quarta-feira, 27 de maio de 2020

Isolamento*

Porém, actualmente, todos sabemos os de todos e, na série, alguns personagens já sabem os uns dos outros.

(id est: dos nomes)

*...

Isolamento*

A Nairóbi está bem melhor, lá vai ela, na sua cadeirinha de rodas, visitar a fornalha, que é, a bem dizer, o seu posto de comando. Lá chegada vê-os acagaçados com tudo. E por tanto.

(iei!, nunca esta minha piadinha linguista ficou tão bem empregue, iei!)

*...

Gina, a (que já não é a*) desmancha prazeres de 'La Casa de papel'

*por demorar tanto tempo a construir estes posts,
o que significa que já toda a gente sabe como foi

5º episódio
A Tóquio, mesmo acorrentada, pontapeia o Gandia como pode. E olhem que pode. Ai pode, pode. Porra, aquilo só pode doer em muito.
Nos tais tempos antigos, em que vigoravam os preparativos do assalto, o Denver e o Moscovo, principalmente este, pedem ao Professor que um tal de Juanito (familiar desses dois que, por sua vez, são pai e filho respectivamente) fizesse também parte do bando. Pronto, saíra da prisão e queria recuperar-se. Sim, esta questão é irónica: como assim recuperar-se a fazer parte de um assalto de tão grande envergadura? O Professor até lhes diz, à laia de abre-olhos: 'Então mas isto é um assalto...'e eis que um deles responde (acho que o Denver): Si, pero es un atraco decente'. Grande argumento, só vos digo, tanto que o Professor anui. Claro que a opinião do Berlim pesou bastante nesta inclusão, já que fez ver ao Professor quão benéfica poderia ser para o bando. Eis que tudo se prepara e espera-se que Juanito se apeie da camioneta. Mas aparece, não um homem, sim uma mulher. E deveras sensual. Juanito havia-se efeminado, outrossim, fisicamente. Ah. É que já dantes era homossexual mas da têmpera oculta, nada revelando. Agora estão primo e tio boquiabertos com a revelação de Manila. Ou seja: Juanito passou a Júlia, que passou a Manila, em termos de assalto. Pronto, tinha que ter um nome de cidade, né? É. En La Casa de Papel es así.
Há agora um julgamento - julgado: Palermo; juiz: o Professor. O Professor anui, novamente, mas por motivos diferentes, perante pessoas diferentes. É preciso manter-se a união, nada que a quebre se quer ver. Ou ter.
A Nairóbi está bem melhor, lá vai ela, na sua cadeirinha de rodas, visitar a fornalha, que é, a bem dizer, o seu posto de comando. Lá chegada vê-os acagaçados com tudo. E por tanto.
(iei!, nunca esta minha piadinha linguista ficou tão bem empregue, iei!)
A Nairóbi palestra eloquentemente e todos voltam ao seu normal. O sangue flui-lhes e boa parte do medo se foi embora. Arribaram, foi o que foi. Parece um treinador de futebol, esta Nairóbi. É tão engraçada. Ouve-se agora a música dos empreendedores, dos corajosos, e derretem mais lingotes. 
E agora beijam-se na boca, a Nairóbi e o Bogotá. Oh... Esta temporada está mesmo mesmo mesmo a ser muito novelesca. É amor daqui, é cenazinha erótica dali e tal e tal... Nada explícito, mas.
Há uma enorme explosão dentro de um elevador. Quem abafou a granada foi o Denver e o Rio. Quem a mandou para lá foi o Gandia, só pode. Outros dois se moveram imediatamente para salvar os colegas e o Gandia dispara fortemente para a porta do elevador, a ver se atinge qualquer um dos quatro. Já percebi quais são os outros dois: o Palermo e o Helsínquia. 
Este episódio termina com o a Nairóbi a ser atacada por trás pelo Gandia.

