quinta-feira, 16 de abril de 2020

Dia de (disseram na Radio)

Ontem editei e publiquei um vídeo onde aparece somente sons. Como são sons emitidos de manhã, pensei: «olha, que giro, publico amanhã de manhã, digo bom dia às pessoas e explico que os sons são os de outra manhã que não esta» e tal e tal. De manhã ouvi na Radio que hoje é Dia Mundial da Voz e eu: «olha, mesmo a calhar, publico o vídeo a dizer bom dia e de isso da voz, afinal o vídeo contém sons e tudo» e tal e tal. Entretanto a manhã passou-se e nada de publicações no blogue porque havia isto e, ou, aquilo para fazer
e fui adiando
e são duas da tarde

boa tarde!

e ontem intitulei o vídeo de 'a importância dos sons'
e hoje lembrei-me que a voz é, também, um som
e cá está o vídeo:


quarta-feira, 15 de abril de 2020

like a virgin





(quisera eu fora no escrever e, virgem, escrevera eu, sempre)


Tarde de água.

Nota importante, daí estar presente antes de mais:
O título é uma comum expressão da minha mãe, e tanto pode ser tarde, como manhã ou mesmo noite, pois claro.





Foi ontem, a tarde de água. Por ora, neste dia, a água aconteceu de manhã. Voltando para ontem, num repente ribombaram os trovões e desceu a chuva. Tirei a foto durante o acesso, nada estranho, da Natureza. O que retratei foi as flores meio murchas, com pétalas manchadas pela idade avançada que já têm. Vêm deste post, as ditas. Mesmo velhas, dá-me pena deitá-las fora, considero que ainda embelezam o espaço onde as mantenho. A do primeiro plano, não sei como se chama, no post já linkado chamei-lhe margarida mas salvaguardei a hipótese de erro, e, a flor não tão merecedora de espaço, é um cravo. Não sei porque gosto desta perspectiva - uma meio cortada, outra muito a não se deixar ver - mas sei que gosto.

águas em abril
não mil

terça-feira, 14 de abril de 2020

6 de abril de 2020

E aqui estou eu, a aproximar-me a passos largos da minha amiga árvore amarela. Cá vamos. De momento não consigo perceber as folhinhas que tem, se são muitas, se são realmente muito verdinhas, se são como são, porque por trás... Desta perspectiva está uma outra, que nunca lhe cai as folhas, não dá para perceber quais folhas serão as de qual árvore.
Ah-rá! Muitas e muitas folhinhas, verdinhas e jovenzinhas. Lindinhas. Vou tirar fotos.
E pronto, já tirei umas quantas fotos. E gostei muito. Não estou é descansada. Tenho que despachar isto.
Esqueci-me de me certificar se o poeta estaria já todo tapado pelas árvores.
(eu, sob chapéu-de-chuva; chapéu-de-chuva, sob chuva - sons)
Os... Hum, Lisboa apresenta muitos bancos de rua com fitas sinalizadoras, de modo a... Como quem diz que são... Que é proibido sentar lá. Hum, contudo, a avenida mantém os seus bancos ô puã; a postos, receptivos. Não sei... Não estou a perceber...
Há uma expectativa que me aborrece, que é a expectativa de esperar que a chuva passe. Ou seja: neste momento está a chover imenso e eu ando aqui na rua sem necessidade porque eu podia-me abrigar numa... paragem de autocarro, no telheiro de uma loja... Algo assim, mas essa expectativa põe-me doida, eu não aguento, e então vou sempre a andar. Vou sempre a andar e não há necessidade nenhuma, a maioria das vezes, de estar a chegar ao meu destino toda encharcada. Mas chego.
Se na maioria das vezes as pessoas se entreolham quando estão de passagem na rua, porque há algo que as atrai, a verdade é que agora o que as atrai é: o que é que esta pessoa anda aqui a fazer? - esta pessoa terá mesmo que andar na rua? É imperioso ou facultativo andar na rua? Hum? Poderia esta pessoa prescindir desta movimentação?


