Aquele rolo de cozinha foi para casa, não ficou no estaminé. Pois. Em casa é que está bem. E já colabora.
sábado, 8 de fevereiro de 2020
Post de aumentar
À conta daquela porra de tira-e-põe os óculos quis encontrar uma solução para não ter que andar a fazer essa figura no Ginásio. Eu explico. O senhor professor preparou-me o rol de exercícios e apontou-os num papel apropriado para estas situações. É uma espécie de mapa, vá – agora fazes isto xis vezes com ípsilon repetições e depois vais para ali para fazeres guês e agás e depois e depois e depois. Ora bem, a caligrafia do cavalheiro em questão é minúscula e, pelo entre decorar onde me dirigir, com quantos quilos apetrechar as máquinas e quantas vezes disto e, ou, daquilo, rabisquei eu, em letras enormíssimas, mesmo ao lado das minúsculas do senhor professor, e isto em intencional, porém inócuo, plágio. E pronto, assim sim, ó senhoras e senhores, até decorar tudo passeei um papelinho escrito pelo senhor professor e rabiscado por mim. Notaram a diferença? Eu rabisco. Apenas.
Banheira
Lavar a banheira aprimora os glúteos. A pessoa apoia os joelhos na borda da banheira e inclina-se, incidindo esse manifesto pela região da peidola.
Morangos
Comprei morangos. Não são tão bons quanto isso, morangos é uma coisa de abril, sendo portanto cedo, este fevereiro. Toda a vida me dividi pela predileção suprema entre dois frutos - morangos e laranjas. Se me ponho a pensar qual o! predilecto, inclino-me para as laranjas, e há pouco concluí que isso se deve ao facto de haver mais laranjas boas do que más, o que não acontece com os morangos.
Morangos todos importantes
A revista Continente Magazine do mês corrente traz um artigo acerca de morangos, do qual retiro uma parte importante: factos e curiosidades acerca do fruto vermelho por mim mais apetecido. Ei-los:
→ O morango médio tem cerca de 200 sementes, que são os pontinhos amarelos que ficam na sua parte externa e que se chamam aquénios. Estes, se se for rigoroso a nível científico, é que são os frutos verdadeiros do morangueiro, o restante é polpa.
→ Os romanos da Antiguidade acreditavam que os morangos tinham poderes medicinais. Utilizavam-nos para tratar tudo, desde depressões a desmaios e febres, pedras nos rins, mau hálito e gargantas inflamadas.
→ Os morangos podem multiplicar-se através das suas sementes, colocando um fruto na terra.
→ A Bélgica tem um museu dedicado aos morangos. Na loja de recordações de Le Musèe de la Fraise (O Museu do Morango) pode comprar-se de tudo, desde compota de morango a cerveja de morango.
→ Também se podem fazer pickles de morango, especialmente quando estes são apanhados verdes ou ainda sem estarem perfeitamente maduros. Se estiverem demasiado maduros, faça compota!
→ Segundo uma lenda, se cortar um morango duplo em dois e partilhar uma das metades com uma pessoa do sexo oposto, em breve ficará apaixonado.
→ A 28 de janeiro de 2015 conheceu-se o morango mais pesado de sempre: tinha 250 gramas e pertencia a Koji Nakao, residente no Japão.
→ Os morangos comidos à temperatura ambiente são mais doces do que os morangos frios.
Tenho duas questiúnculas a acrescentar acerca de dois dos itens.
Uma, que pena este artigo não ter saído no fevereiro do ano transacto, que assim, aquando da incursão pela Bélgica, ia ter, pelo menos, a ideia de visitar o Museu do Morango, e não descreio que, por junto, o desejo disso.
Duas, se a metade do morango é para partilhar com o sexo oposto, isto quer então dizer que este item é discriminatório, portanto: moderno, pois que hoje em dia já se sabe, né, é moderníssimo isto da discriminação seja lá por entre os opostos ou diferenças que for.
Gina, a toda importante
É que sou mesmo importante, ó:
No outro dia tive uma coisinhazinha para tratar nos Correios e, chegada ao balcão, a funcionária disse-me que aquele assunto tinha que ser com o chefe da Estação, e eu 'ai é?' cá por dentro e 'ah' do lado de fora. E esperei, mas não muito. Quando veio de lá o senhor até a passou-bem tive direito. Ena. Ademais, o assunto foi resolvido num instantinho. Bom, vamos lá a ver, às vezes é mesmo bom ir aos Correios.
Lanchinho
Hoje é que está aqui um lanchinho do caneco. É tanto assim que dá até para verdes e vos alegrardes com esta que vos escreve. Por uma questão de logística de tempo digo-vos que este lanchinho não é d' hoje. Au eva, um vídeo deste tamanho e com este tipo de edição seria facilmente publicável em minutos. Au eva, há a porra do tempo. Au eva, fui-me esquecendo desta maravilha. Au eva, é hoje:
Este vídeo foi todinho tratado através do meu telefone - gravado em 'lapso de tempo', editado na aplicação Youcut e publicado no YouTube. O cenário é uma das escadas de prédios mais invulgares que conheço em Lisboa. São de um verde berrante e de um castanho que também berra um bocadinho. Este post está também um bocado berrante porquanto é apresentado a um sábado, dia de estar por casa, e refere movimentações desta que escreve ao nível de trabalho. Ah, e sim, uma escada de prédio é um lugar desértico em quase todas as horas, mas há que contar com a iminência de aparecer seja lá quem for, e eu conto. E não, não apareceu ninguém. Au eva, aparecendo, era aguentar esgares que poderiam ir de cumplicidade a espanto.