6º episódio
O Gandia está agarrado à Nairóbi. Quereis saber porquê, né? Pois que não o sei. Pois que não o registei no relato. Oh, ca pena, pá.
Pela primeira vez, nesta temporada, vejo o Professor fazer o seu mais típico gesto, o que em tempos designei assim: 
«… O Professor mantém o tique de subir os óculos com o dedo médio, bem como o drama nos ombros e a determinação na voz. É uma combinação estranha, por isso tão atraente. O dedo sobe-lhe os óculos se surge algum contratempo e, porque surge, é subi-los, a ver se o caso se deslinda só com o gesto. Mas não. Óbvio.»
Chamei-lhe tique, afinal. Acontece então o tique durante a preparação de um evento especial, no atrás lá longe já tão comum desta série. O Professor conversa com a Nairóbi. O verdadeiro nome dela é Ágata. Só o Professor sabia os verdadeiros nomes de todos, nessa altura nem nós, importantes espectadores, os sabíamos. Porém, actualmente, todos sabemos os de todos e, na série, alguns personagens já sabem os uns dos outros, o que era coisa proibida. A Nairóbi e o Professor ainda conversam. Ela quer ser mãe de muitos filhos e não lhe importa que não tenham pai. Quer um doador e mostra que quer que seja o Professor. Combinam que assim se fará. O Professor tem um coração de manteiga, por isso é que nós gostamos tanto dele, mesmo sendo um criminoso do caraças consegue o prodígio de ser de boa índole. Não é fantástico, isto de se ser ser humano? É. Porra, olhem só o ambi-coisas maravilhoso que este homem consegue! A Nairóbi quer também uma casa com vista para o mar e um cão e todas essas coisas de sonho.
Uma das reféns, ao limpar uma das salas, encontra o telemóvel que vinha dentro do ursinho que foi oferecido à Nairóbi aquando do momento final da temporada anterior. Esse ursinho simbolizou o filho dela.
A Manila, infiltrada que está, afinal, no meio dos reféns, não aguentou mais esse papel e vai de mansinho ver como param as modas no centro da cena.
A Nairóbi morre.
O Gandia usou-a para se proteger dos disparos de que estava a ser alvo.
A Nairóbi morreu.
Já não vai haver crianças povoando a Terra. Crianças nascidas da Nairóbi e do Professor.
Este episódio termina com imagens bonitas da bonita Nairóbi e até a canção do genérico é, não mais bonita, mas diferente.

