quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sequela

Lisboa, 25 de julho de 2017 |que foi ontem|

Praça do Duque da Terceira, às 11:44

Rua do Alecrim, im-im-im, pois vim, por aí acima vim

Largo do Chiado, ado-ado-ado, rima com fado, hey mr. Pessoa, how are you?

Rua Garret, ê-ê-ê, êu |^...!| a chegar à Rua do Carmo

Praça Dom Pedro V, às 12:01

Entrei na loja de tecidos. Vasculhei. Quis comprar um tecidozinho, ó-pá-só-um-vá-lá. Não quis comprar nada, o desejo esfriou e desisti do plano de um lindo vestido formar com aquele padrão sensacional. É que tenho montes de tecidos em casa, guardados numa caixa. Há dois anos que não confeciono os meus trapos de verão, não sei, não me apetece, o ano passado ainda tentei e pus-me de roda de uma saia. Aconteceu a saia não me assentar lá muito bem e pumba e coiso, guardei o trapo inacabado, há de lá estar na dita caixa. Hum, esperem lá, se calhar joguei tudo no lixo.
Apanhei o Metro para Telheiras mas saí um bocado antes. Ah e coiso «as linhas do Metropolitano poderão sofrer atrasos entre as 13:00 e as 15:30» dizia a voz do altifalante uma vez e outra, e, por entre essas vezes, a mesma frase corria numa tira de ecrã. Não fiz caso dos avisos, era cedo para esses abalos de linhas.
A minha estação tem uma livraria daquelas que não passam de um cantinho envidraçado onde há umas quantas prateleiras encostadas à parede e ao depois livros e mais livros são empilhados por temas e preços, formando dois corredores que a custo percorri sem derrubar tudo... quero dizer: qualquer coisinha, vá, que derrubar tudo ser-me-ia difícil.
Ora bem, escolhi dois livros, um por mim, outro por convite da senhora que toma conta do lugar. Creio que o convite foi do tipo: ó pá, tu despacha mas é isso, estás aí de um lado para o outro, mirando e revirando livros, sem te decidires por nenhum. Sério. Pareceu disposta a ajudar-me. Eu disse ajudar, não disse acotovelar, nem respingar, nem destratar.
Entretanto, à hora da ajuda da senhora, eu tinha dois livros escolhidos e, obrigando-me a uma condescendência, aceitei uma das propostas dela:

'O Último Minuto na Vida de S.' de Miguel Real

E mantive nas mãos uma das minhas escolhas:

'Mil Amanhãs' de Karen Kingsbury

Quanto a mim são boas escolhas, mas se serão ou não, verei ao depois de ler parte. Escolho os livros pelo título, relegando a capa, que é material que não me entusiasma por aí além, obviamente considero que uma capa lustrosa e colorida salta à vista, mas não condiciona o jogar da minha mão para o retirar da prateleira. Nada disso. Primeiramente é o título, como já referi, depois abro o livro, podendo, ou não, tomar conhecimento de alguma dedicatória do autor ou outras palavras, que geralmente são bonitas e não pertencem a quem escreveu o livro, mas sim a um autor consagrado e isso assim, que fica bem e coiso. Bom, está na hora de prosseguir a minha análise e prossigo-a lendo as primeiras linhas, encontrando aqui duas fases, a primeira é se me prende o olhar de tal maneira que quase irresisto a continuar, a segunda é se não estou a reescrever, com a minha maneira de escrever, o que estou a ler. É assim que meço as minhas escolhas de leitura, desejo por saber o resto da história e, simultaneamente, desligamento total do meu eu que escreve.
No blogue, há muito tempo que não noticio particularidades da minha leitura, mas eu tenho lido. Vou lendo, vá. Poucochinho. A história agora está-me no fim, o que empolga – também poucochinho - e o livro do momento é 'Sem Medo' de Rita Delgado.

Papelada

O senhor da papelada é ganda cromo. Ó pá, o problema que foi percebê-lo. Começou por perguntar se já alguém me tinha chamado beringela, isto ao depois de olhar para o guê do último nome.

• Quis saber do balcão, mas qual balcão?, perguntou, balcão de quê?
• Achou um piadão ao nome do meio do balcão, ah ah.
• Então e bolos?, faz bolos?, perguntou também, só por dizer que não vos sei contar como chegou aí.

Tenho um email e um número de telefone que me liga diretamente a ele, portanto não faltam meios de o encontrar, mas vai que prefiro escrever-lhe, ó pá se prefiro, nem quero saber o que seria uma conversa telefónica com um cromo assim.
Mais um pormenor(zinho): era obrigatório eu manuscrever no fim do documento – recebi o original – e assinar por baixo. E eu, provando que sou baralhada das letras também quando manuscrevo, vai que despacho assim a coisa:

recebio o original

Podia ter escorregado para:

recebi o o original

Ou para:

recebi-o original

Ou ainda:

recebi-o o original

Qualquer das hipóteses de erro que não escolhi poderiam tornar-se deveras engraçadas, já que não são erros de ortografia. Só que não. Eis que se me encalha a mioleira no piorzinho.

São 5!!

