sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia Mundial da Fotografia e eu venho fazer reparo nisso por conta duma catrefada de coisas.
1º porque gosto de fotografar
2º porque gosto de fotografar
3º porque gosto de fotografar
4º porque gosto de fotografar
5º porque gosto de fotografar
6º porque gosto de fotografar
7º porque gosto de fotografar
8º porque gosto de fotografar
…...........................................já se percebeu, não é. É. Parei no 8º porque ando mancomunada com o 8. E com o 4 também, mas deixar 4 motivos na lista acima pareceu-me pouco. De nada, ora essa.


Espevitada

Já tenho comigo uma catrefada de substâncias que me vão deixar feliz e capaz, principalmente capaz de escrever belos posts, óié.

Primeiro

Bom dia. São dez e trinta e cinco. O dia hoje está embrulhado em nuvens, o sol ainda não se deixou ver. Não, nada disso. As nuvens ainda não deixaram o sol ver-se cá de baixo. Sinto-me um bocado esquisita, isso deve-se ao estado do tempo, não quero sentir-me esquisita devido ao estado do tempo, mas sinto-me esquisita devido ao estado do tempo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Então e que tal vai isso de leituras?

Uma lástima, 'migos, uma lástima tão peganhenta que me nauseia. Há dois dias que não pego no livro – 'Estranha Ternura', Miriam Towes. Sem culpa disso, é certo, tenho tido os intervalos grandes mais ocupados que o costume, de maneiras que o livro fica no estaminé. Sei de antemão que não terei tempo para mais lazer nenhum além do café que bebo prazerosamente no lugar (que também pode ser) da musa e dum apontamentozinho ou outro no bloquinho rudimentar. Ao depois do café, os apontamentozinhos, porque é ao depois do café que as cadeiras transparentes deixam passar os assuntos. Não é nada. É sempre. Ou seja: é antes, durante e depois. É por entre os golos de café. Encho-me e esvazio-me incessantemente, não de café, falo das letras agora, mas não me passa nem rebento. Até hoje, não. E isto agora sou eu mostrando a prova de que qualquer assunto me serve. Pronto, já se percebeu que não sou lá muito criteriosa com assuntos a expor no blogue, não é. É. Que esse é o principal motivo de eu ter sempre montanhas de coisas a registar no blogue, não é. É. Que sou repetitiva cumó caraças, não é. É. Vai daí, repetito despudoradamente a despedida d' ontem:
«O bloquinho rudimentar, aquele onde aponto as coisinhas, continua tão desorganizado como a minha cabeça. Geralmente andam a par. É caso para dizer que se dão bem.»

Almoço

A mesa tinha três guardanapos e eu arrecadei um no meu pacote de lenços, que é composto por guardanapos e não por lenços, mas são guardanapos para eu usar como lenços. De assoar. Fiquei esperançada que o padrão do guardanapo que surripiei fosse igual aos que já constavam no meu pacote, pois seria um alívio, que eu cá ter guardanapos a fazer as vezes de lenços de assoar e não serem todos do mesmo padrão, é coisa para me deixar enlouquecida. Gosto de tudo muito igual, o mais igual possível, isto sem a visão microscópica, pois como se sabe (eu não sei, mas venho para aqui fazer as vezes dalguém que sabe coisas, e coisas daquelas muitaa fixes), qualquer partícula, se observada num desses aparelhos, difere, uma, doutras (seria preciso tantas vírgulas? Céus). O padrão era igual. Estou tão feliz e realizada.

Convivência em grau

Sipipú: facílimo
Dona Adelina: fácil
Dona Genoveva: difícil
Blogosfera: dificílimo

Com pêssegos e ameixas se faz um vídeo e um crumble

Diários

De cada vez que vou de férias, escrevo à mão num caderno destinado à escrita de rajada. Quando regresso tenho um trabalhão do caraças a passar tudo para o blogue. É assim há anos. Em todas essas vezes, senti-me tentada a digitalizar as páginas do famoso caderno e acabava com a conversa assim. Mas não. Oh não, oh não. Também podia nem sequer passar os escritos apressados/inglórios/aborrecidos e aí acabava ainda mais e melhor com a conversa. Mas não. É que não mesmomesmomesmo. Deixo imagem digitalizada de duas páginas das últimas férias que passei longe de casa, há para aí um mês, onde (julgo que) se pecebe o que me leva a optar por não digitalizar o caderno e acabar com a conversa. É que não se percebe. Pois. E esse sistema desencorajaria os leitores. Pois.



