sexta-feira, 24 de março de 2017

Gina, a mulher que brilhantemente tira fotos brilhantes

Novidade na minha cozinha

Comprei, finalmente, o óleo de coco. Quem mo vendeu advertiu-me que não esperasse cheiro a coco emanando da garrafinha. Eu digo que parece um produto estupidamente saudável. Eu digo que vem solidificado. Quem mo vendeu disse que antes de o usar tenho de derretê-lo em banho-maria, ou então colocá-lo junto a um bico de fogão que por ventura esteja a funcionar, pois depressa derreterá. Vou usá-lo no Babá de que falo no post anterior.

Uns quantos afazeres

Pintar e sublinhar no Caderno Azul
Coser umas Calças e outras Calças
Fotografar e Filmar e Escrever
Fazer um Babá de Manga e humedecê-lo com Calda de Laranja
Cortar Abacaxi às rodelas, temperá-las com Gengibre e Noz Moscada e grelhá-las

Tangerinas

O homem que diz 'a minha menher isto, a minha menher aquilo' viu-me a comer tangerinas, disse 'ah-ah, vê-se logo o que está a comer só pelo cheiro que está aqui!' e contou-me logo duas histórias.
Uma, corta-se uma tangerina aos bocadinhos, ou clementina, ou laranja, ou o que for, junta-se um bocadinho de água e mete-se na casa-de-banho ou assim, passado um bocadinho nota-se logo o cheirinho, eh pá.
Duas, ou então pode meter-se na sanita, antes de a gente se deitar, e assim fica a noite toda a cheirar.

Quando não escrevo

Quando não escrevo, aos dias diminui-se-lhes a importância e aumenta-se-lhes o tempo. Bom, se eu é que mando na minha cabeça, eu que escreva mas é.

3ª vez

Falo do pau das selfies, aquele de que falei ontem. Foi hoje que o usei pela 3ª vez... e despudoradamente, 1º - porque ninguém estava a ver-me, 2º - porque o despudor continua, daí a publicação seguinte:





Novos episódios daqui a nada, melhorados com a preocupação de, pelo menos, ligar a máquina que apreço empunhando. Tipo naquela de fingir bem e coiso.

Primeiro

bom dia, boa tarde, boa noite

rimas:
conviva
positiva
viva

quinta-feira, 23 de março de 2017

Último

Eh pá, ó Gina, o que te impede de fazer vídeos?
Ter um sem-número de cabelos demasiado próximos do escalpe.

à tarde, as horas que são
(4:44, é 1 niquinho e ¼ para as 5)

1:11, mais ou menos 1 e 10
2:22, 2 e 20 e tal
3:33, já passa das 3 e ½
5:55, são 6 não tarda, e ainda é dia-luz

Café

O café que bebi lá no lugar (que também pode ser) da musa merece um postzinho. É que foi bom que se farta, o beber d' hoje. Sabem como é mil espelhos refletindo mil imagens lindas na vossa cabeça e mil emoções coloridas no vosso coração?, se sabem, olhem, foi miles desses assim.

Itens do excesso, vulgo 'intervalo grande'

Gina levou o livro e não o leu; Gina escreveu nas folhinhazinhas; Gina é assim; só não sabe como; só sabe da agitação; e não leu e escreveu
há anos que sei do disparate:
quanto mais escrita, menos leitura
quanto menos escrita, mais leitura
realcei automaticamente a escrita

Pois.
Resposta expressa antecipadamente na frase acima
Fui ao lugar (que também pode ser) da musa?
Fui ver a árvore amarela, por mor de saber das folhinhas?
Fui ver a árvore arredondada, por mor do seu tamanhão?
Fui ver o banco hater e sentar-me lá?
É importante ressalvar que no caminho não ia pensando nos amigos, não ia vê-los, não intencionalmente, mas quando os avistei, elevei a mera passagem a visita calculada.

colete repelente:
uma pessoa vê um colete, a pessoa desvia-se
viste um colete?, tu desvia-te mas é

olá!,
grafómana!,
ó grafómana!,
ó, ó!,
ah... alfim!

Joystick, o pau da alegria

(Não é nada o joy, é aquele pau das selfies, eu é que quis fazer um trocadilho imensamente cómico. Bom, vou mas é chamar pau ao stick das selfies, a ver se atua como malagueta.)
Não é eu ter vergonha de andar a levantar o pau no meio da rua, é eu ter tanta vergonha disso como tenho, por exemplo, de atender o telemóvel no restaurante. Não é o objeto, que destila egolatria, bem sei, é antes a exposição que lhe é inerente. Por isso é que ainda só o usei em duas ocasiões:
uma: levado para baixo, portanto usado ao contrário, filmando subtilmente os lugares que percorri através do meu andar
duas: em Évora, onde supostamente ninguém me conhece e dificilmente encontraria alguém conhecido

Cumprimento

Recebi uma missiva através do correio que vai ainda acontecendo em modo tradicional, com o cumprimento 'caro colega'. Fqieui... ai perdão, fiquei tão feliz, é que curti a cena pra caraças.

Digo eu

O ano passado nem costurei, por conta de a edição de vídeos me tomar todo o tempo dito livre.

Dos pacotes de açúcar

Pacotada, o sítio que me deram a conhecer. Trata-se de um lugar das netes onde são revelados todos os lançamentos de pacotes de açúcar que há em Portugal. Ai o que eu gosto de pacotes de açúcar. Quem me deu a conhecer esta morada foi um subscritor, que também se interessa enormemente por esta temática.

pla-cli, planos inclinados

Dias de um Ginásio

'Gina, vamos a acordar!', gritou a professora de stretching. Bom, com isto melhorei consideravelmente aquilo de me reconhecerem numa sala, porque quando eu 'adormecera', estávamos de espinha dobrada e de mãos roçando o solo, portanto, aquando do grito, era o pessoal todo levantado e eu dobrada, vai daí toda a gente (re)conheceu a Gina. Olá, Gina. E mais logo vou para lá esticar o corpinho outra vez. Só isso. Olá, malta.

