domingo, 20 de janeiro de 2019

Boa noite. Se disse bom dia, digo boa noite.













Moeda

Chovia, quando fui arrumar o carrinho vazio

Pensei
marimbar e deixar o carrinho à mercê
Pensei
oh que se lixe, alguém o há-de encontrar e fazer uma festança com a moeda de plástico
Pensei
não, nada disso, ao mundo convém que eu faça a minha parte
Pensei
quiçá não valha a pena, não posso mudar o mundo
Pensei
sim, não posso mudar o mundo mas posso mudar o meu mundo
Pensei
assim até parece egocentrismo

Jogo de palavras

Ando agora numa de jogar no telemóvel. Trata-se de um jogo que a rica filha lá aplicou, e que foi coisa acontecida por alturas da instalação do Snapchat e aquelas confusões todas. Geralmente não gosto de jogos de qualquer espécie, e a bem dizer a rica filha sequer perguntou 'mãe, queres?', que eu teria dito 'não'. O que aconteceu foi que ela simplesmente informou 'mãe, vou-te instalar aqui um jogo de palavras'. Pronto. Um dia lembrei-me e, notem bem: apeteceu-me, abri a aplicação e comecei a jogar. É um jogo tão simples quanto fácil. Isto até determinado ponto, a dificuldade vai aumentando conforme se vai avançando, ganhando e mais não sei o quê. Aquilo o que é, é a gente preencher com palavras uma linha com tantos quadrados quantas letras tem a palavra a descobrir. No campo onde estão as letras a usar, há quadrados com uma só letra, descobre-se a palavra que se considera ser a acertada e, se for, os quadrados com as letras vão ter com a linha, se pelo contrário pois que não é nada daquilo que se idealizou, chega o aviso 'ah e coiso, não é nada disto', que traduzido é: 'você não acertou nessa palavra'.
Bom.
Então.
Para quem não gosta de jogos e coisas do género, até que me empolga um bom bocado pôr-me à cata de palavras com aquelas letras e aquele número de letras. É giro, é. Chama-se Guru.
Ah, já me esquecia de uma coisinhazinha sumamente importante, é que por vezes formo palavras com as letras disponíveis que simplesmente não estão em jogo. Acho isto incrível, principalmente por ser fixe e chato ao mesmo tempo, pois tanto pode ser fixe por conta de eu própria funcionar expeditamente, olha eu a encontrar mais palavras do que as do jogo quer!, como chato, oh porra pá, mas então não encontro o que a máquina me pede?

A sopa

A sopa hoje, de bolbos tem: cebola, alho, batata-doce, beterraba e aipo, do qual, obviamente, uma vez que estou a falar de bolbos, remete para a raiz. O entulho é couve-flor. Alvíssima. Comprei ontem.

O que é que aconteceu?

Aconteceu que ia gravar um vídeo contando de dois presentes de Natal que me tinham sido dados por dois clientes, acrescentaria ainda um enfeite cá dos meus, contando a sua história - entretanto percebi que já havia falado do dito, e mais de uns quantos, precisamente o ano passado, mas isso é outra história… - e fui interrompida na gravação. Aconteceu, ainda, que nunca mais tive disponibilidade para voltar a gravar o mesmo tema e, na prática, onde é que já ia o Natal? Ia longe, muito longe, vai longe. Então aconteceu também que me lembrei: cortar-me-ia o pio, pôr-me-ia a meio tempo com uma musiquinha lá atrás, acrescentaria umas rodelas a crescer, uns flocos de neve a soprar e um zzz no final da gravação. E foi assim que editei mais um vídeo, é que me custa jogar-me para o lixo, mesmo o vídeo sendo coxo, custa.


Editor de vídeos precisa-se

Com os vídeos que já editei e o tempo que há que estudo o novo editor, já percebi que não se lhe aplica a estabilização da imagem, o que lamento, pois que alguns dos meus vídeos são gravados em viagem, circunstância onde o mais comum é parecer que andamos no alto mar. Tenho que me aplicar na busca de um outro editor. Actualmente tenho um computador que, segundo me disseram, aguenta montes de carga. Ainda assim temo, já me falaram de conflitos de programas do mesmo tipo, diz que o pc fica maluco, não sabendo qual é qual, baralhado, qual escolher?, confuso, para onde me viro?

Enfim, coisas.

