Por vezes lamento que não registe qual o ponto exacto de um ou outro clique daqueles que faço por Lisboa. Daqui por meses e, ou, anos não reconhecerei esses pontos e, por conseguinte, lamentarei, sei-o porque já lamentei alguns. Por isso é que em nova passagem pela rua Engenheiro Vieira da Silva cliquei noutra perspectiva, e aqui registo que é efectivamente essa a rua deste clique,
mas também de um outro assaz especial, que conta já com umas semaninhas e que pode ver-se clicando aqui.
sábado, 16 de outubro de 2021
Amarelos
Tenho mais amarelos a apresentar, isto em duas fotos. Se numa tenho aqueles autocolantes que já em tempos publiquei no blogue, mas quando ainda estavam colados a formar um quadrado, noutra tenho a parte que se desfocou, focada. Tudo em amarelinho, ó pá tóin xiru! Debruço-me especialmente sobre a última, que, oh vejam lá, pus no blogue em primeiro. É mais bonita e deita mais corpo - As folhas são da árvore amarela, trata-se de um raminho que encontrei aqui há semanas; o gatinho amarelo é o gatinho amarelo, mas em madeira, não em carne e osso, esse é outro; os botões peludos que estão próximos ao gargalo da botija são restos de uma das plantas de rua bem outonais, há imensas por Lisboa. Estes botões em particular fizeram parte de pequenos caules que encontrei por aí. São do tempo em que fiz aqueles posts intitulados com o nome de pessoas que conheci e acerca das quais conto vir a dizer mais coisas no blogue.
Etiquetas:
#semfiltro2021...,
Árvore amarela...,
Cliques 2021...,
Das fotos...,
Do blogue…,
É a senhora da limpeza...,
Estaminé...,
Lisboa 2021...
História
A história da árvore amarela pode ler-se aqui, bem como pode aliás ver-se porque é a árvore amarela, amarela. Isto ficou num português esquisito, mas eu nunca disse que sei escrever. A juntar, deixo foto que o Luís encontrou por aí nas netes, sem que se tenha descortinado a quem pertence a autoria, portanto, olhem, obrigadinha na mesma. Não sei que idade tem a foto mas alvitro ser coisa para os anos 60. Ou 50, vá. O que sei é que o poeta não constava ainda no pedaço ajardinado e o pedestal dele diz que lá foi colocado em Janeiro de 1968. O pedaço ajardinado onde se encontra actualmente e árvore amarela também está delineado e, parece a mim, que tem vegetação. Já ampliei a foto mas não me deixa ter certezas. Seja lá como for, posso imaginar a árvore amarela em pequenina, ainda mal semeada de folhas e tal e tal. Pronto, fica então a dita foto. Ah, e querendo ver o amarelo que me apaixonou e que despoletou o cognome é clicar no link supra. E não, a árvore amarela nunca mais ficou tão amarela e brilhante. Pode ser que este ano fique. A ver vou, lá isso.
Aniversário
No dia em que fez onze anos que publiquei pela primeira vez a árvore amarela no blogue, gravei o percurso que fiz até lá e hoje presto-me contas disso. Tenho pena que a aplicação nesse dia não tivesse as legendas em português mas é o que tenho. A aplicação grava paragens, mesmo que curtas. Grava também, e obviamente, les dépards et les arrivées que je fait. Então vá:
a partida não foi bem bem bem no estaminé, mas um pouco mais à frente, que foi quando malembrou de registar o percurso
a primeira paragem foi no semáforo junto ao poeta
a segunda paragem foi para um recado do estaminé e uma compra particular
a terceira paragem foi para ver e fotografar a árvore amarela
a quarta paragem foi no semáforo que organiza o tráfego no cruzamento mais próximo ao estaminé
a chegada foi feita no estaminé
E, para finalizar este acontecimento absurdamente fantástico, registo que:
a chegada foi feita no estaminé
E, para finalizar este acontecimento absurdamente fantástico, registo que:
percorri 4 quilómetros e 120 metros
a duração foi de 1 hora, 15 minutos e 32 segundos
o ritmo médio foi de 18'21” (não, não sei bem bem bem o que isto significa, se sou para lá de lenta, ou então não)
as calorias chegaram ao número 115
Lisboa, Lisboa
No outro dia, quando falei do tom da minha Lisboa, aquando da ideia ainda na sua insipiência já idealizava que juntaria um vídeo ao post. Só que masqueceu completamente, relembrando para aí uns três dias depois, quando acedi ao canal para verificar se estava tudo bem num (outro) vídeo que acabara de carregar. Então vá, o vídeo em questão... Quero dizer: o primeiro! vídeo em questão neste post chega portanto hoje. Vai a tempo, presumo. Sinopse, já agora: este vídeo tem fotos que escolhi não publicar no blogue mas sim agrupar num vídeo, as quais musicaria com a canção de que falo no link supra.
