segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pokemon Go

O jogo d' agora, óié. A rica filha era doida pelos pokemons em miúda, como toda uma catrefada de miúdos que nasceram nos anos noventa.

Olha, a verdade é que quero mudar de assunto. Estou neste momento a fazer uma filmagem das minhas mãos escrevendo e, quiçá, deveria deixar-me disto, uma vez que toda a aprendizagem da dedilhação aquando do curso de datilografia – sim, sou desse tempo – se esvaíu. E agora estou para aqui a fazer figuras. Olha, vou mas é colocar a máquina de modo a que se veja o que aparece no ecrã, com erros de digitação e tudo e pumba e coiso.

De volta então aos pokemons, ah ah. Pois a verdade é que a rica filha está mandada naquilo. Já tenho ouvido conversas dispersas, que não são comigo nem nada, falando da loucura dos pokemons. Há pouco, no restaurante, lá estava uma senhora contando que não-sei-quem andava ocupadíssimo a apanhá-los, que andam mundo afora e tal, aqui há muitos, dizia ela. Eu cá, esperta que sou, já aconselhei a rica filha: - olha, quando fores à aula de código és capaz de conseguir apanhar montes deles, que a zona é assim como que importante - e mais não sei o quê. Ela anuiu, convictamente. Também já me chegou aos ouvidos um cometário dalguém que tem lá em casa outro alguém que por estes dias se tem oferecido para passear o cão, a ver se apanha a bonecada pelas ruas da cidade. Num repente considerei a minha vida deveras parecida com a do/a alguém, ah ah. É que a rica filha... bom, já se percebeu.
Então e o rico filho? Será que também se dá ao trabalho de andar atrás de bonecos em formato digital? Tenho de lhe perguntar, ai tenho, tenho. Em criança, creio que a loucura dele era em muito semelhante à dela, isto em escala.
Então e a malta quarentona, como é? Os pais desses meninos da Era Pokemon? Anda também tudo doido, ou o quê? Eu cá tenho uma certa curiosidade... Mas sou pouco dada à jogatina seja lá de que tipo for e, ademais, ando tão ciente de vírgulas, oh céus, a minha cena é escrever e fazer filmes.

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