O pior é que a grande viagem está a meses de acontecer. Lá vamos nós, afora afora, de maxiscooter, e eu quero filmar - o caminho, os verdes, o céu - enquanto nos movemos por esses aforas. Quando vir os vídeos não duvido que vai parecer que andámos no alto mar... Não pode ser, tenho que resolver este grandessíssimo problema. Pesquisa, Gina Maria, pesquisa que faz bem.

Não é que queira ver morto o velho estaminé, o que acontece é que o vejo por aí muitas vezes. E hoje é domingo, ah pois é.

Bom dia. Das tangerinas saiu sumo.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Viva o Natal, não é?





(fui dar com esta foto, esquecida, também - hoje os meus posts estão todos entrelaçados)

Das coisas que

Das coisas que fiz hoje, em termos de comidas e isso, lembrei-me agora da massa folhada, que só lhe dei a primeira volta, cujo tempo de espera terminou há para aí umas seis horas. Espero que seja para lhe melhorar a crocância, este esquecimento. Vou tratar então da bicinha.

Percentagem sem números

Ulha outra! São fotos em negativo, é o que é. Vá, não se assustem.




Esta foto é simplesmente o negativo da primeira que publiquei neste dia e que também faz contraste.

Limões; Laranjas; Tangerinas

Tenho muitas laranjas e limões e tenho até tangerinas. Numa quinta-feira a vizinha Gislena deu-me limões do seu quintal. Num sábado comprei laranjas. Numa segunda-feira a vizinha Gislena deu-me um sacão com limões, laranjas e tangerinas, todos trazidos do seu pomar. Numa terça-feira um senhor, para o qual ainda não arranjei nome e que visita o estaminé de vez em quando, deu-me um saco com laranjas do seu laranjal. Tenho que fazer, e brevemente, creme de limão, queques de laranja e bolo de tangerina - pensava eu ontem - e também é boa ideia fazer litros e litros de sumo de laranja. Hoje fiz queques de laranja e barras de limão e nada de sumos. Das tangerinas, esqueci-me. Tenho foto das barritas de limão, que estão um tanto ou quanto azuis, isto à semelhança do post anterior. As mãos são luvas de motard a secar nos pináculos da cadeira.




Azuis de queijo

Amarelos

Este sábado, em assuntos de comprinhas, deixo o amarelo reinar. Outra vez. Comprei corrector…
Estive por momentos a pensar como designar correctamente este corrector - ah ah - e não encontrei mais nada senão 'escrita'. Mas este corrector não corrige a ortografia, está bem? E a bem dizer nem corrige porra nenhuma, pinta por cima do erro e pronto.
Bom.
Então.
… Agora os frasquinhos, que vêm ao par, tem uma etiqueta amarela, ao invés de preta. Há alegria, que condiz com sol, que condiz com calor, que condiz com saudades do Verão.




A música de companhia até ao supermercado foi Martinho da Vila, tu-tu-tu-tuuu tu-tu-tu-tuu... O poema do primeiro tema é fantástico.

Pá, eu podia pôr o foco nas riscas, que as há de diferentes texturas e cores. Só que não. Antes ponho no buraco.

Contraste

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Questão de pele

Pessoa ouviu dizer que única pele que não estica é pele de dedos.
Ah, pele de dedos não estica?, fez pessoa para dentro de si.
Pessoa podia ter ido ver netes para obter séria certeza de afirmação ouvida, só que se aborreceu. Em entre de tantos, pessoa, que tende a malícia de sopeira, folgou que outras peles estiquem, pois, quando não, coiso.

Um senhor

«Ele é muito minucioso mas é uma pessoa com quem se pode conversar.» Foi o que me disseram acerca de um senhor com quem brevemente lidarei e que ainda não conheço. A minúcia dos outros, suporto-a, já de conversar sinto-me longe. Não fosse eu daí dista, e aqui sublinho que conversar não é falar, tê-lo-ia feito fluentemente com um transeunte que se queixava para o ar acerca da falta de civismo dos ciclistas que tão amiúde se vêem agora nas ruas de Lisboa. Ou então não teria desistido de visitar o lugar da musa, mesmo sendo um lugar onde somente me é pedido que fale.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Roupa escura

Nas traseiras de um prédio lisboeta, três dos estendais continham roupa escura. Pode ter sido um acordo de vizinhança, quem sabe gostem de condizer ou assim. Pode também ser uma grande coincidência. Coincidência, sabem?, aquilo que os magos dizem não existir. Há dias atrás revi umas quantas cenas do filme 'Aprendiz de Feiticeiro', foi lá que ouvi que, por incredulidade, os comuns chamam coincidência às estranhezas inexplicáveis que vêem acontecer. Por isso me lembrei que três estendais de luto, seguidos e alinhados, pode não ser coincidência nenhuma.

