sábado, 15 de junho de 2019

O eu e a seta e afinal é capaz de ser l'eau

Lá em Fleury-les-Aubrais pintaram um 'EU' e uma seta no chão, que apontava para cima como quem dá razão às letras. Fiz logo um filme na minha cabeça, que me pareceu grande e em grande, que aquilo era obra de algum português com saudades de palavras portuguesas, e depois continuei o filme concluindo que o escrito estava junto a uma tampa de esgoto e aquilo era obra de alguém com preguiça de escrever eau.

O estado do tempo

À saída de Tours, pelas 17h, Mr Google contou-me que estavam 21° e o céu se encontrava muito nublado. Agora já vem com outra história: ó Gina, em Chasseneuil-du-Poitou, amanhã, estará mais 2° do que hoje, e olha que o céu, esse, vai mostrar-se parcialmente nublado.


(pronto, sabem como é, aquilo de eu só por no blogue assuntos com montes de interesse e não sei quê)

O meu sonho é calçar uns sapatos de salto alto. Podia ser em Tours.

Tours. Será que o tour da placa tem a ver com os tours da vila?

Les rappel

Les rappel com uma viatura aos ésses em modo aviso de piso eventualmente derrapante par temps de pluie
Les rappel com um joyeux bicho que ainda por cima salta elegantemente
Les rappel com números em modo lembrança ao limite de velocidade - fait attention!
Les rappel com duas viaturas lado a lado que estão na enga de proibir a ultrapassagem, e já se sabe que la voiture rouge c'est la que está transgresse.

Bosque 🌲 🌳 🌿 ☘️

Hoje foi dia para avistar bosques e bosques e bosques. Achei piada à paisagem que a dada altura se me mostrou, parecia a Suíça, os terrenos elevados e as árvores, que podiam estar espaçadas, tudo bem, mas a distância fazia-as parecer juntas, juntinhas. Juntinhas.

Nota: tanto o título deste post, como o parágrafo acima, aconteceram fora desta data. O título então foi há montes de tempo, nem sei porque é que o compus mas sei que o compus ainda no tempo em que costumava alindar os posts com emojis e isso. Foi ali tipo assim logo ao início da viagem... Até parece que passou muito tempo... Entretanto foi ficando e num outro entretanto vivi o tal parágrafo.

O estado do tempo

Menos dois graus em Fleury-les-Aubrais para hoje, dizia ontem Mr Google, e o céu estaria parcialmente nublado. O céu está limpo, afinal.

Bom dia!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

D97, km 13, um bambi. Um bocado indeciso no andar. Infantil.

Jamais conseguirei registar tudo. Jamais. Em Paris, um dos plátanos tinha um raminho partido, mas pendurado porque as folhas se entrelaçaram. Fixação da natureza, pronto. Aqui, onde estou agora, encontrei uma linha de comboio fora de funcionamento. Pintei-a e horizontalei-a*. Achei boa ideia. *Pronto, já sabem que não me desculpo com o meu tolo português.





Um monte de ferro a pintar o céu

Queria ter publicado em directo, só que a logística barrou-me, a logística e o bom-senso, há que manter os dados móveis para uma eventual emergência.
Estou debaixo da Torre Eiffel, 'migos. Sempre quis voltar a Paris e cá estou eu, escrevendo um post, em parte composto enquanto me encontro debaixo da Torre Eiffel (mais ou menos esta parte, a daqui em diante, vá, et oui, je suis à Paris). No caminho até aqui lembrei-me de um dos posts que publiquei esta manhã (onde pedi pardon pour mon français) e concluí que, quando não me senti na obrigação de me desculpar pelo português absolutamente parvo que às vezes coloco no blogue (e que coloquei nesse mesmo post), foi porque a língua portuguesa é a mãe das Línguas, a minha. Portanto: quando escrevo estou em casa, e uma pessoa lá se vai desculpar por arrotar na casa da mãe? Não, né?

E agora, que estou cerca de cem quilómetros de Paris, é que vou publicar o meu postzinho, juntando uma foto captada do ponto exacto onde o escrevi.


Mais um registo fotográfico de Regnonval

Bonjour, je suis Marianne! C'est moi qui va vous donner le petit déjeuner !

