quinta-feira, 25 de maio de 2017

Creme comercial, mas caseiro

Brevemente farei creme de avelãs, óié. 
E digo brevemente mas não sei se será no próximo fim-de-semana, mas há de ser num próximo fim-de-semana.
Usarei avelãs descascadas, chocolate de leite, ou de culinária e, neste caso, terei de adicionar açúcar.
Processarei ambos os ingredientes até virar uma pasta semelhante ao creme de avelãs comercializado, aquele que é mais conhecido que o feijão. Esse mesmo.
Depois farei um bolo com isso tudo e mais coisinhas e o caraças.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e quatro.
No Metro deram-me prospetos e um jornal que alvitro resumido sem o ler, tampouco tenciono lê-lo, e um pacote de natas com sabor abaunilhado. Percebem, né?, natas com sabor abaunilhado não é natas com baunilha. Um dos prospetos é referente às natas, traz receitas gordas mas mascaradas de magras, augurando magreza a quem os come, mas qual quê, né?, ai comam uma tacinha deste doce ao almoço e vão ver como definham! Oh!, então não...? São também receitas veraneantes, como se quer no calor que já chegou, ele é frutos vermelhos e ele é frutos de polpa amarela. Ele é portanto fruta da primavera e ele é fruta do verão e toma lá frescura e toma lá frescor.
O outro prospeto é luta/defesa/direitos e vamos fazer p'la vida das crianças, afinal são elas o futuro de qualquer nação e blás.
De resto, tenho três recibos de carregamento do cartão-bilhete, não que lhe tenha adicionado três carregamentos, mas porque não quis subtrair dois aos três recibos que encontrei na divisória metálica que os recebe ao depois de o vil metal e/ou o perverso papel introduzido(s) na(s) ranhura(s) mesmo ali ao lado. Não vi o meu recibo cair, quando olhei vi - e eram - três e, numa ânsia, recolhi-os todos. Aparentemente nem toda a gente leva consigo os recibos do que pagou. Comigo, tenho ainda mais dois recibos: um da viagem saloia, outro da fruta que comprei no nepalês.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Olá, bem vindos a mais um blogue

Primeiro

Bom dia. São onze e cinquenta e oito.
ai ai ai ai
ai a aia
ai
Que por pouco não dava início ao dia de blogue na parte da manhã.
O que toma conta disto assim das manhãs e tardes e coiso?
Quem é que salembrou, pá?
Oh, é meio-dia. Boa tarde.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mesmo tendo mais o que fazer, fui ver o latim

Novo rumo

Não é mau nem bom, o novo rumo. Ou, por outra: é mau e bom, dependendo sempre, mas sempresempresempre, da perspetiva e da circunstância. Estou triste. Mesmo sendo um rumo tão estupidamente previsto, inclusive desejado (e não pouco), a verdade é que estou um bocado triste. Já conhecia um certo apego ao estaminé, que é o lugar onde mais grafo os dias de uma duma grafómana*, mas ainda não tinha começado a dizer-lhe adeus.

*é sobretudo por isto que este post existe

Estranha primavera

olá, bem vindos a mais um post

mil quinhentos e setenta gramas de laranja
duzentos e oitenta e cinco gramas de pêssego

ende détse inâfe

Primeiro

Bom dia. São dez e cinquenta e três.
Vejam lá que deixei o bloquinho rudimentar em casa, oh céus. É certo que atualmente não lhe dou tanta atenção, mas nunca o subestimei, que é lá isso. Estou com saudades do meu bloquinho rudimentar, ressalvo, portanto.

sábado, 20 de maio de 2017

No blogue e na vida
|nunca os apartei|
estes têm sido os dias de uma duma grafómana e de três cerejas

Planeando o fim-de-semana

Já experimentei, iei!, o Clafouti de Cerejas, iei!, usei os seguintes ingredientes:

500 gramas de cerejas
100 gramas de chocolate branco
4 ovos
200 mililitros de leite
200 mililitros de natas
100 gramas de açúcar mascavado
100 gramas de farinha
qb de canela em pó
qb de raspa de laranja

Que juntei numa muito simples, iei!, confeção

Descaroçar as cerejas e dispô-las numa tarteira previamente untada
Picar o chocolate e juntá-lo às cerejas
Numa taça, bater os ovos com o leite e as natas
Adicionar a farinha, o açúcar, a canela e a raspa
Misturar
Regar as cerejas e o chocolate com esta mistura.
Levar a meio do forno já aquecido durante aproximadamente 30 minutos.

