Pus-me a observar os verdes do lugar, que são incríveis e lindas, todas, todas as tonalidades, que poderão, ainda assim, serem brilhantes. Este 'ainda assim' tem a ver com o (ainda presente no calendário) Inverno. É que, mesmo dentro, a viver, o Inverno, vejo brilho.
domingo, 15 de março de 2020
Sonho
Sonhei que andava lá na casa da dona dos bichos-gato, limpando e limpando e nunca estava nada limpo. Limpava muito. Limpava tudo. Tudo. Olhava para trás e nada de ver limpo o que tinha estado a limpar. Um horror. Aliás: o! horror. A senhora entretanto chegara a casa e aliviava-me a consciência: ah, Gina, isto está bem, vá-se embora, está tudo limpo. Mas eu sabia que não.
Quando acordei percebi que afinal o sonho era a minha casa, mesmo que me tivesse mostrado uma casa que não é a minha. Eu limpo e limpo, limpo e limpo, e nunca está limpo. Hoje já limpei duas casas-de-banho, um quarto, o corredor e meia cozinha. As máquinas da roupa e da louça têm duas lavagens cada uma e esta está neste preciso momento de roda de mais uma, enquanto aquela, de frágil que é, deixo-a descansar. Mas, não deixando, tinha ali matéria para mais duas rodadas. A minha casa está um caos, 'migos, só vos digo. Aliás: a minha casa é o! caos.
Pacotes de açúcar
Dei por uma nova coleção de pacotes de açúcar, daqueles que vêm com a bica, que trata de 'horas disto e daquilo'. Para já tenho as -
10:25
Diz que é a 'hora de reunir'
11:34
Diz que é a 'hora da pausa'
13:26
Diz que é a 'hora de conversar'
Primeiro -
Pensei que, se há um pacote para cada minuto do dia, então é uma coleção com umas boas dezenas pacotes.
Segundo -
Presumi ser em demasia tanta porra de pacote.
Terceiro -
Concluí que deve ser mas é um pacote por hora.
Quarto -
Acabei esta conversa.
sábado, 14 de março de 2020
Gina, numa relação com supermercados.
Ontem desloquei-me ao supermercado para comprar chocolates e pensos higiénicos. Exclusivamente. Quem atentasse neste parco rol decerto concluiria que as pessoas compram as coisas que prementemente precisam. Ficou para hoje a aquisição de latas de conserva e pacotes de arroz. As conservas são do piorio para o ácido úrico mas atinge-se o equilíbrio com a ausência de glúten no arroz.
Hoje, por conta do vírus da actualidade, o supermercado, o tal de todos sábados, manteve uma aparência de Véspera de Natal mas sem a inerente alegria. Pessoas aos molhos - mólhos, tá?, mólhos! - pessoas às pressas, prateleiras vazias. E sim, aquilo de o papel higiénico estar a zeros, ou quase, é mesmo verdade. Comprei. Consegui um pacote com vinte e quatro rolos. Daqueles que não valem nada. Não valem um cu, quero eu dizer, assim boia tudo no mesmo assunto.
Ó Gina, então e a canção de ir ao, e vir do, supermercado, foi qual?
You've been acting awful tough lately
Smoking a lot of cigarettes lately
But inside, you're just a little baby
Comprei morangos e maçãs mas esqueci-me dos tomates e das laranjas.
It's okay to say you've got a weak spot
You don't always have to be on top
Better to be hated than loved, loved, loved for what you're not
Comprei sacos para cubos de gelo e alho francês e espinafres e massas cilíndricas (daquelas mesmo básicas, era o que havia…) e grão mas esqueci-me do pão. Mas esqueci-me do arroz. Mas esqueci-me dos palitos. Mas esqueci-me do champô. Mas esqueci-me das cebolas. Mas esqueci-me dos pimentos. Comprei azeite. Comprei cacau em pó. Farinha. Açúcar. Manteiga. Ovos.
Never committing to anything
You don't pick up the phone when it ring, ring, rings
Don't be so pathetic, just open up and sing
Ah, e comprei mais pensos higiénicos. Pá, a pessoa sabe lá, né…?
Can you teach me how to feel real?
Can you turn my power on?
Well, let the drum beat drop
Sim, há para aí uma dezena de posts neste blogue onde aparece este poema e, ou, esta canção. Mas… O que vale é que vocês gostam de mim na mesma. O nome da canção é 'I Am Not A Robot' e quem a canta é Marina And The Diamonds.
Hoje, por conta do vírus da actualidade, o supermercado, o tal de todos sábados, manteve uma aparência de Véspera de Natal mas sem a inerente alegria. Pessoas aos molhos - mólhos, tá?, mólhos! - pessoas às pressas, prateleiras vazias. E sim, aquilo de o papel higiénico estar a zeros, ou quase, é mesmo verdade. Comprei. Consegui um pacote com vinte e quatro rolos. Daqueles que não valem nada. Não valem um cu, quero eu dizer, assim boia tudo no mesmo assunto.
Ó Gina, então e a canção de ir ao, e vir do, supermercado, foi qual?