Sumo de laranja natural. Oh porra pá, mas ca sódades, oh ca sódades! Confiture de fraises et de apricot. Beurre boa pra caraças. Até os folhados de compra são bons. O café é que prontos, né? Mas marimbo, afinal não tarda posso afogar-me num alguidar cheio de cafézinhos. À toute façon, está sol. Ah, pardon mon français, sei lá eu se. Pardon. Com tudo, do português tolo apresentado neste post não careço de desculpas, que é lá isso.


O tempo que faz

Para Blicourt, ontem Mr Google anunciava que a temperatura subiria três graus. Questão que não vou poder conferir porque zarpo não tarda. Eu não estou em Blicourt, Bilcourt é, presumo, a cidade mais próxima, digamos que assim a mais importante, ou a importante que mais perto está desta aldeiazinha: Regnonval.

Também há-de haver milhões como estas. Pois. Mas estas hoje vão desejar os bons dias a toda a gente. E isto, mesmo sendo fotos de ontem à tardinha.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Vi, de passagem

Em Arras há um supermercado Eleclerc e uma avenida - ou rua, já não malembra - du Maréchal Lecrerc.
Entretanto, em Crèvecoeur le Grand, há uma outra avenida com o mesmíssimo nome. Pronto, sabem como é, normalmente dedico-me a importantes causas e a virtuosos pontos de interesse.

Há milhões como esta, bem sei.

Fronteiras

Gina, a mulher que percorre o mais alto número de fronteiras no mais baixo número de dias, vem dizer-vos que o caminho de volta contará com menos duas fronteiras, uma vez que la Suisse et le Luxembourg ficaram fora da rota escolhida para regressar.

Agora é este post

Agora é este post porque quero avançar por aqui. É acerca das horas holandesas.
Mas que dias tão compridos que eles têm, oh porra, aquilo é de a luz ir até às onze! Bem sei que estou uma hora à frente dos lusos costumes. Bem sei que, somente a título de exemplo do, por mim, conhecido, em Espanha, isso das horas, acontece igualmente - aparentemente a malta portuguesa é a que vai atrás, até nas horas -, é dia até às dez e tal... Da noite, ah ah, e obviamente me refiro a esta altura do ano, por ora os dias são enormíssimos, que está aí o solstício não tarda, é passar uma semana e pumba. Ah: ai a porra das vírgulas. Oh.

Lanchinho em Crèvecoeur le Grand. Mais oui, je suis en France. Mais oui, des apricots.

Para trás

Para já ficou a Holanda lá atrás. Fiquei fã de tudo. Do arvoredo, das flores, dos bichos. Só lamento não ter tempo para escrever mais coisas, o que é um aperto largamente conhecido desta grafómana. Decerto que, quando já mergulhada no mundo laboral, assim serei e estarei. Mas a probabilidade de me centrar em questões e circunstâncias, aquando desse mergulho, é forte. A ver se mergulho, então. Estou na Bélgica, Antuérpia. De volta. Agora sim, encontrei a padaria e a pastelaria em pleno funcionamento. Encontro-me à espera de uma sandocha de salmão e verduras. É também um destino de vez segunda, este onde estou pousada, mas da vez primeira estava a funcionar, tanto que nesse dia provei um waffle, que são do melhor. Já não recordo se cheguei a falar disso no blogue. Até já.

Encontrei na Holanda dois relógios desfasados do tempo real. Finalmente.

Sonho

Sonhei com muitas e muitas subidas na Holanda. Notem bem: subidas. Qual ir desgovernada por aí abaixo, qual quê. É que nem em sonhos.

Bom dia!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

A lisura deste mundo

Bem que tenho ouvido dizer que a Holanda não tem inclinações. Desde que cá estou já percorri algumas, é um facto, mas sempre para entrar ou sair de um túnel.


Hoje

Avistei hoje, pela primeira vez, um moinho holandês. Fique então o mundo sabendo que o tal se encontra na N207 ao km 46. Entretanto tenho sentido a falta das túlipas, outra das maravilhas desta nação, mas só avistei os campos. Vazios. Ainda bem que não empreendi esta viagem por conta desse avistamento, quando não, coiso.

