quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Alguém será assim tão observador?
Como se o mundo afinal não lhe chegasse?
Às vezes fico cansada e não é pouco...

A árvore amarela abanva com o vento d' hoje. Achei-a diferente por isso, só por isso, que estive a ver as folhas todas muito bem, o verbo para designar a desmesurada atenção é perscrutar, e não me pareceu nada que houve mais amarelo nelas.
As primeiras folhas da árvore arredondada, aquelas que cresceram no fim do inverno, continuam a ser as maiores de todas.
Não tenho nada a dizer acerca da oitava árvore que encontra à sua direita quem desce a rua mais bonita de Lisboa. Disse-lhe olá, 'miga. Não sei com que cara, mas sei com que coração.
Está em obras, a rua onde está a planta à janela alta. Ou esteve, que agora não anda lá ninguém a ver e a fazer coisas ao chão. Creio que já findaram as obras por ali, mas como não se pode ainda circular em cima de motores, tudo ali assim se mostra vazio, faz lembrar ocasiões e visões da vida duma Lisboa dos anos 40. Uma vez vi ma foto muito antiga daquele lugar ali assim, lamentei imensamente não ser foto para chegar até à árvore amarela...
Há lógica nisto: as primeiras folhas a cair são as que nasceram primeiro. Trouxe três e digitalizei-as porque também é coisa boa de fazer.


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