sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Palavra do dia (disseram na Radio)

A palavra de há quatro dias era edifício
A palavra de há três dias era equidade
Vamos pesquisá-las?
Vamos!

Nota prévia à pesquisa: ainda que as palavras em questão não tenham sido expostas no dia corrente, não quis deixar de registá-las na minha vida de blogues, e isto por conta de não as usar regularmente, no entanto não estou certa de nunca as ter usado, então decidi pesquisar e...


Lugar da musa. O café hoje estava magnífico. Quadradinho de chocolate em vez da bolachinha. Quem dera me acalmasse as ânsias. Qual quê. Nada disso. Há desenhos pendurados na parede. São cadernos, não folhas simples, presos por grampos, que por sua vez estão presos por fios invisíveis. Quero dizer, não são invisíveis, que eu vi-os. E esses cadernos estão refletidos sobre a mesa de vidro em forma de meia-lua. Crescente ou minguante, depende em que ponta a gente está.
Levantei-me para ver os desenhos. Reconheci a fonte da Alameda, o monumento do Areeiro, o edifício da Igreja, o Café Império, o Jardim Fernando Pessa.
Os ditos cadernos são de material e tamanhos diferentes, uns desenhos feitos a carvão outros bem coloridos, e estão expostos de modo a parecerem obras inacabadas, toscamente naturais, meros rascunhos de visões do artista, mas nunca sucedâneo. Isto é a minha conclusão.
Pus-me a ver melhor um desenho onde se vê uma perspetiva que raramente observo. A estátua do poeta Guerra Junqueiro (praça de Londres) de costas, quem desenhou estava naquele pequeno jardim mesmo no centro da praça onde raras vezes pus os pés. Ao fundo a torre alta, o telhado em bico, esconso, só por dizer que o artista esqueceu o gigantesco símbolo da cidade de Lisboa (os corvos acompanhando a caravela conduzida por Dom Afonso Henriques) uma peça das mais lindas e monumentais que já vi ornamentando a capital. O artista esqueceu, deixou o seu desenho incompleto, que pena. |11 novembro 2013|


Estava uma senhora na recepção envergando um roupão branco. É bem, há um SPA e uma piscina no ginásio, o roupão é necessário para frequentar qualquer um dos dois espaços, e ela parecia faltar-lhe qualquer coisa, sei lá o quê, e ali estava esperando. Uma névoa branca na recepção de um ginásio. A recepção, o local de maior passagem de um edifício público... Roupão, recepção, roupão, recepção. Não, não combina. |28 junho 2010|

Pesquisar, pesquisei... E só rendeu edifício, com a equidade eu não quis nada.

A palavra de hoje é carrapito. E, dentro do mesmo espírito duvidoso de alguma vez na minha vida ter registado carrapito em algum dos meus blogue... Espreito e...

A do carrapito risível veio cá. Tinha as unhas pintalgadas de azul. Pintalgadas, pois, que não tinham beleza nenhuma. Se estivessem pintadas talvez as invejasse, mas assim… Não.
Pareceu contrariada em entrar e aliviada por sair. Nisso somos iguais. |12 julho 2013|

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