sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Muro das lamentações

Venho registar constatações, mas é tão óbvio parecer-vos queixinhas de mim que já estou a ambientar-vos quando no título coloquei o que coloquei. Não havendo pachorra, é não seguir a leitura e acaba-se a minha conversa já aqui.
Termina hoje a minha primeira semana de trabalho no estaminé, no outro estaminé. Ora bem, nunca cri no milagre que se daria na minha vida por mudar de local/método de trabalho - continuo doente pra caraças, sou um problema que combato constantemente, pesa-me a tristeza mais que muito, destrói-me a solidão que eu própria procuro. Marió assegurou-me que conseguirei ser um bocado diferente disto, forço-me então a crer na sua palavra. De resto... Escrevo.



… e o bloquinho rudimentar por cá continua...
… passeando comigo...
… sendo fotografado...




Lisboa, Lisboa, ah Lisboa

Quando passei pelo Fernão de Magalhães perguntei-lhe se ele via o Tejo lá de cima. Que não. Que tampouco o Carmo, quanto mais.

tenho saudades das minhas:

língua
traqueia
tiróide

De manhã queixei-me

De manhã queixei-me, não, de manhã divulguei ao pessoal lá de casa que a árvore amarela, afinal, de amarela este ano tem pouco, que continua verde pra caraças, embora se lhe tenham caído as folhas aos montes, oh pobrezinha.
O Luís concluiu que a chuva, caindo, havia como que rejuvenescido a dita...
A rica filha usou de poesia e rematou que o azul do céu não deixa, que as tinge e é por isso que não há meio de as folhas amarelarem de vez...
Tipo assim, e aqui a prosa é minha e é d' agora:
Ah, eu sou uma folha da árvore amarela que quer amarelar porque está na hora!
Ah, eu sou o azul do céu que aproveita as nesgazinhas por entre as nuvens e se deixa escorrer até se misturar com as folhas da árvore amarela e então elas voltam a ficar verdes!

#ópátóinxiru!

Agora vem o amarelecedor, tipo assim a propósito da fantástica e supra↑ temática

A rica filha queria um champô... #ómãecomprameumchampôválá

→ → → e acerca da brilhante conclusão que podeis sugerir-me: mas afinal porque é que a jovem senhora não compra ela própria o champô?!, aviso já que são meandros e burocracias domésticas tão grandemente grandes que não cabem aqui ← ← ←
… Bom, mas o amarelecedor.
A rica filha queria um champô e ó mãe que nenhum dos que estão na borda da banheira me serve e é o teu dos cabelos pintados e é o do pai da caspa e eu quero um. Ok, vá. No entre dos tantos, eis que me surge uma montra remodelada, uma daquelas montras que me apelam: ó Gina!, ó Gina! e eu vou e eis que dou de caras com um champô apelidado – é para rimar com o terceiro verbo a contar ← desse contar aí – amarelecedor
Já pensaram bem num champô desse calibre?
Não, a sério, já?
Ó pá, agora mesmomesmomesmo a sério: já pensaram como será, o que vos fará, em quê vos transformará um champô que amarelece?!

Grafologia

Armei-me em destemida das netes e consultei uma blogger no sentido de saber de mim no modo como escrevo.
Olhe, já que tanto se interessa pela temática, diga-me: observa-me um manuscrito meu?
E ela: sim, claro, com prazer.
Já em tempos há muito idos, baseada num artigo de uma revista, construí um post acerca. (por ora, não comparo resultados, mas essa comparação fica na calha)
Então, para que a minha grafia fosse analisada, tinha que manuscrever um texto em folhas lisas, de tamanho A4, preenchendo no mínimo duas páginas. O texto teria que ser dirigido a alguém, mesmo que imaginário, e o assunto... bem, para o caso o assunto não interessa para nada, analisa-se como a pessoa escreve, no momento em que escreve, não no sentido de classificar o tipo de escrita, que é lá isso, antes em termos de espaços por entre margens e palavras, inclinação das linhas, tamanho das letras. Notem bem: não estou a dizer que é! assim, estou a descrever a ideia como a retive, embora jamais exporia conclusões deste tipo se as pressentisse incorretas.
Ora bem, então vamos lá: segundo a simpática e paciente senhora, no momento em que escrevi, fui assim:

Tanto é dada às coisas da mente quanto às mais terrenas, ou seja, tanto gosta de teorizar como é uma prática. Frequentemente é mais esta última perspectiva que se manifesta.

Apresenta contradições: por um lado é receptiva a opiniões ou influências externas e, por outro, fecha-se sobre si.

Esconde carências. Daí por vezes não ser completamente verdadeira. Indícios de depressão. Alguma tristeza (não muita)

É muito imaginativa. Tem vontade de ser independente. Alguma imprevisibilidade nas atitudes. E também alguma instabilidade emocional.

Gosta de ser simpática, gosta de cativar.

Não se mete na vida dos outros. Contudo, também não está completamente certa do seu papel no mundo. Talvez esteja demasiado circunscrita ao seu mundo.

