domingo, 20 de agosto de 2017

risquinho, que me ensinou Marió

tenho vergonha de

tenho dificuldade em

Intermitis

8:30
Quase a terminar o livro do momento. Falta o epílogo.

9:35
Terminei de ler o livro do momento - Sem Medo, Rita Delgado - e não gostei lá muito. Como vim a desenrolar ao longo de meses, no blogue, este livro aborreceu-me. No entanto, li-o na mesma, teimosa e parvamente, com intermitências. Intermitis. E, se não gostei lá muito do livro, vir para aqui debitar considerações é-me difícil, isto ao domingo de manhã. Não acho que o livro seja mau, nem sei o que isso é ou se tampouco existe, mas não gostei, pronto.

sábado, 19 de agosto de 2017

Chicha

Hoje estou carnívora. Estive de roda da peça de carne de porco, sei lá eu de que parte, que já mandei o rótulo para o lixo. Fiz a coisa ao modo-grande-saber, como se grand(a) chef(a) fora, besuntando a chicha de azeite, para que ao rolá-la por sobre o grupo escolhido de especiarias e também sal, se lhe aderissem, e, enquanto isso, uma chapa aquecia sobre um lume bem forte, que depois do rola-rola foi para lá que foi ser rolada, de modo a que todos os lados fizessem cheeeeee! Chama-se a isto selar a carne, dizem os gurus, os grandes e os pequerruchos da Cozinha. Selar a carne tem a principal finalidade de não deixar que os sucos fujam do seu interior, aquando da permanência no forno, ficam todos lá dentro, dando sabor e macieza, o que espero conseguir com a crosta que arranjei à minha chicha. Há esperança. Está no forno, a fazer companhia à carne.

nada: fotografar os pés está para a fotografia como o estado do tempo está para a conversa

prendi muitas molas na toalhinha e tirei uma fotografia

Da lantche

Almoço:

croquetes feitos com duas costeletas sobrantes e duas batatinhas cozidas de novo e meia cebola+dois dentinhos de alho refogados de novo


Não me copiem, não vai valer-vos. Já sei isto e ainda nem os fritei. Também tem salsa e pimenta e sal. E foi tipo assim: zuca!, pra dentro do processador, vira-vira-vira. Também aproveitei duas claras. Sobrantes. Também. É.

Sonho

Sonhei que tinha sono e que toda a gente sabia disso.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

sem sentido*

... porque é que eu ando com tantas canetas?

*prático

Luzinhas vermelhas

Já tenho stops no popó-zinho. E assim, lá fui ao supermercado-zinho, fazer compra-zinhas. Açucaradas.

açúcar mascavado
açúcar morenito
açúcar fino
açúcar com pectina

E não, não passei por entre as tampas de esgoto, antes por entre umas das fileiras e as sombras dos candeeiros. Obviamente estava tudo no chão. É que, pra começar, hoje não é sábado, logo: há carros estacionados à direita e a pontaria está-me por entre as tampas mas ainda não aprendei quanto espaço tenho até chocar com espelhos retrovisores dos popó-zinhos das outras pessoas. Obviamente é melhor nem testar. Depois, pra continuar, não eram nove da manhã, mas três da tarde, portanto não é meu costume ver sombras naquele chão. E eis a surpresa.


Comprei, também, bejecas piriris, afinal quem andou de roda da pecinha verde, a ver onde a punha para eu ter luzinhas vermelhas, bem que merece(u)(rá).

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cortes da minha vida

Cortei as folhas do caderno negro, aquele do episódio mais triste que a minha escrita já conseguiu. Era um caderno que usava para apontar as coisinhas para o blogue, logo que me dei à blogosfera. Quer isto dizer que do conteúdo escrito, umas coisinhas saltaram efetivamente para o blogue da altura, mas outras foram ficando. E eu sei as que ficaram, pois sei, que na altura fazia uma crua... ai perdão, uma crua... ai perdão, uma cruz – cruz!, cruz!, cruz! – ali pelo começo do texto, do lado esquerdo da página, que rodeava com um círculo. Rodear com um círculo não me parece uma expressão particularmente boa, mas olhem, paciência, este é um daqueles momentos em que me apraz que isto aqui, afinal, seja somente um blogue, toda a gente sabe que para ter um blogue não é preciso saber escrever.
Mudando.
A foto abaixo foi tirada hoje, apeteceu-me, isto ontem, replicar o meu escrito, que atualmente nada tem que ver com nada, é passado há muito passado, sei lá eu... Fica aqui então, está bem? Vai ter que estar.






