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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Perguntices

~Qual foi o melhor segundo da tua vida?
Dizer que ainda está para vir é uma resposta evasiva... Pergunto-me como me terei safado aquando da gravação do vídeo, é que não malembra mêmo... Dizer que foi aquele em que nasci é falso porquanto na altura não havia consciência do bom e do mau. Dizer que foi quando fui mãe, ademais de não ser totalmente verdadeiro, acresce que tenho dois filhos, dois ricos filhos. Hum, olha, aquele em que descobri a possibilidade de fazer registos escritos, que foi coisa acontecida há quarenta anos. Descobri que podia rabiscar as circunstâncias e sentimentos do dia e percebi o quanto gosto disso. E isto apesar de ter sido uma actividade curta, poucos meses, e ter tido um interregno de uns quantos anos, vinte, vá. E entretanto ando nisto de blogues vai para duzentos meses (Abril/2006 –a– Dezembro 2022)

~Tens algum talento escondido?
Hum. Pá. Coiso. Atão eu sei lá...

~Lembras-te de algum momento de transformação?
Sim. Bem presente, ainda, por isso se me afigurou logo que li a pergunta. Foi quando dei por mim caminhando de cabeça erguida, sendo que havia muitos anos que o não fazia por motivos de uma baixíssima autoestima e procurava como subi-la. Mesmo que seja ainda baixinha, alteou uma beca, lá isso.

~Qual foi a coisa mais estranha que fizeste até hoje?
Criar os ricos filhos. Respondo isto porque nunca julguei saber como fazê-lo e, no entanto, fi-lo.

~Se pudesses implementar um mandamento, qual seria?
Juízo...

~Qual foi a pessoa que mais te inspirou até hoje?
A minha mãe. Ou o meu pai. A minha mãe e o meu pai. O meu pai e a minha mãe.



👀 

sábado, 5 de novembro de 2022

perguntices

~Qual o livro que estás a ler neste momento?
Atão, nenhum, claro! Tenho-me esforçado mesmo nada para ler livros.

~Organizas a tua biblioteca por critérios? Se sim, quais?
Sim. Por tamanhos. Digo por tamanhos mas em altura, não em largura ou espessura. A propósito, a minha biblioteca está um aprumo, fiz-lhe todo uma limpeza e arrumação aquando do primeiro confinamento e ainda dura. Tudo no sítio. Tudo tranquilo. Ah, agora me lembro, também agrupo as coleções. Não sei de quem lhes faça o contrário, mas pronto.

~Qual o autor que mais te empolgou logo que o conheceste?
Italo Calvino. Tem uma prosa muito incisiva. Tenaz. Não me peçam é para recordar passagens, que não as decoro. Nem as dos livros dele nem as de outros. Se eu quisesse contar em resumo uma história que hajo lido não conseguiria.

~Ler é uma actividade reconfortante?
Não. Satisfaz curiosidades que não sabia que tinha, ensina-me umas coisas, mas não me reconforta.

~Qual o livro que leste quando jovem e que ainda hoje aprecias?
O Diário de Anne Frank, talvez. Sim, talvez gostasse de voltar a lê-lo. Olha, porque não reler esse livro...? Assim, pronto, lia. Reler também é ler, pois é?

~Qual o livro do tipo vais buscar/desistes; vais buscar/desistes; vais buscar/desistes...?
As Cidades Invisíveis de Italo Calvino. Quem mo emprestou foi o Gualter.

~Qual o livro que descobriste recentemente e, mas, é contemporâneo?
Ora atão vamo lá ver, eu não leio livros há... sei lá, três, quatro anos...?

~Como tratas os teus livros?
Hum, não sei... Bem...?

~Que livros levarias para uma ilha deserta?
As Cidades Invisíveis de Italo Calvino. Ah ah. 

👀

domingo, 7 de agosto de 2022

perguntices

~Qual é o melhor sítio para estares e porquê?
Em casa. Porque me aborreço menos. Porque posso deixar tudo ser como é e estar como está.

~Qual é a melhor companhia de viagem?
Eu. De nada, ora essa.

~És boa ou boazinha? Preferias ser qual e porquê?
Boazinha. Preferia ser boa. Porque ser boa não requer fingimento, já ser boazinha...

