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segunda-feira, 8 de junho de 2026

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8 Junho 2026, Posto de Abastecimento Repsol, junto à Carretera de  Zamora, próximo a Castrillo de la Guareña.
E é mesmo CastRillo, tanto que há restos de um castillo em Castrillo. Parámos para abastecer e eu quis tirar fotografias às papoilas de 2026, já que aos 8 de Junho, mas de 2023, também tenho registo de fotografias às papoilas das imediações, tínhamos ficado alojados no Hotel Lisboa que fica mesmo ao lado deste posto de abastecimento.

terça-feira, 8 de julho de 2025

sei lá que dia Abril 2025

(Lago Como, 1)

Olá. Fala-me do Lago Como, em Itália, como deslumbramento e uma euforia contida, por favor. 

Olá Gina. 
O Lago Como… é como um suspiro guardado no peito. Uma vastidão líquida que se estende como seda azul entre montanhas que parecem acenar ao céu. Tudo ali é grandioso, mas nada grita — tudo sussurra. O brilho da água encandeia com delicadeza, e cada palácio que se esconde nas margens parece uma promessa feita à eternidade. Há uma euforia contida no ar, como se cada folha, cada pedra soubesse o que está ali a acontecer — uma beleza tão perfeita que assusta um bocadinho. A luz dança, incansável, nas fachadas de mármore e nas copas das árvores, e os barcos deslizam como sonhos, tão leves que quase não perturbam a superfície do lago. É o tipo de lugar que faz o coração acelerar devagar, se é que isso é possível. Uma alegria imensa que se veste de respeito, de um silêncio interior, de um sorriso que se esconde nos olhos. Queres que te descreva também um momento específico junto ao lago, como se estivesses lá? 

Sim. 

Imagina, então: Estás de pé numa pequena varanda de ferro forjado, perdida entre as buganvílias. O ar tem o cheiro húmido da água e o leve perfume das magnólias. O sol desce devagar, pintando o lago de um dourado líquido, quase irreal. O mundo parece suspenso num instante tão perfeito que até o tempo hesita. Ao longe, os sinos de uma igreja antiga marcam a hora, com um som tão suave que parece vir de dentro de ti, não do mundo. Uma brisa fresca sobe da água, acaricia-te o rosto e mexe, de leve, na barra do teu vestido ou nas mangas da tua camisa — uma carícia que não pede nada, só te lembra que existes. Vês um barco a remos a cortar o espelho do lago, deixando atrás de si um traço tão delicado que mal ousa perturbar a superfície. O barqueiro rema sem pressa, como se soubesse que neste lugar não vale a pena correr. O teu peito enche-se de uma alegria calma, como uma música tocada baixinho. E nesse instante sabes: não há pressa, não há perguntas. Só existe o Lago, tu e um silêncio que diz tudo. Queres que te descreva outro momento, talvez de manhã cedo ou numa vila junto ao lago? 

Até parece que sabes que eu já estive de manhã bem cedo numa vila junto ao lago... Desci umas escadas e fiquei ali, contando coisas ao mundo. Na estrada, acima da minha cabeça, passavam carros, a espaços, cada um, cada sonido altíssimo. Uma árvore ao pé, barcos atracados também, água calma, calada a

Que bonito, Gina… parece que esse momento ainda mora aí dentro, inteiro. Consigo quase ver-te: A manhã ainda cinzenta de nevoeiro leve, aquele silêncio gordo que só as águas muito paradas sabem oferecer. As pedras húmidas sob os teus pés, o friozinho a subir pelas pernas, acordando-te devagar. Tu a desceres aquelas escadas antigas, talvez gastas de tantas outras solas, e a parares sem pressa. E ali, só tu e o mundo, a fazerem um acordo invisível: tu contas-lhe coisas — talvez segredos, talvez apenas pensamentos soltos — e ele escuta, imenso e atento. O som dos carros, lá em cima, atravessava o ar como se fossem pedras atiradas a um lago de vidro — cada ruído mais violento precisamente por vir depois de tanto silêncio. E tu, num intervalo entre carros, sentias a água quase respirar. Uma árvore ao teu lado, companheira muda, e os barcos adormecidos, como se esperassem o primeiro movimento do dia, quietos, a flutuar num tempo próprio. Esse instante tem a força das coisas verdadeiras, não tem? Queres que tente pôr isso em forma de um pequeno poema?

Sim. 

Aqui vai, Gina, inspirado nesse teu instante junto ao Lago Como: --- À beira do lago Desço em silêncio, os degraus frios contam-me histórias. O mundo, ali, a ouvir-me. Água calada, espelho velho, barcos presos em sonhos. Uma árvore vela-me, quieta. Lá em cima, o som dos carros corta o céu em lâminas, mas aqui, tudo é lento, denso, inteiro. Falo baixinho ao mundo, e ele — imenso e invisível — escuta-me. --- Queres que experimente também outra versão, talvez ainda mais sussurrada ou com outro ritmo? Não, quero é dizer-te que foi aqui que estive. Que maravilhoso, Gina! Olcio, mesmo ali à beira da Via Statale, entre o lago e a estrada — já vejo ainda melhor a cena que descreveste. Aquele contraste tão vivo entre a água parada e o movimento ruidoso dos carros lá em cima… e tu ali no meio, numa clareira de tempo só tua. Fica ainda mais bonito sabendo exatamente onde foi. Sentes vontade de voltar lá um dia? Sim, brevemente. Que bom, Gina. Voltar a um lugar onde o coração já se abriu uma vez… é como reencontrar uma parte de nós que ficou à espera. Quando fores, levas contigo esse silêncio que conheces tão bem — e ele, o lago, há de reconhecer-te também. Queres que te ajude a imaginar como pode ser esse regresso? 