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Antes de mais, o piano.
Antes de mais, hoje não ouvi o piano. Oh. Mas pronto, era lá agora o evento que é se ocorresse todos os dias, né? Poi zé. Comi a bucha na varanda, enquanto de um televisor vizinho soavam as notícias. Mudei de vista, é certo, mas, sobretudo, melhorei-a.
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
Antes de mais, o piano.
O piano ao meio-dia, pois claro, não fosse eu desiludir-me com o acaso. Logo mais, ponderei comer a bucha sentada na escada do prédio, não seria, aliás, a primeira vez, mas escolhi sair para a rua e comer em pé. De um arco surgiam turistas. Também surgiu um homem das obras carregando um balde de entulho, já agora.
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
terça-feira, 12 de outubro de 2021
Escrever
Comoveu-me que a menina fée perguntasse o que gosto de fazer. Tipo assim de um tiro, trau!
«o que é que gosta de fazer?»
escrever
«escreve sobre o quê?»
sobre tudo
Não, não escrevo sobre tudo, mas, sobretudo, escrevo. Respondi assim porque, se de chofre pensar no teor daquilo que escrevo, sinto que escrevo sobre tudo.
Cartão de visita
Sou pela reciclagem, a menos que me esqueça ou não possa de todo reciclar o que é de. Há dias deram-me um cartão de visita alegando serviços, agradeci e guardei-o. Logo mais marquei consulta, não esquecendo de adicionar os contactos ao telefone e voltei a guardar o cartão, ponderando se devia devolvê-lo ou dá-lo a alguém necessitado. Se bem que esta última hipótese, querendo-a acontecida breve breve, seria necessário correr mundo e bater boca, o que não me apraz, então fui deixando ficar. Um dia, quando na sala de, e à espera, vi que na mesinha havia uma pilha de cartões iguais ao que eu tinha dentro da carteira. Retirei-o de lá e pu-lo em cima dos outros com gestos decididos. Pumba, este fará dois serviços, pensei eu. Esta é também uma forma de reciclar. Na mesma mesinha estava uma outra pilha, mas de brochuras, e de uma leitura distraída retirei simplesmente fadas. Então, olha, fada fica a menina de lá, mas em francês – fée
Post de merda
Tenho ouvido dizer que não vale a pena darmos tanta importância aos 'gostos' que os observadores (seguidores, vá) deixam nas nossas publicações porque a maior parte desses abonatórios cliques são feitos quando estão (estamos) sentados na sanita. Eu, por vezes, levo o telefone comigo mas vou ouvindo um podcast, dispensando assim segurar no telefone enquanto. Foi numa dessas ocasiões que percebi que tenho idade para os protectores solares com +50... É, sou um bocado desatenta, sou. E, por vezes, esqueço-me de clicar no 'gosto', lá isso. E gosto, não gostando sempre, a verdade é que, se não gosto, não clico no 'não gosto', e nem é pela desatenção, é porque não gosto de clicar aí.
