segunda-feira, 16 de julho de 2018

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Fazemos anos de casados, hoje. É amiúde que nos dizem o quanto se percebe sermos um casal que se gosta e se completa. E somos. E somos. Não sendo iguais, nem querendo, somos até o oposto em muitos aspectos, so what, né?, se afinal nos une uma certa doidice pela novidade, pela aventura.
Ó Luís, anda daí ver se ainda cá está o bloquinho que deixei aqui há dois anos (claro que não estava, há elementos da Natureza que nunca o deixariam ali por tanto tempo) e se os autocolantes do clube motard ainda permancem colados (afinal as intempéries...) naquele depósito de metal (e lá estava o dito permanecido, sim).





Nota: foto tirada há sensivelmente um mês, no Centro Geodésico de Portugal

A!* festa acabou mas há posts a fazer (um)

*esta foi a derradeira presença deste estróina ponto de exclamação, assim faço uma espécie de desmame da coisa, com o passar dos dias, e a par com o esmiuçar desta temática, nem vou sentir saudades

Vou começar pela farpela. Ora então, é farpela porque afinal não é um vestido mas sim um macacão. As lojas estão cheias de elementos com este feitio, em variadíssimas cores e padrões, de modo que, sendo uma 'coisa' que por ora está tão em voga, o leque alarga-se. Há desta cor e daquela e há com este ou aquele pormenor. Enquanto procurava um vestido, procurei inicialmente verde ou vermelho, depois abri a mente a outras cores, em parte por cansaço de não encontrar a porra dum vestido capaz sem me desviar dessa paleta. Mas fui, durante quase todo o tempo que durou a procura, renitente aos macacões e passo a explicar os motivos do desamor. É que me dava a ideia que
• com o andar o gancho das calças subiria pernas acima, ficando eu longe do glamour que me caracteriza
• seria um problema correr o fecho acima-abaixo, se aplicado nas costas
• seria um problema passar naquela partezinha mais larga se o modelo não tivesse fecho
• pareceria a figura geométrica que, presumo, mulher nenhuma quer parecer, um cilindro
Bom, quando enfiei o que hoje é o meu macacão mudei logo de ideias em relação a isto, porquanto
• o gancho não sobe porque é muito baixo, vai daí, as pernas não roçam no tecido e, se não roçam no tecido, este não sobe
• o fecho corre livremente pelo mesmo motivo exposto acima, puxo o meio das costas para cima, o que é possível pelo que também está exposto acima, e toca de apanhar o cursor do fecho, fazendo-o seguir viagem até cima - e este item está cheio de cimas e baixos e acimas e abaixos
• não encontrei problema nenhum na passagem da tal partezinha que, no meu caso, é grande, mas que não podia ser maior... não podia, que não caberia
• não pareço nada um cilindro, ora essa...



Colagens

Aí está, então, aliás: lá estão, então, abaixo, duas colagens em foto. Trata-se, então, de meio rótulo... não, meio não, então, um dos rótulos de um frasco de doce de pêra, bom que se farta. Esse rótulo é de plástico, ou assim, e sai que é uma maravilha, ao contrário do outro rótulo, que é de plástico, ou coisa assim. A outra colagem é o rótulo de um queijo da Serra que comprei na lojinha de recuerdos do Albertino, em Folgosinho. É, então e também, bom que se farta, este queijo, que é feito unicamente com leite de ovelha cru e flor de cardo e isso assim. Lá do processo de fabrico é que não vem nada escrito. Mas então. É assim.





Sim, tenho colagens no meu caderno e não são poucas, já disse que as coisas são minhas amigas, porque não falam, nem querem, e tenho delas a opinião que quiser mas não a dou porque não falo com elas. Seria isso pra quê, né?, pois se não obteria resposta! Este meu caderno parece o de uma adolescente, qualquer merdice serve para lá guardar, só por dizer que falta, por exemplo, o bilhete do concerto, o postal do eléctrico que circula em ruas de Lisboa, o talão de compra do gelado saboreado na companhia do primeiro amor. Há dias, em passeio pelo supermercado – passeio de compras, ah ah -, notei um gancho de onde pendiam uma data de brochuras com uma receita da Maizena, que consta de um bolo de crepes com creme de avelãs e morangos. Ora bem... Eu não! precisava de trazer uma brochura com uma receita que nem sequer me satisfaz, porque acho mesmomesmomesmo que não tem jeito nenhum, aquilo não passa de um monte de massa intercalada com creme e uns morangos a fazer companhia. Mas trouxe e colei no meu caderno. Depois, com estas aquisições, estes amores desiguais, acontece que um caderno de grossura... sei lá quê, normal, vá, aos dias de hoje se me apresenta um pesadão do caraças.

