sexta-feira, 5 de julho de 2019

Almoço

Quando a caminho do almoço eu e o meu colega passámos por um senhor, eles cumprimentaram-se cheios de salamaleques → Boa tarde, como está? e o caneco. Como senti logo montanhas de curiosidade, perguntei em surdina ao meu colega → É aquele senhor do estore da rua Tal e Coiso, não é? e ele que sim, era. Trata-se de um estore que se avariou vai para umas três ou quatro vezes e que, por consequência e na sequência, nos é requisitada a reparação. Matei o assunto. Quando sentada à mesa ouvi a senhora ao meu lado pedir → senhor Adriano, dê-me uma fatia daquela coisa que eu gosto muito, e generosa, se faz favor. Considero que, a pedir, nunca pouco. Morre lá, assunto, vá. Já o senhor numa mesa ao fundo, vindo o prato do companheiro de mesa quando este havia viajado até ao WC, subtraíu-lhe uma considerável quantidade de batatas fritas, e foi com as mãos. Mato assuntos pra caraças, eu. E nem uso parágrafos, que é para não deixar o sangue escorrer por entre.

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