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sábado, 28 de janeiro de 2023

Estações, Fotos e Intentos

Há algum tempo que quero fazer um registo que durará nove meses a compor. Lembra uma gestação humana, todo um piadão e tal, mas não é e portanto já deixou de o ter. O preciso dia em que me lembrei disto, não posso precisar, lá está, daí o 'algum' acima, mas tenho para mim que vai em dois anos. Trata-se então do seguinte:
 
chegada a Janeiro, tiro uma fotografia a uma perspectiva que admiro há muito mais do que dois anos, que repetirei em Abril, Julho e Outubro a seguir

Esta perspectiva, avisto-a em cada quinta-feira e a ideia primária continha ainda que os cliques fossem logo à primeira de cada um dos meses, desse modo teriam precisamente doze semanas de intervalo, o que faz três meses mal amanhados. Ora bem, eu tirar a dita foto logo à primeira quinta-feira de Janeiro, tirei, mas, como o tráfego de itens com que me deparo diariamente no meu telefone é intenso e toda eu me baralho, pois que foi parar ao lixo. Como me sei impaciente e se, como já referido, o tráfego de itens é intenso, ora claramente o é também na pasta Lixo, o que me fez desistir daquilo que nem sequer começara: procurar o dito ficheiro para o restaurar, resolvendo então, em outra quinta-feira, tirar nova fotografia. Assim fiz. Só que entretanto deu-me a vontade de procurar a primeira das duas, o que aconteceu rapidamente, até, e agora o que está a dar-se na minha vida moooooontes de espectacular é que tenho duas fotografias. Ah, é verdade, falta dizer que a ideia era ir-las guardando e publicá-las aquando do último clique, que ocorrerá em Outubro próximo. Pá, só que não. Percebi que, nos entretantos, ou as jogo no Lixo inadvertidamente, o que não seria vez primeira, ou me aborreço da ideia. Vai daí, deixo mas é, e já, as duas fotos de Janeiro e, chegados os outros meses, farei igual. Depois, em certo dia, sei lá, para aí em Novembro, ou então logo em Outubro, agrupo as fotos todas e acabo com a esta conversa. Ah, espera, há ainda outra coisinhazinha, é que havia escolhido que a data dos cliques se daria à primeira quinta-feira do primeiro mês que a Estação corra por inteiro, pois, deste modo, todas as fotografias decorreriam (e decorrerão, assim chegue eu ao fim dos meus intentos) durante o mesmo ano. Vou-me então às fotos que já há, e que são, afinal, duas:

sábado, 20 de agosto de 2022

Intuição

Parece uma dieta restritiva, mas não é. 
É exactamente o que me apetecia comer. 
É a intuição.
Notazinhas: 
A foto acima tem nove dias, foi o almoço que me preparei nesse dia. Andava-me a fotografia e o dizer acima nos áudios do telefone há tudo isso de tempo. Caraças.
Hoje, por alturas do almoço, lembrei-me de fazer um directo no Instagram ao estilo Mukbang. Fiz. Por conta de os ingredientes serem dentro do mesmo estilo, durante o discurso lembrei-me da foto e do dizer acima mencionados (e expostos), embora não os tenha mencionado (nem exposto) durante esse tal discurso. 
Fica portanto tudo aqui. Tudinho.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

A flor conseguida

A flor conseguida porque o aspirador liberta água logo que lhe retiro o depósito. Nota: não é a primeira vez que aparece no blogue uma flor assim conseguida, esta tem é menos pétalas do que a outra.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Não

