quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Post com título

 Agora, se estou sozinha, quando passam muitas horas é que fico triste.

Conclusão racional
[são todas, bem sei, mas esta tem muita, mas mesmo muita racionalidade]

A vida é uma sucessão de estados de alma, inevitavelmente opostos, perfazendo um-todo. Se me isolar daí, ou soltar, ou seja, se eu for eu, eu sozinha e sem a um um-todo pertencer, então noto-me, por ora, uma enorme diferença: não temo estar alegre e viva e presente, mesmo sabendo da curta duração desse estado. Se curtas, as durações, então deveras especiais serão.

Rede

O Instagram está tão na moda mas tão na moda que agora até já se publicam longos posts por lá. E as pessoas lêem! Não é incrível?! Deixou portanto de ser o Insta da foto pirosa ou bem-posta ou, ainda, bem posta. Adequada, vá. Justa. Capaz. Enfim, essas ocisas... ai perdão, coisas, para ser também o dos textos com meio metro, todavia merecedores de tempo, inclusive atenção. E admiração.

percebeste?
percebemos

percebi que tu percebeste que eu percebera

Aceno

Acenar com a cabeça é dizer com o aparelho vocal qualquer coisa do âmbito afirmativo. Assentir. Assentir? Ah, assentir. Assentir também é daí descido.

Padrões

Há máscaras com padrões. Há viseiras com padrões. Se as máscaras podem conter o padrão na totalidade do seu ser, já as viseiras não, têm-nas na tira que ajusta na cabeça.

Comprinhas

Quando procuro vestuário que não pareça matacão nem revelador... Quero o impossível.

Resquícios de Natal


Resquícios de Natal

Decidi que, à mesa de Natal, teria uma oportunidade do caraças de revelar que há dias descobri que a primeiríssima, quiçá a mãe, de todas/os as/os influencers dos tempos tão interactivos, e online, que a gente agora tem é... 
nem mais nem menos... 
a cobra do paraíso

A rica filha espantou-se «olha, nunca tinha pensado nisso!»
O rico filho concluiu «isso dá ganda twitter, mãe»

Resquícios de Natal

Desde que saiu de casa, a rica filha não mais tinha regressado, de maneiras que não tinha ainda visto as mudanças que entretanto aconteceram. 
Adorou. 
Adorou a sala nova, aquela de quando as visitas se nos juntam para tomar refeições. 
Adorou o meu quarto, que era o dela, agora com uma das paredes - assim digamos que – com muitos espelhos.
Fiz-lhe saber que tinha também 'herdado' dela a casa-de-banho, que pus lá as minhas cenas e isso. Não me lembro se adorou. Se clahar... ai perdão, calhar adorou mas não vocalizou.

Cinzento(s)

Paredes de cor neutra para destaque de enfeites – ofusca-se um para que outro brilhe. O ofuscado toma o molde do brilharete. Não há, simplesmente, lugares sem personalidade, que lha incuto eu. Não há.

Cores

Estive naquele fornecedor que tem um balcão igual ao meu e agora o estaminé tem pionaises nas cores primárias. Escolhi-as assim porque daí, já se sabe, nascem todas, e até ao infinito.
O fornecedor deu-me muita hipótese de escolha:
«Pode pedir tudo menos branco.»
E eu que ia pedir branco... Tenho portanto essas cores, que já mas fizeram chegar. Está até tudo arrumadinho e pronto a sair para casa de algum/a precisado/a.
Por cores primárias, note-se - também e já agora e até por comparação sem querer ser por imitação - as dos clipes que marcam o meu caderno –
a amarela marca onde vou na repesca para futuros posts
a azul marca a lista de faltas do supermercado
a vermelha marca onde parei a escrita e é daí que continuarei

Aviso

«É favor uma ou duas pessoas não ocuparem mesas de quatro.» Vi eu escrito num restaurante, por ora, longe de mim e, quiçá, não tardará estar perto.

Pernas

O vestido-camisola/camisola-vestido que está no post anterior é uma peça de vestuário que... Pronto, dá para vestir com leggings. 'Pernices' parece-me uma tradução à maneira para leggings... Não, pernando.

Faz as vezes

Tenho um vestido que faz as vezes de uma camisola se lhe puser o cinto que a acompanhou. Contudo, se não puser, também faz as vezes de uma camisola.

