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sábado, 25 de janeiro de 2020

Gina, numa relação com o supermercado.

Não me apetecia nada, mesmo nada, ir ao supermercado. Era uma coisa tão no extremo que me pus a rir. Sabem aquela sensação de chegar a um topo – ou fundo – e isso simbolizar que daí só descer – ou subir, pois claro – vai daí parece um impasse e o melhor é rir? Então pronto, foi isso. Esperem, estou a lembrar-me que pode ter sido efeito do café duplo. Quem sabe.

Chegada às portas do supermercado notei, pela vez quinhentos mil e novecentos, que as portas se me abriam. Sério. Eu chego e pumba, abriu-se a porta. É. Eiche!

Quer dizer, agora que já não é Natal é que vi uns guardanapos todos giros para pôr na mesa. Oh. Estes têm losangos de muitas cores, o que arrima ao estilo psicadélico.

Folha de alumínio. Ai. Havia uma embalagem com ele reforçado e outra sem reforço nenhum. Este último era mais barato uns cêntimos e tinha o triplo dos metros. Escolhi-o.

Não preciso de comprar copos mas gostava de ter copos bonitos. Estou de grande porque agora não há copos bonitos nas prateleiras. Au eva, preciso de tacinhas e há umas bem giras nas tais prateleiras, só por dizer que não me jogo a elas. Nunca tenho sossego, é verdade, é.

Quando me meti no corredor da vida animal revi o que tinha escrito na lista de faltas:
biscoitos cão, dentes, redondo, recheio
Isto porque era para comprar uns biscoitos que são especiais para os dentes da bichinha, são redondos e têm recheio. Não encontrei. Au eva, encontrei uns que dizem ser de búfalo e fiquei com o caso arrumado. Mas desde quando é que a Olívia se vai negar a comer biscoitos com sabor a búfalo? Nunca!

Retirei uma embalagem de gel de banho da prateleira. Não por estar precisada mas porque estava em promoção. O gel de banho é presença assídua na minha casa-de-banho, de maneiras que já ficava, se afinal a gente lhe dá uso, pois que. Mas não. Ponderei e decidi que não, o que foi coisa de ocorrer ao passar por uma outra prateleira que continha os mesmíssimos géis. Despedi-me afavelmente: olha ficas aqui, para a semana venho cá buscar-te. Hã? Se vou? Pois vou!

Comprei atum fresco porque de conserva já cá havia.

A senhora da caixa horrorizou-se com o choque de temperatura por entre a - sua - cara e as - suas - mãos. Ai, fez ela, e depois explicou-me o que já vos expliquei.

Ca carro mai lindo! - Brinquei eu, quando lhe cheguei ao pé. Uso da mesma lamechice quando chego ao pé do cão – Ca cão mai lindo! É, trato de igual modo carro e cão, ainda que não sejam elementos comparáveis. Junto também pessoas aos meus cumprimentos, mas é de longe a longe. Já às coisas dou, de longe, hordas de atenção. Sempre quis que hordas figurasse no meu blogue.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Dias de (disseram na radio)

Ontem foi a blue monday, o dia mais triste do ano. Diz que se celebra (?!) este dia porque o janeiro vai adiantado, o inverno está mesmo aí, o frio é da porra e, das Festas e dos dias feriados/férias/descanso, já se não tem memória. Ora isto faz com que o comum ser (humano) deprima a valer por esta altura, daí a blue monday. Pá, isto já se sabe que cada um é o que é e cada qual é também, e concedo que esta altura é de uma tristeza imensa. Ou trá-la. Ou então sou eu que a trago. Que a carrego. Que a vou buscar. Sei lá. |e no blogue posso não saber coisas| Mas é giro que tenham tido esta lembrança - instituir um dia para se 'poder' ser triste e escolheram logo uma segunda-feira, pois claro, que é o dia, né? Segunda-feira é o! dia. É até parecido, querem ver, ó: antes foi fim-de-semana, houve descanso, passeio, comer diferente, tempo, e tal e tal, vai daí… é segunda-feira. Pois. Há que ingressar, novamente, numa coisa que se chama semana de trabalho e que tem chatices aos montes para a gente fazer e ser e viver. Foi também instituído que ontem foi o último dia em que se 'pode' desejar um 'bom ano'. Segundo o juízo de alguém, doravante não terá a mínima pilhéria andar para aqui e para ali com o 'bom ano' na boca. Pronto, é voto já gasto, corriqueiro de tanto se lo falar (isto está bem?, se lo falar? vou deixar porque lá giro, é) e, de gasto, desencorpou (olha! outra! ca xira!), não há bom senso e tal e tal.