As íris do sol
Têm estado uns lindos dias de sol. Esperado, vá, isto é terra lusa, o sol aqui pertence. Têm estado umas temperaturas altas. Inesperado, ainda que a pegada ecológica mande dizer que doravante é subir e subir. Também, e seja lá como for, são sóis bons, os destes dias. Esta manhã, um desses incidiu no adereço metálico da minha mala, reflectiu na parede e teve por companhia uma espécie de arco-íris. Íris, é, arco é que oh, e que não seja, né? Poi zé.
Gina, numa relação como o supermercado.
Do supermercado e o supermercado e mais o supermercado. Num repente lembrei-me do seguinte: sempre ouço que canção deixa o rico filho no autorrádio mas, bem vistas as coisas, também ele ouve a que deixo eu. Isto: ao menos um bocadinho, pois claro, que, logo de seguida, ele ou eu mudamos de acordes.
Então vá.
Tenho vindo a protelar a divulgação de qual a canção que agora me acompanha nas idas e vindas para, e do, supermercado. Trata-se de uma canção bem antiguinha, pertencente ao repertório de Laura Pausini – La Solitudine. Gosto de variar de língua, aliás, de Língua, por isso é que desta vez escolhi o italiano. Esta canção, trago-a na memória também por conta de ser uma das que uma professora de Ginástica que tive em tempos há muito idos usava para o descanso final, aquela parte das aulas em que se alonga o corpo e a escolha musical flecte para algo mais calminho do que, por exemplo, quando se anda aos pulos em cima de um step, ou em rodopios tão próprios da aeróbica. Velhos tempos, lá isso, agora os steps são decks e a aeróbica é zumba, ou coisa assim.
arranque
Marco se n' è andato e non ritorna più
E il treno delle 7:30 senza lui
curva estreita, porém, com avistamento
Chissà se tu mi penserai
Si com i tuoi non parli mai
rotunda da farmácia:
Piangi i non lo sai quanto altro male ti farà
La solitudine...
entrada na estrada principal
Marco nel mio diario ho una fotografia
Hai gli occhi di bambino un poco timido
a curva mais temida
Tuo padre i suoi consigliche monotonia
Lui com il suo lavoro ti há portato via
rotunda das pedrinhas brancas a rasar os lancis
Non è possibile dividere la vita di noi due
Te prego aspettami amore mio... ma illuderti non so!
subidinha das tampas de esgoto
La solitudine frai noi
Questo silenzio dentro me
rotunda das pedrinhas brancas em cogulo
È l' inquietudine di vivere la vita senza te
Depois repete-se alguns versos e percorro o resto do caminho, contendo este uma recta fixe, uma curva para lá de boa, uma subida que termina numa rotunda, onde entro e saio e só páro quando chego a um parque de estacionamento bem bem bem desafogado. É-o assim porque é manhã manhã manhã quando (tudo) isto acontece.
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
domingo, 10 de outubro de 2021
Domingo à noite
Nunca mais fiz os posts do supermercado, que eram daqueles de fazer ao domingo. Cansei-me. Canso-me de mim. Mas, simultaneamente, ou parvamente, sei lá, sinto saudades do tema. 'Gina, numa relação com o supermercado.' era como intitulava esses posts, que construía livremente, afinal é um tema limpo e extensível que se farta. Um mimo, portanto. Cansei-me de não me dar bem com a movimentação dentro do supermercado, descrevendo as compras mas sem focar o desespero que essas visitas, afinal, me provocam. Cansei-me desse desvio, esgrimo em vão. É tudo mentira. Escrever das beterrabas tão lindas que estavam para quê se estou imprópria para isso, né? Poi zé.