Para aí doze mil passos

A saída foi do estaminé, alcançando depois a Estefânia, onde me meti na rua dos cinquenta e dois jacarandás. Passado o Mercado 31 de Janeiro, cortei numa espécie de túnel que desagua nas Picoas. São Sebastião com ela, que era preciso segurar as mamas. Eu explico: há ali uma loja fantástica em sutiãs e eu, que tinha lá estado por alturas do azafamado mês de Natal e tinha visto umas cenas porreiras, pensei: «aquando dos saldos venho cá». Então lá reincidi no lugar e pumba, dá cá/toma lá. À saída da dita loja subi para apanhar a Sidónio Pais, que havia tanto mas tanto tempo que não passava lá. Considero essa avenida uma das mais bonitas de Lisboa, é clara e desafogada. Noto-lhe alegria e simplicidade, sem que contudo saiba se estou a ver eu. E bem. Enfim, coisas da minha cabeça. O destino era a Avenida da Liberdade, ali assim por alturas do meio, portanto, na Fontes Pereira de Melo, cortei para a Camilo Castelo Branco, percorri a não sei quantas, que não malembra, até chegar ao destino e tratar do recadinho.
A vinda foi obviamente tão extensa como a ida, embora por outras ruas e avenidas porque tenho a mania que sei como cortar caminho, só que os atalhos são dados a trabalhos, lá diz o povo. Bom, foi assim:
Saí da Avenida e meti-me numa outra que também não malembra o nome até me enfiar em Santa Marta, que eu sei ir dar à Joaquim Bonifácio e que era um bom porto para mim. Só que não. Diz que se aprende com os erros, de maneiras que. É. Santa Marta liga-se à Conde de Redondo, a qual, essa sim, vai então dar à Joaquim Bonifácio. A dada altura da Conde de Redondo, encontro-me com a Luciano Cordeiro. Julguei estar em casa! Iupi! Picoas é já ali! Iei! Mas não. Não, não, não. Estava a baralhar nomes de ruas, Luciano Cordeiro não é Latino Coelho, ó Gina! Sempre fiz confusão com as duas. Quando indagava para comigo mesmo se estaria mesmo mesmo mesmo enganada, reparei numa drogaria, montras com espumas de barba, lacas, sebos, ceras, a porta entreaberta, presumo que à conta do frio, e um velho senhor sentado por trás do balcão. O aspecto geral era o de um lugar moribundo, com as montras e as prateleiras meio cheias (e se não digo meio vazias é para a cena não vos parecer negativa). Empurrei a porta, saudei o senhor e anunciei que não ia comprar nada, pretendia apenas uma informação: se Picoas era para baixo ou para cima. Ressalvo aqui que eu não queria ir para as Picoas, mas sabia que esse ponto não se afastava quase nada da minha rota. O senhor, entendendo que eu queria Picoas na minha vida, explicou-me quantos cruzamentos atravessar até lá chegar. Não me desmanchei, faria de conta que queria então as ditas manas (consta que Picoas se chama assim por conta de um par de manas que lá vivia) na minha vida, e depressa, ouvi o senhor, afinal a explicação até estava a dar para perceber que eu ia efectivamente na direção errada, ainda desembocava mas era na... sei lá onde! Agradeci e dei meia volta. Tornei a enveredar pela Conde de Redondo, alcancei a Joaquim Bonifácio (ai miga, que sódades quê tinha!), Gomes Freire, Praça José Fontana... E quando avistei a rua dos cinquenta e dois jacarandás senti-me em casa.


Esta foto não tem qualquer filtro. Foi perspectiva casual. 
A rua é escura devido a tantos jacarandás, mas neste dia estava sol e resultou assim.


E daí até aqui foi um pulinho, o costume. Por ser costume, é mais custoso encontrar graça.
Os passos foram mais ou menos doze mil, como está no título, e só não sei o número certo porque não foram os únicos que dei nesse dia. Seja lá como for, foram muitos, e, com base numas contas que fiz, as calorias gastas foram 353, o tempo despendido foi 1h53m e os quilómetros percorridos foram 7,46. De nada, ora essa.

