sábado, 6 de novembro de 2021

já tenho Árvore de Natal

Sopa

É boa ideia eu ter uma tigela da mesma cor do caldo da sopa.
Tanto uma como outra fui eu que escolhi.
Isto totaliza portanto três boas ideias.

Luzes

O supermercado já tem as luzes de Natal piscando.

Lisboa, Lisboa

Não conheço outro lugar de onde se aviste ciprestes sem um cemitério, no mínimo, logo ali. Capaz de os haver, pouco importa, tanto a mim como a este post, certo é que uma correnteza de ciprestes que não vizinhem dizeres saudosos e flores mortas, pois que nunca vi senão ali.

Escrevi o texto supra há semanas. Entretanto deixei de o achar preparado porque foi constando na minha vida uma data de ciprestes, uns em Lisboa, como mencionei, outros em outros lugares, e sempre distantes de cemitérios, se bem que uns mais e outros menos. Au eva, não gostando de jogar os meus textos no lixo, fiz mais do menos. Quero eu dizer que, de um texto ultrapassado, arranjei maneira de lhe dar uma razão para continuar vivo e ainda engordei o assunto.

O chique da moda

Comprei uma peça de roupa que é o chique da moda (como diria a minha mãe) e depois pus-me no Pinterest por mor de saber como sói usar-se.

Sonho

Sonhei que a minha mãe tinha morrido e quando acordei pensei a seguinte frase: Como a minha mãe já morreu, sonhei aos bués.

Chegou a porra do frio

«Tá frio hosse, nom?» Pergunta o nepalês da frutaria como quem comenta. Concordo por boca e ele adianta: «Eu nom gósseta frio. Oh my gooood!» À despedida vota: «Bom quintinho!» Respondo que temos a porta aberta, vamos ter sempre frio. Ele reage comumente: ri. Eu não chego lá, sorrio. Neste post falei bastante pouco. Ressalvo que este diálogo arrepiante não é d' hoje mas d' ontem e por cima disso ponho que a porra do frio também hoje se encontra mui presente na minha pele.

Por falar em

Por falar em transportes lisboetas, no outro dia passei na estrada ao pé da casa onde moraram as minhas tias e a minha avó. Quando era miúda e ia lá de visita, para passar o tempo instalava-me na comprida varanda a ver se arranjava o que fazer. Só que não arranjava. Então, um dia percebi que o que avistava da varanda era muito porque, não só via a paragem como percebia que vinha lá o autocarro bem antes de os passageiros sequer o ouvirem. O que se avistava da dita varanda era todo um conjunto de curvas e contracurvas, bem como, claro está, a paragem, e, presumo, o som era abafado precisamente por esse conjunto, contudo, se eu gritasse algo, tudo o que era gente à espera do autocarro ouviria, uma vez que não havia espécie alguma de barreiras. Pá, e ouvia, tanto ouvia que eu gritava o aviso «Ó! Vem aí o autocarro!»
...

As pessoas, umas levantavam-se do banquinho, outras espreitavam, e todas, mas todas, se punham em sentido, aguardando quase em pose militar que o autocarro se deixasse ver.
...

Só que não deixava, por mor de, na realidade, não vir lá porra de autocarro nenhum. Sim sim, achavam que isto é só mesuras e bom comportamento por parte desta que escreve, não? Pois não. Havia pessoas que desistiam logo e voltavam à expectativa anterior e, uma ou outra, levantava os braços em sinal de protesto. Nunca ninguém me mandou ir mas é dar uma volta, talvez por eu ser uma criança, ou coisa assim... Ou então simplesmente porque não me conseguiam ver. Ah, e não, isto não foi vez única, repeti a graçola umas poucas de vezes.