E a foto abaixo replica as ditas folhas em branco do caderno negro.







• Notas:
• O outro grupo de folhas brancas aparecerá no blogue um dia destes
• Os restantes escritos do caderno negro aparecerão no blogue um dia destes
• As folhas em branco, consegui-as porque quando a gente rasga um folha de um caderno que segura as folhas por meio de agrafos, as do fim já não se seguram

Cliente

Esteve aqui um senhor querendo ardentemente um tampão de três oitavos e eu, não maliciosamente, perguntei se desejava um espécime desses em macho ou em fêmea. Ó pá, dava-me jeito saber. É que, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, ai o caraças das vírgulas, um tampão ao nível de tudo quanto adira ao bom e funcional percurso do fator agá-dois-ó, vulgo material para canalização, para além de medidas diversas, uma das outras particularidades é a de ser diferenciado pela rosca por fora... ou por dentro. Se por fora, é macho, que adentra, se por dentro, é fêmea, que recebe.
A sério que a minha ideia não é fazer deste post uma lição acerca da vida sexual, mas eu cá, quando vim trabalhar para o estaminé, foi assim que decorei a 'coisa'. Já este cliente, pareceu-me não ter ainda descoberto este meu método ultrarrápido, que me respondeu logo: 'ai eu disso não sei nada!', e não sou eu que o vou ensinar, não.

A vírgula

As pessoas circulam, felizes
As cigarras cantam, felizes
As árvores ciciam, felizes
As pedras ficam, felizes

Chia

Isto é mero lembrete:
Tenho que procurar receitas com sementes de chia.
Isto é mera lembrança:
Eu que não inche, como a chia, e fala a gorda que há em mim.

Post roxo

O resto não sei, mas o raspador tem 12 vírgula 8, por 10, por 2, isto em centímetros, e é feito em aço inoxidável e silicone. Não fosse roxo e podia pô-lo a encher partezinhas de mim.



Cliente

Quando entrou no estaminé, um cliente, desconhecendo por completo este espaço apertado, gracejou uma série de vezes:

A senhora não deve sofrer de claustrofobia de certezinha!
A senhora tem de continuar magrinha!
Alguém que venha trabalhar para aqui vai sofrer horrores até se habituar ao lugar das coisas!
A senhora não pode ser substituída!
A senhora não pode morrer!
Olhe, eu já arranquei daqui esta etiqueta, mas enquanto a senhora aqui estiver, eu estou descansado!

Luzinhas vermelhas

Olhem, o meu admirado automóvel de matrícula portuguesa está tem stops.
Ó Luís...
Calma, o automóvel move-se todavia por sobre os pneus de ilustre calibre, bem sei, não andaria era se lhe faltasse o cabo do acelerador, o disco de travão, a embraiagem, o turbo italital.
Ó Luís... Eu ligo os intermitentes de cada vez que travar, não custa nada, é juntar um jogo de pés e mãos ao habitual jogo de pés e mãos, né?


Não, não é, é proibido circular na via pública sem stops, não vou e pronto.

Que eu

Como está, estava, o poeta?
Não sei.
Que eu não malembrei de o observar!
Que eu sou lá todos os dias igual?
Que eu não.

Era uma vez um segredo

Chiu, não contem a ninguém que naquele banco, quando era um dia fresco, estava eu lá muito bem. E isto é um era de outra era.

Mural despedinte

Destruí o mural despedinte, levada pelo sentimento 'adeus estaminé', acabando, também, por retirar dali assim, mais ou menos perto, vá, a colagem que fiz com fotos dos ricos filhos, há sei lá quantos anos. Estava na hora. As coisinhas do mural deitei no lixo, a colagem colei no caderno da(s) foca(s). Entretanto havia guardado algumas das coisinhas para fotografar, e fotografei.