Canções tristes
De manhãzinha liguei o rádio e estava a dar a minha canção triste número dois. Sim, que a número um é esta.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Coisas boas
Sacudi a toalha à janela e vi ao longe um passarinho. As minhas migalhas podem ser o seu repasto. Que giro, posso inventar que faço coisas boas.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Estou a ver
Assim que entrei ouvi, em uníssono, os bichos-gato a perguntar:
Ó Gina, não te apetece nada fazer isto, pois não?
Fiquei em silêncio e pus-me em outro sentimento, um em melhor, nem me lembrando do copo de água do costume. Quando me chegou a sede propriamente dita, dirigi-me ao armário mas não encontrei os copos do costume - vai haver umas certas alterações lá em casa e a senhora já refundiu umas quantas coisas. De maneiras que pus-me em busca de um qualquer recipiente por onde pudesse beber e encontrei uma caneca com dizeres em Línguas:
tenha um bom dia
have a nice day
bonne journée
buongiorno
Estou portanto a ver que teve tudo a ver.
Ó Gina, não te apetece nada fazer isto, pois não?
Fiquei em silêncio e pus-me em outro sentimento, um em melhor, nem me lembrando do copo de água do costume. Quando me chegou a sede propriamente dita, dirigi-me ao armário mas não encontrei os copos do costume - vai haver umas certas alterações lá em casa e a senhora já refundiu umas quantas coisas. De maneiras que pus-me em busca de um qualquer recipiente por onde pudesse beber e encontrei uma caneca com dizeres em Línguas:
tenha um bom dia
have a nice day
bonne journée
buongiorno
Estou portanto a ver que teve tudo a ver.
Graminhas
Mil e cinco gramas de maçãs
Mil oitocentos e quarenta gramas de laranjas
Uns quantos graminhas de salsa e de coentros
Este post serve também para notificar o mundo acerca da nova impressora da frutaria do nepalês, que emite facturas com papel mais largo, logo: há mais espaço para a designação. Daí que, das maçãs acima, eu possa copiar de lá que são royal gala, e das grandes.
Mil oitocentos e quarenta gramas de laranjas
Uns quantos graminhas de salsa e de coentros
Este post serve também para notificar o mundo acerca da nova impressora da frutaria do nepalês, que emite facturas com papel mais largo, logo: há mais espaço para a designação. Daí que, das maçãs acima, eu possa copiar de lá que são royal gala, e das grandes.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Microfone
Esqueci-me de pausar a gravação que estava a fazer no telefone e em cerca de dezassete minutos de caminho aconteceu:
uma conversa com a senhora do Banco, mas breve, o tempo suficiente para ser informada acerca de novas manobras de lidação com o público, as quais acatei, resignada
uma conversa presencial, alguém perguntou a alguém: 'assustei-te?' alguém respondeu a alguém: 'a senhora está sempre a assustar-me!'
uma conversa telefónica, alguém dizia 'sim, evidenciarmos as coisas' para alguém de quem não ouvi a resposta
Por entre e por junto a isto:
funguei vinte e uma vezes
suspirei duas
palavreei parvamente quatro e
idealmente palavreei apenas uma
Lisboa, Lisboa
De manhã: ninguém sentado no banco hater. De tarde: dois namorados - ele de braços esticados e mãos atrás, virado para o poeta, pose descontraída, ela virada para ele, perna traçada, falando. Que fotografia mai linda. Mas não. De manhã ponderei sentar-me lá para apontar o registo: a praça mai linda de Lisboa está quase quase quase terminada. É caso para dizer que só falta o quase. Puseram passeios a dividir o trânsito, reduzindo assim uma faixa. A parte boa é, se e, quando chover, já não se formam 'aquelas' poças que condutores, vamos dizer, distraídos faziam jorrar por sobre os peões. Ponderei mas não me sentei.
Comando
A menina estava particularmente bem disposta. 'Bom dia' sem demora, rosto aberto, conversadora. Perguntou-me 'tu já viste isto?' (programa infantil na tv - para não variar), e eu 'não'. Duvidou, e eu, peremptória, 'ai não vi, não!' Desistiu, mas, para levar a melhor, perguntou 'sabes quantas vezes é que eu já vi isto?', e eu 'não, diz lá'. 'Mil!', respondeu ela toda importante e eu fiz 'eiche!' com exagero. Riu. Sorri. Chegada a hora de abalar ofereceu-me o comando do televisor 'toma, para poderes mudar de canal'. Ulha, ca xiru, a menina sabe partilhar, pensei, e agradeci-lhe. Ou então, penso agora, aquela minha subtileza de não a deixar ver-me ir buscar o aspirador - objecto que a menina não tolera por considerá-lo ensurdecedor - talvez esteja a dar fruto bom.
Lanchinho
De lanchinho: uma maçã pinque leidi que comprei numa mercearia barra cafetaria barra mercearia. Da cafetaria requisitei um café curto, da frutaria escolhi a maçã. Antes, na hora do café, havia perguntado ao senhor se a fruta também se pagava naquele balcão e ele que não, que era ali, apontou. Olhei e vi duas caixas apetrechadas com o que é preciso para pesar e receber. Não, não teve grandes modos, foram uns modos pequenininhos, vá. Paguei o café e dirigi-me à banca da fruta para fazer o que (presumo que) dispensa repetição. Daí fui para o outro balcão e, com gestos também pequenininhos, porém, livres de brutidade, aguardei pelo cavalheiro. Neste ponto escolhi passar a chamar-lhe cavalheiro porque ele transfigurou-se brutalmente (ca trocadilho mais lindo!). Sério. Ficou até meloso, mas como pagar a pinque leidi foi rápido, não cheguei a enjoar.
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