segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Lisboa, 31 de outubro de 2016

Bom dia. São dez e quarenta e dois.
Hoje é dia para escrever o mundo inteiro sem me importar por não vir a consegui-lo, estou triste o suficiente para encher o ecrã com trinta centímetros de texto e está a parecer-me melhor a opção de escrever do que a de não, mesmo que minudências, o que obviamente não diferirá do meu costume, pronto, é que às vezes o ideal é deixar a triste e a deprimida e a suicida ganharem corpo, afinal a experiência tem-me mostrado que há uma hora específica num dia escolhido em que bato no fundo, a partir daí só vai dar para subir. A menos que.

Ontem ouvi na Radio que era dia das listas. Listas disto e daquilo, sendo a mais vulgar a do supermercado. É a única que faço, não sou organizada listicamente. Há pouco já desfiz a lista de supermercado anterior e rabisquei a lista atual, que por ora contém somente:
raiz d'aipo
cenouras
curgetes
frutos vermelhos
nachos.
Os tais nachos ainda não vieram parar à despensa e à mesa que me pertencem.
Às vezes dá-me vontade de ser muito organizadinha e fazer listas de tudo, como por exemplo de locais a visitar. Um dia comecei a fazer uma dessas mas logo esmoreceu a vontade, uma vez que não vou lá na mesma, quer tenha feito o lembrete ou então não, não é a existência duma lista que me leva a lugares incomuns. Depois os papeis onde apontara foram para o lixo, por tão inúteis serem, afinal.
Faço também listas, agora me lembro, de assuntos para escrever - ...no:blogue... - e assuntos para falar - ...no:canal... - assim mais tipo lembrete, vá, acabando por expor o mesmo assunto por meios diferentes. Numas vezes escrevi algumas frases que na altura considerei fantásticas e depois, enquanto discursava, as frases surgiram, aproveitando-as para o discurso, noutras vezes falei frases tão espontaneamente como é costume, o que me levou a lembrá-las e usá-las no texto.
Isto está a fazer-me lembrar dum vídeo que vi há dias onde uma youtuber manifestava o seu desagrado para com um livro recentemente editado duma – também – youtuber, isto por esta ter ido buscar grande parte do livro ao conteúdo dos próprios vídeos, acabando por fazer uma republicação. Na sua opinião, quem subscrevera o canal não teria qualquer interesse no livro, seria um repetir de experiência sem nada a ganhar. Concordo e não concordo com esta opinião, afinal de contas sempre haverá pessoas para tudo – quase posso dizer para todas as ocasiões –
pessoas para ler, e portanto rever com prazer a youtuber, ou seja: para marimbar se estão a (re)ver a youtuber
pessoas sem tempo de ver vídeos, ou então que não gostam de os ver, mas sabem que a youtuber existe agora em forma literária e têm disponibilidade - ou então vontade - de ler
pessoas que gostam muito de lançamentos de livros e passarem a conhecer a youtuber
pessoas, pessoas, pessoas.
A diversidade humana é de tal modo incontável que sempre haverá pessoas para. Serem poucas é que remete o caso para o esmorecimento, e isso eu entendo bem, ou então para a inviabilidade de negócio, o que também entendo bem, sei que a literatura, se esmiuçada, quantas vezes não passa dum negócio.

Ainda não acertei o relógio do estaminé, diz que são dez para a uma mas não são, são dez para o meio-dia.

Comecei a conversa da youtuber para dizer que quando tomo consciência das repetições que faço, me sinto esquisita, quem sabe haja pessoas - lá está a presença e a diversidade humana - que leem o blogue e veem os vídeos e considerem assistir a mais-do-mesmo. Muito embora o contrário possa também acontecer. Quantas vezes me acontece repetir leituras e/ou visionamentos? Muitas.

Hoje não faço vídeos, estou demasiado atulhada de letras e de tristeza para isso, vai a primazia para o abecedário numa ânsia de abafar a tristeza. Mas vou levar a máquina fotográfica montes de espectacular comigo para filmar a árvore amarela, agora que douraram as folhas e as mesmas têm caído aos montes durante este mês. Resolvi aqui há dias captar o despir da árvore, tipo:
hoje tem seiscentas folhas,
quatro dias depois tem quinhentas e nove,
dois dias depois tem quatrocentas e... quê, vinte e seis?
Será uma estimativa, claro está, não que não me ponha de nariz no ar vezes sem conta ao longo do ano - ao longo dos seis anos que isto dura, quero eu dizer - mas nunca lhe contei as folhas em dias diferentes senão quando tem para aí umas vinte ou assim.

Hoje é a noite das bruxas. Por algum motivo - possivelmente porque todos temos acesso a tudo via internet, então os costumes deste ou daquele país se disseminaram e se globalizaram e em tudo encontramos normalidade - agora a gente o que faz é viver o halloween. Aqui na rua há uma caveira com uma cabeleira cor-de-laranja pendurada numa janela dum rés-do-chão há semanas. Amanhã desenharei olhos e boca na abóbora-manteiga que tenho lá em casa. Ontem, no supermercado, vi pedaços de fita colante preta a fazer olhos e bocas em abóboras doutra espécie, aquela em que os gomos são visíveis e dá mesmo jeito cortar pelos sulcos.

Não tenho amigos. Não consigo fazer amigos. Não conseguem ser meus amigos. Esta questão atravessa-me e faz buracos e depois vem a tristeza preenchê-los. É principalmente por isso que hoje estou triste. Amanhã fico em casa porque não sei ter amigos, não consigo sentar-me num lugar e ficar ali e depois obviamente acontece que ninguém está para andar atrás de mim para se relacionar comigo. Acresce a isto os meus passatempos serem do género solitário. Acresce a minha personalidade, nem quando criança ou adolescente tinha muitos amigos, quanto mais. Acresce ainda que não há em mim apetência para debater assuntos e pontos de vista, entendo os debates como um aniquilar de opiniões, não me serve, mais: aborrece-me, e aborrece-me porque todas as partes têm razão, e sempre, todos os argumentos são válidos, e sempre. Vou falar de quê? De nada, escolho escrever. Mas preciso desesperadamente, não de me relacionar com pessoas, que isso faço eu todo dia ao balcão do lugar soturno, mas de não temer as relações fora deste pesadelo.

Boa tarde. São quinze e quarenta.
Se as sombras nos bancos da rua mais bonita de Lisboa já eram longas a semana passada, imagine-se esta, que a hora mudou para de inverno e portanto para mais tarde. Isto faz confusão à cabeça, afinal o relógio atrasou e a gente vive uma hora depois. É esta questão patética e, se vista de chofre, desarrazoada, que requer assimilação para futura habituação para futura assimilação da habituação. Não, não me enganei, é assim que entendo a questão ao momento.

Acabei por levar a máquina fotográfica não tão espectacular assim para filmar a árvore amarela. Notei-lhe ainda menos folhas, fiz bem em começar hoje a novela amarela.
Sei que isto de me apegar a coisas, tanto objetos como árvores ou plantas ou mesmo ruas, é sintoma de solidão. Se há pensamento que tenho, ou dúvida, é se fui eu que me transformei nisto ou a vida é que me proporcionou as circunstâncias atuais. Diz-se que a gente é que manda na cabeça, portanto se estou doente a culpa é minha. Tenho saudades da pedra da crua vermelha. Quem dera a loucura, este impasse é-me insuportável.

Amanhã vou tirar fotos ao meu dia. Ponho a máquina no disparo contínuo, que vai até às dezasseis fotos, e depois ponho tudo num filme com as imagens estáticas, em que o movimento será a mudança duma imagem para outra, tudo isto ao som de linda música, se bem que não haja movimento mediante a música, a música é inserida em separado no filme de imagens estáticas cujo movimento está na mudança duma para outra.

O que custa mais: perdoar ou pedir o perdão?
Eu saber a resposta, não sei, o que sei é que o perdoar contém um pedestal qualquer, mesmo que não sentido, ou tampouco desejado, e o pedido tem um certo quê de humilhação, já para não falar da retaguarda desprezível com que as histórias de perdão carregam o vil. Numa posição sou rainha, noutra serva. Numa posição sou louvável, noutra tenho que baixar os cornos. Isso sei. Sei ainda quanto custa vergar-me e também sei que não perdoo porra nenhuma. Suturo a ferida sem que a cicatriz algum dia apareça.

Já devia ter feito a marmelada, os marmelos já vêm de há umas duas semanas e o desejo de fazer a marmelada vem de há cinco dias e depois de há um. Não deu. Entretanto já um apodreceu, de todos quantos a vizinha Gislena apanhou lá no pomar e mos ofereceu com gosto. Ainda não os contei mas devem ser para aí uns dez. Amanhã devia arranjar um tempinho para os descascar e cozer e triturar e guardar.
A dona Madalena ofereceu-me marmelada. Vinha num pote de plástico fino e transparente com tampa que encaixa o bordo no bordo da caixa. É um daqueles recipientes bojudos onde habitualmente vêm acondicionadas as sopas do dia que se compram nos supermercados. Ela fizera a marmelada no dia anterior. Recomendou-me que eu a tirasse dali e a dispusesse num pratinho bonito, sempre faria melhor figura. Agradeci-lhe e ela repeliu o agradecimento, diz que não fora obrigada a coisa nenhuma, fizera por querer fazer.
Julgo que pelo desdém da dona Madalena se pode perceber que nem somente eu me não relaciono bem com os demais, há quem não aguente um agradecimento, mero e simplório, sim, de acordo com regras sociais, sim, todavia sincero.
Quando ela foi embora afundei o dedo na macieza da marmelada e vim de lá com um bom pedaço agarrado, que enfiei na boca. Estava, e está, muito boa, e eu tenho de fazer a minha o quanto antes.

O meu cabeleireiro é pessoa para me tratar dos cornos por dentro e por fora. Ou seja: por dentro moi-mos, por fora embeleza-mos. Ca porra. Ca qurido.
Há umas pessoas que me querem doutra maneira e ele é uma dessas pessoas, para ele eu tenho de estar sempre sorridente, sendo que não estou, e quando me esperam diferente, isso aborrece-me sobremodo porque jamais conseguirei corresponder. Ninguém corresponde às expetativas de ninguém, porra!