7º episódio
Grande prespectiva da cidade de Madrid, eis o começo. Há toda uma catrefada de polícias e militares a postos, armas apontadas à entrada do Banco.
E vai que está tudo aos tiros. Antes o Gandia anunciou ao Coronel (que está na tenda) que havia imobilizado a Nairóbi e a Tóquio. A Nairóbi sei eu que morreu (sabemos todos, a menos que o leitor tenha saltado partes desta leitura magnífica) mas, da Tóquio, não está declarada a morte no filme. E vai que continua tudo aos tiros, polícias e ladrões, pena não ser brincadeira infanto-juvenil. Pois não, não é.
Vamos quarenta e cinco horas antes de tudo o que acabei de descrever?
Vamos!
O Gandia está trémulo, tem dói-dói, que não se viu no filme o dói-dói que é ou como foi feito, mas tem. A Tóquio, prisioneira de correntes e do Gandia, está a jeito de o ver e, irónica, pergunta: Sabes que estás a sangrar como um porco? Mais atrapalhado ainda fica o Gandia, que desmaia antes de espetar a agulha com o líquido que o aliviaria.
O Professor, ao saber do trágico destino (ai, perdoem-me o chavão) da Nairóbi, lembra o trato que fizera com ela - ou seja, dali já não nascerão niños. Sentencia que se vingará de tal modo do Gandia que lhe fará sete vezes pior e que, doravante, actuará em sete passos para terminar o assalto. 
Quem substitui a Nairóbi é a Estocolmo, digo eu naquilo de derreter o ouro, ele é o forno e ele é o calor e ele é o brilho dos lingotes e ele é o.
O Gandia lá se faz acordado, lá se injecta. Os assaltantes tiram-lhe os cabos e ele não pode falar com ninguém de fora ou saber de coisa nenhuma.
Abrem-se as portas do Banco para se dar o funeral da Nairóbi. Estão todos em sentido. Até a Lisboa pode ir ver, prestando homenagem. Que humanos de boa índole, podem , afinal, uns assaltantes ser.
Daqueles sete passos que já referi, o primeiro está dado, é o funeral da Nairóbi (não pesquei por que raio o funeral da mulher mais interessante de toda a trama é um dos passos, mas pronto), o segundo é ser espalhada a notícia da tortura do Rio. Pela Imprensa e tal e tal.
Arturito está-se a ver à rasca com o confronto da Amanda. Amanda é aquela que era secretária do Senhor Presidente do Banco Central. Arturito, ludibrioso, havia-a dopado e pôde abusar dela enquanto dormitava. Só que Amanda recorda pedaços desses abusos e agora está naquela de 'ó pá ó pá mas afinal como é?' Ele nega. Cobarde como é só podia, né? 
E pronto, Arturito lá se desculpa, armando uma cena igual a tantas - a mulher não fez nada mas está exposta e, envergonhada, sente-se culpada, mesmo não tendo participado em nada.
A Tóquio,algo fingida, pede ao Gandia para a soltar, garantindo que o cura.
Há conferência de imprensa, o Comandante de outros tempos fala ao povo, negando que a Polícia torturou o Rio. Enquanto isso, mala suerte, todos os jornalistas presentes recebem - nos seus telemóveis, tablets, computadores – o vídeo de um turco confessando o que fizeram e como fizeram. O Comandante nega e nega e nega que assim se passou. Perante tanta atenção a dar-se à conferência, na tenda deixa de se dar atenção aos assaltantes e ao que se passa dentro do Banco.
A Alicia é quem vai ser o bode expiatório desta coisa toda porque a vão acusar – tudo bem que foi ela que intentou tudo quanto diz respeito à tortura do Rio – e nota-se já que tudo farão para que ela seja, depois, ilibada. Pois já se sabe que há aquela questão dos Polícias, têm um desconto do caraças nas maldades que fazem (algumas são merecidas, vá, mas dá uma raivinha, não dá?).
A Tóquio está a fazer o que tem a fazer às feridinhas do Gandia. Ou feridonas. Enquanto isso, do lado de lá da parede, os seus amigos, os assaltantes, tudo fazem para a irem salvar. Ela retira os estilhaços do corpo do Gandia e os outros furam a parede. É giro, isto. Agora vai tirar o pior de todos, se errar ele pode ficar paralítico. Ui, ela matou-o! Quero dizer: não sei o matou, mas que lhe deu uma arroxada do caraças, deu.
Quarto míssil. O Professor fala em todas as torres de Madrid onde estão ecrãs. Está a ver-se a cara dele. Vai falar ao mundo, é o que é. Mostra-nos a gravação de quando a Lisboa foi apanhada e fingiram a sua morte. Tudo isso foi ciladas da Polícia, que, no fundo, praticou ilegalidades.
O Gandia, afinal, ainda está vivo. Todos os assaltantes ficaram preocupados porque o querem vivo, morto de nada lhes serviria. E olhem que nem se interessaram pela Tóquio, que era, aliás o mote do quebra-parede. 'Ainda bem que se interessaram também por mim» refere ela, sarcasticamente. Ela e o Rio abraçam-se. É o amor que se têm. Ele corta-lhe as correntes e ela pergunta-lhe pela Nairóbi. A Tóquio ainda não sabe que a Nairóbi morreu. Chora muito, a Tóquio.
E vai o quinto míssil. Chega alguém dos Serviços Internos para buscar a Lisboa. Oh, vão prendê-la. Quando sai de dentro da tenda é aplaudida pelo povo. Incrível. Já escrevi montes de vezes nestes textos relatadores o quanto é incrível que criminosos possam ser, afinal, aplaudidos, admirados e até, pasme-se, amados.