Pacote de lenços

E pumba, vai mais um invólucro colado no caderno. Desta vez escolhi o que tem o eléctrico lisboeta. Uma vez mais não recordo o que terei escrito no blogue quando há tempo listei os desenhos, mas, aqui e agora, registo que há muitos eléctricos lisboetas mas o destaque caiu sobre o nº 28, que vai do Martim Moniz aos Prazeres (e daqui a lá), e desconheço por conta do quê é que aconteceu assim, contudo alvitro que é por ser um percurso tipicamente lisboeta. Mudando a agulha, vou daqui directa repescar o que escrevi acerca deste invólucro. Já fui e encontrei. Escrevi então assim:

Tenho um com... o icónico... eléctrico alfacinha! Não há muitas coisas tão lisboetas como o eléctrico nº 28, que faz o percurso Martim Moniz - Prazeres.

Azulejos

Estive atenta à parede forrada com azulejos na cozinha da cliente e, aqui e ali, sem regra ou alinhamento, quatro deles tinham uns desenhos em tons avermelhados e contornos pretos, enquanto os restantes, pelo que apurei, se apresentavam totalmente cinzentos.
1, bule e leiteira
2, chaleira e cafeteira
3, tapa-bolos e lata para bolachas
4, suportes para ovos cozidos

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Pedido d' aperto

«Aperte com o seu colega!», pediu o cliente, ao sair. Não declinei o pedido, ora essa, então. Há que fazer as vezes de, pois bem.

As minhas entranhas

«Tem o útero virado ao contrário» anunciou a senhora doutora, logo que o distinguiu através da lente magicócoisa introduzida já se sabe onde. Espantei-me imensamente cá por dentro – hã?! mas que merda vem a ser esta?! - e acho que, por fora, também apareceu uma beca de espanto. Ela continuou dizendo que só cinco por cento das mulheres o têm assim mas descansou-me dizendo que não tem mal nenhum, é simplesmente o útero virado ao contrário. Claro que eu, do alto do meu não-saber, cogito que, caraças, tudo bem e tudo normal, pois pois, mas como assim o útero virado ao contrário?!
Útero virado ao contrário. (pá... coiso)
Ainda estou em espantos aos bués de mil mas palpita-me que o útero ao contrário é que era.

Bloquinho rudimentar

Não, eu não sei porque pus uma folha entre as folhas do bloquinho rudimentar. Tenho uma ideia vaga, a de ter nascido numa das minhas plantas e achei tão curioso que a entalei ali. Fica então este post assim. Ah, não, acrescento que a folha em questão é comprida e fina. Comprida de languidez, fina de delicadeza. Não tiro foto, assim o público imagina, no imaginar é que se ganha.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Tonta Engrácia

E lá andei eu a gingar pelos corredores da grande loja, jovial e alegre. E sim, aquilo de ninguém me ligar a ponta dum corno voltou a acontecer, como não, né? Poi zé. Tenho então à minha espera um tampo de bancada e um armário e apalavrado está um lava-louça. Vai, vai, isto vai 'migos. Creio firmemente que o pior já passou, escolher tamanhos não foi comigo, por isso é que vou gingando pelos corredores (hoje soava 'Home For Christmas' do Kem, uma beca lento, mas pronto, estamos no Natal e blás) e, das cores e feitios, que é item que domino pra caraças, não gastei assim tanto tempo em indecisões, logo que vi uma certa cor alindada com uns certos apetrechos conjugados com um certo tampo e um lava-louça a rematar em jeito de cereja, pois que aí foi. Vai, vai.

olá, bem vindos a mais um post

Gastar

É uma pena que os sabonetes se gastem lentamente, são tão variados nas prateleiras do supermercado que dá pena não os comprar amiúde. É desta que visito uma fábrica e exponho esta pena, não em queixinhas mas com o dito propósito - ah, olhe que, olhe que.

Avó

Acordei cedo e a cadela não veio logo ter comigo, quando a levámos à rua era ainda cedo. O que fiz entretanto, quase madrugada, foi actualizar o blogue, id est: escrevi e publiquei alguns posts. Ontem e hoje estamos de piquete à guarda da cadela, há algum tempo que passou a morar com a rica filha, o que me fez passar de 'mãe' a 'avó' da minha cadela (sim, é minha na mesma) e há pouco senti-me mesmo uma avó quando lhe estendi pedacinhos de pão e até de bolo. Estou portanto a estragá-la com mimos.