Fez, no passado dia 21, 5 anos que a Olívia entrou em casa. A cadela. O cão. O bicho-cão. Que é como lhe chamo, na vida e no blogue.

bicho-cão lindo da dona!
Hum, que cadela mai fofa, pá!
cão!, vem cá!





Entretanto veio até mim este papelinho, sei lá como ou de onde, contendo cincos, pontos de exclamação e bonecos assustados e inanimados. Esta última é assim como que inconcebível e esquizofrénica. Podia ter encontrado melhor, pois podia, e seria outra coisa, obviamente melhor, e bem sei que o boneco expressando susto não combina com a Olívia, que é uma cadela do mais docinho que pode haver, jamais cão algum se lhe assemelhará, que não deixarei que a minha cadela perca o troféu de melhor bicho-cão do mundo. Mas olhem, fica este papelinho, está bem?

Lanchinho

Oh, que belas cores!


terça-feira, 25 de julho de 2017

O rico filho hoje faz anos, 23

Parabéns, rico filho!, ié-ié-iei!
Bom, vamos lá a ver, de manhã vinha pensando no modo como construiria este post, já que por vezes escrevo acerca dos ricos filhos e a bem dizer toda a gente os conhece, que raio vou pôr-me para aqui a dizer, ó pá, italital. E rendi-me ao fácil, indo buscar um post do antigamente, ó:


O (nem sempre) fantástico ouvido do rico filho

Esta música está mal produzida.
Hum, porquê?
Porque se ouve muito os instrumentos e quase não se ouve o rapper.

Está uma torneira a pingar.
Hum, eh pá tens cá um ouvido!
Não, só não sou surdo.

O rico filho veio cá ter com a gente. Quando o avistei do outro lado da rua já eu sabia da sua visita, de maneiras que me pus a falar de longe:
«Vim por aqui só para te ver! Vê lá tu a importância que tens na minha vida!»
«Não ouvi nada do que disseste, mãe.»
Repeti mas não repito no texto.
«Ah, muito obrigado.»
|20 dezembro 2016|


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Entretanto, para mais pôr no blogue, fui buscar a última foto que lhe tirei e que conta com cerca de dois meses. Bem sei que se vê pouco do homem que ajudei a criar, mas olhem, não duvidem que abaixo da testa está o mais belo par de olhos que o mundo já viu.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

10:33

Estive a ver à luz de um outro dia os arabescos que colei na porta de entrada. Podiam ser mais vistosos, por meio de cor ou forma ou cor e forma. Sempre considerei que a parte de dentro de uma porta tem um potencial do caraças. É tela em branco, vá. Ou folha. Não me importava de rabiscá-la toda. Todinha. A minha porta é branca... é que dá mesmo vontade de lhe escrever em cima.

7:12

Em dias assim, as segunda e terceira coisas a fazer é beber o copo com água e ligar a máquina do café.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Desmantelar o estaminé

Desmantelar o estaminé está a dar cabo de mim. Antes queria aqui uma bomba, queria um bombista, um bum!, cacos e fumo, e até o rescaldo. Sério, por mim podia esta merda ir pelos ares que não me importava. Agora tenho oportunidade de o desmantelar. Eu. Sozinha. Sou eu que o estou a desmantelar, organizo com a cabeça e executo com as mãos. É trabalho. Mas está a dar cabo de mim. Calculei que este corte me fosse custar um bocadinho, mas só um bocadinho, sabia lá eu que era um bocado de tamanhão.

Sinto falta da música, lá em baixo, no lugar escondido

O que leva uma pessoa ao suicídio é a vontade de morrer.
Ah... Decerto elucidei um montão de gente.
Obviamente a vontade vem por isto ou por aquilo ou por isto e aquilo. O suicídio é, não duvido, um ato de bravura, de maneiras que nunca levei a cabo os desejos mórbidos da parte da minha pessoa que é temente e incapaz e vou continuando a viver, temente e incapaz disso também.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

o que é preciso é não perder a embalagem

Inseticida

A pulga não rasteja, que é lá isso, tem mas é cá uma fibra! Sério, é elétrica, qual bola-mundo, que pula e avança.

Cliente quer cremezinho Nívea, ai que se calhar não tem

Tenho, tenho!
É a mana picoa mais despachada. Chamar-lhe isto, nesta altura da sua vida, é estranho, que o menos que ela agora está é despachada, vi-a sair para a rua, vinda do salão, cabelo amarelo-torrado e quês, tez vermelha por conta de problemas de pele, andar titubeante. Bom, pelo menos é a mana que ainda sai de casa, portanto continua a ser a mana picoa mais despachada.

Sonho(s)

Um dia sonhei uma cena de sexo... não é que não saiba descrever uma cena de sexo sonhada, mas nunca tentei, por isso não sei se sei, de maneiras que ficamos com o nome da cena de sexo, era uma cena de sexo, e o sonho metia também um túnel com a sua entrada lúgubre e a sua saída luminosa, que é assim que um túnel é. Ora bem, essa noite foi muito sonhada, sonhei com montes e montes de cenas díspares e disparatadas e, logo pela manhã, lembrava-me de muitas delas mas, conforme o dia ia avançando, as cenas abalavam da minha memória, restando então a de sexo e a imagem do túnel.
Um dia, outro dia, sonhei com moedas e bolachas empilhadas e dispostas pelo chão de xis em xis centímetros. Era só baixar e ir apanhando, assim decerto não sofreria pobreza ou fome. Neste dia... se calhar já era de dia, o céu agora clareia tão cedo, né?, o que tem piada é eu me ter lembrado do que sonhara quando na vida real observei algo muito parecido ao dito sonho e agora já não me lembro do que aconteceu na vida real mas lembro as pilhas de moedas e bolachas. Porra pá, é que sou mesmo especial, tanto que quando me apercebi da pessoa fenomenal que consigo ser, emproei-me logo toda eu, era mãos nas ancas e ombros pra trás, com ganas de berrar:

ai ó pá eu tenho sonhos premonitórios, tá?