Post colorido (podendo também chamar-se-lhe post patriótico)

De quando ela escrevia a vermelho:









D' agora, que escreve a verde:



O ábêcê dos arrozes

Quando andei de roda da despensa, a pô-la bonita e assim, como se fosse preciso embelezar um buraco, mas pronto, pus as massas, os açúcares e os arrozes em frascos não muito bonitos, mas montes de funcionais, por conta de as tampas serem herméticas e terem uma gota mesmo fixe para se puxar, bem como para se atar uma fitinha de cetim colorida onde poderia prender uma etiqueta com o nome do conteúdo. Foi o que fiz, toda eu muito contente com a minha vidinha e a minha ideia montes de criativa. Entretanto percebi que a ideia foi inglória e o trabalho perecia por ser duma inutilidade estupidificante, uma vez que os frascos, sendo transparentes, dispensavam o nome escrito numa etiqueta toda catita, presa a uma fita vistosa. Ademais, os açúcares e as massas eram facilmente identificáveis, bastava olhar, ah isto é açúcar moreno, ah isto é massas a fazer de lírios, ah isto é açúcar de confeiteiro, ah isto é cuscus... Oh.
Mas. Tal. Coisa. Não. Sucedia. Com. Os. Arrozes.
Para identificá-los era preciso, antes de tudo, ter uma luz mais intensa na despensa, mas nem só isso, teria, e tenho, de olhar longamente os grãos, e às vezes acontece que o refogado já está no ponto, portanto há pressa, portanto tenho de me despachar, portanto posso enganar-me no grão de arroz, o que não mataria ninguém, ok, vá, mas é que não quero e blás. Então deixei três fitas atando três etiquetas que designam três tipos de arroz e tudo isto me dá um certo descanso. Os arrozes são, como já se pode ver na linda imagem que alinda o blogue, de três tipos.
Ah! Sério?! Nunca ninguém suporia que as etiquetas e as fitas sendo três, os arrozes seriam também três! Mas que conclusão incrível! Sou uma pessoa espetacular, mesmomesmomemso espectacular.
Bom.
Um dia desses aí, há seguramente meses e meses, descobri que tenho na despensa o ábêcê dos arrozes, porquanto uso o agulha, o basmati e o carolino – ábêcê, percebem. Claro que sim, por isso continuo.
O agulha é o arroz desde sempre, o agulha é o arroz que a minha mãe usa, portanto o agulha é aquele arroz com que cresci, ao qual me habituei, e que considero deveras capaz de terminar num arroz soltinho depois de cozido, que acompanha maravilhosamente qualquer coisa, o arroz que se aguenta bem com temperos de toda a classe.
O basmati, quem me falou dele foi a Célia, enquanto me fazia a manicura, dizendo que é um arroz fininho e muito aromático, um pouquinho mais caro, tudo bem, mas valia a pena. Fui atrás da conversa, marimbei para o dinheiro, também não era nada que não se lhe pudesse chegar, e descobri um sabor único e fantástico. É o arroz do caril por excelência, mas vai muito bem a acompanhar feijão, e este é somente um exemplo. Há quem alegue que o basmati, não sendo arroz de ensopar, não se dá com a feijoada. Pois eu cá não acho, ora essa, e o molho do caril, como é? Ná.
O carolino é o arroz do meu arroz-doce. É um arroz que se empapa pra caraças, larga muito amido com a cozedura, daí ser o ideal para dar aquela cremosidade tão própria do arroz-doce. Não uso o arroz carolino em mais confeção nenhuma, se bem que saiba que é também ótimo na preparação de pratos em que se queiram o arroz malandrinho, assim para o mole, empapado e caldoso.
Às vezes compro o risotto. Às vezes. Vou estragar o abecedário... Não vou nada, ora essa. O risotto é assim mais ou menos bom. Pronto, eu gostar, gosto, mas faz-me um bocadinho de impressão o al dente que aquilo traz consigo, de agarrados que os grãos ficam aos dentes, e a expressão dos italianos vem daí, julgo eu, e é um arroz que para se preparar tem uns trâmites demorados e nem sempre há tempo. Mas é efetivamente um arroz que às vezes mora lá em casa, na minha despensa, só por dizer que não tem frasco à disposição, tampouco fitinha ou etiqueta. E não estraguei o abecedário, pois não. Não.

Lanchinho (amarelo, este)

Post do passado

Ontem foi quarta-feira, dia de arroz de pato à hora do almoço, que não comi porque cheguei demasiado tarde, dia também de ver a dona Raqueline caminhando de encontro ao salão de beleza, cena que afinal não cheguei a ver, não sei se o motivo é fér... ah, pois é, agora me lembro, o salão está fechado para férias. Bom, assim sendo, como ser possível ver a dona Raqueline a caminho, não é. É.
::::(Pois... Não estou a lembrar-me com que propósito me meti neste post... Quis fazer a introdução e esqueci o papel principal... Já me lembrei!)::::
Ontem, daí o título do post, foi a primeira quarta-feira em que trabalhei este mês. Quero também que seja a única, mas pronto, isto do trabalho, no meu caso, nunca se sabe se me vão dizer «eh pá, ó Gina, tem lá paciência, amanhã...»
Ao momento o meu mapa de letras-números&férias,éssiá está assim, ó:



1, 2 – trabalho
3 – folga/férias
4, 5 – trabalho
6, 7 – fim-de-semana
8, 9 – trabalho
10 – folga/férias
11, 12 – trabalho
13, 14 – fim-de-semana
15 – feriado
16 – folga/férias
17, 18
, 19 – trabalho
20, 21 – fim-de-semana
22, 23 – trabalho
24, 25, folga/férias
26 – trabalho
27, 28 – fim-de-semana
29, 30 – trabalho
31 – folga/férias

Primeiro

Bom dia. São nove e quarenta. Mergulhando – catechá! Este post faz chegar o blogue a uma capicua no número de posts: 1551. De nada, ora essa.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

À despedida

O bloquinho rudimentar, aquele onde aponto as coisinhas, continua tão desorganizado como a minha cabeça. Geralmente andam a par. É caso para dizer que se dão bem.