Já acertei o relógio do estaminé, cinco e quarenta e sete, quase noite agora, ao invés de não. O frio não tarda, muito embora esteja a tardar. O frio esmaga-me, pofe.

Vou ao Ginásio daqui a nada para esticar a chicha e dar conta da banha. Os riscos que a balança desceu saíram-me principalmente das mamas.

Boa noite. São vinte e três e quatro. Este post será publicado aquando o clique seguido do próximo ponto final.

domingo, 30 de outubro de 2016

trago agora quatro fotos com três dias de idade
são todas em formato JPG, de dimensões 3000x4000 e nenhuma comporta classificação
a primeira carrega 1,27 MB na memória do meu pêcê; a segunda 1,15 MB, a terceira 1,17 MB e a quarta 1,56
ora isto pôs-me a refletir imenso e cheguei à conclusão que o branco nas fotos quer dizer peso













20:34







esqueci-me de vir cá dizer quando acabei de amassar o pão, imperdoável, bem sei
entretanto já fiz toda uma catrefada de coisas, dentre elas: o despacho duma catrefada de peças de roupa
não enumero todas as coisas, ou todas as peças porque já não malamebra exatamente, quando não, ah caraças!
já agora: o pão está no seu segundo levedar
vai daí venho editar este post porque descobri que é o 1968, o ano em que nasci
e acrescento ainda que à hora da edição eram 20:41
e sim, era mesmo preciso editar, eu lá podia deixar passar uma minudência destas




17:11


vou amassar o pão e já cá venho




15:17


o almoço contém curgete e cebolas e lentilhas e pimento vermelho e cenoura e couve-coração e alho e e e e e e e e e e e




14:35


isto hoje é assim a parecer o que não é:
parece que são para aí onze da manhã mas já é meio-dia e tal
parece que me levantei às sete mas eram seis




12:33


no supermercado já é Natal




12:31


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Noite

Tenho um adormecer um bocado agitado, vai daí deixem-se estar com um até-amanhã.

Futuro

Vem aí um fim-de-semana com quarenta e nove horas. É tão especial que recebi um imeile lembrando o evento. A cada seis meses altera-se o relógio, no fundo vamos mas é viver neste fim-de-semana a hora que não vivemos em março. E eu sei que fiz um post acerca... Vou procurar... Pois fiz, há exatamente um ano e diz assim:


47/48/49
Já me esquecia deste post, pá. É assim: no fim-de-semana passado foi aquela desordem toda com a mudança para o horário de inverno e mais não sei o quê, vai daí na blogsofera falava disso pra caraças, e eis que encontro um blogue onde a pessoa se refere ao fim-de-semana com 49 horas. Achei um piadão. Montes e montes de piada. Um piadão, portanto. Ah, ok, já tinha dito piadão. Escrito. Bom, então o que é que eu me lembrei? Só pode ser coisa boa, claro. Pois. A próxima vez que o horário mudar será para o de primavera e quando isso acontecer o fim-de-semana conterá 47 horas. Não é o máximo o que eu descobri?! E haverá ainda outra coisa extraordinária, nessa data eu terei 47 anos, idade que a bem dizer é a que tenho no dia corrente. Ó pá, as coisas que eu descortino e depois ponho no blogue... Ainda bem que eu tenho um blogue para registar as minhas descobertas giras que se farta. Mas há mais, ia-me já embora, não? Ora essa, qual quê, ainda tenho que dizer que quando fizer anos, 48, vão haver montes e montes de fins-de-semana com 48 horas, todos a rimar comigo. Olarila. E quando fizer 49, eis que terei também um fim-de-semana de prémio, tipo assim para me sentir importante e coiso. Isso acontecerá somente dentro de 2 anos mas até lá eu aguento a estopada.

1960 (post)

resumo:
tanto pode
como não

Outubro de 2016

Agora andamos com as bruxas e as abóboras, que ele é disso nos reclames, nas netes, nas montras, nas janelas. Como as cores que predominam a festa são o laranja e o preto, conto em que ponto está o placar da minha beleza somente no mês que vem.

não, não tem

e depois estão a montar as luzes de Natal na avenida
e depois o chão é torto
e depois há o estrondo
e depois o lugar (que também pode ser) da musa tem cadeiras transparentes e está cheio de pessoas mas não de assuntos, o que faz com que as cadeiras não sejam se não meras cadeiras
e depois não levei o livro porque não o trouxe de casa e então não li
e depois está calor e as pessoas ficam estranhamente bem dispostas
e depois as folhas da árvore amarela são tão menos mas tão menos ai tão menos e decido começar a novela já na próxima segunda-feira
e depois um boa-tarde e um olá e um olá, boa tarde
e depois o banco hater está muito quente
e depois quero tirar fotos às árvores da praça mas não tiro

Essência

Disse finalmente que sim ao chat do fuçasbuque. 
Assim que o clique se deu logo as primas me mandaram a bonecada sorridente e os cumprimentos abreviados. 
Estou tão feliz. 
E muito mais acompanhada. 
Olarila. 
Também há lá primos e isso assim, claro está.

Almoço

O rico filho vem cá almoçar com a gente, iei!

Plano doce para o fim-de-semana

Não há. É que ontem fiz bolo frente à câmara, de maneiras que.

Lista de supermercado

É curta, a lista desta semana, pondero até se não devo deixar a visita para depois. Hum.

Ao meio-dia e picos

Ao meio-dia e picos a minha autoestima estava assim, ó:


Tesouros

E não é que estavam ainda ns quantos tesouros em cima do muro de pedra?! Levaram o relógio e o pedaço de plástico e tudo o mais ficou! Não aguentei mais a separação e trouxe a castanha comigo! E agora já está um tudo-nada engelhada! É uma castanha muito engraçada porque não tem bico! Aquela partezinha bicuda e peluda que as castanhas têm (habitualmente, claro está), ela não tem! Oh! Ah!

Era um dia escuro, aquele em que deixei os tesouros
Era um dia claro, aquele em que revi os tesouros
Era um dia quente, aquele em que desapareceram os tesouros

Olá

Sou dada a cumprimentar as pessoas com um olá mas já ouvi dizer que não se olála quem não se conhece muito bem, por causa daquela coisa que se chama ditiqueta e vai que parece-malisti-aquilo ou então olhamesta-até-parece-ca-conheço. Não sei como cheguei ao olá-meu mas sei que dá um jeitão para não trocar o dia com a tarde e a tarde com a noite e a noite com o dia. Sei também que cumprimento olávamente pessoas que nunca antes vira e até hoje ninguém me disse
óminhasenhorabarraómeninaolhequenãosedizoláàspessoasquenãoseconhece
Tantas regras que o mundo tem...

lembrete

pilhas
e
pilhas
e
pilhas
e
pilhas
e
pilhas
e
pilhas
(comprar)

De manhãzinha

De manhãzinha a minha autoestima estava assim, ó:




Depois fui deixar a minha urina com a senhora doutora analista, que me reconheceu assim que assomei à porta. Incrível.

Primeiro

Bom dia. São dez e quarenta e nove. Tenho fotos d' anteontem, que entretanto me esqueci que tinha, vejam lá, e que ponho
hoje,
neste post
e aqui.
Ah, espera lá, então e a explicação pormenorizada das fotos em questão? As fotos aconteceram porque eu quis registar o momento em que fingia que guardava os cupões na tal bolsa que tem o tal caderno que me ofereceu a rica filha naquele tal dia e que desde aí tenho vindo a fazer posts que tais. Isto na foto à esquerda. As fotos aconteceram porque eu quis registar o momento em que tinha a lista com aquelas faltas na despensa e no frigorífico. Isto na foto à direita.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Nunca se larga a essência, três

Boa noite. São dezanove e quarenta e nove. Continuo com a autoestima em alta.




O meu modo pós-AO-em-vigor incomoda alguém? Não, pois não?
... autoestima...
É que num repente lembrei-me dum associado do fuçasbuque que uma vez publicou um post onde mandava dizer que quem fosse de acordo com o AO que bazasse da sua lista... Hum, aquilo deu-me para um bocado a pensar, principalmente por o homem ser das letras, portanto: criador de textos, e eu cá acho que a gente deve deixar as pessoas criarem o que e como e quando e onde quiserem. Foi principalmente por isso que me fez impressão a atitude. Agora a sério: alguém se incomoda com isto meu do pós-AO-em-vigor?

Pois que dos vídeos não deixo cá nenhum feito hoje, é que não lavei a cabeça e vir para aqui mostrar, pronto, já se vê. Ou melhor: não se vai ver.

Nunca se larga a essência, dois

Boa tarde. É meio-dia e vinte e cinco. Ainda não almocei as ervilhas com ovo, estão agora ao lume. Digo já boa tarde, assim antes do almoço porque não sei porquê mas posso apontar para o seguinte: passa do meio-dia, logo: é da parte da tarde, se bem que ainda seja de dia. O que é que já fiz? O bolo frente à câmara. As ditas análises, esqueci-me da urina, vai daí trouxe um tubinho cónico, nada semelhante aos tubinhos que parecem os tubinhos de ensaio dos cientistas, este é cónico, para amanhã ir lá deixar o lixo orgânico com a senhora doutora. O tubinho tem quinze milímetros de diâmetro, vai ser difícil enchê-lo sem me emporcalhar e é nestas alturas que penso se não seria melhor o acaso me ter feito homem.

Ó Gina tu vai fazer vídeos, mulher!
Estive a ver vídeos e... Ó Gina tu vai fazer vídeos, mulher!

Nem queiram saber o que vi na rua aquando do passeio com a cadela... um ovo que, seguramente, não era de galo! Pois! É doutro bicho qualquer, uma pomba ou assim. Deu pena e pranto, sem sinais exteriores em mim. Mas deu, estava partido e inteiro, ou seja, rachado.

