quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Olá, bem vindos a mais um post onde uso a palavra grafómana montes de vezes

Isto de ser grafómana tem muita poesia. E solidão. Diz que a gente não deve ter medo de ser diferente, é preciso que se arrisque, que se mostre, que se seja, e eu venho dizer que sou grafómana. Ah... que prazer.
Marió ficou pasmada - e agradada - por me ver na sala de espera, escrevendo velozmente. 'Escreve tão depressa', disse-me, quando entrei no consultório, 'Como é que consegue acompanhar o raciocínio, não lhe é difícil?'

E agora armava-me em muito boa nisto da grafomania e dizia-vos que replicara:
Ah, ora essa, é-me tão fácil, sobretudo porque sou uma pessoa muito especial.
Mas não.
Respondi que nem sempre a mão me acompanha o raciocínio, que é lá isso, e agora acrescento no blogue que há alturas em que nem sequer sou capaz de rabiscar as coisinhazinhas, quanto mais de as escrever velozmente.
Mas poucas, essas vezes, ok?, são poucas, que eu cá sou grafómana.

Sonho (que não é meu)

Contou-me a cliente de ontem à tardinha acerca de um sonho que teve. Acordou num repente, durante a noite, e deu com uma forma luminosa junto à cama que lhe estendia um papel. Passou alguns dias pensando no significado que teria aquele sonho – sim, sonho, apesar de se ter sentido acordada por uma força estranha, ela não duvida que foi um sonho – até que se fez luz (figura luminosa → luz, ah ah) e descobriu que era um sinal para ela escrever.
Mas escrever o quê?, perguntava-se ela, eu não sou escritora, sou escultora, está bem que sempre escrevi, mas...

Escreva num blogue, minha senhora!, o meu dever era ter-lhe respondido com este entusiasmo.
Escreva o que lhe apetecer!, que incentivo lhe daria.
Quando lhe der ganas disso!, e aqui moraria o poderio de todos nós, os escreventes. Porra, pá, mas a gente manda ou não manda naquilo que escreve?!



Não, daí a atmosfera estar impregnada de dúvidas a esse respeito.



Post de gajas

Uma gaja sabe que entra num Centro Comercial com vestimenta pobretanas quando passa junto daqueles senhores
- que estão ao pé de um carrinho com prospetos barra avisos barra empecilhos -
prontos a vender cartões de crédito e ávidos... quando a avidez não me pousa em cima dos ossos.
É, uma gaja sabe que vai mal vestida quando assim é.

Uma gaja sabe que está para lá das marcas em diversas perspetivas e estados se entra maltrapilha num Centro Comercial e uma menina muito bonita lhe estende um prospeto montes de explicativo acerca dos melhores tratamentos de beleza para rosto e corpo.
|Calma, no cérebro sou uma riqueza.|

Vai daí

Estive num Ginásio apreçando modalidades, escalas e cotações e vai daí a senhora da receção

... sócio ou não sócio?

Não sócia, eu, e ressalvo agora o uso indevido do género, ai que horror, vai daí a senhora da receção buscou um papel com muitos amarelos e azuis e tornou

...tem aqui, agá estas modalidades, dabliú só Pilates.

Dabliú o Pilates e agá todas as outras?, eu, vai daí a senhora da receção

Sim, mas se quiser fazer tudo, isso já é com cada um!

Ah... Pois... É... Então vamos lá a ver... agá+dabliú=érre... hum...


Dei cá um mergulho nas reticências...

Parafusos

A pessoa tinha uma catrefada de parafusos que precisava de transportar, de maneiras que a pessoa enfiou-os numa luvinha de plástico fininho, com grossos dedos. Geralmente, a pessoa usa essas luvinhas para untar formas de bolo, mas hoje a pessoa fez isto assim com este jeito que acabou de contar, quando já no outro dia a pessoa tinha tirado esta fotografia montes de espectacular, ó:


terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Tejo

Pela manhã vim à beira Tejo, numa daquelas beiras construídas pelo Homem, e notei o reflexo do sol por sobre a – hoje - mansa água e enchi-me de ternura pela imagem. Poesia, vá. Ora acontece que a minha humanidade não me permitiu materializar a poesia em versos, ou prosa. Mas posso acrescentar que os brilhos eram inquietos e preenchiam apenas metade da extensão das águas. Uma parte do rio cegava, a restante não. E depois deixei de ver isso tudo.

Arrumadinho


De repente, na pastinha dos fiéis domésticos, fiquei com tudo arrumadinho:

pontas de papelinhos, componentes do novo bloquinho rudimentar, aparadas
faturas inúteis e cupões fora da prazo, no lixo

Vende-se

Vendo bilhete de Metro

A mais-valia é que tem ainda um mês de prazo e cinco cêntimos de saldo positivo

A parte-chata é que o vendo por sete cêntimos

A parte-esperta é que tenho que ganhar algum para justificar o trabalho que me deu construir este anúncio

sábado, 9 de setembro de 2017

Um dia por dentro



Dentro da basicidade que é a vida, fiz o que estava dentro da imprescindibilidade que há dentro da domesticidade. Andei por dentro daí, alternando com o lazer, o qual, no meu caso, se encontra dentro de ver tv, tirar fotografias e atualizar o blogue.









Há dança com braços acima e um rabo de cavalo a ser feito, abaixo.




Sol pela minha esquerda


O bolo d' hoje, sábado

Já fiz, iei!, e ficou bom, iei!, tenho ressalvas mas antes vão as fotos...





