domingo, 15 de janeiro de 2023
sábado, 14 de janeiro de 2023
Quimeras
Esta fotografia é velha que se farta. Se contei bem, é a terceira vez que a ponho no blogue. Tem um filtro mas não sei qual. Simboliza a época (2016) em que me aparecia todo um milhão de cliques a fazer e outro tanto de filmes. Não me lembro como consegui esta foto, sei contudo que não fui eu que a tirei, foi o Luís. Capaz de ter sido ajudada pela outra máquina fotográfica que então possuía. Ainda possuo, está para ali guardada no armário. Aliás: estão, essa e esta que seguro na foto, à qual chamei incessantemente de 'máquina fotográfica montes de espectacular', não sei se se lembram. Actualmente tenho mais dispositivos comigo e muitíssimo mais software, bem como vontade de tudo fotografar e filmar. Assim como o meu sonho (quimera, mais isso) é escrever o mundo inteiro, também quero registá-lo em imagens, o que é outra quimera, porque o desejo é de o fazer por inteiro, o que é impossível. Mas esse desejo faz com que consiga o máximo dos máximos. Lá está a porra do tempo. Eu arranjo tempo para aquilo que quero meeeeeesmo fazer. E enquanto faço e vou fazendo, tenho todo um rol de publicações. Às vezes acho demasiado. E nem tenho para mim que seja imparável.
Épocas
Os morangos apareceram na frutaria do indiano dias antes do Natal, já as uvas, nunca deixaram de aparecer.
Não foi o tempo que perguntou, fui eu que pedi
Tempo, pensando bem, arranjo sempre, sempre que quero fazer algo. E coragem também. Lembro-me de uma vez que estava de visita a uma das minhas tias e convenci a minha mãe a deixá-las para ir ao cinema com a malta. Sim, eu. Eu e a minha ténue persuasão. Inchei-a, foi o que foi. E a minha tia não morava já ali, a viagem incluía até comboio. Demorei algum tempo a arranjar coragem para o pedido mas mesmo assim cheguei a tempo. Gostava de estender este episódio, pôr suspense, drama, intenção, vitória, mas não sei fazê-lo porque a bem dizer não retive grandes pormenores da viagem, tinha toda a atenção centrada no destino.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
Miradas
Dois homens – aspirante, eu, a que fossem clientes daí a nada – miravam a minha montra com um nível de interesse que vejo em pouca gente, montes de comentários apreciativos e mais não sei o quê. A mira até foi longa, mas deu em estéril. Um deles notou-me em franca mirada – estávamos quites, pronto – e, enquanto se afastava, disse para o outro que já ia lá mais à frente:
«Ó Bruno, tu trata-me bem!»
Fiquei a pensar naquilo. Estou a pensar naquilo. Mas eu, pronto, já se sabe.
Calhou ma colher
Calhou-me de novo a colher-coração, lá no restaurante. Calhou até de eu estar num lugar perto da gaveta dos talheres e ver que o homem (do restaurante {sei lá, não vá não se perceber}) foi na dita colher que agarrou mas logo fez gestos de má escolha, mas eu, amando-a como amo, interrompi-lhe logo logo a desistência: «Ah, deixe estar, eu gosto dessa!» e ele deixou que a gozasse. Foi mesmo só gozo, nada de abusos.
Lisboa, Lisboa
Se alguma vez eu tinha visto retaguardas assim! Na na ni na não. Quis o destino. O seu contrário é frente, claro. (pigarrear: hum, hum)
Lisboa, Lisboa
Enquanto esperava pelo meu colega observei um homem que numa das janelas do prédio em frente estendia uma toalha. É rosto que conheço há q' anos por estas bandas e, agora, pá, até já sei, mais ou menos, onde mora. Tenho pena de o estender da toalha não ter nada de especial, oh. Podia era incrementar a história dizendo que o fez com mesuras, mal algum viria ao mundo por mentir assim. Então, olha, incremento a história com mesuras à mesma, mas das minhas.
Azul
O intermitente azul do led do intercomunicador reflectia na cadeira. Antes desta conclusão havia alvitrado que seria as luzes do espaço público. Mas não.
Bocas
'Foi por boca...' é o nome que escolhi para a nova etiqueta a juntar a posts que apareçam no blogue mas que já antes apareceram no telefone. Já pus no blogue um certo modo dito-e-escrito e, uma vez que os 'Directamente...' e os 'Indirectamente...' têm etiquetas para si, considerei de bom tom, portanto: ajuizado, também este modo teria. Entretanto já há um post conseguido neste modo, que foi publicado aqui há dias – estreei-me com os bichos-gato, maravilha. Ah, na nova etiqueta, à semelhança das outras que já hão vai para muuuuuuitos anos, figurará também o ano de montagem. Não é montagem, é publicação, mas como eu gosto de palavras novas, olha, pumba.
Escurinho do Natal passado
A foto está escura. E está tudo bem. Ou então não. Explico então, que eu adoro explicar coisinhas, é aliás assim que as transformo em coisinhazinhas. Não gosto da foto tão escura e, óbvio é, que a deixei assim porque gosto de algo dessa escuridão. Trata-se, para já: do real momento, da precisão da leitura de uma lente, do despudor em apresentar feiuras, para depois: não acredito que ficasse melhor se a abrilhantasse, para mais, e concluindo, ei que a legenda desta foto é tão-só «não cheguei a ver os anjos dourados iluminados» (só lá no Marquês e no Saldanha, bem certo é que sim).
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