8º episódio
Este episódio começa com uma cena de paneleiragem. O Berlim e o Palermo estão como que a despedir-se. Ora, como se sabe, o Berlim morreu na temporada anterior, portanto, este pedaço está lá longe no tempo. Eram amantes, namorados, marido e marido, sei lá, estão numa cena bué amorosa.
A Alicia, a grávida, está a confessar tudo.
O Marselha prepara-se para assaltar um restaurante chinês. Escrever restaurante chinês, nesta altura (maio de 2020) é estranhíssimo. À conta do vírus do momento, restaurantes e afins, são existências apenas memoriais, imagine-se logo um restaurante chinês... Ai. Este assalto é comandado remotamente pelo Professor, note-se. Portanto: a ideia é finalizar o túnel, que dará acesso ao parque de estacionamento e que se encontra mesmo ao lado do Tribunal para onde a Lisboa está a ser conduzida. Como a imprensa se mantém inabalável da frente do Tribunal, a Lisboa entrará pela porta traseira, que fica ao lado da porta do dito restaurante. Mas está lenta, a escavação.
Eis o Gandia fora de perigo. O Professor assim quis, e todos contra ele, queriam-no morto.
A Lisboa está prestes a comparecer perante o Juiz para ser julgada. E vamos ver.
Este plano foi chamado de Plano Paris porque é a cidade da liberdade e do amor. E eles amam-se. E os mineiros estão quase a chegar à parede do Tribunal. Ora bem, Raquel Murillo, a Lisboa, está então a descrever extensamente tudo quanto é pormenor acerca do assalto, isto com o intuito de ganhar tempo e assim cansar o Juiz e todas as pessoas envolvidas no julgamento.
Por outro lado, a Alicia está a tramar isto tudo, pois claro, afinal convém existir um certo suspense, quando não o espectador abandona o ecrã, o que seria altamente drástico. 'Altamente drástico' é redundante. O drástico é uma coisa alta e grande. Voltando à Alicia: ela está a conseguir cassetes com imagens do tal Antonanzas, o polícia que ajudou a Lisboa a perceber que o Professor estava do lado dela, isto quando ainda na tenda.
Para aquele momento final junto às cancelas, o Marselha pôs-se dentro do carro, acompanhado de uma mulher, música aos berros, para não se ouvir as marteladas. Aguentou, aguentou, Aguentou. Os polícias a mandá-lo baixar o som, ele às goladas de uma garrafa (mas não era de nenhuma bebida alcoólica, claro). Por fim teve que desistir. A ver vou se não foi em vão.
Os mineiros que escavaram o túnel estão agora a construir uma parede falsa para se esconderem lá. É para resgatarem a Murillo. Ai perdão, a Lisboa. Esconder-se-ão todos lá.
O Gandia vai falar. Não posso estender este tópico porque não relatei mais nada acerca.
A Lisboa já está com eles mas não retive como aconteceu (porra, outra vez?! falas falas e não dizes nada...), fica registado que foi uma situação tão enganosa como todas as outras, em todos os finais. Mas ainda não se encontraram, a Lisboa e o Professor. Mas pronto, isto ainda não terminou.
Todos juram ganhar esta guerra, pela Nairóbi. Cá para mim, acaba assim. Por Nairóbi! Por Nairóbi! Por Nairóbi! - gritam.
Ups! A Alicia chegou ao pé do Professor. Xeque-mate, filho da puta, é que ela diz quando lhe chega ao pé. E acho que acabou. Só que não acabou, como já revelei no post anterior. Haverá mais 'La Casa de Papel', essa é que é essa.

Querendo ler os outros quatro episódios é clicar aqui

novidades do novo blogger

 ah
 hum ui pá
 oh ei ena


 quer
 dizer que habemus
 tabelas vírgula em  querendo

verde


hum-hum, é verdade, é

Just because you feel good
Doesn't make you right, oh no
Skunk Anansie



bem como o contrário, né 'miga?

terça-feira, 26 de maio de 2020

inteligente

If it makes you happy
It can't be that bad
If it makes you happy
Then why the hell are you so sad
(Sheryl Crow)



porque é deveras inteligente
só pode, né 'miga?

Sons

Aos primeiros sons de pessoa acordada que eu faça, a cadela vem ter comigo e anuncia: estou aqui, acaricia-me. Obedeço logo de seguida. Assim até invertemos os papéis, né cão? Eu fiel e submissa, tu no poder.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Lisboa, 25 de Maio de 2020

É, também, para me esconder que escrevo. O mundo é instável, as pessoas são impacientes - escrevo para viver as minhas coisas sem desafiá-lo ou apoquentá-las. Percebi isto hoje e, mesmo não estando certa de ser vez primeira, fica como sendo.

Post com cor (-de-laranja)

A cliente cor-de-laranja veio ao estaminé para o meu colega lhe amanhar os travões da bicicleta. Não é bem bem bem ela que é cor-de-laranja, antes é a sua cozinha. Tem um piadão. Cada vez que lá vou pasmo com tanta cor, vai de pegas a puxadores, passa por cestinhas e panos. Ah, e o resto é cinzento, digo eu azulejos, mosaicos e armários. Laranja e cinza é cores a conjugar, e bem, é o que é.

A estátua do poeta

Está a dar fruto, aquilo de de vez em quando cortarem os ramos às árvores – a que está na direção do poeta ainda não consegue tapá-lo e dantes, em Primaveras com este número de dias, tapava-lhe, pelo menos, a cabeça.

Por alturas da manhã

Vocalizei 'vinte metros'. Abri os olhos e vi o abacateiro. É, deve ter vinte metros, deve.

domingo, 24 de maio de 2020

20:31

wordless stop

Programa

Na TV estava a dar um programa de animálias várias onde duas cabras marravam até ao KO. Entretanto, numa cena apareceram quatro algo distantes da câmara, era uma cena a fazer assim a modos que de separador, vá, e notei as cabras quedas e mudas mas, oh que engraçado, cada uma metida na sua vida, não era um grupo, eram quatro cabras. Lembrei um banco de estação de Metro em que algumas – não sei se quatro – pessoas se me apresentaram tão díspares que, como é comum na minha vida de escrevente, chegada ao estaminé pus-me a registar o facto, estendendo o assunto como me aprouve, sem pensar que não é igual a nada, não encarreira, não prossegue. Não ser igual, às vezes, é duro. Como uma marrada.