Alguma necessidade de protecção e alguma reserva em relação à infância (?). Pouca ligação à família de infância (?)

Não é muito reverencial. Pode estabelecer empatia com os outros.

Não é excessivamente organizada no desenrolar das suas acções mas também não é caótica.

Sente que não dá o máximo de si.

Pessoa que muitas vezes se cala, guarda para si. Dá ideia que gosta de guardar muitas coisas.

É inteligente e desinibida na expressão da sua inteligência e criatividade.


Ó pá!, não é o máximo?! Eu não só fui assim no momento em que escrevi o dito texto, como sou! assim. É.

Bom dia!

Um cliente interrompeu-me os passos ao meio da rua para me interromper os passos e assim lhe dar tempo de...

Bom dia! Escute cá, a senhora no outro dia ia ali com um molho de vassouras na mão, quanto é que custa aquilo cada uma?

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Lisboa, dezanove de outubro de dois mil e dezassete

Acabei de descobrir que uma das minhas trocas, aquando do título deste post, se traduz em 'putubro'. Não há dolo nesta troca, então o perdão é dispensado, mas achei o putubro tão interessante, tão capaz de um sorriso meu, que o registo.

Hoje tenho de ir ver a árvore amarela. Olarila. Não tarda quase nada. Quero perceber se está despida e amarela, isto no mais, se, em suma, a mudança de tempo lhe fez coisas.

Ontem, na aula de Pilates, em certa circunstância, o professor recomendou que não deixássemos os dentes morderem a língua. Ri-me toda eu cá por dentro.
Ó senhor professor, olhe, é assim: eu não consigo manter a língua completamente fora do perigo do fechar dos dentes. Sério. É que, pelo menos por ora, não sou uma pessoa normal.

Sonhei que me enrolavam um cachecol do Benfica ao pescoço e me espetavam uma coroa na cabeça. Isto tanto pode ser uma questão de ditadura como de calvário. É escolher, em querendo.

Ao lado direito dos que sobem a avenida, apresentam-se-lhes quatro bancos. Acrescentaram-lhe, portanto e se não possuo dolo, dois bancos, isto uns outros quaisquer. Há tanto e tanto tempo que não me dedicava a esse lado da avenida... Diz que mudar os hábitos faz bem às partes cinzentas da cabeça. Mas o dolo, neste indo-eu!-indo-eu! pela esquerda, é do sol, tantos os dias de um calor imenso, ademais: fora de horas. Bom, mas agora chove, a temperatura baixou e mais não sei o quê. Ah, e o homem das castanhas, sim, lá estava, com bicha à português, que eram dois ou três aguardando as famosas. Ah, a árvore amarela, pois que lá estava, muito despidinha, sim senhores, mas muito verde também.

No lugar da musa percebi que nos vasinhos verde-água vivem uns seres de folhas verde-planta.
A colherinha é tão bonita. A ocasião faz o ladrão. Parti a colherinha de louça da rica filha. O pratinho escuro também é fofo, apesar de escuro. É rústico. O rústico é sempre escuro.

O topo da caneta d' hoje é hexagonal. Podia ter sido eu a encontrá-la, mas não, ela é que veio ter comigo. Apareceu-me a cor-de-laranja, num dia de inverno.

Ainda não acabou o dia. Quero registar que os tais sessenta e cinco gramas já não marcham comigo pra todo o lado.

Ainda não acabou o blogue. Hoje aprendi a palavra dolo, quero mais oportunidades de a usar. Até amanhã.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Boa noite, e a noite é d' hoje

Não quero deixar de vos escrever, de maneiras que, não havendo tempo para mais: boa noite, que já é de noite.
Mas, já agora, vem ainda uma foto de ontem, com o sol da sua manhã incidindo nos pincéis de maquilhagem da rica filha, a qual, quando soube deste clique ripostou algo do género:
Ó mãe... eu com tantos pincéis de qualidade e tu fotografaste logo estes!, ainda por cima todos sujos!






Então boa noite, e - reforço que - a noite é d' hoje.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Creminhozinho Carinhozinho

Ora então é assim: a rica filha foi-se aviar numa daquelas lojas de cosméticos e afins e eis que lhe ofertaram amostras de uns quantos produtos. Duas dessas, de uma marca que não quero revelar, ofertou-mas ela, por sua vez, alegando que não as queria porque testam em animais e a sua consciência não se dá bem com tal coisa, ao passo que a minha marimba largamente para o assunto.
Uma das amostras continha um creme para lá de bom. Era tão bom mas tão bom que, nos dias em que me durou aquele poucocinho, toda a gente que por mim passava se alegrava de me ver, tal o resplendor da minha pele, chegando mesmo a dizerem-me o quanto eu estava bonita, tipo assim, e por exemplo, a minha mãe, e toda a gente sabe que as mães não mentem.
Fiquei tão excitada com o brilhante resultado que me pus a pesquisar nas netes o preço daquele cosmético, especialmente aquele, e... quando avistei o número de euros que me iria custar... compreendi e desisti.
Compreendi porque é que o creme é tão bom - é bom porque é caro, e se é caro, então é feito com mais rigor e/ou substâncias de upa-upa e mais não sei o quê, vai daí a tez ilumina-se pra caraças.
Desisti da compra porque obviamente o creminhozinho é cosmético para custar quatro vezes mais do que o último creme que comprei, vai daí - coiso.