Fiz gelado

Mediante as minhas experiências, fiz um gelado que levou:

natas, 200 ml
leite, 200 ml
chocolate branco, 200 gr
leite em pó, não sei, mas conto com 20 gr
açúcar, não sei, mas conto com 80 gr
iogurte, não sei, mas conto com 100 ml

Queria dedicar-me ao gelado sem gemas, que me sai mais em conta e menos gordo. Tudo bem que as gemas têm um poder emulsionante que dificilmente se substitui como convém, mas mesmo assim. E este calhou-me bem pra caraças. Esta receita, quando sem gemas, não é particularmente inútil levar ao lume (e eu cá vou nos conselhos da Rita Nascimento, cujo livro é A Vida Secreta dos Gelados Caseiros ), é dispensável, tudo bem, mas aquecendo a mistura é óbvio que a mistura se mistura melhor, há algo nos quentinhos desta vida que... coiso. Seguidamente é levar a esfriar. Teoricamente, é preciso arrefecer à pressa, mergulhando a panelinha numa bacia com água fria e cubos de gelo, o choque provoca 'coisas boas' à mistura, ou então é também praticável a rápida introdução na prateleira mais fria do congelador e acabou esta conversa. Passadas umas duas horas vai-se lá ver se realmente está friozinho no recipiente que a gente escolheu para receber o futuro gelado. Se sim, então é verter para a sorveteira, ligar o botão e esperar que se faça magia.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ó Redonda, este post é para ti, vem cá ver!




... obrigada!

Sapatreirices

O sapateiro mandou os funcionários de férias, os quais, no blogue, elejo a sapateirinhos. Isso das férias, esta semana, é para todos. Todinhos.

Sonho

Sonhei que já não era preciso andar com as chaves do estaminé. Pesam sessenta e cinco gramas, o alívio que vai ser, oh mon dieu!

Querido Diário

Eh pá, ó Gina, então e ao cabo de todos estes dias, conta-me lá como está o poeta?

De pé, 'migo, de pé.

Post de amêndoas

Gelado meu, gelado meu... Fiz um gelado de amêndoa que me espantou e agradou mais que muito. E nem é preciso sorveteira. Eu explico. Leva-se ao lume:

400 mililitros de natas
100 gramas de farinha de amêndoa
50 gramas de açúcar
2 gemas
2 paus de canela
1 limão, a raspa

… E deixa-se engrossar, o que acontecerá pouco antes de formar as bolhas da fervura. Este creme pode fervilhar, mas não convém abusar, não vá talhar.
Dispõe-se o preparado numa tigela e deixa-se arrefecer por completo antes de levar ao congelador. Isto em não querendo estragar o pobre do frigorífico, que se a gente marimbar é lá que se coloca diretamente.
Em passando duas horas de permanência no congelador, retira-se e bate-se com uma batedeira, a fim de soltar os bordos e incorporar algum ar no gelado.
Leva-se novamente ao congelador por mais quatro horas, ou até se conseguir tirar uma bola de gelado bem bonita.

Notas:
Para eventuais sobras que haja de um dia para outro, retira-se o gelado do congelador e espera-se um bom quarto de hora, que é o tempo de voltar a ter aquela textura cremosa.


E eis que vem o bolo que o gelado acima acompanha, costume que se encontra ali para os lados de Maiorca, Espanha (é ver aqui), onde lhe chamam Gató de Almendras.

6 ovos
200 gramas de açúcar
200 gramas de amêndoa moída
1 limão, a raspa
½ limão, o sumo
½ colher de café de canela em pó

Separam-se as gemas das claras e, em duas tigelas, bate-se estas em castelo e aquelas com o açúcar até ficar um creme quase branco. Junta-se o resto dos ingredientes, envolve-se, as claras encasteladas, envolve-se e leva-se ao forno em forma untada, forrada e enfarinhada durante para aí uns 40 minutos.

Nota: a canela é poucochinha, é sim senhores, mas é assim mesmo, que para imperar é o limão.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

1 vídeo no post 3458

Post 3457

Amostras que recebi da amiga:

pacote de sérum de rosto
pacote de sérum hidratante
pacote de creme hidratante
pacote de creme remodelante
pacote de creme sem parabenos
pacote de fluido lifting
pacote de cuidado embelezador
tubo de sérum anti-idade
tubo de sérum iluminador
ampola de lipsomas

Post 3456



ó pá ca númaro tóin xiru!

Post 3455

Fiz uma sopa toda ela em verde, que me esqueci das cenouras. Saiu-me salgada, a sopa. Cá pra mim faltou-lhe o doce das cenouras.

