quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Listas

Tenho compras a fazer, o que é também um afazer, oh que piada fácil, e blás, mas indo ao que interessa, e não é pouco, oh que afirmação reveladora de sentimentos bons, tenho compras a fazer, que são:

»»»tábua para corte de alimentos
»»»forma para pudim
»»»plástico impermeável

A tábua
podia ser aquela que tem as flores secas a decorar. É mesmo uma tábua, as normas da saúde não chegam aos lares. Ainda. É em forma de pera, foi o senhor Valdemar que esculpiu. Não se diz esculpir se o material é madeira mas eu agora não malembra como se fala da madeira. É um artigo rudimentar, como o meu bloquinho, como o meu blogue, como o meu canal, como eu.
A forma
para pudim está na lista pelo óbvio: falta-me uma coisa assim no armário. Estas formas têm uma tampa que fecha por meio de fechos (lá vem a redundante, ca porra pá), são três. Há umas que não os têm, é só um encaixe, o rebordo da forma entra à confiança no entalhe da tampa e pumba e coiso. Na verdade a tampa não é para estancar, estancar tanto que não entra nem sai ar nenhum, nada disso, estancarestancarestancar → não, é que ainda rebenta... Estas formas são ainda caracaterizadas por terem um buraco no meio, ou então um cone, ah ah, seja lá como for o pudim sai de lá com um buraco no meio. É ainda comum ver nas lojas dois tipos de forma, uma com ondinhas, outra sem elas, e em vários tamanhos, para aí uns três. Creio que escolherei a sem ondinhas por ser mais fácil, tanto desenformar o pudim como lavar a forma, muito embora as ondinhas num pudim sejam grande parte da graça.
O plástico
é para forrar o móvel da cozinha. Sim, esse móvel viveu até aqui sem plástico impermeável, e até sem plástico nenhum, mas.

Tenho tarefas a desempenhar e com este verbo não faço graçolas porque. Pois. Sei lá como.

depositar 
as pedras mediterrânicas junto da base do tronco da árvore amarela (à-parte: as folhas amarelas são cada vez mais, mas ainda não chegaram a um número que eu considere serem muitas)
colocar 
o saco verde na caixa, não colocar o saco verde no lixo
forrar 
o caixote do lixo piriri com a tabela desatualizada, mesmo que se vejam os furos do dosisê, principalmente porque as folhas da tabela não têm furos desses
destruir 
a pequena cartolina com o 4 da fonte não-se-das-quantas, negrito, tamanho 72, ou 80, ou mais
construir 
algo com o triângulo de papel que saiu da etiqueta do fio
desenhar
 a flor com as contas douradas que saltaram da camisola e tirar fotos
abastecer 
o pacote de lenços com guardanapos que assim fazem as vezes de lenços

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