sábado, 14 de janeiro de 2023

rubores

chez-moi

Bastantemente!

Mente altamente criativa, pfui! 
(pfui é um 'ui' enfático e desdenhoso)

não se nota nada e é isso o que mais vale

Quimeras

Esta fotografia é velha que se farta. Se contei bem, é a terceira vez que a ponho no blogue. Tem um filtro mas não sei qual. Simboliza a época (2016) em que me aparecia todo um milhão de cliques a fazer e outro tanto de filmes. Não me lembro como consegui esta foto, sei contudo que não fui eu que a tirei, foi o Luís. Capaz de ter sido ajudada pela outra máquina fotográfica que então possuía. Ainda possuo, está para ali guardada no armário. Aliás: estão, essa e esta que seguro na foto, à qual chamei incessantemente de 'máquina fotográfica montes de espectacular', não sei se se lembram. Actualmente tenho mais dispositivos comigo e muitíssimo mais software, bem como vontade de tudo fotografar e filmar. Assim como o meu sonho (quimera, mais isso) é escrever o mundo inteiro, também quero registá-lo em imagens, o que é outra quimera, porque o desejo é de o fazer por inteiro, o que é impossível. Mas esse desejo faz com que consiga o máximo dos máximos. Lá está a porra do tempo. Eu arranjo tempo para aquilo que quero meeeeeesmo fazer. E enquanto faço e vou fazendo, tenho todo um rol de publicações. Às vezes acho demasiado. E nem tenho para mim que seja imparável.

Épocas

Os morangos apareceram na frutaria do indiano dias antes do Natal, já as uvas, nunca deixaram de aparecer.

gosto mais de dióspiro do que de menta

Não foi o tempo que perguntou, fui eu que pedi

Tempo, pensando bem, arranjo sempre, sempre que quero fazer algo. E coragem também. Lembro-me de uma vez que estava de visita a uma das minhas tias e convenci a minha mãe a deixá-las para ir ao cinema com a malta. Sim, eu. Eu e a minha ténue persuasão. Inchei-a, foi o que foi. E a minha tia não morava já ali, a viagem incluía até comboio. Demorei algum tempo a arranjar coragem para o pedido mas mesmo assim cheguei a tempo. Gostava de estender este episódio, pôr suspense, drama, intenção, vitória, mas não sei fazê-lo porque a bem dizer não retive grandes pormenores da viagem, tinha toda a atenção centrada no destino.

estaminé fingido

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Miradas

Dois homens – aspirante, eu, a que fossem clientes daí a nada – miravam a minha montra com um nível de interesse que vejo em pouca gente, montes de comentários apreciativos e mais não sei o quê. A mira até foi longa, mas deu em estéril. Um deles notou-me em franca mirada – estávamos quites, pronto – e, enquanto se afastava, disse para o outro que já ia lá mais à frente:
«Ó Bruno, tu trata-me bem!»
Fiquei a pensar naquilo. Estou a pensar naquilo. Mas eu, pronto, já se sabe.

Calhou ma colher

Calhou-me de novo a colher-coração, lá no restaurante. Calhou até de eu estar num lugar perto da gaveta dos talheres e ver que o homem (do restaurante {sei lá, não vá não se perceber}) foi na dita colher que agarrou mas logo fez gestos de má escolha, mas eu, amando-a como amo, interrompi-lhe logo logo a desistência: «Ah, deixe estar, eu gosto dessa!» e ele deixou que a gozasse. Foi mesmo só gozo, nada de abusos.

Lisboa, Lisboa

Se alguma vez eu tinha visto retaguardas assim! Na na ni na não. Quis o destino. O seu contrário é frente, claro. (pigarrear: hum, hum)

Lisboa, Lisboa

Enquanto esperava pelo meu colega observei um homem que numa das janelas do prédio em frente estendia uma toalha. É rosto que conheço há q' anos por estas bandas e, agora, pá, até já sei, mais ou menos, onde mora. Tenho pena de o estender da toalha não ter nada de especial, oh. Podia era incrementar a história dizendo que o fez com mesuras, mal algum viria ao mundo por mentir assim. Então, olha, incremento a história com mesuras à mesma, mas das minhas.

idosa verdade

é mais fácil ficar do que ir
mesmo que ficar seja penoso e o ir promissor

Azul

O intermitente azul do led do intercomunicador reflectia na cadeira. Antes desta conclusão havia alvitrado que seria as luzes do espaço público. Mas não.

Bocas

'Foi por boca...' é o nome que escolhi para a nova etiqueta a juntar a posts que apareçam no blogue mas que já antes apareceram no telefone. Já pus no blogue um certo modo dito-e-escrito e, uma vez que os 'Directamente...' e os 'Indirectamente...' têm etiquetas para si, considerei de bom tom, portanto: ajuizado, também este modo teria. Entretanto já há um post conseguido neste modo, que foi publicado aqui há dias – estreei-me com os bichos-gato, maravilha. Ah, na nova etiqueta, à semelhança das outras que já hão vai para muuuuuuitos anos, figurará também o ano de montagem. Não é montagem, é publicação, mas como eu gosto de palavras novas, olha, pumba.

Escurinho do Natal passado

A foto está escura. E está tudo bem. Ou então não. Explico então, que eu adoro explicar coisinhas, é aliás assim que as transformo em coisinhazinhas. Não gosto da foto tão escura e, óbvio é, que a deixei assim porque gosto de algo dessa escuridão. Trata-se, para já: do real momento, da precisão da leitura de uma lente, do despudor em apresentar feiuras, para depois: não acredito que ficasse melhor se a abrilhantasse, para mais, e concluindo, ei que a legenda desta foto é tão-só «não cheguei a ver os anjos dourados iluminados» (só lá no Marquês e no Saldanha, bem certo é que sim).