terça-feira, 1 de agosto de 2017

Obituário

não, não é a minha tartaruga, é um objeto que anda no estaminé 
O mês terminou ontem, bem como a minha tartaruga. E não é que o Luís foi dar com a bichinha inerte, luzidia e fedorenta? É. Deu pena, tadita, estava há vinte anos, dez meses e dezasseis dias connosco. Não é que lhe tivesse um amor desmesurado, sequer qualquer forma de carinho mais - ou menos, quero eu dizer menos- intenso, deu-me pena do bichinho abalar de casa. Morto. Ó pá... Agora é pôr – também – no lixo o aquário rudimentar que lhe servia de casa quase desde sempre, e aproveitar o cantinho para outra coisa. Cá pra mim é ali que vou passar a pousar a mala, aquando da chegada a casa. E olhem que sinto a ausência do bicho.

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