Não sabem

Não sabem e, como não sabem, eu anuncio: de cada vez que encontro uma caneta, a minha estória remete-a para a rua mais bonita de Lisboa. Olha esta azul, ó, onde foi que a encontrei?, na rua mais bonita de Lisboa. Se não foi, não haverá qualquer problema, é a minha estória.



Post de viragem

É de manhã, ainda, e é de manhã que começo a compor o blogue
- tão raríssimo que é um começo depois do meio-dia, mas isso já vocês sabem e, se não sabem, não faz mal nenhum, ora essa, eu gosto de vocês na mesma -
servindo então este post, que não é o primeiro deste dia, para registar umas quantas coisinhazinhas:

jamais voltarei a escrevinhar no estaminé/drogaria, o que não significa que deixarei de escrever as merdas do costume, só por dizer que doravante, ó 'migos que me sabem ou então não, escreverei sentada
isso → sentada ← é
sem que contudo tenha mudado de computador ou estratégia, de cabeça ou tom de escrita, nada disso, antes saltei de balcão para secretária, sendo que, e ainda, as coordenadas são também outras

Farinhas

Ó pá, tenho mesmo que escrever os tipos de farinha na porta de casa. Assim, antes de sair para o supermercado, olho o que escrevi, fixo na cabeça e, chegada aos corredores assustadores

(corredores rima com assustadores, a assustadiça sou eu e rima com movediça, que me movo dali logo que posso)

jogo a mão à farinha

(se estiver muitomuitomuito assustada jogo as duas)

farinha, dizia eu, farinha que é para bolos ou pão, ou fina e/mas muito fina, ou fina e não muito fina.

Dia de (disseram na Radio)

Dia Mundial do Pão, óié!
Vai que como todos os dias, o belo do pão, pois sim senhores. A modernidade trouxe-nos o medo, o inchaço e o medo do inchaço, dizem que o organismo jamais processa o trigo, que é incapaz de o fazer, então incha-se a barriga ao longo de toda uma vida. Dizem. Obviamente há alternativas, pois se o que faz mal – dizem que - é o glúten presente no trigo, a gente que amasse outras farinhas que o não contêm, né?, é pois.
Do pão que amasso quando me passo:
Eu, que não sou cozinheira, padeira ou pasteleira, não me safo lá muito bem no amasso do pão, ou então é uma questão de:

temperatura e/ou prateleira escolhida no momento do forno
tempo de amasso
humidade do ar
rácio por entre farinha, fermento e água

Quanto a mim, o maior espanto meu, é o quanto e como pode correr mal, ou menos bem, vá, um alimento que leva apenas três ingredientes. É um espanto. Ah, e não, até hoje ainda não fiz um pão como deve ser. Ora queima debaixo, ora está demasiado branco o que encima e portanto a saber a fermento, ora pouco, ou muito, sal, pouco ou muito fermento, muita água, pouca água, água muito quente, demasiado fria, impaciência na hora de amassar, má escolha da altura da prateleira ou da temperatura, preguiça de jogar água para dentro do forno por modo a fazer um fuminho que fuma o pão para que ao depois fique com um gostinho fumado na côdea, por falar em côdea: qual côdea, qual quê, e pronto e sei lá que mais.




Fazer pão é muito difícil, é um daqueles alimentos que tem mesmo de se praticar.
É.
É, é.



Tirei esta foto e tal...




No entre dos tantos,
#ópátóinxiru
as vistas (na foto) folhinhas têm andado no bloquinho rudimentar esperando um tempinho, e é mesmo de um tempinho que necessito, mas, já vem de lá, quero eu dizer de um outro tempo, eu ter partido o pedúnculo a uma das folhas, então veio de um outro lá/tempo que deu em post e foto:





domingo, 15 de outubro de 2017

Sonhos

Sonhei com pacotes de açúcar coloridos e festivos.
Sonhei que Marió me perguntava se eu tinha tido saudades dela, se eu tinha lavado as casas-de-banho ou tinha passado o tempo lembrando que tinha de as lavar.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

olá, bem vindos a mais um blogue

acontece o quê, à grafómana, quando não grafa?
entristece
embrutece
bah
não pode ser



d.d.d.d.
é geddo, dão é?
dão, dão é!



Cliente (em desespero)

«Preciso desesperadamente de um pedaço de fio!»

Perguntinha a fazer a Marió



É saudável eu ter segredos?

O!*

Se há espacinho onde duas fêmeas convivem saudavelmente, é dentro de um ovo. Não dura fóreva, claro, mas.






