quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Recheio

Na bolsa do caderno azul há toda uma catrefada de coisinhazinhas que passo a explanar.
Há dez receitas a experimentar:
Primeira: Um arroz doce diferente do meu. Encontrei esta receita no livro que leio ao momento – Romance de Cordélia, Rosa Lobato de Faria – o que foi incrível porque até então nada faria prever que o livro contém explicitamente uma receita. E já que me gabo de o meu arroz-doce ser o melhor do mundo, então eu que me mexa.
Segunda: Umas filhóses dos pobres. É um papel manuscrito apressadamente por mim, ao ditar da minha sogra. São fritos e levam açúcar quando ainda quentes, tal e qual como as filhóses dos ricos, só por dizer que são feitos com uma massa muito básica. Pobre. É.
Terceira: Uns scones acerca dos quais se diz serem maravilhosos. Simplesmente. Devo anunciar que já experimentei esta receita e que entretanto rascunhei um novo papelinho por o anterior se encontrar amachucado por demais. Já experimentei mas não fiquei a admirar estes scones tanto assim. Primeiro porque fui preguiçosa na medição do leite – ah e coiso, duzentos mililitros deve ser uma chávena de chá com menos um bocadinho, porque é certo que as chávenas de chá podem conter duzentos e cinquenta mililitros e tal e tal. Só que não. Então consegui uma massa muito seca, o que me levou a acrescentar leite até achar que sim. Segundo porque não estendi a massa, limitei a fazer bolinhas, achatá-las e a dar-lhes a forma de cilindro. Depois também me pareceu que amassei demasiado, esta massa existe plenamente se apenas formos até à mistura dos ingredientes. Estão misturados os ingredientes? Então deixa-a estar. Só que não. Por conta da suposta falta de leite, acabei por lhe mexer muito. Demasiado. Ora aconteceu que os scones não cresceram. E a receita anda ali porque quero refazê-la.
Quarta: Um bolo rei que é bom que se farta e que encontrei no canal mencionado no item acima. Sim, já fiz esta receita. Sim, o papelinho anda ali ainda porque quero voltar a fazer e enquanto isso tirar fotos e/ou filmar, construir o texto a colocar no blogue e no dossiê especial, que da vez primeira não fiz nada disso.
Nota para aí a meio do post, por modo a não me repetir: daqui para a frente, todas as receitas que descrever foram encontradas nas revistas Continente Magazine que adquiri nos últimos meses.
Quinta: Um bolo de chocolate e merengue. Trata-se de um bolo que a gente faz e a meio da cozedura se retira do forno por modo a se lhe espetar com o meregue e se mete lá dentro até que. É um bolo tão diferente que me é difícil contornar e esquecer. Não dá. Tenho um lembrete manucrito por mim, lembra que não me esqueça de converter os cups em gramas. Sabem o que é?, é que quando, por exemplo, tenho que encher um cup de manteiga, acho aborrecido, que na manteiga me safo a olho, muito embora presuma que três quartos de cup de manteiga seja para aí cem gramas. Mas.
Sexta: Um bolo de creme de chocolate e avelãs feito na caneca. Isso. Este tipo de bolo, que não tem lá muitos anos de inventado, tenta demasiadamente as pessoas que não querem engordar. É que fazer um bolo numa caneca, no microondas, em cinco minutos... é uma enorme tentação. Bom, mas quero experimentá-lo. Tenho porém um dúvida persistente: os ingredientes preenchem quatro canecas ou apenas uma...? Não sei. Lá está, estão a ver?, experimentando esta receita, desfaço a dúvida.
Sétima: Um tiramisù em modo torta. Esta receita mantém-se nos meus 'a fazer' por conta da novidade, ou da reviravolta que se dá ao tradicional tiramisù, afinal a torta contém todos os ingredientes de um. Ainda que eu tenha uma malapata com tortas, que em todas as vezes que empreendi a feitura de uma, pois que não saiu torta nenhuma, acabando a gente por comer um bolo numa tigela, ou assim. Ok, vá, não se deita fora, não é isso, é que eu queria dar-me bem com tortas, então experimentarei esta receita um dia desses. Destemidamente.