Negativo, positivo e essas coisas assim com esse jeito

Lisboa, 16 de julho de 2018

Vim sentar-me no banco nadois, que é o mais fresco. Ainda ponderei sentar-me na borda do mãozinhas mas idealizei que estaria quente demais para as nalgas minhas, uma vez que passa muito tempo ao sol, e mesmo tendo uma parte na sombra, não aguentaria, não. E vá, aqui estou eu, a fazer meio caminho, meia vida. É meio porque fica a faltar a árvore amarela.


O que é preciso é a gente organizar-se

domingo, 15 de julho de 2018

Acabou a! festa

Pois é 'migos, a! festa já acabou. Agora, quando digitei os pontos de exclamação que acompanham o artigo definido - que foi algo que me lembrei de fazer para enfatizar a! festa e sei o quanto foge á... ai perdão, à regra da escrita - senti saudades. Sério. É que já acabou a! festa. Contudo, tenho muito para escrever, não terminarei já hoje esta agradável ocupação, quero dar atenção a uma série de coisas, de maneiras tornarei a exclamar a! festa ainda umas quantas vezes. Vou deixar-vos com os meus pais e o meu bolo de aniversário, sem! filtros, não sem antes vos chamar a atenção para duas bolas de pão que se encontram empilhadas em cima da mesa. Pouco antes a minha mãe tinha dito:
Ó Gina, a mãe vai levar estas duas carcaças, está bem?
De maneiras que temos então a minha mãe, o meu pai, o meu bolo de anos e duas carcaças. Ou bolas. De pão.





sexta-feira, 13 de julho de 2018

Manos sem filtros, Albernoa sem filtros, Gina com filtros

(ó Gina, és tu? Sim, eu mais mê mano p'la metade)

Em Albernoa, sem filtros

Onze e sete em treze do sete




Andei eu à procura do cafézinho do costume destas paragens, calcorreando o passeio para lá e para cá e afinal tinha a frente do carro em frente ao dito estabelecimento. É que mais perto era impossível...





Venho fora d' horas modificar este post porquanto se revelou incoerente. Eram onze e sete quando estacionei o carro, só por dizer que as onze e oito chegaram antes do clique. Era isto, coisa muita, era coisa tanta que assim que pude vim cá.

#bomdia

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Hoje faço anos

Pois é, eu hoje faço anos e, num repente, decidi copiar os comentários que recebi até agora, criando assim um post onde respondo aos leitores. Isto, repito: num repente, que, pensando muito, logo vejo entraves:
«Ai ó pá, atão mas eu não pedi permissão às pessoas para plantar os seus votos no meu blogue, e se levam a mal...?»
Mas não vão levar nada a mal, e, levando, mando dizer que hoje sou pequenina e tenho desculpa. Além disso e seja lá como for, o que copio já está no blogue, né? Vou então responder-vos e a ordem é a da chegada. Ah, só mais uma coisinha: que o facto de estes votos irem já para o ar não coíba outros leitores, ocasionais ou habituais, ou mesmo algum poiso do destino, deixarem comentários, ou votos, ou assim, que há lugar. Por acaso, e por falar em lugar, ando a ver como raio vou fazer para sentar os convidados... Então vá:


:-) Parabéns, Gina! Tem um bom dia. bj
ladykina
às 8:13
Obrigada, kina. Terei. Ora pega lá sorriso com narizinho para ti :-)

Parabéns!!! É hoje o dia da festa e do tão celebrado vestido... Desejo-lhe um dia EM BOM. Rodeada de gente que a gosta e vice versa. E algumas surpresas agradáveis. Uns doces à mistura, prendinhas, un dolce far niente a acompanhar.
bea
às 8:21
Obrigada, bea, mas olhe que a! festa não é hoje, é domingo. A de hoje é também festa, mas mais pequena. Com tanta gente sabedora, e até curiosa, com o tema da! festa, não duvido que seja EM BOM :)

Pessoas bonitas fazem anos em dias bonitos. Muitos parabéns, Gina, e votos de um dia muito feliz. :)
Miss Smile
às 8:33
Obrigada, Miss Smile. Sabe que a foto foi tirada ao acordar, eram para aí sete e picos. Foi algo de que me lembrei há dois ou três dias: no dia 11 tiro uma foto logo de manhã para me recordar com exatamente 50 anos. Ainda ponderei escrever estas questões no post e mais isto e mais aquilo, mas decidi que ficava assim, a seco. Também ponderei pôr um filtrozinho, afinal acabara de acordar e tal... Mas não. Não. Esta sou eu. Hoje, às sete e qualquer coisa da manhã.