Hoje é dia do abraço. Às vezes dão-mos. É fixe. Hoje é dia das calças de fato de treino.



quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Tenho um reparo

Tenho um reparo a fazer e é daqueles bem bem bem interessantes. O meu pacote de lenços diz agora JOY quando o anterior dizia LOVE. O JOY tem um barrete de Natal no Ó e o LOVE tinha um estendal de três meias por cima dele, digo aquelas meias de colocar por cima de chaminés, quando em época de Natal. E digo eu do LOVE. De nada, ora essa. Ah, ainda não, esperem lá, as letras do LOVE estão estranhas – o LO, sozinho, e, por baixo dele, o VE. Tipo assim:
LO
VE
De nada, ora essa.

A mudança

No mesmíssimo dia e num espaço de três ou quatro horas, foram quatro os comentários que ouvi acerca da mudança que aparento, digo eu aquilo dos quilos. Isto até é giro, e é tão óbvio que não viria contar se a mudança fosse para mais quilos – como, e quando aconteceu, não vim - como óbvio que aprecio estes comentários, e não é pouco. Ora bem, temos então a brasileira e a senhora dos alinhavos, se uma disse:
'Olá maria magrela! Mais tu num pára?'
A outra aproveitou e largou um:
'Isso já chega, olhe que isso já chega!'
Depois temos a dona Genoveva:
'Mas que elegância.'
E a senhora dos móveis:
'A menina está toda elegante.'
Por estes dias envergo quatro – quatro! - camisolas, 'migos, sinto-me uma chouriça sem destino, uma michelin pneumática e, mesmo assim, pareço elegante. Pá, então, é. Estou agora a lembrar-me que, em jeito de 'pára com isso' a minha mãe argumentou:
'Gina, tu já tens a cara comprida, filha!'
E o meu irmão, rebatendo esse argumento:
'Gina, olha, há duas coisas que as mulheres nunca são demais: magras e ricas.' Foi a galhofa. E agora vou ali e já cá venho.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

7 de janeiro, o Natal a desaparecer



Hoje de manhã, no talho, notei que os enfeites ainda são presentes.
🎄
Ontem de tarde, no estaminé, retirei todos os enfeites das montras e do interior.
🎀
Parece que não, mas não tarda está aí o Natal.
🎁
Costumo até, no blogue, criar a etiqueta do Natal do corrente ano quando ainda em janeiro.
❄️
Costumo também, nesse primeiríssimo post, incluir a etiqueta do Natal recentemente passado.
🎅
É que, neste ponto, fundo ambos.
👥

domingo, 5 de janeiro de 2020

Gina, em antigas relações com o supermercado.

Fui até ao supermercado em fila. Sim, era sábado, só que não era um sábado qualquer. Não. Era o! sábado antes do Natal. Pois. Tanto que o caminho me demorou canção e meia - e não uma só canção (e tenho a ideia de ter exposto esta questão no lbogue… ai perdão, no blogue… vou pesquisar… já fui - pus, sim senhoras e senhores, está aqui) e tive que optar por um lugar diferente do tão habitual, mas tão habitual, que quase é cativo.

Cruzei-me com um apressado cavalheiro. Isto assim a contrariar-se é propositado, bem sei que um cavalheiro jamais tem pressa, ora essa. Ele ia naquela consumição por conta do bacalhau. Da bicha do bacalhau. Da bicha para o bacalhau. Do bacalhau. Do bacalhau para o Natal.