Post 3454

Consigo, ainda, passar com os pneus do lado direito do meu (espectacular) automóvel (de matrícula portuguesa) por entre duas tampas de esgoto. Aquelas tampas de esgoto. É que não erro uma.

11 fotos no post 3453



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

laique a tuítar

fazer os cogumelos à parte, a rica filha não gosta de comer pato, que lhe dá pena o bichinho

novidades&raridades

curgete biológica
pepino biológico
pimento amarelo
entrecôte sul-americano
peito de pato
champô sem espuma

Força nisso

Há duas portas de garagem que avisto daqui. Uma que funciona com comando à distância, a outra é manual. É sobre esta última que tenho a dizer coisas. Um homem deixou o carro quase pendurado na subida íngreme, direcionado à porta, saiu, enfiou a chave na ranhura, abriu o trinco e levantou a porta mas foi pouca, a força, tanto que a porta desceu, ele levantou-a, a porta desceu, ele levantou-a com mais força, a porta desceu, ele levantou-a com muitamuitamuita força e a porta prendeu. O homem agarrou no carro, foi estacioná-lo longe da minha vista, regressou, puxou a porta, que levantou, ele puxou com mais força, a porta levantou, ele subiu o murete... ah-ah!, aqueles trinta centímetros deram-lhe uma ajuda do caraças. Aos outros que comandam a porta moderna, olhem, carregam no botão, ainda que travem o carro, quando a pique, olhem, não é para escolher entre o botão e o travão.

sábado, 12 de agosto de 2017

habemus video



como sabem
e se não sabem não faz mal
eu gosto de vocês na mesma
tenho um canal no Youtube
o qual é pouco seguido e visionado
contudo
hoje apeteceu-me calcorrear o meu canal
buscando antiguidades
coisas que já nem me imagino a dizer
fazer e ser
e eis que dou de caras com o vídeo abaixo
o qual tem
ao presente desta linha que agora escrevo
14 visualizações
1 'gosto'
2 'não gosto'


isto dos não-gostos fáme nêrves
é que quando não gostam
não gostam exatamente do quê

da cor da minha pele
das expressões
das músicas que escolho
do enquandramento
do filtro
do tamanho
da proximidade
câ nêrves
os sim-gostos também mi nérvam
mas aí é mais assim uma coisa tipo
sei lá eu a que se deve o gostar
e gostava de saber
ó pá
pronto
é isto então



Falta

Uma mãe em falta é do piorzinho que o mundo pode conter.

3443































capicua de posts






Arriba & Abajo

Despacito

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Eis-me à noitinha

É crumble de figos e uvas. Está bom que se farta. De nada ora essa.


Eis-me à tardinha

Por Gina G - agosto 11, 2017


Caso temerário

Querem-me o medo e coisas impossíveis. A ver se explano o medo de escrever e isso. Faço a cena dentro do fantástico, por assim dizer, não com o bicho-de-sete-cabeças que esse já se fala dele há tanto tempo que não é de todo impossível de existir, invento mas é um monstro de frases, um que se arrastasse com as letras a cair por ele abaixo, gritando socorro…

Tenho medo de escrever. Escrever é um bicho grande e feio e feroz e ruim, um papão de criancinhas indefesas e lindas.



.😱.😱.😱.

Eis-me de manhãzinha




O vídeo faz-me lembrar o muro despedinte, só por dizer que estou cheia de pressa e atenta a outras partes do estaminé. O título do vídeo é uma jigajoga que fiz com a canção que escolhi para me acomapnhar. E, já agora, querendo ver a obra completa e à velocidade normal, é clicar aqui.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Açúcar de Coco

Comprei açúcar de coco um dia desses. Quem mo vendeu disse que é um açúcar que substitui qualquer outro e pode inclusivamente ser usado por diabéticos. Ora eu não sou nada disso, mas gosto de experimentar as novidades do mercado, mormente as do foro alimentar.
Logo que cheirei o produto pareceu-me canela. Mas não é. Ora bem, neste momento estou com a sensação que já registei este assunto no blogue. É que eu escrevo as merdices todas, falo das merdices todas no canal, de maneiras que por vezes é difícil decorar o que já expus.
Mas, já que me pus a conversar disto, concluo.
O açúcar não me encantou. Gostei, sim senhores, mas não estou fã. É que sabe mais a canela do que a coco e eu gosto de uma coisa ser uma coisa extraída de uma coisa e ter o sabor da coisa de onde provém.
Para terminar, deixo escrito que usei o açucar em queques de banana e manteiga de amendoim.