Então muitos parabéns! Faça lá um sorriso, nem que seja pequenino. :)
Teresa Borges do Canto
às 14:09
Obrigada, Teresa. Assim até me faz lamentar ter escolhido esta pose, é que eu estou a sorrir... :)


...................post alterado a posteriori, entretanto chegou mais um comentário.....................


Mais um ano de boa colheita - este, da década de sessenta do século XX - Muitos Parabéns, Gina! :)
...muitas felicidades e boa continuação também por aqui...nesta sua muito própria maneira de contar/estar/ser..."maluquice" saudável :)
Beijinhos

às 17:35

Obrigada, Té. Aquele foi cá um ano... :) Sim, por cá, pela blogosfera, continuarei :)


........................Olha eu a alterar outra vez este post!, chegaram mais dois!........................


Agora aqui, Menina dos Anos,
O dia está quase a chegar ao fim e espero que tenha sido bom e que as festividades que aí vêm sejam ainda melhores.
E que tenhamos, em breve, uma fotografia daquelas mirabolantes e divertidas já que, para assinalar esta nova idade, gostava mais de ver uma pose e um rosto subversivos do que essa pose tão ensimesmada...
E saúde e alegria e que, com a "provecta idade", não se sinta na obrigação de se transformar numa 'senhora' muito ajuizada porque assim como a conhecemos, jovem rebelde, está muito bem.
Parabéns e beijinhos, Gina.
Um Jeito Manso
às 22:41
Obrigada, UJM, mesmo o dia estando no fim, ainda vem a tempo. Oh, outra pessoa que não gostou da foto, então...? Amanhã apresento sorrisos. E não me vou transformar em senhora ajuizada, mesmo sabendo que a idade é só um número, mesmo sabendo que é só mais 1.

Junto-me à festa, sim? Muitos Parabéns, muitos anos de vida e muitos de grafomania para animar a blogosfera. :))
luisa
às 22:58
Obrigada, luisa. E junte-se, sim, venha daí :)) Lá grafómana continuo eu.

Hoje faço anos

terça-feira, 10 de julho de 2018

Lisboa, 10 de julho de 2018

Não tenho rascunhos, que é uma cena que me importa porque me sinto vazia. Tenho muito para escrever, tenho o que tenho no caderno e o que se move na minah... ai perdão, minha cabeça. Sou grafómana, de maneiras que sendo assim não se me para o caudal e tomara eu poder escrever tudo. A grafomania não doentia, como a minha, é isto: quero escrever tudo. E quando digo tudo digo mesmo tudo porque é memso... ai perdão, mesmo tudo o que eu quero dizer. E quando digo que sou grafómana não quero dizer que sou a única ou melhor que alguma/um, nada disso, digo que eu sou e pronto.

Logo de manhãzinha tirei uma foto (que se encontra abaixo do texto) ao meu manjericão, que está lindo. Comprei este vasinho há meses, para aí no Natal, será?, não sei, mas lá que tem meses de casa, tem. Quando veio, a gente foi consumindo e tal, e vai que ficaram os caulezinhos despidos mas ainda verdes e saudáveis, e a gente com pena de deitar a nua planta no lixo, e a gente esperando, e ela morrendo, e chegou a primavera, o verão, mesmo quão fresco tem estado, e a planta encheu-se de folhas. Amanhã há molho com elas.






Lá vêm as cruzes cartão! mas com dobra ficam bicos apontadores, neste caso ao teto, e falo da foto acima, que coloquei em negativo porque de certezinha que toda a gente se vai divertir. Entretanto chegou outra encomenda ao estaminé, a qual inclui cola para madeira, o que significa que já tenho cola para colar as cadeiras. Aquando da! festa não temerei que algum dos convidados deslize até ao chão. Isto de eu dizer deslize é porque fica bonito, gentil, é um eufemismo e é parvo.