Canção na cabeça

Acordei com a canção «et si tu n' existais pas» de Joe Dassin na cabeça (sei lá por conta de quê...). Já em tempos a aparição deste cantor foi ocorrência fantástica (de fantasia, melhor especificar) na minha vida. Entretanto, aliás, nos entrementes, pus-me a pensar no resto do verso, «dis-moi porquoi j' existerais» e logo me encontrei afastada desse dramatismo, eu cá continuaria existindo. Mas «je me sentirais perdu, j' aurais besoin de toi», indubitavelmente.

Entrementes

Nos entrementes das pastas de dentes (aqui e aqui), ao momento uso uma que tem, oh vejam lá, camomila. Não sei se o desenho indica camomila, atirei para o espaço blogosférico, mas pelo que percebo de plantas, tanto pode ser uma margarida como um malmequer. Agora que é uma pasta de dentes outrossim colorida, é – verde e vermelho por entre o branco. É comum o branco incorporar as pastas de dentes, esqueci-me foi de verificar se a primeira pasta de dentes desta 'saga às cores' (links a postos para pesquisa em cima) das pastas de dentes trazia consigo o cor-de-laranja. Querendo saber, vou ter que comprar mais pasta de dentes com toranja.

Outono

Afinal sonhar não é assim tão fácil

Há montes de tempo que não sonho aqueles sonhos mirabolantes, porém significantes, e sinto falta. Gosto de sonhar, já aqui disse que me retira culpas e medos, se é sonho, então não aconteceu, não tem mal. E, do título, ademais de ser uma realidade e não um sonho, é um trocadilho com a etiqueta que criei no blogue – 'Sonhar é fácil...'

Notas importantíssimas e também reais:
o primeiro blogue tem 39 sonhos registados, embora não tenho chegado a criar etiqueta, fui contando os posts que apareceram, usando a palvra 'sonhei' como pesquisa;
o segundo blogue tem 101, já sabia que registar os sonhos me fazia feliz, por isso criei a etiqueta;
neste, o terceiro blogue, que já conta com 200, continuei a prazerosa tarefa, dando o mesmíssimo nome à etiqueta

Revelações absurdas

Pois o que tenho a acrescentar do meu (ainda novo) fogão é que é muito bom, sim senhoras e senhores, que despacha bem pra caraças, aquilo é um instante enquanto põe a ferver a água que vai cozer o arroz. Tenho é que perceber se o arroz leva menos tempo a dar-se como cozido. Pois. Não dando, encontrarei uma inverdade.
Por falar em encontros, encontrei mais uma maravilha neste (ainda novo) fogão: não tem frisos no tampo, o que significa que não se entranha a gordura em junções que juntem, por exemplo, o tampo com as laterais. Muito bom.

Comprinha

Comprei um sabonete montes de cheiroso. Não sei a que cheira mas a embalagem diz que é 'imperial'. Tudo o que nasce de 'império' é para dar em bom. Só pode.

Comprinha

Desta vez comprei uma pasta de dentes que na composição tem eucalipto, lima e hortelã. Apoia-se agora a embalagem nos verdes, que são em três tons mas na pasta só vêm dois. Não vou reclamar à fábrica, venho é deixar aqui o meu pesar por este lapso.

Vem aí o Natal

O supermercado já está todo enfeitado com as luzes pisca-pisca e a bonecada feliz. Vem aí o Natal, disse no título e digo aqui, a ver se acredito.

domingo, 31 de outubro de 2021

Liguei as luzes para me fazerem companhia.
Não me posso queixar.

Esta semana, não

Esta semana a menina fée não recomendou que lhe telefonasse a contar-lhe das melhoras. Ou das diferenças, essas desenxabidas. No outro dia, achei até um piadão, contei-lhe que tinha dormido tão bem que andei um par de dias feliz da vida e ela quis saber «e contou isso a quem?» Respondi que «não contei a ninguém.» E é o que é, mesmo que conte coisas, nunca são muitas nem a muitos, parece-me sempre que quanto mais dou menos querem.

