sábado, 10 de agosto de 2024

Sumo de pêssego

10 de Agosto

Lisboa, 7 de Agosto de 2024

Em primeiro plano é a sexta árvore que encontra ao lado esquerdo quem desce a rua mais bonita de Lisboa
Em segundo plano é a quinta árvore que encontra ao lado direito quem desce a rua mais bonita de Lisboa
Em terceiro plano é a quarta árvore que encontra ao lado direito quem desce a rua mais bonita de Lisboa
O sol é o da tarde
Era
Passavam nove minutos das dezassete horas do sétimo dia deste mesmo mês no ano que agora corre

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

13977

6 de Agosto 

Vou dançar

4 de Agosto

Fim de semana 3 e 4 de Agosto, porém antecipei o evento para os 2 do mesmo mês

Na sexta-feira (2) fiz um Bolo de Natas e Limão. Esta é uma receita que uso muitas vezes como base, acrescentando depois, ou não, o que quiser. Também pode ser o que me der jeito usar, tanto por haver embalagens encetadas, como por haver itens congelados e precisados de serem consumidos. Porém, desta vez, a escolha deu-se porque eu havia recolhido umas quantas ameixas secas do chão do jardim do último alojamento onde pousei. Eram mesmo muitas, caíam da árvore de maduras que estavam e ficavam no chão, desidratando. Assemelham-se (sim, assemelham-se, presente, que ainda as há cá em casa) às ameixas que compro empacotadas. São boas que se farta. Mesmo. Trouxe bués. Setecentos e dez gramas, isto com caroço. Então decidi usar uma parte (cem gramas, mais ou menos) como incremento deste este bolo, não sem antes as lavar, retirar-lhes o caroço, cortá-las em pedacinhos, fervê-las um poucochinho em água, escorrê-las muito bem, demolhá-las em licor de ginja e, ao cabo disto tudo, deixá-las a escorrer do licor mas, aí, não muito bem. A incrementação contou ainda com nozes picadas. Acerca do resultado final - estava bom. Este bolo, no seu modo simples, nada tem para correr mal, é receita que já vai nas dezenas de vezes que o fiz, porém a incrementação, particularmente por estar a usar um produto tão virgem como estas ameixas, deixou-me expectante. Não esperei que estivesse extraordinário, o que é bom, faz até parte do meu feitiozinho de caca não esperar 'extraordinariedade'  em porra nenhum do que faço, isto porque, se estiver, é certo que jamais considerarei que está extraordinário. Estava bastante bom, pronto. Não assim uma cooooooisa... Extraordinária, lá está, mas bom. 
No domingo (4) fiz Cheesecake, Creme de Ovos e Arroz-doce porque as minhas pessoas vinham cá a casa jantar. O cheesecake, fi-lo porque havia muuuuuuito tempo que o não fazia e é iguaria que todos adoram. O doce de ovos, fi-lo porque entendo que é um casamento feliz quando vive com o cheesecake e, outrossim, é iguaria adorada por todos. O arroz-doce, fi-lo porque o rico filho gosta mesmo muito e, como fez anos recentemente, achei que devia comemorar, também, desta maneira. 
Comeu-se quase tudo. 
Pois.
Sou uma exagerada.
A melhor parte é que se comeu com prazer. Se algum dia me falta esta parte é que é uma porra.

sábado, 3 de agosto de 2024

Parzinho

3 de Agosto

Fim de semana 26, 27 e 28 de Julho

Na sexta-feira (26) fiz Bolo de Claras. Andava ao tempo para usar as claras que tinha congeladas, creio até que falei disso em posts de fins-de-semana anteriores. Deste bolo, o que tenho a contar é que o pus no forno escolhendo uma temperatura baixa. Mas foi sem querer. Rodei o botão até onde julguei ser os comumente usados 180º, não me certifiquei se era aí que estava pousado, e vai que pus o forno a bombar em poucochinho, nuns insuficientes 130º. Caraças. Eu bem me parecia que estava a demorar muito a ficar pronto... Em dado momento resolvi 'ler' a temperatura que havia escolhido, dei com o erro e percebi a demora. E lá se cozeu o Bolo de Claras. Este bolo, por levar claras, é óptimo para as aproveitar, ademais é óptimo no paladar.