*ovo





Perguntinha de Marió

«Nunca pensou escrever um livro?»

Há que tempos não vinha eu para aqui dizer coisinhazinhas deste assuntozinho, ó pá, é que Marió mo lembrou e agora olhem, vou expor o motivo que expus a Marió, só por dizer que, no blogue, o discurso está mais arrumadinho.

Sim, pensei, mas concluí que escrevendo num blogue sou livre, e, tentando compôr uma história alargada, um romance, vá, jamais seria.

diz:

tol e col

#parecesasvelhotas

Na verdade, e bem vistas as minhas coisinhazinhas, o que eu ontem queria dizer é que a árvore amarela está a envelhecer comigo. O amarelo luminoso, aquele amarelo, não voltará, o mesmo se passando, portanto, com a minha juventude.

#ópátóinxiru

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia do ovo, alimento que, como se sabe, é versátil até dizer chega, já chega. Eu cá, nem um ovo estrelado sei fazer. Bem que a irmã Ancilosa tentou ensinar-me (ou a sua mãe, Leonarda, fiquei indecisa, mas afinal pra que é que isso interessa, né?). Olha, dizia ela, fazes assim, vês?, com uma colher vais deitando a manteiga por cima da gema até a clara ficar branquinha, vês?

A manteiga tem de estar muito quente, queimando, é assim, hoje sei que há processos culinários que exigem este estado quase queimado da manteiga, dizem até que sabe a avelãs, o que não é de estranhar, já que as avelãs vão buscar o queimado no seu sabor mais profundo.

bai bai sâmar, bai morningue

Dias de um Ginásio

Ó pá, e antes que me esqueça, este aqui era o número que correspondia aos chinelos que eu havia esquecido no Ginásio e que... no Ginásio estavam esperando eu.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Post sei lá com que título! (com este)

Não sei se já repararam, e se não repararam não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, agora preencho menos o blogue. Muito menos. Então, hoje, apoiada na ideia de rebuscar positividade em tudo na minha vida, lembrei-me que, se espanto daqui o pessoal com a quantidade de coisinhazinhas expostas e esmiuçadas - credo mulher, tu pára mas é de escrever, que a gente não tem tempo pra ler isso tudo (tipo isto, vá) – quiçá este blogue coise e ópois eu fique toda muito coisa com isse.

De maneiras, que, para o blogue não perder a identidade, esta tarde esforcei-me enormemente no sentido de arranjar um espacinho no tempo laboral para que abaixo conste uma coisinhazinha daquelas mesmo boas:


Ando às malucas com a ideia de um cortinado para a cozinha, para tal valer-me-ei de um lençol em desuso. Tenho três candidatos:

///o lençol azul e amarelo e cor-de-rosa, com motivos de não-sei-quê
///o lençol todo ele muito branquinho, de um tecido teso pra caraças
///o lençol com barra de renda feita pela dona Adelina, linda, lindalindalinda, mas que... é estreito para a porta

Posto isto, olhem, não sei. Sei contudo que a primeira escolha cai sobre o candidato acima de todos, é um padrão bonito e alegre, é de fio ralo, quero eu dizer que deixa entrar claridade e/mas não compromete a intimidade da minha vida doméstica. Ademais, não carece de arranjo, é só coser argolas aqui e ali e enfiá-las no varão. Aliás: enfiar o varão nas argolas, assim é que é.

E o Tejo, ó Gina?

Lá estava, brilhando. Mas, ah grande mas este, os dias são cada vez mais pequerruchos, que a Natureza não se compadece deste verão fora d' horas, que é lá isso, e ao tempo de luz acresce que, tanto hoje passei por lá meia hora mais cedo, quanto a manhã estava um tanto ou quanto difusa, coisas de neblina e tal...

Hum, ok, vá, quero eu dizer que o Tejo tinha menos extensão de intenso brilho, hoje.

Árvore amarela

A árvore amarela está meio despida e meio vestida e meio amarela e meio verde. Este ano não auguro, uma vez mais, outrossim como em anos de trás, que o amarelo luminoso se faça aparecer. Mantenho todavia e porém a esperança nisso, quiçá mais para a banda do outubro, aquando nos vinte e tais, amarele por um todo em si toda.

é, é

grine com o é pequenino, é verde à inglesa, tipo assim, ó:

grine

Lugar da musa

No lugar da musa estava uma mulher com o cabelo pintado de verde-água. Ponderei se a escolha de tal cor seria deliberada, pois o verde-água é a cor dos vasinhos de lá. Dos vasinhos (rendilhados no topo) e:

da parede defronte
dos pés das cadeiras, bancos e mesas
dos bancos almofadados
dos boiões de produtos
da balança, a torradeira e a chaleira, antiguinhos-antiguinhos
dos aventais dos funcionários
das portas de alguns armários

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dia de (disseram na Radio)

É dia do Marco, olá Marco, mas entretanto ouvi dizer (também na Radio) que ontem, senhores e senhoras... Ontem foi dia do marco do correio.
E não é que eu ontem enfiei uma carta no depósito?
Hum, ok, vá, não é um marco, mas pronto. Então e de que se tratava?
Quero contar-vos - tipo assim a fazer de conta que tenho montes de tempo para gastar com as coisinhazinhas - que foi um cupão com os meus dados e mais cinco provas de compra de produtos que me vão dar direito a receber revistas de culinária!, iei! Eu depois venho cá contar-vos o resto, assim o tempo mudeixe e/ou eu malembre de tal.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ó Gina, tu leste?
Claro, 'migos!, mas esperava-se outra coisa?!