Trinta e um de Outubro, domingo

Finda o Outubro num domingo com mais uma hora que vem por conta daquilo de mudar o horário do de Verão para o de Inverno. Cá em casa a única peça que não mudou a hora by himself foi o meu (ainda novo) fogão. Tenho que mexer nos botões (outra vez) para o acertar. Encontrei uma publicação engraçada no feed do Ginásio, diziam eles que este fim-de-semana tinha mais uma hora e um dia e que isso era melhor do que batatas fritas. É mesmo coisa de Ginásios, desprezar subtilmente as tão apetecidas batatas fritas. Eu até fiz aquela viagem para conhecer o lugar onde haviam começado a fazê-las, quanto mais. De resto: como batatas fritas com prazer, mas não lhes sinto saudade alguma.

A saia que não vesti

Eu fazer a saia, fiz, mas não cheguei a vesti-la. Já que é peça de Verão, fica para o ano, nem a saia nem eu temos prazo de validade inscrito no pacote.

coisinhazinha de acrescentamento ao que expus acima da foto:
sei que registei o desejo de fazer esta saia (e fiz) para estrear no meu dia de anos, já lá vão alguns meses, só que não encontrei o post onde fiz esse registo, de maneiras que não deixo link que faça viajar até lá quem assim o quisesse (e eu queria)

mais dos números do que das letras e ainda gráficos e sons

as imagens abaixo são screenshots que fiz a estados do meu sono
concretamente dos dias 21 a 29 do corrente mês
foram conseguidas por mor de uma aplicação chamada Sleep
não continuo este estudo principalmente porque o acesso que lhe tenho expira em dois dias
mais do que isso teria que pagar e, pagar. obviamente pagaria caso quisesse continuar a estudar
acerca das imagens: não tenho como deslindar estes números, tampouco sei o que dizer mais
já sei: foi giro perceber que tenho uma irregular hora para ir dormir e, ou, para acordar
já agora acrescento que os outros gráficos também não são lá muito lisos...

Escova de dentes

A minha escova de dentes é cor-de-abóbora.

Comprinha

Comprei bolachas alusivas ao dia das bruxas. São muito bonitas – o decalque é uma teia de aranha em cada uma das duas e o recheio é cor-de-laranja. Ou cor-de-abóbora, vá.

Comprinha

Comprei ovos paridos por galinhas criadas ao, e viventes no, ar livre. Gosto dos dizeres impressos nas caixas de cartão que os acomodam às meias-dúzias, bem como no próprio ovo, tem lá tudo. Id est: o ovo tem a informação correcta, a que lhe pertence, a caixa tem os segmentos com que o ovo pode ser classificado. Estes em particular são portugueses (PT) e paridos por galinhas criadas ao, e viventes no, ar livre (1), questão que, aliás, estou a repetir. Pobrezinhas das outras, as dos números 2 e 3, as do 2 são bichos (galinhas criadas e pâ pâ pâ) no solo e as do 3 são as das gaiolas. Já as do 0, oh glória, oh júbilo, existência feliz, são as do biológico. Não sei exactamente o que isto quer dizer, não prevejo nada melhor para uma galinha do que ser criada ao ar livre (e pâ pâ pâ), mas.

Natureza a modos que morta

A dentinhos morreu. Não lhe terei dado os cuidados devidos (na hora e no grau), eu. Quando criei a etiqueta 'Das plantas...' pensei que ia ser um caso de plantas, enfim, dentro do comum caso de ser pessoa cuidadora de plantas, só que não. Mas restam plantas cá em casa, olarila, e o melhor é concentrar-me nas vivas. Digo vivas, pois que , a outra menina que come insectos, também não se encontra na sua melhor forma ou, e, aparência. Resta o manjericão, que tem até florinhas. Também tenho cebolinho, mas esse vive por teimosia.