Lanchinho, eis o o lanchinho, lanchinho, lanchinho. São figos que comprei de manhãzinha naquela merceeira montes de simpática que tem uma mercearia - ah... jamais se suporia... - que tem sempre montes de simpatia para dar - a merceeira, claro está - e montes de legumes para vender, e montes de frutas e montes de pacotes com os mais diversos géneros alimentares - na mercearia, claro está - e comprei também hortelã e nabos e curgetes. Figos, então. Ó pá, há tanto tempo que não tirava fotos...


Nunca se larga a essência, um

Bom dia. São nove e trinta e três. Estive no café junto ao laboratório e vi que o mundo está cheio de gente, tipo assim composto, regrado, portanto: bom.

É raríssimo não responder aos bloggers que comentam no meu blogue. Faço-o num misto de educação e boas-vindas, afinal não é por estar no mundo virtual que vou ser diferente do que sou no mundo real, quando tenho visitas em casa uso de cordialidade e boa-disposição e profissionalmente o meu comportamento também é assim. É portanto muito importante para mim que me tratem de igual forma sempre que deixo comentários nos blogues, contudo havendo quem não retribua a atenção, eu cá não entendo exatamente como má educação, antes como displicência e, em certos casos, como desdém. É aliás debaixo destas conclusões que tantas vezes me abstenho de comentar em blogues.
É raríssimo receber comentários no meu blogue. Em tempos indaguei comigo mesma durante meses se deveria retirar a caixa de comentários, mas sobrava-me sempre a curiosidade de saber se alguém efetivamente tinha lido este ou aquele post, então nunca enveredei por aí, crescendo por junto a ideia de que um blogue faz com que as pessoas se relacionem, logo: é imprescindível haver uma caixa de comentários, ora eu não a tendo, não teria um blogue, isto aqui seria outra coisa qualquer, mas não um lbogue... ai perdão, blogue. Contudo, se eu me perguntar: ó Gina, tu queres receber comentários - note bem: querer, e querer não é o mesmo que gostar, querer é quando a coisa não se deu, gostar é quando a coisa se dá -, respondo-me que não sei. Sério, não sei.

Levei para a mesa a melhor mousse de chocolate que o mundo reconhece (sim!) ser minha e o fantástico gelado que sou capaz de preparar (sim!). Obrigada.
Acontece inúmeras vezes os comensais estarem à mesa, cavaqueando enquanto distribuo tacinhas cheias das iguarias do dia corrente, eu servir-me por último, sentar-me, degustar as minha obras e exclamar ,eh pá isto está mesmo bom!‘ logo seguido da rica filha ou o rico filho por sua vez elogiarem também o doce, note bem: o doce, dizendo ‚isto está bom, mãe‘ e eu não dar nem um segundo e concordar ‚pois está, é que está mesmo bom‘. Considero que esta cena, que já vivi inúmeras vezes, sou inclusive conhecida pelos meus como ‚eh pá isto está mesmo bom‘, nem agradeço nem nada, pois é, considero esta cena, dizia eu, reveladora duma certa autoestima.

É preciso uma autoestima elevadíssima para deixar um vídeo como este no blogue. É do tempo em que não fui grafómana e pelos vistos, em oratória, ui.




quarta-feira, 26 de outubro de 2016

É difícil largar a essência

Amanhã há folga na minha vida. De manhãzinha vou passear até um laboratório de análises a ver se me picam a dobra do cotovelo, me sugam sangue por meio duma agulhinha e o põem dentro dum tubinho como os tubinhos de ensaio dos cientistas, ou então o espalmam entre dois vidrinhos. Vão ensaiar e concluir os meus volumes em termos de não sei quê, mas sei que tem a ver com hormanas... ai perdão, hormonas. Depois vou fazer um bolo frente à câmara de filmar. Depois vou fazer muitos mais filmes. Depois vou almoçar ervilhas com ovo. Depois vou ver muitos filmes e editar muitos mais filmes do que aqueles que vou ver. Depois vou ler blogues. Depois vou rascunhar e/ou publicar as coisinhas no blogue. Depois vou estar todo o dia sozinha em casa. Eu e o cão. Depois idealmente haveria amigos a almoçar ervilhas com ovo comigo, e aí já seria o plural de ovo, e nós a beber cafés a horas e a desoras e a ficarmos tremeliques pelo excesso de cafeína, e nós a provar o bolo e a dizer bem (os amigos que idealmente haveria) e muito bem (eu), mas isso é num depois muito e muito depois deste depois. Agora vou mas é meter-me a caminho do Ginásio. Até amanhã, 'migos.

Primeiro

Bom dia. São dez e trinta e dois. O 'Dia de (disseram na Radio) fica mas é já aqui. Hoje é dia de perguntar o nome a alguém. Eh, tu aí, como te chamas? Olhem: como se chamam? Olá, o meu nome é Gina e tenho um blogue.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

terceiro

berlão! berlão! são vinte e duas horas e trinta e nove minutos, não, não chove em Loures e sim,  diz que amanhã não chove em Lisboa

Segundo

Sei o que quero escrever mas não sei se me aguento nisto. No lugar (que também pode ser) da musa pousei abruptamente o livro em cima da mesa por precisar de concentração para ler e precisar de escrever coisas. Mas o quê? Pois. Não apontei nada nos papelinhos, mas que tal falar agora – e outra vez... - do caderno que a rica filha me ofereceu há uns dias? Isso. É que me esqueci de expor um pormenor-maior: a bolsa que o dito traz incorporada na capa de trás, mas por dentro, assim de encontro às páginas, vá. Pronto, está exposto, agora o que se passa é que não sei o que enfiar ali. Hum... os cupões de desconto? Sim! Ah, já estou a ver resultados nisto de escrever.

Primeiro

Boa tarde. São quinze e dezanove. Não, não é só de manhã que se começa o dia e sim, de hoje a uma semana é feriado.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

… E por ora é (era) isto:

Poucas vezes me tenho sentido tão mal vestida de blogue como nas últimas duas ou três semanas. Presumo que não se nota nada, e o não se notar seja lá o que for é uma das marcas da minha existência, e reconheço, oh se reconheço, que mantenho um blogue porque não aguento a minha vida profissional, vai daí tendo a distrair-me com a escrita, escrevo porque quero mas também, e obviamente, porque posso... E agora sei lá que mais, olhem: cruamente falando, o que se passa é que sinto uma enorme vontade de registar factos sem qualquer interesse para a maioria das pessoas, pronto, cruamente é isso, e hoje não escrevi coisas, não fui grafómana. Perceberam? Hoje não fui grafómana. Não sei se conseguem medir isto como eu meço, mas ó pá, eu hoje não ter sido grafómana é uma coisa enorme em altura, largura, peso e estrondo. São cinco e tal da tarde e está a chover em Lisboa. De nada, ora essa, e por ora é (era) isto.

domingo, 23 de outubro de 2016

notazinhas

a ponta do talo do aipo saltou quando lhe afinfei a faca, saltou, atenção, saltou, ok, saltou, mas para dentro da panela onde já suavam outros legumes, talvez demasiados, uma vez que a sopa está densa que se farta

chove em Loures e são vinte e duas horas e cinco minutos, e olhem que isto de não poder apontar os segundos com exatidão, também esses, me custa horrores, mas é que não dá, se agora são, supostamente, trinta e oito, quando acabar de digitar trinta e oito já são quarenta e um, portanto este assunto hoje fica por aqui

tenho dois enormes tabuleiros para tirar a maior antes de os enfiar na máquina, não é queixa, é alívio, se eu não tivesse uma máquina dessas de tirar a menor dos tabuleiros...

tenho um post, este, para terminar, termino, terminei, não sei, sei lá, olhem, esta é outra, quando termino, termino, mas a bem dizer terminei, que quando alguém ler já o meu terminar foi terminado, e já está tudo no passado

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lembrete

Pintar as cadeiras santas de azul frenético. Vem aí um fim-de-semana chuvoso, é portanto inapropriado pintar seja lá o que for. Pode eventualmente o problema estar na cor, se eu me dedicasse a pintar as cadeiras santas de branco querubim...

Lembrete

Agitar a garrafinha do extrato de baunilha a cada semana que passa. Comecei num fim-de-semana, eu que continue por aí.

Atualização da pluviosidade

16:37
Ainda não chove em Lisboa, 'migos.
16:48
Chove em Lisboa, mas pouco, meros borrifos, 'migos.
17:30
Chove em Lisboa. Os pingos aumentaram de grossura e de número por centímetro quadrado. Já chove, 'migos, chove com todas as letras. Espera aí, vou ver uma coisa: cm²... ah ah.

Nome

O nome do cliente continha a palavra life. Hum-hum, life. Vai daí fiz um esforço enorme para controlar o meu inglês estranho: life → laife.

1933

Se o post fosse ano era aquele em que a minha mãe nasceu.

1932

Se o post fosse ano era aquele em que o meu pai nasceu.

Telefonema

Ligaram da empresa tal perguntando pela pessoa responsável pela frota do estaminé. Frota. Hum... A chamar frota a uma frota é pra ter pelo menos duas viaturas, ah ah.

Oh quantos ésses!

Falo sozinha, sozinha porque estou sozinha, sozinha e não está cá ninguém, ah ah. Não tenho o dom de ouvir as vozes dentro de mim, então falo sozinha, sozinha mas às vezes ponho-me a pensar se não as espantarei por falar sozinha, sozinha e se não será, quiçá, por ventura, eu falar sozinha, sozinha por querer espantar as vozes que até gostavam de estar dentro de mim, mas, eh pá, eu gosto de estar sozinha, sozinha, ah ah.

Dias dum Ginásio

Sabes como é teres as coisinhas a bailar na cabeça enquanto treinas. Bate e bate e bate e bate e tu pensas: ah, vou conseguir fixar tudo até poder escrever nos papelinhos. Mas não. Chegada a oportunidade de, e pumba e coiso, oh, nada. Nada.

Na Radio metem

Na Radio metem o 'mais logo vai chover muito em Lisboa' a cada discurso. Se malembrar venho cá fazer o registo da hora das primeiras pingas.