Perdidos e/mas achados porque sou mulher para ter uma sorte daquelas, eia pá ca granda títalo queste pôste teinhe

Achei, sem ter perdido, portanto depois de achar é que notei que havia perdido, um papelinho onde guardo o número de telefone do meu cabeleireiro. Não sei porque o guardo, provavelmente é porque sou parva. Não sei porque o guardo na bolsa do meu telefone, possivelmente sou um bocado parva à conta disso. Não sei os porquês disto tudo, a sério que não sei, se afinal o número de telefone em causa está inserido na memória do meu telefone.
Mando desde já dizer que em cima me redimi de toda a parvoíce com a muitíssima inteligência e saber de coisas importantíssimas, como chamar telefone ao vulgo telemóvel.
Ó pá, não sei, tenho apego a papelinhos, mormente se mos escrevem com simpatia, como foi o caso.
Este papelinho estava então caído à porta do estaminé. Estão a ver porque é que é esquisito? Como raio foi ali parar?

Achei, sem ter perdido, os documentos do meu incrivelmente potente e confortável automóvel (é para rimar dois a dois) de matrícula portuguesa. Aos pés, quero dizer, às rodas do dito. Era eu a chegar-me, já observando longamente a matrícula portuguesa do meu veloz automóvel, para lhe meter a mão no puxador, quando... eis que pumba e coiso, os documentos no chão. É que não sei se está a dar para perceber que fui onde tinha de ir, vim de lá, e os documentos do meu automóvel português e valioso que se farta... no chão, esperando-me. Pacificamente. Ao depois de me acalmar fiquei também eu pacífica, nada como sentar-me num... ai perdão, no! meu bonito automóvel que tem a matrícula montada à portuguesa, dois números – duas letras – dois números. O ano da dita é que não revelo, quando não, lá se vai o espectáculo em que transformei o meu carrito.

ó 'migo, você ainda não fez a pergunta...

… foi o que disse a um pedinte que me interpelou enquanto eu esperava o boneco verde do semáforo
o introdução tinha sido 'posso fazer-lhe um pergunta?' e eis que essa porra não havia meio de lhe sair da boca, que antes houve toda uma exposição do rol de desgraças que a vida lhe proporcionou até então, vejam lá que até lhe havia chegado a bipolaridade e mais uma série de complicações ao nível do sangue e...
(ó migo, você e italital, foi aqui que eu disse o que está no título)
… ficara sem mãe recentemente, havia-lhe aparecido uns caroços estranhos e mais não sei o quê e era se eu tinha uma moedinha que lhe dispensasse
ah!, que estranho, não?! nunca suporia... é pra uma sopinha, né?, pensei eu
não, disse eu
e o boneco acendeu-se em verde e em vermelho e em verde e foi neste boneco que pude avançar com a minha vidinha montes de agraciada

Senhora com unhas pintadas de fresco...

... Pediu-me, despudoradamente, preciso que se note bem, que lhe retirasse as chaves do carro de dentro da sua mala. Não, não nos conhecemos, nunca nos víramos, mas este meu ar confiável, pá... É que eu chafurdei mesmo dentro da mala da senhora. Sério.

Dias de um Ginásio

Sabem aquelas pessoas que nos fazem sentir uma calma que nos não pertence?, aquelas pessoas calmas e calmas e calmas que a gente não tem remédio contra o contágio?, aquelas pessoas do bem mas do bem mesmo bem, não do bem imposto na educação e sim porque são do bem que é o bem mais do bem que há?
É assim, um dos recepcionistas do Ginásio que frequento. No outro dia estendeu-me a chave do cacifro 231 e eu, de convencida a pessoa calma pelo contágio, ia sair-me com esta:

Deste-me o 231 para eu ficar ao pé da balança, foi?

Mas não me saí. Mesmo sendo uma brincadeira. Não saí porque ia ficar mal.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Muita saúdinha

Na sala de espera há uma mesinha e duas cadeirinhas para crianças. Na mesinha há folhas A4 e uma caixa com canetas. É para as crianças, claro. Eu, por mim, já estive a fazer os meus desenhos, atualizando a lista de supermercado com as minhas canetas de cores. Terceiro andar, este. Mandam os doentes cá para cima. A vista é soberba. É estranho ser num topo este tipo de atendimento, não saberão dos potenciais suicidas? Ah, está bem, o vidro é inquebrável. E não tem fechos ou fechaduras. E não é propriamente uma janela, é uma placa de vidro. Enorme. Cá pelas minhas contas tem três por dois metros. Tenho calor. Falta aqui o ar, 'migos. Saberão da claustrofobia? Caraças, pá, nunca estou bem!