~Qual é ou onde está o teu refúgio?
É, e está, no registo por escrito de inutilidades. Escolhi dizer inutilidades para não dizer desinteressantes, mas eu bem sei que o são. Se escrever de forma desinteressada de glória ou pompa, consigo fazê-lo prazerosamente, se não... Poi zé.

~Qual foi a melhor coisa que já fizeram por ti?
Os abraços de quem me ama quando tenho um ataque de pânico.

~Já mais vezes acreditaram em ti ou te dificultaram o caminho?
Não é costume as pessoas não acreditarem em mim, deve ser porque falo poucochinho.

~As pessoas boas são o teu tipo de pessoa?
Sim. Não gosto de pessoas que são mais más do que boas. Sou preguiçosa, portanto. 

sábado, 9 de julho de 2022

perguntices

~eras capas de dormir na varanda?
sim

~eras capaz de mudar de profissão?
não

~eras capaz de voltar à Holanda?
sim

~eras capaz de perdoar uma traição?
sim

~irias a um espectáculo do tipo ou de quem não conhecesses absolutamente nada?
não

~eras capas de ter dez filhos?
não

~eras capaz de rapar o cabelo?
não

~eras capaz de saltar de pára-quedas?
não

~eras capaz de ser a primeira pessoa a chegar a Marte, sendo que depois não poderias regressar à Terra?
não

~eras capaz de viver num corpo masculino durante vinte e quatro horas?
sim

~e já agora: para sempre?
não

~eras capaz de ter uma profissão que odiasses?
sim

~eras capaz de conviver com o teu próprio clone?
não

~eras capaz de ouvir a mesma música durante quinze dias?
não

~eras capaz de tatuar o rosto de uma pessoa no teu corpo por tê-la como referência na tua vida?
não

~eras capaz de não consumir desnecessariamente durante um mês?
não

~eras capaz de rever a tua série favorita?
sim

~eras capaz de adoptar um pinguim?
não

~eras capaz de tatuar o corpo todo?
não

~eras capaz de nunca mais ir a um concerto?
sim

~eras capaz de correr uma maratona?
não


🎦
👀

perguntices

~~Uma memória da tua infância. Uma que apareça e pumba.
Campos com azedas amarelinhas. Muito. Pelo sol de inverno a dar-lhes. Campos inclinados, preferencialmente.

~~O que é que gostavas de ver inscrito na tua lápide?
«Gina, a mulher que teve um blogue». Nada mais me diferencia do que o blogue. Não digo ter um blogue, mas o(s) blogue(s).

~~Campo ou praia? E porquê?
Não sei. E não sei porque não consigo decidir-me.

~~O que é que nunca te vão ouvir dizer na vida?
Isso é que não sei!, sei é que não é «não sei». Às vezes empolgo-me toda ao pensar que não digo «não consigo», mas digo, tanto que já disse acima, e, dessa vez, sem pejo algum.

~~Há alguma coisa no recheio da tua casa que não adores?
Adoro pouca coisa, na verdade. Mesmo muito pouca coisa. A minha vontade é pôr quase tudo no lixo e ficar com quase nada em casa. Adoro os espelhos que estão no meu quarto e o colchão. Adoro as recordações que os ricos filhos lá deixaram.

~~Diz-nos um livro, um filme e uma série imperdíveis.
Ai. Então.
Livro: A Paixão de Jane Eyre, Charlotte Brontë
Filme: O Amor Acontece, Richard Curtis
Série: Programas de culinária, preferindo porém os de pastelaria e exceptuando os de provas de comidas intragáveis ou deveras esquisitas e também não acho lá muita piada aos de competição. Sou tão pouco chegada a telas de cinema e a ecrãs televisivos que me custou pra caraças fazer as duas primeiras escolhas. Nem sei o que respondi no vídeo. Mesmo. E nem vou pesquisar para me copiar. Não.

🎦

sábado, 30 de abril de 2022

perguntices

~~Preferias ter rugas, cabelos brancos e um corpo horrível e viveres no paraíso ou seres jovem e linda e permaneceres atolada em lodo?
Então se ia viver atolada em lodo de que serviria essa beleza toda, né? Poi zé.