Lenços
Muitas entradas tem este blogue sobre o tema lenços de papel, oh porra. Agora até colo no caderno um pedaço de cada pacote que enceto. Já tenho escrito que vêm aos grupos de seis, sempre com desenhos diferentes, mas que, geralmente, as coleções apresentam apenas quatro, de maneiras que, pronto, dois repetem-se. Na verdade faço agora as colagens porque falo destes pacotes sem os apresentar em fotos. Já o fiz, bem sei, mas não costumo fazê-lo. E, se não costumo, é porque sinto que quem vier a ler não encontrará conformidade entre o que escrevi e o desenho. É insegurança minha, é, mas pronto, este registo cá fica. Pena é não me lembrar em que moldes descrevi este primeiro desenho de que falo e que colei no caderno. Sei lá, devo ter escrito «ah, este desenho é de losangos, lembra o psicadélico, os anos setenta» e mais não sei o quê. Vou pesquisar.
Tenho dois com um padrão aos losangos, nas cores preto, cinzento e branco. Lembra o figurativo dos anos setenta. A gente pensa me padrões dos anos setenta e chega-nos aquilo. Decerto.
Entretanto fui dar com mais um pedaço de pacote de lenços de papel da mesma coleção do descrito acima. Este tem uma pomba amorosa e também não me lembrava que coisinhazinhas escrevi acerca. Digo lembrava porque o post onde descrevo o desenho do pacote mencionado acima é o mesmo que contém a descrição deste pacote, de maneiras que fiquei com o trabalhinho já feito e, já agora, deixo abaixo o que escrevi então nesse mesmo post.
Tenho um com o padrão montes de português, montes de popular e, já agora, montes de amoroso. Também deve ser pela paz, tem uma pomba.
Deixo agora link para o post por inteiro. Deixo-vos agora, também. Isto se aqui chegastes, evidentemente.
Esta Lisboa tem cheiro de quê? Tem cheiro do mesmo!
Um dos meus mais comuns títulos é 'Lisboa, Lisboa'. Nos primeiros tempos foi para intitular posts onde apareciam apenas fotografias da cidade, depois fui juntando os textos, quase me desculpando: «Ah, esta 'Lisboa, Lisboa' afinal tem letras.» Sei bem o que deu o mote a este dizer de 'Lisboa, Lisboa', foi o primeiro verso do refrão da canção dos Pólo Norte – Lisboa (pois claro, ah ah)
Andei pelos fundos do blogue à procura do primeiríssimo post que intitulei de 'Lisboa, Lisboa' e não consigo decidir-me por entre dois que encontrei. Um é datado de Outubro de 2017 e tem de título: 'Lisboa, Lisboa, ah Lisboa...'. Será que foi nessa data que me colei ao verso da canção, ou, por outra, foi no ano seguinte, corria o mês de Julho, quando intitulo somente de 'Lisboa, Lisboa'? Nunca saberei, assim como nunca saberei em que tom lerão este título, mas cá ficam, tanto a indução como os registos, e, estes útltimos, ainda que aéreos.
O cão vizinho e amigo desta que vos escreve
O cão que mora no terraço vizinho não descansa enquanto não o afago, somos amiguinhos vai para meses. Porém, no dia em que lavei o terraço, logo que a água esguichou da mangueira afastou-se para o mais longe que conseguiu, portanto já se está a ver em que pé ficou a dita amizade. Não obstante, revi-o quando a água parou, o que não me surpreendeu, como já o desaparecimento não surpreendera. Neste terraço há um dlim-dlão incessante. Presumo que seja um daqueles apetrechos de pendurar, com muitas pendurezas em si, em cujas extremidades pendem, por sua vez, pequenas coisas feitas em material mais pesado e que, ao vento, ou mediante simples e vaga aragem, oscilam e embatem por entre si. Por vezes são sons de embates fraquinhos (ai, adoro estas coisas duvidosas que me passam pela cabeça e que, mesmo assim, registo no blogue... caraças pá, haverá embates fraquinhos?!) outras são sons que, mesmo nascendo da mera casualidade, têm uma musicalidade muito agradável. E, mesmo que essa musicalidade nada tenha de histriónico, a verdade é que nos dias em que passo horas naquele terraço aborrece-me a cantilena, isto porque, embora seja mercê das correntes de ar, não deixa de ser repetitiva.