Podcast

Dizia o entrevistado, cirurgião plástico, que actualmente as pessoas já não têm como modelo a copiar esta ou aquela figura pública, antes se querem ver como se tivessem um filtro aplicado. 

Eis, abaixo, os retratos [consideravelmente melhorados] desta que vos escreve filtrada a Cartoon da aplicação Snapchat, que mantenho no telefone precisamente para dar conta destas merdices. É uma maravilha [os retratos, óbvio] tão abundante que não me decidi por um.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

De manhã

De manhã, ainda deitada, considerei descobrir que 'mãos e genitais' se assemelha, principalmente se em som, a 'mães são geniais'. É logo ao acordar que me passam as coisas mais incríveis pela cabeça. E, aqui, por 'incrível', note-se-lho pelo lado estapafúrdio e desnecessário, é o que vos peço. A contrapor o tanto de negativo que até aqui mostro, conto-vos a eureka que se me deu há dias, precisamente de manhã e ainda deitada:

as crianças são felizes porque não têm dúvidas

Sonho

Sonhei que retirava uma pele do pé. Era uma pele inteira, sem rasgos, tinha os desenhos dos dedos e tudo. 

Graminhas

Quinhentos gramas de manga 
Mil oitocentos e oitenta e cinco gramas de abacaxi 🍍 
Oitocentos e quarenta gramas de batata-doce 🍠 
(a manga não tem emoji, oh) 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Lisboa, Lisboa

De manhã estava um céu azul e pontilhado de nuvens meio que cinzentas. Ou assim. Dei por mim a pensar «olha, eu antes de mais vi o céu, só depois notei as nuvens». Bom sinal. Parece.

Uma miúda tinha escrito na t-shirt 'cute and' não sei quê. Não sei quê, é certo, assim como é certo que esse 'não sei quê' é algo concordante com 'cute', pois, quando não, seria, no mínimo, ai a porra das vírgulas, estranho.

Pintaram os pés dos candeeiros da avenida. Temos então, e em vez do bordeaux descolorado e descascado, um lindo tom de cerise, que é cereja para os portugueses (o bordeaux não sei traduzir). A cerise, quando a gente a encontra em modo cor, é como que um convite para tornar a cor gráfica na mente, mas sem o grafismo propriamente dito. Estão cutes, os pés. E está ligada, a fonte, correndo a água, que é parável. Dantes, quem ia lá tratar desses botões era um primo afastado que a gente tem, agora não sei.

Chegada ao latim, estou vazia de coisas para vos dizer. O latim diz o mesmo, o que a todos é dirigido, mas desta vez não me disse nada.

A casa azul está a envelhecer. Se fosse uma pessoa, esta casa teria agora uns quarenta anos, que é quando se dá pelos primeiros sinais do amadurecimento das pessoas. Não esotu... ai perdão, estou com isto a dizer que quem é dos trintas não denote já alguns sinais. Não. O que acontece é que a dos quarenta é uam... ai perdão, uma maturidade mais vincada. Amachucada.

E chove em Lisboa, é o que é. Não, eu não estou de chapéu-de-chuva. Chapéu-de-chuva, guarda-chuva. Guarda-sol, chapéu-de-sol. De sombra é que não os há, pois que, dessa, não precisamos de nos resguardar. Ou então ainda ninguém nos convenceu disso (será...?).

Se há lugar de quentura, mesmo que no Inverno, é a avenida Manuel da Maia. Se há outro lugar de quentura, mas em pobre, é a rua Ângela Pinto. Porra, quase apanhei um escaldão.

Vi uns óculos escuros todos giros expostos numa montra. Por giros entenda-se vistosos, que era aliás o adjectivo a ser primeira escolha, mas pronto. É um daqueles artigos que não sei se combina com todas as Ginas que trago comigo. Bom, decerto não combinam com todas elas porque não há nada que combine inteiramente e sem reservas com esta que vos escreve. Tenho sempre a minha vida tão mas tão cheia de perguntas.

É noite. Boa noite. E ainda tão cedo no relógio. Não desespereis, desesperemos, que daqui por trinta dias o tempo de luz solar contará com mais uma hora. É o que diz o povo, e quando o povo fala, ah caraças!

Deixo foto que tirei de manhã. É clique que dei pelo meio das ideias que agrupei neste post e que são d' hoje. É o áco-íis. Isto no principal papel, óbvio, que depois há outros elementos e outras ilações que daí resultam. Ou resultariam. Eu cá, por aqui me páro.