E já me ia esquecendo de referir que há uma quarta voz dentro do livro que ando a ler. Há dias fiz mal as contas. (...) A quarta voz é a da cozinheira Nelly Boxall, num registo pessoal mas escrito ô puã, o que contrasta vivamente com as partes que, supostamente, foram retiradas do seu diário, tal como está escrito. Supostamente, continuo sem saber se há algo de real no livro ou é todo ele ficção. |29 setembro 2016|

Amanhã

Amanhã acaba-se o novembro. «Tudo acaba, tudo acaba, ai filha, tudo acaba, vais ver que tudo acaba», é o que diz a minha mãe. Por mim acabava-se já hoje, que eu, a ser uma mulher verdadeiramente deprimida, amanhã não vinha trabalhar.

Pontuação amalucada

Tinha um plano para o ano que vem. Bom, não era bembembem um plano, era mais um desejo, uma ideia, ou assim, a de eliminar do blogue o 'não é. É.' e o 'está bem. Está.' Só por dizer que eliminei estas expressões há semanas. Ó pá, é que era uma canseira. Sério.
Não era?
É que nem ponto de interrogação eu punha, nem nada, com a mania que sou rebelde. Também deixei a gargalhada mal escrita, ah ah. Tudo em novembro, o mês que está para terminar não tarda.

Latim

Fui ver o latim. Não me escavaco toda para perceber estas deslocações constantes porque me é benéfico manter mistérios até para mim.

Indo eu

Na rua, cruzei-me com um méne que ia fumando o seu charro. Era eu pra cima e ele pra baixo, de maneiras que faz de conta que suguei eu também o charro, mas afinal inspirei fumo, ao longo de para aí uns dez metros, ou seja, e a bem dizer, enquanto durou. Ora bem, esta coisa toda, moca não deu, e prisão, dará...?

Intervalo grande

Lá por não ter ocorrido escrita da parte da manhã deste dia, não significa que não tenha ocorrido intervalo grande na vidinha espectacular que vive esta que daqui escreve. (escrevo tão bem...) Ocorreu. Contudo: percorri o mesmo trajeto, não pousando nos mesmos lugares, mas também. Portanto: a foto abaixo foi tirada aquando da minha estada num banco diferente e a foto que está abaixo da que está abaixo foi tirada aquando da minha estada num banco da minha adoração, o hater. A foto abaixo foi tirada numa perspetiva para parva parecer montes de original e a foto que está abaixo da foto que está abaixo foi tirada, não só para mostrar como o zoom da minha máquina fotográfica não tão espectacular assim é irremediavelmente incrível, como também para provar aos leitores deste blogue que na praça cheia de ar e de bancos vazios - um deles, o hater, preenchido ao momento do clique por esta que escreve (escrevo tão bem...) - há uma árvore a quem resta apenas uma folha.


Primeiro

Boa tarde. São quinze e dez.
aaaah! (pois! estamos da parte da tarde! aaaah!)
Agora fora do parêntesis: é bom dia da parte da tarde, como dizia um senhor do meu quotidiano doutros tempos mas não doutros lugares. Eh pá, espera lá, até parece que o homem morreu, mas não, só deixou a área de onde falo... ai perdão, escrevo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

atão vai queu tamãe

De manhã
De tarde

De manhã bebi um café a meias com o meu colega. Quando lhe estendi a chávena, ele decidiu estender a mão, mão que colidiu com a chávena meio cheia de café, café que colidiu com a manga das minhas camisolas e com o chão. Resta falar só mais um tiquinho da chávena: colidiu, também a dita, com o chão.
De tarde bebi um café no lugar (que também pode ser) da musa. Ah,que estranho! Não é nada. Quando percorro o corredorzinho, já despachada das minhas cenas, eis que se vira do balcão uma das septuagenárias com a bandeja. Foi por um triz. A gente aprende mesmo com a prática.

Ó Gina

Ó Gina, tira mas é oito folhinhazinhas da contagem das oitocentas, vá, que as usaste para fazer esta macacada:



E vai setecentas e noventa e uma folhinhazinhas a serem usadas em tópicos para o blogue, número a que cheguei se a memória me não está a falhar, e, a memória falhando, tenho para aqui um imbróglio do camandro, ai tenho-tenho.

Hoje é segunda-feira

Este fim-de-semana não fui ao supermercado. Ah... Que falta, oh céus! É isso, é, toda a gente sentiu a minha falta naqueles corredores. É que não valia a pena, o que realmente me fazia falta, uma embalagem de queijo ricota, acabei por me forçar a não lhe sentir a falta, portanto não fui ao supermercado.
não fui ao supermercado
não fui ao supermercado
não fui ao supermercado
não fui ao supermercado
não fui ao supermercado
Não fui ao supermercado e já se percebeu que não fui ao supermercado.
e... não... fui... ao... supermercado...
Este fim-de-semana fiz, finalmente, oh glória terrestre, a lasanha de salmão, agriões e alho francês, que retirei da revista Magazine do Continente. É muito boa, a lasanha, é sim senhores. Leva também queijo ricota e não dispensa o molho branco. Isto das revistas de culinária, quanto a mim, o que fazem é lembrar certos ingredientes e de juntar este com aquele. Ensinam também a cozinhar, tudo bem, dão umas luzes, vá, o que faz o cozinheiro doméstico é a prática, e avivam a memória para certos pratos que nem sempre lembramos, até porque as gentes que cozinham em casa, o que mais fazem é repetir pratos. As revistas de culinária dão realmente uma grande ajuda a manter variedade à mesa.
Há muitos mais itens do fim-de-semana, mas estou cansada do tema, apetece-me escrever outras coisas.

Primeiro

Bom dia. São dez e dois. Se houvesse um cantinho no blogue para a gente pôr o estado do momento (um pouco ao jeito do fuçasbuque, vá) hoje punha lá: «sinto-me encasacada», porque tenho muitas mangas e muitas frentes e muitas costas.