quinta-feira, 1 de junho de 2017

Era uma vez um desenho-cão

Imagina que vens do Largo do Leão e te metes na Rua António Pereira Carrilho no sentido da estátua de Fernão de Magalhães, que, como sabes, assenta no redondel da Praça do Chile. Agora imagina que não chegas lá, ao momento a Rua Morais Soares não te interessa, o que queres é percorrer a Avenida Almirante Reis, em direção ao rio Tejo. Esse desvio faz como que um recorte no alcatrão, tal e qual como centenas e mais centenas de desvios em Lisboa, bem sei, mas a minha ideia é deteres a tua atenção no pedaço de calçada que tens ao lado direito. É grande, não é? Há até uma estação de Metro, cujo esburacar acabou com boa parte da calçada. Imagina então que vais entrar na estação de Metro, mas não entres e olha para cima. O prédio em frente termina abruptamente, pertence à avenida supracitada e acaba nessa parede, que está pintada de cinzento (ou branco que foi escurecendo com a poluição) mas um dos cantos apresenta um pedaço pintado de branco (ou cinzento, continuo incerta nas cores, mas pra que é que isso interessa, né?) com o intuito de cobrir... um desenho-cão!, pois!, iei!, estou tão feliz!

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