Primeiro

Bom dia. São dez e trinta e sete.
comprinhas, ó:
lª74531, ah ah; nºtpcag, ah ah
240 gramas de cebolas
400 gramas de clementinas
915 gramas de mangas
340 gramas de morangos
620 gramas de curgetes
250 gramas de pepino
425 gramas de couve-coração
405 gramas de maçãs pinque leidi
1500 mililitros de água mineral
note bem: plural e singular dos víveres

terça-feira, 21 de março de 2017

Papoilas

É assim, não é?, arranja-se um título apelativo e põe-se no comprido [aliás: largo] retângulo a isso destinado, e depois escreve-se acerca de um assunto, um só, e diariamente, isto por modo a manter o pessoal montes de interessado num estilo de escrita rápido e incisivo, a ver se não se aborrece mas é as visitas com entusiasmos fofinhos, tipo anúncio megafónico:
Ah!, olhem aqui as papoilas no meu blogue!, vejam quão viçosas!
[Pontos de exclamação!, ó pá que nojo!]
Mas não. Não, não, não. Não é não ao viço das papoilas ou a quão excessivo pode parecer um ponto de exclamação, é não a um blogue dentro do expectável.


E eis que Gina, a mulher que ainda escreve, escreve mais papoilas:
No ano passado, por esta altura, eu observava atentamente um carreiro de papoilas aparecidas na junção de um prédio com o solo artificial. Furaram, cresceram e fizeram-se papoilas. De manhã os caules tinham pétalas, à tarde as mesmas tinham caído. Isto aconteceu todos os dias, durante semanas, e até ao dia em que os senhores que cuidam dos espaços urbanos e, dentre outras tarefas, acabam com a presença de ervas daninhas e/ou indesejadas, fizessem uma limpeza ao espaço. Oh. Acabou-se-me a poesia do carreiro. Entretanto nascem, também todos os anos, papoilas dessa espécie num certo lugar e não muito longe dali. De manhã estão floridas, à tarde não. Só que neste lugar passo de manhã somente ao fim-de-semana, e há umas semanas tirei-lhes fotos e pu-las no blogue (estão aqui) Se bem me lembro, essas fotos foram tiradas à tarde, mas não à tardinha, por isso mantinham ainda algumas pétalas.


Daqui até vinte e tais de junho contamos com a primavera para nos embelezar, que diz que sim, a primavera embeleza as mulheres. Então, e doravante, todas teremos faces reluzentes, caracóis d' oiro e, claro, olhos azul-clarinho, ou, quando muito, vá que se admita olhos verde-água. Depois vem o verão, que diz que também cura.


Este é o segundo blogue que crio em que o endereço não coincide com o título, a ideia sempre foi que, eu querendo, mudasse o(s) título(s) a meu bel-prazer
No primeiro destes, nunca consegui acrescentar a palavra 'redundante' ao título inicialmente escolhido, mesmo sentindo que era um blogue cheio de redundâncias
Esta é a segunda vez que não consigo mudar o título do blogue
No segundo, que é este, não consigo tirar dali a 'grafómana', mesmo não me sentindo grafómana


certezas
:
Não há doce de banana
.
Não há compota de banana
.
dúvidas
:
Não há doce de banana
?
Não há compota de banana
?


Hoje trouxe o livro e li-o. Hoje não escrevi coisinhazinhas nas folhinhazinhas do meu bloquinho rudimentar. Hoje estive sentada num dos bancos da rua mais bonita de Lisboa e sabem que mais?, a árvore arredondada está enorme. Vi também um céu azul e incontáveis nuvens brancas. Dantes imaginava que de alguma das janelas que dali se avistam, alguém se punha a conversar comigo. Eu dantes também era repelente, só não sabia para quão longe vão as pessoas.


É terça-feira
A gelataria está fechada
Mas a ventoinha trabalha

segunda-feira, 20 de março de 2017

Gina, a mulher que ainda escreve

Moleza e apatia são as razões que me têm mantido afastada da grafomania que me caracteriza(va).
eh pá, ó Gina, então mas estás mole e apática porquê?, porque estava muito triste
eh pá, ó Gina, então estavas tão triste porquê?, porque não estava mole nem apática
eh pá, ó Gina, e ficaste mole e apática... e alegre?, não, mas estou triste só um bocadinho porque estou mole e apática

Ontem à noite vi no Youtube parte de uma entrevista à escritora Clarice Lispector, lamento não tê-la visto integralmente mas não deu, digamos que me pus a ver demasiado tarde. Contudo, retive três questões com as quais me identifico e não é pouco.
  1. Clarice Lispector sentia-se morta quando não escrevia
  2. Clarice Lispector nunca chegou a entender um dos seus contos 'O Ovo e a Galinha'
  3. Clarice Lispector foi chamada por alguns de 'a escritora hermética'

dicionário:
celeuma → prurido social

A mãe mais youtuber do mundo, rematei, numa mensagem enviada à rica filha. E aquilo era eu a fazer grande uma partícula de mim.

A primavera chegou hoje e a árvore amarela não tem folhinhas nenhumas.

Hoje trouxe o livro e li-o. Hoje escrevi nas folhinhazinhas. Vim até com um risco enorme na testa. Quem me avisou disso foi o meu colega.