terça-feira, 15 de outubro de 2019

Chá 🍵 ou café ☕

Tinha em cima da mesa uma chávena de chá ainda meio cheia.
Tinha em cima da mesa uma chávena de café acabado de sair.
Tenho em cima da mesa a chávena de chá meio cheia.
Tenho em cima da mesa a chávena de café vazia.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Graminhas, principalmente, mas também é Lanchinho.

mil e trezentos gramas de bananas
quatrocentos e trinta e cinco gramas de uvas
quatrocentos e noventa e cinco gramas de tangerinas

De lanchinho comi uma banana que subtraí à lista anterior. Podia desvendar quantos gramas de banana tenho ao momento no bucho, que tenho balança no estaminé, podendo inclusive descontar o peso da casca, isto em caso de optar por um resultado correcto. Mas não fiz nada disto, o que julgo ter dado para perceber, comi a banana e acabou a conversa.

Conheces-me tão bem, caro colega...

Noto que a minha desconcentração é afamada quando, por exemplo, o meu colega me aconselha e incentiva a almoçar antes de ir ter com o cliente porque, dizia ele, normalmente os meus níveis de concentração já são baixos e se eu vou para lá antes de comer...

Confissão

Tudo pode obter descrédito se observado sob determinada perspectiva e não será a minha grafomania a constituir a diferença. Ou seja: eu, que escrevo e escrevo e mais não sei o quê (grafómana, pronto), não descodifico alguns tópicos que aponto à mão e, ainda, por vezes releio textos meus (com meses, semanas, dias, tanto faz) onde é estupidamente notória a ausência de vírgulas, isto quando fazem lá uma falta do caneco. E é sobretudo por conta da ânsia de tudo escrever que isto acontece. Depois, e decerto a ânsias se deve isto também, ponho-me a escrever e desenvolvo o assunto, sim senhoras e senhores, mas tomo uma rota diferente e o destino inicial fica no esquecimento. É o caso, por exemplo, deste post. Já agora, conto. Fui dar às folhas mas, ao início, o que eu queria era contar-vos o giro que foi escrever no rolo, que eu escrevia e escrevia as minhas coisinhazinhas e o papel desenrolado já era tanto que encaracolou.

Frasco

Na bancada da maquinaria do ferro há um frasco que, por sua vez, contém ferro, mas em limalhas. Consta que um amigo do estaminé faz artigos belos, ou belos artigos, sei lá, e pediu para a gente guardar tudo quanto cair na bancada em forma de limalha, que ele aproveita para embelezar os seus artigos, que ficam lindos, que um dia nos oferece um desses e mais não sei o quê. Esse frasco veio das mãos do Ângelo, numa altura em que trouxe mais uns quantos e mos ofereceu porque eu gosto de frascos de vidro. O giro desta questão, o grosso do post, é que o frasco vinha já com uma vinheta onde está escrito 'amaciador de barba'. Portanto, vai-se a ver e o frasco que antes era usado para armazenar o amaciador de barba, actualmente é usado para aproveitamento de limalhas e eu acho que a vida é, quantas e quantas vezes, feita de contrários, um amacia e apraz o outro pica e faz doer.

101

Cento e um anos tem aquela senhora ali. Eu sabia que eram muitos, porém, nem tantos assim, 'migos, nem tantos assim.

Fila

Numa loja onde estive, quando na fila para pagar, notei que a senhora que me precedia era deveras chata. Vai daí previ que em chegando a minha vez de ser atendida, a funcionária seria atenciosa e amável para lá de muito, tanto porque se havia livrado de tal fardo, como porque eu não sou assim. Não pude comprovar, a senhora foi chamada para uma tarefa longe da caixa registadora, abandonou portanto o lugar, que não foi ocupado pela colega a quem ela pedira colaboração antes desse abandono. Eu esperar um pouco esperei, especada atrás da senhora que me precedia, cheia de paciência e tal, no braço o que escolhera e provara e decidira que sim, levo estas peças. Depois acabou-se-me a paciência. Pá, coiso.

Matizado sem filtros e, quero crer, sem intenção de.