Dia de (disseram na Radio)

Dia da maçã e de contar os botões que se traz na roupa.
Hoje ainda não comi nenhuma maçã, escolhi tangerinas. Quero crumble de maçã...
De manhã não trazia nem um botão na indumentária e agora idem... porque há tempos arranquei o único botão que figurava nas calças de trabalho por o achar dispensável, uma vez que as calças têm dois colchetes, portanto não abotoo as calças, acolcheto-as.

hum

ah ah

Primeiro

Bom dia. São onze e dezassete. Olhem, ficam já neste post as fotos da Provença que fiquei de publicar caso malembrasse. E sempre malembrei, óié! Deixo-as então sem que contudo me tenha comprometido a tal, eh pá, pronto, a malta sabe lá se no futuro vai lhapetecer, a malta sabe lá, mas vai que mapeteceu e escolhi as que considero mais reveladoras da beleza dessa região.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Este post não interessa para nada

Este post não interessa mesmo para nada.

O bem e o mal

É tão desprezível tentar escrever mal como extamente o contrário. Eu cá tendo a considerar que não existe um bem e um mal para a escrita, uma fórmula explosiva e que realmente expluda, enfio-me naquele meio muito de acordo, muito sensato, género prato de balança, colado à inteligência mas também tão longe: 'cada um é como é, era o que faltava as pessoas não poderem escrever como querem, ora essa'.
Há anos e anos que escrevo dentro do quero escrever, esquecendo que há bens e males na escrita, pronto, digamos que mergulho num caldo qualquer, nhé-nhé, nhé-nhé. É isso, é. Ser morno é uma merda, 'migos, uma merda.

Nós

Temos sempre coisinhas a acrescentar. Um pontinho aqui e outro ali. Podem até ser pontos de interrogação, ou então vírgulas. Falamos sozinhas com o entusiasmo disto de construir o blogue. Falamos sozinhas e tudo, pois, todas as Ginas, pois. E somos todas muito repetitivas, é efetivamente um ponto comum. Mas não falamos umas com as outras, isso não, andamos sempre sozinhas, na verdade a gente nem se suporta umas às outras, quanto mais.

Agora ando muito

Hoje tenho andado toda eu muito amiga do ponto de interrogação.

Lugar (que também pode ser) da musa

Numa mesa estão duas septuagenárias que nada têm a ver com as outras de quem habitualmente falo no blogue. Uma delas é bonita, mantém ainda as feições da juventude, o único senão são os papos por baixo dos olhos, mas no mais está e é muito bonita, embora rugosa, pois está claro. Há pessoas com este destino capaz e ainda bem, afinal sempre haverá quem se destaque, ou porque souberam viver os probleminhas, os problemas e os problemões que a vida ofereceu, ou porque a Natureza decidiu condescender. Mas se for esta última, dever-se-á a que fatores?

Vamos acrescentar

Acrescentei uma peça ao rol que anda na minha mala: uma roda de plástico com um furo mesmo no meio a desenhar uma forma gira que se farta. Anda-me então isto tudo, isto tudo: o relógio parvo inútil (parvo e inútil, pronto, neste contexto são sinónimos) as borrachas desarrazoadas e a bolota seca de assuntos, ah... a bolota seca, de onde já não pinga nada. Entretanto encontrei uma castanha redonda. Caiu duma das árvores da avenida, não em direto, tipo cena de reálatichâu, como foi com a bolota que já secou, qual quê, o que lamento, pois está claro, só que não, infelizmente, oh. Trouxe-a comigo, quiçá daí desçam muitos assuntos. Desçam?! Hum, estou um bocado baralhada, será que os assuntos sobem? Serão um linha horizontal?

Fixar uma data

Eu que fixe duma vez por todas a porra da data em que me apaixonei pela árvore amarela.
13 de outubro de 2010
13 de outubro de 2010
13 de outubro de 2010
Passaram seis anos, e não, a árvore amarela não voltou a ficar assim, ó:





Já me lembrei: será que a árvore amarela naquele ano atingiu o auge da juventude? Será por isso que já não volta a ter o viço que teve na altura? Mas há mais: será que nos anos anteriores ela se punha igualmente luminosa? Nunca vou saber, nas netes não há fotos, já procurei, já, e não as há. Resta-me a incógnita, e a incógnita é uma coisa malvada. Entretanto digo ainda que ao presente as folhas da árvore amarela estão um tanto ou quanto amarelas, sim senhores, mas também douradas, envelhecidas e ressequidas mais nas bordas que no interior, e não é assim que as recordo, como aliás se pode ver na foto acima, desejo reencontrá-las como está retratado acima.

Caderno

Não consigo apontar as coisinhas, os tópicos que parirão posts no futuro, quero eu dizer, no caderno que a rica filha me deu, ó pá, não consigo usá-lo dessa maneira... Estou tão habituada ao antigo costume... Era eu a passar as coisinhas dos papelinhos para o pêcê e a rasgá-las sem fúria nenhuma, antes com o prazer de dever cumprido, é tanto o prazer que me mordo toda. Bom, pra já ainda não terminei, ou exterminei, se calhar é mais isso, exterminei todos os papelinhos bonitos com a tirinha em picotado, por outro lado, presumo que quando voltar a usar o bloquinho rudimentar de sempre me vou esforçar bués por afinal não o usar e passar a usar então o caderno que a rica filha me deu. Eu já tinha dito que a rica filha me deu um caderno para eu apontar as minhas coisinhas, não tinha? Tinha, tinha. Tinha, que eu lembro-me.

Ó Gina, tu leste?

Sim.

Ah ah. Sete páginas, olarila, mas que célere, quase tanto como a escrever as merdas do costume.

Almoço

Vou para almoço não tarda. O rico filho vem cá comer com a agente, iei!

Ó Gina, tu leste?

Ainda não.

Porque ainda não aconteceu o tempo destinado a isso. Mas isto vai. Mantenho uma certa esperança apoiada no futuro.

Mais tarefas de fim-de-semana (sim, eu sei que hoje é quinta-feira)

Sim, eu sei que hoje é quinta-feira e nem vou ter a sexta-feira livre nem nada disso, mas pronto, se guardasse estes assuntos para amanhã sei lá se me ia apetecer desabafá-los? E se é hoje que os tenho como disponíveis, porque não avançar? Ademais, tudo me é lícito, ora essa, melhor: não possuo grande esquisitice com os temas, não sinto que haja melhores ou piores, há, isso sim, temas impublicáveis e acabou esta conversa.
Vou passar o produto bom na secretária que era da rica filha. Não, o quarto azul ainda não se encontra terminado. Agora falta isso de passar o produto bom na secretária e arrimá-la à parede. A ideia é colocar lá alguns livros e a faturação do lar. Devo dizer que, para meu pesar, o quarto azul está tudo menos bonito. Está funcional, lá isso está, tenho dois roupeiros que tinham três portas mas onde agora apenas consta uma, portanto é fácil aceder ao conteúdo, tenho a máquina de costura e afins, tenho o computador e sua parafernália, tenho o camiseiro e tenho a dita secretária. E chega, ó pá, já chega. Todos estes pertences estão encostados às paredes, inclusive à da janela, é aliás aí que está o computador, e o espaço do meio está todo aberto, fosse uma divisão grande e a gente ia poder dar ali grandes bailes e o caraças.

Brevemente

Vou ter brevemente uns comensais muito exigentes a desfrutar, espero eu que desfrutem bem, das iguarias que a gente prepara, espero eu que fiquem bem preparadas. Assim de repente pareceu-nos por bem apresentar alheira à brás. Evidentemente pode fazer-se o 'à brás' de qualquer coisa e evidentemente para o fazer é substituir o bacalhau por outro ingrediente, carne ou peixe ou então um legume, pois porque não?
Ó pá, então e o doce? Faço o quê?
Bom, será melhor pôr-me mas é a divulgar e explanar o plano para o doce de sábado, quem sabe sobre para domingo...
Este sábado vou fazer um bolo que vi no programa do Rudolph (As Doces Iguarias de Rudolph, passa no canal 24 Kitchen) que consta duma massa de tarte, vulgarmente apelidada de massa vienense ou 123+1 ovo*, que servirá de base a uma massa de bolo assim meio que como pudim de laranja, portanto às tantas é mas é uma tarte e não um bolo, mas adiante, pudim esse que é confecionado como um creme de pasteleiro mas em que o sumo de laranja substitui o leite, acrescentam a esse preparado uns quantos gomos de laranja a que se retira os caroços, caso os tenha, e já agora as membranas, por conferirem um sabor amargo ao doce. O amargo não é doce e o doce jamais será amargo, ah ah.
Eh pá, espera lá, eu posso mas é jogar pelo seguro e fazer uma mousse de chocolate... Se sobrar pedaços do bolo, juntando mousse de chocolate... Ai.

*300 gr farinha; 200 gr açúcar, 100 gr farinha + 1 ovo
mistura-se tudo, dispensando o amassar, e leva-se ao frigorífico a enrijar, quando não será impossível estender esta massa
de nada, ora essa

Fogões

Já tenho o fogão novo lavado e colocado no seu lugar, o tal fogão que é novo no uso mas velho na idade. Só que ainda não experimentei o forno. Sou tão exigente que estou expectante com o resultado dos cozinhados de forno. É já este fim-de-semana, óié!

Tarefas do fim-de-semana

É tudo aos montes.
Colocar todos os vernizes no parapeito da varanda e depois correr o dedo e a máquina fotográfica montes de espectacular e que, por acaso, vejam lá, também filma, corrê-los portanto em simultâneo por modo a fazer um filme com montes de piada. Ah, e se estiver a chover vai ficar montes de giro, o filme. É tudo aos montes.
É tudo aos montes.
Atar uma fitinha à garrafinha onde introduzi vodka e vagens de baunilha há montes de semanas, três, para concretizar, vejam lá. Essa fitinha vai antes do mais ser atada a uma etiqueta montes de gira que entretanto já intitulei e datei. Todos os clipes estão prontos, esperando o último, isso de esperar pelo último é coisa para ser feita montes de vezes ao longo da vida. É tudo aos montes.
É tudo aos montes.