Comprei uma pasta de dentes. Já fica. Passei no corredor e vá disto q' amanhã, quiçá, não haja.

Comprei vinhos sob aqueles meus critérios do costume:
que estejam em promoção; que não custem mais do que cinco euros; que a descrição no rótulo me agrade
gosto que os rótulos se distanciem em experiências, sejam como que opostos,
se um diz ser encorpado e persistente, o outro que seja subtil, delével,
se um diz ser frutado, o outro que lembre madeiras

Comprei mais uma almofada. Desta vez optei por uma um pouco mais alta, mais cara mas pronto, gosto de almofadas com altura. Esta tem até um rebordo bonito.
No entre destes tantos já uso a dita almofada. Não é o amor da minha vida mas é um amor. É um amor fofo, que afofa.
Não.
Não afofa nada.
O que faz é, por ser fofa, transmitir essa sensação e parecer que a cabeça fica fofa, mas não, a cabeça repousa numa fofura.
Assim é que é.

Queria - notem bem: queria - comprar guardanapos festivos. Podiam ter azevinho ou pais natais ou bolas ou laços. Mas é demasiado alto, o preço. Não perdoa o bem que fica pelo que tanto que custa. Depois percebi que nem os havia, se de acordo com o meu gosto e querer. Uns lembravam o Verão porque tinham um par de chinelos de enfiar os dedos, outros tinham ovinhos de Páscoa e uns outros tinham um gato e eu não tenho gatos… Não comprei.

Na fila para pagar avistei um saco que dizia 'transforma este presente numa história sem fim' e, por baixo da frase, aquele símbolo de quando a gente clica em algo, se nas netes estamos, e que manda dizer-nos 'espera aí, estou à procura'. Lembrei-me que ilustra a ideia dos presentes que passam de mão em mão. Pá, apoiei-me na 'história sem fim', pronto.

Quando a caminho do parque de estacionamento (a descoberto, claro, desde quando é que uma fóbica se mete a coberto de um parque de estacionamento? nunca!) o meu desejo era que o aspecto das pessoas que vinham da rua pressagiasse a ausência de chuva. E pressagiaram, não chovia.

Esta ida ao supermercado, pela afluência de gente e de trânsito, foi coisa para durar mais meia hora do que o costume.

☆☆☆☆☆☆☆

Era véspera de Natal e avistei novamente as fileiras de luzinhas nas escadas rolantes. Quis também agarrar em muitas coisas em simultâneo. Demasiadas coisas. Moedinha de plástico segura, empunhar telefone, sacalhões escorregadios. Naquele momento foram demasiadas coisas - caíram os sacalhões. É certo que sou uma mulher cheia de sorte, podia ter caído, precisamente, o telefone. Mas não.

Geralmente safo-me de idas ao supermercado neste dia mas desta vez não deu. Concluo que, por o Natal ficar no meio da semana, não dirigi as faltas e as presenças na minha despensa e frigorífico em maneiras de me safar. Paciência.

Escolhi um carrinho que se revelou uma má escolha. Escolhi-o para poupar tempo, era um que já ali andava com a moeda. Mas por que é que esse, precisamente esse, carrinho ali andava já com a moeda? Porque era um daqueles desalinhados! Claro! Era lá agora uma ocasião do caraças? Não!

O corredor das bolachas estava vazio. Mas as pessoas não querem bolachas na mesa? Ai não?!

Em toda esta demanda só vi uma pessoa calma e segura caminhando pelos corredores. Uma.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Boa noite de ano novo e Bom Ano Novo.