Meia-noite Todo o Dia, Hanif Kureishi

26 & 23, 49

Chegámos ao ano em que tudo se compõe:
a rica filha tem a idade que eu tinha quando nasceu o rico filho
o rico filho tem a idade que eu tinha quando nasceu a rica filha
eu tenho a idade das suas idades somadas

2017, que ano incrível!, e isto não mais acontecerá nas nossas vidas!!!


#ópátóinxiru

A meu pedido, o vizinho guardou-me jornais desatualizados, passando a notícia ao Bairro. Houve então mais um vizinho que me guardou jornais desatualizados.

Dias de um Ginásio

Foi um problema, fiquei com a vida toda desfeitinha, ó pá, é que nem queiram saber... Esqueci-me dos chinelos, de dar banho ao pés lá no Ginásio, no Ginásio. Então, prendada que sou, tive a brilhante ideia de, na próxima visita, escolher por entre os outros dois pares que tenho e que podem muito bem servir para dar banho aos pés, porquanto tanto (não quero saber se soa mal!) podia levar os de casa como os do estaminé. Entretanto acalmei-me, ponderei então calmamente (já sabem que não quero saber...) e resolvi-me pelos que andam no estaminé, uma vez que são requisitados em dias de calorão, de pedicure, ou simplesmente porque me dá para os enfiar. Mas no estaminé. Bom. Ao passo que os de casa são requisitados diariamente. De maneiras que. E pronto, desde que resolvi este problema enorme, tenho até dormido bem.

Planos para o fim-de-semana

Pode fazer-se um bolo com coco ralado, um frasco de compota de gila, cinco ovos e duzentos gramas de açúcar.

Fica húmido
Fica caramelizado
Fica doce

Não dá para diabéticos, au eva, dá para celíacos. Há que ver o braide saide da vida, né?

Frutas

Na frutaria do nepalês corria uma canção dos One Direction. Ele acompanhava a cantarolar, eu a balançar-me. Hum, ok, vá, coisitas que íamos fazendo por entre a escolha da fruta, eu, e as contas de uma cliente, ele, cliente essa que anunciou logo que não queria dançar, que isso era dantes. Já eu, ao depois da conversa entre a gente os três, anunciei: eu agora vou por aí fora a dançar.




Na-na-na-na-na-naaa-na-na
Na-na-na-na-na

Baby you light up my world like nobody else
The way that you flip your hair gets me overwhelmed
But when you smile at the ground it ain't hard to tell
You don't know, oh oh
You don't know you're beautiful


One Direction - What Makes You Beautiful

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Promoção


Deixei de dormir com o filho do meu patrão, de há uns dias para cá durmo com o meu sócio.

houve um dia em que achámos por bem



diz: muito bem, muito bem

Vento

Ela tinha um vestido preto, não com muita roda, mas a suficiente para que a brisa de Lisboa me permitisse ver-lhe a cor das cuecas. O leitor querendo saber tanto quanto eu, é solicitar informação.

A Pipoca (Mais Doce?)

Conheci uma cadelinha chamada Pipoca. A ser a Mais Doce é que sei lá eu. Terá decerto deixar-se crescer até não mais, a ver se ao depois passará a sua vida por entre rimas: chalés e canapés, mares e bares.

post espremido

és muita gira (muito bom)
tás muita gira (menos bom)

és muita feia (muito mau)
tás muita feia (menos mau)

Post farináceo

Na avenida pregaram três bancos à calçada, isto do lado esquerdo de quem sobe. Ainda não me sentei lá, estou à espera da companhia ideal, tipo assim como as farinhas abaixo deste post e mais não sei o quê.

Lembrete a relembrar o que nunca me lembro

Farinha T45, superfina, ideal para pão-de-ló
Farinha T55, fina, ideal para bolos e biscoitos
Farinha T65, fina, ideal para pão e massas

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Encontrei nas netes, e foi surpreendente

Quanto mais urgente é a escrita
Mais humilde o suporte.

Tudo o que realmente importa
foi escrito
em bilhetes de autocarro,
guardanapos quase translúcidos,
versos de sobrescritos,
pacotes de pastilha elástica.

E ninguém o compreende
porque quanto mais urgente
a escrita
mais ilegível a letra.

Ana Tecedeiro

O bolo conseguido

Consegui um bolo de chocolate, que não é um bolo qualquer, é um...