Palavra do dia (disseram na Radio)

Amiúde, a palavra d' hoje, ah ah, amiúde, ah ah. É que já escrevi a dita montes e montes e montes de vezes em qualquer blogue que tenha possuído até hoje, vai portanto ser difícil escolher por entre a pesquisa... Olha, vou mas é só pesquisar o blogue mais antigo de todos.


Ultimamente, quando quero escrever, a palavra estrondosamente aparece amiúde na minha cabeça. Coisas de quem escreve amiúde, presumo. Presumo que o ato de escrever me devolva as últimas palavras que usei, o que não ocorre estrondosamente, devo dizer. Escrever estrondosamente é diferente, presumo…
E agora como é que insiro novamente o amiúde no texto?!
(Gina Maria, para de escrever presumíveis estrondos amiúde, vá!) |30 abril 2012|

Hoje é sábado, estou no local misterioso, aqui a musa desce amiúde e mais intensamente do que em qualquer outro sítio. Portanto, contrariando os últimos sábados deste blogue, e com vossa licença, daqui escreverei. 26 maio 2012|

Sabemos que temos filhos crescidos quando começamos a ouvir amiúde:
- Sim, mãe. Não te preocupes. |9 setembro 2009|

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia do chef de cozinha e do empregado de mesa. Desempenho ambas as funções, só por dizer que não sou remunerada. Pois. Dos chefs de cozinha não sei nada. Dos empregados de mesa idem, mas posso adiantar coisinhas. Lá no restaurante de todos os dias quem atende o público são dois cromos do caraças, um chama-se Zé e não bate bem da bola, o outro chama-se Zé e é um bocado lento, há ainda um outro que se chama Zé e é um grande cromo, um daqueles cromos do caraças, mas agora anda afastado das lides laborais porque está seriamente doente.

Primeiro

Bom dia. São nove e cinquenta e cinco. Fui interrompida por um cliente entretanto, porque quando olhei para o relógio com a intenção de começar com isto eram... eram... eram...nove e quarenta e nove.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sim, vou para

Sim, vou para almoço não tarda. E se bem me conheço já me esgotei outra vez, agora ando nisto. Ou bem que me ponho a ver coisas e paisagens e pessoas e sei como as traduzir em textos, ou, ainda, finjo que sei como lhes extorquir a poesia, ou então digo-vos mas é até amanhã, 'migos.

Ó Gina, tu leste?

Ainda não.

Digo isto porque agora é antes do almoço e realmente ainda não li, o que não considero descabido, que é lá isso. Mas a bem dizer há quatro dias que não leio, os primeiros dois porque me esqueci, o terceiro porque não houve tempo duma maneira e o quarto porque não houve tempo doutra. De resto está tudo bem comigo, obrigadinha.

O que está no meu porta-moedas, bai da uei ende uai nóte

O que acontece de diferente com o meu porta-moedas ao momento é que agora já não param lá as folhinhas das faltas de supermercado, bem como a folhinha onde apontei as medidas das janelas do quarto laranja e as da cozinha branca. Já ontem fiz um post espectacular contando como me safo nessa matéria, de como a rica me ofereceu um caderno e coisas assim.

Da mala, aguéne

O que está na minha mala é também toda uma documentação deveras importante.
Um prospeto que me deram na rua a publicitar um centro de nutrição. Não foi só foi estender a mão com o prospeto, a verdade é que a senhora que o estendeu me interpelou se eu queria ir lá ver os modos de preparação e enorme esperança na perda de banhas. Primeiro pensamento desta que escreve: mau maria, queres ver que esta me está a chamar gorda? Mas é impressão minha, claro, é tudo impressão minha, sempre é impressão minha, sempre. É impressão minha, é. É, é.
Um talão que o tê-pê-á cuspiu em 7 do 10 às 2 e 1, onde manda ainda dizer que a próxima tentativa será a 5 do 11 do corrente ano à 1 e 52. Sou incapaz de deitar estes talõezinhos no lixo sem antes vir fazer um registozinho montes de giro. E este estava atrasado pra caraças.
Um vauxâr que me deram no Ginásio, ó Gina, disse a rececionista, tem aqui este vauxâr para descontar dez por cento na roupa desportiva que adquirir nesta loja, ó.
Um marcador de livro. Este marcador é um que em tempos cortei as pontas por ser demasiado comprido para o livro que eu andava a ler na altura. Depois de cortado, cortado está, mas é que tem dado jeito para mais uns quantos livros desde aí. Eh pá, pronto, seja lá como for, o marcador que uso ao momento é ainda mais piriri. Vou medi-los. O primeiro tem 21 por 6, isto em centímetros, o que anda a uso tem 75 por 55, isto em milímetros.

Dia dum Ginásio

Estica, estica, estica. Eu estiquei-me. Estiquei-me no Ginásio, eu. Eu ontem a falar de esticar o meu cérebro e à noitinha eu fui esticar o meu corpo. É desprezível tentar escrever mal. Ó pá, ó Gina, olha lá isso.

O que está na minha mala

Ainda não pus no lixo aquelas coisinhas que andam na minha mala, portanto essas coisinhas ainda andam na minha mala. Inclusive a bolota, oh céus, que nunca mais dou conta do recado, até o relógio sem corda lá anda, a fazer peso, as borrachas idem. Ontem queria deixá-lo no cacifro do Ginásio mas entretanto esqueci-me. Ora.

Primeiro

Bom dia. São dez e quarenta e três. É assim o blogue, nuns dias umas horas noutros dias outros minutos. Sempre diferente mas com tudo e por tanto, sempre igual.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

1898

Explicar coisinhas pode traduzir-se na insegurança maior de todas e numa insistência tola no mesmo assunto, advindo daí o aborrecimento de quem me escuta. Pronto, tudo bem, mas é que tenho a cabeça vazia de matéria publicável, ao que parece perdi a elasticidade, tanto foi o tempo que fiquei esticada. Oh. E sim, eu escrevi isto tudo hoje. Mas é que tudo, são mil novecentas e tal palavras. Ainda não é hoje que me morre o título do blogue.

Do bloquinho que finda não tarda

Bloquinho não muito rudimentar e amarelo, note bem: as manchas amarelas a condizer, é a vida a fazer por mim, só pode. Ó pá sou tão feliz!




Já agora fica neste post que não sei explicar o que escrevinhei na imagem abaixo, ai não sei, não, é que não malembra o desenvolvimento.


Sonho

Já quase me esquecia de contar o sonho d' hoje. Não sei se é do conhecimento geral, mas se não é, passa a ser: não dou uma importância desmesurada às minhas mazelas psíquicas, quando não a esta hora estaria no manicómio ou então no cemitério. Faço o que posso - repito: o que posso - para manter a minha vidinha e não sou de contar aos demais que tenho este ou aquele sintoma de loucura, contudo, se me sinto extremamente debilitada, vou à senhora doutora. Bom, já me introduzi no tema.
Sonhei com uma visita a um laboratório de análises, isto porque tenho uma análise específica a fazer a mando da senhora doutora, que visitei recentemente. E o assunto está no meu subconsciente, tipo assim: eu tenho de ir às análises, será que vale a pena lá ir? terei exagerado indo visitar a senhora doutora para me queixar? Vai daí esta noite pus-me a sonhar com uma enfermeira que troçava de mim perguntando-me se eu me virasse para a esquerda o meu olho se virava para a direita. Ou seja, aquela enfermeira é o reflexo de mim mesma, quando não dou – ou não sei dar, vá - importância às mazelas psíquicas.

Ladrar
Falar

Há quem considere estúpido que se farta as pessoas relacionarem-se verbalmente com os cães. Eu até - note bem: até - compreendo esse ponto de vista, afinal cão nenhum percebe nada do que a gente lhe disser, o que o cão percebe é a intenção como que dizemos, por exemplo: vamos à rua, anda cá, toma. Eu costumo chamar o meu cão assim: olha o bicho-cão! E ela vem imediatamente ter comigo, o rabinho abanando de contentamento, e sim, é uma cadela. A minha expressão é o 'anda cá' da maioria das pessoas, mas eu não vocalizo 'anda cá', qual quê, contudo nota-se no meu 'olha o bicho-cão!' o 'anda cá' da outra gente porque o digo veementemente.
Ora sendo errado em algumas mentalidades a gente pôr-se com paleio para os animais, uma vez que realmente não nos percebem as palavras, eu cá acho isto:
Eh pá, os cães ladram, a gente fala. Pronto, é isso, cada um comunica do modo que sabe! Ademais, tenho a certeza que se eu me puser a ladrar em direção à minha cadela não vou ter a resposta que pretendo da parte dela.

Supermercado

Comprei cebola desidratada, pimento vermelho desidratado e ainda havia lá beterraba desidratada, só por dizer que não a coloquei dentro do carrinho de compras. Estou seca, de tanta vez que que escrevi desidratada. Mas sabem para que é que deve ser muitaa bom a cebola e o pimento desidratados? Não sabem? Não?! Para fazer bolachas salgadas. A gente mete a farinha e a manteiga e o iogurte e as especiarias e vai que a gente mete também um desses ingredientes. Deve ser mesmo bom. De nada, ora essa. Eu depois digo. Mas é que digo mesmo.