Que cheirinho

Um cheirinho a café acabado de moer brotou da minha mala quando a abri para retirar o papelinho onde apontara a quantidade e o tipo de tomadas que ia comprar. Tinha estado minutos antes na loja do café e afins, tivera até que esperar a senhora atender a sua contabilista, de maneiras que houve tempo para escrutinar as prateleiras e ponderar se levaria mais alguma coisa. E sim, levei. E até trouxe. Levei e trouxe. Levei porque veio de lá e trouxe porque está comigo. Falo de amêndoas com pele e alperces desidratados.

Pantufas à espreita de conversas escritas

A rica filha mandou vir das netes uma coisa toda gira para colar nas costas do meu telemóvel. Aquilo consiste numa rodela com um anel agregado, sendo que das duas partes nasce uma articulação para permitir o anel deslocar-se da rodela, podendo então o dedo médio penetrar o anel e assim garantir que o telemóvel não se me salta das mãos, que isto com o frio que tem estado... Até estou para aqui a pensar que o calor gera aderência, que é coisa de e para pensar no Verão, quando suo e fico pegajosa.
Quando a encomenda chegou, eu, pensando que era algo para ela, deixei-lhe o pacotinho na cabeceira da cama, em cima da almofada, ao bom estilo 'surpresa!' É já costume este meu costume, se chegam coisas e blás é assim que procedo italital. Só que desta vez a encomenda não lhe era endereçada, como presumo que já se percebeu e não duvido que já por aí se alvitra que procedi da mesma maneira por pensar que sim. Na manhã seguinte tinha uma mensagem via telemóvel, com imagem, que era o recheio do pacotinho, portanto a tal pecinha, bem centrada, em cima da bancada da cozinha, que por sua vez apresentava o bordo em oblíquo por não ser o assunto principal, e, no chão, metade das duas pantufas da rica filha. A legenda da foto era: isto é teu. Respondi: eu sei - já sabia porque, por umas e outros, soube que o útil, dourado e lindo objecto a mim se destinava – ficou aí porque ofereceu resistência na abertura e receei a quebra. Ocorre então que deixei aí para a gente as duas amanhã tratarmos disso.
Só que acabei por me amanhar sozinha, colei a rodela nas costas do móves e desde aí tenho usufruído de um descanso dos melhores que há, advindo de um simples anel onde o meu dedo médio pode penetrar.
Acrescento a isto tudo que as redes sociais podem ser uma cena fixe e, por vezes, são-no mesmo. Através de que outro meio poderiam as pantufas da rica filha espreitarem as nossas conversas?

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Endireitei a sala e acabei por cortá-la um pouco

Olá, bem vindos a mais um post






Hum-hum, e tal, vai daí…

Olha, não estejas tristeza nem tenhas triste. O papel com que embrulham o fiambre fatiado agora vem com furinhos mas num repente parecem bolinhas, e é tão bonito, ser de uma ou de outra maneira. E partir um copo é uma alegria, podes até fazer uma festa porque o que te escorregou das mãos foi um dos que estavas desejosa de ver partido e não um que não querias nada ver de abalada. E depois, bom, depois sempre podes escrever no blogue a contar as tuas coisinhazinhas.




Sim, é mais uma do 'migo Snapchoiso.

Este também é um post com filtros, mas acrescento que se eu fosse jovem ou não tivesse olheiras jamais poria filtros nas minhas selfies...




Hum-hum, é isso mesmo, andei a brincar com os filtros do Snapchat.

Com filtros

Não sei se tenho idade para estas coisas, mas pronto, gosto dos filtros do Snapchat, é o que é, acresce ainda que posso usá-los.










Sim, lá andei eu a brincar com os filtros do Snapchat. Porém e contudo, a primeira imagem não passa de um printe que me deu com muita força nos apetites printar por achar um piadão ao facto de a aplicação, aquando do registo, mandar dizer a idade que a gente tem, como se não se soubesse e mais não sei o quê. Pronto pronto, bem sei que a ideia é avisar que não se pode mudar os dados pessoais a toda a hora e só porque sim. Portanto, esta imagem, de filtro snapchatiano nada tem, mas tem a outra, que é uma série de recortes que fiz às fotos, umas outras fotos, com outros filtros, porque na altura achei que os cocurutos é que tinham a graça toda. Acerca da última foto, aqui bem acima, fiquem sabendo que em pano de fundo está a minha amiga árvore amarela.