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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Lisboa, Lisboa

De manhã estava um céu azul e pontilhado de nuvens meio que cinzentas. Ou assim. Dei por mim a pensar «olha, eu antes de mais vi o céu, só depois notei as nuvens». Bom sinal. Parece.

Uma miúda tinha escrito na t-shirt 'cute and' não sei quê. Não sei quê, é certo, assim como é certo que esse 'não sei quê' é algo concordante com 'cute', pois, quando não, seria, no mínimo, ai a porra das vírgulas, estranho.

Pintaram os pés dos candeeiros da avenida. Temos então, e em vez do bordeaux descolorado e descascado, um lindo tom de cerise, que é cereja para os portugueses (o bordeaux não sei traduzir). A cerise, quando a gente a encontra em modo cor, é como que um convite para tornar a cor gráfica na mente, mas sem o grafismo propriamente dito. Estão cutes, os pés. E está ligada, a fonte, correndo a água, que é parável. Dantes, quem ia lá tratar desses botões era um primo afastado que a gente tem, agora não sei.

Chegada ao latim, estou vazia de coisas para vos dizer. O latim diz o mesmo, o que a todos é dirigido, mas desta vez não me disse nada.

A casa azul está a envelhecer. Se fosse uma pessoa, esta casa teria agora uns quarenta anos, que é quando se dá pelos primeiros sinais do amadurecimento das pessoas. Não esotu... ai perdão, estou com isto a dizer que quem é dos trintas não denote já alguns sinais. Não. O que acontece é que a dos quarenta é uam... ai perdão, uma maturidade mais vincada. Amachucada.

E chove em Lisboa, é o que é. Não, eu não estou de chapéu-de-chuva. Chapéu-de-chuva, guarda-chuva. Guarda-sol, chapéu-de-sol. De sombra é que não os há, pois que, dessa, não precisamos de nos resguardar. Ou então ainda ninguém nos convenceu disso (será...?).

Se há lugar de quentura, mesmo que no Inverno, é a avenida Manuel da Maia. Se há outro lugar de quentura, mas em pobre, é a rua Ângela Pinto. Porra, quase apanhei um escaldão.

Vi uns óculos escuros todos giros expostos numa montra. Por giros entenda-se vistosos, que era aliás o adjectivo a ser primeira escolha, mas pronto. É um daqueles artigos que não sei se combina com todas as Ginas que trago comigo. Bom, decerto não combinam com todas elas porque não há nada que combine inteiramente e sem reservas com esta que vos escreve. Tenho sempre a minha vida tão mas tão cheia de perguntas.

É noite. Boa noite. E ainda tão cedo no relógio. Não desespereis, desesperemos, que daqui por trinta dias o tempo de luz solar contará com mais uma hora. É o que diz o povo, e quando o povo fala, ah caraças!

Deixo foto que tirei de manhã. É clique que dei pelo meio das ideias que agrupei neste post e que são d' hoje. É o áco-íis. Isto no principal papel, óbvio, que depois há outros elementos e outras ilações que daí resultam. Ou resultariam. Eu cá, por aqui me páro.

Lisboa, Lisboa

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Chovia em Lisboa

A senhora ofereceu: Gina, leve um chapéu. Olhe que o que não falta aí são chapéus. Prevendo que não o abriria, aceitei na mesma. Fi-lo principalmente por ela, pela sua preocupação, pelo seu descanso. E não, não abri o chapéu.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

🌧️
☂️

A avenida General Roçadas, não sendo nós íntimas, sei que as árvores lhe estão bem mais desbastadas. Andam nessa demanda há semanas. E agora chove em Lisboa ☔

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Lisboa, Lisboa

Assim como a pessoa que rabisca estas mensagens pela Lisboa que melhor conheço não supõe que lhas leio interessadamente, mesmo que as não descodifique, também eu jamais saberei se alguém leu as mensagens de pedidos de socorro que eu rabiscava em papelinhos e colocava por entre roupas empilhadas em lojas ou em caixas de correio. Deveras esquisitas, essas minhas mensagens, tinham tanto de escarrapachado como de subtil, ademais, se sem remetente, como conseguir socorro?