O caderno que a rica filha me deu

Pensei fazer dele o meu diário manuscrito e pessoalíssimo, tipo assim a notar todas as minhas falhas, as hipocrisias, as dores, as lágrimas, mas nem só as partes pouco boas da minha vida como também as muito boas, como por exemplo elogios, rasgados ou diretos, manias de que sei fazer/ser e tal, pronto, isso assim, vá. Entretanto desisti, até porque a ideia com que a rica filha me presenteou o dito caderno era eu passar a anotar aí os tópicos para posts no blogue, assuntos para vídeos, programações de como editar, músicas a adicionar, enfim, seria uma agenda, um caderno programador e lembrador em simultâneo... um memorando, é isso, lembrei agora mesmo, um memorando, falta-lhe as datas, mas pronto, registo-as eu.
Então o que é que eu já pus lá no caderno?
A lista de supermercado, claro! Ó:




De notar que os espaços vermelhos fui eu que preenchi todos, a lista idem, excetuando a última falta, essa foi a rica filha que lá pôs. De notar o meu ponto de interrogação junto aos nachos e o contorno dum coraçãozinho, este foi também a rica filha que desenhou, não sem antes me perguntar se podia riscar o ponto de interrogação, vontade que lhe neguei, e vai que a rapariga contornou o tal coraçãozinho para mostrar que o melhor que eu tenho a fazer é comprar efetivamente os nachos o quanto antes.
Então e como é que eu quero continuar a encher este caderno?
Para começar, conforme for adquirindo as faltas do supermercado, assim as vou rasurando, quando chegar a segunda-feira, ou o domingo, depende da disposição que tenha para a atualização, volto a registar a data, copiar o que – afinal – não comprei e acrescentar as faltas que vão entretanto surgindo. Sei de antemão que me vou repetir até ao fim do caderno porque obviamente os géneros alimentícios e os artigos de limpeza raramente são diferentes, semana após semana é mais do mesmo, mas pronto, ao menos muda a data, ah ah.
Para continuar, vou sim senhores passar a registar neste caderno os tópicos para posts e as ideias para vídeos, bom como o modo de compo-los e mais não sei o quê.
Para acabar registei na primeiríssima folha as medidas das janelas do quarto laranja e da cozinha branca. É que quero comprar cortinados. Eu querer, quero, só não sei quando. Chateia-me, pronto, já disse aliás isso mesmo num post que há de estar aí para baixo. Essas medidas tinha-as eu apontado num papelinho dos meus e guardado no porta-moedas. Entretanto já não moram aí, as medidas, moram agora no caderno que a rica filha me ofereceu. Bom, acho que já se percebeu tudo. Mas é que tudo e tudo e tudo.

Dos vídeos

Estranhamente, um dos meus vídeos tem 2912 visualizações. Ora isto quer dizer que o título do mesmo é apelativo e quer também dizer que o Youtube trabalha com números e frequências de cliques e coisas assim, aliás: isso tem até um nome, só por dizer que ao momento não malembra qual é. Então vai que as visualizações vão naquela exorbitância. Pois. É o vídeo onde mostro como faço o meu creme de pasteleiro, foi o segundo onde mostrei como faço o tal creme, ainda por cima armei-me um bocado, chamei-lhe o melhor do mundo, vejam lá. Repeti o vídeo porque o primeiro estava assim como que menos bom, vá, era ainda do tempo em que não usava nenhum editor e aquilo ficou realmente... menos bom, pronto.

E agora vamos

E agora vamos falar dos doces que fiz no passado fim-de-semana, 15 e 16 de outubro de 2016.
Lá tentei eu, novamente, fazer bombons.... mas ingloriamente, porque ficaram moles. Entretanto deu-se-me assim como que um rasgo da mais pura inteligência e vai que descobri, ó pá, o termo é esse, descobri, que me estava a basear na receita das trufas, cuja consistência, como se sabe, é mole, nada crocante. Então pronto, é isso. Ou seja, é assim:
Para fazer bombons nada mais posso juntar ao chocolate derretido do que sabores variados: licores, raspas de citrinos, frutos secos, frutos cristalizados, especiarias. É meter para lá, usando o prazer e o instinto, dispor em forminhas, aguardar que solidifiquem e degustar uns bombons que só podem ser bem bons. Ó pá, é que eu quero mesmo aprender a fazer bombons porque vem aí o Natal...
Fiz um clafoutis de maçã e framboesa, aromatizado com raspas de lima. Quem é que não sabe que adoro lima? Toda a gente sabe que me deleito com o aroma da lima e com o sabor também. No entanto, o clafoutis, a parte cremosa desta receita, não vou repetir, achei que tinha demasiada farinha. Tinha retirado a ideia para o clafoutis da revista Magazine do Continente deste mês.
Entretanto o Luís perguntou-me que bolachinhas ia eu fazer para receber a visita.
Qual visita?
Essa visita.
Ah...
Fiz uma massa um tanto ou quanto apressadamente para adoçar a boca da visita e lhe fazer brilhar os olhos. Coloquei-a no frigorífico para enrijar e poder ser facilmente estendida posteriormente. Mas vai daí a visita chegou cedo demais e vai daí já não fiz as bolachas e vai daí pus a massa no congelador e vai daí já tenho a base pronta para o bolo que farei no próximo fim-de-semana. Vou agora e contudo e ainda explicar, já que adoro explicar coisinhas, como fiz a massa para as - supostas – bolachas que tornariam a vida da visita espectacular:
Pois que não sei muito bem, limitei-me a usar dois cups de farinha, um ovo, uns cem gramas de amêndoa moída e outros tantos de açúcar morenito, que a par com todas as características de caramelo que tem, registei eu ontem, tem ainda a particularidade de poder ser usado com as mesmas proporções do açúcar branco, portanto ambos adoçam e preenchem igualmente as massas seja lá do que for, e juntei ainda uma quantidade razoável de manteiga mole. Talvez, quando no sábado descongelar a massa, adicione canela ou baunilha ou coisa assim. Depois farei um bolo inovador, mas alargar-me-ei acerca num outro post.

Palavra que não é do dia (nem disseram na Radio)

Empiriquitado, disse ela, querendo referir alguém emproado, bem vestido. E eu a pensar que a palavra não existia. Eu explico, que eu adoro explicar coisinhas. De vez em quando salta-me à mente a palavra empiriquitado, mas refreio quase sempre por pensar que é fruto da minha imaginação, já que a tenho em questões linguísticas. Mas não. Ela meteu-a no diálogo, e se ela a meteu...

3161

3161, o nº de cliente assim não muito importante, vá. Mas o, não um, o.
Os números de cliente são assim como que um bê-i ou um cê-cê. Há registo do início da vida dos clientes, quer isto dizer: da vida em comum. Ajuda muito em pesquisas, ele é dados e mais dados. Dados imóveis, ah ah. É para contrariar aquilo dos telemóveis e coiso. Dados móveis nos telemóveis, dados imóveis ali assim.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e um. Olha, ca xiru, hoje está sol. Ah... Em dias soalheiros a vida sorri e até as colinas de Lisboa se tornam, não só notadas, como notáveis. Isto sou eu a inventar, é que nunca percebi as colinas de Lisboa, nunca as delineei com o olhar. Hum, ok, vá, a gente sobe ao Areeiro, uma colina, hum, ok, vá, a gente sobe ao Castelo, duas colinas, hum, ok, vá, a gente sobe às Olaias, ai que já me estou a esticar, às tantas essa colina é a mesma que a do Areeiro mas três, hum, ok, vá, a gente sobe ao aeroporto, quatro colinas, hum, ok vá, a gente sobe ao Príncipe Real, cinco colinas, hum, ok, vá, a gente sobe aos Olivais, seis colinas... Sei lá que mais. Chiado? Rua do Salitre? Marquês? Saldanha? Arco do Cego? Amoreiras?

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Último

São vinte e duas e quarenta e cinco, berlão!, berlão!

Tóquecique

A soda cáustica é altamente tóxica, é favor não ingerir. Temos também, e dentre outras coisas, petróleo, ácido muriático, benzina, amoníaco, creolina, acetona, álcool desnaturado, vaselina líquida. Não coloquem nada disto dentro da vossa boca. Quando muito podem, que até é giro, lamber a boca do frasco da glicerina líquida, é docinha, é, vão ver que é, mas não passem daí. Aguarrás, álcool etílico e toda a sorte de produtos de limpeza, e isto ainda, pois está claro.

Por partes

Há partes do corpo que me crescem com carícias, como por exemplo o cérebro. Tem de ser carícias, muito embora eu ache que bofetadas e empurrões também me aumentam o tamanho do cérebro, mas é que as carícias são tão melhores.

Plano para depois

Filmar a escreveção das etiquetas, quando datar e nomear a garrafinha. Ainda tenho de comprar a fitinha e tudo. É para atar, é.

Tenho de

Tenho de
pôr no lixo uma bolota seca e sugada, de onde já retirei todos os assuntos que queria, uma borracha de má qualidade e uma borracha tão pequenina que já não é manuseável com o conforto que espero, um relógio ao qual se lhe saltou o botãozinho da corda.
Tenho de
ah... eu também me jogar no lixo ou coisa assim, mas como deita mau cheiro, pois que não.

Conhecidas

Uma conhecida comparou-me a alguém, desfavorecendo-me subtilmente, mas eu que não ficasse melindrada, ora essa, sou tão como. Oh.
Uma conhecida ouviu-me gargalhar na rua e até parou a marcha, atentem que até, para me contar que me ouvira e se decidira a parar porque. Ah.

E agora vamos

E agora vamos falar de açúcar. Descobri recentemente que a marca Sidul tem nos seus pacotes um saborímetro, o que é montes de interessante. É um gráfico de sabor, que vai de 1 a 5.
O açúcar mascavado é 1
O açúcar amarelo é 2
O açúcar morenito é 3
Curtia saber quais são o 4 e o 5. Às tantas não se aguentam, de tão saborosos.

Comentário

Como não fazer o registo do primeiro comentário infeliz e portanto dispensável num vídeo do meu canal no Youtube? Mas como não?! Ah... Quanta alegria, sinto-me tão importante! Tão super fixe! Agora já sou uma youtuber como deve ser. Sim, que youtuber que se preze e que se queira distinguir tem de ter haters, quando não será merda nas paredes duma retrete. Vejam lá o tamanhão do acontecimento que, primeiro, estou a registar o facto, ó pá, há que retribuir o manifesto, segundo, estou felicíssima com a interação, eu que estou sempre tão sozinha. Ah... Quanto prazer pela companhia das pessoas, a sua atenção desmesurada, os seus sábios conselhos. Ah...