perguntou-te 'o que te falta?'
'não sei' é resposta tola, pensaste tu, porque 'não sei' é tido como 'não quero saber', porque 'não sei' é dos fracos e tu não és, e 'não sei' foi a tua resposta
mas eis que há vezes em que a resposta – certa – é:
não sei
estás cá porque não sabes, não és tola nem fraca por não saberes ou tampouco por dizeres 'não sei o que me falta'


Entretanto, para me distrair, fui ler o que outras pessoas escreveram, a ver se percebo que há mais gente, e que há gente que escreve, como eu. Nunca uma vírgula me pareceu tão bem colocada como esta última, é que, não a pondo, ia parecer que ninguém escreve como eu. Mas não - há, como eu, mais gente que escreve.

domingo, 16 de julho de 2017

28



Ó Luís!, estamos um bocadinho diferentes, né?





Nota:
aos 16 de julho de 1989 era também domingo


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cliente quer solução para chinelos com sola descolada

Ah, isso a senhora leva a cola de contacto, que é aquela cola que e blás e beca-beca.
Ah, vê lá tu
– sim, eu: a senhora, a senhora: tu –
que deixei uns chinelos no Algarve, novinhos, novinhos, calcei-os uma vez, e depois, quando lá voltei, descolaram-se mal lhes pus os pés. Porque será que as coisas se estragam sendo tão novas?
Perguntou ela, e a pergunta dela estava mesmo a pedir esta resposta minha:

Porque precisam de ser mexidas!

(uáte else, né?)

Número 20




And I'm on my way, I still remember
These old country lanes
When we did not know the answers
And I miss the way you make me feel, it's real
We watched the sunset over the castle on the hill



Frente ao nº 20 estava o Ed Sheeran mas em moreno e em quarentão.

Almoço

Omelete de claras
Batatas
Cenouras
Tomates

A omolete, deixei-a repousar ao depois de jogar lá para dentro: (talvez 2 colheres de sopa de) pimento vermelho desidratado; (talvez 2 colheres de sopa) de salsa; (talvez 1 colher de sopa de) pão ralado com tempero oriental.
As batatas e as cenouras, cozi-as em água, sal e uma folha de louro.
Os tomates, cortei-os às fatias grosas e grelhei-os, não sem antes os temperar com sal, pimenta e alecrim.

Ando para experimentar fazer os tomates assim há montes de tempo, já calculando que é bom que se farta. E é. As dicas são pincelar parcamente o grelhador com azeite e deixá-lo aquecer bem antes de colocar as fatias de tomate. Nota: usei tomates grandes e maduros. Ora bem, maduros convém estarem, são mais carnudos e mais saborosos, agora a escolha do tamanho depende da destreza de quem os grelha. Eu cá safei-me, mas admito que pode muito bem ter sido por ter optado por fatias bem grossas.

Óculos meus

Uso óculos há seis anos. Nos primeiros cinco anos e três quartos portei-me extremamente bem quanto ao paradeiro dos ditos, que jamais os retirava de cima das ventas sem os depositar no seu receptáculo. Há portanto três meses que me porto mal, deixando-os por toda a parte. Ele é:

mesinha-de-cabeceira, qualquer uma
secretária do computador
mesa de apoio
mesa de jantar
prateleira da cozinha
balcão da cozinha
microondas
móvel da entrada, qualquer um

{isto quando em casa, que no estaminé continuo fofinha e queriduxa}

Vocalmente errado

Conheço uma enfermeira que diz:

ópois
e
há-des

Está bem que enfermagem tem que ver com ciências e números e assim, mas porra, ê cá fásmuma confesâum.

Novidade

A vizinha do rés-do-chão tem um tapete novo à entrada de sua casa. Quadriculado. O padrão há de ter um nome, mas asseguro que não é vichy. Ah, e o tapete é em forma de meia-lua. De nada, ora essa.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Venho provar que escrevo bem, ora vede lá

Afinal sempre dei cabo da caneta verde, ó:




Não escreve nada de jeito, assim de bico torto, e toda a gente sabe que eu tenho que escrever de jeito. Substitui-la-ei pela caneta azul-turquesa, mal malembre de a ir buscar ao baú das canetas coloridas e lápis de cor.

dois pontos

espelho:
nuns dias
bonita
noutros
não

dois pontos

carência:
ai nida méne
certeza:
ai nide mai méne

Para quê?

Para quê ocupar a cabeça e o tempo com minudências?







Para quê ocupar a cabeça e o tempo com utilidades?







Para ocupar a cabeça e o tempo, claro!, pois que não foram feitas para mais nada.

Não me venham dizer que não é o Bugs Bunny...

Ó pá, fiz coisinhazinhas tóin xiras com o meu bloquinho rudimentar

Foto do passado com post do presente




Andava-me aqui esta foto que alude à procura de um novo lugar da musa.
Andava-lhe eu sem saber o que fazer-lhe.
Publico?
Não publico?
Publico.
Terá perdido o interesse?
Não.
Terei eu perdido o interesse?
Não.
Sei como escrever o que quero escrever acerca de?
Não.

