domingo, 2 de maio de 2021

Dia de (não era preciso dizerem na Rádio)

Hoje é Dia da Mãe e a minha mãe não atendeu o telefone.
O lado positivo, que sempre há, no mínimo, um, é que um dia não são dias e todos os dias podem ser das mães. Neste parágrafo só há frases tão largamente visitadas que já nem fazem sentido nenhum.

sábado, 1 de maio de 2021

Dia de (não era preciso dizerem na Rádio)

1 de Maio e pumba, um terço do ano já foi cu caraças. Hoje é feriado, dia do trabalhador - acho graça a este enredo. Trabalho há 37 anos mas não tive este pensamento 37 vezes, tive para aí quê, 35, vá.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

ímanes (hoje Abril, amanhã Maio)

o íman cor-de-laranja vai para ao pé do azul e do roxo e o íman cor-de-rosa vai para ao pé do amarelo e do verde

'para ao pé' significa 'entre'

Isto é que são horas

Dezoito e trinta, na torre do relógio. Se o relógio é analógico pode ser que sejam seis e trinta. Este é aquele relógio que está incerto, e não é pouco, pois, se porventura amanhã lá passar à mesmíssima hora que trago, por exemplo, no telefone, pode ele anunciar que são, sei lá, dezassete e vinte e quatro. Se bem que nisto do incerto não caiba o muito ou o pouco, o certo é que me parece muito incerto, este relógio. Sim, sou Gina, a blogger chata, sempre de roda dos mesmos assuntos. Digo isto porque este relógio e o seu tão peculiar desajuste já figurou no blogue uma meia dúzia de vezes. Bom, um dia desses o relógio dizia serem dezassete e trinta e dois e calhou que no percurso fosse necessário dar a volta à torre, acabando por descobrir que o relógio é duplo, aparece em dois lados da torre. Pá, afinal são dois, queeeeeeeeeeeeee se! me! apresentam com! as! mesmíssimas horas! Pus-me, depois, num misto de espanto e intenção. O espanto deve estar a perceber-se de onde vem, a intenção era a de construir capazmente este post. Hum, fica portanto a intenção, que o espanto já lá vai.

As árvores amarelas

No dia em que pus no blogue que havia encontrado outras árvores às quais poderia chamar de 'amarelas' {querendo, é ver aqui} fui logo dizendo que eram três, consciente que até nem tinha perscrutado o jardinzinho e que portanto podia o número não estar correcto. Bem sei que isto não tem porra de mal nenhum, o que venho é apurar a questiúncula, acabando por me corrigir. São então seis, as árvores deste jardinzinho. Imagine-se um quadrado – na que considero ser a primeira linha por estar junto à estrada há duas, enormes, bem maiores que a própria árvore amarela, dando as costas à estrada eis que desço e encontro uma de tronco bem bem bem grosso, tem aliás um tronco mais grosso que as primeiras que referi, e uma outra, vou portanto em quatro e encaminho-me para a terceira linha, onde encontro mais duas, e ladeio a quarta linha e vai que dou com mais duas. São seis as árvores que se assemelham à árvore amarela.

Lisboa, Lisboa

É bem, é bem, isso de um ginásio ser paredes-meias com um lar de idosos, é bem esgalhado.

Lisboa, Lisboa

Espero semáforos verdes em cima do pedaço de lancil mais alto, dispensando o rebaixamento que fizeram de propósito para mim.

Lisboa, Lisboa

Mr. Flanders, o barbeiro vintage aqui da zona, hoje estava de tesoura na mão, cortando cabelos.

Cunho

No restaurante do Zé habitualmente sou como que cunhada de 'menina da mota'. Acho um piadão à expressão, o que tem portanto nota no blogue.

Comprinha

É a factura simplificada número treze mil trezentos e oitenta e nove. Comprei umas molas para fazer as vezes de botões. Têm dentes, as molas, e é por isso que prendem. Partem-se facilmente, quiçá por estar a usá-las em situações para as quais não foram estudadas.
Entretanto experimentei umas quantas peças de roupa. Estranhamente, sou demasiado pequena para todos os modelos que levei para o provador. Porra, se alguma vez supus que um dia me iria acontecer não ter tamanho para os números mais pequenos...

Sonho

Sonhei com línguas esmagadas e gargantas sem ar. Não foi um sonho lá muito bom, não. Principalmente porque as línguas e as gargantas eram todas minhas.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

tal e qual *

pensei em enfiar a minha banana e as chaves da senhora nos sapatos mas desisti
*mais ou menos, vá, na semana passada as bananas eram duas

terça-feira, 27 de abril de 2021

Nêsperas

Embora seja habitual que a Isilda, em cada Primavera, ofereça um saco de nêsperas, a verdade é que é sempre uma surpresa – estou lá eu à espera que, né? Mas aconteceu. Tenho portanto um saco com nêsperas que estão agarradas às ramagens, acompanha com folhas e tudo. O melhor deste evento é que a nespereira é aquela que está lá em baixo, no pátio da minha vida, rente ao lugar escondido, o velho 'lugar escondido', ponto de interesse (meu) por alturas do velho estaminé.

Post atrasado

As fotos abaixo são de ontem. Num repente percebi quão poucas são as vezes em que vejo a árvore amarela sob esta perspectiva e, noutro repente, cliquei. Primeiro em modo 'retrato' para conseguir mostrar mais tronco, depois, como prefiro o modo 'paisagem' e não me livrei da vontade de o registar, cliquei também. Hoje e agora, como me seria deveras difícil escolher um dos modos e realmente não preciso de o fazer, publico as duas fotos.

'podia ser pior' significa principalmente que 'podia ser melhor'

Som

Durante a insónia da madrugada ouvi um cão ganir por duas vezes.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Vesti-me de amarelo


Vesti-me de amarelo para desafiar o sol.
'Ah filho dum cabrão, sempre quero ver se não apareces!'
Apareceu, como não ligando à chamada, todo pomposo, a aquecer esta pessoa, glorioso e tal e tal. E eu que sim, vá, embora aí. Horas depois chegou a chuva. É bem, afinal, né, eu de camisola, e também desafiadora – 'make at rain' – logo eu que faço o que faço sempre à chuva e sempre que há chuva, né, para mim, neste particular, foi continuar dentro da normalidade.
'Lisboa, Lisboa', é como este post me grita que quer chamar-se. E eu que 'não'.

Lundi

À segunda-feira de manhã ponho a sopa no frigorífico. Fiz ontem à noite, é de grão e pus umas couves que a Paula me deu na sexta-feira. Ou na quinta-feira. Ao domingo à noite, ou à tardinha faço sopa. Faço sempre sopa ao domingo, pronto.