Escovas de dentes

Era uma vez uma mulher que trabalhava numa loja de artigos diversos e de vez em quando tinha de fazer pedidos mas eis que algumas encomendas chegavam assim como que descomandadas. Foi o caso dumas escovas de dentes (ah... só pelo título, ah só pelo título) muito rijas e ásperas que ela em tempos recebeu, tendo anteriormente pedido escovas de dentes que arrancassem eficazmente a palca bacteriana dos dentes dos clientes, pois sim senhores, mas sem fazer sangue e, ademais, que lhes coubessem dentro da boca enquanto se esfregavam capazmente, e capazmente não era nem foi, nunca, com aquelas escovas. Bom, essa mulher (ó mulher, olha, ó tu, ó mulher, vem cá a casa) vendeu (incrivelmente, mas é que incrivelmente mesmo) duma assentada três dessas escovas a um cliente que já experimentara uma e ficara maravilhado. Pronto, é facto que a vida surpreende as gentes deste mundo. Foi, portanto, um total de quatro escovas vendidas àquele cliente, mas em duas vezes. Foi uma coisa parcelada, vá, creio ser consabido que um total, qualquer um, existe somente por meio de parcelas.

Palavra do dia (disseram na Radio)

Hecatombe a palavra d' hoje. Já usei, já, e também a mim me deu para fazer um trocadilho com o 'eh ca tombo!', tal como os senhores fizeram na Radio Comercial. Pois foi. Ah ah. Vejam lá que nem é preciso ir pesquisar para me lembrar do 'eh ca tombo!' Ah ah. Mas vou na mesma. Ah ah.


Treze do um; eh ca tombo. O hecatombe iniciou neste dia, há cinco anos. Ficarei diferente, há esperança no porvir. Morro. Pois.
Agora a sério: não creio que algum dia melhore extraordinariamente das minhas coisinhas parvas.
Agora muito a sério: hecatombe tem que ver com o número cem, sacrifiquem-se cem bois ou algo do género, portanto em parte alguma contende com o número cinco. Paciência.
Cem é múltiplo de cinco. Está feito. |13 janeiro 2015|

Primeiro

Bom dia. São dez e onze. Ontem, depois dos longos posts que publiquei, quando ia para fechar a máquina da louça eis que vi uma mosca pousada num dos tabuleiros. As moscas d' agora são grandes mas moles, sei lá eu se devido ao peso, se devido à humidade que se lhes aglomera nas asas e daí a agilidade não ser assim tanta, então que, vai daí, consegui fechar a máquina, pô-la a lavar e deixar a inseta lá dentro. Tadinha, não é. Não. De resto está tudo bem, obrigadinha, e com vocês, que tal, hum, espera lá que já te respondo, está bem. Vai ter que estar.

domingo, 16 de outubro de 2016

Último

Já agora: berlão! berlão!

saudades

saudades

saudades

saudades

Amendoim

O amendoim tem uma substância que elimina a substância que se dá bem com a boa-disposição. O móvel rangeu, não é alma penada, é companhia. A mosca morreu, acho eu.

saudades

saudades

saudades

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...

o homem quer
o homem tem
a mulher também

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Mosca

Aspirei uma mosca. Malta, é assim: eu aspirei uma mosca. Não é só presumir que a aspirei, é que a aspirei mesmo, e fui eu.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Último

Berlão! Berlão! Lê-se como a capital alemã mas com o ão no lugar do im, ó-im, ó-ão. São vinte e duas e seis, muito boa noite a quem.

Gina

a chata
a convencida
a triste
a solitária
a demais-de-tudo-e-de-nada
a mais-do-mesmo

Sabes

Sabes uma coisa?
Só sei uma e não deve ser essa.

Sabes que falas sozinha porque não queres falar com ninguém e tu sabes que quando falas te libertas mais e melhor e tu sabes que o plenamente convinha a esta ideia mas não queres pôr porque eu, a bem dizer, não sei escrever.

Post outonal

Ai o outono, o outono. Ai o outono, o outono. O outono. Ai. Não creio que venha a vestir mais algum vestidinho este ano. Felizmente vem aí a primavera, pensando bem não falta assim tanto, quaisquer seis mesitos fazem por isso, têm é de ser corridos, pronto, tipo assim uma correnteza deles, sem parar, um atrás do outro.
Vou almoçar.
Ó Gina, leva a máquina, tu leva a máquina fotográfica não tão espectacular assim, mulher.

Posta-restante:
Afinal, pois qual banco hater e sua folha lá colada, qual quê, entretanto complicou-se-me a vidinha e já não deu para. Mas eis que trago fotos na mesma. E lindas, oh se são lindas, upa-upa.


Dia de (disseram na Radio)

Olha só o dia que é hoje
Dia da Sobremesa!
Oh céus!
Ah!
Parágrafos, muitos parágrafos. Parágrafo quer dizer parar de grafar, ah ah. Bom, então hoje é dia da sobremesa e eu ontem, incrivelmente, deixei no blogue as ideias todas que tenho em termos de doces para fazer no fim-de-semana. Sim, plural, porque acho que vou mesmo fazer dois tipos, como aliás registei. Na Radio disseram para a gente mandar bitates de receitas doces e também divulgar qual o doce preferido. Sempre tive uma dificuldade enorme nisso de escolher a coisa de que mais gosto, é que nem uma cor preferida tenho, quanto mais um doce. O que pode acontecer comigo é que há fases em que me apetece um determinado doce, isso sim, e posso já avançar que ando com uma vontade imensa de comer crumble de maçã, especificamente de maçã. Presumo que seja o estado outonal d' agora, pois como se sabe crumble é coisa do outono – maçã, canela, aveia, açúcar amarelo... é iguaria que se presta a comer ainda morno... reconforta... reconforta a boca, o estômago e a cabeça.
Ontem, no blogue, deixei ainda um post referente aos açúcares que preciso comprar e uma breve explicação acerca dos mesmos, mais de como os aplico na minha doçaria do que grandes saberes e sabores dos ditos. Mas breve, tudo breve. Podia ter acrescentado que preciso inclusive, vejam só, de abastecer o pote do açúcar baunilhado. É que eu tenho lá em casa um desses, com vagens de baunilha que permanecem há anos dentro dele. Não, não se estraga, antes pelo contrário, a vagem de baunilha é uma coisa podre. Sim, a vagem de baunilha, conforme ela se nos apresenta, está apodrecida. É que está apodrecida e cheira bem. A Natureza é capaz de coisas incríveis. E sabiam que a baunilha é um odor e não um sabor? Pois é, 'migos, pois é, a gente mete um pedaço de bolo abaunilhado na boca, sente o sabor mas não é o sabor que sente, ai não é não, é odor.

Primeiro

Bom dia. São nove e cinquenta e oito. Hum, olha eu outra vez tão cedo, óié. Sabem que eu evito o óié ao início das frases só para não ter de lhe pôr letra maiúscula? Pois. É que não fica bonito, ó:
Óié
Pois não?
Sabem que não gosto de espetar com parágrafos nestes posts 'Primeiro'? Obviamente que não. Ai, espera lá, deixa-me ser fofinha: presumo que não. Mas fiquem sabendo que neste teve que ser por conta de querer enfatizar o óié, deixando-o sozinho numa linha. Logo pela manhã, e agora já não mudo de parágrafo, portanto se foi logo de manhã foi muito mais cedo que as horas d' agora, vi as luzes da minha praceta apagarem-se. Calhou. Eram sete e trinta e eu estava na varanda a observar a quantidade de carros que lá estavam estacionados, enquanto observava também os lugares vazios e me espantava imensamente com esta comparação. Ou há muitas pessoas que entram cedo pra caraças, ou por ora tenho efetivamente poucos vizinhos que possuam viatura, ou, ainda, por conta da crise, há menos casas com mais do que uma viatura. Mas que sei eu, ora essa, sei lá eu.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Açúcares

Na minha lista de supermercado constam quatro tipos de açúcar. Incrivelmente, fiquei sem os quatro mais ou menos ao mesmo tempo. Geralmente gasto pouco açúcar branco, isto por conta de arrecadar os pacotinhos de açúcar que acompanham o café, e os outros, pois que se vão gastando, são eles:
o amarelo,
o mascavado,
o moreno
São portanto quatro açúcares ao todo, como já tinha referido. Estes três não são assim tão diferentes na sua essência, o gosto a caramelo consta em qualquer um, muito embora conste mais no moreno que nos outros dois, não sei, é assim mais intenso ou lá que é. O mascavado é caracterizado por ser de grão grosso, que é ótimo para as bolachas ficarem crocantes e ainda dá um toque especial em finalizações, como quando por exemplo queremos o topo dum bolo crocante, lá está. O amarelo, então, ora essa, o açúcar amarelo é o açúcar amarelo de sempre, adoça menos, presumo que se adequa a quem gosta de diminuir calorias nos doces, muito embora eu creia firmemente que para isso o melhor é não comer doces nenhuns, mas pronto, eh pá, é o açúcar amarelo e pronto. Usem-no. Eu substituo o branco pelo amarelo montes de vezes.

Isto de não

Isto de não andar com a máquina fotográfica não tão espectacular assim... O que tem é que deixo de tirar fotos que supostamente seriam belas. Hoje sentei-me no banco hater, que estava seco porque a chuvinha não passou disso mesmo, inha, e dei com uma folha de árvore lá colada pela água. Não pude fotografar porque não tinha a máquina comigo e o telemóvel não me deixa ver o ecrã em condições quando estou na rua. Oh. Se amanhã lá estiver a folha colada, ah se amanhã lá estiver a folha colada... Tiro fotos, claro está, porque conto não me esquecer de levar a máquina comigo.

Ó Gina, tu leste?

Sim.

Deixo excerto que é tão comigo. Tão. Comigo. Tão. Eu.

«A Lottie sempre pensou que a senhora tinha ciúmes da Srª Murray porque era mais bonita que ela, porque o marido era mais jovem e atraente que o marido. Não sei, às tantas tinha inveja dos seus livros, porque as duas se dedicavam à mesma actividade. Não sei, mas às vezes penso que a senhora não sente piedade de ninguém, nem dos mortos. Os seus amigos, de quem diz gostar tanto, às vezes causam-lhe cansaço e dores de cabeça.»