O meu sofá

O meu sofá é uma merda. O que percebo de estofos/ergonomia é distante do muito, de maneiras que tenho andado toda uma vida julgando tratar-se um mal de encosto, este mal do meu sofá. Au eva, hoje de manhãzinha, num repente, formulei o pensamento seguinte: ó pá, se calhar este sofá é uma merda por conta de ter um problema de assento e não de encosto. E foi então que a minha vida melhorou consideravelmente, percebi que ao invés de ter o mal nos dorsais, tenho-o no cóccix. Mas não. Ai não, não. O que me dói é as costas... não o.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Muito vos agradeço


Estou grata aos leitores que comentaram o post que publiquei aquando do meu aniversário. Nesse dia, e repetindo parte do post anterior, fui feliz, muito, e tanto com as minhas coisinhas e as minhas coisinhazinhas, que são, em suma, o meu viver, ai credo tanta vírgula, como com a vossa companhia.

Muito vos agradeço.

Ó Gina, conta lá acerca do teu dia de anos, vá

Às sete e picos da manhã ouvi dizer na Radio que era dia de ligar à sogra. Ora acontece que me senti logo livre de o fazer, pois quem me ia ligar de certezinha era a minha sogra, que eu fazia anos italital. E ligou. Ligou também a minha mãe e o meu pai por junto. Ligou, ainda, o rico filho. De resto mais ninguém precisava de me ligar, que dormem na mesma casa que eu. Foi chegar a manhã e ouvir 'parabéns mãe', vindos da rica filha, e 'parabéns minha linda', vindos do Luís. Ah, e o bicho-cão deu-me a desmesurada atenção, quando ainda na cama. Eu, claro, eu na cama e o bicho-cão no chão, claro, patinhas dianteiras em riste e linguínha sôfrega. O costume da gente as duas, portanto, costume esse que está longe do parabenizar.

Fiz um bolo montes de bom. Ó pá, a sério, fiquei maluca com o sabor conseguido. É que há dias comprei uma manteiga daquelas todas apaneleiradas e que é realmente muitaa boa em sabor, aspeto, textura, cheiro... ó pá, em tudo. O bolo, a bem dizer, fi-lo jogando-me ao mais básico que há na matéria → 4x4, ou seja:
200 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar
4 ovos
200 gramas de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
A partir daqui pode fazer-se os mais variados bolos, vai daí escolhi fazer o meu com:
4 talos de erva-príncipe
2 colheres de sopa de coco ralado
100 gramas de pinhões
200 gramas de chocolate branco
100 mililitros de natas
50 gramas de açúcar
100 mililitros de água
Enquanto a manteiga e o açúcar andavam aos rebolões na minha batedeira montes de espectacular, retirei as folhas de fora à erva-príncipe e piquei-a finamente com o coco (a picadora foi o melhor caminho para a finura que eu pretendia). Quando a manteiga e o açúcar estavam homogeneizados, juntei os ovos, um a um, não juntando nenhum sem que o anterior estivesse bem incorporado. É nesta altura que, quem faz bolos esporadicamente, se admira com a consistência da massa, é que nesse ponto parece tudo menos uma massa boa e capaz, e isso acontece porque os ovos afinal não se incorporam tão bem assim, o que torna a massa numa mistura líquida e por vezes talhada. A esperança de uns (os inexperientes e/mas otimistas) e a certeza de outros (os experientes) é que aquando da adição dos secos tudo se transforme para o bem abraçar e resultar numa massa ímpar... Bom, adiante. De seguida é hora de juntar a erva-príncipe e o coco, tendo já e entretanto, a farinha e o fermento em pó peneirados, que se juntam também à festa. E aí 'migos, ai 'migos aí, ai ai... a massa parece capaz de resultar num bolo tremendamente... capaz de tudo.
Com as folhas de fora da erva-príncipe, os 50 gramas de açúcar e os 100 mililitros de água fiz uma calda, que ferveu durante dois minutos e que deitei por cima do bolo cozido e esburacado com um palito.
Com os restantes ingredientes fiz a cobertura: parti o chocolate enquanto as natas aqueciam no fogão, quando quentes joguei-as por sobre o chocolate, misturando-os ao depois de o chocolate derreter, derramei a mistura por sobre o bolo esburacado e húmido da calda fervente e, finalmente!, lancei os pinhões tostados.

Gravei dois vídeos, os quais, pelas minhas contas, serão publicados lá longe no tempo, uma vez que tenho a edição dos ditos atrasada que se farta, é que ainda nem os das férias estão no canal, quanto mais os que se lhes sucederam.

Fui feliz. Muitos leitores me desejaram um dia feliz, e podem crer que o foi. Obrigada.

O bolo de que falo acima é este, ó:






terça-feira, 11 de julho de 2017

49 comentários

Faço anos, diz que a gente pode pedir coisas estapafúrdias, esperar presentes especiais, exigir atenção e mais não sei o quê, de maneiras que o meu desejo é ter 49 comentários na caixa deste post.








segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ó Gina, que andaste a fazer no fim-de-semana?






A descaroçar cerejas, 'migos, a descaroçar cerejas.





Sablé

Se fiz as bolachas amarelinhas?, fiz.
Se fiz como manda a receita?, não.