Lugar da musa

Andei por aí, procurando, e pousei num lugar que até podia! vir a ser da musa. Preço normal, simpatia quê-bê. Mas não.

Eis-me à tardinha

Mural despedinte

Trata-se então de:

um pedaço do bordo de um vaso de plástico verde
uma rodela moldada pela tal broca do meu colega
uma colherinha de ovinho de chocolate, com mais leite que cacau
um pingente representante do Dubai, aquele edifício altíssimo e tal
uma moeda representante de 1000-qualquer-coisa, sei lá que língua falará
uma moeda representante de 100-qualquer-coisa, de qualquer país-coisa
um botão verde-água em forma de coração

Está tão mais diverso, agora, o meu mural...

Dia de (disseram na Radio)

Dia de não fazer nada. Daí a foto e não se fala mais nisso, pra não fazer mais.


Eis-me de manhãzinha

tu queres
tu fazes
tu és
tu estás
tu...
eu consigo

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Caderno Diário

Escrevo, por ora bastante, num caderno, já não o largo. Marió interessa-se:
Escreve em qualquer lugar?
sim
Não importa onde?
tanto me faz
Não tem um lugar que diga 'é aquele'?
tenho

Há o lugar especial, mas como perdi o último, não tenho. Não o! tenho.

Há dois pertences que guardo entre folhas vazias de mim. São os ricos filhos, as representações deles. Como desfazer-me deles, do que me lembram de si, cada um deles?
Ela com aquele jeitinho especial a fazer-me um cartão para dizer às pessoas que visitam o canal que aquele é o meu canal
Ele com aquele jeitinho especial a fazer-me lembrada num ramo de flores
Guardo, dela, o cartão que criou para mim
Guardo, dele, um pedaço de papel filamentar que ornamentava o ramo

Não era deitar fora os pertences, não era isso, era deixá-los no caderno anterior, o adorado, quando acabou, é que já vêm daí.
Agora é o caderno dos golfinhos... ai perdão, não é nada, é o da foca. Tem uma foca branca, presumo que bebé, à frente, tem a mesma foca atrás, acompanhada de um retângulozinho onde cabem:
a designação
o logótipo
a morada
o made in
o código de barras
que começa por quinentos e dois, de maneiras que, fiquem sabendo: o quinhentos e dois é o número da Tailândia.

A Tailândia é uma land que é tail.

Eu acho sempre que a(s) foca(s) são golfinhos, desenho-as logo como tal na minha mente supercoisa. Este vai ser chamado o caderno da(s) foca(s).

Que dia ventoso, este

Está vento, pá!
Ui ca porra de vento!
E frio.
Mesmo estando ao sol.
Mesmo sendo duas da tarde.
Mesmo sendo agosto.
Mesmo.
Assim.

A árvore amarela estava toda agitada.  Efeito do vento. Secundário, né? Tem já tantas folhinhas amarelas... E as cigarras mudas. Não sei, que o vento era barulhento ali assim. Podem ter-se emudecido por sua conta, ou por conta de não se poderem fazer ouvir, tão veloz o vento, e ruidoso.

Caneta azul das férias

Descobri hoje que a caneta azul que trouxe de França trouxe com ela uma borracha na tampa. Oh céus, que alegria, vejam lá, então não é que escuso de rasurar os enganos quando manuscrevo, vou lá e apago-os?
Na verdade não me parece que venha a usar a borracha, que eu cá gosto de rasurar. Rasurar é uma espécie de espontaneidade, ou nasce daí, vá, um engano, se inadvertido, é ato espontâneo, né? Não apago nada. Mas virgem a borracha já não está, não senhores.





Sabem onde deixei a outra caneta azul que entretanto se findou? Se não souberem não faz mal nenhum, gosto de vocês na mesma, deixei-a na caixa de lápis de cor e canetas de feltro, cuja morada se faz na sala de espera da senhora doutora das cabeçadas.