Quais quarenta minutos quais quê, pá!, nada disso, vinte! 20! minutos (e foi demais, como explico em baixo), em forma untada e de mola, para ser mais fácil o desenformar. Comprei recentemente uma forma de fundo amovível, assim é que é bonito dizer, com dezassete centímetros, que, apesar de a receita pedir aos vinte, os dezassete também lá chegam. Na receita original, é estipulada a forma de vinte porque o bolo é pequeno. Quanto a mim, que escolhi um tamanho menor, aconteceu-me simplesmente conseguir um bolo mais alto, portanto mais propenso àquele centro cremoso. No entanto, mesmo a minha forma sendo menor que a estipulada, ter forrado a forma, untado e polvilhado com esmero e mais não sei o quê, a verdade é que o fundo ficou queimado, portanto, agora estipulo eu, quinze! minutos no forno, 15! E deixo a receita novamente, agora retificada ao dia corrente.

Bolo de Chocolate Mais Fácil do Mundo


4 ovos
200 gramas de creme de chocolate e avelãs (Nutella, ah pois!)
2 colheres de sopa de farinha

Batem-se os ovos durante 5 minutos na batedeira, o que fará com que tripliquem de volume
Aquece-se um pouco o creme de chocolate no microondas para amolecer e ser facilmente misturado nos ovos fofos
Retira-se uma parte dos ovos e mistura-se no creme de chocolate
Envolve-se esta mistura no resto dos ovos
Peneira-se a farinha para dentro da taça onde se preparou a mistura anterior e mexe-se
Leva-se ao forno numa forma - de 17 centímetros de diâmetro - forrada com papel vegetal, untada de manteiga e polvilhada de cacau durante mais ou menos 15 minutos



👍💋😍💫

ó pá tóin xiru!

Flores de laranja

Ao pequeno-almoço fiz sumo de laranja. Quando cortei uma delas ao meio apresentou-se-me a beleza da vida - o cento das duas metades, aquele onde mora o veio, parecia ter criado uma flor: o veio era o olhinho e as membranas, vistas pela horizontal, pareciam as pétalas. Segurei as 'flores' com ambas nas mãos, em concha, e deslumbrei-me com a visão. Eu, que gosto de fotografar, quis logo fazê-lo mas sem ajuda não poderia, ainda me lembrei de pousar as metades na mesa e despachar a coisa assim, mas o encanto não estava nessa 'pose', e sim na outra. É devido a situações destas que percebo a maravilha da partilha - rima e tudo - e quão triste sou por andar sozinha.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Planos para o fim-de-semana: vou fazer o...

'Bolo de Chocolate Mais Fácil do Mundo'

(vi num programa de tv no 'Prato do Dia', apresentado por Filipa Gomes. Receita essa onde constam somente três ingredientes, daí ser o bolo de chocolate mais fácil do mundo)

4 ovos
200 gramas de creme de chocolate e avelãs (Nutella, ah pois!!)
2 colheres de sopa de farinha

Batem-se os ovos durante cinco minutos na batedeira, o que fará com que tripliquem de volume
Aquece-se um pouco o creme de chocolate no microondas para amolecer e ser facilmente misturado nos ovos fofos
Retira-se uma parte do creme e mistura-se nos ovos
Depois envolve-se esta mistura no resto dos ovos
Peneira-se a farinha para dentro da taça onde se preparou a mistura anterior e mexe-se
Leva-se ao forno numa forma - de 20 centímetros de diâmetro - untada de manteiga e polvilhada de cacau durante mais ou menos 40 minutos



Notas muito importantezinhas:
O texto acima é antigo, tem anos de publicado. Sim, há anos que ando para fazer este bolo e é já amanhã caraças! Ó pá, mal posso esperar, não me consigo manter sossegada com o entusiasmo, nem vou dormir, acho eu.
Os e as estimados e estimadas leitoras não levem a mal o escrito d' hoje ser poucochinho, é que, por ora, a grafómana anda ocupada com tarefas que não lembram a ninguém... porque não tem tempo de as escrever, pois havendo, a blogosfera, num dado futuro e contexto, saberia como anda a minha vidinha laboral e portanto poderia lembrá-la. (eu dantes escrevia para o mundo, agora escrevo para a blogosfera, parecendo que não, é outra coisa)


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Igualdade e diferenças entre géneros conseguidas numa mera foto

É claro que isto sou só eu, a grafómana, a dizer que somos diferentes mas iguais, portanto: o básico. Não sou de me alargar em debates ou aprofundar opiniões, nunca sofri a desigualdade em termos profissionais, talvez venha daí o meu adormecimento nesta importante temática. Mas, olhei para o expositor do estaminé e concluí que o fabricante destes porta-chaves não privilegiou um dos géneros.






Pode, todavia, alguém contrapor:
Ah, mas os comerciantes sabem-na toda, não descuram gostos e tendências, quanto mais géneros, pois se têm que vender!
Que eu respondo:
Claro que sim! Mas afinal o que governa o mundo, ó 'migos, não é a publicidade?


há homens que usam batom e mulheres com bigode?
a sério que foi isso o que pensaste quando viste a minha foto?!
ó pá...

Ora então com licença

O rico fico filho esteve cá em casa a ver de papelada e assim. Entrou com a sua chave (hum, ok, vá...)
Foi direto à cozinha beber água (mas pediu licença antes...)
Notou o bolo em cima da mesa (e, resoluto, anunciou: vou comer bolo)

Gosto tanto de perceber o rico filho com o à-vontade dos tempos de solteiro, enquanto cumpre as regras de boa-educação. Mesmo muito.