Afinal não pus o caderno do momento de parte. Não consigo. Não quero. É uma mistura. Aquilo de as folhas se soltarem das argolas amalucadas que tem é caso para eu arranjar mais atenção e decerto não será assim tão difícil não acontecer tal coisa. Entretanto fui dar com um registo com montes de piada:
«Este caderno pesa 350 gramas, sempre quero ver quanto pesará no seu último dia de trabalho.»
A ideia surgiu por conta do costume que tenho em colar coisas nas folhas dos cadernos. Até já me aconteceu largar o caderno com ainda bastantes folhas por usar só por estar demasiado pesado, ou então por desconfortar o manuscrever. Nas páginas a seguir ao registo supra, por exemplo, estão colados três papelinhos:
Um dando conta de quais os passos que dei na aplicação camera360 para chegar ao resultado de uma imagem - que, oh vejam lá, é aquela dos pneus de Inverno - e o certo é que nesse apuramento havia toda um catrefada de fotos, as quais queria, aquando da ideia ainda na sua incipiência, publicá-las, se não todas, pelo menos algumas, e, como as queria todas com os mesmos filtros, toca de apontar o processo num papelinho cá dos meus
Outro é a dizer-me que o porta-talheres preto tem um dos compartimentos a sobrar-lhe 13 centímetros e três a sobrarem 8. Precisei deste papelinho porque realmente sobra muito espaço nos porta-talheres novos que há na minha cozinha e, como tenho visto que o que não falta na grande loja é caixas e caixinhas e compartimentos com toda a sorte de medidas, figura, matérias e cores, pois que, pronto, apontei. Entretanto acabei por comprar somente um compartimento
O último é então referindo que nos posts das 'perguntices' eu siga o mesmo método de links para aqui e para ali, isto para que de um siga para o anterior e assim sucessivamente, conseguindo portanto encadear todos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Lisboa, 15 de Fevereiro de 2022

Neste dia visitei o jardim para me certificar se as árvores de lá já teriam florzinhas brancas com laivos avermelhados, e já, são é poucochinhas, e, por estarem muito lá no alto, as fotos não iam ser 'do bem', ficando portanto cliques desse género para outro dia. Deixo é três fotos de hoje a um recanto lisboeta que observo há semanas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Vacinas em dia? Claro que sim!

É isso ou ser (mal) fodida nas narinas em cada morada onde queira (ou precise) parar. A imagem abaixo é de um post-it que encontrei por aí, eu que em tantas secretárias passo a imunda mão, sem desleixo ou pudor.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Imitadora

Fotos a imitar, apontei no bloquinho rudimentar. A imitar o quê, perguntei-me, depois, no mesmo papelinho. A imitar as poses da outra gente, respondi-me, logo que e lembrei, no mesmo papelinho. Fora isso tudo, e não contra mim, que é lá isso, redijo agora que a outra gente é sempre algo mais em algo.

sábado, 8 de janeiro de 2022

Lisboa, Lisboa

Estava um raminho da árvore amarela caído na calçada. «Eu até te apanhava 'migo, colava-te à árvore e tudo, mas a Natureza, e até o Acaso, sabem o que fazem.» Mais à frente encontrei raminhos fazendo sombra na parede de um prédio e há ervas muito verdinhas que brotam onde o prédio se junta à calçada. Foi por uma questão de 'diferentes entre iguais' que achei isto tudo muito belo, tão belo que não quis fotografar.

domingo, 2 de janeiro de 2022

fui diarista por uns dias

Lisboa, 30 de Dezembro de 2021
{11:19}
Quando percebo que não tenho assunto, falo do estado do tempo – hoje está farrusco, acordou este dia assim. Posso adiantar os graminhas de Fim de Ano, os quais vão, indubitavelmente, estar presentes aquando do Ano Novo. Por estes dias de finais e começos vive-se na expectativa. Pelos dias disto e daquilo também. Mas os graminhas:
oitocentos e dez gramas de tomates
cento e vinte gramas de alhos
mil quatrocentos e cinco gramas de laranjas
novecentos e cinquenta e cinco gramas de maçãs
setecentos e cinquenta gramas de dióspiros
seiscentos e quarenta e cinco gramas de cogumelos
{11:32}
Isto é portanto um diário que construirei nos próximos dias. Pá, cenas. Deixo para o ano que vem alguns rascunhos que apontei este ano. Isso não é novidade nenhuma, desde quando não deixo rascunhos de um dia para o outro? Porque não deixá-los então de um ano para o outro, já que afinal é um segundo que os separa, né? Poi zé.
Ainda o estado tempo: ontem esteve um sol lindíssimo em Lisboa, achei até particularmente engraçado ver os bancos da praça mai linda cheios de gente, e feliz. Foi este momento que me fez surgir a vontade de fotografar a luz solar incidindo nas árvores da outra praça, a pasteurizada (foto).
{11:56}
Na última consulta a menina fée perguntou «2022 vai ser um ano mesmo bom! Não sente isso?» Quedei-me toda eu, devo ter feito a cara 'desculpem, desculpem'. Respondi que «Não.» e justifiquei: «Passei tantos anos a aceitar o mesmo que me é difícil sair daí.» Sou uma pessoa pouco interessada no futuro a longo prazo.
{12:21}
Capicua nas horas, iei! O sol abriu, iei! Sempre quero ver se nos dias a seguir me ponho com isto de registar o estado do tempo. Quem sabe. Quem sabe não quer saber, lá isso.
{12:31}
Tenho tantos mas tantos vídeos para gravar. Não me apetece. E já gravei. Um, apenas. E está uma merda porque não me apetecia gravá-lo. Até gravei dois, agora me lembro, um a dizer que há muito tempo que não gravo vídeos e que me sinto esquisita, id est: sou a mesma Gina mas numa vida diferente, explicando que este ano - 2021 – foi cheio de cortes, daí a esquisitice.