Acima:
Não posso dizer que seja o texto mais cuidado que já construí. Copiei da oralidade, e assim me provo que há diferenças entre o falar e o redigir, não é um descalabrado fosso por entre o 'bem' e o mal escrito, mas... Em remate, e cá por coisas, não justifico o texto. Ah, o que está entre parêntesis não é discurso, é acrescente meu, um brilhozinho, vá.

14 de abril

O meu primeiro blogue foi criado aos 14 de abril de 2006. Há, portanto, 14 anos que publico coisas na Internet. De há uns anos para cá tenho pouca vontade de fazer este registo, sei lá, já não dou tanta importância ao tempo que passou por sobre o início, talvez seja porque quanto mais tempo passa mais longe estou desse início, que pela distância se vai dissipando e tornando desinteressante. Mas, entretanto, este ano calha tão bem em questão de números, quero eu dizer: 14 anos no dia 14, que toma um certo significado. É um bocado parvo mas é o que é. E eu gosto, também e muito, de números.

Papelinho

Há meses que me anda um papelinho - que, não sendo bem bem bem cá dos meus, o certo é que é um papelinho meu - em cima do móvel. Trata-se de um lembrete de receita - trufas. Trufas de chocolate e das clássicas. Ou básicas. Visto daqui parece até ser o mesmo. Mas as trufas. Pois que o lembrete, anotei-o para fixar o rácio, que é de duas partes de chocolate para uma de natas. De resto, é o comum saber(viver) e fazer. Aquece-se as natas e despejam-se por sobre o chocolate partido em cubos. Atenção à forma dos cubos, têm que ser mesmo mesmo mesmo cubos... Não têm nada, claro que não, até se pode colocar a tablete dentro da taça sem a partir e deitar que as natas, fervendo, derretam o chocolate, leva é mais tempo - e talvez não fique tão bem. Bom. Então. Este post serve, também, para registar no blogue a receita-base para fazer trufas de chocolate. Qualquer tipo de chocolate. A incrementação é, pois, opcional - a gente pode acrescentar especiarias, raspas de citrinos, bebidas alcoólicas, frutos secos, frutos desidratados e, inclusive, açúcares. Sim, açúcares, é que em caso de se optar por chocolate negro, em certos paladares faz falta um açúcarinho, ai faz faz. De resto, a receita faz-se deixando endurecer a mistura e moldando bolinhas e rolando-as por sobre cacau em pó. Diz o costume mais antigo - ou a lenda... - que a ideia é que fiquem irregulares, precisamente por ser assim que fazem lembrar as trufas e foi por isso que lhe puseram esse nome.

mais
e
menos

por conta disto do vírus do momento:
sujo mais toalhas de mesa e menos cuecas

6:42

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Passo por elas

Passo por elas, branquinhas de pétalas e olho amarelinho, há semanas. Se me lembrar, amanhã, aquando do passeio com a cadela, levo o telefone para lhes tirar fotografias.

Assunto

Tenho o cabelo um bocado ondulado, há até mechas que formam canudos. Era só para saberem. Afinal, um lbogue... ai perdão, blogue recebe qualquer assunto, vai do distintivo ao banal. Eu, destes últimos, são todos.

Mudanças

Mudei umas coisinhas de lugar - quadros e molduras. Doravante, não mais os ricos filhos serão vistos à esquerda logo que se entra cá em casa. Nem em frente, que também lá estavam pendurados. Um quadro com umas coisas escritas (que fui eu que escrevi, pronto) está no lugar do rico filho e, no lugar da rica filha, não está nada, mas por enquanto. Quero dizer, isto presumo eu, sei lá se me dá na mona ficar assim. No tal lugar onde estavam as fotos (que poderão ver caso cliquem na hiperligação acima) que estavam à esquerda, estão agora... Pois, fotos dos ricos filhos! Mas outras. São umas que estavam na sala, juntamente com mais uma catrefada, e que retirei para pôr... Pois, fotos dos ricos filhos! Mas outras. Concretamente as que estavam à entrada, tanto à esquerda como em frente. Já as da sala, coloquei-as em cima do móvel de entrada, sem medir meios ou coisas assim, mas atentando no número de vezes que aparece um ou outro rico/a filho/a, faço questão que seja igual. Entretanto sobram molduras. Parece aquela questão: engenho desmontado, parafusos a sobrar. Para já, tenho para mim que guardarei longe da vista as mais infantis, as que, a bem dizer, não são fotos (consultar hiperligação, em querendo).