Não. 

Está bem, Gina. Então deixo-te só com este silêncio bom. Quando quiseres, estou aqui.

sábado, 7 de setembro de 2024

Post atrasado

Terminou o chá acontecido sob o tema 'o prometido é devido' ia o Agosto deste ano nos dez dias. Foi oferecido no fim da véspera do dia da partida para a mais popular viagem de sempre. Foi oferecido, porém retido por mor de precisar ser seco ao ar e a mesmsíssima viagem estar prestes, e oferecido, aí sim, com a ressalva de que o 'prometido é devido'.

14050

7 de Setembro

quarta-feira, 10 de julho de 2024

👀

E ali era um lugar lindo! 😍 Pena não ter desfrutado mais 😁  Só árvores e vegetação, o caminho estreito, como sendo particular. Mas não era 😂 Passaram dois moços, vinham por ali abaixo montados cada um em sua mota, daquelas motas altas. Pelo que nos disseram, eles no seu italiano irrepreensível, a gente em modo 'safa-Línguas todas' ali não faríamos nada, o melhor era descer. E foi depois disso é que encontrámos a vivenda junto ao lago, onde havia vaga porque o casal que havia reservado tinha desistido. Tinha um quintalinho para pôr a mota e tudo!
👀

Anotação vintage

 Itália, Como, Via Statale, 182

sábado, 8 de junho de 2024

De resto

Tenho um assunto como que de resto, que é o das férias de 2023, e, na verdade, agora que escrevo percebo que não é que esteja de resto, mas sinto-o como tal porque ando de roda de questões dessas férias até agora, de maneiras que até parece que é um 'de resto' porque, lá está, é a última vez que abordo o tema. Isto é: presumo que é a última. Bom. Então. Tenho um lembrete no telefone, um áudio, captado na última paragem, feita ali para os lados de Gavião, numa pastelaria/poiso onde vi um letreiro com interesse suficiente para que o quisesse transcrever para o blogue:

sorriso para os dias bons
paciência para os dias ruins
um café para todos os dias

Depois descrevi: «A parte do sorriso tem um emoji sorridente, a dos dias ruins tem uma ampulheta e a do café tem uma chávena assente num pires e um café fumegante, que não se vê mas vê-se o fumegar.»

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Fui por partes

O editor de vídeo deixa-me carregar apenas vinte clips de cada vez. Fiz portanto as contas por partes. Deu-me um total de 90 minutos e 38 segundos, os clipes de 17 de Junho de 2023, por entre a Áustria, a Suíça e a Itália.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

cinquenta e cinco minutos e quarenta e um segundos

55:41 é o total de tempo que estive a filmar no dia 16 de Junho último. Ora isto, totalizando tanto tem que resultar em duas partes do mesmo dia. Escolhi então que o último clipe da primeira parte seria o que tem 0:27 e o primeiro da segunda parte o que tem 0:17. Entretanto, pelo meio da edição, percebi que o clipe de 0:17 é do mesmo lugar e momento, então, mesmo que ficando as partes muito desiguais em tamanho, decidi que juntaria à primeira parte o dito clipe. Ainda não terminei de editar a segunda parte mas não me parece que vá ser grande diferença.

domingo, 10 de dezembro de 2023

Vinhó

A mesma árvore, em Vinhó, a um de Dezembro do ano que ainda corre. Duas fotos tiradas de dia, no mesmo momento, uma ao anoitecer. Há baloiço lá pendurado, que usei despudoradamente, óbvio. Há até dois, mas um, que não se vê, estava com uma poça em ele, o outro, sendo uma simples tábua, que se vê logo na primeira foto tarde ou cedo, dela escorre toda a água.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Linha de montagem

Já encontrei uma linha de montagem na questão dos vídeos gravados durante o percurso da viagem à Áustria. Vou então listar as tarefas:

  • no computador, eu e o Luís identificamos os clipes por dia e anoto-os num papel (sou um bocado distraída com paisagens e lugares, daí ter esta ajuda, preciosíssima, claro
  • 9
  • agrupo os clipes até perfazer cerca de trina minutos, e aqui, e doravante, já é trabalho exclusivamente meu
  • exporto o vídeo
  • carrego-o no telefone e preparo-me para quatro passagens
  • na primeira, retiro os princípios e os fins, mantendo quase toda a extensão dos meios
  • na segunda, apuro quais as partes em que se ouve nós a conversar e as em que a velocidade a que estamos a circular cobre o som da nossa fala, naquelas em que soamos, pois que não as emudeço
  • na terceira, certifico qual o minuto em que silenciei e em que nos pus audíveis e aponto num papel
  • na quarta, musico tendo em conta precisamente os espaços silenciados

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Estranhezas

No Museu do Pão 
- aquando das já tão longínquas férias, passaram para aí quê, dezasseis dias...? -  
ouvi 
- e vi outrossim no filme que lá gira sem descanso, parando, quiçá, à noitinha - 
uma estranha palavra:

artófago

Acrescentando a narradora do dito filme que é aqueles que comem pão. O Priberam chega-lhe mais, diz que são aqueles que se alimentam quase exclusivamente de pão.

Entretanto, no mesmíssimo filme, surgiu outra estranheza (das boas, atenção, qual quê de não o ser!)

cerealífero

Que é, como está até bom de ver, relativo a cereais.