quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Olá, bem vindos a mais um blogue

Massa folhada

A minha terceira tentativa de chegar a uma massa folhada decente, constou do copianço completo desta receita. A Raiza adiciona também um tiquinho de manteiga à mistura de água, farinha e sal.
À-partes:
Com o sal já eu me amanho, é uma colher de chá de sal fino por cada duzentos e cinquenta gramas de farinha e acabou a conversa.
Recentemente dediquei-me ao sal fino, tenho um frasco com vários anos de permanência no meu armário, nunca entendi, deslindei, traduzi o sal fino na minha comida, tinha, e acho que ainda tenho, medo dele, estraguei muitas saladas à conta de achar que o sal fino era o ideal para as temperar, e é, ou, não sendo o ideal, é pelo menos o mais indicado, pela sua finura dissolve-se e mistura-se rapidamente nos alimentos, logo: são propriedades também desejáveis.
Não fiquei totalmente satisfeita com esta receita, saiu-me demasiado gordurosa. Pareceu-me que devia voltar à da Rita, já que na sua receita não usa o tal tiquinho de manteiga.
E eis então que surge a quarta vez de preparar massa folhada. Estava cheia de vontade e de fé, sendo que a fé se nos chega pela própria vontade, não sei se já tinham reparado nisso... Bom, adiante. Experimentei então pela segunda vez a receita da Rita e não me dei melhor que da primeira, não senhores, mas, sendo vez segunda, retirei uma conclusão importantíssima: quando a massa estiver pronta a usar e for hora de estender e fazer os doces ou salgados que se escolheu, há que deixá-la mais fina. Eu. Eu tenho que ser mais exigente com a espessura da massa, creio que é por isso que fica demasiado amanteigada, logo: não cresce. Contudo, ressalvo ainda que a massa se me apresentou (sempre) amanteigada nos pontos onde o recheio se apoia, que em lugares despovoados desse engodo, era vê-la folhar e subir. Bom, olhem, não sei mais que vos diga senão isto: não estou totalmente realizada com as minhas massas folhadas mas vou continuar a prepará-las.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Graminhas

Os graminhas hoje são mais em quantidade do que em variedade, ó:

mil duzentos e noventa gramas de dióspiros
novecentos e sessenta gramas de pêras

Serviço público

Assoma à porta do estaminé a senhora do penteado espectacular e pergunta: Menina, hoje é sexta-feira, não é? Compenetradamente respondo: Não, hoje é terça. Ela espanta-se: Ai hoje é terça? E eu: É. Ela lamenta: Oh, veja lá como anda a minha cabeça! E eu nada. Dizer o quê?, que o interior da sua cabeça é tão desalinhado como o exterior?

Imitação de todas as vidas

O ar condicionado é coisa! para me secar o pingo do nariz, atingindo eu assim crostas dentro do dito, que, em privado, ou não, arrancarei, ou não.

Plano (que pode vir a ser para o fim-de-semana)

Não tarda farei bolachas de avelã, queques de banana e manteiga de amendoim e peti-gátôs de caramelo. De seguida trarei uma parte dividida em terços para o estaminé, transportarei outra parte para o consultório de Marió, enquanto o restante ficará em casa. É.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Resolução para 2018:
Conseguir umas pestanas maiores






No outro dia não encontei o frasquinho com o gel milagroso e mandei uma mensagem subtil à rica filha:
ó pá, quer uma pessoa 'aquilo' de fazer crescer as pestanas e não encontra...
E ela torna:
ó mãe, está no parapeito da janela do meu quarto


Estamos em 2018

Enquanto estou na fila do Banco escrevo coisinhazinhas no bloquinho rudimentar, e isto - é coisa! que - não acontece na minha vida desde o ano passado.

Frio

Contar o frio, não em degraus, antes medi-lo em graus.

Precisão

Precisava de me certificar que a avenida da Liberdade é também bonita no inverno e certifiquei-me. De mudanças: quiçá a estátua do Marquês se tenha desviado um milímetro ou dois.

A marca


Deixei uma marca no pires:

papelinho às riquinhas com trinta e dois por dezoito milímetros

São os mesmos

Bom, vamos lá a ver, mudei de estaminé mas não propriamente de fornecedores. Vai daí, em telefonemas vários, apresento-me diferentemente. Deixo exemplo exagerado:
Olá Olívia, é a Gina que dantes era da Horex e agora vem da parte da Alves e Pereira, tudo bem? (e ela: blás e coiso) (ressalvo que o exagero não está na introdução atrás, mas que vem de seguida) Mande-me duas garrafinhas de meio decilitro de petróleo, se faz favor, que os meus clientes são uns pobretanas. (e ela: quês e tal) Obrigadinha.(e ela: de nada, Gina)

Sonhei com a Palmier*

Sério 'migos, sonhei mesmo, e olhem que não foi apenas uma vez, foram... tcharam!
Duas! Pois! Com dias de intervalo! Sim!
Ora acontece que, por acasos da minha vida, tais sonhos calharam justamente em noites cujos dias pouco espaço me deixaram sobrar para escrever, de maneiras que, olhem, não sei exatamente as circunstâncias dos sonhos mas sei que sonhei com uma pessoa extremamente bem-disposta e cativante, precisamente aquilo que no seu blogue a Palmier deixa transparecer.





