terça-feira, 30 de maio de 2017

Foi ontem

Ontem visitei o lugar da musa do antigamente. À conta da viagem de longo curso era preciso comprar um mapa de estradas e ali é lugar para me safar da tarefa.
Comprei.
Há mais de um ano que não entrava na livraria, olhava para a entrada – por poucas vezes, é certo – e sentia saudades da mistura de cheiro a livros e café... Mas não ia atrás do cheiro, o café não valeria a pena, o sabor seria fraco e a espuma seria rala, foi por isso que deixei de lá ir. Atrás do balcão vislumbrei a livreira mais simpática que por ali se move, e que 'no meu tempo' era a única que safava o sabor e o prazer que sinto em beber café. Decidi então beber. Vá. Não estava mal, mas também não estava bem, quanto mais muito-muito-bem, que era esse o meu desejo. Não estava, mas olhem, matei a saudade da bolachinha e do pau. De canela. Ora acontece que a bica encareceu e não foi pouco, cerca de vinte e cinco por cento. Fornecem bolachinha de canela, está bem, fornecem pau de canela, está até muito bem, mas já 'no meu tempo' forneciam. Pois.

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