Revelações absurdas

No anterior post desta belíssima temática esqueci-me de o fazer acompanhado de um estonteante vídeo. Trata-se de uma gravação ao nível do bom, usando uma técnica acelerada (daí o estonteante), no caso: cozer queques e vê-los subir e subir, aparecendo, inclusive, acima do bordo das formas, todos lindinhos e mais não sei o quê. Vale a pena ver de novo. Não espero menos de duas, portanto.

sábado, 30 de outubro de 2021

Lisboa, Lisboa

Estive ontem de roda da minha amiga árvore amarela, inspecionando-lhe as cores das folhas e, dessas, até o número indizível eu quero dizer. Não poderei dizê-lo com franqueza, claro, sei lá quantas folhas tem, parece-me é que as folhas que ainda se mantêm verdes, aclararam, são de um tom primaveril e não estival. Quero dizer: quando as primeiras folhinhas aparecem nos ramos, são verdes, depois, quando o Verão vai indo e indo, ficam verde-escuro e, agora, noto-as de um verde claro. Deve ser assim que amarelecem.

Lisboa, Lisboa

Em outras vezes, sobretudo em vezes mais folgada de tempo, diferirei o percurso. Tenho, para já, dois possíveis. Meto pela Passos Manuel e viro na direção da Joaquim Bonifácio. Percorro toda a Estefânia, desprezando o avistamento da Duque de Loulé. Na imagem, os pontos numerados são paragens que fiz, esperando que semáforos que haviam avermelhado, esverdeassem.

Anos sem o serem e, mas, a sê-lo à mesma

Há novo pirilampo nos meus pertences, que não pertencem ao estaminé, au eva, é aí que estão. Curiosamente, embora estejamos já nos finalmentes de 2021, este é de 2020. Tudo bem que este desfasamento se deva à pandemia, afinal houve a intenção (brincalhona) de omitir esse ano das nossas vidas por tão pouco bom ter sido, aliás: queríamo-lo exterminado, isso sim, só que o 'pouco bom' continuou 2021 afora e exterminar também este ano é brincadeira que deixou de ter piada. Concluo, agora e portanto, que os pirilampos de 2020 já estavam a postos quando o vírus fez o que fez ao mundo, de maneiras que não se iam jogar fora, vai daí, omitiu-se, depois e então, a produção de 2021, para se vender o que já estava na calha. Conforme se pode, portanto e enfim, constatar, não mostro foto do pirilampo 2020, mas de um rebuçado em forma de coração que o acompanhou, bem como um pedaço do invólucro que tem um desenho lindinho.

Sem filtros

O blogue está meio que abandonado por falta de tempo mas isso não me faz filtrar assuntos. Pra que é que interessa que a caneta tal e tal se findou?! Pra que é que interessa o que interessa?! O que é que interessa?!

Tudo. Interessa-me tudo.

Estou verdadeiramente atrasada com as minhas publicações, o documento de escrita está caótico, baralho as questões com as ideias e entretanto o tempo que levo a decidir qual ou quais as ideias que ponho a arejar faz-me falta para mais ideias apontar, textos estender a apurar. Se calhar é neste ponto que a grafomania passa de entusiasmante a estúpida.

A caneta findou

Findou-se a caneta que um cliente esqueceu em cima do meu balcão. Tanto a caneta é esta, como o lugar que deixou é este. Entretanto já a substituí e já lhe ocupei o lugar com uma que em tempos a senhora do Banco me ofereceu e que tem, precisamente, o logotipo do Banco. Queria que este post tivesse três links mas fico-me por dois porque não encontro aquele onde apontei a oferta da senhora do Banco, ressalvo. São portanto dois ressaltos, lembrei-me agora. Ressalvas são ressaltos, quero eu dizer. Bom, adeus.

No post anterior

No post anterior escolhi nomes que desconheço que efectivamente o sejam, mas não foi isso critério, o que foi foi que não caíssem no saco dos erros ortográficos, uma vez que tanto 'entes' como 'untes' é de bem com qualquer dicionário de Língua Portuguesa.