Ressalvas da Gina, a mulher que tem um blogue:

Antes de mais, as fotos, tanto do clafouti prontinho a degustar como do quanto consegui emporcalhar a mesa da cozinha e as mãos com a estreia do meu descaroçador, que já não é virgem e é de grande eficácia.







E agora mais coisinhazinhas:
É de comer com colherinha, ou garfinho e faquinha, este clafouti, que fica entre o pudim e o bolo, não sendo nem um nem outro, por isso é clafouti.
Posso fazer clafouti com todas as frutas, levando em conta que umas ficam melhor que outras, sendo que o clafouti original é de cerejas, o que me leva a supor que os frutos vermelhos se lhe prestam mais do que, por exemplo, as maçãs.
Posso substituir as natas e o leite por iogurte ou queijo mascarpone, e posso alterar os sabores por raspas de limão e canela. E isto é só um exemplo, não duvido que possa enriquecer o clafouti com noz-moscada e gengibre e outras especiarias que não defino para não inchar desnecessariamente o post, e até posso usar leite de coco e lima, em substituição do leite e da laranja.
Originalmente, o clafouti não leva chocolate nenhum, contudo, mediante as minhas pesquisas, apurei que há quem já lho tenha acrescentado, então pus chocolate branco que é bom nisso de casar com cerejas.
Ouvi dizer que o clafouti fica melhor se os caroços forem mantidos nas cerejas, retirá-los fará com que soltem sumo e liquidifiquem a massa. Não notei tal coisa no meu resultado.
Por experiência de outras confeções sei que os ingredientes que compõem a massa não necessitam de grandes mexedelas, é mexer até tudo se misturar e levar ao forno.
Gostei particularmente de preparar este clafouti, pela pesquisa que fiz, pelo que aprendi, por ter a minha receita. E não só, gostei também de comprar um utensílio exclusivamente para o preparar, de o utensílio se ter revelado eficaz, como aliás já referi acima, de a minha receita estar de acordo com a textura e o sabor por mim esperados. Acresce, ainda, que os coabitantes desta qe escreve, também curtiram pra caraças o meu clafouti.

Para chegar a todas estas conclusões e inclusive à minha receita, andei por aquiaqui, de lá pulei para aqui, daí saltei até aqui.

Sou muito boa a fazer comida com muito boa apresentação

Arco-íris de cenouras

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Planeando o fim-de-semana

Com pés e cabeça

Enquanto a Carminho me lavava os pés, a Magda Helena lavava os cabelos longos, louros e sebosos... ai perdão, sedosos, a ver se ficavam sedosos, os cabelos da senhora cliente. É válido.

As horas que são

São dez e trinta e cinco. Recordei, e transmito, uma cantilena da minha mãe, cujo o autor se desconhece (quero dizer: eu desconheço e a minha mãe também), mas vá, a cantilena:

Não é tarde nem é cedo
É mesmo a boa hora
Meu pai já está deitado
Minha mãe deitou-se agora

A minha mãe declamava frequentemente este verso, olhava para o relógio e se estava na hora de qualquer coisa, fosse o que fosse, passar o pano por sobre qualquer superfície, varrer o chão, pôr a panela ao lume, levantar-se da mesa, abalar para o trabalho, lá vinha o verso declamado, e olhem que havia solenidade no seu tom de voz.
Ora bem, está então na boa hora de deixar o movimento último, emparelhando outros dois movimentos que já ocorreram no blogue, um há dois dias, outro há três.
|emparelhar implica duas pessoas/animais/coisas, bem sei, mas como sou uma perversa do caraças vou emparelhar três posts|