Sonhei coisas e mais coisas. Por ora não malembra concretamente de porra alguma mas sei que sonhei aos bués. Disse-me, me tempos, a menina fée que a gente, quando sonha, é porque tem medos em muito. Ora, cedendo à ideia, então por ora tenho medos, sim senhoras e senhores, mas não em muito. Já noutro dia, estou agora alembrada, sonhei com uma familiar por afinidade, que se afastou há algum tempo. Não que malembre de concreto algum, mas lembro que foi com ela e lembro que não era boa coisa.
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sexta-feira, 27 de outubro de 2023
sábado, 27 de maio de 2023
segunda-feira, 1 de maio de 2023
sábado, 29 de abril de 2023
cento e sessenta
Mostrei os meus apontamentos a uns colegas de mesa no restaurante, lendo em voz alta cada ponto. Acharam curioso o meu cuidado. Ou estranho, na verdade não me conhecem assim tão bem. O quilómetro 160 não resulta sob pesquisa, ou então ainda não percebi como se chega lá. O que eu queria era ver a que distância de Portalegre está aquela árvore manhosa.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
colher-bola
fosse a colher-bola extremo da colher-coração dizia ser tanto ao mar como à terra, só para ser popular
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
A chuva cansou-se e o sol notou-se
Está então, hoje, este lindo dia de sol. Os dois últimos dias foram estranhos, em um fiquei presa em casa, a chuva foi tanta que cortaram as estradas por conta das inundações várias, em outro fiquei porque o meu colega, fofo como só ele, me dispensou do serviço. E hoje está um dia lindo. Se calhar acho o dia lindo porque nos últimos houve abundância de chuva, e vento, e um só poucachinho de sol. O sol assim é mais notável.
sábado, 10 de dezembro de 2022
Meias lassas
O percurso levava quarenta minutos. Desses, passados dez minutos, a meia do pé direito foi toda para baixo. Parei a marcha, descalcei-me, puxei-a para cima, calcei-me e continuei. Passados mais cinco minutos noto a meia do pé esquerdo a querer fazer o mesmo caminho que a mana. Parei a marcha e puxei-a sem ser preciso descalçar-me, puxando-a para trás o mais que consegui, esperançada que estava que, pelo menos essa, não fosse para baixo outra vez. Passados mais uns quantos minutos comecei a sentir a meia do pé direito a ir para baixo pela segunda vez. Sentia-me deveras desconfortável mas pensei: oh, não posso passar a vida nisto do calça-descalça, senão nunca mais lá chego – e fui andando assim. Esqueci esta questão até ao ponto em que percebi que a meia do pé esquerdo, aquela que supostamente eu entalara bem, estava afinal a ir para baixo outra vez, e, foi com verdadeira surpresa que, a do pé direito, oh glória terrestre, havia subido. Sério. Desceu outra vez, pois desceu, mas subiu, e mediante o mesmíssimo movimento. Incrível! Por isso é que acabei por esquecer o desconforto... Qual desconforto, né? Poi zé. Tenho agora mais fotos do 'mais do mesmo' do outro dia.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
Da novidade
Hoje apresento um 'mais do mesmo' criado com o novo editor de fotos (que por ora mantenho, acho que já só me dura hoje) e, já agora, ah ah, uma beca diferente dos demais. E este post podia muito bem chamar-se 'Lisboa, Lisboa', porém não.
Prato principal
Como sopa ao almoço e ao jantar, é um facto, e recentemente percebi que em muitos dias também marcha alface, tomate e cebola. No outro dia a menina fée pediu-me que listasse o que havia comido e - oh glória terrestre!... - a lista não continha o de quase todos os dias.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
sábado, 19 de novembro de 2022
Continua a escrever?
Baralhei-me com a posição em que devia ficar - de barriga para baixo ou avec le contraire - e, como esta desorientação me acontece em todas as vezes que me dirijo à marquesa, desculpei-me com a habitual ironia - Ah, sou tãããããão orientada! A menina fée sorriu, condescendente, conhecedora, e perguntou se continuo a escrever. Por mor de quê lhe chegou a curiosidade é que não sei mas gostei do interesse o suficiente para o vir contar.
quinta-feira, 17 de novembro de 2022
sábado, 12 de novembro de 2022
Massachicha
Os lugares de massagem são, uns acolhedores pela luz das velas, outros pelos brancos. Desafogados, é mais isso, a brancura espaça, parece que respiro melhor, mais profundamente. Sempre requisitei massagens com fim terapêutico mas ando danada para uma aos pés. Tipo assim naquela de ver e saber e sentir e mais não sei o quê. Óbvio é que fará terapia aos desgraçadinhos, lá isso. Mas, julgo eu, uma massagem incisiva tem todo o aproveitamento, canaliza-se o saber, a consciência e o toque num só lugar. Gosto portanto de massagens, por isso as requisito quando acho motivo para as receber, mas compreendo que pode ter um certo quê de carinho e que pode haver quem as procure com isso enfiado na tola. Todavia não eu. Tenho uma fotografia que tirei num desses lugares que faz bem ao corpo. Achei um piadão estar a vela acesa, não é nada costume, levantei a mão para orientar a posição em que estava, mas agora parece-me que o fiz para tornar a envolvência mais térrea. Foi um chão que busquei inconscientemente. É certo que se não me afastar daquilo que conheço jamais evoluirei.
sábado, 5 de novembro de 2022
Medos
Ninguém vai ter paciência para os meus medos. É que nem a menina fée. Podia ter-lhe contado, no outro dia, quando ela disse que um bolo de cenoura nunca poderá deixar de ter cobertura de chocolate, que eu sei que pode. Conheço uma cobertura de sementes, aveia, manteiga e açúcar que é divinal e fica lá que é uma maravilha! Não disse. Não falo. E não é por eu não falar que chega paciência a alguém. Digo isto porque chegar a impaciência a alguém por ouvir incessantes pâ pâ pâs é assaz comum. Podia às vezes o contrário ser o contrário, só que não é.
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
sábado, 29 de outubro de 2022
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
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