É que masqueceu que o ovo era para ser substituido por duas gemas.

Não ficaram mal, mas ficariam melhor?, não sei.
Então?, vou ter de repetir.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lugar da musa

Considerações e mais considerações acerca dos elegíveis a lugar da musa.
D' ontem
Aquele café com cheirinho a canela está excluído. É que ontem, ao depois da toma, senti-me enfartada e acabei por concluir que tinha algo a ver com o produto alterado... ou adulterado, pronto, eu não queria usar este termo mas é o que é. Lamento a exclusão principalmente devido à simpatia da senhora que atende. O espaço é muito bonito, lembra Paris só por dizer que não tem nada a ver. Eu explico: tem expostas peças de louça da boa e bibelôs bem longe da fancaria.
Paris.
Paris, né?, é.
O asseio é muito e os doces são do mais característico que há em Portugal. Eu bem disse que não tinha nada a ver com Paris... Sentei-me frente a um espelho de onde pude ler ao contrário: sericaia, trouxas d'ovos, Dom Rodrigos, rebuçados de Portalegre. Pude ver também a minha cara, quando a levanto do que estou a escrever. Credo. Não admira que ninguém me venha perguntar o que escrevo.
Bon, allez.
D' hoje
Regressei ao sítio claro de cores e de luz, aquele que pode vir a ser o novo lugar da musa, muito embora essa ideia ainda me custe aceitar, caraças pá, há lá agora mais algum lugar da musa que possa ser o lugar da musa?, não sei se notaram que o que o secundou, eu nunca deixei de chamar lugar (que também pode ser) da musa.
Novo lugar da musa... Hum, a ver se, então.
O copo em que vem o café é um copo, pois, com uma tira de borracha à sua volta de modo a não queimar as mãos das pessoas, o pires é um quadrado de rocha escura e achatada. É assim como que um serviço modernaço e coiso. É bom, o café, muito bom, mas também é caro pra caraças. Ó pá, não sei que faça, se procure mais lugares inspiradores, onde me deixem estar a escrever as merdas do costume e a pôr tudo em cima da mesa e a ler sem estar ler e sem saber como se lê e a escrever por entre a leitura que afinal não leio e a espreitar o telemóvel para medir o tempo que ainda me resta para essa movimentação toda. Este elegível a lugar da musa tem uma grande janela, de onde hoje avistei um desenho-cão, e um comprido balcão preenchido por cartões com números, que julgo serem usados pelo pessoal de serviço para gerir pedidos e assim, e um vasinho com um lucky bamboo. É tão bonito, este espaço, vendem-se artigos de mercearia, ou assim, ainda não percebi bem, e produtos diferentes, como pão com legumes, quiçá espinafres, é que era verde, o pão que a menina estava a cortar para servir. Ainda não consegui tirar mais conclusões dali, quando sentada ao comprido balcão, virada para a rua, dou as costas ao interior. Há mesas baixas e confortáveis, mas à hora que lá vou estão ainda ocupadas pelos clientes do almoço. Fica para outro dia, mas antes disso quero ainda experimentar mais um ou dois lugares elegíveis.

Máquina fotográfica

Tenho-me esquecido de trazer a máquina fotográfica não tão espectacular assim.
Há que fotografar o estojo metálico, que não vê lentes há mais de um mês, e está diferente, oh se está, encontrando-se por ora meio escondido por velhos pés de cadeira. Já pensei desistir desta demanda, com os paus a tapar os meus pertences... Às tantas ponho-os mas é no mural despedinte e pronto. Agora imaginem um tesouro, por ora, meio escondido, que foi, por mim, largado no lugar escondido. Está mesmomesmomesmo escondido.
Há que fotografar o coração na calçada junto ao banco hater. Olhem, nem queiram saber, no outro dia não encontrei o meu coração no chão, não sei que raio se passaria comigo que não o encontrei, mas depois, num outro dia, vi-o e fiquei descansada. Numa próxima vistita, é uma questão de descansar antes de procurar o coração. Sento-me. No banco hater. Perscruto a calçada sem que o bão-bão do coração se me acelere, a ver se acho o coração. O outro. Que também é meu. Ora, quero lá saber, alguém vem tirar-mo? Dizer-me 'ah, salta mas é daí, que o coração não é teu?, não vem nada.

Dia de (disseram na Radio)



[já coloquei o dito na lista de supermercado, em dois sabores e cores e texturas]

{por falar em texturas → penso que são diferentes pela espessura, se, por exemplo, derretermos um e outro, vamos ver que o chocolate de leite é mais espesso, logo → na boca, derrete mais devagar e é mais cremoso, ao branco foi-lhe conferida uma maior crocância... porquê?, não sei}

Mãozinha do estaminé


De repente pode parecer uma foto dedicada a alguma cor política ou assim, mas não, é apenas uma mãozinha de bater às portas de casa. 
Presumo que vinha assente numa barra do mesmo material, latão, mas acerca da qual não conheço paradeiro. 
É que me caiu a mãozinha aos pés e acabou-se a história. 
Isto de a mãozinha cair aos pés era uma história do caraças, soubesse eu, agora, escrevê-la.

Pequeno-almoço

Nada como um iogurte biológico, né? Mas atenção: não recomendo a quem não se sinta bem ao depois de ingerir produtos lácteos, é que se nota mesmo o leitinho.