Joguinho

Na já longínqua consoada, os ricos filhos e a rica nora estiveram entretidos com um jogo de palavras que há no Instagram. Sempre que chegavam a um dos itens em que havia que resumir a sogra numa só palavra que começasse pela letra que calhara em sorte, a risota era mais que muita, principalmente quando a rica nora tinha que dizer. Ainda brinquei: ó Filipa, queres que saia? E ela que não, rindo. Depois meteram-me no jogo. Como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, a minha sogra morreu há alguns meses, e aquilo fez-me uma certa impressão, mas continuei, serenamente. Pouco depois, um dos ricos filhos disse 'ah, isto para a mãe é que fica esquisito' e o outro concordou. Entreolharam-se e eu disse qualquer coisa no sentido 'oh, deixem lá'. Só que a minha sogra não é só a minha sogra, é também a avó deles. Parámos o jogo sem mais nada dizer a respeito.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Últimas fotos de 2019

Digo que são as últimas fotos de 2019 porque são como que restos de coleção, imagens e ideias que foram ficando no telefone, esperando, e diga-se que tão pacientemente quanto as fotos justamente presas no telefone conseguem estar. Sim, justamente, que injustamente é que não é, e já o ano passado fiz isto, que bem malembra. Bom, então, seguem as ditas por ordem de clicadas, com data e tudo (e local, exceptuando as primeiras duas, por questões de privacidade de outras pessoas):

1 de setembro de 2019
As primeiras são fotos que tirei a outras fotos dos ricos filhos e que estão expostas na casa dos meus sogros. Já não tenho presente que assunto usaria para as agregar, mas havia qualquer coisa que eu queria escrever, lá isso havia. Mas, como já ontem referi, há montes e montes de assuntos que não aparecem no lbogue… ai perdão, blogue porque se me evaporam. Deixo-as em pequerrucho porque apresentam um certo estado de miserabilidade, o que descombina completamente com a infantilidade dos ricos filhos, mas pronto, é o que é. Ah, ela primeiro, pois claro, até porque é a primogénita, e tinha seis anos, e ele cerca de um ano e três quartos. Isto até é giro porque parece que está ao contrário, uma vez que a foto do rico filho é de lá mais atrás, eles têm três anos de diferença. Ei-los.



#semfiltro
#semfiltro


Lisboa, Miradoudo da Senhora do Monte, 21 de outubro de 2019
Neste post expus que não dava para ver o que o amante (e presumivelmente amado… pá, na verdade é o que espero) tinha inscrito no colorido cadeado, mas, numa data posterior, ampliei a foto e deu para perceber que é:
'amor é porta aberta, é parte incerta do sonho'
Desconheço se é de algum poeta super conhecido, reconhecido e isso. É, portanto, desculparem esta que vos escreve.



#semfiltro



Loures, 27 de novembro de 2019
Ora bem, eu cheguei a publicar uma foto tipo assim mais ou menos igual a esta, pintei-me a cara de preto para condizer com o que escrevi nesse post. Mas também gosto desta, tanto que não fui capaz de a largar e, agora, chegada à questão de querer como que livrar-me de fotos antigas, é pumba e vá.







Lisboa, 19 de dezembro de 2019
Tem um piadão o candeeiro a sair da rede, não tem? Foi o meu colega quem me chamou a atenção para isso. Na enga de realçar esse facto, o que espero ter conseguido, enfeitei a foto com riscos amalucados e véri véri véri contrastantes, porém: condizentes. Pá, se não consegui, na verdade, sei lá, pois, vocês gostam de mim na mesma, óbvio!







(afinal, destas também não revelo o lugar dos cliques pelo mesmíssimo motivo das fotos dos ricos filhos que já expus acima) 22 de dezembro de 2019
Presumo eu que dá para perceber o quanto gosto do filtro 'aguarela' presente no meu telefone. É muita giro. Tenho então dois cliques captados naquele dia do entulho - 1, a fazer uma selfie tolinha e descomprometida (pronto, que se há-de fazer? a tolice por vezes anda de conluio com os compromissos que temos para com a sociedade em geral e mais não sei o quê) 2, pintei cores por cima e, presumo, portanto e também, que dá para perceber que gosto de pintar por cima de mim, só que desta vez foi em cores.



vinte, vinte

Dois mil e vinte vem aí. Acho graça àquilo de se dizer 20,20; vinte, vinte. Não há muitos dias que me lembrei que o próximo ano, não só é um novo ano, como uma nova década. A não ser que impere aquela ideia de esse tipo de marco começar apenas quando o 1 estiver na casa da unidade, neste caso em 2021. É que, aquando da chegada do novo milénio, havia por aí umas opiniões nesse sentido, mas eu, que não sou doutora de números (nem de letras) considero que do 0 ao 1 vai tempo e, ademais, o algarismo da dezena mudou e, se o algarismo da dezena mudou… né? Pronto, é isso, 'migos, eu cá é que sim, os vintes, os anos vinte, os '20, começam na próxima quarta-feira.