Agora já só sob a temática 'terraço', deixo foto do agora de um pequeno pedaço do dito, mas não sem ter por baixo, como que a subscrevê-la, uma foto de aqui há atrasado, quando lá lanchei uma maçã verde. É uma espécie de 'antes & depois', vá.
sábado, 9 de outubro de 2021
Registos fotográficos do fim-de-semana, bem como outros pontos de interesse acerca do mesmíssimo fim-de-semana.
E sim, este post, de certa forma, é do passado.
Ao terceiro quilómetro do IP1 cheirava a pinheiros e, ao quinto, a gado. Parei para comer coisas. Serviram-me uma sande de queijo e uma meia de leite, isto: a meu pedido. O pão era bom (estava no Alentejo, o Baixo, como não sê-lo?!) e o queijo era, não mau, mas não bom. E agora vou falar de fotos que não publiquei nem comentei. A primeira é uma traição que me faço, se afinal não gosto nada de publicar fotos, antes de mais, no Instagram. Pois foi o que ocorreu com uma das primeiríssimas fotos tiradas. Trata-se de um pingo de doce de ovos que escorregou de uma colher e um fio de ovo que se rebelou contra a outra. Achei logo ali, imediatamente antes do clique, que parecia um espermatozóide em busca do óvulo. Como não quis deixar passar a empolgacão e achava que ia escrever aos bués no blogue assim que pousasse na dormida que ocorreria daí a horas, escolhi o Instagram para publicar a ideia. Acerca desse escrever, devo dizer ainda que intentei fazer os meus registos por escrito e tirar fotos e, aí sim, publicar no blogue. Lembro até de idealizar que, mais tarde, passaria tudo a limpo para o blogue, para ter a 'questão' também acontecida em letras virtuais. Só que não. Como aliás se pôde perceber (e pode, clicando aqui pode) pelo que publiquei durante esses dias. Ah, as escorregadelas desceram de duas sobremesas bem bem bem alentejanas: encharcada e pão de rala. Habitualmente, quando em refeições feitas por fora, eu e o Luís partilhamos uma só sobremesa, só que desta vez não conseguíamos escolher, de maneiras que pronto, pedimos duas. Posto isto, embora todos ver o espermatozóide e o óvulo:
Mas, antes disto tudo, passei pela floresta e fiz post (ver aqui) com alfinete e tudo, de seguida houve paragem para conhecer uma figueira – olá, 'miga, tudo bem? esses pigos deixam-se comer ó quê? - e deixaram (ver aqui), uns poucos quilómetros à frente descobri as gumãs mas não as colhi (há foto no mesmo link que apresento no parêntesis anterior). Pareceu-me que tinham donos, ou, no mínimo, alguém com muito apego territorial. A romãzeira é sita numa localidade mui pequena, mui singela e, até, mui desinteressante. De seu nome: Água do Porco. Este era o destino propriamente dito. No dia anterior ao da partida é que me dispus a escolher o destino e, como queria ir para sul, espiolhei os mapas Google e dei com este nome sem mais nem porquê. Atentem no seguinte: eu dizer que a localidade é mui desinteressante, não quer dizer que me tenha desinteressado de lá parar. Não. O que acontece é que, na verdade, é mesmo uma pequeníssima aldeia, sem mais do que duas casas. Bom, se calhar três, vá. E não tem mais nada senão romãzeiras e macieiras. Ah, há também um casebre, mas de tijolo, que abriga toda uma série de coisas, não retive de que género nem vou especular, não vá estar a introduzir-me na vida das pessoas de lá. Mas pronto, Água do Porco é - eu que atravesso o para lá de 'mui desinteressante' que eu própria estipulei que seria - interessante que se farta, uma vez que tem tão pouco e, sendo eu uma pessoa mui amante de coisas em poucochinho, jamais reduziria uma delas sem depois a vir enaltecer, né?
