segunda-feira, 3 de julho de 2017

Lugar da musa

Tenho uma novidade do caraças: o lugar (que também pode ser ser) da musa fechou as portas por conta de umas obras tão remodeladoras, mas tão e tão, que jamais volverá ali onde e assim como. Acabou. Soube deste caso há duas ou três semanas e portanto tive oportunidade de me despedir das cadeiras transparentes, as tais que deixavam passar os assuntos que posteriormente eu colocava no blogue, assuntos que me chegavam por meio das septuagenárias, das meninas que serviam os cafés, da senhora que se entretinha com o tablet, do homem dos muitos lenços de papel e de mais alguns que, por serem menos frequentadores do espaço, não se apressam a chegar-me à memória. Ora então o que é que acontece?, acontece que eu hoje andei por aí, escolhendo substituição, e encontrei um lugar que se presta a ser da musa. O café é porreiro, sabe a canela, tem o sabor incorporado, não vem por meio de pau ou pó, de canela, e olhem: gostei muito. Estive até na esplanada, vejam lá!, e até escrevi coisinhazinhas no bloquinho rudimentar!, e posso inclusive ficar a contar as horas mediante o número de bonecos verdes que apareçam no semáforo e tudo!, tal e qual como faço quando estou sentada no banco hater! Falta só dizer-vos que a este não vou chamar o 'lugar (que também pode ser) da musa', não senhores, vai ser o 'lugar da musa' e acabou ← essa conversa. É que a reposição em causa não a defino sem demora, antes tenho ainda de calcorrear as redondezas, quem sabe encontre um lugar da musa ainda mais musa que o deste dia.

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