Planos para o fim-de-semana

Não digo planos para o próximo fim-de-semana, mas planos do anterior, do anterior ao anterior e afora. É que há que tempos ando para fazer bolos para trazer para o estaminé com o intuito de os oferecer a quem por cá apareça, e foi hoje, mais concretamente ontem, que fiz queques de manteiga.
Ofereci a um cliente que nunca havia visto
Ah, muito obrigado, disse ele, e comeu com gosto
Ofereci a uma cliente que mora nesta rua
Hum, cê que feiz? Muito bom
Ofereci a um visitante habitual do estaminé
Olhe que isto está muito bom

E foi assim.
Esta vez.
Planeio continuar com esta atividade, já que tanto prazer sinto na confeção de doces e na partilha dos mesmos.
Tenho também uma máquina de café à maneira de onde saem, portanto, uns cafés à maneira.

Outfit

Hoje é dia para eu ter um autefite do caraças. Anuncio somente a parte de cima, já que a de baixo é básica que se farta: umas calças pretas e uns sapatos confortáveis. Essa parte de cima consta então de:
uma camisola de malha fina e vermelha
uma camisola de malha média e vermelha
uma camisola de malha grossa e vermelha
um colete almofadado e azul-escuro
um cachecol castanho e preto
Pois, bem sei que nem é preciso mais para perceberem o quanto estou feia bonita e, principalmente, alargada elegante, au eva, pensem comigo, chegada a abril e não necessitada destes enchumaços todos, alongar-se-me-á a silhueta.

Posta-restante:
O colete é do meu colega, de maneiras que no bolso esquerdo encontrei um pacote de açúcar e no direito um papel com duas moradas:
rua não sei quê, nº 6 – 2ºdto
rua tal e coiso, nº 3C – 2º esq
Ambas em Lisboa, ambas de clientes do passado.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Ordem

A caixeira do supermercado olhou para mim e disse:
Vá mas é lavar o seu cachecol.



Desobedeci.



Mistura grossa

Tinha um peixinho cozinhado com temperos mil. Sobrou. Pus-me nos bolinhos e, para tal, pus o peixinho e pus um restinho de trigo sarraceno para o aconchegar. Já para aglomerar a mistura houve ovos e farinha, que eu tinha e pus, e para temperar houve pimento vermelho e cebola roxa, que eu tinha e pus. Contudo, aquele molhinho chamava-me: ó Ginó Gina, mistura-mali, pâ lise!
Misturei, sim senhores, anuindo ao apelo, mas não sem antes recordar a própria infância, de quando me deu para misturar todas as barras de plasticina, curiosa com a linda cor que dali sairia. Mas não. Saiu um verde acinzentado mas tipo assim a amandar-se para o castanho, era portanto uma cor esverdeada, cinzenta e acastanhada, não sei se deu para entender, deu?, claro que sim, por isso continuo – calhando, misturando eu todos aqueles sabores, do mesmo modo que não consegui cor nenhuma misturando todas as cores da minha plasticina, sabor nenhum alcançaria.

Livros

Andou de roda dos livros dela, a apresentar-mos, olha, viste que tenho este e este e este?, e eu: sim; hum-hum; ah. E pousava os livros próximo à minha mala. Mas não se explicou – ou não quis... - o suficiente para eu perceber que o que ela tinha em mente era emprestar-mos. Tendo explicado, ter-lhe-ia dito que agora não leio, que desisti de me meter na vida da outra gente. Se um dia torno aos livros, não é? - é a pergunta que brota – pois que não sei. Acima da minha cabeça, neste momento, está uma prateleira onde deixei os dois que lia ao ponto da desistência. São eles:
Meia-Noite Todo o Dia, Hanif Kureishi
Assobiar em Público, Jacinto Lucas Pires
Que lia, não, qual quê, que tentava ler. É de notar, por exemplo, que são livros de contos, o que me facilita(va), e tanto andava de roda de um como de outro, até que desisti, pronto.

Ah e taL Eu QUERO é escrever

AbcdefghijlklmnopqRSTUVWXYZ


Entretanto...

abcdefghijklmnopqrstuvwxyz

ah...!


Tenho, portanto, o teclado amanhado. Não tenho nada, tenho é outro! teclado, mais em concreto: o! teclado que sempre tenho tido no estaminé, aliás: em qualquer um dos estaminés da minha vida. Sim, hoje é sábado e estou no estaminé... oh.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

tECLAdo

ao momento estou aDIANTAndo o meu blogue com um teclaDO fixe pra CaraÇAS.

Ó: ah aH

JÁ aNDEI Para AQUI A MEXERUCAr naS DEFINIÇÕES, VasculhaNDO LUGARES DO pc Que sei lá EU onde AfinaL aS ENCONTREI, Quanto maIS AmaNHAr o mal dESTE teclado... Só por dizer qUE, NÃO TENDO ENTÃO Sabido LIVRAr-me de SEMELHAnte coisa, qual qUê, FICA registaDO Que Sai tipo isto aSSIM Que estaMOS TODOS A ler.

De nada, ORA essa.

Invejosa

A senhora tem whatsapp (nas netes mostra-se assim, ó: WhatsApp) e eu também vou ter que ter. Instalo já a seguir. É esperar. Eu.

Do Basta, o tal desenho-cão presente nas paredes de Lisboa

Incrível como ele sabia.
Concluiu:
Ah...
E perguntou:
O Basta?
Fiquei contente por ele conhecer como eu, sabemos dos lugares do(s) desenho(s)-cão.