Lisboa, Lisboa

domingo, 13 de outubro de 2019

Dobras

Dobrei a factura do supermercado em dois e depois em três. É comprida. É um pedaço de papel que comprova muitos itens comprados. Não os comprei, só, ensaquei-os, transportei-os em três viagens e arrumei-os. As viagens são: a primeira, corredores do supermercado afora; a segunda: da caixa para o meu automóvel de matrícula portuguesa; a terceira: daí para casa. Eu sei, eu sei, é giro que se farta.

Paz

Não se pode deixar as pessoas em paz, não as de baixa autoestima e desoladas no coração. Principalmente essas.

Escrever

Para escrever, imagino uma montra de assuntos à disposição, é agarrar no que mais interessa ao momento e pumba. Mesmo no caderno é assim que apuro o assunto. Ainda que escrever para esconder (caderno) seja diferente de para mostrar (blogue), escrevo sempre sem o interesse de interessar. Mas pronto, já se sabe que, o que vale, é que vocês gostam de mim na mesma.

Açúcar

Tenho algumas coisas para registar acerca da embalagem de açúcar branco que encetei esta manhã.
Tem (tinha!) um quilo.
Diz que:
o açúcar branco é um açúcar de cana que pode ser utilizado para adoçar todos os seus (meus, portanto) alimentos,
é apto para vegetarianos,
Conserva-se em local fresco e seco,
é isento de odores fortes
a validade é ilimitada.
Uma tabela diz que cem gramas de açúcar podem ser convertidos em quatrocentas kcal,
mil e setecentos kj,
zero gramas de lípidos, dos quais, saturados, idem,
cem gramas de hidratos de carbono, dos quais, açúcares, idem,
zero gramas de proteínas,
zero gramas de sal.


Nota:
Que a validade do açúcar é ilimitada já eu sabia há algum tempo, agora que não contém sal absolutamente nenhum é que para mim é uma grande novidade.

Notazinha:
Hoje fiz caramelo mas não o fiz salgado.

Factura

A factura deste caderno foi descoberta hoje, entalada sei lá onde, na mota. É um A5 notitieboek. Pronto, se traduzido, podia ser simplesmente caderno mas ocorre que o tradutor de Mr. Google diz que é um notebook, e notebook de português não tem nada, mas vá, singremos no caderno que singraremos bem. A compra foi efectuada às onze horas e nove minutos da manhã de onze de junho do corrente ano. De nada, ora essa.

Pernas na perna

Tenho umas calças tão largas nas
pernas
que cabem as minhas duas
pernas
numa só
perna
das calças.
E uma camisola cor-de-laranja também já eu tenho.




Pequeno-almoço ao lanchinho

De pequeno-almoço ainda pensei comer a meia cenoura que havia sobrado do jantar de ontem, mas não, foi panquecas com manteiga e sumo de laranja. De lanchinho é que comi então a meia cenoura.

Mostrar-vo-lo (adoro estas formas verbais, ai)

É como está o cabelo ao momento.
Já mo têm elogiado.
Agradeço educadamente
(mas não sei se sempre)
e há até umas vezes em que
concordo destemidamente.
Afinal se, né?
Vou mostrar-vo-lo:

sábado, 12 de outubro de 2019

Velho dia

De maneiras que é isto: o dia é velho e passei-o a escrever parvoíces no lbogue… ai perdão, blogue. Não é estagnação, não é mais do mesmo. Não. É engano meu.

Vem aí o Natal

É tão bom quando encontro um sorriso sincero. Às vezes vejo por aí um ou outro. Há os que aparecem num repente, a gente olha e pumba, lá está o sorriso da pessoa. Todo. Até ao limite. Não há mais. E em nanossegundos.


Little baby
Pa rum pum pum-pum
I am a poor boy too
Pa rum pum pum-pum
I have no gift to bring
Pa rum pum pum-pum
That's fit to give our King
Pa rum pum pum-pum
Rum pum pum-pum
Rum pum pum-pum
Shall I play for you
Pa rum pum pum-pum
On my drum

Protector solar

Já arrumei o protector solar, que me andava para ali em cima da cómoda há tudo isto de tempo: um mês. Sabe-se que, no geral, um protector solar é coisa para andar em lugares próprios, como por exemplo, o armário da casa-de-banho. Pois bem, foi lá que o pus. Para o ano é um achado. Diz o comércio e as gentes do estilo de vida (é a minha tradução - barroca, bem sei - para lifestyle) que não se guarda produtos deste género. Hum, ok, vá, haverá alguém que?