Eh pá, ó Gina, atão vamo lá a saber: isto de blogue com post comprido ao dia de hoje é pruquê?
Vem a ser porque o pc lá de casa está a morrer, há já vários dias que lhe é penoso arrancar, isso e manter-se vivo por entre cliques meus, de maneiras que logo á... ai perdão, à noite haverá tempo para lhe fazer uma espécie de limpeza, o que significa que não o terei para os meus costumes. Entonces, pues que resulta que me despacho mas é aqui no estaminé, que tem umas netes tão lentas que chateia, daí que normalmente não as uso para as minhas brincadeiras. Ademais, esta Internet é pensada e adquirida para trabalhar, portanto tenho para mim que devo continuar no sistema que uso há dez anos, que consta de levar daqui as coisinhazinhas todas que quero publicar e despachar a coisa no conforto do meu lar. Só que hoje, e tal, pronto, já se percebeu.
Há dez anos que descobri as maravilhas de uma pen, é verdade sim senhores, antes disso roía-me toda por não ter como armazenar os conteúdos que queria expor no blogue. Se escrevesse no estaminé, como faço há doze anos, era 'obrigada' a copiar tudo à noite, em casa, o que eram para lá de chato. E eis que em 2008 pensei, espera lá, há um modo ultra prático e super rápido de me meter nas letras de um blogue – escrevo as coisas e depois copio do pc do estaminé e depois colo no pc de casa e depois publico. Fantástico! Ó pá, a vida é bela! Eu já posso escrever aos montes!

Ando a achar que os dias estão muuuuuito compridos. Isto em claridade, em hora de pôr-do-sol, são quase dez da noite(?!) e ainda é de dia(?!). Ou seja, não é assim dia,dia,dia, mas tenho para mim que já devia ser noite, porém o céu tem ainda muuuuuito azul debaixo do preto. Digo debaixo porque quando vai para a noite é o azul que morre. Já o dia nascendo, é o contrário.
(assuntos não faltam, é só não ser esquisita com o teor e não esperar genialidade)





Olhem só o cafézinho que eu bebi! Olhem, mas para cima. Era tão bom. Adoro café. Café, café, café. Às vezes o Pinterest sugere fotos ou desenhos mai lindos pá! Já coloquei no blogue alguns. O Pinterest tem ideias geniais e fotos também elas cheias de genialidade. Do tema café, criei até uma

Olhem, não terminei o item anterior porque fui almoçar. No entre dos tantos já muita coisa passou, que o tempo não tem preguiça e portanto avança sem descansar. Não sei o que mais vos diga... Talvez que o almoço me soube bem. Não foi nada de especial, não passou de uma tira de carne de porco grelhada, ceio que os homens do talho lhes chamam 'pena', que é a chicha que sai do entrecosto, com arroz branco e alface temperada com cebola e os azeite-vinagre-sal.
Bom.
Foi bom.
Sabem uma daquelas refeições que vão tomar porque está na hora, não que o apetite não tenha ainda chegado, não é isso, ele até há qualquer coisita, e a gente vai para o almoço/jantar/lanche/etc e quando a gente começa a enfardar é que percebe a fome que tinha? E depois de comido o recheio do prato se fica satisfeito sem aquela gulodice 'ai eu comia mais um bocadinho'? Pois então foi um desses casos, o meu almoço de hoje.

E agora, já que há tempo, continuo com o item do café. Dizia eu que no Pinterest criei até uma secção onde só ponho imagens relativas a esse tema. Mas hoje não vou lá buscar nenhuma porque tenho uma das minhas, que está também em negativo por conta de divertir pessoas. É ver acima, não sei se já vos tinha dito... Este é o mal dos posts grandes, baralham a pessoa, pá!

Ainda o Pinterest. Há dias andava a fazer umas pesquisas de '50 anos' e dei com uma ideia a que achei muita graça: este é o último dia dos meus 40's, amanhã faço anos e são 50. Há pouco anunciei a sua majestade: ó 'migo, amanhã faço anos, e ele quis saber quantos e eu fiz-lhe a pergunta chata: quantos achas que são?, ele olhou lá para fora, como se aí houvesse resposta, só por dizer que bem sei que não foi nada disso, foi para se distanciar, depois olhou um tudo-nada para mim e alvitrou: 41. Desatámos a rir, eu e o meu colega, que lhe disse que eu tinha gostado muito da resposta. E gostei. Mas depois confirmei-lhe os meus anos de vida.

Tenho tantas fotos nos meus rascunhos, oh céus. Vou deixar aqui uminhas, está bem? Vai ter que estar. Trata-se de um dia em que fui dar uma entrevista, da qual até falei no lbogue... ai perdão, blogue. Considerei que os amarelos e os liláses eram dignos de aparecer no blogue, tanto que cheguei a pôr algumas fotos do momento, mas tantas tirei que me deu pena jogar no lixo as de resto, e é agora que vão.