A foto

À conta de ter tirado esta foto…




… Que não tem filtros, e ter ligado os dados móveis nas Salinas de Rio Maior, aconteceu o Google perguntar-me opiniões acerca do local e vai daí escrevi lá o que se lê abaixo.


É um espaço claro e arejado. E histórico. Pode comprar-se os mais variados tipos de sal e outras coisas. Há também comes e bebes. O estacionamento é existente, embora curto. Presumo que em dias de grande afluência não haja espaço, mas não quero desmotivar ninguém. Vão. Vão que é giro e o tempo que lá passarem será bem empregue.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Dezembro

Para além do Natal, dezembro tem como feriados os dias 1 e 8, que este ano calharam a domingos e como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, um domingo tem o poder de anular qualquer feriado.

Terminei de transcrever do caderno anterior os escritos que são publicáveis. O término do caderno ocorrera aos 24 de novembro último. Esta tarefa é portanto cunhada de:
por fim; 
finalmente; 
alfim.
Pá, bem sei que estes três são a mesma coisa, mas é que sou grafómana e tenho saudades de escrever. 

O novo caderno é desconfortável, tem as folhas grossas e tesas, difíceis de virar e, por isso mesmo, dobrar o caderno torna-se difícil. A propósito de caderno, já pensei arranjar um bloquinho rudimentar também para questões a escrever no futuro. É que por vezes tenho tempo, vontade, mas não sei o que rabiscar, chegando a ficar desorientada. Ora isto vai contra todo o meu sentimento de escrevente, já que não sou dada a esquisitices acerca de assuntos, tudo me serve, isto no blogue, mas, sendo o caderno o item que preencho (em parte) com confidencialidade, por que será que não sei o que escrever lá?! (porque não tenho companhia) (hum-hum, é isso, é)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Lisboa, 27 de Dezembro de 2019

Deixei a Árvore de Natal desligada.

"Quando me perguntarem se o Natal foi bom vou responder que foi melhor do que o ano passado" pensava eu esta manhã. E não, ainda não dei essa resposta. Mas foi.

Tenho muitas saudades de escrever aos montes porque continuo grafómana. Mas isto das Festas. Pois.

Um cliente notou a! frase escrita numa trave do meu estaminé. Soube lê-la e, ainda por cima, gostou. Acrescentou que fez ontem seis anos que a escrevi e eu 'ah pois foi'. Pá, já não me lembrava da data, o que é giro que se farta, tendo em conta o teor da dita -
Sei. Porque tenho memória, sei.

Tenho uma foto em modo 'Lisboa, Lisboa', o que me remete para o meu comum estado de pessoa escrevente e com blogue. Sei lá, sou eu ou coisa assim.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Upa-upa!

Sou aquela pessoa que compra todas as cores de feijão menos o preto, e o preto era o adequado - e quão desejado! - e se esquece de perguntar se alguém quer uma fatia do abacaxi que foi comprado com o propósito de servir precisamente no jantar de ontem, a tão afamada Noite da Consoada. Já para não falar - mas falando na mesma, e eu até nem gosto desta expressão, é estupidamente contraditória, mas vá - da ausência de uma forma de fundo amovível no meu rol de tarecos, o que me obrigou a colocar uma maculadíssima forma de alumínio em cima da mesa, retirar de lá umas desconjuntadas fatias de cheesecake e notar uma condescendência ligeira em alguns semblantes. Ora eu acho que nestes factos há graça - sim! - mas se em filmes for visto, o que me faz pensar que ter uma certa piada no blogue faz de mim uma - quase - actriz de comédia, e daquelas de upa-upa. Ou então, e talvez num voo mais baixinho, aquela miúda do secundário que é montes de popular.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Para ti

Ontem despedi-me de alguém assim:
'Então bom Natal para quem for de ti!'
Foi espontâneo, talvez por isso tenha gostado da frase e lembrado logo logo (a repetição é propositada) de a colocar aqui no blogue, como votos de boas festas para toda a gente que aqui chegar. Mesmo que em anos lá da frente.