Lugar da musa

Ainda não elegi o novo lugar da musa, muito embora não me tenha esquecido deste assunto montes de interessante. Hoje pousei num lugar onde há café Nicola e calhou-me o seguinte pacote de açúcar:





Entretanto, estendendo então brilhantemente o brilhante assunto, é d' oiro!, deixo escrito que aqui há dias estava quasequasequase elegendo o dito lugar, só por dizer que entretanto fechou para férias. Dizia na porta lá deles que para continuarem com a qualidade de sempre era preciso descansarem e que voltariam cheios de vigor, bem como de vontade de assim continuarem, bons pra caraças no que toca a iguarias. Algo assim, vá, que eu também gosto de exagerar as coisinhazinhas por modo a ficarem exageradamente grandes.
Então, vai daí, ando perdida com isto da eleição do novo lugar da musa. Ontem visitei um em que o café é assim-assim, de preço assim-assim e de atendimento assim-assim. Geralmente, para beber café, não escolho pelo atendimento, logo que não me tratem mal, está bem, mas é óbvio que gosto de me sentir bem, acarinhada, não vou ao exagero (aqui não exagero, ah ah) de achar que tenho de me sentir em casa, antes como sendo uma extensão da minha casa, ou por outra: encontrar-me como sou na minha casa perante as visitas, habituais ou então não.

Estou no primeiro

Estou no primeiro banco que encontra quem desce a rua mais bonita de Lisboa. Lembrei-me de me estiraçar nele. Lembrei-me também, e isto há coisa de dois minutos atrás, de logo à noite publicar no blogue mais uma alusão ao 'estou habituada' a isto e aquilo, o que, desta feita, faria incidir por sobre:

'estou habituada a ter um sítio para gravar vídeos'

E depois espetava lá com aquele vídeo em que anuncio 'ah... há quanto tempo não fazia um vídeo no estaminé... à frente deste cenário... ah... há tanto e tanto tempo'

Tenho montes de vontade de me ficar por aqui. Langor, oh quanto. Tanto.
Afinal: que interessa isso, né?
Alguém viria questionar-me? Não.
Olhe lá, o que é que você faz aqui, ó minha desmiolada, estendida dessa maneira, nesse estado? Não.
Mas sim. Um dia, um senhor veio perguntar-me se eu precisava de ajuda. Descreio ter sido ímpeto lascivo, ou teria insistido quando respondi que não. Não, foi logo andando, sem olhar para trás. Não, tinha-lhe dito eu.
Não.
Não.

Dizem os crentes na vida boa, aquela que conseguiremos construir, assim queiramos e creiamos nisso, que o 'não' é palavra a evitar.

eu vou conseguir

Mantra, ó: eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou conseguir

É para repetir antes de adormecer.

Marió deu-me outro tpc, o de perceber se realmente quero conseguir. Isto, acumulando com o tpc da semana passada, que era colocar os pensamentos maus no lixo.

Estou a usar o blogue para desabafar o quanto estou desanimada.

Pareceu-vos uma frase positiva, a anterior?

... e tu continuas com uma caligrafia de categoria, 'migo

Eis-me à tardinha

ó pá tóin xiru!

Senhora no! Banco

Esta é uma senhora no! Banco, não do Banco. É que é diferente. Vejamos, nós, as Ginas, quão diferente é.
Era uma cliente, como eu. Estava na fila, como eu. Atrás de mim, que não era como eu. De repente senti uma mexedela nas costas e virei-me, curiosa. Era ela. Pediu-me desculpa por estar a mexer no enfeite do meu vestido, mas havia achado tão lindo, o de trás e o da frente e, não resistindo, tinha posto a mão para ver com as mãos. Respondi que não fazia mal, ora essa, também gosto de ver com as mãos e sustenho os gestos muitas vezes.
O bom da coisa é a espontaneidade da senhora no! Banco, que venceu a coisa que se chama desplante e que usou esta senhora que encontrei no! Banco.

Sonho de Ginas

Sonhei que me engalfinhava com uma mulher que se engalfinhava comigo e que, num repente, a gente as duas exclamámos:

Olha, esta deve estar na menopausa!

Eis-me de manhãzinha






Onde é que eu estou, onde é que eu estou, onde é que eu estou?

..........................................

Junto à praça do Chile, em Lisboa, óié.