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Leitores

Há muito, muito tempo, era eu uma criança, que ando a ponderar, já se vê que pondero desde novinha, se devo vir para aqui apregoar que tenho leitores novos e, já se vê também, que me decidi pelo sim.

De há umas semanas para cá, noto novos leitores → 4 ←

Não estranho ter leitores, ora essa, isto é um blogue, mas estranho que tenham aparecido por acaso e não pela curiosidade nascida de um comentário que a gente deixe em blogue alheio. Qualquer blogger sabe que a melhor 'publicidade' que se pode fazer é deixar um comentáriozinho aqui e outro ali, mas nem todo o blogger sabe que não sou disso, não gosto, arrepia-se-me a nuca se imagino o meu comentário soando a:
olha!-vem-de-lá-ler-o-meu-blogue!
ó-pá!-vais-curtir-me-pra-caraças!
sou-tão-engraçada-não-sou?
hoje-estou-tão-triste-comenta-vá...
Ora acontece que estes leitores apareceram do nada, e eu queria muito que se notasse o quanto estou estupefacta e/mas maravilhada com isso. Porque estou. Mesmo.

Árvore amarela

Daqui a nada vou vê-la. Não é bembembem saudades, é que ontem, por conta de afazeres, não pude vê-la e ocorre que me havia lembrado que era para lá de uma maravilha eu vê-la sob um céu embrulhado em nuvens, como ontem e assim está hoje, igual.

Já lá fui. Olhem: afinal desapareceram algumas nuvens e o sol apareceu, se eu queria, e quero, ver escuridão nas folhas verde-escuro, não vi, vendo o costume de um vulgar dia de verão.

Sonho

Sonhei que por entre os meus papelinhos e as minhas coisinhazinhas, um pequeno papel
– cá no blogue, um papelinho é meu, um pequeno papel é teu -
que fora amachucado e alisado, contendo a rubrica João Victor manuscrita a lápis.

ó pá tóin xiru!

há mais cores
mas não
há mais modelos

ensaios de gente miúda

À moda antiga

O estaminé recebeu uma carta anunciando uma tal de Noite Branca que vigorará por Lisboa nos dias não sei quantos. E eu pensando que a Noite Branca era só com os Anjos e a sua canção de Natal, pá...

Já me deixei disso

Este bblogue... ai perdão, é que estou um bocado tremeliques. Quero dizer que este blogue conta com um ano e meio de vida e, desde aí, não deve chegar nem aos dedos de uma mão as vezes que comecei o dia de escrita sem o título 'Primeiro', vindo depois o postzinho a dizer 'bom dia, são não sei quantas horas italital', o que me apetecesse. Deixei-me disso há dias, que esotu... ai perdão, estou cansada do meu sistema. Não sei se sabem, mas se não sabem eu gosto de vocês na mesma, canso-me facilmente das minhas criações, e esta trouxe-a de longe, arrastei-a até estes dias, quero eu dizer.

Bom dia!

Bom dia, Gina!
Está tudo bem, Gina?
Bom dia!, bom dia Gina!

(não se assustem com o exagero, é só o cumprimento da vizinha Gislena)

Bom dia, vizinha Gislena.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Sablé

Aprendi hoje que aquelas bolachas com ondinhas em todo o seu redondel e com o topo forrado de açúcar que não despega mas que não está caramelizado nem nada disso e que são amarelinhas, amarelinhas... Só levam gemas na sua composição e são pinceladas com gema antes do açúcar.

Martha Stewart, obrigadinha. Sério.

Vou fazer no próximo fim de semana. Afinal não passa da tal massa vienense que já confecionei dezenas de vezes (leia-se demasiadas vezes), substituindo o ovo inteiro por duas gemas.
O aborrecido, há sempre uma coisinha aborrecida para vencer ou fingir que não se sente, é que há no frigorífico uma embalagem de massa folhada a findar o tempo de vida útil, isto se eu fizer caso da data impressa na embalagem, quando não, pumba e coiso, aguardo. Geralmente não sou esquisita com as datas expiradas, a menos que o produto me pareça alterado, quando assim é, nem hesito, vai para o lixo, mas se em aparência me parecer 'normal', vai ficando até que.

Posta-restante:
Não gosto da palavra normal, mesmo usando-a em coisas. Não gosto. Mas existe a aborrecida normalidade, o certo que sempre está errado, o parâmetro que se desvia por entre valores.

Almoço

De grossuras foi:
Abóbora, batatinhas, aipo
A refogar foi:
Azeite, alho-francês, alho, alecrim, gengibre, sal, sementes de mostarda
Ainda pensei jogar para lá uns ovos e deixá-los escalfar, mas não 
Estava BB de Bem Bom

Fresquinho

Hoje está fresquinho:

Lisboa, 14:18, 21º

Fresquinho: vivamos-lo

Lugar da musa

Qual lugar da musa, qual quê. Hoje não houve ocasião para essas merdices. De manhã fui aos Correios levantar um papel daqueles, enfim, não muito bons, vá, e a minha senha era a 41. Entretanto, amanhã, procurarei outro lugar da musa, ah pois é.