~~Quem convidavas para jantar hoje?
Não me consinto pensar em outra gente que não as minhas pessoas – claro que só podia convidá-los a eles. Ainda por cima, ao momento da construção deste post, estou a rebentar de saudades, que há um tempão que os não vejo. Mas vá, eu que pense em outra gente – acho que a Filipa Gomes, pronto. Lembrei-me dela porque seria um desafio, a Filipa cozinha pra caraças, de maneiras que.

~~Quem te inspira?
É lugar-comum, mas é a verdade – a vida é o que me inspira. Tanto por mor de ouvir o que as pessoas dizem, mesmo que onomatopeias, um esgar que desça não forçosamente devido a coisas fixes ou então sim, um olhar aborrecido ou desinteressado ou curioso. Enfim. Depois há a minha amiga árvore amarela, a cidade de Lisboa que me encanta até mais não, há as nuvens e o sol e o vento e a chuva, há o Tejo, de prata ou de cor suja é somenos. Pá, sei lá. Os ricos filhos, ca saudades!, o Luís, a minha mãe e o meu pai, ainda que mortos já. Ah, a minha cadela, a Olívia, fofura mais linda da dona, da qual estou também saudosa. Tudo. Tudo a vida contém, né? Poi zé.

~~Um cheiro ou um sabor que te leve imediatamente para a infância. (esta pergunta vale por duas, daí eu dizer que são sete)
Ora bem, respondo mas é do cheiro e do sabor e assim transformo uma pergunta em duas. O cheiro: as filhóses acabadas de fritar. Todos os anos a noite de Natal era passada a fritar filhóses. Sim, filhóses, pouco me importa que não se diga assim, que não se escreva assim. Porra pra isso. O sabor: a pastilha do gelado Epá. Se eu comesse agora uma dessas viajaria até à infância. Por falar nisso, a ver se compro um gelado Epá, assim confirmo se o sabor se mantém. Lembro-me de achar um piadão comer uma pastilha congelada. Claro que o calor da boca a derretia num instante mas ao início era rija que eu sei lá.

 ~~Star Wars - sim ou não?
Não. Não sou de filmes, a maioria chateia-me ver. Levanto-me para aí aos dez minutos de película. E depois há uns tipos de filmes que me chateiam mais que outros e ficção científica é um desses. Não, portanto. Já tinha dito, já, repito para frisar e assim ficar por último.

~~Como lidar quando se quer ir a eventos mas não se tem companhia?
Ir, tão-só. Sou de andar sozinha, gosto até bastante disso, mas compreendo que ir a um evento, seja de que tipo for, é melhor acompanhada. Porquê?, estou eu agora a perguntar-me (parece-me um bom exercício). Porque podemos comentar o que estamos a ver e aprender um com o outro. Porque podemos não concordar e isso não faz mal nenhum, quando a questão é de gostos, obviamente cada um tem o seu e isso não faz mal nenhum. Repito para ficar por último, poi zé.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Não

Afinal não pus o caderno do momento de parte. Não consigo. Não quero. É uma mistura. Aquilo de as folhas se soltarem das argolas amalucadas que tem é caso para eu arranjar mais atenção e decerto não será assim tão difícil não acontecer tal coisa. Entretanto fui dar com um registo com montes de piada:
«Este caderno pesa 350 gramas, sempre quero ver quanto pesará no seu último dia de trabalho.»
A ideia surgiu por conta do costume que tenho em colar coisas nas folhas dos cadernos. Até já me aconteceu largar o caderno com ainda bastantes folhas por usar só por estar demasiado pesado, ou então por desconfortar o manuscrever. Nas páginas a seguir ao registo supra, por exemplo, estão colados três papelinhos:
Um dando conta de quais os passos que dei na aplicação camera360 para chegar ao resultado de uma imagem - que, oh vejam lá, é aquela dos pneus de Inverno - e o certo é que nesse apuramento havia toda um catrefada de fotos, as quais queria, aquando da ideia ainda na sua incipiência, publicá-las, se não todas, pelo menos algumas, e, como as queria todas com os mesmos filtros, toca de apontar o processo num papelinho cá dos meus
Outro é a dizer-me que o porta-talheres preto tem um dos compartimentos a sobrar-lhe 13 centímetros e três a sobrarem 8. Precisei deste papelinho porque realmente sobra muito espaço nos porta-talheres novos que há na minha cozinha e, como tenho visto que o que não falta na grande loja é caixas e caixinhas e compartimentos com toda a sorte de medidas, figura, matérias e cores, pois que, pronto, apontei. Entretanto acabei por comprar somente um compartimento
O último é então referindo que nos posts das 'perguntices' eu siga o mesmo método de links para aqui e para ali, isto para que de um siga para o anterior e assim sucessivamente, conseguindo portanto encadear todos.

