quinta-feira, 1 de junho de 2017

Rica filha: podes ler

Há coisa de dois ou três meses tenho vindo a preencher as folhas de um diário manuscrito, coisa que não fazia regularmente há anos. Comecei lentamente a encarreirar nestas lides aquando da oferta da rica filha - aquele caderno azul, sabem?, o que a rica filha me deu e me aconselhou a usar para anotações de ideias súbitas para posts ou vídeos, listas de faltas em casa, ou prendas de Natal, afazeres pontuais, pequenos registos domésticos e beca-beca – conselho a que acedi e por aí continuei, escrevendo cada dia mais, tanto que já terminei de preencher o caderno azul, encontrando-me por ora preenchendo o caderno adorado.
Ora bem, a rica filha ficou contente por eu seguir uma sugestão sua mas não sabia que entretanto eu transformara o caderno num verdadeiro diário e eis que, curiosa, o abriu ao calhas, logo percebendo os meus registos de minudências e importâncias - que nem sempre publico no blogue - e rompeu, aflita:
Isto é o teu diário, mãe?! Desculpa. Não sabia que era o teu diário. Olha que eu abri mas não li nada.
Descansei-a:
Ah, deixa lá isso, eu agora ando a escrever mais à mão.
E ando. Habituei-me. O que escrevo não é assim tão diferente do que escrevo no blogue, ademais, como já referi, o caderno serve para tópicos e/ou resumos do que virei a desenvolver e publicar nas netes, e os registos diaristas não estão muito afastados do tom de escrita que habitualmento uso no lbogue... ai perdão, blogue.
Ora serve também esta missiva para informar os queridos leitores que eu, Gina Maria, a mulher que escreve em várias superfícies, me desabituei de tal maneira de escrever para a gaveta, que a ideia vou-publicar-isto-no-blogue não me abandona nem por nada, portanto, o meu diário manuscrito do presente momento é uma caixa de Pandora, sim senhores, mas pequerruchinha, ainda mais pequerrucha que a que o meu blogue encerra. Rica filha: podes ler.

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