Bolo de Chocolate e Merengue

É uma receita pequena, tanto que a forma aconselhada é a de vinte centímetros de diâmetro, e vem em cups e mais não sei o quê mas eu tive o desplante de convertê-los em gramas. É que, reparem nisto: medir ¾ de cup de chocolate em barra e/mas partido em pedacinhos. Tudo bem, faz-se, mas não é uma cena do caraças?, então e o ar por entre pedacinhos, como é?, é chato, de maneiras que pumba, graminhas com ela, a receita.
Outra coisinhazinha: ainda bem que eu havia comprado uma forma de fundo amovível com vinte centímetros de diâmetro, muito cor-de-rosinha e, portanto, um tanto de lindinha, e olhem que eu a havia comprado porque me deu na mona, não especificamente para esta receita. Quero eu com isto dizer que por vezes o melhor é fazer caso das instruções que vêm nos livrinhos.
E vamos então à receita, que retirei da revista Continente Magazine, o número de, se a memória me não falha, novembro do ano transacto. Sim, eu, Gina Maria, estou para fazer este bolo há onze meses. Mas a receita, vá:


Bolo de Chocolate e Merengue

ingredientes para a massa:
100 gramas de manteiga
200 gramas de chocolate
2 ovos
4 gemas (reserve as claras para o merengue)
80 gramas de açúcar mascavado
1 colher de chá de extrato de baunilha
100 gramas de farinha
100 gramas de amêndoa moída
1 colher de chá de fermento em pó
ingredientes para o merengue:
4 claras (as que reservou)
100 gramas de açúcar em pó
1 colher de chá de vinagre
1 colher de sopa de cacau em pó
50 gramas de pepitas de chocolate
preparação:
Ligue o forno nos 160º
Unte uma forma redonda (20 cm) e forre-a com papel vegetal
Derreta a manteiga e o chocolate em banho-maria, retire do lume e deixe repousar
Misture os ovos, as gemas, o açúcar mascavado e a baunilha e bata bem até ficar uma massa espessa
Adicione a manteiga e o chocolate derretidos, a farinha, a amêndoa e o fermento peneirados, sem parar de bater na batedeira
Leve ao forno e retire cerca de 30 minutos depois, deixando o bolo mal cozinhado
Faça o merengue, batendo as claras em castelo e adicionando-lhes aos poucos o açúcar em pó
Junte o vinagre e bata até o merengue ter uma boa consistência
Acrescente o cacau e as pepitas
Coloque o merengue no topo do bolo e leve novamente ao forno por mais 20 minutos


Estava tão bom...






Coisinhazinhas para lembrar em futuras consultas:
a forma é para ter mesmomesmomesmo 20 centímetros de diâmetro, que é o que manda a receita
não derreti as pepitas de chocolate, que era o que mandava a receita
não decorei o bolo com coisa nenhuma, que era a sugestão da receita
apioei-me no texto da revista mas não o copiei, que a descrição é minha

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Lisboa, 4 de outubro de 2017

Sonhei que punha extensões no meu cabelinho. Eu cá, estava montes de preocupada, preocupação que se prendia essencialmente nos nózinhos de cabelos fakes e cabelinhos meus, contrastando vivamente com o expresso desejo que a cabeleireira sentia pela minha mudança. Ai.





Ontem esqueci-me de mencionar o meu 'migo fofo del corazón que es:
um descaroçador de maçãs
e que por ora se encontra no lugar dos cadeados de segredo





E agora... tcharam!!! Coração de pedra, junto ao banco hater. Foto tirada hoje mesmo. Finalmente levei a máquina comigo. Finalmente. Não é um miminho para o olhar?, principalmente se levarmos em conta que é material rijo e tem um coraçãozinho aparecido casual e inesperadamente?


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Lisboa, 3 de outubro de 2017

Aulinha de Pilates logo de manhãzinha. O professor disse 'boa Gina' umas três vezes ou coisa assim, imaginem se eu tivesse lavado os dentes, o que não seria... Ah, e o gigante estava lá. Olarila.

Há um azul que é tão azul mas tão azul que é maior, é azulão. Era dessa cor que o pintor pincelava uma chapa ondulada e de zinco. Não longe, o Tejo, brilhando pela metade. Eu que arranje mas é outra perspetiva, que esta onda já começa a brilhar em demasia. e ele é 1..., e ele é 2., e ele é 3!

Para onde vais?, ouvi eu à entrada do Metro. Não era nada comigo mas virei-me para trás e respondi: para a Alameda e a caminho daí vou ouvir que aquele comboio não pára em Arroios.

Vim a escrever coisinhazinhas no comboio, o bloquinho rudimentar sendo velozmente preenchido com riscos cor-de-laranja. Havia alemãs ao meu lado, à minha frente, atrás das que estavam à frente e ao lado de umas quantas destas. Todas quarentonas, como eu, todas bonitas. Alemãs, ah ah, e depois esforço-me para escrever as cosinhazinhas de modo entendível... Jamais lá chegarei.