Loures, 31 de Dezembro de 2021
{9:42}
Ontem já não vim engordar este post, que auguro comprido e que, já ontem, augurava. Quando a pessoa tem tempo para escrever, tem, quando não tem, pois que.
{13:24}
Tenho o almoço no forno. É uma mistura de pizza com tarte e com almofada. Vi por aí nas netes uma receita que levava massa de bolacha por baixo, doce de ovos e amêndoas no meio e massa folhada por cima. Ora eu resolvi aproveitar a ideia mas em salgado. Então, o que pus no meio foi: molho de tomate, cogumelos, salmão e bacon. Esta é uma receita que grita por queijo, só por dizer que masqueceu completamente de lho colocar. Posso porventura guarnecer com queijo a fatia que me calhar. Como está quente, o queijo derrete. Fica o modo diferente, e o aspecto também, já o sabor não sei se diferirá assim tanto.
Ontem amandei-me práqui cu tempo, hoje amando-me cas comidas. Mas olhem que tenho uma coisinhazinha do tempo, e é de hoje. (vou ver a mistura de que falei aí atrás, está no forno e esqueci-me de pôr temporizador, ainda masqueço daquilo...)(já fui, ainda não está, pus três minutos no temporizador) Mas a coisinhazinha. Hoje, logo pela manhã, dei de caras com um céu cheio de viagens. Achei tão bonito, ficou desenhos mesmo giros no céu. Tirei uma foto mas não sei quando a vou publicar no blogue. Nem sei se publicarei. Gravei também um vídeo, dizendo que o céu está lindo e pâ pâ pâ, e que as viagens são imensas porque as pessoas vão de viagem neste dia, que é um dia especial. (está o temporizador a apitar, já venho)(já vim, mas, antes, desliguei o forno) Mas dizia eu que o dia é especial e este ainda é mais porque as pessoas andam todas aos testes e na iminência de não poderem viajar e mais não sei o quê.
{18:48}
O ano a acabar. O 2021, o chato, o que se montou inteiro na pandemia.
Gravei vídeos, isto para além do que já mencionei, achei giro ir gravando coisas de casa, comidas e assim. Já agrupei todos os clipes e publiquei no Youtube. Também os publiquei no Instagram mas foi por partes.
Hoje é sexta feira e foi dia de folga, não fui para o estaminé.

