quinta-feira, 28 de julho de 2016

Cliente

Tem muitas baratas lá em casa, enormes, daquelas grandes e acastanhadas e quer acabar com elas o mais rapidamente possível, não importa o montante. Ai dê-me o melhor que tem aí!, disse ela. Quero dizer: assim mais ou menos, vá, é só para dar ênfase, mas asseguro que a postura era a de alguém decidido e sabedor. E eu toca de retirar da prateleira a bala mais certeira que lá havia colocado não sei quantos dias antes na disposição lógica de a vender. Caríssima, esta bala, ora pois, mas tão eficaz que só para de matar quando já não há quem ou ou quê. Pois que se volta de lá com um não, que era muito caro, que deus a livre se ia gastar tanto dinheiro, que aquilo na cozinha eram só umas quantas, para aí quê, uma ou duas, assim à noitinha, havia até noites em que não via nenhuma, que pronto, que também não era preciso uma coisa assim tão tão tão. Este post podia chamar-se Post endinheirado ou então pobretanas, mas fica cliente, que destes há muitos. E venham eles.

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