Entretanto, de tarde, consegui coisas fantásticas, no lugar de toda a parafernália de cadeados que apareciam como cenário nos vídeos que eu gravava no estaminé, estão agora abanos para fogareiro, mata-moscas, funis para combustível, borrachas para máquinas de café, descascadores de batatas e afins, saca-rolhas, tira-cápsulas, abre-latas, quebra-nozes, chaves de abrir latas de conserva e... pasme-se!, um cortador de rábanos, que, se os consegue cortar em espiral, pois é o que diz a embalagem, decerto consegue cortar cenouras de todas as cores, pastinagas, e, com perícia do manuseador, também se ajeitará com uma certa forma de batata-doce.

Vai daí é noite, agora, e a lua está bonita e dentada.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Escrever muito pouco

Hoje escrevi muito (foi muito, foi), o que difere dos últimos dias, quiçá semanas, não é que não continue com a cabeça cheia de palavras e textos, é que ando com menos tempo, daí haver posts em menor número do que o habitual. Não sei se repararam, mas se não repararam é porque não são lá muito observadores desta que escreve, detendo-se sobretudo no blogue, ou então em nenhum de nós, porque não me conhecem.

Sonho

Sonhei que Marió me havia dito para não escrever. Nunca mais. Chorei bués. Isto no sonho, claro, embora não duvide que o melhor é não pensar muitomuitomuito na ausência da escrita na minha vida, é que me ponho a chorar bués também no real. Olarila.

Lembram-se da pedra da crua vermelha?

Pois bem, ainda que não se lembrem, fiquem sabendo que não estava lá, na montanha onde passeiam cabrinhas e a passarada voa-avoa, a montanha das árvores de todas as espécies (quero lá saber se estou a exagerar), a montanha de belas flores, a montanha das altas rochas.
A montanha.
Não estava então, a minha pedra da crua vermelha, nesse lugar, na alta rocha onde a larguei. Oh.
Tinha esperança de a rever. Ainda assim, é bom que não esteja, quiçá alguém a tenha levado, olha que pedra tóin xira, com uma cruz, faz até de conta que sabem que eu decidi chamar-lhe crua por conta da troca de dedos ao digitar. Lembram-se desse episódio? Crua, crua, cruz, cruz. No teclado, como em tantos, o á fica acima do zê, de maneiras que troco-as sempre, assim, olhem, houve renomear. A pedra da crua (z, ah ah) vermelha.

A propósito de escrever

Não cheguei a terminar a caneta preta nas últimas férias. É. Nem a vermelha. Se bem que sobre esta última não havia intento em terminá-la lá, enquanto a preta, pois sim.
Não acabei a caneta (preta), quiçá por falta de escrita. É que eu, no segundo grupo de férias, escrevi pouquíssimo. Entretanto, este assunto tem tanto tempo (e passou já tanto tempo sobre as últimas férias) que nem me lembro porque tive tão pouca vontade de escrever, eu que sou uma torrente de palavras.

Escritas. Pois.

De maneiras que ficamos então assim.

Lugar da musa

No lugar da musa ponho, também, por sobre a mesa, o bloquinho rudimentar

//é que mavia tesquecido do dezêr, iston tem\\

Andei vários meses sem ligar a ponta dum corno ao meu bloquinho rudimentar, deixando-o em casa, usando-o para apontar coisinhazinhas ao nível daquela parte da minha existência que é youtuber

//é cus vídeos precisam duma certa preparação ináda melhor que\\

Passei a escrever no caderno diário, que é um diário (que é um caderno)
Escrever no caderno implica escrever 'bem', fica para a posteridade, nada tem a ver (para mim: não) com os registos resumidos e inacabados, como são os tópicos que eu apontava/aponto no meu mais adorado bloquinho
Parece só um, mas o meu bloquinho rudimentar já teve montes de espécies de papel, montes de cores, montes de tamanhos

//e entretanto, é pá, prontus, voltei pra ele, a viajar cu ele na mala iassim\\

Planeando o fim-de-semana

Tenho no congelador maçã congelada, já descascada e cortada em quartos. Não são lá muito boas mas são biológicas, que vieram da quintinha do Gualter. Que fazer com as maçãs, que é assim tipo o mais velhinho que há na minha despensa/frigorífico?
No frigorífico há também marmelada caseira, daquela mesmo boa, urge usá-la, porquanto é não só muito boa, como ainda se me estraga, oh caneco, não pode ser.
Lembrei-me de uma tarte de maçã e marmelada... Hum...
Entretanto, há pouco, lá no lugar da musa, vi uma senhora pedir um parfait de iogurte grego/queijo quark, granola e fruta fresca. Deu-me vontade de fazer tipo uma coisinha assim, meio simples, meio sem fogão, meio saudável, que a granola, não sendo a gente a fazê-la, é saudável por inteiro mas é o caraças!
Tenho preenchido os fins-de-semana doces com gelados. No passado fiz gelado de manteiga de amendoim. Usei uma dessas manteigas dietéticas (lá está, ah ah) que não tem qualquer adição de açúcar e inclusive o cacau que leva é daquele orgânico e isso, de maneiras que só dá para adicionar, nunca para colocar no pão e ser de lamber os beiços, nada disso, na verdade, sozinha, é intragável, mas as bolas energéticas (que fiz num outro fim-de-semana, usando esta manteiga) e o gelado estavam muito bons.
Essa tal de manteiga de amendoim e cacau já está na minha listinha de supermercado. A ver se a encontro.