Loures, 1 de Janeiro de 2022
{15:08}
E chegou-se o ano. Novo. E bem novo ainda que ele é, pouco mais de quinze horas tem. Deitei-me quando tinha meia hora, mais ou menos. Não sou de grandes badaladas nocturnas, tampouco noctívaga, sendo que normalmente custa-me bastante ficar acordada para viver, acordada, a passagem de ano. Este ano até foi diferente porque estive entretida a ver um programa de televisão. Um daqueles feito com o propósito da passagem de ano e para, lá está, entreter as pessoas. Às vezes penso no entretenimento que produzo quando apresento coisas no blogue, seja lá o que for - texto, imagem - e sinto-me a mergulhar num vedetismo, presumindo que entretenho alguém. Enfim. Uma vez, lá bem longe no tempo, um leitor disse-me que eu era uma máquina de escrever e, uma outra leitora, uma locomotiva. Não sei porque me lembrei disto. Aliás: sei. Tenho uma foto tirada no ano passado, há coisa de duas ou três semanas, que retrata a máquina de escrever do sô Frederico. É uma máquina que por vezes o meu colega muda a fita. Não é a primeira vez que lá fica para a mudança e nem é a primeira vez que falo nesta máquina aqui no blogue (há link três linhas acima). Desta vez, o meu colega comentou que viu nas netes uma imagem com um puto a dar de caras com uma peça jurássica como esta e comentar em êxtase: «eia ca fixe! uma impressora que imprime directamente!» Que tempos estes, não?! Às vezes ponho-me atónita também eu, ou mesmo extática, vá, com a evolução - as voltas que o mundo deu, oh porra! e nem foi das de parar no mesmo sítio!
{20:09}
Olá a todos! Desejos de um bom ano para vocês. Há pouco vi nas netes alguém dizendo que se esqueceu de pedir coisas aquando da passagem do ano e que lamentava esse esquecimento. Pus-me a pensar se em algum momento da minha vida fiz o mesmo. Concluí que fiz, sim, quando jovem. Quando muito! jovem, aliás. Cedo percebi que quem me faz a vida boa é o próprio. Exceptuando algumas coisas, que obviamente se não controlam, tudo, que na verdade é quase tudo, está nas mãos do próprio obter. Na cabeça, aliás. Quase tudo nesta vida é uma questão de orientação, de procurar a melhor rota. Decerto não instruo ninguém mas conhecem aquela frase «não é o que te acontece é o que tu fazes com o que te acontece»? Então pronto, é isso.
De manhã fomos à praia do Estoril. Nos últimos dias a temperatura tem estado acima da média para a época, o que fez com que permanecer na praia fosse prazeroso. Se tivesse levado biquini tinha-me molhado um bocado, ou quase toda eu. Não, quase toda eu não, assim que sentisse a temperatura da água não deixaria que subisse muito, não. Sou uma friorenta da porra, eu.

Loures, 2 de Janeiro de 2022
{13:14}
Ai tantos doises nesta data também... E daqui por um mês, o que será? Mais doises ainda...? Ai.
O dia está farrusco. Pronto, aí está ela a debitar estados de tempo por mor de assunto nenhum ter. É que nem uma coisinhazinha, pá...
Não tarda ouço o toque do telefone a mandar-me reservar a aula de amanhã no Ginásio. É um toque militar. Quero dizer: escolhi um toque militar sem que contudo houvesse considerado o propósito das nuances militaristas, falo daquelas em que se segue regras sem pensar nada nada nada senão a obediência imediata. Já pus no blogue esta questão de ter um alarme para me lembrar de re (está a tocar... ah ah)(já reservei!) dizia eu: reservar a aula mas não me lembro se referi a questão musical. Não vou pesquisar. Não queria pesquisar mas pesquisei, está aqui, e não, não falei de militarismos nenhuns. Isso foi coisa notada mais tarde.
{18:03}
Bom, estou de saída deste post. Deixo a foto de que falei há dias, ou seja: aí acima, aos 31 de Dezembro, no pedaço das 13:24. É portanto uma foto do ano passado, pois é, e tenho mais, que surgirão proximamente, conto que amanhã. Logo que tenha essas publicadas, não tenho mais fotos de 2021 em rascunho. Estou cansada deste meu escrever de coisa nenhuma, preciso, e não é pouco, de achar importante aquilo que escrevo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Fotos algo antigas. Ou então spam de Gina.

