segunda-feira, 18 de julho de 2016

Segunda-feira

Segunda-feira, dia de Pilates. Pus um cremezinho nos pés, quando não, o professor dava-lhe um treco quando me fosse ajustar as patinhas, ah ah. É que é assim, eu já de mim tenho tendência para não se me acabar os pés de escamar, é peles e peles e peles, sempre a escamar, mesmo que seja fofinha e ponha cremezinho todos os dias, de manhã e à noite, mesmo que o cremezinho seja um balúrdio e, portanto, seja bom e apropriado para as peles mais persistentes. Não dá. Passa na hora, o que é porreiro para esfregar mesmo antes das aulas de Pilates, como já disse, mas eis que umas quatro horas depois lá começa tudo a escamar.
Então e o Pilates?
Pois, eu estava assim tipo mole e coiso, sem vontade, queria ficar mais tempo na cama, o que é estúpido que se farta, já que no sábado eram seis e picos quando me levantei, no domingo sete e não sei quê, e nesses dias podia ter ficado na cama, só por dizer que não fiquei. Depois houve também uma série de fatores a puxar-me pra baixo, tipo as férias que terminaram, tipo eu ter de mergulhar os cornos no estaminé novamente – e não na praia, ah ah -, tipo eu não querer estar aqui. Mas mais, bem mais do que não querer trabalhar, não é que não queira trabalhar, que não tenha um conhecimento profundo pra caraças, isto no sentido de saber que toda a gente trabalha pra ter coisas, pra melhorar de vida ou então manter o nível, pronto, coisas assim. É estúpido, este sentimento, assim como é estúpido não conseguir eliminá-lo.

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