terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Último

Boa noite. São dezoito e três. E eis que está de chuva, granizo, até, tanto é que no intervalo grande veio de lá uma rabanada de vento que me desconjuntou o chapéu-de-chuva, dobrou-lhe duas varetas e espetou-me uma entre as sobrancelhas, o que doeu. Já ontem havia assistido ao dobrar de duas varetas, mas de outro chapéu-de-chuva, por conta duma rabanada de vento, mas outro vento porque era outro dia.
Mudando de assunto: agora já tenho de ter cuidado com isto de andar por aí, que o dia já escurece mais tarde, é que parecendo que não, é sim, os dias já cresceram um tudo-nada e eu, esta mente imparável e estes olhos de lince e por junto esta perceção que não perece nem tampouco esmorece... E eu, dizia eu, eu, eis que já noto os dias maiores um niquinho, portanto não posso confiar na luminosidade do dia para saber mais ou menos que horas são.

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