A papinha

A encomenda trazia lá dentro um certo material acomodado numa embalagem que fora de papa, de cujos ingredientes constava farinhas de espelta e de aveia. Ora, como a papinha é daquelas para bebés e, ou, crianças pequenas, eu e o meu colega pusemo-nos a indagar quem da malta de lá teria palmado a iguaria e dado uma de pessoa que recicla, se o Entes, se o Untes. Como a indecisão era muita, e mesmo podendo apostar nos dois, já que o jogo, sendo nosso, poderíamos regrá-lo a bel-prazer, só que não, deixámos a questão esfumar-se. Eu é que, pronto, depois vim para aqui escrever isto, ficou-me gravado na memória a relação que não há por entre (estas) farinhas e (estas) pessoas e já se sabe que não me aguento sem escrever. 

Clínica Veterinária

E eu no outro dia a falar de agulhas, não foi? Foi pois, isto é pergunta não carecedora de resposta exterior, deixem lá isso. Ando com a vassoura e a pá atrás de mim mas não com o caixote do lixo e ainda por cima o espaço é grande, conforme ia varrendo, ia acumulando o lixo na pá. A senhora vet passou e notou que do lixo constava uma agulha. Comentou-a com espanto, recolheu-a com previdência e levou-a consigo para a colocar imediatamente no lixo, aqui com zelo. Fiquei curiosíssima mas, e, concluí que, pá, agulhas, né? Poi zé. Se, para mais, há recipiente próprio e tudo. E colorido.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Lisboa, Lisboa

Vi um tronco mais grosso do que o mais grosso tronco dos plátanos que estão junto ao muro de pedra, no Campo Grande. Portanto: agora é este o mais grosso tronco que alguma vez avistei em Lisboa.

Olá.

Da penúltima vez calhou de aspirar uns quantos dentes de alho e da última fiquei-me pelos esperados pó e migalhas. E pêlos. Os dentes de alhos aconteceram porque fui afoita o suficiente para meter o cano do aspirador no cesto. E, se tinha saudades do Miau, o gatinho amarelo, e da Lila, a cadela do corpanzil, as visitas amiúde daqueles dias deram cabo elas. Olá.

uma das árvores da avenida já avermelhou

domingo, 24 de outubro de 2021

Hoje é domingo

Ao domingo, o tirano é o descanso. Sempre atrás, sempre atrás,
e eu sem poder dar-lhe, precisamente, o poder.

sábado, 23 de outubro de 2021

Alguéns

Alguém contou que alguém, sob aquela máxima «somos o que comemos», prevenira:
'Se comeres muito porco, ficas um porco!'
Eu, sob o mesmíssimo aspecto, sou para aí um bago de arroz, vá. É que só pode. Em ser folha de alface nem quero pensar, a alface é engelhada, diz-se que incha abdómenes e ainda por cima quase não tem nutrientes. 

Paleta

Chamo paleta a este post porque o indizível número de cores nasce de apenas três, as cores primárias, e são essas as que compõem o meu rol de corantes alimentares. Notei, uma vez mais, que as tampinhas referem não só a cor, como informação simples e banal, mas também as enaltecem com dizeres bonitos e venho hoje fazer esse registo.
o vermelho é «christmas red»
o amarelo é «lemon yellow»
o azul é «royal blue»
os ingleses põem as cores no fim os espanhóis não, ó:
o vermelho é «rojo navidad»
o amarelo é «amarillo limón»
o azul é «azul real»
(os portugueses também dão primazia à cor, já agora)
Usei dois dos corantes para pintar um resto de massa de bolachas, depois cortei borboletas e pu-las a decorar o bolo, antes de o levar a cozer. Não fiquei desapontada nem agradada com o resultado da decoração. É aquela mistura: não desapontou porque estava à espera que as bolachas afundassem na massa; não agradou porque as bolachas podiam perceber-se melhor. Nota de finalzinho de post: o centro da foto não tem filtro.