Amanhã

Diz Mr Google, o da área 'previsão do estado do tempo', que amanhã a temperatura subirá três graus em Polsbroek. Estou contente. Com tudo, num separador diferente do dito Mr, prevê-se que haja 'pancadas de chuva'. Estou contente. Ontem previa ele que para hoje as pancadas da chuva seriam fortes. E foram.

Novidade

Acrescentei mais uma paneleirice ao telefone. Agora, the maps of Mr Google traçam os caminhos que percorro, mas em linha recta, gravando, principalmente, ai a porra das vírgulas, os lugares onde pouso, a que horas, quanto tempo lá permaneci, quantos quilómetros entre um ponto e outro, se a pé, se montada. Enfim. Não confio muito naquilo, mas gosto particularmente de saber isso dos lugares onde estive.

E hoje estive em Amesterdão. Mesmo hoje. E mesmo em Amesterdão. E as fotos não têm filtros.

Ontem estive em

Ontem estive em Zwolle, o que aliás anunciei no blogue, e anunciei também que as netes do alojamento onde ontem pernoitei eram fracas e por isso não publicava fotos do lindo lugar. Publico-as hoje, uma vez que o alojamento onde me encontro agora tem umas netes boas pra caraças. Para tal, é ver os dois posts abaixo.

Zwolle sem filtros

Zwolle com filtros

Chuva ☔
Pizza 🍕

Está de chuva, em Amesterdão. De manhã ainda me safei em passeio e vistas, mas à saída já toda ela era promessas de desabar. E desabou. Agora é encontrar poiso. Mas antes vai uma pizza, sei lá com quê, que não é escolha minha. Há pouco pensei na minha secretária, lá no estaminé, há-de estar cheia de saudades minhas, que a olhe e admire. Eu não tenho saudades, penso nela e vejo-a escura e triste. Indução da chuva, poderá ser. Entretanto abanquei num recanto onde está uma lareira acesa. Que bálsamo. Perto das chamas está um anúncio barra aviso:

MMM... Lekker warm hiet
Maar pas op, gashaard kan wel hit zijn!

De certezinha que é para a gente acautelar por conta do quente que aquilo há-de estar. Lá se vai o sonho de estar num país onde não percebo porra nenhuma.

Venho a posteriori alterar este post para lhe acrescentar uma foto que tirei no lugar onde o escrevi:




Bom dia!

Hoje dormi aqui. À toute façon, let's go.


terça-feira, 11 de junho de 2019

Assuntos

Notei que uma borboleta permanecia imóvel em cima de uma folha. A folha, sim, movia-se. Não fotografei a cena, filmei-a, por isso não vo-la posso mostrar, não para já.

Almocei numa panquequeria. Quero eu dizer que almocei panqueca. Enorme. Recheada de tomate e ovo e outras coisas que já não recordo e não vos posso indicar porque o menu em inglês já zarpou daqui. De maneiras que, assim sendo, estou a realizar aquele meu sonho de estar num país onde não percebo porra nenhuma do que leio ou escuto. Espera aí... Ler?! Ó Gina, e o que se vê por aí lá é legível? E escutar, escutas, tudo bem, então e vocalizar o que ouviste? Nicles, né?
De café é que vamos lá a ver como é, que ainda cá não chegou.
Já chegou. Decididamente, fora de Portugal, e exceptuando a Itália, dos países que até hoje visitei, nenhum serve café à moda da gente. Pronto.

Seguindo e roçando o assunto acima, há dois dias, creio que ainda em território belga, parámos num posto de abastecimento e queríamos, também nós abastecer, mas de café, e notámos que o serviam em copos de diferentes tamanhos, ao género take away, vá, e foi então que o Luís se decidiu a alterar o modo de pedir. Passou a reforçar que o café é in a small cup, yes, but alf a cup, please. E mesmo assim a gente não se safa.

Esta tade andei por Zwolle. É lindo. Ai ó pá. É uma vila rodeada de canais, por isso tem uma data de pontes à volta, para se conseguir chegar ao meio. Tirei um montão de fotos e gravei outro montão de vídeos. Os vídeos já sabem que terão forçosamente que ficar para daqui a dias, as fotos é que podia espetar já aqui algumas né? É. Mas é, também, facto que as netes ds hospedaria onde me encontro estão cá de uma lentidão... Até amanhã.