Jogo-me agora às fotos daquela aplicação com montes de piada, que eu bem sei que este é assunto faltoso, tanto no blogue como no mundo. Começo com a mostra das primeiras experiências, feitas com a foto dos pés pendurados (uma que no blogue intitulo de 'tenho cinco anos', a qual, já agora, o filtro que tem não pertence à aplicação de que estou a tratar neste post), eu sentada num banco que imita os de pub, sem que o espaço em questão o seja, está até bem longe disso. São duas, as imagens, e gosto deveras da das folhas de Outono varridas a vento rodopiante. Ou ciclone. Ou tufão. Isto não significa que não goste também, e muito, da que está 'envolta' em plástico transparente.

Continuo com as brincadeiras que fiz com a minha actual foto de perfil. É certo que já pus no blogue uma que já desceu daí, mas, como tenho outras que considero interessantes, mostro também. Deste grupo nem sei qual gosto mais, e ainda bem que não tenho que saber... Quero é deixar dito que:
a primeira põe-me etérea e, até, majestosa
a segunda transforma-me em figura de banda desenhada
a terceira oferece-me uma beleza idílica
a quarta melhora-me os traços consideravelmente e dá um valente pontapé nas imperfeições que (quase) apregoo no post em que me mostro (usando a mesmíssima foto) sem filtros, da qual já consta link acima (é o segundo).

Termino com duas fotos montes de fofas. Destas duas nada mais tenho a dizer. E está mas é a parecer-me que estou farta de mim. Spam de Gina. É, é, ah poi zé.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

avermelharam

esta foto acontece porque fui dar com a folha vermelha em cima do teclado e lembrei-me que ficava bem logo seguida de um post onde marco a existência da fosforera

em seguida, não contente, tampouco satisfeita, juntei-a a um dizer que avermelhou, não com o passar do tempo, como a dita folha, mas porque privou com terra-de-sena queimada

domingo, 26 de dezembro de 2021

merdices e lambuzices

Coloquei uma imagem de flores no pano de fundo do telefone. Ele é pano de fundo e ele é a outra situação que agora não me ocorre como se diz, aquilo tipo transição ou lá que é. Opto sempre pela mesma imagem para ambas as situações. Estados. Aparências. A imagem em questão é a das azedas, que captei há dias. Escolhi esta para me deixar de narcisismos e merdices do género, já que a escolha tem predominado sobre selfies amadas em poses fabricadas e outras lambuzices.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Pombos

Não é estranho que pombos adentrem o estaminé, particularmente se a rua estiver vazia e eu em silêncio, embora não seja questão corriqueira. O que há de diferente com este é que apareceu no dia a seguir à morte do meu pai. Ora, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, tudo o que é pombo remonta à figura paterna desta que vos escreve, cresci com pombais no quintal e durante décadas acompanhei o interesse que o meu pai tinha em melhorá-los para que o seu bando vivesse feliz. A foto está uma merda, já sei, o que eu queria captar era o pombo dentro! do estaminé, não quando já estivesse na enga de zarpar dali. Apanhei-o assim, pronto, é o que há. Este episódio puro e longe de preparação fez-me pensar que os acasos são algo tão principalmente simples, que, daí, só podem crescer. E quiçá cresçam para coisas complicadas.

Se pensei que aquele pombo era o meu pai?
Pensei.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Lisboa, Lisboa

Um dos pinheirinhos de Natal da avenida é mesmo piriri, lembrei-me até do cipreste que no outro dia capturei. Capturei por imagem. Por imagem.

sábado, 4 de dezembro de 2021

As folhas

O Jardim Amália Rodrigues fica no cimo do Parque Eduardo VII. Isto é conclusão a que chego sempre que me encontro na via que lhe dá acesso. No outro dia estive lá, ao início do Jardim (tirei até uma foto [pomposa, acho, pouco me importando que me não ofereçam o perdão à imodéstia]), notei um sobreiro, li a legenda colada no tronco, trouxe uma folhinha das caídas no chão e tirei-lhe uma foto agorinha mesmo. Tal como a foto do post anterior, também esta não tem filtro nenhum, que é lá isso, tive foi o cuidado (ironia!) de amachucar a folha de papel por considerar que faz de filtro, ou pelo menos lança algum dinamismo por sobre a imagem. Essa folha é um dos papelinhos do meu bloquinho rudimentar. Por trás tem apontamentos que hão-de vir parar ao blogue. Assim não se vê, mas depois vai ver-se.