Fim de semana 20 e 21 de Julho

No domingo (21) fiz Bolo de Goiaba. A minha ideia era, e foi, usar a espécie de goiabada que tinha congelada, feita por mim, com as goiabas provindas lá do pomarinho do sô Manel, que mas deu. Apoiei-me naquela receita simplezinha: leva os húmidos ao liquidificador e bate-os bem; despeja a mistura na tigela onde puseste secos, mexe até estar envolvido e leva ao forno. Simples. Mas não quis certificar-me da quantidade de farinha e vai que pus três cups. Entretanto pareceu-me que afinal é mas é dois porque o bolo estava um bocado seco. De açúcar acabei por também não pôr os dois cups (de açúcar é mesmo dois cups) porque, ao fazer a goiabada, havia colocado açúcar, então, por mor de não exceder, pus apenas um cup. Retirado o bolo do forno, aquecei bebida vegetal de aveia, juntei-lhe açúcar, mexi até derreter o açúcar e deitei por cima do bolo, que havia furado aqui e ali. Finalizei espalhando coco ralado. Já referi que o bolo estava seco. Pronto, estava. 

Fim de semana 13 e 14 de Julho

No sábado (13) não fiz bolo e ou doce nenhum. No domingo (14) não fiz bolo e ou doce nenhum. Motivos: férias lá longe. Engraçadamente, certo é que este ano não tive que escolher qual o bolo para o jantar do meu dia de anos. Sim, que eu, mesmo não tendo mais ninguém em casa, faço bolo especialmente a pensar em mim. Entretanto escolhi magicar qual o bolo que farei em data vindoura, tendo em conta qual o bolo que faria na data transacta, e concluí que há-de ser qualquer coisa que leve maçã.

Fim de semana 6 e 7 de Julho

No sábado (6) fiz um Bolo de Natas e Limão e um Leite-creme. Ao bolo juntei-lhe pistácios e arandos e, no caso do leite-creme, decidi usar bebida vegetal de aveia ao invés de leite. Antes tinha andado a ver se faria dois bolos de coco. É que tenho duas receitas a experimentar, ambas vindas lá dos Brasis. Há um delas que me parece melhor que a outra, mas calha de, nessa, ser usada apenas metade de uma lata de leite condensado e um tiquinho – 60 mililitros – de leite de coco. Já de mim não me agrada congelar leite condensado, ideia que ocorreu por sobrar meia lata. Sim, já o fiz, mas não gosto porque, na verdade, o leite condensado não congela. Acerca do tiquinho, como a ideia era usar um resto que tenho congelado e que é em maior quantidade, acabaria por sobrar e não se deve congelar o que já se descongelou. Então pensei em fazer as duas receitas – a quantidade de leite de coco que tinha no congelador perfazia o total usado nas duas receitas, ficando, assim, a meia lata de leite condensado a sobrar, mas poria no congelador e seria forte, esquecendo, portanto, que estava a congelar leite condensado e blás e mais blás. Isto de fazer logo duas receitas duma assentada faria também com que gastasse mais ovos do que o habitual, uma vez que iria de férias daí por dias e, ovos, é item que não gosto lá muito de deixar por casa. Mais uma esquisitice, pronto. Mas vai que... Na noite anterior (5) masqueceu de retirar o leite de coco do congelador. Oh. Foi então por isso que fiz o bolo já anunciado. E numa de, lá está, gastar ovos à maluca, fiz também o leite-creme, iguaria na qual costumo pôr meia dúzia deles. Ao preparar o bolo, desta vez, quis esfregar as raspas do limão no açúcar para que o bolo ficasse tão mais saboroso. Mas vai que masqueceu de juntar o sumo de limão, juntando-o quando o bolo já estava todo batidinho. Receando que lhe alterasse a química, reduzi para metade a quantidade do sumo, que é a de um limão inteiro. Nunca vou saber se fiz bem ou se não faria qualquer diferença optar pelo que diz a receita, o que sei é que o bolo estava mesmomesmomesmo bom, portanto resultou na mesma. No caso do leite-creme, ainda ponderei usar 7 gemas porque, assim, ovo nenhum sobraria. Mas não, pus os 6 do meu costume, certa de que nos dias seguintes apareceriam oportunidades de o usar. E este leite-creme, este sim, é que não ficou bem. Definitivamente, bebida vegetal de aveia não substitui o leite. Não.

