terça-feira, 30 de maio de 2017

Café

Tenho não sei quantos miligramas de cafeína percorrendo-me as veias.
Como é que eu sei?
Pues que no, pois que sei lá eu, né?
Mas deve ser, de certezinha. Viajam. Os miligramas de cafeína viajam.
Venho dizer que já me estreei em café lá no nepalês da frutaria e que é bom, nota-se o pouco uso que a máquina tem, mas adivinha-se o bom café. Talvez seja como o bom vinho, quando novo já se percebe nas notas de fundo a boa qualidade que há de atingir.

mil e cinquenta e cinco gramas de bananas
quatrocentos e vinte gramas de morangos
setecentos e oitenta gramas de alperces

Ó pá, os alperces foram pesados em conjunto com dois pêssegos... ai perdão, nectarinas porque são de preço igual, vai daí não sei quanto pesavam os pêssegos... ai perdão, nectarinas e assim até parece que comprei mais alperces do que aqueles que efetivamente comprei. Uma chatice. Tenho uma vida mesmo atribulada. É.
As nectarinas, escolhi as que escolhi porque:
uma tinha uma mancha rugosa, seguramente resultante do sol em chapa, o que lhe confere doçura extra
outra tinha um umbigo, um redemoinho, um furinho, sabem?, tipo isso assim, o que pressagia doçura até mais não, aí, mesmo aí, no furinho, mas por baixo da pele

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