sábado, 18 de dezembro de 2021

perguntices

~~A primeira coisa que fazes quando acordas.
Abrir os olhos não conta, suponho... Bom. Então. Lembro-me do sonho, ou dos sonhos. Se não o, ou os, traduzo imediatamente, fico-me pela recordação das imagens, mesmo sendo difusas há algo que aparece na mente. Tirando os sonhos, e presumindo que não sonho todos os dias, escrutino a mente para me certificar que dia da semana é. O do mês pouco me importa saber, mas o da semana, sei lá, dá-me jeito. Voltando atrás: não asseguro que sonhe todos os dias, mas tenho essa sensação bem vincada.

~~O que tens na tua mesinha-de-cabeceira?
Neste preciso momento tenho o telefone a carregar, a maquineta que alisa a pele do rosto, o candeeiro e o rádio. Em tempos, este rádio fazia também as vezes de despertador, actualmente apenas serve para musicar os últimos minutos que passo acordada. Conto do que tenho neste preciso momento e era até giro que respondesse a esta pergunta mensalmente ou assim, decerto variaria. Quero dizer, o candeeiro e o rádio não variam há q' anos, o resto é que sim. Daqui por um mês torno cá. Se me lembrar, claro.

~~A pior coisa que te podem fazer.
Interromperem-me quando discurso entusiasticamente. Principalmente.

~~Uma frase que te marcou para a vida.
Não desistas de ti.

~~Qual é a tua palavra preferida?
ESCREVER

~~Qual é a importância das relações pessoais e de as cultivar?
Pá. Ai. Responder a isto é walking on broken glass... Estou cheia de cortes, uns mais fundos que outros. Bom. Então. Relacionar-me com pessoas é tão importante quanto verdadeira é aquela frase «o mundo são as pessoas». Vai daí... né? Poi zé.

~~Qual é a tarefa que mais gostas de fazer em casa?
Pá, assim gostar gostar gostar, não sei, por, no fundo no fundo, não gostar de nenhuma, porém, talvez goste, vá, de fazer a cama. É rápido e não requeiro perfeição nessa demanda.

domingo, 14 de novembro de 2021

perguntices

~~Destralhar ou acumular?
Pá, adoro acumular. É tão bom. Uma casa cheia de bugigangas. Um móvel. Uma simples prateleira. Gavetas a abarrotar. Enfim. Gosto de coisas, gosto de muito, gosto de montes. Mas destralho. De longe a longe, claro.

~~Como gostarias que os teus filhos te recordassem?
Como alguém que fez por eles o que pôde, com a sabedoria do momento. Tão-só.

~~Para quem te esmeravas, com especial cuidado, a fazer o teu melhor prato?
P>ra os ricos filhos. Se calhar surge esta resposta porque a pergunta anterior tem-los lá, mas não há ninguém para quem cozinhe com mais esmero do que para os meus mais chegados familiares.

~~O que é que te acalma?
Escrever. Paradoxalmente, também me enerva. E até me entristece.

~~Em que é que sentes que o teu tempo foi mesmo, mesmo bem empregue?
A escrever. E por conta desta resposta ri-me toda eu agora mesmo.

~~Diz-me uma aplicação genial. Porquê a escolha?
Lunapic. Porque tem filtros que fazem as vezes de pinturas em quadros, como se pintados por um pintor famoso. Há fotos que ficam lindas com esses filtros.

~~Qual é a melhor coisa das redes sociais?
Comunicar, mesmo ilusoriamente. Aliás: basta-me a ilusão, pouco me importa se afinal de contas ninguém me vai 'ouvir'.

~~O que menos gostas das redes sociais?
Não sei. Provavelmente não sei porque ninguém 'ouve' o que 'digo'.

~~Uma pessoa que gostes de seguir. Porquê?
Filipa Gomes. Porque não se desdobra em personagens.


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