Fim de semana 29 e 30 de Junho

No sábado (29) fiz Tarte Invertida de Ameixa e Maçã e Bolo de Espinafres. Porém, antes, por mor da amicíssima oferta do sô Manel, ameixas do seu quintal, pensei num clafouti, no qual, ao invés de cerejas, que é o seu original modo de preparo, usaria ameixas. Mas eu queria mesmo era fazer o bolo de espinafres... Na altura não tinha lá grande necessidade de fazer compras com vista ao fim-de-semana e, portanto, ir de propósito comprar espinafres pareceu-me irrisório. Mas entretanto percebi que era preciso limão para esse bolo e, de facto, o bolo sem o galcé que o cobriria faria uma graaaaaande diferença... Para pior. Pois. Mas há, havia, mais, é que no meu congelador há - sim, ainda há - coisas que estão na hora de serem usadas: leite de coco, claras e a tal massa de bolachas que havia feito na semana anterior. Mas podia deixar estas coisas todas e fazer um crumble de ameixas... E juntaria maçãs, pois que acho que ameixas só, hum... Usaria até, na parte do crumble, o resto de manteiga de amêndoa, o que, de certo modo, dispensaria parte da manteiga. Lembrei-me também de o crumble, na verdade, ser uma massa de bolacha, uma daquelas simplezinhas, a 3, 2, 1 + 1 ovo. Passou-me ainda o pensamento por duas receitas que tenho para experimentar, ambas levam leite de coco, que boa hipótese de usar o leite congelado de que falei aí atrás! Ora o que é que aconteceu? Aconteceu que, para fazer o crumble, é indispensável o limão, eu cá acho, então, toca de ir à mercearia mais perto para comprar. E o que é que aconteceu a seguir? Aconteceu que havia lá um molhão de espinafres. Que comprei, pois claro! Faria o tal bolo à noitinha, pois já tinha usado o tempo de que dispunha preparando o crumble, que resultou, lá está, numa tarte invertida, porque fiz a massa de bolacha já referida, na qual coloquei então a manteiga de amêndoa. Temperei a fruta - as tais ameixas do quintal do sô Manel e maçãs - com limão, sumo e raspa, açúcar mascavado, canela em pó e, de licor, ginja caseirinha. Resultou em grande prazer em comer. Vai daí, no sábado (29) fiz Bolo de Espinafres. O incrível de o fazer é que foi à noitinha, coisa rara, mas, como já tinha lavado os espinafres, não quis deixar a fazedura para o dia seguinte, não fossem murchar ou assim. Então, toca de o fazer. Mas não gostei deste bolo. Nada. Sabia a espinafres. Sim, bem sei: 'que é que queres, ó Gina, atão se o bolo é de espinafres...!' Mas pronto, julguei que não predominaria tanto esse sabor. Em cru (sim, provei a massa, ia lá agora escapar-me a oportunidade) soube principalmente a manteiga, e, aí, talvez por isso eu tenha acreditado que o bolo ia ser bom. De resto: é então para não repetir, foi uma experiência que não resultou.

Fim de semana 22 e 23 de Junho, porém, começando antes, a 21

Na sexta-feira (21) Fiz Bolo de Mel e Chá Preto. Este é um bolo que andava para fazer há moooooontes de tempo e portanto já se vê que foi neste dia. Eu sei que já vi bolos com chá em outros lugares, nomeadamente chá de camomila, chá verde, porém este pareceu-me fácil e rápido de preparar, é inclusive feito numa taça só, vai-se acrescentando os ingredientes e, presumo até, que não se deve mexer lá muito porque o quente do chá activa os ingredientes. Presumivelmente, reforço. Uma questão engraçada na feitura deste bolo é que usei dois itens velhos pra caraças. Trata-se de um mel - que estava de resto e do qual falei aqui - e de um chá do Ceilão, que é fortíssimo, que me ofereceram há décadas. Sim, décadas. É. Umas três. Não é exagero. E terminou os seus dias neste bolo, que achei assim a modos que mais ou menos, vá. Eu, os bolos de mel, acho-os sempre esquisitos, e este também não repetirei.
No sábado (22) Fiz Bolachas Não Sei Quê. Digo assim porque não malembra o nome. É também uma receita nova, que, esta sim, repetirei. É gira que se farta. E resulta numas bolachas incríveis. Caneco. Amanteigadas. Doces. Crocantes. Tudo no ponto mais perfeito que há. Que combinação! A receita era para pôr um cup e meio de uma mistura que incluísse desde chocolates a frutos desidratados ou secos. Tanto faz, interessa é a quantidade. Usei nozes, chocolate negro e chocolate branco. Fiz um tanto logo no dia e o outro tanto dias depois e, de resto, tenho, à data da construção deste post, um pedaço ainda no congelador. É a repetir. Em outras vezes usarei outras durezas, lembrei-me logo de pistácios, arandos, chocolate branco e raspas de limão.