Comprinhas

farinha
ovos
couve-flor
morangos
manga

a farinha deu para as pataniscas
os ovos idem
a couve-flor não sei ainda
os morangos foram de sobremesa
a manga foi de lanche


fui lá muito abaixo, muito abaixo da cidade fazer estas compras
foi positivo, aquilo de ter encontrado fechada, a mercearia mais ao pé

águas em abril
não mil

Praceta

O vizinho parou o seu potente BMW e deixou-o no meio da praceta, de motor ligado. Saiu para retirar o seu elegante Porsche, que deixou, por sua vez, no meio do caminho e de motor tão ligado como a máquina primeira deste post. É então que se dirige para aquele e o estaciona no lugar deste, com louvável perícia. De seguida põe em marcha o BMW e deixo de ver os dois. Momentos bons, tem o mundo, ainda.

Ouvi de manhã

Think about it, there must be higher love
Down in the heart or hidden in the stars above
Without it, life is wasted time
Look inside your heart, I'll look inside mine

Things look so bad everywhere
In this whole world, what is fair?
We walk blind and we try to see
Falling behind in what could be

Kygo & Whitney Houston, Higher Love


Ouvi de manhã e atentei na letra. Às vezes atento no poema de uma ou outra canção. Às vezes. Prefiro assim, de tempos a tempos surpreendo-me, de tempos a tempos registo surpresas que tenho. Enfim.



Fonte do excerto do poema: LyricFind

Lenços

Novo pacote. Por este andar, estou, desde o último pacote, menos ranhosa. O novo foi, então, assim que o descrevi:

«Tem um parzinho debaixo de um chapéu-de-chuva. Vêem-se da cintura para baixo porque o chapéu lhes corta o resto. Ah, estão de costas. O chapéu é azul, as roupas deles são: ela, calças azuis e camisola cor-de-laranja; ele, calças pretas e camisola vermelha. Compondo o cenário, e a fazer de pingos de chuva, estão corações em vermelho e azul.»

Frigideira

Prelúdio
Bolo de Mirtilos na Frigideira
Porque um bolo pode, oh vejam lá, ser cozido numa frigideira. Mesmo que uma frigideira seja para frigir, não para cozer.

O bolo na frigideira, iguaria escolhida a pensar no dia festivo de ontem (Páscoa), é bom. Percebi que tem mais gordura do que o habitual, nunca antes tinha feito um bolo que levasse natas e manteiga, e era suposto servi-lo à colher. Isto da colher, digo-o porque era a recomendação descrita na receita. Eu, antes, pensei: bom, cá pra mim fica um bolo assim como que cremoso. E não é que esteja longe da cremosidade, mas cozeu por inteiro, nada de cremes, portanto. Como não vou repetir a receita, tampouco agraciá-la com a presença no meu dossier especial, não me certificarei de que numa frigideira menor o resultado seria mais cremoso. Quando decidi pôr a massa na maior frigideira que possuo, fi-lo por pensar que o crescimento seria demasiado e depois a frigideira babava-se toda, o forno ficava sujo de pedaços de massa tostada e imprópria para consumo e, ainda por cima, a casa a cheirar a fumo. Outra coisa que é digna de registo é que o bolo cozeu em menos tempo do que o anunciado na receita, isto pode também querer dizer que devia (mesmo!) ter usado a frigideira mais pequena. Agora, e para remate, é assim:

será que o bolo fica com uma textura diferente por ser cozido numa frigideira?
obteria um resultando diferente se o pusesse dentro de uma forma 'normal'?
qual é, afinal, a diferença?
há diferença ou é só giro e acabou a conversa?

Por ora não sei. Não saberei porque não voltarei à receita em questão.


Ah, é verdade, os mirtilos usados vieram de Marrocos. Achei interessante partilhar esta proveniência - o que eles andaram para cá chegar... E logo em alturas de quarentena ao nível mundial e tudo.

sábado, 11 de abril de 2020

Sopa

Jantei sopa de grão e alho francês enquanto via um vídeo de receitas que jamais experimentarei. Parecia mesmo os meus tempos antigos.