A minha mãe

Não é porque a minha mãe morreu que penso mais nela, mas talvez seja por isso que escrevo mais dela agora do que dantes.
escrever é fazer lembrado o que não quero esquecido
Quando recordo a minha mãe, se de chofre, não a recordo com a aparência dos últimos dias. Não. Recordo-a com a cara enrugada, sim, sentada a maior parte das vezes pelo peso das dores, sim, mas com a fala pronta e o juízo capaz. Folgo, portanto.

Comprinhas, ou então não

Comprei feijão-verde, o que espantou o Luís, uma vez que não gosto barra gostava nada dessa verdice. Se bem que agora já o vá mordendo - por exemplo: em sopas, se picado finamente – a verdade é que comê-lo assim apenas e somente só sem mais nada, descreio que o faça com a maior das loucuras, au eva... Comprei. Haverá comensais mais tarde e dentre eles há quem goste, nomeadamente a rica filha. O Luís até comentou que era pena que a minha mãe já não venha a saber que eu agora já como feijão-verde.
Não comprei os famosos bombons (antes digitei bonsbons, que giro) que enchem prateleiras nas lojas e supermercados pelo Natal. Este ano estou a modos que dispensada – a minha sogra morreu, a minha mãe morreu, o meu pai não engole e o meu sogro não espera.

A minha mãe

A minha mãe não se chamava Rosária, chama-se. Os nomes, já os sabia importantes, mas com esta observação acentuo-lhe a importância.

parentesco

sou tia-avó desde há dias mas não tem sido grande coisa, foi mais giro ser (só) tia (é só, é)

Auscultadores

Apanho cada susto com a publicidade nos podcasts! É pela discrepância por entre o volume de uns e outros, o que é particularmente notado quando uso os auscultadores.

A propósito de

A propósito de receitas e pâ pâ pâ, a par com o que apresentei no post anterior, tenho também as próprias das revistas em atraso para ler e guardar o que é para guardar. Agora, numa dessas, a Lusitana, vem um artigo com a história de uma receita. Adoro aquilo. Eu, querendo estudar e aprofundar um tema, este seria sem dúvida um dos que escolheria porque me apaixona, e não é pouco. Há dias a menina fée reforçou o fulcral que é dedicar-me a coisas que me aprazam. - Isto é obviamente válido para toda a gente. - Não encontro nada mais prazeroso do que escrever. Não sei como é com outros prazeres, não tenho nenhum equiparável, mas sei que escrever tem um lado mau. Que sempre compenso com bons lados até conseguir que não me pareça assim tão mau, pois, quando não, jamais apareceria tanta merdice no blogue.

Aquelas receitas que

Aquelas receitas que recorto das revistas e dobro em quatro e guardo para que na posteridade as confecione, não que sejam muitas, mas são de há muito tempo e portanto vou deitá-las fora não tarda. Há pouco estive a corrê-las e percebi que as desprezo um pouco. Ou não lhes jogo vontade em cima. Não quero gastar esse tempo com essas receitas. Há duas com claras. Lembro-me que as guardei principalmente por usarem esse ingrediente, que se há coisa que as claras são, é sobrantes, é um problemão usá-las. Posso fazer omelete. Sim. Mas também não quero. Há uma outra que é uma tarte de ameixas e já passaram dois Verões e não cheguei a fazê-la. Uma outra tarte é de caramelo ou lá que é. Nada de novo, afinal, é base e creme e caramelo. Três camadas. Perfeitamente normais de serem inventadas por esta que está aqui a escrever isto. Outra receita leva manga e maracujá, no estilo meio por meio, e é também uma tarte. Quero dizer, se bem me lembro, é. Ou é um doce de colher, um daqueles que precisa com desespero que um agente o solidifique. Não é importante lembrar-me, lá isso. Com maracujá há também um recorte que ensina a fazer uma sangria. Aquilo é de todo, só pode. Vinho branco com polpa de maracujá, água gaseificada e hortelã... Pois como não ser de todo, ou mesmo o todo de um todo, né? Poi zé.