'Um quarto que seja seu' de Alicia Giménez Bartelett

Plano doce para o fim-de-semana

Olhem, não sei o que fazer. Não sei o que fazer porque quero fazer tudo.
clafoutis de framboesas e lima
bolo de maçã e canela
pães doces
pudim de ovos
bombons
Não sei o que fazer. Estou inclinada à primeira e última ideias. O clafoutis porque tenho ainda framboesas no congelador e adoro o sabor que a lima deixa onde quer que pouse. Os bombons porque há semanas e semanas que quero experimentar a receita como deve ser, uma vez que quando os fiz pela primeira vez resolvi tirar a receita da minha cabeça e eis que me dei mal, os bombons ficaram moles, muito embora não tivesse sobrado nenhum.

Em busca

Tenho andado à cata dum casaco giro, bom e barato, que ainda por cima me sirva e me assente bem. É difícil, é muito predicado na mesma peça, daí ainda não ter encontrado. Entretanto comprei uma camisola com todas as características acima referidas, excetuando uma: a de ser de qualidade. Obviamente não é, pois quando não, seria cara.

Borracha

Tenho uma borracha de má qualidade. É de tão má qualidade que escreve ela também no papel. Imagine-se eu a querer apagar registos errados, a passar a borracha por sobre e esta a deixar um rasto de si mesma no papel. Tenho uma outra muito eficaz, só por dizer que está tão pequenina que mal a consigo segurar. Parece uma pessoa: viveu e gastou-se.

A pergunta ingénua

A pintora perguntou-me como andavam os meus livrinhos. Fqieiu... Eu queria digitar fiquei, fiquei esquisita cá por dentro, como é aliás meu costume ficar sempre que alguém se me dirige com este assunto. As pessoas não sabem que tenho um blogue. As pessoas que me rodeiam desconhecem completamente que escrevo coisas neste computador. As pessoas sabem lá. Tenho tanta vergonha quanto temor de lhes dizer. Agora pergunta o leitor: eh pá, ó Gina, então se ninguém sabe, como é que a pintora sabe? Ela sabe sem que tenha sido eu a dizer-lho. É uma história um bocado chata de contar, há anos que estou no modo solitário, deixei de querer escrever para que se perceba, pronto, já não quero nem procuro especializar-me na arte da comunicação e deixei de fingir que não sou fóbica também ao nível da escrita. Sou fóbica na vida, sou fóbica no blogue.

O primo e o abraço (e eu)

O primo abraçou-me e quando lhe correspondi senti-lhe as costelas. Ele, não sei o que sentiu, mas tenho para mim que foi chichinha da boa.

Dita-me

Vamos usar o raciocínio, ó Gina, vá, vamos lá usá-lo. O trabalho é daquelas coisas: tem de ser feito.

Palavra do dia (disseram na Radio)
e também
Dia de (disseram na Radio)

A palavra d' hoje é miaúfa, que significa medo. Eu às vezes uso... aliás: presumo que já usei cagufa nos blogues e também presumo que nunca usei miaúfa. Deste modo o que o que vai acontecer é que nem sequer vou gastar tempo com pesquisas pelos meus blogues. Au eva, aproveito este post para registar um facto relacionado com este tema e que é o seguinte: as pesquisas que faço são unicamente pelos blogues que já abandonei e não por este, este não conta. Decidi assim, nem sei muito bem porquê, mas palpita-me que é uma maneira subtil de avivar o que está inerte, uma vez que ambos os blogues estão fechados ao público. Outro facto que vou registar é que doravante não vou mais dar uma atenção diária à palavra do dia, ou seja: vai ser tema dispensável, uma vez que pode não me apetecer fazer o registo ou coisa assim, vou portanto deixar-me levar puramente pelo apetite. É aliás assim que faço com o tema 'Dia de', só faço o registo quando me dá na cabeça e todos os dias ouço a rubrica. Mas hoje vou fazer... Ai vou, vou... hoje é muito giro... ai ai ai... Hoje é dia de andar sem sutiã. Só que não. Façam o dia de andar sem cuecas e eu penso nisso, pondero sobre a ideia, vá, agora sem sutiã, não.


A vida é-se tão avessa a si própria que eu não ando na rua sem sutiã. Pois. É que ia perceber-se que não tinha sutiã, prefiro que se perceba que tenho sutiã, percebem. Claro que sim, mas não é por isso que termino a prosa aqui.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e oito. Ah! Dez e vinte e oito! Que engraçado! Nunca tinha começado o blogue a esta hora! Fantástico! Fenomenal! Formidável! Ena pá, tanta coisa boa a começar por éfe! Já chega de pontos de exclamação. Vou continuar, mas com menos entusiasmo. Hoje vim de botas. Saudades? Não. Vinha por aí abaixo e ele era fitas no cano das botas e ele era fitas na base do casaco, isto sem que eu queira aludir ao faroeste, é simplesmente uma questão de logística. As roupas, calçado e acessórios vão buscar os temas que alguém ditou como moda, e então são lançados no mercado milhentos artigos que lhes aludem. É muito simples. Obviamente as pessoas aderem ou então não, mas a verdade é que as pessoas geralmente aderem. Eu aderi às fitinhas – avivam-me, dançam-me.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Ao pé da árvore

A caneta que achei ao pé da nona árvore que encontra do lado direito quem desce a rua mais bonita de Lisboa ali anda, na minha mala, acompanhando a que já lá andava. Aquela é azul, tanto no corpo como na tinta e até na tampa, esta é cinzenta mas ocorre que não tem tampa e vai daí eu uso a da caneta verde que entretanto morreu e eu fiz-lhe funeral e tudo. Post, fiz post. Um post é cerimonioso, assim eu queira, e aquele foi.
Ainda não registei no blogue que a caneta achada (azul) é do mesmo fabricante da tal (cinzenta) que já andava na minha mala, só por dizer que esta é cinzenta (já tinha dito mas não vá não se perceber...) no corpo e na tampa e preta na tinta e aquela é toda ela em azul. Ora acontece que, ao compará-las, notei que onde eu pensava que ia a tinta da caneta preta, e portanto ainda lhe falta (ou faltava, sei lá) muito tempo para morrer, pois que não senhores, qual quê, eis que a caneta azul vem nas mesmas condições, é assim tipo uma linha avisadora que não avisa mas é porra nenhuma.


Ó Gina, tu leste?

Sim.

Eu tão fofa. Eu tão querida. Eu tão dentro do esperável. Tantas pessoas lendo lá no lugar (que também pode ser) da musa. Mas obviamente não o mesmo livro que eu. Tantas pessoas. Tantas cadeiras transparentes.

Sabes

Sabes uma coisa?
Só sei uma e não deve ser essa.

Sabes que gosto de andar sozinha e/mas que me sinto demasiado sozinha e tu sabes que para não te sentires sozinha tens de acompanhar alguém.
Sabes que me apego aos objetos numa ânsia de fazer amigos e tu sabes que os objetos não são verdadeiramente amigos de ninguém, bem como sabes que os objetos são mesmo teus amigos.

O saco

Tenho para ali um saco onde guardei uma bolota (sóri se aquilo ali não for uma bolota, muitos sóris) desde o passado dia vinte de setembro. Vi-a cair ao chão, daí o preciosismo de a guardar. Eu vi. Em direto. Descia a rua mais bonita de Lisboa, e duma das árvores do lado direito (bem sei quão faltosa de referências, mas não fixei qual delas) eis que caiu uma bolota (não sei, já sabem, ah ah). A poesia. O momento. A poesia no momento. O momento da poesia. Daí o preciosismo, que mais posso eu fazer do que guardar uma bolota (hum, pois...) muito bem guardada num saco e mantê-la num saco e espreitá-la quando está no saco. Posso por exemplo escrever um post parvo, que um inteligente é difícil, e podia por exemplo tirar uma foto, mas isso, como se sabe, é matar o encanto que tem a bolota (dizer o quê agora...?). Há um povo qualquer (não sei qual nem vou pesquisar) que acredita que a fotografia retira a alma às pessoas, suga-lha impiedosamente. Nunca considerei essa crença descabida, raramente tiro fotos à árvore amarela ou à rua mais bonita de Lisboa, sei lá, parece que se dá o extermínio total e que a culpa disso é minha, não sei explicar o sentimento melhor que isto, desculpem, é meu dever, mas não sei.

pertencentes ao coração
pertences do coração



Era para incluir também um pedaço de ferro corroído pelo tempo, que me tinha cá deixado um cliente por modo de lhe arranjar um certo quê, que entretanto arranjei sim senhores, só por dizer que fui mais rápida na parte profissional que na parte divertida da minha vida, vai daí, já cá não tenho o pedaço de ferro para fotografar. Oh. Ia inclui-lo porque a corrosão era muito bonita, fazia-me lembrar o apodrecimento duma banana com piquinhos escuros por sobre a matéria clara, contraste, vida, amadurecimento, apodrecimento, morte. Bom, agora já não vai dar para mostrar tudo isso ao mundo. Mil desculpas ao mundo, então.

Depois dos números que vieram depois dos números

Tinha de fazer uma conta complicadíssima. Mesmo. Até me saíu fumo, com a confusão nem o vi, portanto nem sei por onde. Eram dois artigos que vinham faturados ao metro, num total de 24, mas cujos preços diferiam, e eu tinha de fazer a entrada de stoks juntando dois metros, portanto 12 unidades, isto no mesmo código, portanto tinha de juntar todos os preços, dividir por dois e depois cada um desses dividir pelo meu total e não pelo do fornecedor. Parece deslindado o caso, bem sei, no fundo era mesmo só isso, só que se me instalou uma baralhação enorme e embora eu estivesse a perceber o que tinha de fazer para chegar ao resultado, não conseguia encontrar o enunciado. Eu cá preciso de saber não só dados como o enunciado. Note bem: saber, não era não perceber o enunciado, era não lhe chegar, saber traduzir os dados mas não o problema. Foi um bocado complicado, tanto que saiu fumo e nem vi de onde, como já referi.