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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
Algum acrescente
Tenho comprado um pão que sabe a lenha e nem sei se duvide ou então não acerca de ser um cheiro verdadeiro. Pode, por exemplo, ser um cheiro artificial que se pulverize nos pães antes de entrarem no forno, ou mesmo em líqui que se junte à massa, como se junta o extrato de baunilha ou o cálice de licbr. Aquilo algum acrescente deve ter mas continuo a duvidar até de duvidar, só não duvido de que o pão é saboroso, isso não.
AB; Almofada; Bagagem
É post é dos de 'Lisboa, Lisboa', eu é que engracei com o título que me surgiu e irresisti-lhe. Circulava um viajante por uma qualquer rua de Lisboa, arrastando o seu troller, que, por sua vez, era encimando por uma almofada. Já fiz igual, já. Levei duas, até. Viajámos milhares de quilómetros. Ou seja:
viajaram até ao destino e daí até meio. Já registei no blogue toda esta trama e até pesquisei para deixar link, só que não encontrei. Mas o fulcro, distanciei-me e nem era preciso mas também não faz mal, pois a almofada do viajante lá ia. Já havia dito, já, quer portanto isto dizer que não precisava ter voltado ao fulcro.
Sonho
Sonhei que cosia umas coisas e que o ponto me saía, não em pesponto, mas em laçada. Olhei mais e melhor para a agulha e para a portinhola que acede à canela e percebi que havia aí uma peça diferente, assim meio que inclinada e em forma de pá do lixo, mas metálica e bem mais pequena. Depois sondei pessoas, não sei quem, para saber quem tinha mexido na máquina de costura. Pessoas afirmaram que alguém, não sei quem, tinha usado a máquina e a tinha posto ao seu jeito. Entretanto a minha mãe também apareceu, acamada e muda.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
Sonho
Sonhei que uma pessoa me forçava a comer uma maçã. Insistia até mais não, considerando que uma maçã era realmente o melhor para mim naquele momento.
ninguém me conhece
ninguém me conhece
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
Lisboa, 10 de Dezembro de 2021
Quando atrás do meu balcão, ouvi alguém que passava afirmando que «aqui é muito mais soalheiro do que na Graça», o que não desminto nem ponho no saco das verdades discutíveis, apenas comento que isto não foi evento do dia corrente, que de nublado e chuvoso tem tido muito. Falo do que daqui avisto e sinto, claro, mas na Graça não há-de estar lá muito diferente.
quinta-feira, 25 de novembro de 2021
graminhas
mil setecentos e trinta gramas de banas sul-americanas trezentos e trinta gramas de alhos roxos quinhentos e quarenta e cinco gramas de cebola roxa
mil cento e quarenta e cinco gramas de dióspiros de roer
trezentos e noventa gramas de clementinas apartadas
oitocentos e cinquenta e cinco gramas de couve-coração
mil cento e quarenta e cinco gramas de dióspiros de roer
trezentos e noventa gramas de clementinas apartadas
oitocentos e cinquenta e cinco gramas de couve-coração
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
Lisboa, Lisboa
Aproximei-me do semáforo e contei cinco mulheres em lado a lado e já à espera do boneco verde. Uma delas comentou que nunca carrega no botão que acelera o aparecimento do boneco e uma outra concordou logo, que sim, ela também não está para isso, espera e pronto. As outras três não sei o que disseram, mas sei que diziam, por as ir ouvindo por entre. Portanto: com isto, e por momentos, ficou-me o mundo como se feito de mulheres.
A foto abaixo nada tem que ver com o parágrafo anterior, até porque o que lá conto ocorreu no dia d' hoje e a foto é clique do dia d' ontem, que foi quando o mundo se me apresentou reduzido a uma sanita. Ou duas.
A foto abaixo nada tem que ver com o parágrafo anterior, até porque o que lá conto ocorreu no dia d' hoje e a foto é clique do dia d' ontem, que foi quando o mundo se me apresentou reduzido a uma sanita. Ou duas.
terça-feira, 24 de novembro de 2020
Sempre fomos amigos.
Ultimamente o meu colega dá azo à conversa com um cliente que almoça no mesmo boteco que a gente os dois, chegando a durar toda a refeição. No fim, geralmente o senhor pede-me desculpa, não vá sentir-me desacompanhada, e eu, por minha vez, respondo que não faz mal nenhum, ora essa. E não faz mesmo, embora compreenda que possa parecer que sim. No outro dia, em jeito de ênfase à resposta do costume, saiu-me assim:
¬¬Olhe eu passei a manhã com ele, vou passar a tarde e mais logo vou com ele para casa. Por isso... ¦
¬¬Olhe eu passei a manhã com ele, vou passar a tarde e mais logo vou com ele para casa. Por isso... ¦
terça-feira, 14 de janeiro de 2020
Leis da vida, no fundo (no fundo)
Um contrato de trabalho tem tantas coisas para se fazer como para se ser.
Naturalmente
A avenida já contém um daqueles supermercados apaneleirados, com o 'natural' no nome e mais não sei o quê. Ainda não entrei, de inatural que me sinto.