GGG

ioGurte GreGo
tem de ser muitaa bom
isto por conta dos GGG

Lembra-te: a falar, que seja com um de cada vez

Estive durante uns quinze minutos a falar com um homem sem me lembrar que é um homem, antes achando que é um ser e pronto. Olha, pensei eu, que bom, é mesmomesmomesmo bom sentir este tipo de desligamento, esta ausência de género sexual. Mas encontrei rapidamente o avesso, que isto a vida é mesmomesmomesmo assim. E o melhor é nem pensar mesmomesmomesmo, por nesse descanso residir o perigo. E se estou a parecer uma crente ferrenha numa religião qualquer, sempre com medo de fugir às leis divinas, e não divinais. São extremos. Há uma diferença entre divino e divinal, percebem. Claro que sim, por isso continuo. Mas dizia eu, se estou a parecer uma crente assustadiça, ou mesmo uma patetinha, então era isso mesmo que eu queria transmitir, é que era mesmomesmomesmo. O perigo espreita, uhhhh.
A vida é-se tão avessa a si própria que eu não ando na rua sem sutiã. Pois. É que ia perceber-se que não tinha sutiã, prefiro que se perceba que tenho sutiã, percebem. Claro que sim, mas não é por isso que termino a prosa aqui.

Números

Vou falar, ainda, de números.
O 28 e o 62 fazem 90, não 100. Oh.
O 98 e o 03 fazem 101, que a bem dizer dá 33, no 98 dava 30, mas, a juntar 03, dá então 33.

Adjetivo: saudosa

Ó Gina, então conta lá, quantas saudades tinhas da árvore amarela e do lugar (que também pode ser) da musa.
Conto pois, então ora essa, o que vale a mim é a companhia que me faço, é os egos, o alter e outros todos que conseguir arranjar, e até o narciso e tudo, óié, que no meu caso é narcisa, que eu sou fêmea.
As saudades desses dois pertences são bués, fazem número, mas como não as contei, pumba e coiso, olha: não sei.
No lugar (que também pode ser) da musa, as cadeiras deixaram passar um assunto, o de que as senhoras de que falei no outro dia não são sexagenárias, mas septuagenárias. Isso. É que no dia da construção desse post, reparei logo na idade das pequenas, considerando-as septuagenárias, só por dizer que entretanto apontei no papelinho que eram sexagenárias e, chegada a hora de as apontar no blogue, eis que copio sem me lembrar da primeira impressão. São septuagenárias, ai são, são.
A árvore amarela lá está, sem o banco debaixo dela, ainda. Lá está, num outro canto, mas agora, ao invés de estar apoiado no banco que está fixo no canto cruzado, fazendo as vezes dum rei de copas, como já aqui no outro dia contei, pois que não, está assim num frente-a-frente, a dar beijinhos de boca e quês. A árvore amarela não tem muitas folhas amarelas, ainda.
De nada, Gina, ora essa, então que é lá isso, estou aqui sempre para ti, disposta a tudo.

Excentricidade

Cruzei-me com a senhora a quem chamei em tempos de circense - isto no blogue, note bem: no blogue - por tudo nela conter a excentricidade dos artistas pirosos e repelentes. É uma palhaça, no mau sentido que se puder dar à existência de palhaços, e eu neste momento posso, porque estou no blogue. Notei-lhe um âpegreide em termos de penteado. Agora, a juntar aos tótós do costume, tem a nuca e as têmporas aparadas em pente dois.
Seguidamente dou uma na ferradura, está bem. Está.
Lá por esta senhora ter um aspeto piroso e repelente, não significa que não seja capaz de pensar capazmente e de possuir gostos ditos de gente com estatuto nos píncaros. Os exemplos são:
ler livros com títulos feministas;
aplaudir o pianista entusiasticamente ao fim dos últimos acordes
Pois.

Almoço

É ao almoço que geralmente vasculho a minha caixa de imeiles e também dou um olhinho ao instagrâme. Enquanto o prato vem e não vem, lá estou eu a clicar no botãozinho do uaifai, esperando que abram, uma página e outra, fixando o ecrã com intensidade de tamanhão, tal e qual como vão fazendo as pessoas modernas, mudas, solitárias e/mas acompanhadas, nos seus dias, que por sua vez são iguais aos meus. Que não se esmiuce porra nenhuma desta vida. Que não. Que é tudo igual.