segunda-feira, 11 de julho de 2016

Hoje faço anos

27 junho 2016
De hoje a quinze dias faço anos, o que acontece é que supostamente este post irá para o ar a 11 de julho próximo, o tal dia que será daqui, deste dia, a quinze dias, e que é o dia do meu aniversário. Ena tanto dia só neste parágrafo. Este ano lembrei-me de programar um post por conta de no dia em que sou aniversariante me encontrar ausente e afastada das lides da blogosfera. Mas como o meu dia de aniversário...
30 junho 2016
Olha, deixei a ideia anterior incompleta porque há dois dias que não vinha cá vê-la. Então é assim: no dia do meu aniversário estarei longe de casa e por acréscimo da internet, portanto não poderei publicar coisas, eu que dou sempre uma atenção desmesurada ao dia em que faz anos que nasci e este ano não vai dar para, oh céus, quanta amargura sinto e tal e tal. Então lembrei-me de construir um post ao redor do tema 'o meu aniversário', construindo-o em cada dia um pouco, programando-o para ser publicado no dia D. E é o que estou a fazer. Basicamente é isso. Claro que já devia ter começado com isto, só por dizer que quanto mais longe da data, mais longe estou do assunto. Ainda pensei, olha, vou mas é começar exatamente 4 semanas antes, que é giro, os anos são 48, 4 dúzias, ou então 4+4=8, ó pá tóin xirú! E o meu pai fez 84 em março, que eu até comentei com ele, e fiz post e tudo, 8:2=4, já não fica tão bem, é verdade, é pena é, imensa, imensa, que não sejam 8 dúzias, os anos do meu pai, mas 7, o que também é munto xirú porquanto nasceu a dia 7 e eu no mês 7. Ó pá tóin xirú!
A coisa do programar e escrever no presente e aparecer no futuro mas eu fixar o pensamento no futuro e estar a falar no presente é gira que se farta. É, é.
4 julho 2016
A uma semana de fazer anos, hoje. Está quase.
O trecho anterior terminei-o na ideia que fica no ar sempre que penso intensamente nisso. Ora bem, então é assim: a gente vive o presente, mas pode gravá-lo devido à tecnologia que entretanto se conseguiu apurar. Apurar? Apurar. E eu apuro que mais do que poder registar momentos, bem como que revivê-los na posteridade, é maravilhoso. E continua a sê-lo quando consigo gravar momentos apoiada no futuro, como é o caso deste post, mas também é estúpido.
5 julho 2016
Este post será então publicado a 11 de julho próximo, às 00h:01m. Para isso conto com o senhor Blogspot, ele que concede esta possibilidade aos seus fregueses de se poder programar posts, pois vamos lá.
Neste dia, neste momento, já pouco tenho a dizer. Olha, posso por exemplo dizer que neste dia e neste momento estou no estaminé escrevendo isto, no dia e no momento em que for para o ar o que agora escrevo, decerto estarei a dormir, ou então, não estando, estarei a beber um copo à beira do Mediterrâneo, ou poderei estar a passear, a vaguear por ali. As noites são quentes que eu sei lá, não há vento, qualquer silvo se ouve, voz, ladrar, caminhar, motor, o marulhar é audível a vários metros de distância. Enfim, já se percebeu. Seja lá como for, alguma coisa estarei a fazer nesse momento.
Ainda não reli o que escrevi nos dias anteriores. Não quero. Fica assim, o seu a seu dia, não me vá eu dar vontade de alterar o que escrevi. Sofro disso, sempre que releio coisas que escrevi há pouco tempo, tenho um desejo imenso de alterar, com os textos antigos nem tanto, julgo que a distância de tempo os torna capazes, não sei bem, é como querer adulterar um clássico, vá, um clássico é um clássico, atingiu o patamar do inalterável. Com isto não quero comparar o que escrevo à literatura, que é lá isso, é somente uma ideia que estupidamente arranjei, longe da poesia. Isto da poesia não estar em mim anda a moer-me, fico triste, pronto.
6 julho 2016
Ainda não falei do que é ter 47 anos, quase 48. Esta idade é especial, como todas, ah ah, pois é, eu lá considero uma idade, seja a que for, longe de ser especial? Eu não. Ter esta idade é estar a um passinho de bebé, ah ah, da velhice, da eliminação completa do cenário jovem, ou jovial, vá, que eu cá, por enquanto, consigo ter um espírito leve de vez em quando.
Não me custa muito ter atingido esta idade, não muito, já disse, pois, não muito, que sempre custa um tiquinho. Dou por mim querendo ser mais jovem, não propriamente por questões de aparência, confesso que também, pronto, confesso, já está, mas tenho umas saudades do caraças de quando não era enferrujada, é que o cansaço dos meus dias é muito. Em momentos de extremo cansaço, tenho também saudades do tempo em que não tinha um lbogue... ai perdão, blogue. Escrever cansa-me não só a cabeça mas também as pernas. Eu escrevo de pé, neste momento estou de pé, escrevendo. E tu, escreves de pé? Sim, tu que estás a ler isto, diz-me: escreves de pé? Haverá mais alguém no mundo que escreva de pé? Já pensei pedir a um bloguer daqueles montes de conhecido para fazer esta perguntinha lá no seu blogue, geralmente não me safo com perguntas, é por isso que as calo tantas vezes.
7 julho 2016
E vai que hoje escrevo o quê, é que assim à pressa fico esquisita. E estou à pressa porquê, não é. É. Porque são quase seis da tarde e eu tenho de sair às sete e ainda tenho umas coisitas de última instância a despachar antes de seguir viagem.
Bom, olhem, gostei muito de escrever este post assim como que às postas, ah ah, isto é giro, creio que já fiz anúncio disso aí pra cima, espero também não aborrecer os leitores com um texto deste comprimento... mas é que eu hoje faço anos. Até breve. Não tarda estou aí, escrevendo e escrevendo e escrevendo.

4 comentários:

redonda disse...

E porque já é dia 11, Parabéns!!!
Espero que tenhas um dia de aniversário muito feliz
um beijinho
Gábi

Lady Kina disse...

Ainda que não estejas na net para aprovares o comentário, deixo-te nela a rabear o desejo de que estejas bem e passes um dia feliz. E não te esqueças de usar o para-males, que hoje estás de Parabéns!!!!!

;)))))

Continuação de boas férias
beijo

Susana Rodrigues disse...

Eu escrevo sentada. Só uma vez, quando estava a trabalhar há muitas horas e já me doía o rabo, escrevi de pé porque não queria parar de trabalhar.

Gina, parabéns! Pelo aniversário e por tudo o que nos ofereces aqui. Por seres tão afoita, tão viva.

Desejo-te muitas felicidades, sempre. :-)

Gina G disse...

Obrigada, Redonda. Em duas frentes, aqui e no Facebook, e logo ao romper do dia. ;)

Obrigada Lady Kina. Pues... que fue mui bueno el dia, si. O para-males, ah ah. No fue necessario, pero gracias por avisares.

Obrigada, Susana. Respondeste à minha pergunta e tudo, agradeço isso também.