Partiu para o lixo

O prato partiu quando o assentei em cima das pilhas de papéis importantes, aquilo apanhou um vão e quebrou, presumo. É portanto caso para dizer que o prato partiu também para o lixo. Era um prato de uma coleção de que restam ainda uns, mas poucos. O prato não é de sopa nem de sobremesa, é dos outros. Hum, não sei como se chamam, carne ou peixe, será? Não me lembro. Bom, comprei doze há mais de doze anos, e estes é capaz de ir nas duas dúzias. Foi uma compra estudada e faseada.
Estudada porque na altura queria que os 'meus' pratos fossem decorados com motivos em vermelho. Porém, na altura ainda não havia como levar corantes vermelhos ao forno sem que a cor ficasse deslavada, daí o desespero. Desesperei tanto que me rendi a uns partos decorados em várias cores, dentre elas essa espécie de vermelho pálido. Tolo, até. Alaranjado, pronto.
Faseada porque em cada visita ao supermercado eu trazia de lá dois ou três. A ideia inicial era compor um conjunto de pratos destes (sei lá, carne? peixe?) e de sopa. Mas comprei só estes, os de sei lá.

Mistura de sais

O queijinho de sal comprado há anos deixou de ter a forma original devido ao uso. Nos primeiros tempos, quando raspava, ainda se ia mantendo em forma de queijo, mas depois foi-se partindo, obtendo assim pequenos pedaços de sal prensado que não dava jeito nenhum raspar. O sal no pote ficou de resto, o sal e orégãos no pote também e o sal prensado estava em cacos. Misturei-os num pote lavado. O dito queijinho de sal ia em validade até dois mil e vinte e cinco e foi comprado em dois mil e quinze. Não que o sal se estrague, este em particular só quebrou, mas as normas, ai as normas, ai as normas.

Imortal

A esperança morre depois, sempre depois. Não em simultâneo, tampouco por junto, mas depois. Nunca, quero eu dizer.

Obituário

O Freitas morreu. Seu Freitasse, como lhe chamava no blogue, o sempre alegre, o sempre bem disposto. É estranho que uma pessoa da minha idade morra, é como se fosse aqui ao lado, e não estou a ser literal. É perto, percebem? Tão perto que arranha. Mas o Freitas. Comecei por lhe chamar seu Freita-se aqui no blogue e, num próximo post, uns meses depois, esqueci-me como redigira o 'nome' e toca de inventar mais um Freitas, o Freitasse. Era assim que o cumprimentava porque ele era brasileiro, daí o «seu Freita-se!», ao que ele respondia «dona Gina!», e isto apesar de nos tutearmos. Era um ritual que a gente os dois tínhamos - eu sem vergonha nenhuma, ele sem nenhuma vergonha, bem alto, bem articulado, quantas vezes no meio da rua. Enfim, gandas malucos, é o que foi. Olha: fim.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Lisboa, Lisboa

Há dias tirei fotos a alguns cadeados que estão presos no gradeamento do Miradouro da Senhora do Monte. Agrupo neste post algumas mas, antes, comento-as, pois que, já se sabe, gosto tanto mais de letras que lhes dou primazia.
foto 1
É indecente que se ponha um cadeado amante de Paris em Lisboa. É tão amante que une dois corações e traz ainda a Torre Eiffel. É aquilo da gentrificação, vá. Não. Digo eu pela perspectiva do enobrecimento... Hum, não. É mas é aquilo de dizer ao mundo que o amor está em Paris e em Lisboa, au même temps e ao mesmo tempo.
foto 2
Marca, Material e Medida dentro do rubro coração. Já foi mais rubro, é certo, que isto das intempéries acabam com o bom ar das tintas.
foto 3
Este amor é recente. Não há mais a dizer. A não ser que reluzente está ainda o latão. Pronto, já disse. E que nem só a data certifica quão recente é, portanto.