Afins

Dicionários e afins, olhem lá: por que raio é que surgir e insurgir não são opostos e, a bem dizer, é praticamente o mesmo?!

Gúgâle, o 'migo mai lindo e fofo desta que escreve, faz hoje anos, 19

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lugar da musa

Neste novo lugar da musa já atuo como nos anteriores, ou seja: tenho montes de coisas em cima da mesa – canetas, caixa dos óculos, caderno, telemóvel.
Falta o livro...
(Gina, a mulher que não sabe ler)
Há cerca de um mês que não leio. Se não leio ou se leio, se não escrevo ou se escrevo, isola-me. Esta baralhação é desculpável na medida em que não sei se gosto de ler e importo-me com isso, quero descobrir, e não sei se sei que sei escrever e não quero descobrir, não vá a descoberta magoar-me.
Ainda não vos contei da espuma do café. O copo, sendo de vidro, deixa ver a espuma assentar. É tão bonito, imaginem uma esponjinha acastanhada no fundo de uma chávena pequenina, de onde se antevê fofura e querideza. Só que desaparece, deixa-me sozinha. A espuma é bolhinhas, que rebentam pela pressão que lhes chega de baixo. Eu, enfiando os dedos na espuminha – por curiosidade, para acelerar o processo, porque sim, porque não? - isso da fofura ia tudo com os porcos, claro, vai daí, qual querideza qual quê.

Posta-restante: não fui ver o latim, há tanto tempo

Escovar, ou então não

A pessoa não usa escova de cabelo fora de casa. Se calha lavar cabelos e cabeça fora desse recanto, eis que se contenta com o mergulho dos dedos na inundada cabeleira.

O Tejo

Hoje, outrossim, o sol a meio brilho. Notei que a linha delimitadora se encontrava no eixo dos primeiros ramos das árvores mais frondosas, que são duas.

Afazer (agora)
A fazer (não tarda)

Encher o pacote de lenços de assoar com guardanapos a fazer as vezes daqueles.

hoje acordei doce

ok, põe-me ko
déum-déum déum-déum déum déum déum
ok, se fores capaz
déum-déum déum-déum déum déum déum
hum, ok, põe-me ko se souberes como se faz
se não, então, deixa-me em paz

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Vem aí o Natal

Descascar

Descascar alhos é pudor, remete
Descascar os alhos é melindre, reverte

Quase

São quase oito da noite e é quase noite. Boa noite.

é de joelhos

é de joelhos que se lava
bem
os chãos
da ida

Bem sei que estavam todos danadinhos para ver uma das minhas selfies

Liberdade, quero-te

Daquilo de andar na Marió e mais não sei o quê, ao cabo de oito consultas de psicologia, concluí que sou menos livre. Ainda menos. Menos livre de eu ser eu. O meu problema não só é meu como sou eu. Eu. Eu é que sou o problema. Se eu sabia isto, não é?, não, não sabia, pensava que tinha um problema, que uma coisa aborrecida me chegara à vida. Agora, mais do que nunca, eu que me encontre, vá. Só não sei como conseguir resolver-me sem me destruir. Falta-me sempre qualquer coisa, mas o quê? Não sei. Ah.

Caras minhas,
Caras minhas
Há alguém mais carinhas...
Do que as minhas?

Avenida

Estão a ver os números duzentos da avenida da Liberdade? Não né?, mas fiquem sabendo que é mais ou menos a meio e do lado direito de quem está voltado ao Marquês, esse guedelhudo.

Café

O primeiro café foi bebido tão lentamente como costume mas sem som. Pus-me aqui a ouvir a rua, o que se traduz em brisa, adejar e chilreio
O segundo café foi bebido tão lentamente como costume mas com som, pus-me aqui a ouvir a rua, só que não, o que traduzo em zuuuuu do meu computador

O primeiro gole de cada café, em cada manhã, é sempre o primeiro
Sempre

domingo, 24 de setembro de 2017

tipa sim, és tegue

tipa sim pa tarta chatear caminhas cenas



#tipasimpatartachatearcaminhascenas



é



Avesso

Avesso

Não fora a

Não fora a saboneteira a dizer 'sabonete' e jamais se perceberia que aquilo às camadas são sabonetes.


rimas das primas

gajas rima com viajas e amorim com jardim

Boa tarde

Mole

Bem que tentei, mas o preparado para brigadeiros saiu-me mole, de maneiras que comeu-se à colher e pronto.



Bom dia