terça-feira, 24 de janeiro de 2023

algumas destas sombras são de pessoas, o banco é o mãozinhas e, no mais que aparece, nunca cheguei a pôr nome

Lisboa, Lisboa

O sol de Janeiro é já diferente, isto em comparando com, por exemplo, o de Dezembro. Há anos que noto isso, porém não há assim muitos que percebi o caso de as forças se empurrarem e se segurarem e assim se fazerem opostas. Falo daquela questão de no início do Inverno os dias começam a crescer e, no início do Verão, decrescem. Visto de supetão é paradoxal. É a vida, nem partilha nem zanga entre as partes. Até é simples. De supetão, é.

domingo, 22 de janeiro de 2023

vá pra riba

Agendíssima

Há meses que não toco na agendíssima. Não me desculpo com falta de tempo, sei que o arranjo para o que quero fazer, a falta é mas é de vontade de a ela me dedicar. Vou agora folheá-la. Logo na capa me diz que
'aqui cada dia é único'
Olha só os que já deixei passar. Vou agora contá-los. Foi a 10 de Setembro, a última vez. Pus lá que faltavam quinze dias para o casamento do rico filho e da rica nora. Nessa página, diz a agendíssima, não eu 
'já vos aconteceu acordarem cedo durante vários dias e depois habituarem-se? a mim também não...'
Ah ah, isto é mesmo uma coisa feita para meninas. Não se habituarem a acordar cedo, ah ah.
Também diz, na mesmíssima página
'a vida é isso que passa enquanto colecionas sonhos realizados'
Bonito. Leve. Simples.
Bom, ando neste post a consumir o assunto 'agendíssima' mas, verdade verdadinha verdadeira, ainda não concluí o caderno anterior, tenho toda uma catrefada de itens para colar.

sábado, 21 de janeiro de 2023

Actualização

💬

A primeira pipeta, afinal, não acelera o crescimento do cabelo, tanto que a periodicidade relativa à tinta se revelou igual.
A quarta pipeta revelou-se malfazeja, ademais de não apagar porra de escuro nenhum ao redor dos olhões, ainda mos arrepelava, então desisti do uso.

Fui dançar

Levei umas calças largas. Mui largas. Seriamente largas. E uma camisola fina. Mas de gola alta. Nos pés umas meias manchadas de lixívia.

As horas que Mr. Google diz que eram

Às onze e quatro, tomada do Metro. Às onze e treze, largada do Metro. Às onze e vinte e um, avistamento do Tejo.
Às onze e trinta e quatro entrada na Escola. Às treze e catorze saída da Escola

Tenho dois

Sei lá o que fiz ao bilhete de Metro, pensava eu há dias, mas lá o encontrei num dos compartimentos do porta-moedas, que, obviamente, quem o lá colocou fui eu, e isto por vias de o ir usar em breve. Ora ocorre que a busca, aquando do desconhecimento do paradeiro, era outrossim por conta da mesmíssima viagem. Ora já se percebeu que encontrei o dito, né? Poi zé. Mas após a rerreferida viagem, o que me obrigou a comprar um bilhete de Metro. E agora tenho dois. Deixo foto das folhinhas com as quais hei vindo a cobrir o primeiro dos dois, onde me notifico acerca de mais ínfimos pormenores.

Calendário 2023

Há calendário também para 2023, embora suspeite que não vá abordá-lo como fiz com o do ano passado. No fundo tenho a certeza que não, pronto. Não acho graça estar-me a imitar, não neste caso, portanto falo na mesma, mas diferentemente. Deixo então uma foto de todos os meses, dispostos como me aprouve, não sem antes anotar que este era um daqueles calendários grandalhões, que cortei a meu bel-prazer. Surripiei-o no talho, em véspera de Natal, aquando do levantamento das pernas de perú que estavam encomendadas havia semanas. - Ah, já tem o calendário do ano que vem! - Disse eu para o talhante. E ele que «sim.» - Posso tirar um? - E ele que «claro!»
Giro é, também, que dois dos meses tenham mais uma linha do que os restantes, calha assim porque começam quase no fim da semana, por isso se estendem tanto que é preciso mais uma linha. Gostei. De resto, daquilo das luas, que luas são e em que dias (ou noites...!) dos meses e tal e tal, pois que não, fica tudo numa foto e pronto. Deixo ainda pequenino registo: este post tem a etiqueta 'Estaminé' porque o pano de fundo dos recortes é um resto de cartão canelado que esperava o seu glorioso momento de partida.

Lisboa, Lisboa

Há dias (a 17 de Janeiro último) deu-me para percorrer o caminho tal e qual como fazia no antigamente, o do tempo do velho estaminé. Nos entrementes ia pensando que, à época, raio tinha eu na cabeça para não alterar o percurso senão de longe a longe. Concluí (e nem precisei de muita reflexão) que os pontos (meus) de interesse me faziam companhia. É tolice, bem sei, e já nesse tempo sabia, mas foi o que foi e deixou o que deixou.

Árvores da avenida, cujas folhas agora mal tapam as torres da igreja.
O banco hater, há quanto tempo!
A loja dos gadjets, semprecolorida.
A minha amiga árvore amarela.
A rua mais bonita de Lisboa.
O muro de pedra.
O banco hater...

Neste ponto uno o para-lá e o para-cá, daí a dupla referência. Avisto, por exemplo, o varandim do Zé. A não esquecer que, mesmo assim, esqueci pontos de interesse, mas oh.

é é é

é novidade e, se é novidade, é mais fácil fazer, andar e ser - as novidades têm um gás potente

Altaréu

O cliente tinha uma voz colocada num altaréu qualquer, digo eu uma sensualidade tão rebuscada que nem é nada disso, bem como uma gentileza excessiva, o que portanto só pode, e também, não ser nada disso. Pediu-me uma broca de oito milímetros, então vendi-lhe uma das de melhor qualidade para condizer com todo aquele arcaboiço vocal.

Até parece que sou uma pessoa de confiança

«Quero umas oito rodinhas iguais às que levei ontem.»
Sempre me impressionou a confiança que os clientes depositam na minha memória. Que, mau grado, fica aquém das suas expectativas. Oh. Também acresce que o negócio em questão não foi efectuado por mim, o que me iliba do esquecimento, mas. Depois: sendo que, rodinhas, podem ser porcas, rodízios, anilhas e que, desses, há medidas com fartura e, até, cores e, ainda, acabamentos, dei início a todo um interrogatório, que resultou nas comuns anilhas M6 zincadas. Devia ter optado pelo caminho mais perto, lá isso.

Sonho

Sonhei que o meu fornecedor tinha deixado uma pá de bico e uma picareta à porta de casa. Nesse dia recebi a pá, no estaminé, claro está, a picareta é que não porque afinal não fazia parte da encomenda. Voltando atrás, e estando na vida real, logo que acordei e revi o sonho lembrei-me que a grade do estaminé anda com preguiça de subir, quem a tem levantado, e à unha, é o meu colega, esse Golias. Ai não é Golias, é Sansão. Ai não é Sansão é Hércules. Ai não é Hércules é Hulk. Ai não é Hulk, é Houdini. Tantos agás na força extrema. Hum.

vale a pena republicar

diz que onde há um arco-íris há zero problemas
seja lá isso então

21 Janeiro 2023, manhã