Chegada à praia de Melides, quando notei a imensidão, surgiu-me então a exclamação: «ah, percebo agora porque é uma praia tão apreciada...», que registei no post cujo link já se encontra acima. Quando quis legendar a foto em que estou deitada na areia, de frente para a água, surgiu-me então a expressão: «ah, o Atlântico em Outubro...» Só que, entretanto, tinha andado a ver se algum dos filtros do telefone melhoraria a foto, sei lá, queria-a mais fantasiosa, mais profunda, mais mais mais. E foi durante esse processo de 'melhoramento' da foto que percebi os dois tons na água. Ó pá tóin xiru! Mesmo! Nesse dia deixei no blogue a foto quase originalmente, coloquei apenas uma camadinha de 'Ilusão', que difunde a foto, fundindo formas e cores. Mas foi mesmo uma camadinha, uma coisita só, o mínimo. Mas fiquemos então com as tais fotos em que extraí as cores, numa o azul, noutra o verde:
… A do verde está uma pequena maravilha! Mas continuando com este percurso. Rumámos até Santiago do Cacém e eu fiz mais selfies, selfando-me toda eu. Ai. No blogue e no Instagram publiquei a mais maluca de todas, chamei-lhe 'infantil' e tudo, vejam lá, só assim naquela de suavizar. Já as outras, as bem-comportadas, as expectáveis, publico agora:
Bom, se calhar só esta última é que é expectável, as anteriores nem por isso... Adiante. O dia acordou a chover e não era pouco o que chovia. Antes do pequeno-almoço, servido no alojamento, tirei fotos molhadas. Acho-as bastante bonitas. Não têm filtro (e as imediatamente acima também não, já agora). Gosto da chuva. Mesmo. Não me rala nada levar com ela em cima. Mesmo. O que me rala é, caso não possa mudar de roupa e calçado logo a seguir, ter que permanecer molhada por horas. Isso é que me rala deveras. E sim, esta chuva era, e é, bonita e eu estava do lado de dentro, o que, por si só, me (nos) lança para o prazer que daí se retira. Contudo, a seguir, quando tive que percorrer uns espaços à chuva, não me ralei nada com isso, lá está. Mas vejamos então a chuva nas fotos:
Em Marateca houve paragem para café. Fui para uma parte de trás bebê-lo e selfar-me outra vez, resultando, não só nisto, como nisto, with no filter at all:
De resto, olhem, percorri a Serra da Arrábida e dei-me bem com os azuis, comi choco frito e uma salada manhosa, deixo fotos que ainda não publiquei mas, antes, e faço uma ressalva. Qualquer uma das fotos que constam neste post não tinham ainda sido publicadas. Aquando deste passeio eu queria ter escrito coisas no blogue e estava a sentir esta falta, de maneiras que escolhi fazer este post cheio de dizeres e de curvas. E é com estas fotos que largo o post, as fotos e até o passeio. Quero dizer, o passeio quiçá não o largue, não me vá lembrar de algo que não quero ver esquecido. Ponho sempre a minha grafomania à frente, lá isso. Eis a foto (afinal é só uma, achei melhor assim, e também a cortei, tal como fiz à do link aí atrás, não numa de m' imitar mas porque, sei lá, calhou assim) (e não, não tem filtro nenhum, nisso não m' igualei):
Mas, antes disto tudo, passei pela floresta e fiz post (ver aqui) com alfinete e tudo, de seguida houve paragem para conhecer uma figueira – olá, 'miga, tudo bem? esses pigos deixam-se comer ó quê? - e deixaram (ver aqui), uns poucos quilómetros à frente descobri as gumãs mas não as colhi (há foto no mesmo link que apresento no parêntesis anterior). Pareceu-me que tinham donos, ou, no mínimo, alguém com muito apego territorial. A romãzeira é sita numa localidade mui pequena, mui singela e, até, mui desinteressante. De seu nome: Água do Porco. Este era o destino propriamente dito. No dia anterior ao da partida é que me dispus a escolher o destino e, como queria ir para sul, espiolhei os mapas Google e dei com este nome sem mais nem porquê. Atentem no seguinte: eu dizer que a localidade é mui desinteressante, não quer dizer que me tenha desinteressado de lá parar. Não. O que acontece é que, na verdade, é mesmo uma pequeníssima aldeia, sem mais do que duas casas. Bom, se calhar três, vá. E não tem mais nada senão romãzeiras e macieiras. Ah, há também um casebre, mas de tijolo, que abriga toda uma série de coisas, não retive de que género nem vou especular, não vá estar a introduzir-me na vida das pessoas de lá. Mas pronto, Água do Porco é - eu que atravesso o para lá de 'mui desinteressante' que eu própria estipulei que seria - interessante que se farta, uma vez que tem tão pouco e, sendo eu uma pessoa mui amante de coisas em poucochinho, jamais reduziria uma delas sem depois a vir enaltecer, né?