Bom Natal para quem for de ti!

O porco




Quando enfeitei a casa, pus à porta um coração em tecido, adornado com botões e um remate peludo a toda a volta, que comprei este ano. Não sendo lá muito bonito, cativou-me na mesma, mas entretanto já se me abalou a boniteza que lhe via, principalmente porque vi um porco de pendurar (foto acima), onde a gente quiser, e vou pô-lo a substituir o já referido coração. É que assim toda a gente (vizinhança e mundo inteiro) vai saber que continuo amiga de presuntos, morcelas e farinheiras.

domingo, 22 de dezembro de 2019

7243

As luzinhas estão na Árvore de Natal. Os enfeites estão pelas superfícies da casa. As luzinhas foram deliberadamente colocadas, fi-las passar por onde a outra série de luzinhas não brilhava. Os enfeites foram pousando aqui e ali, e usei de espontaneidade.





Ontem, quando a caminho do supermercado, o percurso durou uma canção e meia, ou seja: mais meia canção do que o costume. Já guardei os lençóis e já lavei a varanda. Já coloquei os presentes debaixo da Árvore,'because I care about the presents underneath the Christmas Tree' (piadinha com um verso de uma canção de Mariah Carey, All I Want For Christmas Is You, e que já o ano passado me deu na cabeça gracejar).

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Sim, ainda há estrelinhas na minha vida, e conto-as, mas depois.

A menina perguntou-me tal e qual isto: - Gina, o que é que tu vais fazer com o aspirador? - Com um toque autoritário. Respondi-lhe tal e qual isto: - Vou aspirar a tua casa. - Com um toque destemido. Raciocinou e perguntou: - Quando é que tu vais aspirar? - Percebi o verdadeiro motivo da primeira questão e descansei-a: - Quando fores embora porque tu não gostas do barulho, não é? Fez que sim com a cabeça.
Depois falámos de muitas coisas -
- das minhas botas fora dos pés, pousadas a um canto, que lhe expliquei serem botins porque não têm cano,
- das sapatilhas (chamou sapatilhas aos meus ténis, é a 'pronúncia' do Norte, presumo) que eu tinha nos pés, expliquei-lhe que assim trabalho confortavelmente e ainda por cima tinha os botins molhados porque o dia estava de chuva,
- da vaquinha do seu Presépio, não quis que eu a virasse de frente para a sala, qui-la a fazer companhia a outro bicho, os dois virados para a parede; mas depois agarrou na vaquinha para lhe tirar o leite e anunciou-me cheia de saber que aquele era 'leite de fingir', achei montes de piada ser de! fingir e não a! fingir, mas não quis partilhar o leitinho comigo, nem quis que a fitasse enquanto 'mugia' a vaca, ou mesmo quando fingia que bebia o leite – de! fingir.
Agora sim, as estrelinhas.
As estrelinhas são pequeninas partículas (redundância, outra, e são cada vez melhores) de brincar, uma espécie de confettis, vá, que em tempos andaram espalhadas pela casa. Passaram dias e elas foram-se escapando, umas: aspirei-as, outras: sei lá. Quando percebi que restava apenas uma (hum, quiçá reapareçam...) deixei-a em cima do pé do televisor, como contei neste post e na vez seguinte encontrei-a no mesmo lugar porque (eu cá acho que) esses aparelhos emanam umas radiações atractivas ou paralisantes para com certos materiais, tanto que daí em diante tenho vindo a constatar que, por mais que mude a estrelinha de lugar, ela lá estará na vez seguinte. Com tudo, por tanto e por ora, a história termina aqui porque já joguei a estrelinha no lixo.