Árvore holandesa, dispensando filtros desde mil novecentos e poucos.

Ontem pousei aqui

Ontem pousei aqui. Falar do lugar, falei, mas não mostrei esta foto. Era para ter composto blogue com ela logo pela fresca mas ópois coiso. Era até para vos dizer bom dia com ela, mesmo tendo sido tirada ao entardecer do dia anterior mas ópois coiso. E era para deixá-la ao natural mas ópois coiso.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Outro rol de coisas

Vou escrever coisas, vou escrever coisas. E vou chamar-lhes 'Outro rol de coisas'.

Em cada vez que vejo uma série de árvores com as folhas bordeaux lembro-me das árvores do Jardim Fernando Pessa. Sim, em Lisboa. Foi lá que comecei por adorar e admirar o modo como em finais de Janeiro lhes aparece as florzinhas branquinhas e do desafogo visual que isso é, uma vez que o cenário é cinzento há muito tempo. O giro disto é que as florzinhas dão lugar às folhas bordeaux e, na minha cabeça, é um contraste do caraças, pelo inesperado, pelo despropósito. Com tudo e por tanto, é a natureza. E acabou a conversa.

Aqui há dias usei mais uma folhinha deste bloco de notas digital para apontar:
Puurse, tipo assim um local onde pousar.
Não usámos a ideia, ainda, que (ainda) vamos ter que regressar.

Pois que passámos então pela Antuérpia, o lugar onde nasceram as batatas fritas e onde, ao que parece, se encontra o melhor dessa especialidade. Realmente as ruas cheiram a fritos, mas nada de óleos velhos e mal cheirosos. Não. Só que ainda não provámos as ditas senão logo à entrada da Bélgica, numa altura em que ainda não tínhamos recordado essa questão de as batatas fritas terem nascido lá. Essas, as que provámos, eram boas, mesmo muito boas, e foram comidas num pequeno restaurante de beira de estrada. Mas lá está a tal história da ida, se passarmos pela Antuérpia, pois que. É que hoje, numa rua, sei lá qual, avistámos um restaurante com bom aspecto e lamentámos que já não houvesse estômago para batatas, o que estava cá dentro era um belo de um waffle com gelado e natas e um chocolate quente, não haveria espaço nem os sabores combinariam.

Então e daqui, de onde estou, que conto?
Conto que é muita giro, que há muita verde, que há muita bichinho, que há muita calma e muita silêncio. Há também urtigas, de folhas enormes. Passei o dedo numa dessas e achei que não tinha peso. Não sei explicar isto. Passei o dedo na folha e foi como se não tivesse passado, pronto. Foi estranho, pareceu uma coisa prazerosa e inexistente em simultâneo. Também vi um esquilo. E isso da calma e silêncio, há pouco fiquei com a sensação de ter feito muito barulho quando suspirei, como se um ligeiro suspiro perturbasse o mundo inteiro de tal maneira que levaria um ror de tempo a recompor-se. Enfim, coisas.

A propósito de

A propósito de palavras e de estar em países estrangeiros e de a bem dizer não saber ler este estrangeiro que agora visito... Olhem só o que estava escrito numa bicicleta:


O meu sonho

O meu sonho era chegar a uma terra onde não percebesse palavra nenhuma, nem olhando nem lendo ou tampouco ouvindo. Estou na Holanda (sim, e vai mais uma fronteira, está na meia dúzia, e eu estrangeira pra caraças) e antes de cá chegar vinha pensando que, finalmente, encontraria a dita terra. Só que não. É certo que descortinar veerooster é difícil mas, como acompanha o sinal, percebe-se.


Aquela altura

Aquela altura em que se observa, conta e até se fotografa os restos mortais dos azarados que se cruzaram no nosso caminho. E isto sem lamento algum.


Olá, bem vindos a mais um blogue

Cada uma é como cada qual, e esta é a árvore belga. Que está dans les Jardins de l' Abbaye de la Cambre.