You've been acting awful tough lately
Smoking a lot of cigarettes lately
But inside, you're just a little baby
Comprei morangos e maçãs mas esqueci-me dos tomates e das laranjas.
It's okay to say you've got a weak spot
You don't always have to be on top
Better to be hated than loved, loved, loved for what you're not
Comprei sacos para cubos de gelo e alho francês e espinafres e massas cilíndricas (daquelas mesmo básicas, era o que havia…) e grão mas esqueci-me do pão. Mas esqueci-me do arroz. Mas esqueci-me dos palitos. Mas esqueci-me do champô. Mas esqueci-me das cebolas. Mas esqueci-me dos pimentos. Comprei azeite. Comprei cacau em pó. Farinha. Açúcar. Manteiga. Ovos.
Never committing to anything
You don't pick up the phone when it ring, ring, rings
Don't be so pathetic, just open up and sing
Ah, e comprei mais pensos higiénicos. Pá, a pessoa sabe lá, né…?
Can you teach me how to feel real?
Can you turn my power on?
Well, let the drum beat drop
Sim, há para aí uma dezena de posts neste blogue onde aparece este poema e, ou, esta canção. Mas… O que vale é que vocês gostam de mim na mesma. O nome da canção é 'I Am Not A Robot' e quem a canta é Marina And The Diamonds.
Conversas de malucos
Estive a falar com o Ângelo e com o senhor professor, mas em lugares diferentes e circunstâncias díspares. O Ângelo, foi no estaminé que a gente se entendeu, o senhor professor foi, obviamente, no Ginásio.
De invulgar: quão destemidamente me joguei ao assunto.
De assunto: maluqueiras cá das minhas.
O destemor adveio de ter encontrado pares em males de cabeça, ele era questões e sintomas, ele era comprimidos e efeitos, ele era consultas de psicologia e inerências. Nada melhor do que me igualar para reduzir isto tudo, bem como, conforme disse atrás, criar um certo à-vontade neste tema. Gostei. Gostei e não foi pouco. É sempre bom não ter medo nenhum, ou, tendo, não ter vergonha. E nenhuma, pois claro. De resto, está tudo bem comigo, obrigadinha.
Datas
Sei em que ano a dona Vitória casou porque a filha dela nasceu um ano antes de mim e eu bem me lembro de ela me dizer que engravidou logo que casou. Também me lembro de ela dizer que casou e embarcou para Angola. Falava muito em Moçâmedes e Sá da Bandeira, a dona Vitória, e até do Land Rover. Ah, e dos charutos. Sempre que havia aniversário no atelier ela fazia a massa e a dona Maria Eugénia tratava de os fritar. Voltando atrás: a dona Vitória e o seu Leonídio, casaram dois anos antes do nascimento desta que vos escreve.
Lisboa, Lisboa
Lisboa, 13 de março de 2020
Observei a árvore amarela durante os últimos quatro dias. Nem foi observar, foi escrutinar. Isto por modo a fixar qual o dia exacto do nascimento das folhinhas. Mas ainda não. Hoje estão, ainda, naquela fase que comparo ao nascimento humano: quando apenas se avista a cabeça do bebé não se diz que é nascido, pois não? Então pronto, é isso. Tenho fotos.


Somente daqui por quatro dias regressarei a este lugar, de maneiras que aí logo vejo o que há.
Nota:
este post foi construído ontem, daí a data desfasada da de hoje
não publiquei precisamente porque não me apeteceu
como já havia confessado no post anterior
sexta-feira, 13 de março de 2020
O mundo no banco hater
Tenho um rio de coisas escritas que não me apetece publicar
Tenho um mar de ideias que quero escrever
Tenho, no fundo, o mundo inteiro para, e por, escrever
Tenho um mar de ideias que quero escrever
Tenho, no fundo, o mundo inteiro para, e por, escrever
Sonho
Sonhei que estava numa praia cheia de gente e que a maré estava tão cheia que as ondas chegavam às esquinas dos prédios. As ondas eram enormes mas as esquinas travavam-nas, era vê-las subir e subir e subir e as esquinas a não deixar. Incrível, né? Uma esquina a travar uma massa d' água. Hum. E eu? Encontrava-me simultaneamente em duas situações: no cimo da onda e na areia. Pá, sabem como é, sempre na crista da onda e a par dos assuntos terrestres. Mesmo que em sonhos.
quinta-feira, 12 de março de 2020
quarta-feira, 11 de março de 2020
E morangos e figos?
Pá, juntar morangos e figos não. Há distância de meio ano por entre colheitas. Podia congelar um e esse que aguardasse pelo outro. Podia aproveitar as conservas que se comercializam. Hum. Mas, quiçá talvez e por ventura, creia em demasia naquilo de não mexer no tratado pela natureza. Pela Natureza, Tratado, quero eu dizer. Há nela uma mestria que me verga.
Fado, não triste, lembrador
Hey, what you looking for, extraí eu há dias de uma canção que ouvi na Rádio. Hey, what you looking for, lembrei eu hoje. Repeatedly.
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