Programa

Na TV estava a dar uma série daquelas de meter o nariz – e principalmente os olhos - na casa das pessoas. Este é daqueles que, se visto sob certo prisma, acaba por ser um serviço público porque trata pessoas que acumulam em demasia, o que é doentio. Por outro lado, e é precisamente o outro lado, o programa mostra pessoas que limpam as suas casas em demasia, o que também é doentio. Em suma, uns com a casa suja até mais não e cheia de tralha, outros com a casa profundamente limpa e desinfectada. Neste último grupo estava um homem ao qual achei um piadão. Exibia grande aprumo, não só ao nível da limpeza como no mais ínfimo pormenor, tudo na sua casa estava alinhado. Mas tudo. Desde livros a quadros, os talheres todos virados para o mesmo lado, as cortinas simétricas, os ganchos com a mesma distância uns dos outros, as dobras iguais, quais ponta aqui ponta ali quais quê, na na ni na não, nada disso, tudo a bater certo. Estas questões quase parecem cruéis, jamais se consegue simetria seja lá no que for. Bom, então qual foi a piada? Foi que o mesmíssimo homem tinha uma dentição deveras desalinhada. Mesmo. Mas que encavalamento que para ali estava 'migos...

Devia escrever a minha vida, também, à mão.

Agora estou naquela de só pintar as bolas dos is. E nem é pintar, é preencher. Digo as bolas, não só dos is, mas também os pontos finais e os pontinhos da interrogação e da exclamação. Sei lá, é mais pomposo. É até fofo. Os acentos e as vírgulas e as cedilhas são de uma rectidão aborrecida, é um traço e pronto, a bolinha não, a bolinha requer atenção, cuidado. É também, e talvez por isso, demorado, há que haver esmero. Também posso engrossar as maiúsculas, fica giro, realça o início de cada frase. Devia escrever a minha vida, também, à mão.

sábado, 23 de maio de 2020

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Latim

Fui ver o latim e encontrei-o certo e conforme, o que não é de estranhar. Lisboa voltou a ser a metrópole do costume, hoje até o frenesim e o tráfego das sextas à tardinha me ofertou. Mais: a dona Marta e um dos Tó Zés subiam a avenida com as mãozinhas dadas. Hum, bem me parecia que. Também me cruzei com a Lucrécia. Havia muita gente na avenida mas não era para ninguém desses que ela articulava sons. Falar é outra coisa. E conversar é bastante parecido com qualquer uma dessas duas.

Avesso

Ontem andei com a camisola vestida do avesso. Como me esqueci de trazer uma adequada ao estaminé, foi esta a solução que arranjei para a eventualidade de me encardir. É que isto de ser da ferrugem, pá, coiso. Entretanto, cliente algum me avisou da voluntariosa distração. Só a vizinha da vizinha Gislena é que fez um leve trejeito quando nos cruzámos na rua, porém de nada me avisou. Mas foi assim que me apercebi como ia. Sim, visitei um espaço comercial envergando uma camisola do avesso, nomeadamente, a frutaria do nepalês.

Troca de figuras

Encontrei-me com um papel que dizia 'vamos salvar o planeta' mas troquei para ali umas letras e, sei lá eu por que caso ou figura, li 'vamos salvar a punheta'. Pá, é bem na mesma, ora essa, e por que caso ou figura não seria?

Nºs

Esta é a porta Nº 4. A pessoa que escreveu isto já tinha escrito os Nºs 1, 2 e 3. Se não escreveu é tudo bem na mesma na vida da gente todos, óbvio.


Post em duas cores

Como não prender uns papelinhos com dois clipes, um amarelo e um vermelho, se os belos dos papelinhos são papelinhos para terem, precisamente, essas cores? Não vai dar, né?

Pousos matinais

Pousei um pouco por Rio de Mouro, e foi lá que aconteceu o post anterior.
O que me levou a fazê-lo acontecer foi a salada de alface que preparei ontem à noite e foi nesse momento que o idealizei e gravei na memória, esperançada de o não perder. Ora, como se vê, não o perdi.
Pousei em Benfica (Lisboa) e nada.
Pousei em Palhavã (Lisboa) e tirei uma foto, da qual guardei o azul. Já que não consegui realçar a peça metálica que a seta indica, olhem, fiz assim.


aufaufa tem mais piada do que alface



(se em som, tem)