Lá, nos Correios, ouvi:
Não está sol mas não sei... está esquisito.
É, está abafado, ou que é.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Lugar da musa

Experimentei outro lugar, desta vez escolhi um que ando para visitar há tempo. Gostei, tanto do café como do lugar, bem como do ar e do respirar, das cores claras. Só não deu para rabiscar as coisinhazinhas do costume porque me sentei num banco alto frente a uma mesa estreita e, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, quando estou no lugar da musa, qualquer um, há que haver espaço para o livro, que agora não ando leitora mas pronto, o bloquinho rudimentar, canetas, telemóvel, óculos e pires com chávena, sendo que este conjunto é passível de desastre, pois que caindo, por exemplo: hoje, no chão, não seria vez primeira. Pudera, né?, com tanta coisinha em cima da mesa... Eu preciso de espaço, 'migos. A moça que me atendeu tinha pronúncia alentejana, fiquei portanto em casa, e sugeriu que usasse o 'nosso açúcar de coco'. Declinei a sugestão, afinal não ponho açúcar no café, mas, refletindo, dispus-me a encher a pontinha da colher com o dito para provar. É um açúcar pouco doce, bem sei que dito assim parece estranho mas olhem: coiso, lembrou-me o açúcar mascavado mas considerei existirem por entre os grãos uns pequeníssimos fios, era um bocadinho fibroso, vá, senti o coco na textura, não no sabor.
Continuando:
Açúcar de coco?!
Mas por modo de quê?!
Não sei, mas dá-me vontade de comprar. É que me pareceu um estabelecimento daqueles que se mantêm com este tipo de iguaria, ainda rara mas com potencial, presumo, ai tanta vírgula, credo, olhem: regressarei para explorar seriamente o espaço em questão e acabou a conversa.

Mural despedinte

Bico de cola para madeira
Então?, andava-me ali!, porque não ir parar ao mural?
Suporte de fita-cola do rico filho
Que historial longo e incrível tem este suporte, já foi alvo até de vídeos, aquando da demonstração de algumas peças do seu espólio.
Papel de rebuçado 'pingos de neve'
É que achei um piadão ao nome, qual 'bolas de neve' qual quê.

novidades na minha despensa

flocos de arroz
espelta tufada
salsichas de tofu
iogurtes biológicos
miolo de pinhão
bolachas extra finas
couscous aux fleurs
couscous de milho
tabloulé
massa chinesa
folhas de arroz
arroz basmati integral
quinoa vermelha
lentilhas vermelhas

embalagens

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Plátanos

Estive a medir de cabeça o diâmetro dos troncos dos plátanos que dão sombra ao muro de pedra. Deve ser para aí uns cinquenta centímetros ou coisa assim. Não são, de todo, mais grossos do que aquele que eu vi em Amelie les Bains...


Lugar da musa

Tenho uma novidade do caraças: o lugar (que também pode ser ser) da musa fechou as portas por conta de umas obras tão remodeladoras, mas tão e tão, que jamais volverá ali onde e assim como. Acabou. Soube deste caso há duas ou três semanas e portanto tive oportunidade de me despedir das cadeiras transparentes, as tais que deixavam passar os assuntos que posteriormente eu colocava no blogue, assuntos que me chegavam por meio das septuagenárias, das meninas que serviam os cafés, da senhora que se entretinha com o tablet, do homem dos muitos lenços de papel e de mais alguns que, por serem menos frequentadores do espaço, não se apressam a chegar-me à memória. Ora então o que é que acontece?, acontece que eu hoje andei por aí, escolhendo substituição, e encontrei um lugar que se presta a ser da musa. O café é porreiro, sabe a canela, tem o sabor incorporado, não vem por meio de pau ou pó, de canela, e olhem: gostei muito. Estive até na esplanada, vejam lá!, e até escrevi coisinhazinhas no bloquinho rudimentar!, e posso inclusive ficar a contar as horas mediante o número de bonecos verdes que apareçam no semáforo e tudo!, tal e qual como faço quando estou sentada no banco hater! Falta só dizer-vos que a este não vou chamar o 'lugar (que também pode ser) da musa', não senhores, vai ser o 'lugar da musa' e acabou ← essa conversa. É que a reposição em causa não a defino sem demora, antes tenho ainda de calcorrear as redondezas, quem sabe encontre um lugar da musa ainda mais musa que o deste dia.

Quentura, que quentura...

Lisboa, 14h:32m, 36º

Espólio

A dona Adelina deu-me uma sacada de trapos. Velhos, tudo bem, mas úteis, e isto para contrapôr o dito popular que diz que 'velhos são os trapos'.
São toalhas em turco dos mais variados tamanhos, há saídas de banho, tipo pousa-pés, vá, e há inclusive lençóis. Todas as peças estão desirmanadas e são brancas. Branquinhas, branquinhas.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia da desobediência. Hum. Daria um certo gozo desobedecer à entidade patronal, não?, é que mamã e papá como regentes da minha vida já não é comigo há décadas.

Quentura

Hoje está um dia quente. Diz que há que tempos as temperaturas não subiam assim, mas no fim das contas, eu viajando ao passado até ver na memória os dias laranjas e húmidos, eis que recuo para aí quê, umas duas semanas?

Calor: vivamos-lo.