A foto acima tem vários dias, e bem sei que na verdade não se percebe a ponta dum corno, mas é o que há. Já a de baixo, pois que é d' hoje, além de fresca apresenta-se nítida, porém, nada bela, e vai daí, né? Lá me encontrei uma vez mais com uma actualização do anúncio que esta pessoa faz. Hoje pensei que a caligrafia é um tanto ou quanto infantil. Ah, estas mensagens distam uma da outra uns bons quarenta minutos, se a pé. Um dia ainda conto os passos. Ah (outro), a foto de cima tem filtro, naquela de 'melhorar' e tal, a ver se se via pelo menos a ponta do corno, a de baixo não, zero.

domingo, 20 de dezembro de 2020

Lisboa, Lisboa

A primeira de todas as folhas caídas e outonais que recolhi, foi por arrependimento de ter deixado escapar uma das mais belas de sempre, um tom de castanho e um outro, bordeaux, a matizá-lo, que surgia dos veios. Depois foi o que foi, arrependi-me e apanhei a que se lhe seguiu, não em beleza mas em encantamento. Para finalizar, precisamente: em beleza, coloquei-a no meu caderno. Ah, qualquer uma destas duas folhas foram avistadas na avenida lisboeta que mais retrato no lbogue... ai perdão, blogue.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Channel...?



Fiz-lhe um coração, acrescentei adoração.


Cuidei de ser

Cuidei de ser Hiiss
Cuidei de ser Hüss
Cuidei de ser Fliiss
Cuidei de ser Flüss


Considerei pesquisar, pesquisei e apostaria no Hüss porque, no resto, não se encontra nada. Portanto:
Olá Hüss! E adeus Hüss! A gente vai-se vendo aí, nada mudou.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Chove em Lisboa

Na rua, entre recados, encontrei a dona Genoveva que, depois, se desculpou do tanto que falou. E a Gina à chuva, dizia ela. Reprimi a resposta habitual - seria algo dentro da ideia de que eu e a chuva contracenamos saudavelmente - porque ela não me ouviria. Bem sei que na introdução deste tema a apresento atenciosa, mas é no ouvir que lhe chega a alienação, nunca no derredor.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Luzes em Lisboa

Já está tudo iluminado. A primeira de todas as avenidas, e ainda em Novembro, foi na toda importante e muito comprida, depois foram indo e indo, afora, vindo e vindo, por Lisboa. Até já o Terreiro do Paço como que apregoa aquela enormidade de luz e ferro, a gigante Árvore de Natal. Sim, estamos em Lisboa e em Lisboa há pregões.

sábado, 28 de novembro de 2020

Escuro

Todos os anos tenho uma espécie de sonho, ou desejo muito forte, de ver a árvore amarela de noite. Agora estou quase a conseguir porque está muito escuro... Ou escuro, vá, não está assim tão escuro quanto isso. Está um pouco escuro mas não escuro o suficiente. Mesmo que eu tire uma fotografia vai parecer que é de dia, não tem lógica.

Lisboa, Lisboa

A hamburgueria da avenida vai ter um palanque - daqueles compensatórios, por causa da inclinação que tem - andam a construí-lo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Mensagem

Na avenida estava uma mulher segurando uma placa com uma mensagem que não me dispus a ler. Considero provável que a maioria das pessoas não se empenhe lá muito nestas leituras, assim como considero que presenciar o seu desinteresse é duro que se farta. Este método, o de escrever 'mensagens' e pô-las a arejar no blogue, é uma barreira às caras de enfado. Barreira não, paliçada. 

ideia: o importante é que retirem algo do que escrevo
não mau ou bom
mas algo

[e bom é ter esta ideia encasquetada na cabeça]

o pragmatismo raramente emprenha e, se emprenha, aborta

corrimão infectado


Lisboa, 26Nov2020, 10:18

seis mil oitocentos e setenta e quatro passos, contou o meu telefone

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Lisboa, 25Nov2020

Preenchi cinco páginas do meu caderno. Fui interrompida duas vezes, uma por seu Freitasse, outra pela vizinha Gislena. Deve ter passado um bom bocado de tempo por entre.

Casquinha

Num chão lisboeta vi uma casquinha dourada e cuidei de ser uma tâmara, seguindo-se a certeza de que era uma barata. Esmagada. Por ora olho muito para o chão, gosto de ver as formas e as cores das folhas que, bem sei, estão mortas, mas vejo-as vivas. Mais: apanho-as, guardo-as, fotografo-as – ou então não. Mas para esta observação é preciso ir de olhos no chão e isso é coisa que deixei de fazer há meses, então, o que faço é andar cá e lá, a ser a Gina das observações puramente dispensáveis - quem quer saber das 'minhas' folhas? - e a da vida levada com leveza. Gosto disto: 'levada com leveza'. E a barata, olhem, lá deve estar, alindando a calçada.