Rimar
Estóico rima com heróico. Querem ver, ó:
estóico
heróico
Ah, esperem, sou mulher. Vou pôr isto no feminino:
estóica
heróica
estóico
heróico
Ah, esperem, sou mulher. Vou pôr isto no feminino:
estóica
heróica
Post não muito comprido
Deixei de ter os cabelinhos muito mais compridos nas laterais do que no resto, agora tenho-os mais compridos, e só mais compridos. Ou seja, como o cabelo, aí, é cabelinho, seca e encolhe, parecendo que está nivelado, mas só que não.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Sonho
Sonhei que tinha ido visitar a Vespertina. A casa dela encontrava-se agora num lugar tão húmido como antes, com uma vista tão ampla como antes, mas no sonho era branca, não verde de arvoredo, não cinzento de montanhas rochosas, como é na vida real. Tinha que se descer escadarias, isto no sonho, não subir por um elevador novinho e falador - 'troisième étage, déum-déum!'; 'sortie!, déum-déum!' - como foi na vida real.
Se descemos, como vermos as vistas como se num alto mais alto que le troisième étage estivéssemos? Que foi sonho, é uma bela de uma conclusão.
Se descemos, como vermos as vistas como se num alto mais alto que le troisième étage estivéssemos? Que foi sonho, é uma bela de uma conclusão.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Cortinado
Regressei ao escrutínio do cortinado mais famoso do meu blogue - aproveitei-me dele, foi mais isso, sou mas é uma usurpadora, afinal as coisas estão à mercê, né? - e notei que os pássaros, para além de serem o negativo uns dos outros, são também mutuamente contrários, tal como, por exemplo, as mãos esquerda e direita. Só não fixei se estão de costas voltadas, ou mirando-se. Se mirando-se, posso inventar que o fazem amorosamente... Mas esse escrutínio fica para uma próxima vez.
As senhoras do meu mundo
As senhoras do meu mundo andam mancomunadas: se num dia uma das senhoras me ofereceu um café, que logo aceitei, oh alegria!, no outro, a senhora deixou a caixa das cápsulas aberta - gesto frontal - e a tampa da máquina deslizada - gesto subtil - não bebi, sem companhia, sem o incentivo: 'beba um cafézinho!', não consigo.
sábado, 7 de dezembro de 2019
Cópias e assim, vamos lá a ver se dá
Bem, só vos digo: se o que estou a escrever precisamente neste momento se transferir para texto a partir de uma foto que vou tirar a este documentozinho... Fico feliz. Em dado momento desta semana voltei a aperceber-me que através do telefone posso copiar um texto que esteja inserido numa imagem e colá-lo num documento que seja de texto. Pois bem...
Deu, iei! Que maravilha, iei! Este parágrafo está a ser construído no telefone. Já escolhi o nome da etiqueta a chamar a todos os posts que construir desta maneira - 'Indirectamente...' , porque preciso do telefone para tal, mas não directamente. Sim, no blogue há uma etiqueta chamada 'Diretamente...' E sim, a dita não tem 'c' porque na altura de criar eu usava o Acordo Ortográfico.
Pois agora só vos digo que não estou no computador do estaminé, não estou no telefone, estou no computador de casa, e disposta a prolongar esta tão interessante temática. Chegada a este imenso ecrã, percebi que as palavras estavam cá todas mas havia quebras de linha onde não as quero, portanto: não deixa de ser uma opção a considerar e, não sendo perfeita, julgo agora que não a vou usar tantas vezes quanto isso. Depois há outra coisa: então e se o texto for daqueles enormes, se ademais era justamente nesses que estava a pensar usar este método? Já pensaram, escrevo aos bués no computador do estaminé, fotografo, seleciono o texto da fotografia, passo para o blogue, elimino as quebras de linha e publico. Pá, se der trabalho, dá, afinal eu gosto é de escrever e nem é comum deixar-me vencer pelo trabalho que dá manter o blogue, pelo que fica a meu cargo em exclusivo, pelo que não passa para vós, pelas questiúnculas dos bastidores. Mas é que nada disso. O que acontece é que, gostando de escrever como gosto, aparecem posts
precisamente
como
este.
Pois agora só vos digo que não estou no computador do estaminé, não estou no telefone, estou no computador de casa, e disposta a prolongar esta tão interessante temática. Chegada a este imenso ecrã, percebi que as palavras estavam cá todas mas havia quebras de linha onde não as quero, portanto: não deixa de ser uma opção a considerar e, não sendo perfeita, julgo agora que não a vou usar tantas vezes quanto isso. Depois há outra coisa: então e se o texto for daqueles enormes, se ademais era justamente nesses que estava a pensar usar este método? Já pensaram, escrevo aos bués no computador do estaminé, fotografo, seleciono o texto da fotografia, passo para o blogue, elimino as quebras de linha e publico. Pá, se der trabalho, dá, afinal eu gosto é de escrever e nem é comum deixar-me vencer pelo trabalho que dá manter o blogue, pelo que fica a meu cargo em exclusivo, pelo que não passa para vós, pelas questiúnculas dos bastidores. Mas é que nada disso. O que acontece é que, gostando de escrever como gosto, aparecem posts
precisamente
como
este.
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