quarta-feira, 19 de julho de 2017

Perdidos e/mas achados porque sou mulher para ter uma sorte daquelas, eia pá ca granda títalo queste pôste teinhe

Achei, sem ter perdido, portanto depois de achar é que notei que havia perdido, um papelinho onde guardo o número de telefone do meu cabeleireiro. Não sei porque o guardo, provavelmente é porque sou parva. Não sei porque o guardo na bolsa do meu telefone, possivelmente sou um bocado parva à conta disso. Não sei os porquês disto tudo, a sério que não sei, se afinal o número de telefone em causa está inserido na memória do meu telefone.
Mando desde já dizer que em cima me redimi de toda a parvoíce com a muitíssima inteligência e saber de coisas importantíssimas, como chamar telefone ao vulgo telemóvel.
Ó pá, não sei, tenho apego a papelinhos, mormente se mos escrevem com simpatia, como foi o caso.
Este papelinho estava então caído à porta do estaminé. Estão a ver porque é que é esquisito? Como raio foi ali parar?

Achei, sem ter perdido, os documentos do meu incrivelmente potente e confortável automóvel (é para rimar dois a dois) de matrícula portuguesa. Aos pés, quero dizer, às rodas do dito. Era eu a chegar-me, já observando longamente a matrícula portuguesa do meu veloz automóvel, para lhe meter a mão no puxador, quando... eis que pumba e coiso, os documentos no chão. É que não sei se está a dar para perceber que fui onde tinha de ir, vim de lá, e os documentos do meu automóvel português e valioso que se farta... no chão, esperando-me. Pacificamente. Ao depois de me acalmar fiquei também eu pacífica, nada como sentar-me num... ai perdão, no! meu bonito automóvel que tem a matrícula montada à portuguesa, dois números – duas letras – dois números. O ano da dita é que não revelo, quando não, lá se vai o espectáculo em que transformei o meu carrito.

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