sexta-feira, 2 de junho de 2017

Banco mãozinhas

Sentei-me no banco mãozinhas e vi que as árvores ao pé do poeta estão vestidas com croché, que é colorido e faz lembrar as colchas que as avós fazem (faziam? fariam?) com restos de lã. Quisesse eu ter saudades das feições do poeta e agora seria o tempo de as ter, que as árvores não as deixam ver, aquando eu dali assim, do banco mãozinhas, e dou seis meses de prazo para voltar a vê-las. É isso e o calor destes dias.

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