Chegada à praia de Melides, quando notei a imensidão, surgiu-me então a exclamação: «ah, percebo agora porque é uma praia tão apreciada...», que registei no post cujo link já se encontra acima. Quando quis legendar a foto em que estou deitada na areia, de frente para a água, surgiu-me então a expressão: «ah, o Atlântico em Outubro...» Só que, entretanto, tinha andado a ver se algum dos filtros do telefone melhoraria a foto, sei lá, queria-a mais fantasiosa, mais profunda, mais mais mais. E foi durante esse processo de 'melhoramento' da foto que percebi os dois tons na água. Ó pá tóin xiru! Mesmo! Nesse dia deixei no blogue a foto quase originalmente, coloquei apenas uma camadinha de 'Ilusão', que difunde a foto, fundindo formas e cores. Mas foi mesmo uma camadinha, uma coisita só, o mínimo. Mas fiquemos então com as tais fotos em que extraí as cores, numa o azul, noutra o verde:
… A do verde está uma pequena maravilha! Mas continuando com este percurso. Rumámos até Santiago do Cacém e eu fiz mais selfies, selfando-me toda eu. Ai. No blogue e no Instagram publiquei a mais maluca de todas, chamei-lhe 'infantil' e tudo, vejam lá, só assim naquela de suavizar. Já as outras, as bem-comportadas, as expectáveis, publico agora:
Bom, se calhar só esta última é que é expectável, as anteriores nem por isso... Adiante. O dia acordou a chover e não era pouco o que chovia. Antes do pequeno-almoço, servido no alojamento, tirei fotos molhadas. Acho-as bastante bonitas. Não têm filtro (e as imediatamente acima também não, já agora). Gosto da chuva. Mesmo. Não me rala nada levar com ela em cima. Mesmo. O que me rala é, caso não possa mudar de roupa e calçado logo a seguir, ter que permanecer molhada por horas. Isso é que me rala deveras. E sim, esta chuva era, e é, bonita e eu estava do lado de dentro, o que, por si só, me (nos) lança para o prazer que daí se retira. Contudo, a seguir, quando tive que percorrer uns espaços à chuva, não me ralei nada com isso, lá está. Mas vejamos então a chuva nas fotos:
Em Marateca houve paragem para café. Fui para uma parte de trás bebê-lo e selfar-me outra vez, resultando, não só nisto, como nisto, with no filter at all:
De resto, olhem, percorri a Serra da Arrábida e dei-me bem com os azuis, comi choco frito e uma salada manhosa, deixo fotos que ainda não publiquei mas, antes, e faço uma ressalva. Qualquer uma das fotos que constam neste post não tinham ainda sido publicadas. Aquando deste passeio eu queria ter escrito coisas no blogue e estava a sentir esta falta, de maneiras que escolhi fazer este post cheio de dizeres e de curvas. E é com estas fotos que largo o post, as fotos e até o passeio. Quero dizer, o passeio quiçá não o largue, não me vá lembrar de algo que não quero ver esquecido. Ponho sempre a minha grafomania à frente, lá isso. Eis a foto (afinal é só uma, achei melhor assim, e também a cortei, tal como fiz à do link aí atrás, não numa de m' imitar mas porque, sei lá, calhou assim) (e não, não tem filtro nenhum, nisso não m' igualei):
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