sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Boa noite




Ģ




um guê cedilhado... ah.

jantar

omelete de duas claras e para aí duzentas ervilhas

a blogo é uma esfera

sabias que...

... para manter um blogue é mister um contrato de eletricidade?

Sonho

Sonhei com o homem do blogue. Que ele tinha uma foto no perfil, uma daquelas fotos esfumadas e nada esmiuçadas, onde todos podemos ser qualquer um, só que eu, esperta pra caraças, cliquei no rato no nanossegundo em que o nítido se passava para o esfumado, dando conta de uma cara barbuda, sem nariz e de somente um olho. Um. Que feio homem. Feio, feio. Mandei-lhe logo uma mensagem: olha lá, tu és muito! feio mas não faz mal, eu gosto de ti na mesma.

Confirmação

Confirmo que esta semana não houve dia nenhum em que tivesse saído de casa com o! vestido. A minha vida é terrível, pois é.

Dias de um Ginásio

Anda um gigante lá no meu Ginásio. De nada, ora essa.

que


que eram olhos verdes
que neles havia juventude, esperança
que vem do grego
que viu nas netes

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia de escrever no diário (ou ontem, não sei bem, é que vi no Instagram e não dei atenção à data) e eu lá estive - outra vez - agarrada ao meu, escrevendo - a vermelho - acerca de menstruação. 

Pequenas coisas

Uma pequena coisa que existe na minha vida é desligar o uai-fai mas não desligar a página onde estava pousada e, ao entrar em qualquer outra zona com netes (tipo assim grátis mas vai-se a ver e é grátis mas é o caraças) fico na rede e automaticamente ligada à página onde pousara. Eu sei, eu sei, estavam todos, também, danadinhos para saber isto.

Bem sei que estão danadinhos para saber as comprinhas que faço lá no nepalês da frutaria

quatrocentos e trinta gramas de couve-coração
mil oitocentos e oitente e cinco gramas de laranja
trezentos e noventa e cinco gramas de uva preta
novecentos e sessenta e cinco gramas de banana

dabliú agá gramas de coentros
xis dê gramas de salsa
(cortesia do nepalês)

Pacotes de açúcar


Recolhi um pacote de açúcar para lá de interessante à conta de uma coleção que consiste em mostrar em quantas línguas se pode escrever 'açúcar'. Açúcar é português, ah ah.




Não sei em que língua vem o açúcar da esquerda à conta do seguinte: alguns dos pacotes, ao invés de terem uma língua de açúcar, têm uma escala das línguas em que podemos obtê-los. Vai daí, não me chegando às mãos aquele que me daria tal resposta... eis que.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Comentários sem nome

Encontrei no Google Maps dois comentários ao estaminé:

1
«Uma das raras drogarias em Lisboa, onde é possível adquirir uma série de produtos hoje em dia algo esquecidos. Aqui há um pouco de tudo, mesmo alguns daqueles químicos que hoje em dia só aparecem integrados (...) e nesta loja se compram a granel. Antendimento simpático, típico de comércio de bairro, onde até se podem duplicar chaves.»
2
«nunca entrei aqui»

Então despachem mas é essas visitas, 'migos, que não tarda o estaminé fecha pra sempre. Sério. Vá, coiso.






Créditos: não os dou, para tal teria de localizar no mapa online o pontinho exato onde este estaminé assenta, o que não quero. E, ó 'migos escreventes destes comentários, um deles tão embelezador da minha postura profissional, desculpem lá tirar-vos as palavras sem vos pedir nem lhes pôr o vosso nome por baixo. Bem hajam.




Verde-água

O que é verde-água, no lugar da musa?

A parede defronte
Os pés das cadeiras, bancos e mesas
Os bancos almofadados
Os boiões de produtos
Os vasos rendilhados no topo
A balança, a torradeira e a chaleira, antiguinhos-antiguinhos
Os aventais dos funcionários
As portas de alguns armários

Levei vários dias para compor esta listinha, e virei tantas vezes a cabeça que, num desses dias, um homem que lá estava se me dirigiu a perguntar o que é que eu estava a escrever. Expliquei-lhe que era o nome do meu primeiro blogue, o causador de tanto zunzum.

Dias com vida

«Mais um dia das nossas vidas», disse o homem do café dos cafés da manhã. Achei que dera uma reviravolta na «frase batida: hoje é o primeiro dia do resto da tua vida», de Sérgio Godinho.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Despido

Saí de casa sem vestido. Esqueci-me. Então calhou de ir à loja comprar um para combinar com o mundo. Entrei sem vestido, saí vestida. É um vestido vermelho, decote largo, calma lá que decote largo não é o mesmo que profundo, corte direito e, de comprimento, é adequado. Haja alguma coisa adequada, hoje.

Ela escreve a vermelho

Preenchi quatro páginas do meu diário com uma caneta vermelha. Assunto: menstruação.

Lugar da musa

Ocupei montes de papelinhos com as minhas coisinhazinhas mas não se nota nada no blogue. São, ainda, minhas.







Os calores, dos corpos, amores

O calor vem-me de dentro em setentro
O calor chega-me de fora em maiora

Almoço, dois pontos

Almoço: não fui eu que o fiz, daí não estar lá muito bom, o bacalhau.

Tejo

Do Tejo, hoje, a extensão brilhante não era tão grande. De nada, ora essa. Ah, a extensão era de água, e brilhante, à conta do sol lá pousado.

Pequeno-almoço:

Crumble de pêras e framboesas. Bem temperadas e tempo para marinar e tudo, sendo o crumble feito (também) com bolachas de chocolate esmigalhadas. Lembrei-me das junções maravilhosas – pêras+chocolate; framboesas+chocolate – e eis que sim senhores, na mouche, que matei e que bem soube.