Oitava: Uma pavlova de romã e uvas açúcaradas. Na verdade não quero saber da romã e das uvas que compõem esta receita, o que eu quero é usar o montão de claras que me enche o congelador e também fazer uma pavlova com açúcar em pó, ao invés de açúcar branco granulado, bom como o limão em substituição do vinagre. É que eu já tenho feito pavlovas... Só por dizer que não ficam bonitas, contudo não me desatina tanto como as tortas.
Nona: Um pão que leva couve. A receita manda couve kale, que desconheço tanto mas tanto que nem sei se já algumas vez a vi. Portanto fui pesquisar. Ah, grande Google, presença amiguxa dos ignorantes, né?, é. Pareceu-me uma couve frisada e rígida, pareceu, vai daí conto usar a couve portuguesa ou assim, quando fizer este pão, que leva também queijo feta e bacon. Devo dizer, já agora, porque não?, que no sábado anterior e no sábado anterior a esse, comprei couve portuguesa por pretender fazer mesmomesmomesmo este pão, só que não fiz, e então fiz sopa. Há portanto duas vezes seguidas que a sopa lá em casa é de couve portuguesa.
Décima: Uns brioches. Ora bem, então é assim, tenho no meu dossiê especial uma receita de massa brioche que não me deslumbra. É boa, daí constar no dito dossiê, mas. Então quero experimentar esta por ser bem mais fácil e também mais rápida de preparar.
De resto... pois, ainda não acabou, há mais coisinhazinhas. Duas.
Uma: A caderneta para colar os selos adquiridos mediante um valor gasto no supermercado, no sentido de angariar copos aquando o total estipulado estiver colado nessa caderneta. Copos. Copos disto e copos daquilo. Escolhi os de água, que me são mais úteis. Note bem: ao momento deste post tenho quatro copos na minha prateleira e uma caderneta completa, o que me lançará brevemente aos seis copos de água. Não são lá muito bonitos ou apetecíveis, tipo assim 'ah, eu queria tanto ter estes copos...!, não, mas como vêm gratuitamente. Sim, gratuitamente, eu gastaria este dinheiro no supermercado, mesmo não havendo cadernetas ou selinhos a colar.
Duas: Os talões de desconto, a descontar em artigos definidos por uma máquina que os senhores do supermercado mandam que se baseie nas compras anteriores e assim serem eles a escolher para que lado tombarei. Presumo que seja assim que funcina esta coisa dos descontos e pondero se estenda os talões... Estendo, pois, ó:
35% em toda a marca Vileda. Ena, isto é que vai ser uma limpeza. Não, obrigadinha, qu' eu cá dou atenção a várias marcas.
25% em pizzas sem glúten, ultracongeladas, da marca tal e da tal também. Não, obrigadinha, sou nada amiga de pizzas frias, quanto mais ultracongeladas, ainda que nada tenha contra o glúten, e felizmente.
25% em limões, note bem: frescos, da marca lá deles. Não, obrigadinha, que agora o meu fornecedor de limões é o rico filho.
25% em batatas fritas embaladas. Não, obrigadinha, é coisa a evitar na minha despensa, e se por vezes por lá aparece, é por conta do desejo da única pessoa magra que há lá em casa.
25% em iogurtes sem lactose. Não, obrigadinha, sem lactose, não. Aliás: sem lactose nem devia chamar-se iogurte.
1€ numa compra superior a 5€ na marca Área Viva. Hum, a ver vamos, por vezes adquiro umas coisitas assim como que saudáveis e isso.
25% em ervas aromáticas frescas e embaladas. Bom, talvez vá na conversa, afinal é meu costume comprar ervas aromáticas e frescas, porém em vasinho, mas sim, vá.
25% em conservas de peixe. Sim! Sim! Sim! Oh sim!. Na minha despensa há sempresempresempre atum em conserva. Atum é peixe, não é 'migos?
25% em natas da marca lá deles. Não, obrigadinha, e perentoriamente, que não curto nada as natas lá deles.
25% em cremes para rosto e corpo, tanto de senhora como de homem. Sempre achei desigual as mulheres serem senhoras e os cavalheiros serem homens, não sendo todavia por isso que não me acho capaz de usar este desconto, é mais porque relamente a gente não precisa, obrigadinha.
25% em vestuário de senhora. Não, obrigadinha, e nem é pela desigualdade, é porque não.

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